PODCAST · society
À Boca de Cena
O escritor, escreve. O leitor, lê. Aqui, à boca de cena*, ouve.O lugar perfeito para fazer entrar aqueles que vêm falar de si, ou dos outros, ou de nada. Porque o nada também é importante para agitar os vazios. É como o vento que desliza por entre as árvores, sibilante, criando correntes, e inesperados encontros. Assim, nesta boca de cena, vai-se falar o tudo e o nada. O ouvinte, às vezes suspende a respiração; outras vezes comove-se; outras vezes surpreende-o a cólera; outras vezes adormece.Tudo vale, afinal, para estimular o convívio que se vem perdendo.Vão entrando!Por Mónica Baldaque*Este título é de um artigo de Agustina Bessa-Luís, publicado no Diário de Notícias, Lisboa, ano 127.º, n.º 44 615. Opinião: Árvore de Espinho, 18 de Maio de 1991, p. 9.
Episodes
-
45. As Vanegas
As Vanegas é um pequeno conto com notas autobiográficas e todo o ambiente em que se passa é familiar a Agustina – é o Douro. É a casa em frente à da família de Agustina, e as personagens andaram por ali. Episódio final do podcast Agustina à Boca de Cena, que esteve ativo entre 18/1/2021 e…
more -
44. As Festas de Ano
Este texto, datado de 30 de novembro de 1978, escrito portanto há 45 anos, terá talvez sido publicado no Comércio do Porto, conforme consta numa anotação a lápis. É um texto autobiográfico e fala das festas de Natal da infância de Agustina. Estando nós próximos do Natal de 2023, é altura de o...
-
43. Argila e Bronze
Agustina visita um pequeno cemitério de uma pequena aldeia acima do mar, e discorre sobre aqueles que ali jazem, e a praia que dali vê, e o vento que sopra. Até que umas gotas de chuva começam a cair e a fazem correr dali. "Argila e Bronze", 14 de Março de 1971, in Alegria do Mundo II, Guimarães...
-
42. O Inferno
Chega a primavera, e Agustina deixa os livros, sai de casa e vai ao jardim, ao seu jardim do Gólgota. Vê que nasceram os narcisos, as rosas cor de sangue e as belas magnólias. Diz, como o escritor Mishima, que o jardim é como um inferno em equilíbrio – esse jardim melancólico, onde nada se…
more -
41. Mudar de Rosa
Rosa significa a rosa dos ventos, e a necessidade de Agustina de mudar de direção, de caminho a seguir. Agustina lembra: “Faz hoje um ano”, um ano desde que chegou às ribeiras do Cávado, onde teve casa, e onde foi feliz umas horas, diz, nesse tempo, com a companhia do vento – o único personagem...
-
40. Armani e o Fantasma
Agustina, uma profunda conhecedora da moda, discorre aqui sobre o costureiro Armani, sobre o seu processo criativo. Não é um costureiro, diz Agustina, é um artista, um homem de espírito. ______________________ Música – excertos de: “Alborada del gracioso”, de Miroirs, de Maurice Ravel, sequência...
-
38. O Jogo de Espelhos
Agustina dialogo com Camilo, o seu interlocutor preferido, dissecado em muitas páginas da autora. Imagina aqui como se comportaria Camilo com Dostoiévski. -------------------------------- Música – excertos de: Tarantella em Lá bemol maior, de Frédéric Chopin, sequência MIDI de Robert Finley,...
-
38. O Castanheiro do Gólgota
Agustina escreve esta crónica nas férias de setembro de 1998, em Guéthary. Dedica-a ao castanheiro secular do seu jardim da casa do Gólgota – conta a sua história e peripécias. _____________________ Música – excertos de: “Saltarello”, de A Chantar – Trovadoras Medievais, Música Antiga da...
-
37. A Mãe de um Rio
Publica-se este episódio no dia 15 de outubro de 2022, em ligação com as comemorações do centenário do nascimento de Agustina Bessa-Luís. A Mãe de um Rio é um conto publicado em 1959, tendo na altura sido feita uma gravação da voz de Agustina narrando-o. Manoel de Oliveira usou este conto para um...
We're indexing this podcast's transcripts for the first time — this can take a minute or two. We'll show results as soon as they're ready.
No matches for "" in this podcast's transcripts.
No topics indexed yet for this podcast.
Loading reviews...
ABOUT THIS SHOW
O escritor, escreve. O leitor, lê. Aqui, à boca de cena*, ouve.O lugar perfeito para fazer entrar aqueles que vêm falar de si, ou dos outros, ou de nada. Porque o nada também é importante para agitar os vazios. É como o vento que desliza por entre as árvores, sibilante, criando correntes, e inesperados encontros. Assim, nesta boca de cena, vai-se falar o tudo e o nada. O ouvinte, às vezes suspende a respiração; outras vezes comove-se; outras vezes surpreende-o a cólera; outras vezes adormece.Tudo vale, afinal, para estimular o convívio que se vem perdendo.Vão entrando!Por Mónica Baldaque*Este título é de um artigo de Agustina Bessa-Luís, publicado no Diário de Notícias, Lisboa, ano 127.º, n.º 44 615. Opinião: Árvore de Espinho, 18 de Maio de 1991, p. 9.
Loading similar podcasts...