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A História repete-se
by Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho
Um diálogo descontraído em torno da História, dos seus maiores personagens e acontecimentos. 'A História repete-se' não é uma aula, mas quer suscitar curiosidade pelo passado e construir pontes com o presente. Todas as semanas Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho partem de um ponto que pode levar a muitos outros... São assim as boas conversas.
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D. Fernando II e a Condessa d’Edla, os protetores das artes e criadores do Parque da Pena
Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho relembram Elise Hensler (1836-1929), uma cantora de ópera de origem suíça americana com quem o rei D. Fernando II se casaria, em segundas núpcias, treze anos depois da morte da rainha D. Maria II. Fortemente contestado na sua época, o polémico casal foi, durante anos, votado a um certo ostracismo pela aristocracia portuguesa, como se depreende de uma carta de D. Fernando ao filho, o rei D. Luís: “Eu tenho pensado maduramente sobre esse assunto e acho que por ora mais acertado não irmos nós lá, por esta vez. Não é pelo público mas por causa de pessoas que não nos tem visitado por ora, e por isso alegam motivos que só em cabeças de cuco é que podem ter origem.” Após o casamento, Elise receberia de Ernesto II, primo de D. Fernando e chefe da Casa de Coburgo, o título de Condessa d’Edla. Amante da música, das artes e da natureza, foi a companheira ideal para D. Fernando, sendo a principal responsável pela criação do magnífico Parque da Pena e da sua grande protetora até à implantação da República. Após a morte do marido continuaria a apoiar financeiramente, também, os seus protegidos: o jovem pintor Columbano e o pianista e compositor Viana da Motta. Injustamente vilipendiada na sua época, foi, e talvez por isso, uma mulher culta, activa e com voz própria. Honrando até ao fim da sua vida, em 1929, a memória do marido, soube ganhar a estima e o respeito dos que com ela privaram de perto, quer fossem criados, diplomatas, médicos, intelectuais ou mesmo membros da família real. D. Pedro II do Brasil aceitou-a, sem reserva, como esposa do viúvo da sua irmã, sendo um dos seus mais fiéis amigos. Para o infante D. Augusto, o filho mais novo de D. Fernando, foi a mãe que ele não teve. Com a rainha D. Amélia compartilhou o amor que ambas tinham à Pena. Elise Hensler, Condessa d’Edla, morreria, em Lisboa, a 21 de maio de 1929 na véspera de completar 93 anos. Os jornais americanos noticiariam a sua morte sob o título “Only American Girl Who Ever Wed a King.”See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Cantando e rindo: A exposição do Mundo Português no contexto da propaganda no Estado Novo
Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho relembram a Exposição do Mundo Português que, com um timing infeliz, abriria as suas portas a 23 de Junho de 1940, um dia a seguir à rendição da França, em Compiègne, à Alemanha nazi. Com a Europa mergulhada quase integralmente nas trevas, Lisboa, capital de um país neutro, festejava brilhantemente o Duplo Centenário da Independência e da Restauração. Concebida para mostrar ao mundo e aos portugueses as glórias passadas e as conquistas do Estado Novo, a exposição – ponto alto com que se encerrariam as Comemorações - acabaria por falhar parte desse objectivo. A guerra determinaria um número de visitantes estrangeiros muito menor do que o esperado. Por essa altura, porém, o país, recebia milhares de refugiados em trânsito graças ao acto de consciência do cônsul português de Bordéus, Aristides de Sousa Mendes. Contudo, os que chegavam tinham outras preocupações. E, apesar de a Exposição ter tido - durante os cinco meses que esteve aberta - cerca de 3 milhões de visitantes, a esmagadora maioria eram visitantes nacionais vindos de todo o país. Coube a António Ferro a seleção dos arquitectos e artistas da exposição. O director do Secretariado de Propaganda Nacional escolheria a nata da geração modernista incluindo mesmo aqueles que, como Arlindo Vicente e Cassiano Branco, estavam visivelmente desalinhados com Estado Novo. A Exposição do Mundo Português foi fruto de um regime totalitário que a usou como trunfo propagandístico. Contudo, não deixou de ser um acontecimento absolutamente marcante no panorama cultural português.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Rainha D. Leonor, a mulher mais rica da Europa
Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho relembram a rainha D. Leonor, mulher de D. João II. Filha do infante D. Fernando, duque de Viseu e de Beja e de D. Beatriz - a única mulher a desempenhar o cargo de governadora da Ordem de Cristo - D. Leonor (1458-1525) foi, a todos os títulos, uma rainha fora do comum. Culta e letrada, substituiu o marido nas suas ausências e foi regente de seu irmão, o rei D. Manuel. Protetora das artes, foi mecenas de Gil Vicente, a quem encomendou inúmeros autos, financiou a realização de pintura primitiva portuguesa e encomendou, no estrangeiro, vários retábulos para os seus conventos. Para além disso apoiou a impressão de livros, nomeadamente As Viagens de Marco Polo, mas também a ourivesaria e a iluminura. Enquanto regente, criou, em 1498, a Misericórdia de Lisboa, uma instituição de beneficência que viria a ser a base de uma futura rede de instituições similares que se espalhariam por todo o império e que ainda hoje subsiste. Frei Jerónimo de Belém chamou-lhe a rainha perfeitíssima, um epiteto inspirado no cognome de seu marido, o Príncipe Perfeito. Seria por sua influência que, após a morte do príncipe D. Afonso, D. João II designaria, a contragosto, como sucessor D. Manuel, o irmão mais novo da rainha. Talvez por isso, o rei Venturoso manteria até à morte uma profunda reverência pela irmã, consultando-a sobre assuntos da governação e acatando os seus conselhos. Apesar de ter sido, na sua época, a princesa mais rica da Europa, D. Leonor viveu sobretudo para o mundo espiritual mantendo uma conduta de vida inspirada na humildade franciscana. Depois de viúva “eclipsou-se” socialmente vivendo de forma quase monacal. Por sua vontade foi sepultada em campa rasa no convento da Madre de Deus – hoje Museu do Azulejo- que fundara em 1509.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Aljubarrota, entre os mitos e a realidade: a “batalha real” de 14 de agosto de 1385
Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o historiador militar Miguel Gomes Martins para conversar sobre a decisiva batalha de Aljubarrota, a “batalha real”, travada a 14 de agosto de 1385 entre as hostes de D. João I, rei de Portugal, e de Juan I, rei de Castela. Qual o contexto político e militar desta batalha decisiva? Quais as estratégias das forças portuguesas e castelhanas? E qual o papel dos seus principais protagonistas: o rei de Portugal, o rei de Castela, e D. Nuno Álvares Pereira, condestável de Portugal? Por fim, que mitos se perpetuaram sobre esta batalha e o que de facto se passou a 14 de agosto de 1385 em Aljubarrota?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Breve viagem pela História da humanidade, com Gonçalo Cadilhe
Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram Gonçalo Cadilhe, “turista profissional”, escritor, fotógrafo e documentarista, para uma conversa a propósito do seu último livro “Mais além — uma história sentimental da viagem e dos viajantes”. A conversa partiu de África, berço da humanidade; continuou pelas Américas, Ásia e Europa, para onde o ser humano migrou e se fixou; parou no próximo oriente, onde construiu as primeiras cidades; avançou pelas estradas que os romanos construíram; peregrinou até Roma, Santiago de Compostela e Meca; embarcou em naus e caravelas para chegar à Índia e dar a volta ao mundo; acompanhou James Cook até à Austrália; apanhou um comboio a vapor e, por fim, aterrou de avião no presente. A História da humanidade é sobretudo uma grande viagem ainda inacabada pelo tempo e pelos espaços.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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A política externa do Estado Novo (parte 1)
Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o embaixador Bernardo Futscher Pereira — autor de uma trilogia sobre a Diplomacia portuguesa durante o Estado Novo — para o primeiro de dois episódios sobre este tema. Este primeiro episódio parte de 1932, ano em que Salazar ascendeu à liderança do governo português, e termina em 1961, ano da invasão de Goa e do começo da guerra em Angola. Qual o envolvimento de Portugal na guerra civil de Espanha? Como foi executada a ambígua política de neutralidade durante a II guerra mundial? Quais os desafios internacionais do pós guerra? Como foi que o regime ditatorial do Estado Novo justificou a sua política nas instâncias internacionais? A terminar este primeiro episódio, qual o enquadramento da invasão de Goa e do início da guerra contra os movimentos independentistas em Angola?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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“Orgulhosamente sós”: a política externa do Estado Novo (parte II)
Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho continuam a conversa com o embaixador Bernardo Futscher Pereira sobre a política externa do Estado Novo, desta vez sobre os anos entre 1961 e 1974. Qual o enquadramento internacional de Portugal em 1961, ano em que começou a guerra em Angola? Houve possibilidades de negociação com os movimentos de libertação? Quem se ofereceu para os mediar e porque não aconteceram? E houve mudanças na política externa portuguesa a partir do governo de Marcelo Caetano? Quem foram os principais aliados e os principais opositores do regime autoritário do Estado Novo? Por fim, o regime estava em 1974 ainda mais “orgulhosamente só” que em 1961?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Especial Verão | Magnífica Desolação: Um segredo nunca revelado (EP. 7)
Reedição do arquivo de podcasts do Expresso. Publicado originalmente em 2019, nos 50 anos da chegada do Homem à Lua, "Magnífica Desolação" é um podcast narrativo sobre uma das maiores aventuras da história da Humanidade.Neil Armstrong caminhou durante cerca de duas horas e meia na Lua, mas foram os dez minutos em que esteve sozinho e se afastou da câmara de televisão que deixaram um mistério que permanece até hoje. Em Portugal, no dia em que o Homem chegou à Lua, o Telejornal abriu com a inauguração de uma fábrica de cimento em Pataias. Mas, cinquenta anos depois, fomos descobrir a criança que percebeu a importância daquela realidade que parecia fantasiaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Especial Verão | Magnífica Desolação: Quando o mundo prendeu a respiração (EP. 6)
Reedição do arquivo de podcasts do Expresso. Publicado originalmente em 2019, nos 50 anos da chegada do Homem à Lua, "Magnífica Desolação" é um podcast narrativo sobre uma das maiores aventuras da história da Humanidade.A 20 de julho de 1969 seiscentos milhões de pessoas estiveram quase sem respirar durante 12 minutos e meio. A dramática descida dos astronautas para a Lua teve de tudo: começou com quebras de comunicações, prosseguiu com alarmes do computador de bordo e terminou com o combustível no limite. E, no final, Neil Armstrong e Buzz Aldrin deram um novo mundo ao mundoSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Especial Verão | Magnífica Desolação: A 'águia' que voou até à Lua (EP. 5)
Reedição do arquivo de podcasts do Expresso. Publicado originalmente em 2019, nos 50 anos da chegada do Homem à Lua, "Magnífica Desolação" é um podcast narrativo sobre uma das maiores aventuras da história da Humanidade.Não tinha cadeiras, os motores eram mais pequenos do que os de um carro normal, e as janelas dois exíguos triângulos. Mas, ainda assim, “Eagle” aterrou dois homens na Lua há 50 anos e era, na altura, a nave mais sofisticada alguma vez construída. Neste episódio de “Magnífica Desolação” vamos perceber como foi construído o módulo lunar e contar ainda a história da qual, décadas depois, quase ninguém fala: quando a Apollo 11 chegou à Lua não estava sozinhaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Especial Verão | Magnífica Desolação: As engenheiras que fizeram história na NASA (EP. 4)
Reedição do arquivo de podcasts do Expresso. Publicado originalmente em 2019, nos 50 anos da chegada do Homem à Lua, "Magnífica Desolação" é um podcast narrativo sobre uma das maiores aventuras da história da Humanidade.Durante vários anos as mulheres não puderam ser astronautas, mas sem elas os homens nunca teriam ido ao Espaço em primeiro lugar. Seja na área da matemática e análise de órbitas e trajectórias, da programação e utilização dos primeiros computadores, ou mesmo em mundos masculinos como as salas de controlo, as mulheres foram fundamentais para o programa espacial. E quando chegou o dia de pôr um homem na Lua pela primeira vez, elas também estavam lá para marcar a diferençaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Especial Verão | Magnífica Desolação: Quando Apollo renasceu das cinzas (EP. 3)
Reedição do arquivo de podcasts do Expresso. Publicado originalmente em 2019, nos 50 anos da chegada do Homem à Lua, "Magnífica Desolação" é um podcast narrativo sobre uma das maiores aventuras da história da Humanidade.Em janeiro de 1967, um trágico acidente vitimou os três astronautas da Apollo 1, após um incêndio dentro da cápsula ainda em terra. O programa espacial teve de ser completamente reformulado, mas pouco mais de dois anos depois a Apollo 11 estava a caminho da Lua. Neste episódio acompanhamos os acontecimentos do segundo dia de viagem dos astronautas e conhecemos a história das várias missões Apollo, desde o início trágico à conquista final do Homem caminhar na superfície lunarSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Especial Verão | Magnífica Desolação: O cientista nazi que ajudou a chegar à Lua (EP. 2)
Reedição do arquivo de podcasts do Expresso. Publicado originalmente em 2019, nos 50 anos da chegada do Homem à Lua, "Magnífica Desolação" é um podcast narrativo sobre uma das maiores aventuras da história da Humanidade.A 16 de julho de 1969, Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins partiram rumo ao Espaço no foguetão Saturno V. Anos mais tarde, Armstrong falou da sensação de se afastar do planeta Terra: "Foi espetacular. Do nosso ponto de vista parecia que estávamos parados e que a Terra é que se estava a afundar". Os três astronautas viajaram no maior e mais potente foguetão alguma vez construído. Mas os Estados Unidos não teriam conseguido chegar lá sem a ajuda de um cientista da Alemanha nazi que, após a II Guerra Mundial, se tornou quase tão mediático quanto os próprios astronautasSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Especial Verão | Magnífica Desolação: Kennedy não queria ir à Lua (EP. 1)
Reedição do arquivo de podcasts do Expresso. Publicado originalmente em 2019, nos 50 anos da chegada do Homem à Lua, "Magnífica Desolação" é um podcast narrativo sobre uma das maiores aventuras da história da Humanidade. “Esta é a nossa prioridade, de outra forma não devíamos estar a gastar esta quantidade de dinheiro, porque eu não estou assim tão interessado no Espaço”. Em setembro de 1962, numa reunião na Casa Branca, o Presidente John F. Kennedy teve de convencer o administrador da NASA de que era preciso ir à Lua custasse o que custasse. Os Estados Unidos não poderiam voltar a ser humilhados pela União Soviética na corrida ao Espaço. Nesse mesmo ano, Neil Armstrong entrou no programa de astronautas da NASA. O primeiro episódio de “Magnífica Desolação” acompanha as histórias de vida de John F. Kennedy e Neil Armstrong, duas figuras decisivas para a missão Apollo 11, que levou o Homem à Lua pela primeira vez.“Magnífica Desolação”, afirmou o astronauta Buzz Aldrin ao ver a superfície lunar pela primeira vez a 20 de julho de 1969. Aldrin foi o segundo homem a pisar a Lua e fez parte da histórica tripulação da Apollo 11, juntamente com Neil Armstrong e Michael Collins. Meio século depois, o Expresso entra novamente a bordo da Apollo e segue, dia após dia, a maior aventura da história da Humanidade. Acompanhamos as comunicações entre os astronautas e Houston, ouvimos o testemunho de quem viveu de perto aqueles momentos, a explicação de especialistas e entusiastas do Espaço, mas também histórias menos conhecidas da viagem que marcou o século XXSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Alerta na Costa: O audacioso desembarque do Duque de Alba em Cascais em 1580
Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho conversam com o historiador Joaquim Boiça e relembram o audacioso desembarque das tropas de Filipe II, no final de Julho de 1580, a norte do Cabo Raso. Para o sucesso desta delicada operação foram fundamentais as informações enviadas para Espanha pelos espiões do Duque de Alba e o apoio assumido de D. António de Castro, senhor de Cascais, que acompanhava as tropas espanholas. Numa operação que séculos mais tarde — mal comparando – se assemelharia ao desembarque da Normandia, o Duque de Alba e o Marquês de Santa Cruz usariam uma manobra de diversão para enganar as tropas portuguesas chefiadas por D. Diogo de Menezes, indo depois desembarcar em praias improváveis e de difícil acesso. A rapidez com que tudo se passou, a conquista de Cascais e de S. Julião da Barra e a derrota do Prior do Crato em Alcântara abriram as portas do reino a Filipe II. A facilidade com que o exército espanhol chegou a Lisboa mostrou como a capital estava pouco fortificada — Francisco De Holanda já tinha alertado D. Sebastião na sua obra “Da Fábrica que Falece à Cidade de Lisboa”. Consciente dessa fragilidade e temendo, com razão, ataques ingleses dos aliados do Prior do Crato, Filipe II vai dedicar especial importância à defesa da Barra do Tejo. Seria, no entanto, só após a Restauração que, por vontade de D. João VI, se reforça de modo consistente a Barra do Tejo e o litoral português.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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O perigo também foi uma profissão: a vida atribulada dos contrabandistas da raia portuguesa
Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho conversam com a professora e investigadora Manuela Niza, autora do livro “Terra de Ninguém”, sobre os caminhos do contrabando na raia portuguesa. Perdida a sua razão de existência com a abertura das fronteiras, em 1995, o contrabando foi, durante séculos, uma forma de subsistir em terras madrastas onde baixos salários e uma agricultura pobre levavam famílias inteiras a enfrentar de noite caminhos ínvios, intempéries e a Guarda Fiscal que, de bastão sempre pronto, podia vergastar aqueles, novos ou velhos que conseguisse apanhar. Para além de transportarem mercadorias, nos dois sentidos da fronteira, os contrabandistas e os seus trilhos auxiliaram muita gente nos seus caminhos de fuga: republicanos que tentavam escapar à sanha franquista, refugiados europeus que fugiam ao nazismo e, no sentido inverso, a emigração clandestina e exilados políticos. Como se sabe, a partir dos anos 50 intensificou-se um fluxo migratório das aldeias do interior em direção a França, Alemanha e Luxemburgo. O começo da Guerra Colonial e o endurecimento do regime, na década seguinte, também fariam sair do país muita gente, sobretudo jovens que se recusavam a combater em África. Tanto uns como os outros usariam os caminhos e as “manhas” dos contrabandistas. Mais de trinta anos passados sobre o fim do contrabando, as suas rotas e as suas aventuras tornaram-se, em muitos municípios da raia, atração turística através da oferta (de Norte a Sul do país) de Rotas dos Contrabandistas ou espaços museológicos. Pese embora as diversas motivações de quem escolheu viver com um pé fora da lei, a história do contrabando é um dos aspectos mais evidentes da história lunar do país que, ainda hoje, não conseguiu inverter as assimetrias entre o Interior e o Litoral.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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“O que hoje não sabemos, amanhã saberemos”: o contributo cientifico da marinharia portuguesa
Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida de Magalhães Ramalho conversam com o professor Henrique Leitão sobre os importantes contributos para a Ciência europeia das navegações portuguesas e de como estas desfizeram mitos e medos. Até ao século XV, o mundo medieval tinha os pés sobretudo bem assentes na terra. O mar que navegavam tinha de ser o que estava ao alcance do olhar. O longínquo, aquele que se perdia para além do horizonte, era, pensava-se, povoado de fábulas terríveis e monstros assustadores. As viagens marítimas dos séculos XV e XVI, contudo, vieram mostrar como estavam errados. E pela primeira vez na história do Ocidente o mar oceânico torna-se a estrada de circulação e transporte que unia continentes e oceanos a uma escala planetária. Também o conhecimento trazido dessas viagens acabaria por ter repercussões na Cartografia, Antropologia, Botânica, Zoologia, Medicina, Farmacopeia, Astronomia etc. Do esforço conjunto de matemáticos e astrónomos com os que navegavam sairia a navegação astronómica, estudos sobre a variação magnética da terra, o aperfeiçoamento de instrumentos científicos e uma construção naval adaptada a uma nova realidade. Esse conhecimento não ficaria confinado a Portugal, sendo reconhecido em toda a Europa. Sobre ele escreveria Tomé Cano, em 1611, no seu livro “Arte para Fabricar y Aparejar Naos”: “o que sabem o devem aos Portugueses que os instruíram e ensinaram a navegar no alto mar e em províncias remotas […] lhes deve não apenas a Espanha, mas toda a Europa, Franceses, Ingleses, Holandeses.”See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Para além do whisky, kilts e gaitas de foles: a milenar História da Escócia
Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho viajam pela milenar e singular História da Escócia. Qual a importância da influência Celta? E que inimigo comum motivou as tribos dos highlands a unirem-se? Qual o impacto na Escócia da invasão normanda da Inglaterra? Como funcionavam os clãs escoceses e que papel desempenharam nas guerras de independência contra a Inglaterra? Como foi a reforma protestante na Escócia? E como foi o processo que culminou com a união de Escócia e Inglaterra no reino da Grã-Bretanha (1707) e, depois, no Reino Unido de Inglaterra, Escócia e Irlanda (1800)? Por fim, como evoluiu a Escócia até à atualidade e o que se preserva da sua cultura milenar?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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D. Pedro V, um rei romântico mas pragmático que viveu e morreu de forma trágica
Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram a escritora Isabel Machado, autora de “D. Pedro V — o bem-amado”, para falar deste rei de Portugal, considerado o último que foi verdadeiramente querido pelos portugueses. De personalidade austera, D. Pedro V dedicou a sua vida à causa pública e ao seu papel de rei, com o objectivo de fomentar o desenvolvimento material e moral de Portugal. As suas qualidades intelectuais e morais, a sua capacidade de trabalho e o seu espírito pragmático (apesar da sua sensibilidade “romântica”) faziam dele, à partida, o exemplo de rei constitucional. Contudo, estas qualidades tinham um reverso, e a sua inflexibilidade, bem como a sua intolerância com falhas práticas e morais, tornaram difícil a sua relação com os seus ministros e demais personalidades. Como foi a sua infância e como caracterizar a sua personalidade complexa? Qual a importância do príncipe Alberto, marido da rainha Vitória, no seu reinado? Como interpretou o seu papel de rei constitucional? O que pretendia para Portugal? Por fim, quais as tragédias que marcaram a sua vida?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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184
Novo podcast SIC Notícias: Porto, cidade dos Bispos
No alto da Penaventosa, com vista desafogada sobre o Douro, ergue-se a primeira sede de poder do Porto. A Sé Catedral, iniciada por um bispo de origem francesa de nome D. Hugo, foi, durante 286 anos, o símbolo maior do governo da cidade. Portugal ainda não era nação quando D. Teresa, mãe de Afonso Henriques, doou o burgo e o couto portucalense à Igreja. As relações dos bispos com a coroa e com a burguesia emergente da cidade sempre foram conturbadas. Coube a D. João I, o "de boa Memória", romper com o poder da Igreja e iniciar um novo período de expansão do Porto para fora das muralhas. Neste episódio das "Histórias do Porto", o jornalista Carlos Rico conversa com Luís Amaral, especialista em povoamento e organização do território do noroeste da Península Ibérica da Universidade do Porto.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Canal do Suez, 1956: a crise que revelou a importância da ONU e mudou a relação de forças no Médio Oriente
Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o jornalista Rui Cardoso para conversar sobre a chamada “crise do Suez” de 1956, situação complexa cuja causa imediata foi a nacionalização pelo presidente do Egipto, Gamal Abdel Nasser, da Companhia Universal do Canal Marítimo do Suez, de capitais franceses e britânicos. Esta crise provocou uma situação inusitada, com Estados Unidos e a URSS a concertarem posições contra a intervenção da aliança entre o Reino Unido, França e Israel. A crise revelou também a importância da ONU e marcou um ponto de viragem nas relações de força no Médio Oriente. Quais as causas próximas e remotas da crise do Suez de 1956? Porque motivo os Estados Unidos se opunham à intervenção de França e Reino Unido? E quais os objectivos do Egipto e de Israel? Em que medida a ONU foi crucial durante e após esta crise? Por fim, como ficou o Médio Oriente depois de 1956?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Especial Dia Mundial da Criança: a História pelo olhar da Carolina (18 anos) e do Duarte (12 anos)
Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho, a propósito do Dia Mundial da Criança, recebem em estúdio dois alunos: Duarte, de 12 anos, da Escola Básica do Agrupamento de Escola de Cascais; e Carolina, de 18 anos, aluna do 1º ano de Relações Publicas e Comunicação Empresarial, na Escola Superior de Comunicação Social. São alunos brilhantes a História: Duarte tem 100% este ano de respostas certas e Carolina terminou o secundário com 20 valores. O que motiva, nos dias de hoje o estudo do passado? Será apenas pelo gosto das histórias da História ou pressentem que compreender o passado os pode ajudar a encarar o futuro? O que pensam os jovens actuais e como veem o futuro? Este será um episódio de muitas perguntas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Cada um tem a cor do seu coração: as grandes batalhas da vida do Padre António Vieira em prol da defesa dos escravizados e dos judeus
O Padre jesuíta António Vieira viveu 89 anos acompanhando quase todo o século XVII. Destemido e desassombrado, os seus sermões atrairiam multidões tanto em Lisboa como no Brasil e mesmo em Roma. Protegido por D. João IV de quem foi amigo e conselheiro desempenhou, por algum tempo, missões diplomáticas. Orador excecional defendeu a igualdade entre cristãos novos e cristãos velhos, a liberdade dos índios e criticou duramente a forma como os escravizados eram tratados. Esteve na origem da criação da Companhia de Comercio do Brasil que opôs o poder real aos interesses do Tribunal do Santo Oficio. No Brasil, tentou por todos os meios subtrair os índios a escravização o que lhe valeu o ódio dos colonos que o perseguiram e expulsaram com os jesuítas que o seguiam. De regresso a Lisboa, e já sem a proteção real é preso por heresia pela Inquisição e condenado ao silêncio. Amnistiado por D. Pedro II parte para Roma onde o papa Clemente X não só anula a sua pena como acaba por encerrar temporariamente o Tribunal do Santo Oficio. Aos 73 anos regressa ao Brasil onde viverá até morrer em 1697. Aquando desta viagem terá dito «Embarquei-me, com esta última viagem, trinta e cinco vezes e sei tão pouco: que farão os que viram o mar só do Cais da Pedra até Sacavém».See omnystudio.com/listener for privacy information.
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D. João VI, entre Portugal e o Brasil (com Paulo Rezzutti)
Neste episódio, excepcionalmente sem Margarida de Magalhães Ramalho, Lourenço Pereira Coutinho conversa com o investigador brasileiro Paulo Rezzutti — autor de “D.João VI - A história não contada” — sobre este rei que, literalmente, viveu entre dois mundos, alguém adepto da moderação e equilíbrios, cuja vida e ação vai para além das caricaturas que moldaram a forma como passou à História. Como lidou com os imprevistos e angústias da primeira fase da sua vida: a morte do irmão mais velho e herdeiro do trono; a regência por incapacidade de D. Maria I; e a ameaça de Napoleão? Qual o seu papel no desenvolvimento e progressiva afirmação do Brasil? Como encarou o regresso a Portugal e o que procurou fazer para manter a relação com o Brasil? Por fim, em que medida a caricatura que dele se fez corresponde à realidade?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Naufrágios, invasões e tsunamis: a História e as estórias associadas aos faróis portugueses
Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho conversam com o historiador Joaquim Boiça sobre a história dos faróis portugueses, dos acontecimentos que presenciaram, do perigo do nosso litoral e dos inúmeros naufrágios que aqui ocorreram. Apesar de sempre ter havido sistemas mais ou mesmos básicos para iluminar pontos críticos da costa, o desenvolvimento do comércio marítimo ditou, no início do século XVI, o aparecimento dos primeiros faróis portugueses edificados. Um deles, o de Nª Sª da Guia de Cascais, está desde 1528 em funcionamento interrupto. Se a Guia e o seu ermitão foram testemunhas privilegiadas do desembarque, em 1580, do exército do Duque de Alba, a guarnição que estava no Bugio, em 1755, também assistiu em pânico à subida das águas provocadas pelo tsunami que acompanhou o terramoto que destruiu meio país. Estas e muitas outras histórias vão animar a conversa de hoje sem esquecer as aventuras e desventuras que acompanharam o alumiamento da costa portuguesa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Entre Espanha e França, ao redor dos Pirenéus: a História milenar do discreto reino de Navarra
Neste episódio de “A História repete se”, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a História de Navarra, um pequeno reino com origens no século IX e que, de forma surpreendente, se prolongou até 1841. Quais as origens de Navarra e de que forma se relacionou com os estados muçulmanos e cristãos peninsulares? Por que motivo foi governado por dinastias de origem francesa durante mais de dois séculos? Como foi integrado em Espanha no princípio do século XVI? Por fim, qual a explicação para ter durado como reino até 1841 e qual a sua evolução daí até ao presente?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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“Sangue, suor e lágrimas”: a vida de Winston Churchill, a grande figura da II Guerra Mundial
Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram Nuno Ennes, presidente da International Churchill Society de Portugal, para falar sobre a vida e personalidade singular de Winston Spencer Churchill, que passou à História como o principal responsável pela derrota do terror nazi. Para além deste momento capital, Winston Churchill foi uma figura fascinante e multifacetada: militar, político, escritor e também pintor amador, deixou uma marca única no século XX. Quais as origens de Winston Churchill e qual o seu percurso político? Qual o seu pensamento político? Será que este foi coerente com a sua prática? E como era a sua personalidade singular? Por fim, quais as suas grandes vitórias e como se recompôs das suas derrotas?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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De criança “enclausurada” a regente de Portugal: a rainha Catarina de Habsburgo, avó e tutora de D. Sebastião
Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho conversam sobre Catarina de Áustria, uma infanta de Espanha, criada em condições singulares, que viria a ser rainha de Portugal. Depois de dezoito anos de quase isolamento do mundo, — num enclausuramento forçado, em Tordesilhas, com sua mãe, a rainha Joana, a Louca — D. Catarina seria finalmente libertada ao casar com D. João III, rei de Portugal. Inteligente e determinada conseguiria conquistar o respeito do marido que, ao arrepio do que era habitual, lhe dá assento no Conselho régio, que passa a reunir nos aposentos da rainha. Devido porventura a extrema consanguinidade dos casamentos peninsulares, os nove filhos do casal vão morrer todos antes dos pais, bem como a maior parte dos irmãos de D. João III, criando uma ansiedade generalizada no que diz respeito à sucessão dinástica. Quando D. João III morre, em 1557, o herdeiro do trono é o seu neto D. Sebastião, uma criança enfermiça de três anos. Contrariando a vontade de muitos, D. Catarina assume a Regência. Seria um período de grande crispação. Enquanto regente e avó, as suas principais inquietações estavam relacionadas com o neto: por um lado a influência nefasta do seu director espiritual, a quem alguns atribuíam abusos sexuais sobre o jovem monarca, e a saúde do rei: sobreviveria à infância? Conseguiria ultrapassar a sua misoginia e deixar descendência? E quem lhe poderia suceder em caso de morte prematura?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Portugal há 200 anos: a enigmática morte de D. João VI, a sua sucessão e a outorga da Carta Constitucional
Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam a propósito do ano de 1826 em Portugal. A 2 de março, o rei D. João VI adoeceu com gravidade. Circularam então notícias desencontradas sobre os motivos da sua enfermidade e, depois, se o rei terá morrido de facto a 10 de março, ou dias antes, tendo a sua morte ficado em segredo. Certo é que, a partir de então, correram rumores de que D. João VI terá sido envenenado. Com os seus dois filhos — D. Pedro e D. Miguel — fora de Portugal (respetivamente, no Brasil e no império austríaco), D. João VI terá partido ainda com a esperança de que os laços entre Portugal e o Brasil não fossem definitivamente cortados. O que estava então politicamente em causa e quais os partidos que se combatiam na corte portuguesa? O que se passou na semana em que D. João VI adoeceu fatalmente? Quem podia ter interesse na morte do rei? Por fim, qual o grande objectivo que D. João VI pretendia preservar e que justificou muitas das suas atitudes?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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174
O contributo da Companhia de Jesus no ensino católico secular em Portugal nos séculos XVII e XVIII
Para este episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho convidaram Henrique Leitão, historiador da Ciência, investigador principal do Departamento de História e Filosofia das Ciências, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Prémio Pessoa, 2014 e, em 2018, Advanced Grant do European Research Council, para conversarem sobre a especificidade do sistema de ensino jesuíta que seria responsável, durante duzentos anos, pela educação pré universitária de milhares alunos. No colégio de Santo Antão em Lisboa - onde funcionou a famosa Aula da Esfera, criada a pedido do Cardeal D. Henrique – lecionariam muitos dos grandes matemáticos e astrónomos da época. Apesar de Portugal estar afastado geograficamente do centro da Europa, o sistema de ensino jesuíta e a vinda de grandes mestres levou a que as novas ideias que, então apaixonavam os meios científicos europeus também fossem discutidas nos seus colégios portugueses num contraste gritante com o que se passava noutras instituições. A Companhia de Jesus foi, por isso, nos séculos XVII e XVIII, um motor de divulgação e desenvolvimento da Ciência, em Portugal. A expulsão da Ordem, em 1759, pelo Marquês de Pombal determinou o encerramento de 30 estabelecimentos florescentes de ensino pré universitário provocando, por mais de um século, uma contração do ensino científico.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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173
Os 70 anos da Fundação Calouste Gulbenkian e a vida do seu instituidor, o “homem mais rico do mundo”
Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o jurista e professor universitário Guilherme de Oliveira Martins, administrador da Fundação Calouste Gulbenkian entre 2015 e 2025, para conversar sobre a vida, a coleção e o legado de Calouste Gulbenkian, o cidadão britânico de origem Arménia que nasceu em 1869, em Istambul, então capital do império otomano, e que construiu uma fortuna alicerçada no setor do petróleo, reuniu uma coleção de arte de qualidade mundial e, pelo seu testamento, instituiu em Portugal uma Fundação de referência internacional. Quais as origens e o percurso de Calouste Gulbenkian? Como foi que construiu a sua fortuna? E a sua coleção de arte? Por fim, porque se fixou em Portugal e qual o processo de constituição da Fundação Gulbenkian?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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De imperatriz do Brasil ao exílio em Portugal, a vida de Amélia de Leuchtenberg
Neste episódio de “A História repete-se”, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida de Magalhães Ramalho convidaram a investigadora brasileira Cláudia Thomé Witte, autora de “Amélia de Leuchtenberg, Imperatriz do Brasil, Duquesa de Bragança” para conversar sobre a vida atribulada e desconhecida da segunda mulher do Imperador D. Pedro I do Brasil. Amélia de Leuchtenberg era neta da imperatriz francesa Josefina, primeira mulher de Napoleão. A queda do imperador dos franceses, em 1815, seria um sério revés na carreira de seu pai, o príncipe Eugénio, adotado por Bonaparte. Temendo represálias, o príncipe fugiria com a família para a corte de seu sogro, rei da Baviera. Numa tentativa de recuperar o prestígio da família, Amélia de Leuchtenberg casaria com D. Pedro de Bragança, o primeiro imperador do Brasil e viúvo de Leopoldina da Áustria. Amélia, não seria imperatriz por muito tempo. Contestado em várias frentes, D. Pedro I seria obrigado a abdicar no filho, para salvar a monarquia. O casal imperial partiria para o exílio usando apenas o título de duques de Bragança. A partir da Europa, D. Pedro dedicar-se-ia a recuperar o trono da sua filha D. Maria II, deposta por D. Miguel, seu tio e teoricamente seu marido. Depois de dois anos de guerra civil, que dividiria o país, Portugal deixava para trás o absolutismo tornando-se uma monarquia constitucional. D. Pedro, que se assumira a regência da filha ainda menor, morreria, porém, ainda esse ano. Por sua vontade, D. Maria casaria, pouco depois, com o seu cunhado Augusto de Leuchtenberg. O casamento duraria pouco já que o príncipe morreria dois meses depois com difteria. D. Maria II voltaria a casar com Fernando de Saxe Coburgo, de quem teve vários filhos. Afastada da corte e da enteada, por intrigas, Amélia dedicar-se-ia à filha Maria Amélia e à preservação da memória do marido. Nunca esqueceria, porém, os enteados com quem vai manter uma larga correspondência ao longo da vida. Visitaria, por diversas vezes, a sua família mas, a duquesa de Bragança regressaria sempre a Lisboa. A vida de Amélia de Leuchtenberg , que se desenrola em momentos importantes da história da Europa, de Portugal e do Brasil, seria, do ponto de vista pessoal semeado de grandes tragédias. O derradeiro foi ter perdido, num espaço de dois anos, a mãe, o irmão mais novo e a sua filha de 21 anos. Até ao final da sua vida, em 1873, Amélia de Leuchtenberg continuaria a trabalhar em prole dos enteados, dos desvalidos da sorte e a honrar a memória, da filha e do marido. Do seu legado ainda subsiste o Hospital Princesa D. Maria Amélia, no Funchal e o orfanato Brasilisch Stiftung em Munique.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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171
O “Portugal Islâmico”, uma civilização mediterrânica e um legado secular
Neste episódio Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam com o historiador Santiago Macias, antigo membro da direção do campo arqueológico de Mértola, antigo presidente da Câmara Municipal de Moura, e atual diretor do Panteão Nacional, sobre a secular presença islâmica no território que é hoje Portugal. Ao contrário de muitas ideias feitas, esta presença estruturou-se de forma gradual e, em determinadas fases, em convivência com outras religiões e culturas. Sobretudo, o “Portugal islâmico” foi um espaço de raízes culturais mediterrânicas e peninsulares, que foi gradualmente eclipsado à medida que Portugal consolidava a sua opção atlântica. O que foi o Gharb Al-Andalus? Como foi a convivência entre muçulmanos, cristãos e judeus? Como se vivia no “Portugal islâmico”? Por fim, qual o seu legado e a importância de relembrar a sua História?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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170
Margarida de Áustria e Isabel de Bourbon: duas Rainhas de Portugal que não conheceram o país
Neste episódio de “A História repete-se”, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre as rainhas “espanholas” de Portugal, isto é, as mulheres de Filipe III de Espanha (II de Portugal) e de Filipe IV de Espanha (III de Portugal). Estas foram as duas rainhas portuguesas da dinastia de Habsburgo (isto porque Filipe II já era viúvo, pela quarta vez, quando foi jurado rei de Portugal nas Cortes de Tomar de abril de 1581). Margarida de Áustria, mulher de Filipe III, pertencia ao ramo imperial dos Habsburgo (Sacro Império) e nunca esteve em Portugal. Enquanto rainha, viveu longe dos olhares públicos e constantemente vigiada por figuras próximas do duque de Lerma, o “valido” de Filipe III. Morreu nova, com 26 anos, na sequência de complicações do parto do seu oitavo filho. Já Isabel de Bourbon, que era filha do rei de França Henrique IV e da rainha Maria de Médicis, esteve uma única vez em Portugal (1619). Foi um dos polos de oposição ao conde-duque de Olivares, o “valido” de Filipe IV. A partir de 1635, acompanhou o início da guerra entre Espanha, estado de que era Rainha, e França, onde nascera e reinava o seu irmão Luís XIII. Tendo contribuído para o afastamento do conde-duque de Olivares, foi regente de Espanha em 1642-43, quando Filipe IV estava em Aragão para tentar controlar a rebelião da Catalunha. Isabel de Bourbon morreu no ano seguinte (1644), já depois da restauração da independência de Portugal, mas muito antes que Espanha e França tivessem assinado a paz.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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169
Os primeiros artistas modernistas: Amadeo Souza-Cardoso, Santa-Rita Pintor e Almada Negreiros
Neste episódio de A História Repete-se, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho convidaram Margarida Cunha Belém, artista plástica e coautora de uma fotobiografia de Amadeu de Sousa-Cardozo para conversarem sobre os três artistas plásticos que revolucionaram a pintura em Portugal no início do século XX. O modernismo entrou em Portugal pela mão de três gigantes: Amadeo de Souza-Cardoso, Guilherme Santa-Rita e José de Almada Negreiros. Destes três artistas plásticos, só Almada viveria para além dos 30 anos. E, contudo, seriam eles, sobretudo os dois primeiros, a levar a pintura portuguesa para o século XX, numa altura em que o país, republicano, se tentava reinventar. Em Paris — para onde iriam, um em 1906 e o outro seis anos depois — tomariam contacto com as correntes de vanguarda. Santa-Rita aderiria ao futurismo, proclamado por Marinetti, em 1909, enquanto Amadeo, sem se agarrar a nenhum movimento, experimentaria e absorveria tudo, fazendo, depois, a sua própria síntese. Por essa altura, Almada estaria em Lisboa apresentando-se como caricaturista. Em 1915, estariam ligados à Revista Orfeu e, dois anos depois, à revista Portugal Futurista agitando fortemente o provinciano ambiente cultural português. Seria por essa altura que Almada diria «Ser moderno é como ser elegante: não é uma maneira de vestir mas sim uma maneira de ser». Santa-Rita Pintor e Amadeo de Souza-Cardoso morreriam jovens em 1918, um tuberculoso e outro com a gripe espanhola. Almada, que viveria até 1970, manter-se-ia fiel a si próprio. Polémicas à parte, será numa figura incontornável da pintura e da literatura portuguesa do século XX.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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168
Ouro, escravos, marfim e uma relação especial: Portugal e o Reino cristão do Congo
Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre o Reino do Congo, estrutura política que terá sido fundada em finais do século XIV e cujos reis (manicongos) se converteram ao cristianismo em finais do século XV, por influência do rei de Portugal D. João II. No princípio do século XVI, o rei do Congo tinha o muito português nome de D. Afonso I, era cristão, e um dos seus filhos, D. Henrique, foi nomeado pelo papa Leão X para bispo e vigário apostólico do Congo. Contudo, esta boa relação inicial entre o Congo e Portugal começou a deteriorar-se nas décadas seguintes e acabou por terminar em finais do século XVII. Como foram os primeiros contactos entre o Reino do Congo e os portugueses? Quais os principais objectivos desta relação? Qual a História do Reino do Congo e quais as principais características culturais deste estado? Por fim, quais os motivos para o afastamento entre Portugal e Congo, isto depois de um início tão promissor?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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167
D. Antónia Ferreira, a “Ferreirinha”, a lenda do Douro
Nascida e criada no Douro, Antónia Adelaide Ferreira, mais conhecida por Ferreirinha, é, ainda hoje, uma lenda em terras durienses. E não só pela sua fortuna colossal, pelos seus vinhos de exceção ou pela forma como geriu as suas inúmeras quintas mas também pela sua ação benemérita. Já viúva do seu primeiro casamento, a Ferreirinha fugiria para Londres com a filha para escapar à cobiça do então homem mais poderoso de Portugal, o Duque de Saldanha. Este tentaria raptar-lhe a filha, de 11 anos, para casa-la com o seu filho. As duas só regressariam após a queda do governo de Saldanha. Durante a sua vida, o Douro atravessaria várias crises. D. Antónia enfrentou-as todas com determinação acabando por sair delas sempre mais reforçada. Quando morreu, aos 81 anos era a maior e a mais próspera proprietária do Douro.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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166
Egas Moniz, o primeiro prémio Nobel português
Neste episódio de “A História repete-se”, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram Paulo M. Morais, biógrafo de Egas Moniz, para conversarem sobre a vida surpreendente deste médico, político e escritor, que foi o primeiro português laureado com o prémio Nobel (1949). Quais as origens de Egas Moniz e de que forma influenciaram a sua vida? Como foi o seu acidentado percurso político? E por que motivos começou a focar-se sobretudo na investigação, numa altura em que já tinha passado dos 50 anos? Ainda, que descobertas científicas lhe valeram o prémio Nobel? Por fim, qual a sua relação com o Estado Novo e como foi que Salazar reagiu à atribuição do Nobel?, 16:59See omnystudio.com/listener for privacy information.
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165
As desventuras de Carol II, o rei da Roménia que se exilou em Portugal
Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre Carol II, rei da Roménia entre 1930 e 1940, que morreu no exílio no Estoril, Portugal, em 1953. Qual o contexto político, económico e social da Roménia nas décadas de 1920 e 1930? Que motivo obrigou Carol, enquanto príncipe herdeiro, a abdicar do seu direito ao trono romeno? E como foi que, de forma arrojada, ele regressou à Roménia em 1930 para tornar-se rei? Quem foi a mulher que, contra tudo e todos, esteve sempre a seu lado? Por fim, o que levou à sua abdicação, como foi o seu exílio e qual o destino do seu diário?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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164
Portugal, a última esperança para quem fugia ao nazismo
Em 1940 a França rendia-se à Alemanha nazi e chegavam às fronteiras portuguesas milhares de refugiados. Quem eram os que chegavam e como lidaram os portugueses, habituados a uma vida pacata e provinciana, com as “modernices” trazidas pelos estrangeiros? Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho vão conversar sobre a neutralidade portuguesa durante a II Guerra Mundial e de como Lisboa se tornou, por breves anos, uma das cidades mais importantes da Europa onde afluíam, reis sem trono, governos e diplomatas no exílio, intelectuais, pintores, banqueiros, artistas de cinema e… espiões. Nesta conversa, falar-se-á ainda da Exposição do Mundo Português, inaugurada um dia após a queda da França, de Aristides de Sousa Mendes, de histórias de pessoas comuns que por aqui passaram no seu caminho para a Liberdade e de Vilar Formoso, Fronteira da Paz, um museu dedicado a toda esta temática.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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163
A vida de Henrique Galvão dava um filme: o oficial do exército que há 65 anos tomou o paquete “Santa Maria” e desafiou Salazar
Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o advogado Francisco Teixeira da Mota, autor de “Henrique Galvão, um herói português”, para falar precisamente sobre esta personagem que, a 21 de janeiro de 1961, tomou o navio “Santa Maria”, com o objectivo de chamar a atenção da opinião pública internacional para a situação política portuguesa. Quem foi Henrique Galvão e como foi que passou de colaborador e apoiante do Estado Novo a seu opositor? Quais as suas ideias políticas e como foi que se relacionou com outras figuras da oposição, como o general Humberto Delgado? Por fim, quais os objectivos do assalto ao “Santa Maria”, como foi executado, e quais os resultados desta ação?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Um marco histórico da nossa democracia: as presidenciais de 1986
Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o jornalista João Reis Alves, autor do livro “A segunda volta, 1986: as eleições que mudaram o país” para conversar sobre as históricas eleições presidenciais de 1986. Qual era o contexto político, económico e social português nas vésperas destas eleições? Que apoios tiveram os quatro principais candidatos à primeira volta - Mário Soares, Freitas do Amaral, Salgado Zenha, e Maria de Lurdes Pintassilgo? Como decorreu a campanha eleitoral e como foram os debates? E como foi a segunda volta, que opôs Mário Soares a Freitas do Amaral? Por fim, qual o balanço destas presidenciais, quem foram os vencedores e quem foram os derrotados?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Teresa Afonso, condessa portucalense, a “primeira portuguesa” (cerca de 1080-1130)
Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre Teresa Afonso, a condessa D.Teresa, que foi mãe de D. Afonso Henriques e governou o condado Portucalense durante cerca de 32 anos, primeiro junto com seu marido, o conde D. Henrique, e entre 1112 e 1128 a título individual. Qual o percurso de D. Teresa como condessa portucalense? Quais os seus objectivos? Quem foram os seus aliados e os seus inimigos? E o que a levou a assinar como “rainha” a partir de 1117? Por fim, porque e quando falhou o seu projecto político?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Fim de capítulo e passagem de testemunho: obrigado, Henrique e bem-vinda, Margarida!
Neste episódio especial, o último de 2025, Henrique Monteiro despede-se da coautoria de “A História repete-se” e “passa o testemunho” à historiadora Margarida de Magalhães Ramalho. Os dois, mais Lourenço Pereira Coutinho, conversam sobre História sem roteiro prévio, porque também “são assim as boas conversas”.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Como vivia a Família Real portuguesa no Palácio da Ajuda?
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram Maria João Burnay, conservadora do Palácio Nacional da Ajuda, para conversar sobre a vida da família real nesta sua residência, sobretudo durante o seu período áureo, no tempo dos reis D. Luís I e D. Maria Pia.Em que locais residiu a família real portuguesa entre o terramoto de 1755 e a proclamação da República em 1910? Como era o seu quotidiano nas últimas décadas do século XIX? E o que não podia faltar à mesa real? Por fim, qual o contributo da rainha D. Maria Pia para o património e decoração do Palácio da Ajuda?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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158
Eça de Queiroz, Oliveira Martins, Ramalho Ortigão & Cª: Os “Vencidos da Vida”
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre os “Vencidos da Vida”, grupo informal “jantante”, nas palavras de Eça de Queiroz, que entre 1887 e 1894 reuniu algumas das figuras mais conhecidas do meio intelectual, social e político português, como o próprio Eça de Queiroz, Oliveira Martins, ou Ramalho Ortigão. Quem eram os “Vencidos da Vida”, o que os unia e qual o seu percurso? Qual o objectivo das suas reuniões e como eram publicitadas? Por fim, qual o impacto real e simbólico dos “Vencidos da Vida” na sociedade portuguesa?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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157
O complexo processo de admissão de Portugal na ONU (14 de dezembro de 1955)
Qual o enquadramento de Portugal no pós II Guerra mundial? Qual a posição de Salazar sobre a entrada de Portugal na ONU? Porque motivos Portugal apresentou pela primeira vez o pedido de admissão em 1946 e este só se concretizou em 1955? Por fim, quais os desafios, quem foram os aliados e quem foram os opositores na ONU do regime ditatorial português nos tempos seguintes à admissão?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Marquês de Sá da Bandeira: um militar e político liberal e progressista que lutou pelo fim da escravatura (com o major-general Vieira Borges)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o major-general João Vieira Borges, antigo comandante da Academia Militar, Presidente da Comissão Portuguesa de História Militar e biógrafo de Sá da Bandeira, para conversar sobre esta figura histórica, um político e militar liberal e progressista que se bateu pelo fomento do ensino e pela abolição do tráfico de escravos e da própria escravatura. Quem foi Bernardo de Sá Nogueira, um militar que assentou praça com 14 anos, foi dado como morto no campo de batalha em 1814 e, mais tarde, perdeu um braço durante a guerra civil? Quais foram as suas causas e qual o seu posicionamento na complexa política da época? Em que contextos foi por várias vezes ministro e, também, por cinco vezes presidente do Ministério? Por fim, qual o seu contributo para a abolição do tráfico de escravos e para a definitiva abolição da escravatura no território português?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Do ditador Franco ao rei Juan Carlos: os 50 anos do início da “transição” em Espanha
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre os últimos anos do franquismo e o início do complexo processo da “transição” em Espanha. Esta fase histórica arrancou após a proclamação de Juan Carlos I como rei de Espanha, o que aconteceu a 22 de novembro de 1975, passam por estes dias 50 anos. Como era Espanha em novembro de 1975? Como foi que o príncipe Juan Carlos de Borbon sucedeu ao ditador Francisco Franco? Quem apoiou e quem se opôs à “transição”? Por fim, quem foram os seus protagonistas e como foi que transformaram pela via reformista uma ditadura numa democracia?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Os “retornados” de Angola e Moçambique: histórias que a História quase esqueceu (com Marta Martins Silva)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram a jornalista e editora Marta Martins Silva, autora de “Retornados” e “África para sempre minha”, para conversar sobre o fenómeno dos “retornados” e sobre as histórias de alguns dos mais de 500 mil portugueses que, há 50 anos, tiveram de partir de Angola e Moçambique. Será o termo “retornado” adequado para qualificar estas pessoas? E em que contextos partiram? Tinham opiniões políticas semelhantes? O que deixaram em África, como foram acolhidos e se integraram em Portugal, e como refizeram as suas vidas?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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ABOUT THIS SHOW
Um diálogo descontraído em torno da História, dos seus maiores personagens e acontecimentos. 'A História repete-se' não é uma aula, mas quer suscitar curiosidade pelo passado e construir pontes com o presente. Todas as semanas Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho partem de um ponto que pode levar a muitos outros... São assim as boas conversas.
HOSTED BY
Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho
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