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A História repete-se
by Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho
Um diálogo descontraído em torno da História, dos seus maiores personagens e acontecimentos. 'A História repete-se' não é uma aula, mas quer suscitar curiosidade pelo passado e construir pontes com o presente. Todas as semanas Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho partem de um ponto que pode levar a muitos outros... São assim as boas conversas.
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Entre Espanha e França, ao redor dos Pirenéus: a História milenar do discreto reino de Navarra
Neste episódio de “A História repete se”, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a História de Navarra, um pequeno reino com origens no século IX e que, de forma surpreendente, se prolongou até 1841. Quais as origens de Navarra e de que forma se relacionou com os estados muçulmanos e cristãos peninsulares? Por que motivo foi governado por dinastias de origem francesa durante mais de dois séculos? Como foi integrado em Espanha no princípio do século XVI? Por fim, qual a explicação para ter durado como reino até 1841 e qual a sua evolução daí até ao presente?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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“Sangue, suor e lágrimas”: a vida de Winston Churchill, a grande figura da II Guerra Mundial
Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram Nuno Ennes, presidente da International Churchill Society de Portugal, para falar sobre a vida e personalidade singular de Winston Spencer Churchill, que passou à História como o principal responsável pela derrota do terror nazi. Para além deste momento capital, Winston Churchill foi uma figura fascinante e multifacetada: militar, político, escritor e também pintor amador, deixou uma marca única no século XX. Quais as origens de Winston Churchill e qual o seu percurso político? Qual o seu pensamento político? Será que este foi coerente com a sua prática? E como era a sua personalidade singular? Por fim, quais as suas grandes vitórias e como se recompôs das suas derrotas?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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De criança “enclausurada” a regente de Portugal: a rainha Catarina de Habsburgo, avó e tutora de D. Sebastião
Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho conversam sobre Catarina de Áustria, uma infanta de Espanha, criada em condições singulares, que viria a ser rainha de Portugal. Depois de dezoito anos de quase isolamento do mundo, — num enclausuramento forçado, em Tordesilhas, com sua mãe, a rainha Joana, a Louca — D. Catarina seria finalmente libertada ao casar com D. João III, rei de Portugal. Inteligente e determinada conseguiria conquistar o respeito do marido que, ao arrepio do que era habitual, lhe dá assento no Conselho régio, que passa a reunir nos aposentos da rainha. Devido porventura a extrema consanguinidade dos casamentos peninsulares, os nove filhos do casal vão morrer todos antes dos pais, bem como a maior parte dos irmãos de D. João III, criando uma ansiedade generalizada no que diz respeito à sucessão dinástica. Quando D. João III morre, em 1557, o herdeiro do trono é o seu neto D. Sebastião, uma criança enfermiça de três anos. Contrariando a vontade de muitos, D. Catarina assume a Regência. Seria um período de grande crispação. Enquanto regente e avó, as suas principais inquietações estavam relacionadas com o neto: por um lado a influência nefasta do seu director espiritual, a quem alguns atribuíam abusos sexuais sobre o jovem monarca, e a saúde do rei: sobreviveria à infância? Conseguiria ultrapassar a sua misoginia e deixar descendência? E quem lhe poderia suceder em caso de morte prematura?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Portugal há 200 anos: a enigmática morte de D. João VI, a sua sucessão e a outorga da Carta Constitucional
Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam a propósito do ano de 1826 em Portugal. A 2 de março, o rei D. João VI adoeceu com gravidade. Circularam então notícias desencontradas sobre os motivos da sua enfermidade e, depois, se o rei terá morrido de facto a 10 de março, ou dias antes, tendo a sua morte ficado em segredo. Certo é que, a partir de então, correram rumores de que D. João VI terá sido envenenado. Com os seus dois filhos — D. Pedro e D. Miguel — fora de Portugal (respetivamente, no Brasil e no império austríaco), D. João VI terá partido ainda com a esperança de que os laços entre Portugal e o Brasil não fossem definitivamente cortados. O que estava então politicamente em causa e quais os partidos que se combatiam na corte portuguesa? O que se passou na semana em que D. João VI adoeceu fatalmente? Quem podia ter interesse na morte do rei? Por fim, qual o grande objectivo que D. João VI pretendia preservar e que justificou muitas das suas atitudes?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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O contributo da Companhia de Jesus no ensino católico secular em Portugal nos séculos XVII e XVIII
Para este episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho convidaram Henrique Leitão, historiador da Ciência, investigador principal do Departamento de História e Filosofia das Ciências, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Prémio Pessoa, 2014 e, em 2018, Advanced Grant do European Research Council, para conversarem sobre a especificidade do sistema de ensino jesuíta que seria responsável, durante duzentos anos, pela educação pré universitária de milhares alunos. No colégio de Santo Antão em Lisboa - onde funcionou a famosa Aula da Esfera, criada a pedido do Cardeal D. Henrique – lecionariam muitos dos grandes matemáticos e astrónomos da época. Apesar de Portugal estar afastado geograficamente do centro da Europa, o sistema de ensino jesuíta e a vinda de grandes mestres levou a que as novas ideias que, então apaixonavam os meios científicos europeus também fossem discutidas nos seus colégios portugueses num contraste gritante com o que se passava noutras instituições. A Companhia de Jesus foi, por isso, nos séculos XVII e XVIII, um motor de divulgação e desenvolvimento da Ciência, em Portugal. A expulsão da Ordem, em 1759, pelo Marquês de Pombal determinou o encerramento de 30 estabelecimentos florescentes de ensino pré universitário provocando, por mais de um século, uma contração do ensino científico.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Os 70 anos da Fundação Calouste Gulbenkian e a vida do seu instituidor, o “homem mais rico do mundo”
Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o jurista e professor universitário Guilherme de Oliveira Martins, administrador da Fundação Calouste Gulbenkian entre 2015 e 2025, para conversar sobre a vida, a coleção e o legado de Calouste Gulbenkian, o cidadão britânico de origem Arménia que nasceu em 1869, em Istambul, então capital do império otomano, e que construiu uma fortuna alicerçada no setor do petróleo, reuniu uma coleção de arte de qualidade mundial e, pelo seu testamento, instituiu em Portugal uma Fundação de referência internacional. Quais as origens e o percurso de Calouste Gulbenkian? Como foi que construiu a sua fortuna? E a sua coleção de arte? Por fim, porque se fixou em Portugal e qual o processo de constituição da Fundação Gulbenkian?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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De imperatriz do Brasil ao exílio em Portugal, a vida de Amélia de Leuchtenberg
Neste episódio de “A História repete-se”, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida de Magalhães Ramalho convidaram a investigadora brasileira Cláudia Thomé Witte, autora de “Amélia de Leuchtenberg, Imperatriz do Brasil, Duquesa de Bragança” para conversar sobre a vida atribulada e desconhecida da segunda mulher do Imperador D. Pedro I do Brasil. Amélia de Leuchtenberg era neta da imperatriz francesa Josefina, primeira mulher de Napoleão. A queda do imperador dos franceses, em 1815, seria um sério revés na carreira de seu pai, o príncipe Eugénio, adotado por Bonaparte. Temendo represálias, o príncipe fugiria com a família para a corte de seu sogro, rei da Baviera. Numa tentativa de recuperar o prestígio da família, Amélia de Leuchtenberg casaria com D. Pedro de Bragança, o primeiro imperador do Brasil e viúvo de Leopoldina da Áustria. Amélia, não seria imperatriz por muito tempo. Contestado em várias frentes, D. Pedro I seria obrigado a abdicar no filho, para salvar a monarquia. O casal imperial partiria para o exílio usando apenas o título de duques de Bragança. A partir da Europa, D. Pedro dedicar-se-ia a recuperar o trono da sua filha D. Maria II, deposta por D. Miguel, seu tio e teoricamente seu marido. Depois de dois anos de guerra civil, que dividiria o país, Portugal deixava para trás o absolutismo tornando-se uma monarquia constitucional. D. Pedro, que se assumira a regência da filha ainda menor, morreria, porém, ainda esse ano. Por sua vontade, D. Maria casaria, pouco depois, com o seu cunhado Augusto de Leuchtenberg. O casamento duraria pouco já que o príncipe morreria dois meses depois com difteria. D. Maria II voltaria a casar com Fernando de Saxe Coburgo, de quem teve vários filhos. Afastada da corte e da enteada, por intrigas, Amélia dedicar-se-ia à filha Maria Amélia e à preservação da memória do marido. Nunca esqueceria, porém, os enteados com quem vai manter uma larga correspondência ao longo da vida. Visitaria, por diversas vezes, a sua família mas, a duquesa de Bragança regressaria sempre a Lisboa. A vida de Amélia de Leuchtenberg , que se desenrola em momentos importantes da história da Europa, de Portugal e do Brasil, seria, do ponto de vista pessoal semeado de grandes tragédias. O derradeiro foi ter perdido, num espaço de dois anos, a mãe, o irmão mais novo e a sua filha de 21 anos. Até ao final da sua vida, em 1873, Amélia de Leuchtenberg continuaria a trabalhar em prole dos enteados, dos desvalidos da sorte e a honrar a memória, da filha e do marido. Do seu legado ainda subsiste o Hospital Princesa D. Maria Amélia, no Funchal e o orfanato Brasilisch Stiftung em Munique.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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O “Portugal Islâmico”, uma civilização mediterrânica e um legado secular
Neste episódio Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam com o historiador Santiago Macias, antigo membro da direção do campo arqueológico de Mértola, antigo presidente da Câmara Municipal de Moura, e atual diretor do Panteão Nacional, sobre a secular presença islâmica no território que é hoje Portugal. Ao contrário de muitas ideias feitas, esta presença estruturou-se de forma gradual e, em determinadas fases, em convivência com outras religiões e culturas. Sobretudo, o “Portugal islâmico” foi um espaço de raízes culturais mediterrânicas e peninsulares, que foi gradualmente eclipsado à medida que Portugal consolidava a sua opção atlântica. O que foi o Gharb Al-Andalus? Como foi a convivência entre muçulmanos, cristãos e judeus? Como se vivia no “Portugal islâmico”? Por fim, qual o seu legado e a importância de relembrar a sua História?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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188
Margarida de Áustria e Isabel de Bourbon: duas Rainhas de Portugal que não conheceram o país
Neste episódio de “A História repete-se”, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre as rainhas “espanholas” de Portugal, isto é, as mulheres de Filipe III de Espanha (II de Portugal) e de Filipe IV de Espanha (III de Portugal). Estas foram as duas rainhas portuguesas da dinastia de Habsburgo (isto porque Filipe II já era viúvo, pela quarta vez, quando foi jurado rei de Portugal nas Cortes de Tomar de abril de 1581). Margarida de Áustria, mulher de Filipe III, pertencia ao ramo imperial dos Habsburgo (Sacro Império) e nunca esteve em Portugal. Enquanto rainha, viveu longe dos olhares públicos e constantemente vigiada por figuras próximas do duque de Lerma, o “valido” de Filipe III. Morreu nova, com 26 anos, na sequência de complicações do parto do seu oitavo filho. Já Isabel de Bourbon, que era filha do rei de França Henrique IV e da rainha Maria de Médicis, esteve uma única vez em Portugal (1619). Foi um dos polos de oposição ao conde-duque de Olivares, o “valido” de Filipe IV. A partir de 1635, acompanhou o início da guerra entre Espanha, estado de que era Rainha, e França, onde nascera e reinava o seu irmão Luís XIII. Tendo contribuído para o afastamento do conde-duque de Olivares, foi regente de Espanha em 1642-43, quando Filipe IV estava em Aragão para tentar controlar a rebelião da Catalunha. Isabel de Bourbon morreu no ano seguinte (1644), já depois da restauração da independência de Portugal, mas muito antes que Espanha e França tivessem assinado a paz.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Os primeiros artistas modernistas: Amadeo Souza-Cardoso, Santa-Rita Pintor e Almada Negreiros
Neste episódio de A História Repete-se, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho convidaram Margarida Cunha Belém, artista plástica e coautora de uma fotobiografia de Amadeu de Sousa-Cardozo para conversarem sobre os três artistas plásticos que revolucionaram a pintura em Portugal no início do século XX. O modernismo entrou em Portugal pela mão de três gigantes: Amadeo de Souza-Cardoso, Guilherme Santa-Rita e José de Almada Negreiros. Destes três artistas plásticos, só Almada viveria para além dos 30 anos. E, contudo, seriam eles, sobretudo os dois primeiros, a levar a pintura portuguesa para o século XX, numa altura em que o país, republicano, se tentava reinventar. Em Paris — para onde iriam, um em 1906 e o outro seis anos depois — tomariam contacto com as correntes de vanguarda. Santa-Rita aderiria ao futurismo, proclamado por Marinetti, em 1909, enquanto Amadeo, sem se agarrar a nenhum movimento, experimentaria e absorveria tudo, fazendo, depois, a sua própria síntese. Por essa altura, Almada estaria em Lisboa apresentando-se como caricaturista. Em 1915, estariam ligados à Revista Orfeu e, dois anos depois, à revista Portugal Futurista agitando fortemente o provinciano ambiente cultural português. Seria por essa altura que Almada diria «Ser moderno é como ser elegante: não é uma maneira de vestir mas sim uma maneira de ser». Santa-Rita Pintor e Amadeo de Souza-Cardoso morreriam jovens em 1918, um tuberculoso e outro com a gripe espanhola. Almada, que viveria até 1970, manter-se-ia fiel a si próprio. Polémicas à parte, será numa figura incontornável da pintura e da literatura portuguesa do século XX.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Ouro, escravos, marfim e uma relação especial: Portugal e o Reino cristão do Congo
Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre o Reino do Congo, estrutura política que terá sido fundada em finais do século XIV e cujos reis (manicongos) se converteram ao cristianismo em finais do século XV, por influência do rei de Portugal D. João II. No princípio do século XVI, o rei do Congo tinha o muito português nome de D. Afonso I, era cristão, e um dos seus filhos, D. Henrique, foi nomeado pelo papa Leão X para bispo e vigário apostólico do Congo. Contudo, esta boa relação inicial entre o Congo e Portugal começou a deteriorar-se nas décadas seguintes e acabou por terminar em finais do século XVII. Como foram os primeiros contactos entre o Reino do Congo e os portugueses? Quais os principais objectivos desta relação? Qual a História do Reino do Congo e quais as principais características culturais deste estado? Por fim, quais os motivos para o afastamento entre Portugal e Congo, isto depois de um início tão promissor?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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D. Antónia Ferreira, a “Ferreirinha”, a lenda do Douro
Nascida e criada no Douro, Antónia Adelaide Ferreira, mais conhecida por Ferreirinha, é, ainda hoje, uma lenda em terras durienses. E não só pela sua fortuna colossal, pelos seus vinhos de exceção ou pela forma como geriu as suas inúmeras quintas mas também pela sua ação benemérita. Já viúva do seu primeiro casamento, a Ferreirinha fugiria para Londres com a filha para escapar à cobiça do então homem mais poderoso de Portugal, o Duque de Saldanha. Este tentaria raptar-lhe a filha, de 11 anos, para casa-la com o seu filho. As duas só regressariam após a queda do governo de Saldanha. Durante a sua vida, o Douro atravessaria várias crises. D. Antónia enfrentou-as todas com determinação acabando por sair delas sempre mais reforçada. Quando morreu, aos 81 anos era a maior e a mais próspera proprietária do Douro.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Egas Moniz, o primeiro prémio Nobel português
Neste episódio de “A História repete-se”, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram Paulo M. Morais, biógrafo de Egas Moniz, para conversarem sobre a vida surpreendente deste médico, político e escritor, que foi o primeiro português laureado com o prémio Nobel (1949). Quais as origens de Egas Moniz e de que forma influenciaram a sua vida? Como foi o seu acidentado percurso político? E por que motivos começou a focar-se sobretudo na investigação, numa altura em que já tinha passado dos 50 anos? Ainda, que descobertas científicas lhe valeram o prémio Nobel? Por fim, qual a sua relação com o Estado Novo e como foi que Salazar reagiu à atribuição do Nobel?, 16:59See omnystudio.com/listener for privacy information.
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As desventuras de Carol II, o rei da Roménia que se exilou em Portugal
Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre Carol II, rei da Roménia entre 1930 e 1940, que morreu no exílio no Estoril, Portugal, em 1953. Qual o contexto político, económico e social da Roménia nas décadas de 1920 e 1930? Que motivo obrigou Carol, enquanto príncipe herdeiro, a abdicar do seu direito ao trono romeno? E como foi que, de forma arrojada, ele regressou à Roménia em 1930 para tornar-se rei? Quem foi a mulher que, contra tudo e todos, esteve sempre a seu lado? Por fim, o que levou à sua abdicação, como foi o seu exílio e qual o destino do seu diário?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Portugal, a última esperança para quem fugia ao nazismo
Em 1940 a França rendia-se à Alemanha nazi e chegavam às fronteiras portuguesas milhares de refugiados. Quem eram os que chegavam e como lidaram os portugueses, habituados a uma vida pacata e provinciana, com as “modernices” trazidas pelos estrangeiros? Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho vão conversar sobre a neutralidade portuguesa durante a II Guerra Mundial e de como Lisboa se tornou, por breves anos, uma das cidades mais importantes da Europa onde afluíam, reis sem trono, governos e diplomatas no exílio, intelectuais, pintores, banqueiros, artistas de cinema e… espiões. Nesta conversa, falar-se-á ainda da Exposição do Mundo Português, inaugurada um dia após a queda da França, de Aristides de Sousa Mendes, de histórias de pessoas comuns que por aqui passaram no seu caminho para a Liberdade e de Vilar Formoso, Fronteira da Paz, um museu dedicado a toda esta temática.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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A vida de Henrique Galvão dava um filme: o oficial do exército que há 65 anos tomou o paquete “Santa Maria” e desafiou Salazar
Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o advogado Francisco Teixeira da Mota, autor de “Henrique Galvão, um herói português”, para falar precisamente sobre esta personagem que, a 21 de janeiro de 1961, tomou o navio “Santa Maria”, com o objectivo de chamar a atenção da opinião pública internacional para a situação política portuguesa. Quem foi Henrique Galvão e como foi que passou de colaborador e apoiante do Estado Novo a seu opositor? Quais as suas ideias políticas e como foi que se relacionou com outras figuras da oposição, como o general Humberto Delgado? Por fim, quais os objectivos do assalto ao “Santa Maria”, como foi executado, e quais os resultados desta ação?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Um marco histórico da nossa democracia: as presidenciais de 1986
Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o jornalista João Reis Alves, autor do livro “A segunda volta, 1986: as eleições que mudaram o país” para conversar sobre as históricas eleições presidenciais de 1986. Qual era o contexto político, económico e social português nas vésperas destas eleições? Que apoios tiveram os quatro principais candidatos à primeira volta - Mário Soares, Freitas do Amaral, Salgado Zenha, e Maria de Lurdes Pintassilgo? Como decorreu a campanha eleitoral e como foram os debates? E como foi a segunda volta, que opôs Mário Soares a Freitas do Amaral? Por fim, qual o balanço destas presidenciais, quem foram os vencedores e quem foram os derrotados?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Teresa Afonso, condessa portucalense, a “primeira portuguesa” (cerca de 1080-1130)
Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre Teresa Afonso, a condessa D.Teresa, que foi mãe de D. Afonso Henriques e governou o condado Portucalense durante cerca de 32 anos, primeiro junto com seu marido, o conde D. Henrique, e entre 1112 e 1128 a título individual. Qual o percurso de D. Teresa como condessa portucalense? Quais os seus objectivos? Quem foram os seus aliados e os seus inimigos? E o que a levou a assinar como “rainha” a partir de 1117? Por fim, porque e quando falhou o seu projecto político?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Fim de capítulo e passagem de testemunho: obrigado, Henrique e bem-vinda, Margarida!
Neste episódio especial, o último de 2025, Henrique Monteiro despede-se da coautoria de “A História repete-se” e “passa o testemunho” à historiadora Margarida de Magalhães Ramalho. Os dois, mais Lourenço Pereira Coutinho, conversam sobre História sem roteiro prévio, porque também “são assim as boas conversas”.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Como vivia a Família Real portuguesa no Palácio da Ajuda?
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram Maria João Burnay, conservadora do Palácio Nacional da Ajuda, para conversar sobre a vida da família real nesta sua residência, sobretudo durante o seu período áureo, no tempo dos reis D. Luís I e D. Maria Pia.Em que locais residiu a família real portuguesa entre o terramoto de 1755 e a proclamação da República em 1910? Como era o seu quotidiano nas últimas décadas do século XIX? E o que não podia faltar à mesa real? Por fim, qual o contributo da rainha D. Maria Pia para o património e decoração do Palácio da Ajuda?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Eça de Queiroz, Oliveira Martins, Ramalho Ortigão & Cª: Os “Vencidos da Vida”
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre os “Vencidos da Vida”, grupo informal “jantante”, nas palavras de Eça de Queiroz, que entre 1887 e 1894 reuniu algumas das figuras mais conhecidas do meio intelectual, social e político português, como o próprio Eça de Queiroz, Oliveira Martins, ou Ramalho Ortigão. Quem eram os “Vencidos da Vida”, o que os unia e qual o seu percurso? Qual o objectivo das suas reuniões e como eram publicitadas? Por fim, qual o impacto real e simbólico dos “Vencidos da Vida” na sociedade portuguesa?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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175
O complexo processo de admissão de Portugal na ONU (14 de dezembro de 1955)
Qual o enquadramento de Portugal no pós II Guerra mundial? Qual a posição de Salazar sobre a entrada de Portugal na ONU? Porque motivos Portugal apresentou pela primeira vez o pedido de admissão em 1946 e este só se concretizou em 1955? Por fim, quais os desafios, quem foram os aliados e quem foram os opositores na ONU do regime ditatorial português nos tempos seguintes à admissão?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Marquês de Sá da Bandeira: um militar e político liberal e progressista que lutou pelo fim da escravatura (com o major-general Vieira Borges)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o major-general João Vieira Borges, antigo comandante da Academia Militar, Presidente da Comissão Portuguesa de História Militar e biógrafo de Sá da Bandeira, para conversar sobre esta figura histórica, um político e militar liberal e progressista que se bateu pelo fomento do ensino e pela abolição do tráfico de escravos e da própria escravatura. Quem foi Bernardo de Sá Nogueira, um militar que assentou praça com 14 anos, foi dado como morto no campo de batalha em 1814 e, mais tarde, perdeu um braço durante a guerra civil? Quais foram as suas causas e qual o seu posicionamento na complexa política da época? Em que contextos foi por várias vezes ministro e, também, por cinco vezes presidente do Ministério? Por fim, qual o seu contributo para a abolição do tráfico de escravos e para a definitiva abolição da escravatura no território português?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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173
Do ditador Franco ao rei Juan Carlos: os 50 anos do início da “transição” em Espanha
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre os últimos anos do franquismo e o início do complexo processo da “transição” em Espanha. Esta fase histórica arrancou após a proclamação de Juan Carlos I como rei de Espanha, o que aconteceu a 22 de novembro de 1975, passam por estes dias 50 anos. Como era Espanha em novembro de 1975? Como foi que o príncipe Juan Carlos de Borbon sucedeu ao ditador Francisco Franco? Quem apoiou e quem se opôs à “transição”? Por fim, quem foram os seus protagonistas e como foi que transformaram pela via reformista uma ditadura numa democracia?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Os “retornados” de Angola e Moçambique: histórias que a História quase esqueceu (com Marta Martins Silva)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram a jornalista e editora Marta Martins Silva, autora de “Retornados” e “África para sempre minha”, para conversar sobre o fenómeno dos “retornados” e sobre as histórias de alguns dos mais de 500 mil portugueses que, há 50 anos, tiveram de partir de Angola e Moçambique. Será o termo “retornado” adequado para qualificar estas pessoas? E em que contextos partiram? Tinham opiniões políticas semelhantes? O que deixaram em África, como foram acolhidos e se integraram em Portugal, e como refizeram as suas vidas?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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O 25 de novembro de 1975: será que Portugal estava à beira da guerra civil? (com Filipe Garcia)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o jornalista Filipe Garcia, autor do livro “Breve História do 25 de novembro” para conversar sobre esta data histórica, que ainda tem muito por perceber. Será que o 25 de novembro foi uma tentativa de golpe de Estado ou, antes, uma espécie de pronunciamento militar? Qual o papel do Presidente da República, general Costa Gomes? E de Otelo Saraiva de Carvalho e do PCP? Por sua vez, quem eram os militares “moderados”, comandados operacionalmente pelo então tenente-coronel Ramalho Eanes, e quem os apoiava? Por fim, será que Portugal esteve então à beira de uma guerra civil?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Domingos Sequeira, um pintor excepcional que experimentou a clausura, a prisão e o exílio (com António Filipe Pimentel)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o historiador de arte António Filipe Pimentel, antigo diretor do Museu Nacional de Arte Antiga e atual diretor do Museu Calouste Gulbenkian, para conversar sobre Domingos Sequeira, um artista excepcional que viveu na transição do antigo regime para o liberalismo, pintou reis, revolucionários e anónimos, e experimentou a clausura, a prisão e o exílio. Qual o percurso de Domingos Sequeira e quem foram os seus mecenas? Como foi que se relacionou com o poder numa época de transformação política? E qual o seu papel e legado na História da arte portuguesa?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Libertar a sociedade civil e caminhar para a CEE: os governos de Francisco Pinto Balsemão (1981-1983)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre os dois governos liderados por Francisco Pinto Balsemão, que decorreram entre janeiro de 1981 e junho de 1983. Como foi que Pinto Balsemão ascendeu a primeiro-ministro, no contexto dramático posterior à tragédia de Camarate, que vitimou o primeiro-ministro Sá Carneiro e o ministro da defesa, Adelino Amaro da Costa? Quais os principais objectivos dos governos de Pinto Balsemão? Quem foram os seus principais opositores internos e externos e como se manifestaram? Quais os sucessos e fracassos destes governos? Por fim, quais as causas próximas do fim do governo Balsemão e da coligação AD, e qual o balanço deste tempo histórico?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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168
O “caso Dreyfus”: antissemitismo e teorias da conspiração na Europa da “Belle Époque”
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho partem do célebre “caso Dreyfus”, que durante dez anos, entre 1896 e 1906, dividiu a opinião pública francesa e europeia, para falarem sobre o primeiro capítulo do antissemitismo contemporâneo, desde meados do século XIX até ao fim da I Guerra Mundial. Quem foi o capitão francês de origem judaica Alfred Dreyfus, acusado de passar informação militar secreta aos alemães, e qual o enquadramento do seu “caso”? Qual a origem teórica do antissemitismo contemporâneo? Que perseguições e que teorias da conspiração surgiram na época da “Belle Époque” contra os judeus?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Portucale e Galiza, dois irmãos separados por acasos
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a longa e rica História comum de Portucale e Galiza, desde os tempos em que integraram a província da Galécia, na Hispânia romana, até ao século XII, quando Portucale se expandiu para sul e evoluiu para o reino de Portugal, e a Galiza foi definitivamente integrada na coroa de Leão, depois na de Castela, e por fim na Espanha. O que une e o que divide estes territórios, ligados e separados pelo rio Minho? Qual a sua História comum? Que acasos e que factos deliberados contribuíram para que evoluíssem a partir do século XII em unidades políticas distintas?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Guerra, alianças e paz: a diplomacia da época da Restauração, do 1.º de dezembro ao Tratado de Madrid-Lisboa (1640-1668), com Ana Leal de Faria
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram Ana Leal de Faria, Professora jubilada da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, para conversar sobre o longo e complexo processo diplomático iniciado após o 1.º de dezembro de 1640 e que culminou, em 1668, com o reconhecimento por Espanha da dinastia de Bragança e da independência de Portugal. Qual a estratégia da nova dinastia de Bragança para conseguir o seu reconhecimento pelas potências? Quem foram os seus aliados preferenciais e como foi que evoluiu a sua política de alianças? De que forma a política europeia da altura influiu na situação de Portugal? Por fim, quem foram os protagonistas diplomáticos desta época histórica?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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“Nasci português, português quero morrer”: o caso da candidatura de um rei português ao trono de Espanha (1868-1870)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre um episódio pouco conhecido da História de Portugal: quando, depois da deposição da rainha Isabel II de Bourbom, os nomes dos reis portugueses D. Fernando II e seu filho D.Luis I foram referidos pela imprensa europeia como candidatos a ocupar o trono de Espanha. Qual o contexto destas candidaturas? E quem foram os seus principais apoiantes? Como foi que este episódio evoluiu e qual a reação destes reis de Portugal perante a hipótese?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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História breve do Ultramar português, com David Moreira
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram David Moreira, autor de “A mais breve História do Ultramar”, para conversar sobre este tema. Qual a História da relação de Portugal com o além Mar? Como foi que, em finais do século XIX, Portugal assegurou e estruturou as suas colónias em África? E em que moldes a Ditadura Nacional e depois o Estado Novo reescreveram esta História para criar o “Império Colonial português”? Por fim, como foi que o Estado Novo se adaptou ao contexto do pós II Guerra Mundial e até que ponto modificou a sua abordagem? E como foi que esta História acabou, já depois do 25 de Abril?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Exploração e violência: a História do Estado Livre do Congo, “propriedade” de Leopoldo II, rei dos belgas (1885-1909)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a dramática e singular História do Estado Livre do Congo, reconhecido na Conferência de Berlim, em 1885, como na prática território pertencente a título particular ao rei Leopoldo II, da Bélgica. Por que razão foi este território entregue a título pessoal a um soberano europeu? Como foi governado, que atrocidades foram cometidas, e por quem foram denunciadas? E como foi que o Estado Livre do Congo passou, em 1909, a ser uma colónia da Bélgica, com o nome de Congo belga?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Fausto de Figueiredo, o primeiro empresário turístico português e o “inventor” do Estoril, com Maria João Lopo de Carvalho
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram a escritora Maria João Lopo de Carvalho - autora de “O Estoril não caiu do Céu”, uma biografia romanceada de Fausto de Figueiredo - para conversar sobre esta personagem, o primeiro verdadeiro empresário turístico de Portugal e o “inventor” do Estoril como estância cosmopolita e moderna. Quem foi Fausto de Figueiredo, um homem que nasceu em Baraçal, Celorico da Beira, no ano de 1880, e que chegou a Lisboa para trabalhar como ajudante de farmácia? Como foi que se interessou pelo Estoril e qual o projecto turístico que tinha para esta localidade? Quais os obstáculos e sucessos até transformar o Estoril, na década de 1940, num destino de referência, que acolheu reis destronados, espiões, e celebridades?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Kamikazes, harakiris e as bombas atómicas: a II Guerra Mundial no Pacífico e a capitulação do Japão (1941-1945)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o jornalista Rui Cardoso, um estudioso da História Militar da época da II Guerra Mundial, para conversar sobre a guerra no Pacifico entre Estados Unidos e Japão, e sobre a capitulação dos nipónicos, assinada ao largo de Tóquio, no couraçado norte-americano “Missouri”, a 2 de setembro de 1945, passaram por estes dias 80 anos. Que motivos levaram o Japão a iniciar uma guerra contra os Estados Unidos? Quais as fases e como se desenvolveu este conflito? O que levou o presidente norte-americano Truman a decidir-se pelo lançamento de duas bombas atómicas sobre o Japão? Como acabou e quais as consequências desta guerra?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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“Força, força, companheiro Vasco!”: o “gonçalvismo” e o verão quente de 1975
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre o chamado “verão quente” de 1975 e sobre um dos seus principais protagonistas, o então primeiro ministro, general Vasco Gonçalves. Quais os principais acontecimentos políticos do verão de 1975? Quais as principais alianças e oposições daquele tempo histórico? Qual o papel do presidente da República general Costa Gomes, de Otelo Saraiva de Carvalho, do MFA, do PCP, e do PS e seus aliados, na ascensão e queda de Vasco Gonçalves?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Verões de outros tempos e a moda de “ir a banhos”
Neste episódio especial de verão, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre os verões do passado e a evolução da moda de “ir a banhos”. Esta começou na segunda metade do século XIX, numa altura em que os banhos de mar eram receitados com fins terapêuticos. Em Portugal, a “temporada de banhos” tornou-se moda a partir da década de 1870, quando os reis D. Luís e D. Maria Pia começaram a frequentar a praia de Cascais, sendo seguidos pela Corte, pela chamada “boa sociedade” e, ainda, por pessoas “desconhecidas” mas endinheiradas, desejosas de “verem e serem vistas”. Então, a temporada de banhos começava no final do verão e estendia-se pelo mês de outubro. As pessoas iam vestidas para a praia, não se expunham ao sol e evitavam o calor. A praia era frequentada de manhã e, da parte da tarde, os “banhistas” entretinham-se com burricadas e piqueniques. A partir da década de 1960, a generalização da “ida a banhos” e a “descoberta” das praias do sul, genericamente mais quentes que as do norte, contribuíram para modificar os hábitos balneares dos portugueses.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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158
D. José, o “Rei-sombra” do Marquês de Pombal
Neste episódio, excepcionalmente sem Henrique Monteiro, Lourenço Pereira Coutinho convidou Nuno Gonçalo Monteiro, historiador e biógrafo do rei D.José, para conversar sobre esta enigmática personagem histórica. D. José nasceu em 1714 e subiu ao trono em 1750, com a idade de 36 anos. Enquanto foi príncipe do Brasil e herdeiro da Coroa, o seu pai, o rei D. João V, nunca lhe deu espaço para demonstrar a sua aptidão para a governação. Tendo deixado pouca correspondência, de D. José pouco mais se sabe de certo para além do seu gosto pela ópera e pela caça. O seu reinado, que decorreu entre 1750 e 1777, ficou marcado pelo controverso “consulado” do Marquês de Pombal. Qual foi o verdadeiro papel de D. José na política e polémicas do seu tempo? Será que o Marquês de Pombal foi um mero executor da vontade do Rei, ou será que este abandonou a governação nas mãos daquele?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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157
“Deus quer!”: a História das “cruzadas” medievais
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre as chamadas “cruzadas”, que foram as oito expedições militares cristãs ocidentais à Terra Santa, que se prolongaram por mais de dois séculos, entre 1096 e 1270. No final do século XI, centenas de cavaleiros, sobretudo francos e flamengos, avançaram para o próximo oriente enquanto exclamavam “Deus Vult” (“Deus quer” em latim). Tal foi a resposta ao apelo do papa Urbano II e do imperador Bizantino Aleixo I. O objectivo inicial destes cruzados era tornar o caminho para Jerusalém, dominado a partir das fronteiras do império bizantino pelos turcos seljúcidas, seguro para as peregrinações cristãs. Contudo, este objectivo transformou-se rapidamente na vontade de conquista e ocupação do território. Em 1099, os cruzados conquistaram Jerusalém e já tinham fundado outros três estados feudais: Edessa, Trípoli e Antioquia. Este seria o princípio de um longo e intermitente conflito entre cristãos e muçulmanos pelo domínio de Jerusalém e de outros pontos estratégicos do próximo oriente, que só terminaria em finais do século XIII e com vantagem para os muçulmanos.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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De mão em mão: como é que a poesia de Camões circula e acaba canonizada entre os séculos XVI e XVIII? (Último episódio do podcast)
Neste último episódio do podcast Camões: 500 anos de História e de Lenda, os investigadores José Miguel Martínez Torrejón e Gil Teixeira exploram os caminhos da transmissão manuscrita e impressa da obra de Camões. Como é que a sua poesia circula, é copiada, comentada, apropriada e também canonizada entre os séculos XVI e XVIII? A conversa, moderada por Luís Fardilha, sublinha como foi importante o papel das edições, das traduções e das leituras escolares na consolidação da figura de Camões como grande poeta nacional. O episódio foi gravado no auditório da Biblioteca Nacional de Portugal.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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155
“A terra a quem a trabalha”: os 50 anos da Lei da Reforma Agrária, com António Barreto
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram António Barreto, sociólogo e professor universitário, para conversar sobre a Lei da Reforma Agrária, decretada em pleno PREC pelo IV governo provisório, liderado pelo coronel Vasco Gonçalves, e promulgada a 29 de julho de 1975, passam por estes dias 50 anos. Esta lei inspirou-se na teoria e prática marxista e foi responsável por uma mudança radical da estrutura de propriedade na chamada “zona de intervenção da reforma agrária”. Assim, passou à História como um dos momentos capitais do “Verão quente” de 1975. Cerca de dois anos mais tarde, António Barreto foi, enquanto ministro da Agricultura e Pescas do I governo constitucional, liderado por Mário Soares, responsável pela lei 77/77, mais conhecida por “lei Barreto”, que deu inicio à reversão do processo de reforma agrária iniciado em 1975, em pleno período revolucionário.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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154
De Lisboa a Goa: o que contam as cartas de Camões?
“Que cartas escreveu Camões?” - é a partir desta pergunta que os investigadores Gil Teixeira e Filipe Saavedra exploram o universo epistolar camoniano, e debatem a autoria, assim como o valor literário, das cartas atribuídas ao poeta. A sessão, moderada por Luís Fagundes Duarte, desafia-nos a pensar o lugar das cartas na obra de Camões e na construção da sua imagem pública e literária. Estas cartas revelam um Camões multifacetado, entre o humor e o desengano, entre o homem e o mito. O episódio foi gravado no auditório da Biblioteca Nacional de Portugal no dia 21 de maio de 2025.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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“Alá é nosso Deus e Maomé o seu profeta”: a História do islamismo, com Paulo Mendes Pinto
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram Paulo Mendes Pinto, professor universitário e especialista em História das religiões, para conversar sobre a longa e complexa História do islamismo. Quem foi Maomé e como lhe foram reveladas “as palavras de Deus”? Porque se dividiram os muçulmanos em sunitas e xiitas? Qual a relação histórica do islamismo com as outras religiões monoteístas, o judaísmo e o cristianismo?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Como é que lemos Camões hoje? Novas perspetivas sobre os estudos camonianos
Como é que lemos Camões hoje? É com esta pergunta que começa o debate entre os investigadores Filipa Araújo e Hélio Alves, num episódio sobre velhas e novas perspetivas dos estudos camonianos. Camões é mesmo assim tão único ou ao longo do tempo fomos esquecendo outros grandes nomes da literatura? A conversa, moderada por Isabel Almeida, percorre temas como a necessidade de contextualizar o poeta no seu tempo, em diálogo com outros autores do século XVI. O episódio foi gravado no auditório da Biblioteca Nacional de Portugal. See omnystudio.com/listener for privacy information.
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A “imaculada” D. Estefânia: a última rainha amada pelos portugueses
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram a escritora e jornalista Isabel Stilwell, autora de “Estefânia, A rainha virgem”, para conversar sobre a curta vida desta rainha de Portugal. Nascida em Sigmarinen, Alemanha, em 1837, Estefânia era filha do príncipe Carlos António de Hohenzolern Sigmarinen e de sua mulher, Josefina Frederica de Baden. De perfil austero e personalidade sensível, Estefânia chegou a Portugal em maio de 1858 para casar-se com o Rei D. Pedro V. A jovem rainha, que dedicou especial atenção a obras de assistência aos desfavorecidos, teve dificuldade em adaptar-se a Portugal, ao seu clima, à sua paisagem e à sociedade portuguesa. Em paralelo, viveu um amor ao que tudo indica apenas platónico com D. Pedro V, um rei austero, exigente e introspectivo. A rainha D. Estefânia morreu precocemente, a 17 de julho de 1859, em consequência de uma difteria. Tinha apenas 22 anos. A sua morte deixou D. Pedro V devastado e um sentimento de tristeza por todo o país. D. Estefânia foi, possivelmente, a ultima rainha verdadeiramente amada pelos portugueses.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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150
Como se determina a autenticidade dos textos atribuídos a Camões?
Neste sexto debate, os investigadores Luís Sá Fardilha e Micaela Ramon exploram os caminhos da tradição manuscrita e impressa da poesia camoniana, revelando os desafios da fixação do cânone, da autenticidade dos textos e da organização editorial das edições quinhentistas. A conversa, moderada por Zulmira Santos, percorre temas como a circulação manuscrita da poesia no século XVI, os critérios para a atribuição de autoria e a importância dos cancioneiros na preservação e transmissão da obra. É possível reconhecer o estilo de escrita de Camões? Oiça aqui o debate gravado na Biblioteca Nacional de Portugal.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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149
Quando o nordeste do Brasil foi holandês (1630-1654)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre o tempo em que os “holandeses” (como os habitantes das Províncias Unidas eram conhecidos) permaneceram no nordeste do Brasil, sobretudo em Pernambuco. Em 1624, três anos depois do fim das tréguas entre as Províncias Unidas e Espanha, os holandeses tomaram a cidade de Salvador da Baía, então capital do Brasil português. Esta foi retomada no ano seguinte por uma armada vinda da Península Ibérica. No entanto, os holandeses não desistiram de concorrer com os portugueses pelo negócio do açúcar no Brasil e pelo comércio de escravos. Em 1630, os holandeses tomaram Olinda e Recife, em Pernambuco, onde fundaram a Nova Holanda. Poucos anos depois, em 1636, a Companhia Holandesa das Indias Ocidentais nomeou João Mauricio de Nassau para governar este território. O seu governo (1637-1644) resultou no período áureo da Nova Holanda. Depois da sua partida, os portugueses (alguns já de segunda e terceira geração no Brasil), com escravos libertos e índios, conseguiram derrotar os holandeses (batalhas dos Guararapes de 1648 e 1649) e, por fim, reconquistar o Recife. Foi o ponto final do Brasil holandês, sendo que, no Índico e na Ásia, os holandeses levaram a melhor sobre os portugueses na sua disputa pelo controlo das rotas comerciais.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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O Teatro é o parente pobre da obra de Camões?
No quinto episódio do podcast 'Camões: 500 anos de História e de Lenda', gravado ao vivo na Biblioteca Nacional, a encenadora Silvina Pereira e o investigador José Camões debatem o teatro camoniano, frequentemente esquecido face à épica e à lírica. Moderado por Vanda Anastácio, o encontro destacou a atualidade das três peças atribuídas a Camões — “Filodemo”, “Os Anfitriões” e “El-Rei Seleuco” — e defende a sua relevância estética e dramatúrgica. Entre reflexões sobre amor, melancolia e crítica social, os intervenientes sublinham a urgência de recuperar este repertório para os palcos contemporâneos, desafiando preconceitos e promovendo uma dramaturgia nacional mais rica e vibrante.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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D. António, Prior do Crato foi, ou não, Rei de Portugal?
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a vida e a “causa” de D. António, prior do Crato. Filho do Infante D. Luís, duque de Beja, e de Violante Gomes, apelidada de “A Pelicana”, D. António foi candidato à sucessão de D. Sebastião depois da morte deste rei na Batalha de Alcácer Quibir. Então, argumentou que os seus pais tinham-se casado em segredo, o que lhe dava precedência na linha de sucessão sobre o cardeal D. Henrique, que efetivamente herdou o trono. Dois anos depois, aquando da morte do Cardeal-Rei (janeiro de 1580)voltou a reclamar os seus direitos à coroa portuguesa, sendo então derrotado pelo exército comandado pelo duque de Alba que Felipe II de Espanha mandou para Portugal. Entre 1582 e 1583, a causa de D. António manteve-se viva nos Açores, sendo então reconhecido como Rei na Ilha Terceira. No entanto, as forças de D. António foram vencidas pelas do marquês de Santa Cruz em 1583. A partir de então, e até à sua morte em 1595, D. António viveu entre França e Inglaterra, onde procurou manter viva a sua “causa”, apoiada sobretudo pela comunidade cristã-nova. Quem foi D. António, prior do Crato? Qual a validade das suas pretensões ao trono de Portugal? E será que chegou a ser Rei de Portugal, mesmo que por tempo breve?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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ABOUT THIS SHOW
Um diálogo descontraído em torno da História, dos seus maiores personagens e acontecimentos. 'A História repete-se' não é uma aula, mas quer suscitar curiosidade pelo passado e construir pontes com o presente. Todas as semanas Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho partem de um ponto que pode levar a muitos outros... São assim as boas conversas.
HOSTED BY
Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho
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