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A Vida em Revolução

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A Vida em Revolução

Como era a vida quotidiana nos anos de 1974 e 1975? As memórias do vertiginoso dia-a-dia nas várias áreas da sociedade portuguesa durante o PREC. Programa de entrevistas conduzidas por Rui Ramos e Pedro Jorge Castro.

  1. 56

    E o Resto é Ciência. A tragédia da Ilha das Flores (e os seus muitos mistérios)

    A Ilha das Flores foi portuguesa, já não é mas continua católica no meio da Indonésia. Esse é um dos seus mistérios – tal como um tsunami pouco conhecido, o minúsculo homem das Flores ou um rato giganteSee omnystudio.com/listener for privacy information.

  2. 55

    As Histórias da Bíblia. Vem aí o Apocalipse?

    O último livro da Bíblia é um dos mais célebres e fascinantes, mas também um dos mais mal interpretados. Quem escreveu, e o que significa, o Apocalipse? O último episódio de "As Histórias da Bíblia".See omnystudio.com/listener for privacy information.

  3. 54

    Melhor é Difícil. José Avillez: "A maior emoção? Criar algo novo e muito bom”

    “Nunca sonhou chegar tão longe” mas o seu nome tornou-se hoje uma realidade internacionalmente comprovada. Com muitas estrelas. Com desarmante simplicidade ele explica como é que foi.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  4. 53

    E o Resto é Ciência. Como se mede a altura do Kilimanjaro? Não é assim tão fácil

    Miguel Miranda esteve numa missão científica que mediu a altura do Kilimanjaro, a montanha mas alta de África, e explica como é que isso se faz. Não encontrou foi a carcaça do leopardo de Hemingway.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  5. 52

    As Histórias da Bíblia. A quem é que São Paulo escreveu tantas cartas?

    As cartas de São Paulo ocupam metade do Novo Testamento. Mas porque as escreveu e a quem as enviou este perseguidor de cristãos convertido? O décimo-primeiro episódio de "As Histórias da Bíblia".See omnystudio.com/listener for privacy information.

  6. 51

    Melhor é Difícil. “O que nos trouxe até aqui foi o talento português”

    A Sword Health, que desenvolve Inteligência Artificial na Saúde, está em 80 países e faturou centenas de milhões de dólares em 2025. E o seu inventor Virgílio Bento sabe que “não há volta atrás”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  7. 50

    Estreia. "Os ficheiros do caso Carlos Castro". Episódio 1: Onde está o assassino do quarto 3416?

    Na estreia de "Os ficheiros do caso Carlos Castro", a polícia de Nova Iorque encontra um homem brutalmente assassinado e mutilado num quarto de hotel de luxo, perto de Times Square. A vítima chama-se Carlos Castro e tem 65 anos. É um conhecido jornalista e cronista social português, de férias na cidade com Renato Seabra, um jovem aspirante a modelo, 44 anos mais novo. Desde a primeira hora, a polícia assume: é ele o único suspeito do crime. Só há um problema: minutos antes de o corpo da vítima ser encontrado, Renato Seabra foi visto a sair do local. É preciso encontrá-lo antes que consiga fugir de Manhattan.  "Os ficheiros do caso Carlos Castro" é o novo Podcast Plus do Observador. É narrado por Joana Santos e tem banda sonora original de Júlio Resende.  Pode ouvir semanalmente os episódios de "Os ficheiros do caso Carlos Castro" na playlist própria do podcast na Apple Podcasts, Spotify, Youtube ou outras plataformas de podcast. Os assinantes standard e premium do Observador têm acesso exclusivo e antecipado a todos os episódios em observador.pt. Pode assinar aqui. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  8. 49

    Os mais ouvidos de 2025. Sanches Osório, parte II: “Champalimaud não financiou o MDLP porque Spínola era burro”

    [O Observador está a republicar os três episódios mais ouvidos do ano em cada podcast. Este é de 6 de julho de 2025.] A discussão sobre as refeições do Conselho de Ministros. A ameaça de tareia a um magistrado. Spínola: os berros, os pontapés debaixo da mesa, as indecisões e o passaporte com o nome do Patriarca. Vasco Gonçalves: “Um bem-intencionado, um pouco avariado da cabeça”. A manifestação da maioria silenciosa e o 11 de março. A guerra com o CDS e a lista secreta dos depositantes de um banco para financiarem o Partido da Democracia Cristã. A prisão na mesma cela que dois diretores da PIDE. E a fuga para Espanha disfarçado com uma capa e cabelo pintado. Segunda parte da conversa com o coronel Sanches Osório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  9. 48

    Vasco Lourenço e o 25 de Novembro: “Eanes assume uma posição que não é dele. Irrita-me!”

    O choque com Vasco Gonçalves. O diálogo com Costa Gomes sobre a chantagem. O documento do Grupo dos 9 que assinou sem ler. O corte com Otelo. Os bastidores do 25 de novembro, o papel de Cunhal e a guerra aos falcões que queriam uma ditadura. Os dramáticos três minutos de atraso a negociar uma rendição que mataram três militares. E vários ajustes de contas com Eanes, que acusa: de abuso de poder em detenções; de não corrigir o seu papel no 25 de novembro; e de se rodear de corruptos para sobressair como honesto.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  10. 47

    Os mais ouvidos de 2025. Filho de Otelo, parte II: “O meu pai foi definhando e acabou a vida triste”

    [O Observador está a republicar os três episódios mais ouvidos do ano em cada podcast. Este é de 24 de novembro de 2025.] Otelo achou que podia ter vencido no 25 de novembro, mas quis evitar mortes e uma guerra civil. As duas prisões, as duas eleições presidenciais e o longo período em que viveu com duas mulheres. Segunda parte da entrevista com o filho de Otelo, Sérgio Carvalho: “Compreendo a amargura dos filhos das vítimas das FP”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  11. 46

    Os mais ouvidos de 2025. Marçal Grilo e os dias mais quentes da Revolução: “Houve muita maldade nos saneamentos”

    [O Observador está a republicar os três episódios mais ouvidos do ano em cada podcast. Este é de 6 de janeiro de 2025.] A pancadaria no Técnico. Os professores amedrontados. As estranhas reuniões com os comunistas. E a detenção de Soares Carneiro. Marçal Grilo descreve os momentos mais tensos que viveu em 1974 e 1975.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  12. 45

    Vasco Lourenço: “No 11 de março, primeiro fui atestar o carro. Depois fui ao PS e ao PCP”

    O sequestro de Otelo em Belém no 28 de setembro. A escolha de Costa Gomes para substituir Spínola na Presidência. O envolvimento da CIA e do KGB na Matança da Páscoa. A reunião em que se decidiu a nacionalização da banca depois do 11 de março. E as listas de pessoas a prender: “Houve abusos, com certeza. Há pessoas que têm razão para estarem chateadas. Mas em todo o lado em que há processos revolucionários complexos há fuzilamentos. Aqui não houve.”See omnystudio.com/listener for privacy information.

  13. 44

    Vasco Lourenço: “Bateram palmas ao Spínola porquê? Insultei-os: ‘Cambada de carneiros!’”

    Um castigo levou-o a falhar o 25 de abril no posto de comando, onde foi substituído por Otelo. Seguiu os acontecimentos a partir dos Açores, onde apoiou Melo Antunes a tomar a PIDE e ocupou a sede da Legião Portuguesa. A euforia das primeiras horas: “Parecia um doidinho, aos saltos: ‘Pá, ganhámos!’” As sete comissões de moradores da Calçada da Ajuda. E as descrições incríveis das fúrias nos diálogos com os outros militares, nas várias lutas pela tomada do poder — mas também por causa do tamanho das patilhas. Vasco Lourenço, parte I.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  14. 43

    “Assumo a golpada contra os meus camaradas.” Vasco Lourenço e a conspiração para o 25 de Abril

    Os choques com Spínola na Guiné: “Mas que raio de general é o senhor?” As fintas à PIDE, a revolta contra o regime e as discussões mais tensas: “Eu tive sempre uma postura de confronto.” O espanto quando ouviu pela primeira vez Melo Antunes a falar: “Quem é este gajo? Temos homem!” O plano de rapto para evitar a ida para os Açores. E a forma como enganou os outros militares, para os convencer a pedirem a demissão do Exército em vez de optarem por uma manifestação.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  15. 42

    Filho de Otelo, parte II: “O meu pai foi definhando e acabou a vida triste”

    Otelo achou que podia ter vencido no 25 de novembro, mas quis evitar mortes e uma guerra civil. As duas prisões, as duas eleições presidenciais e o longo período em que viveu com duas mulheres. Segunda parte da entrevista com o filho de Otelo, Sérgio Carvalho: “Compreendo a amargura dos filhos das vítimas das FP”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  16. 41

    Sérgio Carvalho: “Estava farto que o meu pai fosse o Otelo”

    Os dias de Otelo em 1974/75 tal como os contou ao filho, Sérgio Carvalho. A tentativa de sedução do PCP com a viagem a Cuba, um encontro-surpresa com Cunhal, as relações com Spínola, Costa Gomes e Vasco Lourenço, os mandados em branco, a missão na Quinta do Lago, as abordagens para ser primeiro-ministro e Presidente da República. A angústia da mãe no 25 de abril. E a porrada que apanhava dos filhos dos ultras no Colégio Militar, onde tinha como alcunha “Otelo”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  17. 40

    “Pus ao meu gato o nome do Otelo: é simpático, mas não é de confiança.” Manuel Monge, parte II

    A “tragédia” de um dia normal no palácio de Belém. As chantagens a militares com ficheiros da PIDE. A “artimanha e jogo de cintura” de Costa Gomes, apanhado a conspirar com Vasco Gonçalves em S. João da Barra. A ida de Spínola em pijama para Tancos, quando lhe falaram na matança da Páscoa. O “medo” de Eanes. A prisão depois do 11 de março, o 25 de novembro e um gato chamado Otelo. Segunda parte da entrevista a Manuel Monge.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  18. 39

    Manuel Monge: “Vasco Lourenço diz que é o Papa, mas foi só um bispo. Quem fez o 25 de Abril foi o Otelo. Depois endoidou”

    A divergência com Otelo que levou à derrota do golpe das Caldas. A prisão e a libertação no dia 25 de abril. E o confronto sobre a descolonização com Melo Antunes — que levou Spínola a ameaçar dar-lhe um tiro. Entrevista ao general Manuel Monge, parte I.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  19. 38

    “1975 mostrou a bondade e a maldade; a crueldade e o amor.” Ângelo Correia, parte II

    O respeito pelos deputados do PCP na Assembleia Constituinte: “Aquele senhor sofreu como eu não sofri”. A matança da Páscoa: “O primeiro exercício de guerra híbrida em Portugal”. As armas do 25 de novembro. A resposta de Sá Carneiro para votar a favor da Constituição (de que discordava). Cunhal, que "não quis ficar nas mãos de Otelo". Melo Antunes, "um fumador calado" e "chefe do staff ideológico". E o jovem operador de câmara Ramos Horta, com quem fez um jornal em Timor. Segunda parte da entrevista a Ângelo Correia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  20. 37

    Ângelo Correia: “A sede do PPD eram uns quartinhos. O PS tinha um Palácio. Foi influência da maçonaria”

    A épica implantação do PPD em Aveiro a seguir ao 25 de abril: o papel do contínuo, o militante encapuzado, o casting para as mesas nas sessões de esclarecimento, a palavra do bispo e o erro com Girão Pereira. Parte I da entrevista com Ângelo Correia: “O 11 de Março é talvez o fenómeno político mais destruidor por muitos anos em Portugal.”See omnystudio.com/listener for privacy information.

  21. 36

    “O 25 de novembro é o momento chichi-cama da Revolução”. Ribeiro e Castro, parte II

    O CDS viveu parte da revolução às escondidas: com medo das escutas telefónicas, os dirigentes deixaram de se tratar pelo nome para usarem animais; uma funcionária era a guardiã dos ficheiros de militantes para os proteger em todos os golpes; e Ribeiro e Castro levava notas para o pai escondidas no farol do carro quando o ia visitar a Espanha. Ainda os bastidores do voto contra a constituição, o apoio do PS e dos alemães, e a relação entre Freitas do Amaral e Adelino Amaro da Costa para resistirem à intriga, num partido em que os casados ganhavam mais do que os solteiros. Parte II da entrevista a José Ribeiro e Castro.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  22. 35

    José Ribeiro e Castro: “A perseguição do PCP e da extrema esquerda ao CDS começou logo no princípio”

    As conversas do pai, que era governador de Angola com Marcelo Caetano e Costa Gomes. O ambiente na Faculdade de Direito. E a influência de Adelino Amaro da Costa. Ribeiro e Castro, parte I.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  23. 34

    “Recebi a ordem do 25 de novembro graças à santa incompetência dos revoltosos.” Vaz Afonso, parte II

    Operação Míscaros: o plano montado em segredo por um comandante da Força Aérea para desviar aviões e reagir ao 25 de novembro, levando ao recuo de Álvaro Cunhal. A descoordenação com os comandos de Jaime Neves no ataque à Polícia Militar. E a desilusão com o ex-ministro do Trabalho que o PCP enviou para Cuba e Angola. Parte II da entrevista ao General Vaz Afonso: “O PCP esteve muito próximo de sair vitorioso, mas nunca mereceu as palavras de Melo Antunes. Nunca foi democrático.”See omnystudio.com/listener for privacy information.

  24. 33

    General Vaz Afonso: “O PCP usou na Força Aérea uma arma terrível: o terror dos saneamentos”

    Em Moçambique, como delegado do Movimento das Forças Armadas, queimou as listas de informadores da PIDE para não serem alvo de vinganças. Na Base Aérea do Montijo conspirou com o comandante para resistir aos avanços da extrema esquerda. Na entrevista, o General Vaz Afonso, ex-Chefe do Estado Maior da Força Aérea, emocionou-se a recordar um encontro com o chefe inimigo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  25. 32

    João Alves da Costa. “As prostitutas ganhavam por dia o que eu ganhava num mês”

    O médico que lhe disse que podia fumar marijuana nos EUA desde que não engolisse o fumo. A expansão das drogas em Lisboa nos anos da revolução. Os encontros com os fugitivos de Alcoentre. E as prostitutas que o jornalista João Alves da Costa livrou da polícia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  26. 31

    “Uma das facetas do 25 de novembro foi a caça às bruxas.” Coronel Manuel Lopes, parte II

    A chegada de Salgueiro Maia a Beirolas para travar a saída das armas. Os bastidores da luta pelo poder no 25 de novembro. O processo por insubordinação militar. A caça às bruxas. Os tempos como ajudante de campo de Costa Gomes. E a hostilidade contra o ex-Presidente.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  27. 30

    Coronel Manuel Lopes: “Eu já desesperado e a criança com o dedo no gatilho”

    O governador com a moldura de Salazar. A operação Zebra para desmantelar a PIDE. O encontro com o comandante da Frelimo para explicar o 25 de abril. Spots e senhas pela rádio. O subchefe preso depois de lhe levar um Toyota. A proteção a Samora Machel. E o guerrilheiro de 12 anos que lhe apontou uma Kalashnikov. As memórias do coronel Manuel Lopes, chefe da polícia em Moçambique em 1974/75.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  28. 29

    “A vida era um festim”. O amor na revolução entre Julião Sarmento e Helena Vasconcelos

    Primeiro date proposto pelo artista Julião Sarmento à ex-assistente de bordo da TAP Helena Vasconcelos, em 1974: irem a uma orgia em Cascais — em que acabaram por ficar vestidos a um canto. Uma viagem de impulso a Marrocos para irem comprar haxixe. O acordo para terem uma relação aberta. A falta de preocupação com o dinheiro. O emprego na Secretaria de Estado da Cultura com Eduardo Prado Coelho. A vida boémia com outros artistas. As primeiras exposições. E ainda as mudanças na aviação e os traumas da ponte aérea para Luanda.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  29. 28

    “No Copcon tínhamos o poder todo. Adorei aqueles tempos”. Luís Pinheiro de Almeida, parte II

    Luís Pinheiro de Almeida é a única testemunha do abraço final entre Eanes e Otelo a seguir ao 25 de Novembro. Eanes chegou ao Copcon de óculos escuros, com uma pequena pistola no coldre, não olhou para ninguém, puxou de um papel e começou a dizer nomes dos militares que deviam apresentar-se na parada. “Otelo, tem coragem”, disse-lhe Ramalho Eanes, antes de o deixar a sós por instantes no gabinete. “O que o Otelo fez ninguém sabe. Não sei se rasgou mandados em branco”, recorda o seu assessor de imprensa. Ainda a destruição do telex de Costa Gomes. E a memória do poder absoluto do Copcon.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  30. 27

    Luís Pinheiro de Almeida: “Otelo tinha um coração magnífico e era amigo. Mas ingénuo”

    Passou a noite do 25 de abril a chorar agarrado à G3, no quartel de Mafra. Fez a primeira greve nas forças armadas. Foi corrido à pedrada nas campanhas de dinamização do MFA no Alentejo, por estar a tirar emprego aos locais. Luís Pinheiro de Almeida recorda a censura e a pancadaria quando o PCP tomou conta da sua agência noticiosa, onde trabalhava como jornalista ao mesmo tempo que era assessor de imprensa de Otelo. No dia 25 de novembro parecia um pistoleiro mexicano todo armado quando foi visitar o pai, que fazia anos: “Parabéns, pai, não posso ficar, estou em guerra”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  31. 26

    “Balsemão tinha uma santa aliança no Expresso com o MRPP”. Maria João Avillez, parte II

    Vasco Lourenço, estremunhado, em pijama, a dizer-lhe que “o Fabião borregou”. O sogro que pôs uma gravata preta pela perda de Angola. As noitadas à espera do fim das reuniões do Conselho da Revolução. A nostalgia pelo fim do maior espectáculo que viu na sua vida — o frenético ano de 1975. E a crítica a Eanes: “Hoje é um Deus, não é? Mas eu lembro-me como ele fez a vida negra a Sá Carneiro, a Balsemão e a Mário Soares. Nunca fui uma fã”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  32. 25

    Maria João Avillez: “Arranjei bigodes e cabeleiras para disfarçar o Grupo dos 9”

    Maria João Avillez e a primeira entrevista a um Vasco Gonçalves “desconfiado”, que prometeu acabar com o seu apelido. “Não gostavam de mim nas redações: não tinham dúvidas de que eu era uma burguesa.”See omnystudio.com/listener for privacy information.

  33. 24

    Sanches Osório, parte II: “Champalimaud não financiou o MDLP porque Spínola era burro”

    A discussão sobre as refeições do Conselho de Ministros. A ameaça de tareia a um magistrado. Spínola: os berros, os pontapés debaixo da mesa, as indecisões e o passaporte com o nome do Patriarca. Vasco Gonçalves: “Um bem-intencionado, um pouco avariado da cabeça”. A manifestação da maioria silenciosa e o 11 de março. A guerra com o CDS e a lista secreta dos depositantes de um banco para financiarem o Partido da Democracia Cristã. A prisão na mesma cela que dois diretores da PIDE. E a fuga para Espanha disfarçado com uma capa e cabelo pintado. Segunda parte da conversa com o coronel Sanches Osório.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  34. 23

    Sanches Osório: “Os generais presos no 25 de Abril temeram ser fuzilados: ‘Chegou a nossa hora?’”

    Sanches Osório reconstitui as primeiras 72 horas da revolução no posto de comando. A vantagem de Spínola sobre Costa Gomes para ser o primeiro presidente, que viria a ser “embarretado por toda a gente”. As crónicas do comunista Mário Castrim que influenciavam Vasco Gonçalves. E os funcionários que faziam louvores ao governo de Marcelo Caetano e viraram para a extrema-esquerda — “E eu passei a ser fascista e reacionário”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  35. 22

    João Soares, parte II: “Quem derrotou o PCP nas ruas e nas urnas foi o PS. O resto é treta”.

    “O PCP não levou arquivos para Moscovo”, mas controlava a comissão de extinção da PIDE, que “estava um bocadinho em regime de regabofe”. A carga de pancada dos PIDES no aeroporto. O conselho do avô: “À frente dos PIDES não se chora”. A coragem física de Mário Soares e Salgado Zenha. Spínola e a “matança da Páscoa, uma coisa de doidos”. O DN de Saramago, “uma coisa do pior que se possa imaginar”. E o grande negócio com o livro “O Triunfo dos Porcos”. Segunda parte da conversa com João Soares.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  36. 21

    João Soares: “O Zenha dizia-me: ‘Epá, tu tens é que ser preso’”

    João Soares, filho de Mário Soares, recorda como conheceu Salgueiro Maia no Largo do Carmo, onde andou a oferecer os primeiros exemplares do jornal República que não passaram pela censura. A viagem de comboio do pai desde Paris, a chegada a Santa Apolónia, e as primeiras lutas do PS: “Soares e Zenha, não há quem os detenha. Era um grande slogan.”See omnystudio.com/listener for privacy information.

  37. 20

    Artur Santos Silva e a ruptura com Sá Carneiro em 1974: “A saída do PPD foi um mau momento, uma coisa de muitos impulsos” — parte II

    Os insultos no Bolhão a Otelo e Corvacho. A insólita reunião do Conselho de Ministros antes do cerco ao Parlamento. A conspiração entre Soares, Zenha e Sá Carneiro sobre a greve do Governo. Os 220 processos de saneamento em bancos e seguradoras. O afastamento do PPD e o pedido de demissão do Governo. Segunda parte da conversa com Artur Santos Silva: “Olhando para trás, não fiz nada que me tenha repugnado. Nada.”See omnystudio.com/listener for privacy information.

  38. 19

    Santos Silva: “Sá Carneiro disse-me: ‘Artur, não fique cá. Eu vou-me embora para Inglaterra’”

    Artur Santos Silva passou o 25 de abril de 1974 em casa do vizinho Francisco Sá Carneiro, no Porto, que ia sabendo da revolução por telefonemas de Balsemão e Marcelo. Celebraram com champanhe e conversaram sobre a construção de um partido social-democrata. Indicou vários nomes de fundadores do PPD, mas pôs-se de fora da comissão política, por não querer deixar o seu trabalho como diretor do Banco Português do Atlântico. O plano económico do “ventre mole da revolução”. O choque das nacionalizações e o pânico com as detenções de empresários.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  39. 18

    Tozé Brito: “No quartel votámos contra sair à rua para travar o Jaime Neves. Ou morríamos todos ou dava guerra civil”

    O músico Tozé Brito pagou dez contos a um agente da PIDE para fugir do país e exilar-se em Inglaterra como tradutor, para escapar à guerra de África. Voltou no Natal de 1974 e viveu o quente ano de 1975 nos quartéis, a dar instrução sobre armas pesadas. Participou em campanhas de alfabetização no interior, onde viu a magia da chegada da luz elétrica e da televisão — e um homem ainda lhe perguntou pelo rei, 65 anos depois do fim da monarquia. Aos fins de semana dava concertos com o Quarteto 1111, que continuou a fazer músicas sobre o amor, apesar da mudança política na música: “Só havia espaço para a esquerda e para quem cantava a Revolução. Era massacrante estar a ouvir aquilo”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  40. 17

    Pezarat Correia: “O Vasco Gonçalves estava extremamente perturbado na parte final do governo dele”

    O choque violento com Vasco Gonçalves na assembleia do MFA. As influências que viravam Otelo no Copcon. As longas reuniões do Conselho da Revolução. Os agricultores armados para se defenderem das ocupações. E a granada que rebentou numa manifestação. Segunda parte da conversa com o general Pezarat Correia, que foi membro do Conselho da Revolução e comandante da Região Militar Sul.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  41. 16

    Pezarat Correia: “Estive com Spínola na Guiné e eu tinha ali um comandante. Depois, como Presidente, foi um desastre”

    Histórias de bastidores da origem do Movimento dos Capitães. Conspirações arriscadas em Angola. As eleições para a comissão do MFA. A Kalashnikov que levou para o encontro com Jonas Savimbi, que “estava sempre disposto a trair tudo”. As negociações com a FNLA e o MPLA até aos acordos de Alvor. A viagem de Almeida Santos a Luanda, o ultimato contra o governador e a chegada de Rosa Coutinho. As greves dos caminhos de ferro e dos camionistas e a ocupação da rádio. O 11 de março no gabinete do Chefe do Estado Maior do Exército. E a crítica à Presidência da República de Spínola. Primeira parte da conversa com o general Pedro Pezarat Correia, antigo membro do Conselho da Revolução. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  42. 15

    José Lamego e o MRPP: “Havia uma mentalidade persecutória e um ultrapuritanismo completamente disparatado”

    O recrutamento pelo MRPP e a desilusão com o irrealismo do partido. A luta corpo a corpo com um agente da PIDE que o baleou — e só não o matou porque ficou sem balas. As três detenções, a tortura e o “segredo” na prisão de Caxias. A recusa de uma fuga para Paris, por achar que ir para o exílio era prova de fraqueza. Os primeiros sinais da revolução na cadeia e a libertação no dia 26 de abril de 1974. O uso de ficheiros da PIDE nas detenções de militantes do MRPP depois da revolução. O encontro com Arnaldo de Matos. As acusações de desvio burguês e de ser um bon-vivant. E o sonho de transformar Portugal na Albânia, “um delírio completo”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  43. 14

    Marcello Duarte Mathias: “Vi o 25 de abril com muita apreensão. Depois conseguiu-se aquele milagre do 25 de novembro”

    O 25 de abril visto a partir da embaixada no Brasil, onde Marcello Duarte Mathias estava colocado. O desalento de José Hermano Saraiva, último embaixador antes da revolução, e a gargalhada do sucessor, Vasco Futscher Pereira. A campanha contra o pai, que tinha sido ministro de Salazar. As abordagens e promessas da CIA para tentar recolher informações. A “burguesia particularmente ignorante” que “não entendeu nada em 1974”. A amargura de Marcello Caetano. Os exilados portugueses no Brasil. A entrada de Mário Soares no Ministério dos Negócios Estrangeiros. E o “milagre” do 25 de novembro.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  44. 13

    Helena Roseta: “No cerco ao Parlamento o PCP tinha frango. Lembro-me de ir ao gabinete deles a cantar ‘Eles comem tudo’”

    A alegria libertadora dos abraços a desconhecidos no 1º de Maio e nas filas para votar nas primeiras eleições livres. Os dilemas antes de aderir ao PPD e os boicotes da esquerda aos comícios. As perguntas bizarras nas sessões de esclarecimento em que ensinava como se votava. O plano insensato para defender a sede do PSD no 11 de março, em que adormeceu de cansaço. As discussões épicas e os bastidores dos meses na Assembleia Constituinte, sem receber salário nos primeiros meses. O privilégio de ajudar a escrever a Constituição. E o encontro inesperado com os outros deputados esfomeados no Leitão da Mealhada, depois do cerco ao parlamento, quando iam levar a Constituinte para o Porto.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  45. 12

    João Van Zeller: “Em Luanda, o fim criou uma inconsciência eufórica. As pessoas ficavam excitadas e faziam grandes disparates”

    O medo quando se viu cercado por 20 guerrilheiros do MPLA “muito zangados”. A agitação com a chegada de Rosa Coutinho a Angola. O falhanço das informações americanas. Os encontros com Savimbi e Holden Roberto. A venda do BMW e dos eletrodomésticos para continuar a pagar contas. A máquina que imprimiu notas para pagar 18 mil salários. O milionário com companhias duvidosas. E a vida faustosa sem um tostão no bolso. As memórias incríveis de João Van Zeller dos tempos em que era administrador do Banco Inter-Unido, em Angola.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  46. 11

    José Gameiro: “No meio da Revolução havia quase sexo ao vivo pelos cantos. Era a libertinagem completa”

    O psiquiatra José Gameiro recorda como o 25 de abril mudou os relacionamentos. Separações (incluindo a sua), o ambiente de festa permanente sem ir a casa, a promiscuidade e as trocas de casais, os efeitos inusitados da pornografia nos cinemas. Mas também descreve o ano que passou no Alentejo a viver com um grupo de médicos, os alentejanos que achavam que viviam num “bacanal permanente”, as mulheres que não iam ao ginecologista, as lutas com o PCP, a sua campanha para deputado — e o 25 de novembro com uma pistola a ocupar a vila de Cuba.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  47. 10

    Toni e o Benfica de 1974/75: “Não devia ter entrado em campo com cartazes a falar da unicidade sindical. Meti a pata na poça”

    “Fizemos eleições para capitão. Foi uma novidade. E fui eu o eleito”. Toni, velha glória do Benfica, recorda os jogos com adeptos encostados às balizas; as lutas para criar o sindicato dos jogadores, com Simões, Artur Jorge e Jorge Sampaio; os clubes que pagavam para livrar jogadores da tropa; o assédio dos partidos aos futebolistas; e a saída do estádio numa carrinha militar para fugir à multidão.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  48. 9

    O que viam os taxistas em 1974/75: “Já no 25 de abril se levava uma pinga a mais no aeroporto”

    Os taxistas que davam informações à PIDE. A revolta contra o uso obrigatório do boné. Os novos carros que surgiram com a revolução. A divisão política dos frequentadores da noite. A “pinga a mais” cobrada no aeroporto. E os miúdos pendurados nas portas para receberem 50 centavos dos clientes. O taxista Vítor Carvalhal é o convidado deste episódio de A Vida em Revolução.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  49. 8

    As mudanças na Saúde em 1974 e os doentes mais reivindicativos: “O senhor é um fascista se não me atende já”

    A manifestação pelos tuberculosos, a percentagem de comissão para quem comprava os termómetros no Santa Maria, as cunhas na carreira médica, os pedidos dos doentes, a aventura do serviço médico à periferia e as doenças que mudaram. A revolução nos hospitais contada pelo médico Artur Lopes, presidente do Comité Olímpico e dirigente histórico do ciclismo, que recorda ainda a polémica derrota de Joaquim Agostinho na volta à Espanha, em 1974.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  50. 7

    José Roquette e a detenção em 1975 no Banco Espírito Santo: “O meu motorista apontou-me a pistola”

    O ex-presidente do Sporting recorda: como foi preso duas vezes em março de 1975; os dias na cadeia em que fez greve e teve ajuda de marginais; o medo do juiz que o libertou; a fuga para Espanha; a ajuda aos membros da família Espírito Santo — e a desilusão com um funcionário que tinha apoiado e se virou contra ele.See omnystudio.com/listener for privacy information.

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Como era a vida quotidiana nos anos de 1974 e 1975? As memórias do vertiginoso dia-a-dia nas várias áreas da sociedade portuguesa durante o PREC. Programa de entrevistas conduzidas por Rui Ramos e Pedro Jorge Castro.

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