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Compor Mundos

Podcast do projeto “COMPOR MUNDOS: HUMANIDADES, BEM-ESTAR E SAÚDE NO SÉCULO XXI": O projeto consiste numa rede de especialistas das áreas das humanidades e da saúde que pensam as questões do bem-estar e da saúde nas sociedades tecnológicas contemporâneas. Que mundos compor, que relações definir para a humanização dos ambientes contemporâneos de vida, para ultrapassar a distinção rígida entre natureza e cultura, para promover de forma integrada a saúde de humanos e não humanos?

  1. 42

    Episódio 43 - A Nova Alquimia: como a IA está a recriar o Mundo Científico?

    Resumo: Neste podcast, o debate central gira em torno de como a Inteligência Artificial está a reconfigurar o próprio fazer científico e a comunicação em rede. O episódio adentra no coração das transformações metodológicas da atualidade, questionando se o avanço dos sistemas automatizados representa uma verdadeira emancipação para os investigadores ou uma armadilha que massifica o pensamento. Ao longo da conversa, debate-se o paradoxo de uma tecnologia que, ao mesmo tempo que acelera a descoberta de dados e viabiliza laboratórios autónomos, corre o risco de industrializar a criatividade e proletarizar o trabalho intelectual para atender a pressões de mercado. A reflexão central do programa desafia o público a olhar além da eficiência económica e da produtividade imediata. Defende-se que as estruturas tecnológicas assentam sempre sobre bases culturais e ecológicas, o que exige que o desenvolvimento digital seja orientado pela ética, pelo cuidado humano e pelo bem-estar social. Por fim, o diálogo foca-se nas novas competências exigidas aos futuros cientistas, destacando que a sobrevivência do pensamento crítico na era da automação depende da nossa capacidade de fazer perguntas profundas e exercer uma curadoria sensível. Apresentação: Patrícia WeberDocente na Universidade Fernando Pessoa é doutorada em Ciências da Informação, na área de Jornalismo e Estudos Mediáticos pela mesma Instituição. Docente desde 2000, membro integrado do LabCom e participante dos projetos financiados MemNews, InovaLab@UFP Impulso Mais Digital, Governança de IA no Brasil e em Portugal e do Observatório Social para a IA e Dados Digitais – ICNova.Convidada: Tadiane Regina PoppDoutorada em Ciências da Comunicação pela Universidade Fernando Pessoa (Porto, Portugal) em regime de cotutela com a Universidade Federal do Paraná. Possui formação multidisciplinar. Mestre em educação, especialista em Sistemas de Informação e coordenadora na área das tecnologias digitais de gestão da Universidade do Oeste de Santa Catarina. A sua investigação foca-se precisamente na comunicação digital dentro dos ecossistemas e centros de inovação entre Portugal e o Brasil.

  2. 41

    Episódio 42 - Reconstruir o Comum: Comunidades Mais-que-Humanas em Contextos de Catástrofe

    Resumo: Neste episódio do Compor Mundos, refletimos como os desastres e catástrofes não afetam apenas populações humanas, mas reconfiguram profundamente as relaçõesentre todas as espécies que habitam territórios devastados. A partir do projeto ABIDE – Animal Abidings: Recovering from Disasters in More-than-Human Communities, desenvolvido no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, discutimos os processos sociais de recuperação pós-desastre através de uma lente crítica que descentra o humano. Como se reorganizam as comunidades mais-que-humanas após eventos catastróficos? Que interdependências emergem, persistem ou se rompem entre humanos, animais e ambientes? Como repensar o"comum" quando reconhecemos que a recuperação envolve múltiplas espécies, agências e formas de vida entrelaçadas? Através de uma abordagemtransdisciplinar, este episódio convida à reflexão crítica sobre as ecologias do desastre, as permanências animais em territórios feridos, e as possibilidades de reconstruir mundos mais justos e habitáveis a partir doreconhecimento das nossas interdependências multiespécies.Apresentação:Diogo Vidal - Departamento de Ciências Sociais eGestão, Universidade Aberta, Portugal; Centre for Functional Ecology - Science for People & the Planet (CFE), Laboratório Associado TERRA, Universidade deCoimbra, Portugal; Membro da Rede Compor MundosConvidada:Verónica Policarpo é Doutorada em Ciências Sociais (Sociologia) e investigadora principal no campodos Estudos Humanos-Animais no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa), onde coordena, desde 2018, o Human-Animal Studies Hub,distinguido em 2019 com o International Development Fund do Animals & Society Institute. Em 2022, foi galardoada com uma ERC Consolidator Grant parao projeto ABIDE – Animal Abidings: Recovering from Disasters in More-than-Human Communities, dedicado ao estudo dos modos como os animais não humanos recuperam de catástrofes ambientais, em particular incêndios florestais. O projeto decorre entre maio de 2023 e abril de 2028. Anteriormente, coordenou projetos como Liminal Becomings: Reframing Human-Animal Relations in Natural Disasters [CEECIND/02719/2017], centrado na relação entre animais e desastres, e CLAN: Children-Animals’ Friendships: Challenging Boundaries Between Humans and Non-Humans in Contemporary Societies (PTDC/SOC/28415/2017), sobre as relações entre crianças e animais de companhia. A sua investigação foca-se na construção de perspetivas mais-que-humanas, que reconhecem todos os seres vivos comoparceiros plenos. No ICS-ULisboa, coordena ainda o curso de pós-graduação Animais e Sociedade (desde 2020), a International Summer School in Human-Animal Studies (em co-coordenação com David Redmalm, da Mälardalen University, Suécia, desde 2019), o Reading Group Animal Wonder (desde 2018) e o webinar The Post-Human-Animal (desde 2021). Integra também os grupos de investigação SHIFT (Ambiente, Território, Sociedade) e LIFE (Curso de Vida, Desigualdades e Solidariedades).

  3. 40

    Episódio 41 - "E os rios?” – sobre águas que lembram, paisagens que esquecem

    Neste episódio, perguntamos: onde estão os rios quando deixamos de vê-los? Analisamos a ideia dos rios invisíveis, aqueles que, embora presentes, são silenciados pelo urbanismo, pelas rotinas e pelas formas hegemónicas de perceber a paisagem. Partimos da premissa de que a paisagem não é apenas cenário, mas memória socioecológica viva: um encontro entre afetos, imaginários, práticas e relações com o território. Através de reflexões inspiradas em metodologias participativas e cartografias, discutimos como diferentes comunidades, especialmente os mais jovens, revelam escalas de conexão, perceção e cuidado quando são convidados a mapear os rios com o corpo, a emoção e a imaginação. Falamos sobre a fricção entre o digital e o analógico, a perda de relação entre o natural e o urbano, e o desafio de educar para mundos em que a água volta a ser reconhecida como protagonista. Trata-se de um convite a repensar a presença — ou ausência — dos rios nas nossas vidas e a imaginar políticas, práticas educativas e futuros partilhados que devolvam às águas o seu papel de tecer mundos mais sensíveis, regenerativos e habitáveis.Apresentador: Diogo Guedes VidalDepartamento de Ciências Sociais e Gestão, Univ. Aberta; Centre for Functional Ecology - Science for People & the Planet (CFE), Lab. Associado TERRA, Univ. de Coimbra; Membro da Rede Compor Mundos Sociólogo com mestrado em Sociologia e doutoramento em Ecologia e Saúde Ambiental, com formação avançada em Ética e Integridade na Investigação. Com percurso académico e científico marcado pela transdisciplinaridade, integrando Ciências Sociais, Ecologia e Saúde Pública, com enfoque nas relações sociedade-natureza, desigualdades socioambientais, processos de comunicação, ecologia urbana e regeneração socioecológica. Professor Auxiliar no Departamento de Ciências Sociais e Gestão da Univ. Aberta e Investigador Integrado no grupo Sociedades e Sustentabilidade Ambiental do Centro de Ecologia Funcional – Ciência para as Pessoas e o Planeta, Lab. Associado TERRA da Univ. Coimbra. É Co-Investigador Principal do projeto Promoting the Cultural Value of Biodiversity and Sustainability in Coastal Marine Territories, associado à rede internacional de ciência cidadã Marangatu (Brasil). Participou em mais de 15 projetos nacionais e internacionais, incluindo o PHOENIX - The Rise of Citizens' Voices for a Greener Europe (H2020), onde contribui para o primeiro estudo de grande escala sobre perceções sociais da natureza em Portugal. Desenvolveu investigação sobre os direitos da natureza no contexto europeu e sobre a representação dos espaços verdes nos Planos Diretores Municipais portugueses. Em termos associativos, é Membro da Equipa de Coordenação da Secção Temática Ambiente e Sociedade da Associação Portuguesa de Sociologia.Convidada: Marluci MenezesLab. Nacional de Engenharia Civil (LNEC), Núcleo de Revestimentos e Isolamentos. Geógrafa. Mestrado e doutoramento em Antropologia Social e Cultural (Univ. Nova de Lisboa), com especialização em Antropologia do Espaço (Univ. de Florença) e pós-doutoramento em Planeamento Urbano (Univ. Lusófona, Lisboa). É investigadora principal no LNEC. No LNEC, tem vindo a trabalhar em projetos de investigação nacionais e internacionais que abordam diversas questões relacionadas com a relação entre património, memória social, território, sociedade e cultura, espaço público urbano, políticas urbanas e metodologias qualitativas e colaborativas aplicadas ao planeamento urbano e à conservação do património, com várias publicações dos estudos realizados e coordenados. Colaborou, igualmente, em ações de formação especializada através de workshops e formações sobre temas específicos. Coordenou a Divisão de Investigação em Ecologia Social – NESO no LNEC (2009–2013).

  4. 39

    Episódio 40 - Redes de Futuro: Juventudes que reimaginam o clima e a política

    Resumo: O ativismo climático jovem tem vindo a desenhar novas formas de pensar e fazer política. Estes grupos, liderados por jovens portugueses, constroem imaginários políticos que desafiam os discursos dominantes, mobilizam redes digitais para agir e comunicar, e negociam as suas representações mediáticas num espaço público em transformação. Neste episódio analisamos e refletimos como o ativismo juvenil reconfigura a relação entre comunicação, política e ecologia, focando-se nas novas dinâmicas de mobilização e nas disputas simbólicas que atravessam o campo mediático e digital.Apresentador: Diogo Guedes VidalDepartamento de Ciências Sociais e Gestão, Universidade Aberta, Portugal; Centre for Functional Ecology - Science for People & the Planet (CFE), Laboratório Associado TERRA, Universidade de Coimbra, Portugal; Membro da Rede Compor MundosSociólogo com mestrado em Sociologia e doutoramento em Ecologia e Saúde Ambiental, com formação avançada em Ética e Integridade na Investigação. O seu percurso académico e científico é marcado pela transdisciplinaridade, integrando ciências sociais, ecologia e saúde pública, com enfoque nas relações sociedade-natureza, desigualdades socioambientais, processos de comunicação, ecologia urbana e regeneração socioecológica. Atualmente é Professor Auxiliar no Departamento de Ciências Sociais e Gestão da Universidade Aberta (Portugal) e Investigador Integrado no grupo Sociedades e Sustentabilidade Ambiental do Centro de Ecologia Funcional – Ciência para as Pessoas e o Planeta, Laboratório Associado TERRA da Universidade de Coimbra. É ainda Co-Investigador Principal do projeto Promoting the Cultural Value of Biodiversity and Sustainability in Coastal Marine Territories, associado à rede internacional de ciência cidadã Marangatu (Brasil). Participou em mais de 15 projetos nacionais e internacionais, incluindo o PHOENIX - The Rise of Citizens' Voices for a Greener Europe (H2020), onde contribui para metodologias participativas em políticas ambientais, e o inquérito nacional Os Portugueses e a Natureza, primeiro estudo de grande escala sobre perceções sociais da natureza em Portugal. Desenvolveu igualmente investigação sobre os direitos da natureza no contexto europeu e sobre a representação dos espaços verdes nos Planos Diretores Municipais portugueses. Em termos associativos, é Membro da Equipa de Coordenação da Secção Temática Ambiente e Sociedade da Associação Portuguesa de Sociologia.Convidada: Daniela Ferreira da SilvaDepartamento de Ciências da Comunicação, Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho, Portugal; Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA-UMinho)/IN2PAST, Portugal; [email protected]óloga e, desde 2022, integra o programa doutoral de Ciências da Comunicação na Universidade do Minho. É membro do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA-UMinho). A Daniela iniciou o seu doutoramento como bolseira de investigação no projeto “JUSTFUTURES – Futuros Climáticos e Transformações Justas: Narrativas e Imaginários Políticos dos Jovens”, financiado pela FCT, que se desenvolveu entre 2021 e 2025. Agora, segue o seu percurso de doutoramento com o projeto individual, intitulado “Reimaginando a agência política: a(s) voz(es) dos jovens no debate das alterações climáticas”. Os seus principais interesses de investigação centram-se nas áreas da Sociologia e da Comunicação, no estudo do ativismo juvenil, na socialização política, nas novas formas de participação política e cívica “onlife”, nos movimentos sociais contemporâneos e nas metodologias participativas.

  5. 38

    Episódio 39 - Comunicação e Futuro: entre a formação cidadã e a tecnologia

    Resumo: Neste episódio, o professor João Carvalho compartilha sua visão sobre a missão do ensino em comunicação diante das demandas do mundo digital e hiperconectado. Com base em sua trajetória de mais de uma década dedicada à docência e pesquisa, João discute como as universidades podem fomentar tanto a excelência técnica quanto a formaçãoética e cidadã de futuros jornalistas, sobre os impactos das novas tecnologias e analisa caminhos para criar uma educação em comunicação mais humanista, crítica e conectada às necessidades contemporâneas da sociedade.Convidado:João Carvalho - Doutor em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG-BR), é professor da PUC Minas e se dedica as áreas do jornalismo, seu ensino e linguagens audiovisuais documentais e jornalísticas. Apresentador:Patrícia Weber - Docente na Universidade Fernando é doutorada em Ciências da Informação, na área de Jornalismo e Estudos de Média pela mesma Instituição. Também professora na UNISINOS, durante 17 anos, atuou como supervisora de estágio de Rádio na Agência Experimental de Comunicação e foi coordenadora do Núcleo de Ensino a Distância.

  6. 37

    Episódio 38 - Psicodrama psicanalítico e a força curativa dos grupos | Psychoanalytic Psychodrama and the Healing Power of Groups

    Resumo | ResumePT - O episódio apresenta o diálogo entre o convidado Jorge Bouça, psicanalista e psicodramatista, com Marina Lencastre e Rui Estrada, coordenadores da rede Compor Mundos. Foram abordadas questões de saúde mental, contextos sociais e culturais e a intervenção psicoterapêutica. A realidade da crise contemporânea em saúde mental, expressa pelas estatísticas europeias e mundiais, aponta para uma situação preocupante, nomeadamente na perturbação da ansiedade e na depressão, que são as patologias mentais mais frequentes, a nível mundial. O contexto social e cultural das sociedades ocidentais individualistas, comparado com as sociedades japonesas coletivistas, onde as taxas de depressão são menores, permitiram uma melhor compreensão desta condição. As redes sociais e a fragmentação da vida familiar e social foram abordadas para dar conta de um conjunto de psicopatologias mais frequentes nos jovens. O psicodrama psicanalítico permite tratar as perturbações mentais em grupo, destacando o seu potencial terapêutico, especialmente no contexto de grupos heterogéneos (com exceção das sociopatias que se tratam preferencialmente em grupos homogéneos). A partilha de experiências e emoções, a sua mentalização e elaboração, permitem que cada participante se veja refletido no outro, criando oportunidades únicas de compreensão e cura. Esta é a grande diferença com o psicodrama de Moreno (moreniano) que se apoia principalmente na ação e na dramatização e menos na reflexão psicanalítica. O podcast aborda ainda a questão das dinâmicas dos grupos politizados contemporâneos. Face às diversas crises da atualidade (ambiental, cultural, social, política), Dr. Jorge Bouça apontou para a possibilidade de que a identificação com líderes carismáticos populistas possa ser uma estratégia coletiva para impedir uma desorganização social mais importante.O podcast terminou com uma apresentação da formação em Psicodrama Psicanalítico e quais as suas condições de acesso.-.-.-.-ENG - This episode features a dialogue between guest Jorge Bouça, psychoanalyst and psychodramatist, and Marina Lencastre and Rui Estrada, coordinators of the Composing Worlds network. The discussion developed mental health issues, social and cultural contexts, and psychotherapeutic intervention. The reality of the contemporary mental health crisis, as expressed by European and global statistics, points to a worrying situation, particularly regarding anxiety isorders and depression, which are the most frequent mental pathologies worldwide. The social and cultural context of individualistic Western societies, compared to collectivist Japanese societies where depression rates are lower, allowed for a better understanding of this condition.Social networks and the fragmentation of family and social life were addressed to account for a range of psychopathologies more frequent in young people. Psychoanalytic psychodrama allows for the treatment of mental disorders in a group setting, highlighting its therapeutic potential, especially in the context of heterogeneous groups (except for sociopaths, which are preferably treated in homogeneous groups).The sharing of experiences and emotions, their mentalization and elaboration, allows each participant to see themselves reflected in the other, creating unique opportunities for understanding and healing. This is the major difference from Moreno's (Morenian) psychodrama, which relies primarily on action and dramatization and less on psychoanalytic reflection. The podcast also addresses the dynamics of contemporary politicized groups. In the face of various current crises (environmental, cultural, social, political), Dr. Jorge Bouça pointed to the possibility that identification with charismatic populist leaders may be a collective strategy to prevent more significant social disorganization. The podcast concluded with a presentation of the Psychoanalytic Psychodrama training program and its access requirements.

  7. 36

    Episódio 37 - Ecoterapia e sua aplicabilidade em contextos de Saúde, Educação e Sociedade

    Resumo: A ciência já comprovou amplamente os benefícios do contacto com a natureza para a saúde e desenvolvimento humano e neste episódio poderemos compreender como podemos incluir elementos da ecoterapia nos contextos de saúde e educação, recuperando elos ancestrais, reforçando esquemas de sobrevivência inatos e apurados ao longo dos tempos que nos permitem lidar com os desafios da saúde mental na vida contemporânea. Estar na natureza é diferente de estar com a natureza e é aqui que compreendemos que existem diversas abordagens dentro da ecoterapia, onde encontramos a ecopsicologia, a terapia assistida por animais, a horticultura terapêutica, o mindfulness baseado na natureza ou os banhos de natureza. Neste episódio do Podcast Compor Mundos, Irene Monteiro, psicóloga clínica no Hospital Escola Fernando Pessoa, conversa com Carla Ladeira em redor do tema da ecoterapia e sua aplicabilidade em contextos de saúde, educação e sociedade .Convidada:Carla Ladeira, terapeuta da fala, com um percurso de formação e experiência diversa, desde a terapia da fala, arteterapia, horticultura terapêutica, garden design, nutrição ortomolecular e psiconeuroimunologia, entregou a sua natureza ao longo desta conversa onde a ancestralidade, a biofilia, as evidências científicas e o potencial da natureza para a saúde humana se combinaram para compor um mundo, que só existe na forte interdependência entre o mundo humano e mais que humano.Apresentadora:Irene Bárbara Jouin Monteiro, Psicóloga clínica e arte-terapeuta. Exerce funções na Unidade de Cuidados Continuados do Hospital-escola Fernando Pessoa.

  8. 35

    Episódio 36 - As Mudanças Climáticas na Perceção dos Jovens

    Resumo:Neste podcast é apresentada a pesquisa que resultou no livro Mudanças Climáticas – Percepções e Comportamentos, de autoria de Tadiane Popp, Evandro Guindati e Karen Schroeder. A investigação mostra como os estudantes do ensino secundário, do Oeste de Santa Catarina, Brasil, percebem as mudanças climáticas, o nível de consciência sobre o problema e comprometimento com o fazer face aos desafios ambientais. Numa região do país que tem sido afetada anualmente com desastres naturais, há uma perceção sobre a responsabilidade individual entre os jovens que, também, acabam por elencar aspetos importantes e inesperados para os investigadores, a serem abordados em futuras pesquisas.Convidada:Tadiane Popp – Professora na Universidade do Oeste de Santa Catarina, doutoranda em Ciências da Comunicação pela Universidade Fernando Pessoa. Autora do livro Mudanças Climáticas – Percepções e Comportamentos, atua nas áreas de Educação, Marketing, Administração e Gestão de Tecnologia da Informação.Apresentadora:Patrícia Weber - Professora na Universidade Fernando Pessoa e doutorada em Ciências da Informação, na área de Jornalismo e Estudos de Média pela mesma Instituição. Professora e jornalista com especialização nas áreas de Rádio, Metodologia de Pesquisa e Ensino a Distância.

  9. 34

    Episódio 35 - O voluntariado e da economia social na sociedade contemporânea

    Resumo:Neste PODCAST os objetivos eram, primeiro, saber um pouco da carreira e do trabalho da nossa convidada; segundo, entender as razões das suas escolhas formativas e das atividades desenvolvidas ao longos destes anos; e, em terceiro lugar, com mais incidência, saber do papel do voluntariado e da economia social na sociedade contemporânea, perante os desafios que enfrentamos.A profundidade e entusiasmo com que a convidada, Mestre Sónia Fernandes, falou destes temas, permitiu-nos aceder à importância do voluntariado e do espaço de inovação que há numa área nem sempre valorizada. Aproximando-nos do ano de 2016, dedicado pela ONU ao Voluntariado, importa reter as palavras de Sónia Fernandes, num olhar diferenciado, promissor, e absolutamente transformador, do voluntariado e da economia social. De um trabalho que foi visto muitas vezes de forma amadora, não profissionalizada, o voluntariado e a economia social, passaram a ser cada vez mais áreas exigentes, que implicam estratégias de gestão e organização complexas. Das suas palavras resulta a conclusão: o voluntariado transforma a sociedade, mas, sobretudo, transforma aqueles e aquelas que o fazem.Convidada: Licenciada em Antropologia (200), é Mestra em AçãoHumanitária, Cooperação e Desenvolvimento (2013). Sendo uma das maiores especialistas em projetos sociais e voluntariado, foi selecionada, em 2023, para ser uma das 100 melhores mulheres em empresas sociais. Autora de várioslivros e manuais sobre voluntariado, é coautora do livro: Manual Completo de Gestão de Voluntariado. Criou a metodologia de capacitação em gestão devoluntariado CaDEI. É Fundadora e Presidente da ONG Pista Mágica – Associação. Com experiência em vários continentes, trabalha na “Conceção e gestão deprojetos sociais de inovação social”; “Voluntariado e gestão de voluntariado”; “Planeamento estratégico de organizações da economia social”. Nestas áreas faz serviços de Formação, Docência e Consultoria.Apresentador: Álvaro Campelo - Professor Associado da Universidade Fernando Pessoae Membro do Projeto “Compor Mundos. Membro Integrado no CRIA (Centro em Rede de Investigação em Antropologia), Vice-Presidente da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia; Diretor da Revista Cultural Mealibra, membro doConselho Redatorial de várias revistas da especialidade em antropologia, nomeadamente da revista da UFP Antropológicas. É Antropólogo, e, para além dadocência e investigação, coordena vários projetos de intervenção social em comunidades locais, nacionais e internacionais, nas áreas do património e estratégias de desenvolvimento. Pesquisa e publica nas seguintes áreas: teoria antropológica; antropologia das religiões; antropologia da arte; antropologia do desenvolvimento, antropologia da saúde, e património cultural imaterial.

  10. 33

    Episódio 34 - A Saúde como um bem público e uma responsabilidade individual

    Resumo: Sabia que a Hipertensão é a Doença da Pobreza? Que outras histórias e contextos imprime a dinâmica socioeconómica à Saúde Pública de um país…? Saúde Pública, por definição, será a aplicação de conhecimentos médicos, que têm como propósito a organização de sistema e serviços de Saúde de forma a verificar, vigiar e controlar os fatores que condicionam e determinam os processos que relacionam as dinâmicas entre 'saúde' e 'doença', com o objetivo primeiro de controlar a incidência de doenças nas populações. Por outro lado, a definição de Saúde defendida pela OMS considera, nos seus primeiros itens, a Saúde como o “completo bem-estar físico, mental e social, e não, simplesmente, a ausência de doença ou enfermidade” e a defendem-na como direito fundamental e como a principal meta social de todos os governos. A partir da conversa com o Prof Doutor José Calheiros, vamos explorar e esclarecer os conceitos de Saúde e de responsabilidade social e individual na Saúde Pública de um país.Convidado: José Manuel Lage Campelo Calheiros, médico especialista em Medicina Interna, é Doutor em Antropologia Médica, Ciências Sociais e Cuidados da Saúde, é especialista em Saúde Pública, Ambiental e Epidemiologia. Com particular interesse na promoção, desigualdades e determinantes socioeconómicos da Saúde, José Calheiros foi Diretor e Diretor Adjunto da Unidade Norte Instituto Nacional de Saúde Pública, Doutor Ricardo Jorge em 1988-91 e também chefe interino do seu departamento de doenças infeciosas em 2010-14.  Para além da vasta experiência no terreno, José Calheiros é professor catedrático convidado na Universidade Fernando Pessoa, diretor do Instituto de Investigação, Inovação e Desenvolvimento (FP-I3ID), presidente da Comissão de Ética para a Saúde do HE-FFP e membro integrado da Unidade de Investigação RISE-Health. Para além da sua brilhante carreira académica e de investigação extensa, José Calheiros recebeu o prémio da Associação Portuguesa de Epidemiologia pelos seus contributos para o desenvolvimento desta área, em Portugal.Apresentador: Ana Gabriela Nogueira Docente na Universidade Fernando Pessoa (UFP) na área de Rádio, Jornalismo e das Ciências da Comunicação, concluiu o doutoramento em Audiovisual e Jornalismo pela Universidade de Santiago de Compostela (USC) e a licenciatura em Ciências da Comunicação pela UFP. É membro integrado do ICNOVA, Instituto de Comunicação da Universidade Nova de Lisboa, e colabora também no centro de investigação Novos Medios (USC) e no de Cultura y Comunicación Interactiva, da Universidade da Coruña.

  11. 32

    Episódio 33 - Instituto Oswaldo Cruz e a Conexão com a Comunidade: Literacia Ambiental em Ação

    Apresentação: Patrícia Weber, Docente na Universidade Fernando é doutorada em Ciências da Informação, na área de Jornalismo e Estudos de Média pela mesma Instituição. Também professora na UNISINOS, durante 17 anos, atuou como supervisora ​​de estágio de Rádio na Agência Experimental de Comunicação e foi coordenadora do Núcleo de Ensino a Distância. Convidada: Clélia Mello Silva Bióloga especialista em Biologia Parasitária e Educação. Chefe do Laboratório de Avaliação e Promoção da Saúde Ambiental do Instituto Oswaldo Cruz da Fiocruz. Líder do grupo de pesquisa do CNPq -Saúde e Educação Ambiental com ênfase nas relações parasitárias. Coordenadora do mestrado e o Doutorado em Ensino de Biociências e Saúde.

  12. 31

    Episódio 32 – A narrativa biográfica, o biotempo e a biofilia.

    Apresentação: Ana Gabriela Nogueira Docente na Universidade Fernando Pessoa (UFP) na área de Jornalismo e das Ciências da Comunicação, concluiu o doutoramento em Audiovisual e Jornalismo pela Universidade de Santiago de Compostela (USC) e a licenciatura em Ciências da Comunicação pela UFP. É membro integrado do ICNOVA, Instituto de Comunicação da Universidade Nova de Lisboa, e colabora também no centro de investigação Novos Medios (USC) e no de Cultura y Comunicación Interactiva, da Universidade da Corunha. Convidada: Prof Doutora Mónica Martinez Especializada em Psicologia Junguiana pelo Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa e graduações em Psicologia pela Universidade de Sorocaba e em Comunicação Social (Jornalismo) pela Universidade Metodista de São Paulo, é docente do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura da Universidade de Sorocaba, onde conduz pesquisas na Linha Análise de Processos e Produtos Mediáticos e é responsável pelo Grupo de Pesquisa em Jornalismo Literário e Narrativas de Transformação Pessoal e Social. Resumo: Com especialização em Psicologia Junguiana, Mónica Martinez, docente do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura da Universidade de Sorocaba e é neste cenário que nos vem falar não só das questões da literacia científica versus o aspeto elitista e até sobranceiro da comunicação da Ciência, mas também da ecologia da comunicação e da passagem da consciência ego-sistémica para uma consciência eco-sistémica, nesta busca de que mundos compor na criação de novos sentidos e soluções também anti-epistemicídio, apresentando o “ser humano integrado” e explicando, entre outras conteúdos e conceitos, os Media como ferramentas sociais e porque é que, ao ser humano, foi arrancado o biotempo e esse enraizamento do Homem na realidade ecológica e social.

  13. 30

    Episódio 31 - APDA: Certezas, futuros e convicções da Associação Portuguesa que nasceu para a Defesa do Adepto

    Apresentação: Daniel Seabra Coordenador Científico do Observatório da Violência Associada ao Desporto. Investigador de Claques de Futebol, Movimento Ultra, Hooliganismo e Estilo Casual - Docente da Universidade Fernando Pessoa - Doutorado em Ciências Sociais pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa - Investigador do Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais – CICS/NOVA - Investigador do Observatório permanente Violência Crime. Convidada: Dr.a Martha Gens Presidente da Associação Portuguesa de Defesa do Adepto (APDA). Licenciada em Direito - Advogada. Resumo: A presidente da APDA dá a conhecer esta associação, bem como as condições do seu surgimento, enunciando os principais motivos da sua criação. A pirotecnia nos estádios de futebol e o enquadramento legal que proíbe o seu uso por parte dos adeptos; diálogo sobre algumas críticas que são apontadas a esta Associação que reitera os motivos da sua existência e também uma visão crítica do enquadramento legal que impende sobre os grupos organizados de adeptos são algumas das temáticas abordadas nesta conversa que termina com Martha Gens a apresentar os planos da APDA para o futuro, nos quais se inclui o reforço da sua internacionalização.

  14. 29

    Episódio 30 – O mundo do trabalho pós-covid: por uma emergência da sociabilidades e agenda de igualdade

    Apresentação: Patrícia Weber Docente na Universidade Fernando é doutorada em Ciências da Informação, na área de Jornalismo e Estudos de Média pela mesma Instituição. Também professora na UNISINOS, durante 17 anos, atuou como supervisora ​​de estágio de Rádio na Agência Experimental de Comunicação e foi coordenadora do Núcleo de Ensino a Distância. Convidado: Jacques Mick, Professor Doutor em Sociologia Política e Pró-reitor de Pesquisa e Inovação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC-Brasil). Resumo: A pandemia de Covid-19 foi responsável por profundas mudanças no mundo do trabalho. O trabalho informal foi elevado a um novo patamar e as diferenças sociais se aprofundaram mais do que nunca na sociedade, principalmente nos países subdesenvolvidos. Enquanto nos estados com direitos trabalhistas solidificados houve mudanças na cultura do trabalho, nas demais, verifica-se uma precarização do mercado. Em Portugal, por exemplo, muitas empresas adotaram o modelo híbrido nas funções que possibilitam esse tipo de modalidade. Porém, como explica o Professor Jacques Mick, no Brasil houve a fragilização do mercado de trabalho. Neste podcast vamos falar sobre a emergência da sociabilidade, a necessidade de uma agenda de igualdade e as perspetivas de futuro na política de emprego.

  15. 28

    Episódio 29 - Governança das Alterações Climáticas e Bem-Estar em Contextos Insulares

    Apresentação: Diogo Guedes Vidal  Investigador Auxiliar Convidado no Centro de Ecologia Funcional, Laboratório Associado TERRA, Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra. Professor Convidado e tutor na Universidade Aberta. Convidado: Ana Mendonça  Investigadora no Centro de Ecologia Funcional, Laboratório Associado TERRA, Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra; Técnica Superior em Ambiente e Sustentabilidade na Câmara Municipal do Cadaval. Resumo: Neste episódio, exploramos a complexa interação entre governança, alterações climáticas e bem-estar em contextos insulares, com foco nas realidades da Ilha da Madeira e Las Palmas de Gran Canaria, tendo por base como as perceções locais sobre as alterações climáticas influenciam as políticas de mitigação e adaptação. A partir de uma evolução da comunicação sobre as alterações climáticas nessas ilhas, destacando desafios e oportunidades, discutimos também a estrutura e implementação das políticas climáticas locais, examinando o seu reflexo no conhecimento das comunidades e na promoção da participação. Este episódio oferece uma visão abrangente e inovadora sobre os principais desafios e oportunidades enfrentados pelas comunidades insulares na luta contra as alterações climáticas, destacando a importância da participação comunitária e da governança inclusiva.

  16. 27

    Episódio 28 - O Envelhecer: Conversa entre um médico e uma psicóloga

    Apresentação: Dra. Irene Bárbara Jouin Monteiro, Psicóloga clínica e arte-terapeuta. Exerce funções na Unidade de Cuidados Continuados do Hospital-escola Fernando Pessoa. Convidado: Prof. Doutor Agostinho Anselmo Coelho Monteiro, Médico e Professor de Medicina Interna, FMUP (aposentado), Competência em Geriatria pela OM. Resumo: Envelhecer é um processo complexo envolvendo muitas variáveis além das fisiológicas. Em Portugal, a esperança de vida saudável após os 65 anos é baixa em comparação com outros países da UE. Neste diálogo abordamos vários temas relacionados com o envelhecimento e obstáculos condicionantes da qualidade de vida neste processo: crenças e preconceitos, atitudes e estilos de vida, literacia em saúde, relação médico-doente, como envelhecer, o contributo do psicólogo no acompanhamento da pessoa a envelhecer, o contributo do médico para um envelhecimento com qualidade de vida, o ambiente, os fatores socioeconómicos, a doença e a morte, a experiência de vida que torna cada idoso um ser único.

  17. 26

    Episódio 27 - À guisa do entendimento sobre as vulnerabilidades territoriais e sociais na região da Amazónia

    Apresentação: Hélder Lopes, Professor no Departamento de Geografia da Universidade do Minho e Investigador do Lab2PT – Laboratório de Paisagens, Património e Território e do IdRA – Instituto de l’Aigua – Grupo de Climatologia, Membro da Rede Compor Mundos. Convidado: Rony Iglecio, atualmente professor adjunto na Universidade do Estado do Amazonas - UEA. Tem experiência na área de Geociências e Ensino de Geografia, com ênfase nos domínios de Ambiente e Sociedade. Resumo: Este episódio o traz uma perspectiva geográfica essencial para compreender os desafios socioecológicos contemporâneos, com enfoque especial na Amazónia. A sua investigação destaca a interligação entre sociedade, ambiente e saúde, com ênfase na importância da floresta amazónica para o equilíbrio planetário. Esta aborda a necessidade de uma análise holística, integrando aspectos físicos e sociais para lidar com problemas socioambientais. Na Amazónia, as relações sociedade-natureza têm sido desafiadas, com a identificação de vários esforços na gestão de vulnerabilidades e riscos socioambientais, com destaque para a necessidade de compreensão da legislação ambiental pela população e a escolha de gestores comprometidos. Os estudos desenvolvidos, particularmente em Tabatinga, revelam vulnerabilidades socioambientais relacionadas com o crescimento demográfico, as atividades económicas e a ausência de planeamento urbano. Desta forma, destaca-se a necessidade de estratégias bottom-up para mitigação e adaptação, com participação pública e investimentos em infraestruturas e capacitação de recursos humanos. O Professor Doutor Rony Iglecio releva a importância de ações individuais e coletivas para a conservação da Amazónia e dos recursos hídricos, visando a promoção da saúde planetária e socioambiental, designadamente assente na resiliência e nos impactes positivos locais, regionais e internacionais.

  18. 25

    Episódio 26 - Ambiente, Saúde e Bem-estar: refletindo sobre um currículo necessariamente em mudança no ensino superior

    Apresentação: Diogo Guedes VidalInvestigador Auxiliar Convidado no Centro de Ecologia Funcional, Laboratório Associado TERRA, Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra; Professor Convidado e Tutor na Universidade Aberta.Convidado:Vanda ViegasInvestigadora no Centro de Ecologia Funcional, Laboratório Associado TERRA, Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra; Doutoranda em Sustentabilidade Social e Desenvolvimento e Tutora na Universidade Aberta.Resumo:Neste episódio refletimos sobre a criação e funcionamento de uma unidade curricular inovadora na licenciatura em ciências sociais da Universidade Aberta. Esta unidade curricular transcende abordagens tradicionais, destacando a complexidade dos campos do ambiente e saúde como construções sociais espaço-temporalmente determinadas.  Ao longo da conversa, descobrimos que a origem dessa abordagem pioneira está enraizada na necessidade de abordar os desafios contemporâneos de forma holística. Os objetivos do currículo vão além da transmissão de conhecimento, visando desenvolver pensamento crítico ecapacidade de análise transdisciplinar. Olhando para o futuro, antevemos a possibilidade de construir outros mundos e outros futuros possíveis, preparandoos e as estudantes para enfrentarem os desafios socioambientais contemporâneos com resiliência e empatia.

  19. 24

    Episódio 25 - Interconexões no século XXI: Saúde, Sofrimento e Sustentabilidade

    Apresentação: Fátima Alves, Prof Associada da Universidade Aberta, Investigadora do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra, Laboratório Associado TERRA Convidada: Sílvia Portugal, Professora Associada da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Investigadora do CES Resumo: Neste episódio pretendemos refletir sobre a necessidade de problematizar as interconexões no século XXI, na medida em que as sociedades contemporâneas estão cada vez mais interligadas e dependentes dessas conexões, seja ao nível da globalização da economia, das culturas e das sociedades. O que nos lança o desafio de compreender como essas interdependências afetam questões transversais para as ciências e as sociedades, como as desigualdades estruturais e estruturantes e, também, as culturas e as identidades, que impactam na saúde e bem-estar. Estas interconexões também se observam na tecnologia e nas sociedades em rede que moldam dinâmicas sociais, as identidades e as políticas, etc., e na inteligência artificial e seus impactos nas dinâmicas e estrutura das sociedades. As interconexões também se refletem ao nível das migrações, bem como das relações entre sociedades e natureza ou naturezas, que são centrais para abordar por exemplo as alterações climáticas, a perda de biodiversidade ou a degradação ambiental. Questões como a saúde pública global, as pandemias, a migração forçada, guerras, conflitos transnacionais, exigem a visão destas interconexões.

  20. 23

    Episódio 24 - Saúde e Televisão

    Apresentação: Maria Margarida Cantista Médica Especialista em Medicina Física e de Reabilitação. Pós-Graduada em Hidrologia Médica, Medicina Desportiva e Medicina Estética. Docente Universitária desde 2010. Diferenciada em Técnicas Médicas (Técnicas infiltrativas, Nesoterapia, Toxina Botulínica, Ácido hialurónico, PRPs, Laser e Aparatologia Médica) nas áreas de M.F.Reabilitação, Dor e Medicina Estética, Diferenciação em Reabilitação Dermatofuncional, Pós-Cirúrgica e Tratamento de Cicatrizes. Convidado: Jorge Gabriel Jornalista e apresentador de televisão. Resumo: É indubitável o papel da Televisão na evolução da Sociedade Civil e da sua literacia ao longo das últimas décadas em Portugal. Também no que se refere à Saúde, a Televisão parece ter um papel determinante na Promoção de Comportamentos Saudáveis e na Educação para a Saúde. Numa sociedade cada vez mais ávida de imediatismo, de procura de respostas rápidas e inundada de fake news, questionamos qual o papel da Televisão na transmissão de informação credível e idónea em Saúde. Numa conversa descontraída com o apresentador de televisão Jorge Gabriel, reconhecido pela sua vasta experiência e talento em Comunicação, abordaremos o tema “Saúde e Televisão”. Falaremos também sobre a sua forma de estar e de viver, os seus hábitos em Saúde e a forma como gere a sua própria Saúde Física e Mental num meio tão exigente como o Televisivo e Mediático. Será que as figuras públicas também desempenham um papel como modelos de Saúde? De que forma poderão também eles ser motores de políticas e de comportamentos saudáveis? Acima de tudo, com este Podcast, pretendemos elevar o papel da Televisão como meio de comunicação ainda tão preponderante na Literacia e na Educação para a Saúde e lançar esta reflexão: poderá estar a Televisão ainda mais integrada nas Políticas para a Saúde em Portugal?

  21. 22

    Episódio 23 - Jardins como possibilidade: expandindo fronteiras de pensamento 

    Apresentação: Diogo Guedes Vidal Investigador Auxiliar Convidado no Centro de Ecologia Funcional, Laboratório Associado TERRA, Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra  Convidada: Luciana Bragança Professora da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais  Resumo:  Neste podcast, exploramos as reflexões e descobertas da Luciana Bragança sobre os Jardins Possíveis. Através de um olhar profundo, adentramos nos espaços de convívio e nos territórios simbióticos que dão forma a esses jardins, indo além da dimensão estética. Os jardins possíveis tornam-se, assim, construções de valores identitários, de relações afetivas e de espiritualidade. São espaços de re-existência que desafiam os limites da definição de jardim, expandindo-os para abraçar não apenas o que é humano, mas também todos os outros seres vivos que connosco cohabitam o mesmo Planeta.  

  22. 21

    Episódio 22 - Um olhar humanista sobre os dados secundários: uma necessidade frente à metamorfose do Mundo

    Apresentação: Diogo Guedes Vidal Investigador Auxiliar Convidado no Centro de Ecologia Funcional, Laboratório Associado TERRA, Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra Rui Maia Professor Associado Convidado da Universidade Fernando Pessoa e Investigador no Centro de Investigação Transdisciplinar “Cultura, Espaço e Memória” da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Membro da Rede Compor Mundos Resumo: Neste episódio, mergulhamos no mundo dos dados secundários e na forma como estes desempenham um papel fundamental na compreensão da saúde, do ambiente e da demografia nas sociedades contemporâneas. Os dados secundários, muitas vezes negligenciados, têm o potencial de revelar conhecimentos profundos sobre a complexa rede de fatores que moldam a nossa saúde e demografia. No entanto, falta um olhar humanista sobre estes dados de forma a obter uma compreensão mais profunda dos fatores culturais e sociais que os moldam, que vá além dos números brutos e das estatísticas, enquadrando-os nas histórias, significados e experiências que representam. Será uma conversa certamente muito interessante com o nosso convidado, Professor Rui Maia, que nos ajudará a refletir sobre a necessidade de desenvolver um olhar mais profundo, reflexivo e humanista sobre os dados secundários, de forma a nos capacitar para tomadas de decisões mais informadas e mais compassivas para enfrentar os desafios de saúde, ambientais e de bem-estar do nosso tempo.

  23. 20

    Episódio 21 - Onde para o Édipo no século XXI? A importância da psicoterapia lenta em tempos de mudança acelerada

    Apresentação: Marina Lencastre Professora Catedrática Jubilada da Universidade do Porto. Professora Catedrática na Universidade Fernando Pessoa. Psicoterapeuta e Supervisora Científica e Clínica na Sociedade Portuguesa de Psicologia Clínica. Convidado: Paulo Azevedo Psicoterapeuta psicanalítico e Supervisor Clínico. Membro Especialista e Formador na Sociedade Portuguesa de Psicologia Clínica. Mestre em Psicologia Clínica do Desenvolvimento. Editor na Revista Portuguesa de Psicanálise. Resumo: A conversa deste podcast desenvolve-se a partir da questão central “Onde para o Édipo no século XXI”. Será que ainda faz sentido incluir esta noção fundamental da primeira psicanálise no trabalho psicoterapêutico contemporâneo? Será que uma abordagem simbólica do Édipo permite a sua adequação aos problemas que são trazidos atualmente à psicoterapia? Na relação diádica entre a criança pequena e a sua mãe entra, a certa altura, um terceiro, geralmente o pai, mas poderão ser outros significativos no ambiente infantil, que ajudarão à separação e ao desenvolvimento de competências exploratórias, de comunicação e simbólicas na criança. O Édipo é isso, uma posição interna do desenvolvimento na origem da capacidade de separação, de adiar a gratificação e de gerir a atividade pulsional mais crua, assim como de gerir as emoções associadas, do encontro com a frustração e o compromisso, do interesse pelo símbolo e pela possibilidade de continuar a viver de forma saudável mesmo na ausência do objeto securizante que é o primeiro objeto de amor. No adoecer há regressão para modos de funcionamento mais primários e mais crus, que podem acontecer na pessoa, mas também nos grupos e, por vezes, nas próprias nações. Nessas alturas manifestam-se as personalidades psicologicamente mais adaptadas ao estado caótico da sociedade e podem surgir os líderes despóticos e psicopáticos. O comportamento animal pode ajudar a compreender aspetos da natureza humana, desde os mais positivos como a empatia, o vínculo, a amizade e o amor, mas também os aspetos mais sombrios como a agressão, a destrutividade, a inveja e o ciúme, mostrando quais as suas funções e também como se sublimam em obras de arte ou na literatura. Para Paulo Azevedo, o Édipo hoje define-se como uma função e acontece no jogo das identificações dentro das dinâmicas familiares, sociais e também culturais.

  24. 19

    Episódio 20 - A Geografia frente aos desafios socioecológicos contemporâneos

    Apresentação: Diogo Guedes Vidal Investigador Auxiliar Convidado no Departamento de Ciências de Vida da Universidade de Coimbra, Investigador do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra e Professor Auxiliar Convidado no Departamento de Ciências Sociais e Gestão da Universidade Aberta, Membro da Rede Compor Mundos Participação: Hélder Lopes  Hélder Lopes, Professor no Departamento de Geografia da Universidade do Minho e Investigador do Lab2PT – Laboratório de Paisagens, Património e Território e do IdRA – Instituto de l’Aigua – Grupo de Climatologia, Membro da Rede Compor Mundos Resumo: Neste podcast propomo-nos a refletir a complexa interação entre as sociedades humanas e o ambiente natural. Neste episódio, discutiremos como a geografia afeta a nossa compreensão dos desafios socioecológicos e quais as principais implicações para o futuro. Estaremos à conversa com Hélder Lopes, Professor no Departamento de Geografia, da Universidade do Minho e Investigador do Lab2PT – Laboratório de Paisagens, Património e Território e IdRA – Instituto de l’Aigua – Grupo de Climatologia, um jovem geógrafo brilhante e com uma carreira promissora que interliga as questões climáticas, as sociedades e as múltiplas dimensões da saúde.

  25. 18

    Episódio 19 - Relações entre humanos e não humanos: como promover o bem-estar socio-ecológico?

    Apresentação: Marina Lencastre Professora Catedrática Jubilada da Universidade do Porto. Professora Catedrática na Universidade Fernando Pessoa. Psicoterapeuta e Supervisora Científica e Clínica na Sociedade Portuguesa de Psicologia Clínica. Participação: Nuno Ferrand de Almeida Professor Catedrático da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Fundador do CIBIO, concebeu da Galeria da Biodiversidade e o Museu da Universidade do Porto. Desenvolve parcerias com África através do TwinLab e filmou para a RTP “As Novas Viagens Philosophicas”. Paulo Farinha Marques Arquiteto Paisagista e Professor Associado da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Membro da CIBIO & Biopolis-UP. Resumo: A partir da sedentarização em torno da agricultura e também da domesticação animal, passamos a conviver no mesmo local com muitos outros animais e plantas e um dos aspetos mais importantes, hoje, consiste na forma como nos organizamos para integrar esta diversidade viva em locais comuns. A investigação em biologia evolutiva, ecologia e paisagismo ajuda a melhor compreender estas relações, mas hoje, mais do que nunca, precisamos de lugares de formação coletiva como os museus. O ensino informal sobre o mundo vivo, e o nosso lugar dentro dele, ajuda-nos a organizar o convívio inter-espécies, sendo que o projeto em paisagismo tem como um dos desígnios centrais o abrandamento da competição e da agressividade, promovendo a pacificação dos espaços de vida. O movimento do ‘rewilding’ levanta a questão prática de como conviver com predadores e também com as prezas tradicionais dos humanos. Esta questão coloca-se particularmente em África, sobretudo nas reservas transfronteiriças onde o Nuno esteve recentemente, e onde constatou a presença massiva de conflitos dos humanos entre si e com as outras espécies animais. A importância da cooperação entre as instituições científicas do Norte e do Sul, e do Sul entre si, são fundamentais para a conservação do imenso potencial de biodiversidade africano, em contraponto à presença extrativista da China que não atende aos interesses dos países locais. Os TwinLabs apresentam como objetivo promover, de forma cooperativa, o desenvolvimento de estruturas de investigação e de conservação em África, envolvendo os parceiros ocidentais, particularmente os parceiros portugueses. O paisagismo está ausente em África devido a razões históricas ligadas à colonização, mas consiste num recurso importante para organizar os lugares de acolhimento das populações migrantes contemporâneas. O aquecimento global é um tema de investigação essencial do Nuno, Paulo e colaboradores, que criaram o Centro de Mértola no local mais quente de Portugal, para albergar investigadores nacionais e internacionais que estudam de forma imersiva os efeitos concretos das alterações climáticas na ecologia mediterrânica. O envolvimento da população de Mértola e a sua apropriação do Centro leva o conhecimento científico para as pessoas, criando espaços de mediação e de diplomacia entre agentes, humanos e não humanos, mantendo a qualidade de conhecimento livre da Universidade.

  26. 17

    Episódio 18 - Literacia mediática: comentário, sobrecomunicação e interpretação

    Apresentação: Rui Estrada, Professor Catedrático da Universidade Fernando Pessoa. Investigador do CITCEM da Universidade do Porto.  Participação: Ricardo Jorge Pinto, Professor Associado da Universidade Fernando Pessoa, jornalista, doutor em Estudos Mediáticos pela Universidade de Sussex. Renato Ferreira, Doutorado em Ciências da Informação, desde 2013, pela Universidade Fernando Pessoa, onde defendeu uma tese sobre Jornalismo Político. Docente, desde 2020, na Universidade Fernando Pessoa. Resumo: Neste podcast, refletimos sobre estas questões: a 'indústria do comentário' e o impacto que tem, ou não, na opinião pública. Estão os comentadores a falar entre eles em um mundo fechado ou há uma influência real que decorre desses debates? Os consumidores de informação reflectem sobre a fonte directa (por exemplo, o discurso de PR ou do PM, ou outro) ou sobre o que se comenta imediatamente a seguir a essa mensagem? O comentarismo por vezes procura condicionar o espírito crítico (subvalorizando a mente das audiências) ou confiar em conhecimentos aprofundados (sobrevalorizando a mente das audiências)?

  27. 16

    Episódio 17 - De que modo a Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto compõe o mundo?

    Apresentação: Daniel Seabra Docente da Universidade Fernando Pessoa. Coordenador Científico do Observatório da Violência Associada ao Desporto. Doutorado em Ciências Sociais com dissertação sobre as claques portuenses. Investigador do Hooliganismo, Movimento Ultra e Violência no Desporto. Participação: Rodrigo Cavaleiro Licenciado em Ciências Policiais (Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna). Posto: Subintendente do quadro de pessoal com funções policiais da Polícia de Segurança Pública. Presidente da Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no desporto (nomeado, desde 2 de novembro de 2018); Coordenador do Ponto Nacional de Informações sobre o Desporto entre 2010 e 2017; Vice-Presidente do Comité do Conselho da Europa para a segurança nos espetáculos desportivos (desde Abril/2021). Resumo: Resultado da parceria entre o projeto Compor Mundos e o Observatório da Violência Associada ao Desporto, este podcast apresenta uma conversa entre o Presidente da Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD) – Sr. Subintendente Rodrigo Cavaleiro - e Daniel Seabra, coordenador científico do Observatório da Violência Associada ao Desporto. Por ele são dadas a conhecer as funções e as atividades desta autoridade para prevenir e combater a violência associada ao Desporto. São dados a conhecer os vários campos de intervenção desta instituição, demonstrando-se assim que esta não visa apenas exercer o seu poder sancionatório. A audição deste podcast permitirá ainda conhecer o contributo da APCVD para a promoção das condições de segurança dos recintos desportivos, assim como para o incentivo à hospitalidade entre os adeptos. Nele são também referenciados e debatidos os dois principais paradigmas de abordagem à violência no desporto.

  28. 15

    Episódio 16 - Como lidar com os desafios colocados pela Inteligência Artificial?

    Apresentação: Elsa Simões Professora Associada na Universidade Fernando Pessoa. Doutorada em Linguística (Discurso Publicitário) pela U. Lancaster (Reino Unido), leciona e publica na área do discurso publicitário. Participação: Nelson Gomes Licenciado pela Universidade Fernando Pessoa em Publicidade, redator publicitário na Caetsu Two e brandkeeper do MAR Shopping Matosinhos Rui Sousa-Silva Professor Auxiliar da Faculdade de Letras, investigador e Coordenador Científico do Centro de Linguística (CLUP) da Universidade do Porto. Desenvolve investigação em Linguística Forense (análise de autoria, análise e deteção de plágio e cibercrime). Resumo: Tendo como ponto de partida as experiências pessoais e profissionais da apresentadora e dos dois convidados deste episódio, conversamos sobre a Inteligência Artificial e uma das suas manifestações mais mediatizadas – o chat GPT – e sobre o modo como ela já está a afetar profundamente as formas de pensar, estudar e trabalhar nos dias de hoje, obrigando-nos a RE-compor os paradigmas que regeram os nossos modos de estar até ao momento presente. Numa conversa que se pretendeu descontraída, foram partilhadas perceções, ideias, descobertas, questionamentos, algumas dúvidas e preocupações, mas também entusiasmo e vontade de saber mais sobre este universo de possibilidades que se abre a todos nós e que ainda agora começamos a configurar. 

  29. 14

    Episódio 15 - Como cruzar humanidades e saúde no terreno?

    Apresentação: Marina Lencastre Professora Catedrática Jubilada da Universidade do Porto. Professora Catedrática na Universidade Fernando Pessoa. Psicoterapeuta - Sociedade Portuguesa de Psicologia Clínica. Participação: Susana Teixeira Professora Auxiliar na Universidade Fernando Pessoa. Investigadora nas áreas de Medicina Narrativa e Ética e Integridade da Investigação Científica no Instituto de Inovação e Investigação em Saúde -i3S - Universidade do Porto. Resumo: O podcast consiste numa conversa em torno das formas como as humanidades e a saúde se podem cruzar na prática. As artes, enquanto instrumentos de desenvolvimento da imaginação, são essenciais tanto nos processos de descoberta científica, quanto no diagnóstico e cura em saúde, e no pensamento crítico. Projetos concretos que cruzam a criação artística e o trabalho científico de laboratório permitem comunicar de forma visual os processos de produção de conhecimento. Trabalhando a linguagem, as artes também ajudam a tornar a observação em saúde mais sensível e detalhada, porque atende à diversidade e expressão individual. As humanidades e as artes ajudam ao envolvimento dos cidadãos na ciência, facilitando a comunicação dos saberes disciplinares em saúde e permitindo um diálogo entre os leigos, os investigadores e os profissionais. O espanto, a indignação, a curiosidade e também a reserva de bom-senso cidadãos são formas importantes de regulação do mundo científico e as questões éticas acompanham todo o processo de produção tecnocientífica para garantir a equidade e a devolução dos resultados às comunidades implicadas. A literacia em ciência é essencial para este processo, assim como a capacidade de comunicar o complexo de forma simples, através de vários media e contextos de saúde. A procura de um sentimento de coerência na saúde pode ajudar a explicar a procura de terapias complementares no ocidente, e os cuidados de saúde individualizados e integrados podem ajudar a considerar a pessoa com doença, e não a pessoa doente. Na saúde mental, a injustiça testemunhal face ao sistema diagnóstico pode ser reduzida pela participação cidadã na construção do conhecimento em saúde.

  30. 13

    Episódio 14 -Justiça no acesso à urgência e ao medicamento

    Apresentação: João Moreira Pinto Médico, Cirurgia Pediátrica. Diretor Científico do Hospital-Escola da Universidade Fernando Pessoa. Participação: Miguel Soares Oliveira Cirurgião pediátrico, ex-presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), atual coordenador do Programa Nacional de Desfibrilação Automática Externa. Resumo: Como se garante a justiça no aceso à urgência e ao medicamento? O episódio percorre estas questões através dos conhecimentos e percurso profissional do médico Miguel Soares Oliveira, que apresenta o desenvolvimento das modalidades de funcionamento do INEM e das urgências. A criação de equipas fixas e da especialidade são medidas que permitem melhorar o acesso aos serviços de urgência. O INEM, para além das suas funções específicas, promove ainda formação profissional nas competências de urgência e de cidadania. Esta formação é feita nas unidades de saúde e também com a população geral, por exemplo para a utilização do desfibrilador de emergência pelos cidadãos, obrigatório em espaços públicos populosos. O podcast aborda ainda a importância da literacia em saúde, de modo a evitar a sobrecarga nas urgências e a recuperar o manancial de conhecimentos tradicionais e familiares nos gestos de saúde básicos.

  31. 12

    Episódio 13 -Desafios bioéticos na diplomacia médica

    Apresentação: João Moreira Pinto Médico, Cirurgia Pediátrica. Diretor Científico do Hospital-Escola da Universidade Fernando Pessoa. Participação: Francisco Pavão Médico de Saúde Pública. Secretário da Comunidade Médica de Língua Portuguesa. Resumo A diplomacia médica consiste numa área cada vez mais solicitada pelos sistemas de saúde internacionais e pelos problemas levantados pela saúde global. A diplomacia da saúde global é um termo que tem vindo a ganhar expressão nos últimos 20 anos, embora a diplomacia da saúde já esteja presente na Europa desde o final do século XIX, numa altura em que se fizeram sentir problemas de saúde transfronteiriços, como surtos de peste e de febre amarela. Nos dias de hoje, os médicos e as ciências médicas são solicitados para ajudarem a resolver as questões políticas e geopolíticas levantadas pela saúde global, como foi o caso da epidemia por sars cov2. A ONU representa atualmente o organismo que congrega os atores multidisciplinares principais na promoção das relações de saúde global entre os países e as principais regiões do mundo.

  32. 11

    Episódio 12 - Como e quando pensar em Cuidados Paliativos?

    Apresentação: Joana Queiroz-Machado Médica de Medicina Geral e Familiar. Diretora Técnica e Clínica Unidade de Cuidados Continuados do HE-FP. Participação: Daniela Duarte Silva Médica de Medicina Geral e Familiar. Coordenadora da USF Brás Oleiro, ACES Gondomar. Formação Intermédia em Cuidados Paliativos pela ARS Norte. Colabora com o GesPal (Grupo de Estudos em Cuidados Paliativos da APMGF). Docente Convidada da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto e Instituto Universitário de Ciências da Saúde – CESPU. Resumo: Os cuidados paliativos na visão do médico de família são abordados neste episódio. Lidar com as pessoas em fim de vida ou com doença complexa representa uma área específica do cuidar, e levanta questões importantes de comunicação e de relacionamento com os profissionais de saúde e com as famílias. Importa promover uma reflexão sobre as emoções envolvidas em situações de fragilidade e de mortalidade. Os cuidados paliativos tendem a ser aconselhados em momentos cada vez mais precoces, na medida em que são usados para promover a vida e não essencialmente para resolver o processo de morrer. Os médicos de família têm uma proximidade com as pessoas em sofrimento que os torna em interlocutores privilegiados para as pessoas com doença crónica, degenerativa e/ou com necessidade de cuidados paliativos.

  33. 10

    Episódio 11 - O que é a natureza humana e como se manifesta no século XXI?

    Apresentação: Marina Lencastre Professora Catedrática Jubilada da Universidade do Porto. Professora Catedrática na Universidade Fernando Pessoa. Participação: Rodrigo de Sá-Nogueira Saraiva Professor Associado da Universidade de Lisboa. Fundador da Sociedade Portuguesa de Etologia, da Associação Portuguesa de Psicologia Experimental e da Associação Interdisciplinar para o Estudo da Mente. Resumo: Conversa acerca das origens e desenvolvimento da biologia do comportamento animal e humano. A etologia é apresentada, assim como as questões críticas a que deu origem, nomeadamente a partir das ciências sociais e dos reparos que fizeram à aplicação das observações animais sobre hierarquias, agressão ou comportamentos rituais aos seres humanos. A sociobiologia foi introduzida a partir das suas teorizações mais importantes e estabelecida a sua relação com a psicologia evolutiva. Foram abordadas as consequências da biologia do comportamento para um aprofundamento dos conhecimentos em saúde mental e bem-estar. Os estudos recentes sobre a evolução de uma proto-moral nos animais permitiu tecer considerações relativas ao que pode constituir uma verdadeira ética, descentrada da pessoa, abrindo a discussão sobre a teoria da mente e sobre a evolução das ideias sobre a alma.

  34. 9

    Episódio 10 - Relações Sociedade-Natureza: que futuros possíveis?

    Apresentação: Diogo Guedes Vidal Investigador Auxiliar Convidado no Centro de Ecologia Funcional, Laboratório Associado TERRA, Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra Participação: Fátima Alves Socióloga, Professora Associada na Universidade Aberta e Investigadora-Coordenadora do grupo de investigação Sociedades e Sustentabilidade Ambiental no Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra. Resumo: A ideia de progresso, associada à modernidade, é traduzível na dominação da humanidade sobre a Natureza. Tal visão, ancorada numa lógica de Excecionalismo humano, pressupõe que os humanos são fundamentalmente diferentes e superiores a todas as outras espécies e que a história da sociedade humana é de um progresso sem fim. Partindo da experiência de Fátima Alves sobre os processos socioecológicos, neste podcast refletiremos sobre como têm sido pautadas as relações e tensões Sociedade-Natureza e que futuros possíveis se vislumbram para transformar esta relação.

  35. 8

    Episódio 09 - Ecossistemas naturais e “ecossistemas de compensação” nos centros de concentração humana

    Apresentação: Paulo Farinha Marques Arquiteto Paisagista e Professor Associado - FCUP & Biopolis_UP Participação: Paulo Célio Alves Biólogo e Professor Associado com Agregação - FCUP& Biopolis_UP Resumo: O avassalador aumento da população humana no Planeta e consequente desaparecimento de recursos naturais fundamentais à sobrevivência como a biodiversidade, reclama redobrada atenção na compensação desta perda. Este esforço implica acentuar a conservação dos ecossistemas naturais e a criação de “ecossistemas de compensação” nos centros de concentração humana, de modo a promover a saúde e bem-estar dos humanos e dos outros seres vivos.

  36. 7

    Episódio 08 - Biofilia e Espaços Verdes

    Apresentação: Marina Lencastre Professora Catedrática Jubilada da Universidade do Porto. Professora Catedrática na Universidade Fernando Pessoa. Participação: Diogo Guedes Vidal Investigador Auxiliar Convidado no Centro de Ecologia Funcional, Laboratório Associado TERRA, Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra Resumo: Neste episódio  discutido um dos aspetos mais preocupantes da atualidade que está associado com a urbanização crescente das populações humanas: o afastamento do meio natural e dos seus elementos vegetais, animais e geológicos. Esta questão tem recebido a atenção de diversas disciplinas que se ocupam com a saúde e o bem-estar humanos, mas também com a sustentabilidade dos modos de vida e com a preservação dos ecossistemas naturais e da biodiversidade. O conceito de biofilia é o mote para conversar sobre estes temas.

  37. 6

    Episódio 07 - Pensar com Bioética: desafios e oportunidades

    Apresentação: Susana Teixeira Professora Auxiliar na Universidade Fernando Pessoa. Investigadora nas áreas de Medicina Narrativa e Ética e Integridade da Investigação Científica no Instituto de Inovação e Investigação em Saúde -i3S - Universidade do Porto. Participação: Helena Gonçalves Coordenadora do Fórum de Ética da Católica Porto Business School José Eduardo Figueiredo Soares EDP; Fórum de Ética da Católica Porto Business School António Carneiro Hospital da Luz Arrábida Resumo: Este episódio aborda diferentes dimensões da Bioética, desenvolvendo questões éticas da sustentabilidade humana e não humana, da economia e da cultura organizacional, assim como das áreas mais específicas da medicina interna e intensiva. A ética promove o questionamento sobre a natureza do Bem, quer no contexto das organizações/instituições, quer na vida de cada um de nós. Conceitos como esperança e vulnerabilidade e o modo como se articulam nas várias

  38. 5

    Episódio 06 - Participação da área das humanidades na área do bem-estar e saúde em geral

    Apresentação: Pedro Cunha Professor Catedrático da Universidade Fernando Pessoa. Especialista em Psicologia do Conflito, Negociação e Mediação e em Psicodrama. Participação: Ana Paula Monteiro Professora Auxiliar da Universidade de Trás-os-.Montes e Alto Douro. Membro do Centro de Investigação e Intervenção Educativa da Universidade do Porto. Resumo: O episódio aborda a questão das tecnologias na vida social e o modo como podem afetar as relações entre as pessoas e produzir conflitos de vária ordem e em diversos contextos. A mediação de conflitos nas escolas, na saúde, na justiça, nas famílias, poderá ser uma ferramenta de grande valor numa altura em que as divergências abandonaram a esfera material e se deslocaram para a esfera digital. Problemas diversos como o ciberbullying, a fraude eletrónica (pishing) e outros problemas que emergiram nas redes sociais afetam a saúde e o bem-estar, particularmente dos mais jovens e dos mais expostos à influência digital. Mas as tecnologias também trouxeram grandes benefícios, como foi o caso durante o confinamento causado pela pandemia sars cov2. Juntou pessoas, permitiu o teletrabalho, definiu novas modalidades de relação online na educação e na saúde e também mostrou que, em períodos de sofrimento, sabemos ser solidários.

  39. 4

    Episódio 05 - O envolvimento das ciências da vida, sociais e públicas com a sociedade

    Apresentação: Teresa Toldy Doutorada em Teologia (área da Teologia Feminista) pela Philosophisch-Theologische Hochschule Sankt Georgen (Frankfurt/Alemanha), Mestre em Teologia (ramo de Teologia Sistemática) pela Universidade Católica Portuguesa, Licenciada em Teologia pela Universidade Católica Portuguesa. Pós-doutorada pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Professora Catedrática da Universidade Fernando Pessoa (Porto), onde ensina Ética. Investigadora do CES integrada na Linha Temática "Democracia, justiça e direitos humanos". Co-coordenadora do Grupo de Trabalho POLICREDOS, juntamente com Júlia Garraio e Luciane Lucas Santos, bem como do grupo de trabalho GPS, juntamente com Ana Cristina Santos e Madalena Duarte. Vice-Presidente da Associação Portuguesa de Estudos sobre as Mulheres, entre 2009 e 2014. Membro do Conselho Editorial da coleção e da revista da ESWTR (Studies in Religion), associação à qual pertence.  Participação:   João Arriscado Nunes Investigador Permanente do Centro de Estudos Sociais e membro da Coordenação do Programa de Investigação em Epistemologias do Sul (alice-ES). Professor Catedrático Aposentado de Sociologia da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Foi co-coordenador do Programa de Doutoramento "Governação, Conhecimento e Inovação" e membro do Conselho Consultivo da Associação Portuguesa de Sociologia. Membro da coordenação do projeto ALICE - Espelhos estranhos e lições imprevistas, dirigido por Boaventura de Sousa Santos e financiado pelo European Research Council (2011-2016). Foi Pesquisador Visitante na Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), no Rio de Janeiro (2011-2012), e Director Executivo do CES (1998-2000). Os seus interesses de investigação centram-se nas áreas das epistemologias do Sul, estudos de ciência e de tecnologia (em particular, da investigação biomédica, ciências da vida e da saúde pública, da relação entre ciência e outros modos de conhecimento), da sociologia política (democracia, cidadania e participação pública, nomeadamente em domínios como ambiente e saúde), Direitos Humanos e teoria social e cultural. 

  40. 3

    Episódio 04 - Comunicação e Bem-estar

    Apresentação: Ricardo Jorge Pinto Jornalista político, comentador político RTP, professor de estudos mediáticos na UFP. Doutoramento em Estudos Mediáticos em 1997 pela University of Sussex e Licenciatura em Jornalismo em 1991 pelo(a) Escola de Jornalismo do Porto. Participação: Salvato Trigo 1976-1977   Assistente da Faculdade de Letras do Porto 1977-1978   Membro do Conselho Directivo da Faculdade de Letras do Porto 1981-2012    Professor da Faculdade de Letras do Porto (em licença sem vencimento desde 2000) 1983-1995   Fundador e Diretor da Escola Superior de Jornalismo (ESJ) 1984-1986   Presidente da Comissão Instaladora do Instituto Politécnico de Viana do Castelo 1988 – …      Fundador e Presidente do Conselho de Administração da Fundação Ensino e Cultura Fernando Pessoa 1994-1997  1º Presidente da Direcção da APESP-Associação Portuguesa do Ensino Superior Privado 1994-1998  Presidente do Grupo ATLANTIS de Universidades Europeias e Sul-Americanas para a Cooperação 1994 – …     Fundador e Reitor da Universidade Fernando Pessoa 1996-2010   Vice-Presidente do Réseau Transméditerranéen des Centres de Formation Multimédia (França) 2004-2008  Presidente da AUNI/ Rede SABIÁ – Associação Universitária Internacional 2009-2012   Autor do projecto da concepção funcional do Hospital-Escola da Universidade Fernando Pessoa 2012 – …      Presidente do Conselho de Administração do Hospital-Escola da Universidade Fernando Pessoa · Medalha A. Nobling da Sociedade de Língua Portuguesa (Brasil) · Chevalier de l’Ordre des Palmes Académiques (França) · Doutor “Honoris Causa” pela ULBRA – Universidade Luterana do Brasil (Brasil) (1997) · Título de Cidadão Honorário da Cidade de Porto Alegre-Rio Grande do Sul (Brasil), 1998 · Prémio de “Comunicador do Ano”, em Setembro de 1998, pela Federation of European Industrial Editors Associations · Medalha de Ouro do ISCIA – Instituto Superior de Ciências da Informação e da Administração (15 de Fevereiro de 2003) · Comendador da Ordem do Infante D. Henrique, concedida por S. Ex.cia o Presidente da República Dr. Jorge Sampaio · “Doctor Honoris Causa” pela Université du Sud Toulon-Var (França) (15 de Setembro de 2006) · “Prémio Prestígio AltoMinho Business Award 2008” atribuído pelo CEVAL – Conselho Empresarial dos Vales do Lima e Minho (31 de Outubro de 2008) · Eleito Académico-Correspondente da 2ª Secção (Filologia e Linguística) pelos membros efetivos da Classe de Letras da Academia das Ciências de Lisboa (12 de Abril de 2016)

  41. 2

    Episódio 03 - Neurociência - os impactos da evolução tecnológica na vida humana

    Apresentação:   Fernando Barbosa Licenciatura em Psicologia (área Psicologia Clínica e da Saúde) pela FPCEUP Doutoramento em Ciências Biomédicas (ramo Neurociências) pela U.Porto Titular de especialidade em Psicologia clínica e da Saúde e especialidade avançada em Neuropsicologia pela Ordem dos Psicólogos Portugueses Participação:   João Marques Teixeira Detentor de um percurso amplamente reconhecido tanto no domínios da psiquiatria como da psicologia, João Marques Teixeira, licenciou-se em Medicina e Cirurgia pela Faculdade de Medicina da U.Porto (FMUP), tendo aí iniciado a carreira docente em 1975, lecionando as aulas práticas de Anatomia Topográfica. Com especialização em Psiquiatria desde 1983, recebeu, dois anos depois, o título de psicoterapeuta antropoanalista pela Sociedade Portuguesa de Antropoanálise. Nesse altura, já havia iniciado a sua ligação ao Hospital Conde Ferreira, instituição onde foi assistente de 1979 a 1991, tendo ainda desempenhado o cargo de diretor clínico de 2002 a 2006. Autor de mais de duas centenas de publicações, publicou 11 livros, sete capítulos de livros e mais de seis dezenas de artigos em revistas nacionais e internacionais com elevado fator de impacto, e foi investigador principal em mais de 35 projetos financiados. Do trabalho enquanto investigador, destaca-se a criação de um modelo de neuro-melhoramento e neuroterapia por neurofeedback, cognição normal e patológica e reabilitação em Saúde Mental.

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    Episódio 02 - A saúde mental e as consequências do lockdown

    Apresentação: Eduardo Paz Barroso Eduardo Paz Barroso (Porto, 1957) é doutorado em Ciências da Comunicação (especialidade de Comunicação e Cultura) pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Escreve e investiga sobre artes plásticas, cinema, literatura, e análise dos media. Jornalista desde 1980, trabalhou para diversos órgãos de comunicação social, tendo-se especializado em questões culturais e artísticas. Foi o primeiro director do Teatro Nacional de São João (1992-1995). Tem comissariado diversas exposições e ciclos de colóquios e participado em inúmeras conferências em várias instituições, nomeadamente o Museu de Serralves e a Fundação Calouste Gulbenkian, onde também foi colaborar do Serviço de Bibliotecas e Apoio à Leitura (1996-2002). É Professor de Estética e Ciências da Comunicação na Universidade Fernando Pessoa e  investigador do LabCom da Universidade da Beira Interior. Participação: Cláudia Milheiro Licenciada e Mestre em Psicologia em Psicologia Clínica pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, Assistente Convidada do ensino superior. Psicóloga Clínica, Assessora, no Hospital de Magalhães Lemos no Porto e com Consultório privado, com longa experiência em consulta de crianças, jovens e adultos. Tem publicado vários artigos nas áreas de Psicologia Clínica, Saúde Mental e Arte. Psicanalista Aderente da Sociedade Portuguesa de Psicanálise (membro da International Psychoanalitical Association (IPA) e da Federação Europeia de Psicanálise (FEP) ).

  43. 0

    Episódio 01 - Apresentação da Rede "Compor Mundos"

    Este é o podcast de apresentação do projeto “COMPOR MUNDOS: HUMANIDADES, BEM-ESTAR E SAÚDE NO SÉCULO XXI": uma rede de especialistas da área das humanidades e da saúde que pensam as questões do bem-estar e da saúde nas sociedades contemporâneas. Marina Lencastre (UFP) e Rui Estrada (UFP-CITCEM), coordenadores do projeto, conversam sobre a sua origem, desenvolvimento e perspetivas de futuro.

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Podcast do projeto “COMPOR MUNDOS: HUMANIDADES, BEM-ESTAR E SAÚDE NO SÉCULO XXI": O projeto consiste numa rede de especialistas das áreas das humanidades e da saúde que pensam as questões do bem-estar e da saúde nas sociedades tecnológicas contemporâneas. Que mundos compor, que relações definir para a humanização dos ambientes contemporâneos de vida, para ultrapassar a distinção rígida entre natureza e cultura, para promover de forma integrada a saúde de humanos e não humanos?

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