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Devocional Verdade para a Vida

O devocional Verdade para a Vida, de Alistair Begg, fornece um encontro diário com a Palavra de Deus, trazendo:- Uma reflexão sobre uma passagem bíblica.- Três questões para refletir sobre como pensar, sentir e agir de forma diferente.- Uma leitura bíblica complementar para estudo adicional.- Um plano de leitura bíblica anual.

  1. 165

    16 de junho - Um Chamado ao Compromisso

    Texto bíblico: Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. (Rm 12.1)Quando solicitado a explicar o impacto de sua vida, William Booth, que fundou o Exército da Salvação, respondeu em uma frase impressionante: “Jesus Cristo me possui por inteiro”.Não havia nada de presunçoso ou orgulhoso nessa resposta. Era simplesmente a única maneira de Booth explicar por que ele, um homem comum de meios insubstanciais, havia sido usado de maneira tão notável e teve um impacto tão notável naquele momento específico da história.O que significaria para Jesus Cristo possuir você por inteiro? No início de Romanos 12, depois de 11 capítulos gloriosos celebrando a salvação quanto ao pecado, a qual Deus operou na cruz, e sua misericórdia soberana ao eleger um povo para si mesmo, Paulo faz o chamado àqueles que confiam em Cristo para comprometerem 100% de si mesmos — corpo, mente e espírito — com o Senhor Jesus Cristo. A palavra que ele usa para “rogar” aqui vem do grego logikos, que nos dá nossa palavra “lógica”. Em outras palavras, sua exortação não se baseia em emoção ou manipulação. Em vez disso, Paulo está fazendo uma súplica racional e urgente aos seus leitores, tudo com a força da misericórdia de Deus.Não há dimensão de nossa humanidade que não seja afetada por nossa rebelião deliberada contra Deus. No entanto, por sua misericórdia, Deus não considera os pecados do seu povo contra eles, e ele reteve a condenação que merecemos. Em vez disso, tomou nossos pecados e os imputou contra seu único Filho amado.Se ignorarmos a parte “pelas misericórdias de Deus” deste apelo, perderemos o rumo imediatamente. Este é um chamado para que as pessoas que receberam a graça capacitadora de Deus ofereçam suas vidas — não para que possam ser aceitas, mas pelo fato de já serem aceitas. Tal apelo é para aqueles de nós que já fomos libertos pela graça, para nos tornarmos tudo o que Deus deseja que sejamos, totalmente devotos a ele.Deus não nos pede que ofereçamos nosso dinheiro ou posses. Ele quer que ofereçamos não menos do que isso, e sim mais: ofereçamos a nós mesmos. Tudo o que somos, tudo o que pensamos, tudo o que sentimos, tudo o que fazemos e tudo o que sabemos — oferecermos isso ao Deus que deu seu Filho por nós é a única resposta lógica à sua misericórdia. Quando nos entregamos plenamente a Deus, todas as nossas capacidades, por mais limitadas que sejam, podem ser usadas para sua glória e para os seus propósitos. A vida cristã não tem a opção de meias medidas ou ressalvas. É uma vida de completo comprometimento.Há algo glorioso sobre o tipo de compromisso que diz: “Estou depositando tudo de mim”. Se você for com tudo, não há limite para o que acontecerá dentro e através de você.Você será o tipo de pessoa que pode dizer: “Jesus Cristo me possui por inteiro”?Leia FILIPENSES 1.19-30 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Jr 30–31; Mt 26.1-25 

  2. 164

    15 de junho - A Cidade do Homem

    Texto bíblico: Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos; porque os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou dos atos iníquos que ela praticou. (Ap 18.4-5)Não devemos ficar surpresos ou alarmados quando os cristãos enfrentam oposição contínua.A disposição natural da humanidade é de desafio orgulhoso a Deus e, portanto, contra o seu povo. O homem, sobre o fundamento instável de seu orgulho, “edifica uma cidade” (para usar a linguagem pictórica do Apocalipse) e arquiteta um estilo de vida que se opõe aos caminhos de Deus.A humanidade tem feito isso desde a Queda. O primeiro projeto de construção sem Deus foi na planície de Sinar, em um lugar chamado Babel (Gn 11.1-9) — o lugar que mais tarde recebeu o nome de Babilônia e para o qual o povo de Deus foi exilado. Apocalipse 18, portanto, refere-se à cidade do homem, construída em desafio a Deus, como a Babilônia; e a Babilônia é então personificada como uma prostituta, seduzindo as pessoas a cometer adultério espiritual.Atraente e sedutora, a cidade do homem é eficaz em afastar muitos de Deus. É “a grande cidade que domina sobre os reis da terra” (17.18), e sua influência é significativa e destrutiva.Como, então, os cidadãos da cidade de Deus devem responder a esse rival mundano? Devemos estar no mundo, mas não ser do mundo. Em outras palavras, devemos ser sal, que tem um sabor distinto e uma qualidade conservadora; e devemos ser luz, que expõe o que as trevas encobrem, mas que também guia os outros ao longo do caminho para a segurança (Mt 5.13-16). Devemos viver na tensão de ser membros deste mundo, mas não pertencer aqui: residir aqui, mas também estarmos separados daqueles cujos corações e mentes estão contra Deus. Os pecados da cidade do homem não devem caracterizar o crente, diz João, para não “[participarmos] dos seus flagelos”. Se nos rendermos à sedução da Babilônia, provaremos que nossa identidade nunca foi verdadeiramente a de um cidadão do Reino de Deus.Aqueles que seguem a Cristo devem estar comprometidos com a verdade da Bíblia. O cristianismo é mais do que um código moral. É mais do que uma estrutura para viver ou um método para melhorar a vida de alguém. Onde está a cruz nisso? O cristianismo é distinto de todas as outras religiões, pois nos apegamos à morte de Jesus na cruz como nosso meio de reconciliação com Deus. Já estivemos mortos em nossos pecados, merecedores da ira e do julgamento de Deus — porém ele nos redimiu por meio da vida perfeita de Cristo, de sua morte expiatória e ressurreição vitoriosa.Por enquanto, o mundo continua como sempre foi. Mas um dia Cristo voltará e silenciará todos os falsos profetas, todos os cidadãos da Babilônia e até mesmo o próprio diabo.Podemos ver a igreja pressionada, ridicularizada, contrariada por meio de legislação e perseguida.O mundo nos verá como fracos, do lado errado da história, e indignos de respeito ou aceitação. Contudo, temos esperança nesta afirmação triunfante: nem as portas da Babilônia nem as portas do inferno prevalecerão, porque Cristo edificará e guardará sua igreja (Mt 16.18). Então, por ora, enquanto você vive na Babilônia, qual de seus pecados você acha mais atraente? De que maneira você está mais tentado a viver como se esta cidade fosse tudo o que existe? E que oportunidades você recebeu para ser sal e luz para aqueles ao seu redor? Certifique-se de resistir à cidade do homem e de chamar outros para a cidade de Deus.Leia APOCALIPSE 18.1–19.10 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Jr 27–29; Mt 25.31-46 

  3. 163

    14 de junho - A Realidade do Luto

    Texto bíblico: Jesus, vendo-a chorar, e bem assim os judeus que a acompanhavam, agitou-se no espírito e comoveu-se. E perguntou: Onde o sepultastes? Eles lhe responderam: Senhor, vem e vê! Jesus chorou. (Jo 11.33-35)O luto é “uma tristeza que abala a vida por causa da perda. A tristeza rasga a vida em pedaços; abala a pessoa dos pés à cabeça. Afrouxa-a; ela se desfaz pelas costuras. O luto é realmente nada menos do que uma perda devastadora.”86 Você pode conhecer essa experiência muito bem. Lembro-me de sua primeira intrusão na minha vida quando eu era adolescente e minha mãe morreu. Nada poderia ser como antes.Você não precisa viver muito como crente para descobrir que a fé não nos isola da tristeza e do medo dela. Paulo escreveu sobre a experiência de quase morte de seu amigo Epafrodito: “Com efeito, adoeceu mortalmente; Deus, porém, se compadeceu dele e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza” (Fp 2.27). A ideia de perder Epafrodito partiu o coração de Paulo. Ele entendeu que a morte não era o fim, mas também reconheceu que, na experiência da perda, ou mesmo na probabilidade dela, há verdadeira tristeza.O luto é difícil, porque algo foi perdido e certas alegrias agora se foram irremediavelmente.Mas também sabemos que o luto é uma realidade sobre a qual a Escritura fala claramente — uma realidade que um dia será redimida por uma alegria muito maior. E sabemos que o luto é uma realidade com a qual nosso Salvador está pessoalmente familiarizado. Enquanto Jesus estava diante do túmulo de seu amigo Lázaro, ele — a segunda Pessoa da Trindade — se entristeceu com aqueles que se reuniram lá. Embora estivesse prestes a ressuscitar Lázaro dos mortos, ele ainda chorava, porque estava sinceramente triste. O mistério nesta cena é que Jesus se identificou tanto com nossa humanidade, que derramou lágrimas genuínas pela perda de seu amigo amado.Embora a Bíblia nos apresente a realidade da vitória de Cristo sobre a morte e a sepultura, ela não nos chama a algum tipo de triunfalismo brilhante e desumano. Em vez disso, como escreve Alec Motyer, “as lágrimas são apropriadas para os crentes — sem dúvidas, elas devem ser ainda mais copiosas, pois os cristãos são mais sensíveis a todas as emoções, seja de alegria ou tristeza, do que aqueles que não conheceram nada da graça suavizante e vivificante de Deus”.87 O fato de que nossos entes queridos que morreram em Cristo agora estão com ele alivia, mas não remove a angústia da perda e da solidão. Continuamos ansiando pelo dia em que essa dor terá cessado. Até esse dia chegar, podemos encontrar conforto em saber que Jesus era “homem de dores e que sabe o que é padecer” (Is 53.3) ao olharmos para ele como nosso exemplo, ao vermos que ele é “a ressurreição e a vida” (Jo 11.25), e ao recorrermos a ele para a nossa eternidade. Saber disso é o que permite que o luto e a esperança coexistam em nosso coração.Leia JOÃO 14.1-7 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Jr 25–26; Mt 25.1-30 

  4. 162

    13 de junho - Nas Tuas Mãos, Estão os Meus Dias

    Texto bíblico: Quanto a mim, confio em ti, Senhor. Eu disse: tu és o meu Deus.Nas tuas mãos, estão os meus dias; livra-me das mãos dos meus inimigos e dos meus perseguidores. Faze resplandecer o teu rosto sobre o teu servo; salva-me por tua misericórdia. (Sl 31.14-16)A maioria de nós é uma mistura de emoções e experiências. O bom, o ruim e o feio passam por nós regularmente. A questão principal é o que fazemos com esses sentimentos e experiências.Como ser um crente molda a maneira como vemos nosso mundo? “Nas tuas mãos, estão os meus dias” é uma afirmação curta para lembrar aos cristãos que, apesar dos desastres e dificuldades, estamos sob os cuidados do Deus Todo-Poderoso.Nos versículos de abertura do Salmo 31, é evidente que Davi está angustiado. À medida que lemos, parece que o encontramos em uma posição de segurança só alguns versículos depois, apenas para ele retornar imediatamente a um estado de angústia. Esse ciclo de dor e alegria não é uma experiência incomum para o peregrino cristão. Na verdade, a recorrência de decepção e desconforto é bastante comum ao longo do caminho da fé.Em seu livro O refúgio secreto, Corrie ten Boom conta a história de ansiar por sua primeira viagem de trem. Embora ainda faltassem muitas semanas para a viagem, ela ia regularmente ao pai e perguntava se ele tinha as passagens. Ele dizia a ela repetidas vezes que sim. Ela percebeu que seu problema era a falta de confiança em seu pai; ela não acreditava que ele cuidaria de tudo. Estava preocupada que ele perderia sua passagem e que, de alguma forma, ela ficaria sem o bilhete no dia em que viajaria. Nesta lição, ela aprendeu que Deus nos dá o bilhete no dia em que fazemos a jornada, e não antes.85 Ele, é claro, é muito melhor em mantê-lo seguro do que nós.Em nossas próprias peregrinações através das mágoas, decepções, perdas de entes queridos e fracassos pessoais, podemos aprender que isso, de fato, é verdade. Portanto, devemos confiar nele. No dia em que fizermos a jornada do tempo para a eternidade, se conhecemos a Cristo, sabemos que ele nos dará o bilhete. Se esse dia for hoje, então a passagem está a caminho. Se não, então que adianta ficarmos acordados na cama, deixando nossas emoções nos controlarem e nossas preocupações se aglomerarem sobre nós? Não estamos à mercê de forças arbitrárias e impessoais; estamos nas mãos de nosso Deus amoroso. Ele nos diz: Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Vinde a mim com todos os vossos fardos, temores, pânicos e mágoas. Tomai sobre vós o meu jugo. Vivei sob meu governo amoroso, porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve; e achareis descanso para a vossa alma, para sempre (veja Mt 11.28-30).Esta é a sua segurança. Seus dias — curtos ou longos, ricos ou pobres, tristes ou felizes — estão nas mãos dele. Ele dará a você boas obras para fazer todos os dias e, em seguida, no seu último dia, ele o levará com segurança ao lugar onde seus dias são infinitamente longos, inimaginavelmente ricos e indizivelmente felizes.Leia SALMO 31 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Jr 22–24; Mt 24.29-51 

  5. 161

    12 de junho - A Vontade do Pai

    Texto bíblico: Então, eu disse: Eis aqui estou (no rolo do livro está escrito a meu respeito), para fazer, ó Deus, a tua vontade. (Hb 10.7)Quando pais e avós acalentam um membro recém-nascido de sua família, muitas vezes compartilham esperanças e planos para o que essa garotinha realizará ou para quem esse garotinho pode se tornar. Seria bastante notável, no entanto, se as crianças pequenas declarassem suas próprias intenções e propósitos na vida. No entanto, esta é mais uma maneira pela qual Cristo é único: ele de fato entrou no mundo declarando: “Eu vim para fazer a tua vontade, ó Deus”.Quando Jesus tinha 12 anos, seus pais o encontraram conversando no templo com os líderes religiosos e mestres. Maria e José estavam procurando por ele havia três dias, sem pensar em olhar lá, e ficaram perplexos; mas ele respondeu: “Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?” (Lc 2.49). Ele entendeu seu propósito expresso desde os primeiros dias.Qual foi a vontade do Pai que Cristo veio realizar? A Bíblia nos diz que, ao enviar Jesus, Deus deu ao seu povo aquele que satisfaria todas as exigências da Lei por meio da plena submissão e que sofreria a penalidade do pecado para libertar homens e mulheres de sua escravidão. A vinda do Salvador foi planejada desde toda a eternidade e prometida por todo o Antigo Testamento, o “rolo do livro”. Jesus — que entrou no mundo como um bebê em uma manjedoura — é o próprio cumprimento de nossa salvação.A cada momento de sua vida, quer estivesse sendo tentado por Satanás ou passando por agonia no Jardim do Getsêmani, Jesus conhecia e se lembrava de seu propósito. Ele entendeu que estava lá de acordo com a vontade do Pai. Embora implorasse para que seu cálice de sofrimento passasse, ele se submeteu ao Pai em perfeita obediência. Como qualquer humano teria sido, ele foi tentado a recuar da vontade do Pai, mas ainda assim orou: “Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres” (Mt 26.39-46).Jesus não foi vago sobre o motivo de sua chegada — e, visto que ele viveu de acordo com a vontade do Pai, nós nos uniremos a ele na eternidade, regozijando-nos em tudo o que ele realizou em nosso favor.Nem o trabalho de minhas mãos Pode cumprir as exigências de tua lei; Não poderia o meu zelo conhecer descanso, Poderiam minhas lágrimas fluir para sempre, Tudo pelo pecado não poderia expiar; Tu deves salvar e tu somente.84 Hoje, você e eu podemos viver para fazer a vontade de Deus, não com medo de punição se não obedecermos, mas com a fé de que já somos abençoados em Cristo. Como ele sempre obedeceu, somos perdoados por nossos fracassos em fazer o mesmo e libertos alegremente para seguir a vontade de nosso Pai — não porque precisamos, mas porque desejamos.Leia ROMANOS 5.12-21 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Jr 20–21; Mt 24.1-28 

  6. 160

    11 de junho - Um Ouvido Atento, uma Vontade Pronta

    Texto bíblico: O Senhor lhe ordenou: Dispõe-te, e vai à rua que se chama Direita, e, na casa de Judas, procura por Saulo, apelidado de Tarso; pois ele está orando. (At 9.11)Na Bíblia, não há menção a Ananias antes de sua aparição em Atos 9, e há apenas uma breve menção a ele depois disso (At 22.12). Segundo todos os relatos, ele não era um homem tremendo que havia feito grandes coisas pelos padrões do mundo. Mesmo assim, Deus viu um coração fiel dentro dele e escolheu usá-lo de uma maneira tremenda na conversão de Saulo (que posteriormente se tornou conhecido como Paulo).Como Ananias, você pode não ter feito coisas tremendas em sua vida, ido a lugares incríveis ou ganhado qualquer tipo de grande popularidade. Mas Deus tem como propósito colocar sua mão sobre certos indivíduos e usá-los para realizar sua vontade. Nossa parte é simplesmente ser como Ananias, com os ouvidos atentos e vontades prontas para ouvir e obedecer ao nosso Deus.A ênfase neste versículo não está na maneira pela qual Deus falou a Ananias, mas na maneira pela qual Ananias respondeu: “Eis-me aqui, Senhor!” O ouvido dele estava sintonizado para ouvir a Deus. E o seu? Você ouve Deus falar através de sua Palavra? A postura do seu coração é tal que, seja o que for que ele esteja chamando você a fazer, você dirá: “Eis-me aqui, Senhor!”? A resposta de Ananias a Deus é notável quando consideramos o que Deus o estava chamando para fazer e para quem. Ele tinha “ouvido a respeito desse homem [Saulo], quantos males tem feito aos teus santos em Jerusalém”, e sabia que, em Damasco, Saulo tinha “autorização dos principais sacerdotes para prender a todos os que invocam o teu nome [do Senhor]” (At 9.13-14). No entanto, ele voluntariamente escolheu obedecer ao chamado de Deus, apesar de qualquer medo ou ressentimento que tivesse de Saulo e sua reputação. Ele ouviu e agiu.Quantas vezes inventamos desculpas para nossa própria inação em resposta ao chamado de Deus? Quantas vezes nos escondemos atrás de nosso medo ou vivemos com excesso de cautela, esquecendo que “Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação” (2Tm 1.7)? Ananias exibiu esse espírito poderoso por meio de sua obediência.Nossa cultura valoriza grandes nomes, grandes realizações e grandes classificações. Deus não tem as mesmas preocupações. Ananias não tinha grande nome ou magnificência; ele simplesmente tinha um ouvido aberto à voz de Deus e uma vontade obediente ao seu comando.Isso resultou em uma vida sacrificada pela utilidade no serviço de Deus. E, naquele dia, isso significava que ele foi o primeiro a estender tangivelmente o amor e a graça de Deus a Saulo, quando estendeu a mão e o chamou de “irmão” (At 9.17). Assim, embora possa ser um personagem pequeno na Bíblia, há muito que você e eu podemos aprender com ele. Você pode receber pouco ou nenhum reconhecimento por sua fidelidade a Cristo nesta vida. Você pode correr riscos e fazer sacrifícios a serviço dele e sentir que não gera grandes mudanças e ninguém percebe. Todavia, bem melhor do que qualquer coisa que este mundo possa dar, você pode esperar ouvir o “Muito bem, servo bom e fiel” de Deus (Mt 25.21) ao entrar no reino dos céus. Nenhuma boa obra feita a serviço dele é desperdiçada. Ele tece tudo na grande história da salvação.Leia ISAÍAS 6.1-13 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Jr 18–19; Mt 23.23-39 

  7. 159

    10 de junho - Justiça, Misericórdia e Humildade

    Texto bíblico: Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benignidade, e andes humildemente com o teu Deus? (Mq 6.8)Quando John Newton, escritor de hinos e pastor do século XVIII, pregou sobre este versículo, ele intitulou seu sermão “Sem acesso a Deus, senão pelo Evangelho de Cristo”. Por que ele usaria um título que parece não ter nenhuma conexão com o versículo?! O próprio Newton comentou: “Quase não há uma passagem na Bíblia, em geral, mais mal compreendida que esta”.83 Seu título de sermão, ao que parece, visava corrigir as más interpretações comuns.O título de Newton nos alerta para o perigo de ler as virtudes descritas aqui e depois tentar vivê-las sem o Evangelho, ou proclamá-las no lugar do Evangelho, como um meio de acesso a Deus. Nenhuma delas faz justiça à intenção do profeta — e do Senhor. A melhor maneira de entender Miqueias 6.8 não é como uma lista de coisas que contribuem para nossa justificação, mas como evidências de nossa justificação. Quando vemos dessa maneira, com a motivação e os objetivos adequados estabelecidos, podemos entender o que o Senhor estava chamando Israel para fazer, assim como a nós.O Senhor, por meio de Miqueias, nos manda primeiro “[praticar] a justiça”. Isso significa um compromisso de agir de acordo com a vontade e o propósito de Deus. Por exemplo, em Deuteronômio, Moisés diz que Deus “faz justiça ao órfão e à viúva e ama o estrangeiro, dando- lhe pão e vestes” (Dt 10.18). Queremos nos importar com as coisas com as quais Deus se importa, o que significa levar essas prioridades a sério, buscando “[fazer] o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” (Gl 6.10).Em segundo lugar, o Senhor nos manda “[amar] a benignidade”. Se fazer justiça é a ação, então a benignidade amorosa é a atitude do coração que a alimenta. É compaixão calorosa, garantindo que busquemos a justiça não como um cumprimento de algum dever, mas como uma ação alegre de benevolência.Terceiro, devemos “[andar] humildemente”. Em outras palavras, devemos andar em submissão à vontade de Deus, abraçando nossa total dependência dele a cada passo do caminho.Por que Miqueias termina esse versículo com humildade? Primeiro, porque a humildade é o necessário para reconhecer que não obedecemos perfeitamente ao chamado de amar a bondade e fazer justiça — e, portanto, precisamos do perdão do Senhor, e não apenas de seus mandamentos. E, segundo, porque, mesmo quando obedecemos a ele da maneira como Miqueias 6.8 nos chama, a fecundidade de nossas obras não depende de nós.Você e eu não podemos consertar o mundo; devemos, em vez disso, confiar a solução ao Rei e Juiz do mundo. Fazer isso nos motiva e nos sustenta, com a ajuda de Deus, a viver o Evangelho que nos salvou, por meio de expressões de justiça, bondade e humildade, para o bem de nossos próximos, para o testemunho da igreja e para a glória de Cristo. Através dos séculos, Miqueias o chama hoje a refletir humildemente sobre sua necessidade do Evangelho, a olhar para o seu coração e pedir ao Espírito que o faça crescer em misericórdia, semelhantemente a Cristo, e então olhar para o seu mundo e buscar ativamente a justiça e a retidão.Leia MIQUEIAS 6.1-8 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Jr 15–17; Mt 23.1-22 

  8. 158

    9 de junho - Montando o Quebra-cabeça

    Texto bíblico: Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida. (Jo 5.39-40)Certo Natal, nossa família decidiu que nos tornaríamos uma família de quebra-cabeças.Arrumamos uma mesa, obtivemos o maior quebra-cabeça que pudemos encontrar e colocamos todas as suas peças sobre a mesa. Infelizmente, nosso entusiasmo logo se mostrou desigual para a tarefa. De vez em quando, um de nós caminhava até a mesa, pegava alguns pedaços, falhava em colocá-los no espaço correto — e então desistia e ia embora.É perfeitamente possível que você e eu estudemos a Bíblia como se estivéssemos pegando peças de um quebra-cabeça, deixando de montá-lo e nunca vendo a magnífica imagem à nossa frente. Em outras palavras, como diz o livro de Hebreus, podemos estudar a Bíblia e descobrir que ela “de nada [nos] valeu”, pois “não foi acompanhada de fé” da nossa parte (Hb 4.2 NVI).Podemos ser meticulosos em nosso estudo bíblico e disciplinados em nossa memorização bíblica, e, no entanto, o tempo todo nos recusamos a aceitar verdadeiramente o Messias sobre quem estamos lendo. A tais pessoas, Jesus oferece palavras desafiadoras: “Não tendes a sua palavra permanente em vós, porque não credes naquele a quem ele enviou” (Jo 5.38).É preocupante pensar que, mesmo quando homens e mulheres se colocam em posição de considerar a Palavra de Deus, ainda podem se recusar a vir a Jesus, o Doador e Sustentador da vida. Por natureza, botamos os dedos nos ouvidos para silenciar a voz de Deus. Por natureza, a Escritura nos diz: “Não há quem busque a Deus” (Rm 3.11).Como um autor escreve, embora “não haja vida nas próprias Escrituras […] se seguirmos aonde elas nos levam, então nos levarão a ele, e assim encontramos vida, não nas Escrituras, mas nele por meio delas”.82 As palavras de Deus nas Escrituras e a Palavra de Deus encarnada estão entrelaçadas, com o Espírito trazendo a Palavra de Deus às pessoas para que elas possam encontrar e descobrir a Cristo.Você está carregando peças da Bíblia em sua mente sem montá-las para depois dar um passo atrás e ver a bela imagem de Jesus, com os braços estendidos, pronto para salvar aqueles que virão a ele em arrependimento e fé? Você combinará seu conhecimento da Palavra de Deus com a verdadeira fé para evitar a armadilha de saber muito sobre as palavras sem nunca conhecer a Palavra? Você virá à Palavra de Deus todos os dias esperando encontrar Jesus enquanto seu Espírito opera por meio de sua Palavra? Sejamos aqueles que ecoam o profeta Samuel ao abrirmos a Palavra de Deus: “Fala, porque o teu servo ouve” (1Sm 3.10).Leia 2 TIMÓTEO 3.1-17 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Jr 12–14; Mt 22.23-46 

  9. 157

    8 de junho - A Dúvida de Gideão

    Texto bíblico: O Anjo do Senhor apareceu [a Gideão] e lhe disse: O Senhor é contigo, homem valente. Respondeu-lhe Gideão: Ai, senhor meu! Se o Senhor é conosco, por que nos sobreveio tudo isto? (Jz 6.12-13)O momento em Juízes 6 no qual Gideão encontra um anjo é um momento dramático e incongruente. O anjo o chama de “homem valente” enquanto ele está escondido em um lagar na tentativa de debulhar o trigo sem ser visto pelos midianitas invasores (Jz 6.11).Não há muita força ou valor nele! É como se Deus focasse a câmera em Gideão como um microcosmo de seu povo. Talvez, naquele momento, Gideão tenha olhado por cima do ombro, imaginando se a saudação era realmente para ele. Afinal, o Senhor permitiu que o seu povo fosse reduzido a se esconder em cavernas. Então ele perguntou: “Se o Senhor é conosco, por que nos sobreveio tudo isto?” É uma pergunta sensata: se Deus é quem ele afirma ser, então por que permite circunstâncias preocupantes em nossa vida? Certamente podemos nos identificar com isso. A vida de todos nós está cheia de “se”, “mas” e “por quê”. Devemos ser encorajados, no entanto, a saber que, se Deus pôde responder à pergunta de Gideão ou aos clamores de Israel, ele decerto pode lidar com nossas perguntas difíceis — mesmo que sua resposta nem sempre seja o que esperamos.Quando os israelitas clamaram pela ajuda de Deus em Juízes 6.7, ele não respondeu enviando um guerreiro para livrá-los, mas um profeta para ensiná-los (v. 8). Deus sabia que eles precisavam ouvir sua Palavra no meio das provações. Em última análise, eles precisavam se voltar para Deus e confiar nas promessas dele. O profeta lhes disse, em linhas gerais, o que o anjo disse a Gideão: “O Senhor é contigo”. A presença de Deus e a existência de provações podem coexistir.As perguntas que levantamos são finalmente respondidas não em alguma lista de “cinco passos fáceis”, mas na revelação de Deus de si mesmo por meio de sua Palavra. No caso de Gideão, a resposta de Deus parecia não ser nenhuma resposta. Não houve diálogo sobre as circunstâncias de Israel ou qualquer explicação sobre seus inimigos. Em vez disso, o Senhor se virou para Gideão e disse: “Vai nessa tua força e livra Israel da mão dos midianitas; porventura, não te enviei eu?” (Jz 6.14).Gideão sentiu-se inadequado: “Com que livrarei Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu, o menor na casa de meu pai” (Jz 6.15). Muitas vezes, porém, é exatamente quando admitimos nossa inadequação que Deus começa a operar em nós. Até chegarmos ao ponto em que possamos ver nossa fraqueza, não estaremos inclinados a orar, a andar firmes nas provações ou a parar de confiar em nós mesmos. Somente quando conhecemos nossas próprias deficiências e ouvimos a promessa de Deus de estar conosco e trabalhar em nós e através de nós, então nos comprometemos a servi-lo com tudo o que temos, por mais fracos que nos sintamos e sejamos. Afinal, em sua Palavra, Deus promete que nossa fraqueza, somada à sua força, é suficiente para qualquer tarefa a que ele nos chamar (Fp 4.13).Leia JUÍZES 6.11-24 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Jr 9–11; Mt 22.1-22 

  10. 156

    7 de junho - Ao Senhor Pertence a Vingança

    Texto bíblico: Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente.Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra. (Mt 5.38-39)Quando Jesus proferiu essas palavras familiares, com quem ele estava falando? A quem Jesus estava mandando suportar o mal e resistir à retaliação? Pode parecer simples, mas essa pergunta chega a uma distinção importante que estava na mente do apóstolo Paulo ao escrever sua carta aos romanos. No capítulo 12, ele exorta seus leitores a “Não [tornar] a ninguém mal por mal” (Rm 12.17) e a “[vencer] o mal com o bem” (v. 21), ecoando o ensinamento do Senhor: devemos dar a outra face. No entanto, apenas alguns versículos depois, em Romanos 13, ele diz que Deus estabeleceu autoridades civis como seus servos com o propósito de aprovar o que é bom e punir o que é mau (13.1-4).Às vezes, então, o mal é retribuído, e outras vezes não é — pelo menos não imediatamente.Tanto Paulo quanto Jesus reconheceram uma distinção importante que devemos lembrar entre a maneira como os cristãos devem responder ao mal sofrido por eles (tratada em Rm 12) e a execução do Estado de Direito (tratada em Rm 13).Os cristãos não devem fazer justiça com as próprias mãos. Em vez disso, devemos confiar a retribuição do mal às autoridades que Deus colocou em prática. As autoridades civis são um exemplo. Quando cumprem seus papéis corretamente, servem como um terror para a má conduta, mas não para a boa. Elas estão lá para executar fielmente o Estado de direito e punir aqueles que o violam.Entender que Deus é perfeitamente justo nos libertará para obedecer ao mandamento de Jesus de dar a outra face. Este não é um chamado para fingir que o mal sofrido por nós não é um mal ou para abraçar uma perspectiva desesperada que diz que não há justiça. Também não é um apelo a aceitar, quando somos vítimas, que não devemos recorrer às autoridades civis. Não; os cristãos são chamados a suportar o mal e podem fazê-lo porque ao Senhor pertence a vingança (Rm 12.19). Ocasionalmente, ele permite que a vingança seja realizada nesta vida, pois autoriza os governos humanos a “[portar] a espada” (13.4 NVI). Porém, no dia do Senhor, ele será aquele que executará diretamente a justiça, e todo o mal que é feito em seu mundo será recompensado na íntegra.Você e eu, então, somos livres para buscar a justiça das autoridades que Deus instituiu para proteger as pessoas e punir as irregularidades. Da mesma forma, somos livres para dar a outra face, resistindo ao desejo natural de lidar com nossas próprias mãos e decretar nossa própria vingança. A justiça virá, mas não de nossas mãos.Leia MATEUS 5.38-48 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Jr 6–8; Mt 21.23-46 

  11. 155

    6 de junho - Seja Sincero Consigo Mesmo

    Texto bíblico: Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui iniquidade e em cujo espírito não há dolo. (Sl 32.2)Em Os irmãos Karamázov, de Dostoiévski, um dos personagens dá a outro este conselho: “Acima de tudo, não minta para si mesmo. Um homem que mente para si mesmo e ouve sua própria mentira chega a um ponto em que não discerne nenhuma verdade em si mesmo ou em qualquer lugar ao seu redor e, assim, cai em desrespeito consigo mesmo e com os outros.”80 Quase três milênios antes, Davi também descreveu os potenciais efeitos do autoengano sobre como realmente somos.A honestidade é vital para a descoberta da felicidade. Pessoas alegres e satisfeitas não mentem para si mesmas ou para qualquer outra pessoa. Não podemos nos enganar e desfrutar de felicidade genuína; engano e felicidade não dormem na mesma cama.A Bíblia nos chama a sermos tão honestos sobre nós mesmos quanto é honesto sermos.Ela aponta um holofote para nosso coração e mente, revelando a verdade da situação humana.Somos informados de que vivemos em iniquidade, o que resulta em um viés interno inclinado a fazer o mal e uma natureza corrompida pelo pecado. Somos transgressores, indo aonde não devemos ir. Somos pecadores, incapazes de viver de acordo com nossos próprios padrões, muito menos com o padrão que Deus estabeleceu.A surpresa deste versículo é que Davi começa com a palavra “bem-aventurado” ou “feliz”, mas imediatamente introduz realidades duras, como nossa iniquidade e nossa capacidade de mentir a nós mesmos e a Deus sobre isso. Contudo, a razão pela qual ele pode fazer isso é porque a situação que ele enfrenta é mais do que igualada pela cura que Deus oferece.Observe que Davi não diz: Feliz é o indivíduo cuja iniquidade o Senhor não considera.Ele diz: “Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui iniquidade”. Porque Deus é santo, ele precisa considerar o pecado — mas ele o faz contra outra pessoa. Ele o atribui contra seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo. Encontramos nas palavras de Davi a incrível doutrina da justificação pela fé, que vemos pela primeira vez no relacionamento de Deus com Abraão, que “creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça” (Gn 15.6). No momento em que realmente acreditarmos que nossos pecados foram imputados ao nosso Salvador, seremos abençoados; seremos mais felizes do que nunca.Portanto, o caminho para a bênção começa com honestidade. Não somos boas pessoas que cometem um erro ímpar. Não somos indivíduos maravilhosos com algumas falhas que podem ser atribuídas à nossa educação, ao nosso ambiente ou a não termos conseguido dormir na noite passada. Somos pecadores com corações enganosos, que ficam aquém dos padrões gloriosos de Deus, e, por natureza, estamos em posição de herdarmos apenas a ira (Jr 17.9; Rm 3.23; Ef 2.1-3). Seja honesto sobre quem você é. Seja específico sobre como você pecou contra o Senhor. Então você estará pronto para abraçar a notícia mais alegre do mundo: que, a cada dia, embora “nossos pecados [sejam] muitos, a sua misericórdia é maior”.81Leia SALMO 38 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Jr 3–5; Mt 21.1-22 

  12. 154

    5 de junho - Adorando Através de Provações e Fadigas

    Texto bíblico: Tudo o que ele fazia o Senhor prosperava em suas mãos. (Gn 39.3)Se tudo o que José tivesse fosse sua famosa túnica de cores vivas, ele teria sido arruinado quando seus irmãos a tiraram dele e o venderam como escravo. Mas havia caráter dentro do homem que usava aquela túnica — e, quando José a perdeu, ele não perdeu o caráter.Em vez disso, continuou a ser formado e estruturado como escravo na casa de Potifar. Neste cadinho de aflição, Deus derramou bênção e favor sobre a vida de José.Teria sido compreensível se, sendo escravo em uma casa egípcia, José tivesse se retirado para um casulo de isolamento, recusando-se a se envolver no mundo ao seu redor, protestando contra o paganismo do Egito e ressentindo-se da autoridade de Potifar. Essa abordagem, no entanto, não lhe daria oportunidade de testemunhar. Em vez de se fechar, José aparentemente determinou que ele seria o melhor servo que Potifar já teve, pois sabia que, em última análise, ele servia a Deus.Enquanto José prosperava por causa da bondade de Deus, ele permaneceu um escravo.Sua vida cotidiana estava cheia de trabalho penoso — algo com que a maioria de nós pode se identificar! Porém, se você e eu queremos nos desenvolver nas piores ou mais mundanas circunstâncias, devemos aprender a aproveitar as experiências rotineiras da vida e ver a mão de Deus abençoando-as, sejam elas quais forem.Como José foi capaz de confiar em Deus através de suas provações, Potifar, nos é dito, viu que o Senhor estava com José e causou todo o seu sucesso. José não precisava dizer a Potifar que havia um favor especial em sua vida. Quando a bênção de Deus está em uma vida, ela será aparente — e às vezes, como vemos com Potifar, até mesmo os incrédulos não podem deixar de notar.Precisamos aprender a viver com a consciência de que cada assunto com o qual lidamos, cada momento que passamos e cada movimento que fazemos é uma oportunidade de trazer glória e louvor a Deus. Onde quer que estivermos, podemos (como Paulo escreveu àqueles que eram, como José, tanto o povo de Deus quanto escravizados) “[trabalhar] de todo o coração, como para o Senhor e não para homens, cientes de que [receberemos] do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que [estamos] servindo” (Cl 3.23-24). Somente quando entendemos que fomos criados para a glória de Deus, podemos transformar as provações e fadigas da vida em atos de adoração. Nossas responsabilidades, diz a Bíblia, são oportunidades para revelar nossa dependência de Deus e evidências de sua bênção. Quer sejamos diretores executivos de empresas ou varredores de rua, quer acabemos negociando ações, construindo casas ou trocando fraldas, seremos humildes e elevados conforme oramos: Ensina-me, meu Deus e Rei, A te ver em todas as coisas, E o que eu fizer em qualquer coisa, A fazê-lo como se fosse para ti.79Leia GÊNESIS 39 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Jr 1–2; Mt 20.17-34 

  13. 153

    4 de junho - Devemos Resplandecer

    Texto bíblico: Fazei tudo sem murmurações nem contendas, para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo. (Fp 2.14-15)Como pessoas que foram libertas pelo sangue de Cristo, devemos resplandecer. Deve haver uma glória sobre aqueles que conhecem a Jesus. Mas a murmuração sempre obscurecerá essa glória. Embora seja uma música infantil, estas letras devem sempre ressoar conosco: Abandone a sua casa na Rua da Murmuração E mude-se para a Praça Sol a Brilhar, Pois lá é o lugar onde Jesus vive, E tudo é alegria lá.É vital que os cristãos tenham uma compreensão sólida da realidade de que, por causa de Jesus, fomos purificados da culpa e da mancha do pecado. Temos uma liberdade notável em Cristo e, por meio da habitação do Espírito, experimentamos essa liberdade e a esperança que ela proporciona em meio ao caos da vida e num mundo que rejeita a Cristo. O Evangelho não é apenas um caminho inicial para a nossa fé; é o caminho por inteiro. E o Senhor gentilmente fornece lembretes constantes da verdade de que somos seus filhos para que possamos progredir em nossa caminhada com ele.Nossa posição em Cristo é inalterável. Uma vez que fomos adotados em sua família, Deus nunca afrouxará sua mão sobre nossa alma. Durante nossa melhor semana, não estamos mais perto de Deus do que durante nossa pior semana, porque nossa posição com o Pai é construída sobre a justiça de Cristo, não sobre a nossa. Somos reconciliados com Deus não por causa de algo feito por nós ou de dentro de nós, mas para nós.Como Martinho Lutero disse, de certa forma, o Evangelho está inteiramente fora de nós.78 Se olharmos constantemente para dentro para ver quão bem estamos indo, sentiremos como se não tivéssemos posição diante de Deus. Todavia, quando percebermos que o propósito eterno de Deus é nos conformar à imagem de seu Filho, e que o processo contínuo de obedecer a Cristo permite isso, começaremos a experimentar a alegria capacitada pelo Espírito que Deus tão graciosamente provê. Quando isso acontecer, teremos muito menos motivos para reclamar! Devemos desenvolver nossa própria salvação com temor e tremor, porque é a boa obra de Deus em nós que nos permite viver para o seu prazer e, ao fazê-lo, para nossa alegria e contentamento (Fp 2.12-13). Ao fazermos isso, aprendemos a resplandecer de fato — e os outros verão Cristo através de nós. Então, sobre o que você anda resmungando? A glória de ser um filho de Deus esfriou para você? Hoje, quando perceber que está prestes a murmurar, seja em seu próprio coração, seja para outra pessoa, transforme essas palavras em palavras de gratidão por tudo o que o Senhor fez e está fazendo por você. Então você irá resplandecer.Leia MATEUS 5.1-16 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Os 12–14; Mt 20.1-16 

  14. 152

    3 de junho - Deixando um Legado

    Texto bíblico: Sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério. (2Tm 4.5)Cada um de nós está deixando um legado. Todos os dias, estamos adicionando algo ao retrato de nossa vida e, um dia, aquilo que deixamos para trás — nossas decisões, nossas contribuições, nossas prioridades — permanecerá, pelo menos por um tempo, para que outros reflitam e considerem.No final da segunda carta de Paulo a Timóteo, encontramos as palavras de um homem mais velho cuja vida estava chegando ao fim: “Estou sendo já oferecido por libação” (2Tm 4.6). Nesse contexto, ele exorta Timóteo a levar suas responsabilidades a sério, a considerar seu legado e a contemplar os legados úteis e os prejudiciais deixados por muitos que Paulo encontrou.No capítulo inicial, Paulo lembrou a Timóteo que “todos os da Ásia me abandonaram; dentre eles cito Fígelo e Hermógenes” (2Tm 1.15). Esses indivíduos recebem uma menção na Bíblia, e é para registrar o fato de que abandonaram um homem necessitado. Paulo também alerta Timóteo a estar atento a pessoas como Himeneu e Fileto, cuja “linguagem […] corrói como câncer” e que “se desviaram da verdade”, ou como Alexandre, o latoeiro, o qual, diz Paulo, “causou-me muitos males” (2.17-18; 4.14). Quando olhamos para os retratos que esses indivíduos deixaram para trás, vemos um legado de deserção, falso ensino e oposição ao Evangelho.Mas a carta de Paulo também está repleta de menções àqueles que deixaram legados úteis e benéficos. Por exemplo, Loide e Eunice demonstraram fé sincera, a qual Paulo tem certeza de que agora habita no jovem pastor Timóteo (2Tm 1.5). Da mesma forma, Paulo exorta seu protegido a se lembrar de Onesíforo, que, “muitas vezes, me deu ânimo e nunca se envergonhou das minhas algemas; antes, tendo ele chegado a Roma, me procurou solicitamente até me encontrar” (v. 16-17). Onesíforo deixou um legado de fé, coragem e convicção. Se ele dissesse que estaria em algum lugar, ele estava lá. Era um homem em quem Paulo podia confiar plenamente.Todos nós estamos deixando um legado. Quando saímos de uma sala, deixamos para trás o aroma de Cristo, que espalha o conhecimento dele por toda parte (2Co 2.15-16), ou deixamos o cheiro menos agradável da autopromoção, ou o vácuo de dizer e não ser nada demais.Um legado de fidelidade, piedade, bondade, gentileza, honestidade, integridade, amor e paz é um legado que será lembrado com carinho. O mais importante, porém: ele irá direcionar as pessoas para aquele cuja vida mais importa — o Senhor Jesus.Um legado é o acréscimo de decisões diárias para fazer a diferença para Cristo: amar a ele e amar o nosso próximo, buscar a paz e falar dele. Hoje, você construirá uma pequena — ou talvez grande — parte de seu próprio legado. Portanto, faça a obra que Deus preparou para você fazer e faça a diferença para ele. Afinal, nunca sabemos quando acabamos de fazer nosso depósito final no legado que estamos deixando.Leia TITO 2.2-14 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Os 9–11; Mt 19 

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    2 de junho - Ele Achará Fruto?

    Texto bíblico: E, vendo de longe uma figueira com folhas, foi ver se nela, porventura, acharia alguma coisa. Aproximando-se dela, nada achou, senão folhas; porque não era tempo de figos. Então, lhe disse Jesus: Nunca jamais coma alguém fruto de ti! E seus discípulos ouviram isto. (Mc 11.13-14)Aqui está uma narrativa “cheia de dificuldades”.77 O que é surpreendente sobre Jesus amaldiçoar uma figueira aqui é que este é um milagre de destruição. Tudo o mais que vemos Jesus fazendo até este ponto no Evangelho de Marcos foi um milagre de transformação ou de restauração. Como essa é uma aberração completa em contraste com as outras ações de Jesus, precisamos nos aprofundar em seu significado.No Antigo Testamento, tanto a videira quanto a figueira são rotineiramente usadas como metáforas para descrever o status dos israelitas diante de Deus. Quando frutos bons estão crescendo da videira ou da árvore, tudo está bem; quando frutos maus ou nenhum fruto está crescendo, o povo de Deus se desviou.Enquanto Jesus observava o vazio total que era representado nas atividades religiosas naquela época, estas palavras do profeta Miqueias podem ter vindo à sua mente: “Ai de mim! Porque estou como quando são colhidas as frutas do verão, como os rabiscos da vindima: não há cacho de uvas para chupar, nem figos temporãos que a minha alma deseja” (Mq 7.1).Jesus amaldiçoar uma figueira, então, estava longe de ser arbitrário. Esta cena foi uma parábola de simbolismo profético. Ele usou a figueira para demonstrar o julgamento que estava prestes a cair sobre Jerusalém. Jesus havia chegado ao centro da vida religiosa em busca de abundância em oração e frutos, e não havia encontrado nada disso. A figueira estéril era emblemática de um legalismo cerimonial e religioso que alegava satisfazer o coração faminto e agradar a Deus, mas, quando as pessoas se comprometiam com tal religião, não havia nada lá para satisfazer — e esse ato do Filho divino mostra que Deus estava longe de estar satisfeito.Tal aviso profético tem algum significado para nós, que vivemos tão longe de figueiras e templos? Sim! O desafio de dar bons frutos também é para nós. No entanto, também devemos ter cuidado para não confundir as observâncias religiosas ou a justiça própria que obedece às regras com o fruto verdadeiro. O povo de Deus está sempre em perigo de um legalismo vazio substituindo um relacionamento vibrante. Qual é a maneira de prestar atenção à advertência da figueira seca? Em outro lugar, Jesus nos diz: “Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, [o Pai] o corta […]. Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15.2, 5). Em outras palavras, não devemos procurar melhorar, e sim conhecer mais a Jesus.Algum aspecto do que essa figueira representa é verdadeiro para sua vida? Quando Jesus vier e nos sondar, encontrará fruto em nossos ramos? Ele achará fé? Permaneça humildemente conectado a Jesus, nossa Videira, e seu Espírito produzirá em você o próprio fruto que ele está procurando.Leia JOÃO 15.1-11 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Os 5–8; Mt 18.21-35 

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    1 de junho - O Fardo do Profeta

    Texto bíblico: O oráculo que o profeta Habacuque viu. (Hc 1.1)74 A importância dos verdadeiros profetas nunca esteve em quem eles eram, mas na mensagem que proclamavam. O mesmo deveria ser dito de nós também.Veja Habacuque, por exemplo. O conteúdo biográfico sobre ele é praticamente inexistente.Tudo o que sabemos sobre ele é derivado do livro de profecia que leva seu nome, e isso nos diz muito pouco; você não pode encontrá-lo em nenhum outro lugar do Antigo Testamento. Todavia, esse silêncio é significativo. As credenciais de Habacuque estavam inteiramente em seu chamado.Encontramos essa mesma perspectiva em toda a profecia bíblica. Sabemos mais sobre alguns profetas do que outros, mas mesmo as coisas que sabemos não são profundas ou convincentes.Amós, por exemplo, era simplesmente um “boieiro e colhedor de sicômoros” antes que Deus colocasse a mão sobre ele (Am 7.14). De igual forma, quando João Batista foi pressionado por informações sobre quem ele era, testemunhou: Eu sou a voz do que clama no deserto. Sou uma lâmpada que está alumiando por algum tempo, mas Jesus é a Luz do Mundo. Sou um dedo que aponta para Cristo; convém que ele cresça e que eu diminua (veja Jo 1.23; 5.35; 3.30).Neste versículo de abertura de Habacuque, a palavra para “oráculo” às vezes é traduzida como “fardo”.75 Qual era o fardo? Foi o fardo que o profeta sentiu ao ver as coisas de acordo com a visão que Deus tinha dado, de olhar para circunstâncias que outros tinham visto, mas não entendiam, e de trazer a sabedoria e os desígnios de Deus para aqueles que ouviam.Apesar de nossas preocupações modernas com personalidades e credenciais, na pregação, ensino e compartilhamento do Evangelho, é a mensagem que deve sempre ser o foco principal. Cada sermão pregado, lição ensinada e conversa do Evangelho que temos acaba murchando como grama. Seu único valor é encontrado à medida que a verdade infalível e a confiabilidade da Palavra de Deus se ancoram na alma do ouvinte. Como David Wells escreve, a pregação — e qualquer forma de comunicação da verdade de Deus, baseada na Palavra de Deus — “não é uma conversa, um bate-papo sobre algumas ideias interessantes… Não! É Deus quem está falando! Ele fala através dos lábios balbuciantes do pregador, onde a mente desse pregador está no texto da Escritura e seu coração está na presença de Deus.”76 Quer sejamos chamados a pregar, ensinar ou compartilhar a Palavra de Deus com o próximo, há uma lição importante aqui: em nosso âmago, deve haver uma humildade genuína que vem da compreensão da natureza convincente do chamado de Deus sobre nossa vida.Contudo, também deveria haver uma certa empolgação com isso, pois a que preferiríamos dar nossa vida, se não a esta mensagem que é muito maior do que nós mesmos, cujos efeitos na vida dos outros durarão toda a eternidade? Hoje, não se preocupe tanto com as aptidões e habilidades do mensageiro; em vez disso, preocupe-se em compartilhar a mensagem, da maneira como foi chamado para fazer isso e com quem quer que seja.Leia ROMANOS 10.11-17 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Os 1–4; Mt 18.1-20 

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    31 de maio - Nunca Superamos

    Texto bíblico: E a vós outros também que, outrora, éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas, agora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, para apresentar-vos perante ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis, se é que permaneceis na fé, alicerçados e firmes, não vos deixando afastar da esperança do evangelho que ouvistes e que foi pregado a toda criatura debaixo do céu. (Cl 1.21-23)A maioria dos ocidentais do século XXI diria que os seres humanos são, em geral, bons.Um dia de notícias, no entanto, rapidamente questionará tal noção. E um dia em nossa própria companhia também deve minar essa alegação. Afinal, se formos completamente honestos, devemos admitir que nosso próprio coração é rebelde e sem controle — e as soluções populares para esse problema, como maior educação ou mudanças nas circunstâncias sociais, nunca parecem consertar as coisas. A humanidade continua uma bagunça.Quando nos voltamos para a Bíblia, descobrimos uma verdade feia sobre nós mesmos: a razão pela qual nos sentimos alienados das pessoas ao nosso redor — a razão pela qual às vezes me sinto alienado de mim mesmo — é porque estamos alienados de Deus. Nossa alienação horizontal é indicativa de uma alienação vertical muito mais grave. Deus nos fez para que pudéssemos ter um relacionamento com ele, mas a nossa mente está afastada dele. Não pensamos nele. Nós não o amamos. Nós nem mesmo o procuramos.Contudo, também há boas notícias. Como seguidores de Cristo, enquanto outrora estávamos definhando, agora fomos renovados. Estávamos alienados, mas agora fomos reconciliados.Vivíamos num lugar escuro, e agora fomos trazidos para a luz. Estávamos presos, e agora fomos libertos. Estávamos mortos, e agora vida nos foi dada juntamente com Cristo. Essa é a experiência daqueles que conhecem a Deus como ele se revelou por meio de sua Palavra.Essa transformação não é simplesmente o resultado de uma decisão de renovar a vida.Em algum momento, a maioria de nós pensou: “Estou virando uma nova página e fazendo uma mudança. Serei mais grato este ano do que fui no ano passado.” E que bom! Não há nada de errado com isso. Nossos amigos e familiares provavelmente ficariam felizes em ouvir isso. Só que isso, de maneira isolada, não é o objetivo final para um cristão. Antes, a mudança na vida do cristão é motivada e iniciada pela graça salvadora de Deus. Continuamos como começamos: pela graça.As Boas Novas do Evangelho são o fato de que Jesus, o Nazareno, veio em nosso favor para pôr fim à nossa alienação. Ele, e apenas ele, fez o que mais precisávamos, mas não podíamos fazer por nós mesmos. Portanto, o chamado para nós é muito simples: “[permanecermos] na fé […] não [nos] deixando afastar […] do evangelho”. Nunca precisamos nos afastar do simples Evangelho do Cristo crucificado, ressurreto e reinante; na verdade, não ousamos. E, no entanto, como é fácil para nós esfriarmos diante dessas verdades; como é fácil para a familiaridade produzir, se não desprezo, então complacência. Portanto, considere seu coração honestamente. Reconheça o seu pecado. E volte ao Evangelho mais uma vez, admirado pelo fato de “que tu, meu Deus, devesses morrer por mim”.73Leia SALMO 32 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: 2Rs 24–25; Mt 17 

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    30 de maio - Provisão Prometida

    Texto bíblico: Perguntou-lhes Jesus: Filhos, tendes aí alguma coisa de comer? Responderam-lhe: Não.Então, lhes disse: Lançai a rede à direita do barco e achareis. Assim fizeram e já não podiam puxar a rede, tão grande era a quantidade de peixes. (Jo 21.5-6)O que levamos a Jesus? Apenas a nossa necessidade.A cena da pesca pós-ressurreição em João 21 ecoa uma cena de pesca anterior para os discípulos no Mar da Galileia, registrada em Lucas 5. Em ambas as histórias, apesar de sua experiência profissional de pesca, os discípulos se afadigaram mais e mais, todavia não pegaram nada. Em ambos os casos, Jesus apareceu e fez com que voltassem com uma tremenda carga de peixes. O primeiro encontro foi para ensiná-los a serem pescadores de homens; o segundo foi para lembrá-los de continuar em seu trabalho de acrescentar ao Reino de Deus.Ambos os milagres ilustraram a questão de que os discípulos só poderiam ter sucesso através do poder de Deus. Jesus estava tanto no controle do Mar da Galileia, quando os discípulos não pescaram nada, quanto ele estava quando pescaram tudo. Ele era tão soberano sobre o vazio deles quanto sobre a plenitude deles. Cristo deseja que vejamos nossa pobreza, a fim de podermos nos curvar maravilhados diante de sua provisão. Quando você e eu estamos bem conscientes de nosso próprio vazio, podemos confiar que Deus está no controle disso também.Ele nos convida a buscar que cada vazio na vida seja preenchido com a bondade e a força dele.Quando Jesus chamou os discípulos para perguntar se eles haviam pescado algum peixe, 72 ele os forçou a enfrentar sua condição de carência e a responder honestamente. Cristo também tem perguntas para nós em nosso vazio hoje. Ele não está procurando desculpas, diálogos ou debates. Ele quer que reconheçamos honestamente nossa necessidade. A condição dos discípulos reflete a nossa: sem a ajuda do Senhor, não podemos nem mesmo fazer o que somos bons em fazer. Não podemos falar nem ouvir, cantar nem escrever, trabalhar nem brincar sem a graça capacitadora de Deus. Como Jesus já havia dito no Evangelho de João: “Sem mim nada podeis fazer” (Jo 15.5).Jesus não abandonou os discípulos à miséria deles, nem providenciou apenas o suficiente para sobreviverem; ele proveu abundantemente uma grande quantidade. Tal provisão reflete como, ao prometer a vida eterna a todos os que creem nele, Jesus continua a dar incomensuravelmente mais do que poderíamos pedir ou imaginar. Quando Cristo intervém em nossa vida pelo seu Espírito, ele não faz correr apenas um fio d’água através da vida para nos provocar; ele promete que de nosso coração fluirão rios de água viva (Jo 7.38). Assim como Jesus passou a convidar os discípulos para a praia, a fim de tomarem café da manhã com ele (21.9-10), ele o convida à própria mesa para saciar sua fome. E, enquanto ele o convida para se juntar à mesa, ele também vem até você no caminho, oferecendo força mais do que suficiente para a jornada.Jesus disse: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos” (Mt 5.6). Traga sua necessidade a ele hoje. Seja honesto sobre sua própria falta. E então confie que ele dará muito mais do que você precisa para caminhar em direção ao seu lar celestial, servindo aos propósitos gloriosos dele enquanto você caminha.Leia JOÃO 21.1-14 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: 2Rs 22–23; Mt 16 

  19. 147

    29 de maio - O Significado da Cruz

    Texto bíblico: Tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus. (Rm 3.26)Sem a morte de Cristo na cruz, não há Evangelho. É por meio do sacrifício de Jesus que Deus Pai tornou possível a homens e mulheres pecadores terem comunhão com ele. Se quisermos conhecer a Deus, devemos encontrá-lo no Senhor Jesus Cristo.Somente através da cruz, Deus mostra justiça em punir o pecado e misericórdia em perdoá- lo, abrindo o caminho para pessoas como você e eu entrarem no céu sem arruinar a santidade dele. A cruz é a resposta de Deus ao próprio pecado e à sua ira contra o pecado.Para aqueles que não acreditam, a resposta de Deus parece absolutamente tola, mas aqueles que acreditam entendem que a cruz é o próprio poder de Deus (1Co 1.18).Se Deus simplesmente negligenciasse o pecado ou parasse de se irar com ele, então ele deixaria de ser Deus; pois a justiça de Deus é inerente ao seu caráter, e a justiça exige que o pecado seja punido. Ele não pode fechar os olhos para o mal. Esta é uma notícia maravilhosa para nós, quando sofremos nas mãos dos outros; também é uma notícia muito séria para nós, porque somos pecadores.A cruz de Cristo é a maneira pela qual Deus pode ser justo e declarar inocentes os pecadores que colocaram sua fé neste Salvador crucificado. Para lidar com o pecado, Deus, em sua graça, enviou seu próprio Filho para receber o castigo que os pecadores merecem. Nossa salvação é por meio de substituição. Pare e reflita sobre isso. É impressionante, primeiro, que Deus apresentasse esse plano e, segundo, que ele fosse adiante com isso. Considerar a cruz deve sempre nos levar a um louvor em admiração e humildade.Essa substituição é o motivo pelo qual todos os sacrifícios do Antigo Testamento apontam para Jesus. Na morte de Cristo, a ira de Deus, que é sua disposição justa para com o pecado, é satisfeita, e seu amor por nós é ampliado. Homens e mulheres que passam a confiar em Jesus não precisam mais enfrentar sua ira; em vez disso, somos convidados a nos alegrar com o amor demonstrado na cruz. De fato, todas as bênçãos e benefícios do Evangelho se tornam nossos como resultado do que Jesus realizou em sua vida, morte e ressurreição.Jesus veio para sofrer toda a condenação de Deus pelo pecado. Quando Cristo tomou o nosso lugar, ele trouxe à cruz o julgamento que merecemos e devemos encarar no último dia, para que possamos estar diante do trono de Deus e dizer: “Eu estou com ele. Ele viveu a vida que eu não poderia viver. Ele morreu no meu lugar.” Em sua primeira carta, João escreve sobre como às vezes “nosso coração nos [acusa]” (1Jo 3.20). Esta é uma experiência comum a toda a humanidade. Mas o cristão não precisa cauterizar sua consciência para silenciar a voz acusadora, nem deve ser esmagado por essa voz.Podemos ser muito honestos sobre a profundidade de nossa pecaminosidade, porque o amor de Deus é ainda mais profundo. “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1). Jesus veio ao nosso encontro na cruz. Pecador perdoado, você irá encontrá-lo e se maravilhar lá com ele?Leia LUCAS 15.11-32 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: 2Rs 19–21; Mt 15.21-39 

  20. 146

    28 de maio - Discórdia e Divisão

    Texto bíblico: Vós, porém, amados, lembrai-vos das palavras anteriormente proferidas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo, os quais vos diziam: No último tempo, haverá escarnecedores, andando segundo as suas ímpias paixões. São estes os que promovem divisões, sensuais, que não têm o Espírito. (Jd 17-19)As pessoas que procuram causar divisão não eram exclusivas da igreja do primeiro século; elas estiveram ativas ao longo da história da igreja. A instrução de Judas aqui é, portanto, tão prática para nós hoje quanto para os crentes a quem ele escreveu em primeiro lugar.Aqueles que causavam divisão na igreja primitiva compartilhavam uma combinação prejudicial de erro moral e doutrinário. Eles estavam desprovidos do Espírito, promovendo a sensualidade e “andando segundo as suas paixões” (Jd 16), mas de alguma forma conseguiram se infiltrar entre o povo de Deus. Judas os descreve como “rochas submersas” (v. 12), que ficam apenas o suficiente abaixo da superfície da água para passar despercebidas e, no entanto, são capazes de causar estragos absolutos se algum navio as atingir. De fato, essas rochas são capazes de afundar esse navio.Em resposta a esses charlatães, Judas exortou seus companheiros crentes a não esquecer as “palavras anteriormente proferidas pelos apóstolos”, que haviam advertido que “no último tempo” — o tempo entre a ascensão e o retorno do Senhor — haveria aqueles que zombariam do ensino de Cristo e de seus apóstolos escolhidos, e tolerariam ou até promoveriam o comportamento impelido por nossos desejos. Na providência de Deus, a igreja primitiva foi prevenida para não ser pega com a guarda baixa por aqueles que, dessa forma, causariam divisões — e, na verdade, nós também somos alertados quanto a isso.No entanto, a Palavra de Deus não nos chama apenas a estar atentos àqueles que criam discórdia e divisão; também nos direciona a lidar misericordiosamente com aqueles que lutam com dúvida genuína. Devemos nos “[compadecer] de alguns que estão na dúvida” e “[salvá-los], arrebatando-os do fogo”, do erro e do pecado (Jd 22-23), enquanto resistimos ao ensino e aos objetivos dos falsos mestres. Manter esse equilíbrio é um grande desafio! E, no entanto, Judas não se esquiva da exortação. Os crentes que estão seguros em sua fé e doutrina são chamados a restaurar os caídos em um espírito de gentileza (veja Gl 6.1) e a intervir na vida daqueles que estão brincando com fogo.Uma vez que Deus o salvou e guardou, você é chamado a estar alerta ao perigo e tirar os outros da chama, de forma corajosa, mas gentil. E você é chamado a se manter no amor de Deus e a orar diligentemente (Jd 20), para ser capaz de detectar erros e resistir àqueles que dividem a igreja de Deus. Então você será capaz de ficar de pé com seus irmãos e irmãs e dizer com Judas: “Ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos.Amém!” (v. 25).Leia JUDAS 1-25 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: 2Rs 17–18; Mt 15.1-20 

  21. 145

    27 de maio - Combatendo a Preguiça Espiritual

    Texto bíblico: Um pouco para dormir, um pouco para tosquenejar, um pouco para encruzar os braços em repouso, assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado. (Pv 24.33-34)Todos nós já vimos isso. Nos mundos dos esportes, dos negócios e das universidades, indivíduos menos talentosos muitas vezes vão mais longe do que aqueles com maiores habilidades, devido a uma característica: diligência. Tais pessoas estão dispostas a levar a sério o desafio da preguiça e fazer o que precisam para superar o fascínio dessa preguiça.Provavelmente você é uma dessas pessoas ou aspira e trabalha para ser.Porém, se formos honestos com nós mesmos, essa mesma diligência muitas vezes está ausente em nossa vida espiritual.Se você e eu quisermos combater a preguiça espiritual, precisamos de uma espécie de avaliação: temos alguma indicação de como estamos indo? Quando refletimos sobre o ano passado, fizemos algum progresso? Fizemos alguma memorização da Bíblia recentemente? Usamos “momentos ociosos” para ler ou meditar na Palavra ou orar a nosso Senhor? Ou a preguiça nos levou a fazer o que é fácil, e não o que é melhor, e nos impediu de armazenar a Palavra de Deus dentro de nosso coração? Quando nos pedem que participemos no serviço cristão, como reagimos? Talvez não seja uma recusa de imediato, mas até mesmo uma pitada de relutância é um sinal perigoso. E quanto a ouvir a Palavra de Deus quando é pregada, quando nos atinge com poder e impacto e sabemos que exige aplicação e mudança? Agimos como cumpridores da Palavra, e não apenas como ouvintes (Tg 1.22)? Suas respostas a essas perguntas podem ajudá-lo a seguir em frente e evitar o gotejamento lento da preguiça (uns minutos a mais na cama em vez de um devocional matinal aqui, uma temporada de uma série em vez de uma reunião de oração, ou uma partida de esportes no lugar de uma conversa sobre Jesus lá), que leva à pobreza espiritual. Não se torne um mestre de negócios espirituais inacabados e boas intenções não cumpridas. Muitas vezes, todos os planos iniciados e mensagens de carinho a alguém, as muitas palavras de arrependimento e pedidos de ajuda morrem em nossa mente enquanto nos reviramos na cama, “Como a porta se revolve nos seus gonzos” (Pv 26.14). Fuja desse comportamento e, em vez disso, corra para Cristo, pedindo a ele que sacuda o seu coração e o transforme em um homem ou mulher de ação.Você quer ser útil a Deus? Você deseja fazer a diferença: alcançar as pessoas nos mares da vida, em todos os seus problemas e vazios, e fazer parte dos meios pelos quais Deus edifica sua igreja? Não negligencie sua alma dando espaço à preguiça. Sem diligência em seu relacionamento com Deus, você não produzirá frutos verdadeiros em sua vida. “Amanhã” é a palavra favorita do diabo. “Eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2Co 6.2, ênfase acrescentada). Seja útil a Deus agora.Leia PROVÉRBIOS 24.27-34 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: 2Rs 15–16; Mt 14.22-36 

  22. 144

    26 de maio - A Palavra Imutável de Deus

    Texto bíblico: Pela fé, Abraão, quando posto à prova, ofereceu Isaque; estava mesmo para sacrificar o seu unigênito aquele que acolheu alegremente as promessas, a quem se tinha dito: Em Isaque será chamada a tua descendência. (Hb 11.17-18)A vida pode parecer esmagadora. Cada dia traz novos desafios, mesmo que os antigos continuem sem resolução. É fácil permitir que nossa fé esbarre na pedra de tropeço de nossa própria falta de compreensão sobre nossas circunstâncias — pegar o bastão da fé, por assim dizer, e jogá-lo no chão, dizendo: “Estou acabado. Não posso correr mais nem um metro.” Nesses momentos, a Palavra de Deus nos encoraja a lembrar que a fé cristã é uma fé duradoura que permanece resoluta. É possível permanecer obediente aos mandamentos de Deus, mesmo quando tudo ao nosso redor parece contradizer o que ele prometeu.Até a cruz, talvez em nenhum lugar na Escritura encontramos um momento mais esmagador do que na vida de Abraão. Foi um momento que ocorreu inteiramente por instigação de Deus: Acrescentou Deus: Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei. […] Chegaram ao lugar que Deus lhe havia designado; ali edificou Abraão um altar, sobre ele dispôs a lenha, amarrou Isaque, seu filho, e o deitou no altar, em cima da lenha; e, estendendo a mão, tomou o cutelo para imolar o filho. (Gn 22.2, 9-10)O mandamento de Deus a Abraão era claro — e, no entanto, parecia contradizer a promessa de Deus de que, por meio da descendência de Abraão, “todas as nações da terra” seriam “benditas” e que “por Isaque será chamada a tua descendência” (v. 18; 21.12). O cumprimento das promessas de Deus dependia da sobrevivência de Isaque. Se Isaque morresse, como a promessa poderia ser cumprida? No entanto, Abraão ainda obedeceu. Mesmo que suas circunstâncias pudessem tê-lo levado a duvidar e questionar a Palavra de Deus, pela fé Abraão disse: Deus tem um plano nisso. Sua promessa é que, por meio de Isaque, todas as nações da terra serão benditas. Portanto, ele deve trazê-lo de volta à vida — para ressuscitá-lo dentre os mortos (Hb 11.19). É por isso que antes, quando Abraão havia saído para realizar o sacrifício ordenado, ele disse a seus servos: “Esperai aqui, com o jumento; eu e o rapaz iremos até lá e, havendo adorado, voltaremos para junto de vós” (Gn 22.5, ênfase acrescentada). Que expressão de fé! Não deixe isto passar batido: quando a ordem foi dada a Abraão, ele obedeceu. Embora parecesse contradizer diretamente as promessas que Deus havia feito, Abraão fez seu trabalho e decidiu deixar Deus fazer o dele.Nós também podemos fazer isso. Não permita que suas circunstâncias, por mais assustadoras que sejam, diminuam sua obediência ou façam você questionar as promessas de Deus.Séculos depois que Abraão e Isaque subiram e desceram aquela montanha, o próprio Filho de Deus ressuscitou da sepultura ao lado dessa mesma montanha, como o testemunho final da verdade de que Deus cumpre suas promessas. Portanto, você pode enfrentar com confiança, esperança e oração o que quer que o hoje traga, dizendo: “Eu posso continuar. Ainda não acabou. Deus fará a sua parte, e assim eu posso fazer a minha.”Leia GÊNESIS 22.1-19 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: 2Rs 12–14; Mt 14.1-21 

  23. 143

    25 de maio - Preparando-se para a Morte

    Texto bíblico: Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se estiveras aqui, não teria morrido meu irmão.Mas também sei que, mesmo agora, tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá.Declarou-lhe Jesus: Teu irmão há de ressurgir. Eu sei, replicou Marta, que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia. Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto? (Jo 11.21-26)Nenhum de nós sabe o que um dia trará. Na verdade, todos nós vivemos com uma medida de incerteza; não podemos estar preparados para todas as provações que surgem em nosso caminho. De fato, como muitos apontaram, a única certeza da vida é que ela terminará.Vivemos em um mundo caído e sabemos que “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23).Morrer, portanto, é uma realidade para a qual precisamos nos preparar.Qualquer consideração sobre a morte e sobre morrer que não preste muita atenção às palavras de Jesus é incompleta. Um ótimo lugar para começar, então, é a instrução sólida que Jesus forneceu logo após a morte de seu amigo Lázaro.Como se esperaria, as irmãs enlutadas de Lázaro estavam profundamente preocupadas com o que havia acontecido com seu irmão. Em resposta, Jesus disse que Lázaro ressuscitaria.Marta, não entendendo completamente essa declaração, disse: “Eu sei […] que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia”. Nesse momento, Jesus levou a conversa um passo adiante, dizendo: “Eu sou a ressurreição e a vida”.E então veio o desafio para Marta: “Crês isto?” Sua resposta a essa pergunta afeta tanto como você vive quanto como lida com a morte.Jesus não apenas venceu a morte, mas abriu um caminho para que você vença a morte também.Quando você acredita que Jesus é a ressurreição e a vida, mesmo que a sua estrutura física falhe, a morte simplesmente se torna uma transição, uma passagem de um reino da vida para outro.Um desafio que os crentes enfrentam em relação à morte não é simplesmente nos prepararmos para sua iminência, mas também aprender a ajudar os outros a enfrentá-la. Porém, não importa a situação, as palavras de Jesus fornecem a base para o conselho afetuoso. Devemos falar tanto biblicamente quanto honestamente, explicando a realidade da eternidade e a esperança que é encontrada em Jesus. Nossas palavras, ecoando as de Cristo, não devem ser abruptas ou insensíveis, mas cheias de sabedoria e de graça.Você não pode saber como viver até que tenha resolvido a questão de como morrer. O amanhã não é prometido a nenhum de nós, mas a eternidade é garantida a todo seguidor daquele que é a ressurreição e a vida. Você pode se preparar — e a seus amigos e entes queridos — para enfrentar o dia da morte com calma e confiança, em vez de ter medo e incerteza, mantendo próximas estas preciosas palavras: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente.” Sim, cremos nisto.Leia JOÃO 11.1-44 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: 2Rs 10–11; Mt 13.31-58 

  24. 142

    24 de maio - Lançando Todas as Suas Preocupações

    Texto bíblico: Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. (1Pe 5.6-7)A ansiedade pode aumentar às vezes, quando menos esperamos, e rapidamente nos sobrecarregar.Ou pode ocupar uma residência indesejada e aparentemente permanente em nossa vida. Poucas pessoas não a experimentam; pode assumir rostos diferentes e pode ser impelida por circunstâncias diferentes, mas o problema em si é notavelmente comum.Quando enfrentamos a ansiedade, muitas vezes tentamos ignorá-la distraindo a mente: “Deixe-me ouvir música. Deixe-me dar uma volta. Deixe-me correr alguns quilômetros. Deixe- me fazer alguma coisa… Apenas me deixe fugir!” Observe, porém, que, neste versículo, Pedro não diz que devemos negar, ignorar ou fugir da ansiedade. Em vez disso, devemos “[lançar] sobre ele toda a [nossa] ansiedade”. A palavra grega para “lançar” aqui é uma palavra de ação decisiva e enérgica. Pode ser usada para descrever o descarte de um saco de lixo. Não nos esforçamos muito para movê-lo; simplesmente o pegamos e jogamos na lixeira. De igual forma, em vez de passar por nossos dias pressionados pelo fardo da ansiedade, devemos lançá-lo, arremessá-lo, sobre o Senhor.Fazer isso exige que desistamos de nosso orgulho — nosso desejo de controlar e triunfar sobre as circunstâncias. Ser humilde é o que nos permite entregar nossas preocupações a Deus: a presença da humildade leva à ausência da ansiedade. Quando tentamos lidar com as coisas em nossas próprias mãos através de muita preocupação, indicamos uma ausência de humildade; estamos mais preocupados com nós mesmos do que com nosso Pai celestial, ou estamos mais determinados a navegar nosso próprio curso do que a deixar isso com ele.Sempre haverá uma circunstância que pode nos deixar ansiosos. Pedro não se refere a nenhuma circunstância específica; em vez disso, ele aborda a ansiedade produzida pelas circunstâncias.Nossa ansiedade em si é o que lançamos sobre o Senhor, fazendo exatamente o que a Bíblia manda fazer: humilhar-nos sob a mão de Deus, dizendo “Meu Pai sabe o que é melhor. Ele cuida de mim melhor do que eu posso cuidar de mim mesmo.” Quando as preocupações nos sobrecarregam, podemos nos recusar a ser sobrecarregados por elas, lembrando- nos da disposição do Senhor de ajudar.Você pode estar passando por dificuldades hoje, imaginando como chegará ao dia seguinte.Talvez tenha passado muito tempo desde que você se ajoelhou ao lado de sua cama e realmente lançou seu fardo sobre o único que é capaz de carregá-lo, dizendo: “Deus, não posso viver minha vida com esse fardo nas costas. Toma-o. É teu.” Se essa pessoa é você, não hesite mais. Lance suas preocupações nos braços amorosos de seu Pai celestial e experimente a liberdade e a paz que somente ele pode prover.Leia LUCAS 12.22-34 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: 2Rs 7–9; Mt 13.1-30 

  25. 141

    23 de maio - Eu Quero Ver

    Texto bíblico: Pôs-se a clamar: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim! E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele cada vez gritava mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim! Parou Jesus e disse: Chamai-o. (Mc 10.47-49)Ao redor do cego, a Páscoa se aproximava e a multidão se amontoava. Havia uma grande sensação de antecipação. Para a maioria da multidão, não havia tempo para parar — certamente não para os mendigos sempre presentes que estavam nos portões da cidade. Eles estavam sempre lá, bem conhecidos das pessoas nos arredores de Jericó. Muitos da multidão provavelmente teriam visto com tanta frequência esse homem cego, Bartimeu, que nem o notavam mais.A multidão estava tão consumida por Jesus, que Bartimeu provavelmente foi considerado um terrível inconveniente. A reação deles aos seus clamores por misericórdia — repreendê-lo e tentar silenciá-lo — sugere que eles pensavam que esse membro marginalizado da sociedade claramente não poderia fornecer nenhuma contribuição útil para o que Jesus estava fazendo.Porém, ao tentar silenciá-lo, eles se tornaram uma barreira para a missão de Jesus — a mesma pessoa que afirmavam estar seguindo e a mesma causa que afirmavam estar buscando.Esse cego em particular não tinha apenas um interesse pequeno em Jesus, então ele continuou clamando-lhe. A narrativa de Marcos demonstra a compaixão perfeita de Cristo com uma frase simples: “Parou Jesus” — duas palavras de graça. Você pode imaginar a reação da multidão quando Jesus disse às pessoas que estavam repreendendo o homem: “Chamai-o”? Isso, sem dúvidas, trouxe um pouco de constrangimento merecido! Talvez haja pessoas na sua vida pelas quais você tem dificuldade de orar. Talvez haja alguns que você só queira repreender ou ignorar. Talvez você simplesmente não queira lidar com a inconveniência. Pode parecer incômodo convidar alguém para a igreja, sentar-se com essa pessoa, comer com ela e se envolver em sua vida. É complexo e exige tempo e esforço.Preferimos que estes ouçam o Evangelho de outra pessoa. É tão fácil cair nessa maneira de pensar sem realmente perceber; mas, quando o fazemos, nos tornamos como a multidão: uma barreira para as pessoas encontrarem seu Salvador. Jesus nos diz: Não os repreenda. Chame- os. É precisamente por isso que eu vim.Que Deus nos perdoe quando nós, como a multidão, estamos cheios de indignação com a interferência em nossos planos e a inconveniência em nossas preferências, causadas por aqueles que estão clamando pela misericórdia dele. Somente Cristo faz a obra de abrir os olhos cegos, mas ele nos confiou a responsabilidade e o privilégio de proclamar estas palavras: “Tem bom ânimo […] ele te chama”.Leia MARCOS 10.35-45 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: 2Rs 4–6; Mt 12.22-50 

  26. 140

    22 de maio - Alienação Crucificada

    Texto bíblico: Estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora. (Ef 2.1-2)Por mais estranho que possa parecer, por mais confrontador que possa ser, a Bíblia compara os não redimidos aos mortos-vivos. Fora de Jesus Cristo, homens e mulheres estão “mortos” em seus delitos e pecados.A imagem bíblica da humanidade deve moderar nossas expectativas de como a vida pode ser fora do Reino de Deus. A educação é de vital importância. A legislação é claramente necessária.Mas nenhuma destas, nem as duas juntas, é capaz de lidar com as questões básicas do coração humano. Os remédios mundanos só nos levam até certo ponto porque não podem resolver o maior problema: nossa condição natural é a de estarmos “mortos nos [nossos] delitos e pecados, nos quais [andamos] outrora […] e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais” (Ef 2.1-3).A alienação que marca a humanidade fora de Cristo é principalmente vertical: uma alienação de Deus. No entanto, os efeitos se espalham em outras direções. Paulo continua, em sua carta aos efésios, a descrever como essa alienação vertical afetou as relações horizontais entre judeus e gentios (Ef 2.11-12). A hostilidade profundamente arraigada entre judeus e gentios no mundo antigo foi causada por nada menos profundo do que o pecado humano. Ambos estavam separados de Deus, conforme representado pela cortina que pendia no templo, e ambos estavam separados um do outro pelo muro metafórico que existia entre eles (v. 14).A verdade é que tais hostilidades estão destinadas a continuar à parte de Cristo. Embora seja bom investir em nossas comunidades e trabalhar para uma mudança real em nossa sociedade e para o bem do nosso próximo (e, de fato, Deus direciona seu povo a fazer isso — veja, por exemplo, Jr 29.7), não é aqui que um cristão concentra sua energia primária no ministério ou coloca sua esperança de renovação. Em Jesus, e somente em Jesus, Deus criou e ainda está criando uma nova sociedade onde as barreiras divisórias são quebradas pela graça.Deus proveu na igreja local autêntica “o modelo genético” para “um mundo quebrado refeito”.71 Quando as pessoas encontrarem igrejas onde esse modelo é visto, elas experimentarão um gostinho do que Deus está planejando fazer quando o pecado, as lágrimas e a tristeza não existirem mais; quando, em um novo céu e em uma nova terra, tudo o que ele intentou estiver completo.A alienação — tanto vertical quanto horizontal — é inevitável à parte de Cristo. Todavia, em Cristo, assim como na sociedade que ele está construindo e da qual ele é o cabeça, tal alienação foi crucificada. Levar a sério a realidade do pecado significa que você e eu investiremos da maneira como pudermos em nossa igreja local, a fim de garantir que seja um lugar onde a graça derrubou barreiras e o modelo do futuro Reino de Deus está claro. Até chegarmos lá, temos agora a oportunidade de trabalhar e desfrutar do antegosto.Leia 2 JOÃO 1-13 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: 2Rs 1–3; Mt 12.1-21 

  27. 139

    21 de maio - Entrando no Reino de Deus

    Texto bíblico: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. (Jo 3.5)Quando lemos os Evangelhos, descobrimos que grande parte do ministério de Jesus envolveu a pregação das Boas Novas do Reino de Deus. Ele viajou por cidades e povoados dizendo às pessoas, essencialmente: Há um reino e eu sou o Rei. Você ainda não está no reino, mas, se me seguir, será súdito do Rei e cidadão do reino.Quando oramos “Venha o teu reino” (Lc 11.2), portanto, nosso desejo deve ser que homens e mulheres sejam trazidos ao Reino de Cristo pelo novo nascimento — que se tornem seguidores comprometidos de Jesus. Oramos para que aqueles que vivem em rebelião contra Deus sejam “[libertos] do império das trevas e [transportados] para o reino do Filho do seu amor” (Cl 1.13). Jesus deixou perfeitamente claro que a única maneira de entrar em seu reino é por meio desse novo nascimento.O encontro de Jesus com Nicodemos em João 3 ressalta essa verdade. Nicodemos era um homem religioso, um homem de autoridade e influência — e, no entanto, ainda estava inquieto, ainda em busca de algo. Ao conversar com Jesus, este apontou o pré-requisito necessário para ver e entrar em seu reino: nascer de novo pelo Espírito. Este novo nascimento é realizado, ele disse, não por natureza, mas como resultado do Espírito de Deus operando um milagre no coração humano. Ninguém é capaz de entrar no reino sem que ele opere nessa pessoa; ninguém está longe demais do reino a ponto de o Espírito não poder operar nele.Quando oramos para que o Reino de Deus venha, estamos pedindo que os olhos sejam abertos e os ouvidos desobstruídos, para que homens e mulheres possam nascer de novo. O Rei está vindo para inaugurar seu reino eterno, e o Rei está trabalhando hoje, por meio de seu Espírito, para trazer homens e mulheres para esse reino. Até o dia do retorno de nosso Rei, que a consciência que você tem sobre a maneira como as pessoas entram no Reino de Cristo produza uma admiração crescente por sua própria conversão e uma paixão ardente por orar para o Espírito fazer o que só ele pode fazer no coração dos perdidos.Leia JOÃO 3.1-15 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: 1Rs 21–22; Mt 11 

  28. 138

    20 de maio - Graça Inescapável

    Texto bíblico: [Nele] temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, que Deus derramou abundantemente sobre nós. (Ef 1.7-8)A graça de Deus para seu povo não conhece fronteiras, nem permanece dentro de limites.Para saber a verdade disso, não precisamos olhar para nenhum outro lugar além da cruz de Cristo, pela qual “temos a redenção, pelo seu sangue”.No livro de Êxodo, Deus instituiu a Páscoa, que pintou um quadro de liberdade comprada por um preço. Ele instruiu os israelitas a sacrificar um cordeiro da família e espalhar seu sangue pelas ombreiras das portas, para evitar a visita do anjo da morte quando ele passasse pelo Egito.Os moradores de cada uma dessas famílias fiéis evitaram a sentença de morte de Deus sobre o filho primogênito apenas porque um cordeiro havia morrido em seu lugar (Êx 12.3-13).Os israelitas foram escravizados pelo Faraó. Da mesma forma, todos nós entramos neste mundo como escravos do pecado e da morte. O preço do nosso perdão foi o próprio sangue de Cristo, que alcançou a Redenção como o grande Cordeiro Pascal para todos os que cressem nele. É o seu sangue que nos liberta da morte, para a vida, eternamente. Cristo não veio à terra para nos dizer como nos tornarmos cristãos. Ele não veio para nos dizer o que temos de fazer para nos salvar. Ele veio para fazer o que não podíamos — para nos salvar. Ele agiu em nosso lugar, oferecendo perdão que é gratuito para nós, mas caro para Deus. Não ousemos pensar que Deus simplesmente decidiu ignorar nosso pecado; em vez disso, a morte de Cristo na cruz absorveu o julgamento que você e eu merecemos. A santidade de Deus exige que a penalidade do pecado seja paga — e seu Filho proveu o pagamento.Ao considerar isso, Paulo é levado a exclamar: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (Ef 1.3). Considerar a graça de Deus deve sempre nos levar ao louvor. Mas observe a frase que Paulo usa nos versículos 7-8: “a riqueza da sua graça, que Deus derramou abundantemente sobre nós”. A graça de Deus é torrencial. É imensa. Ele derramou sobre cada um de seus filhos, sem reter nada. E ele continuará a fazer isso por toda a eternidade.Imagine que você acabou de terminar sua refeição em um restaurante sofisticado e alguém pega sua conta, dizendo: “Deixa comigo — eu pago”. Isso é o que Deus disse a você na maior escala imaginável. Ele não está dizendo que não há pagamento a ser feito. Ele está dizendo que já fez o pagamento. A graça de Deus está além de todos os limites, estendendo-se além do que os olhos podem ver ou o coração pode compreender. Portanto, embora você, ao olhar para o dia ou a semana que se passou, saiba que é pecador, também pode saber o seguinte: você não pode pecar tanto quanto Deus pode perdoar; e pode ter certeza de que aquele que começou uma boa obra em nós a completará no dia de Jesus Cristo (Fp 1.6). Você desfrutará da experiência de graça sobre graça sobre graça por toda a eternidade.Foi a graça que me trouxe seguro até aqui, E a graça me guiará para casa.70Leia OSÉIAS 3 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: 1Rs 19–20; Mt 10.24-42 

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    19 de maio - Recebido à sua Mesa

    Texto bíblico: À hora de comer, Boaz lhe disse: Achega-te para aqui, e come do pão, e molha no vinho o teu bocado. Ela se assentou ao lado dos segadores, e ele lhe deu grãos tostados de cereais; ela comeu e se fartou, e ainda lhe sobejou. (Rt 2.14)Você e eu somos chamados a ser pontes que atravessam a fenda entre a experiência de isolamento e uma vida de aceitação divina.Para Rute, Boaz era essa ponte. No meio de um longo dia de labuta, Boaz convidou seus colegas de trabalho para desfrutar de uma refeição. Ele também convidou Rute para comer entre os ceifeiros. É fácil não entender o significado disso. Rute era uma estranha, uma estrangeira e uma mulher. As ações de Boaz foram inesperadas e culturalmente contraintuitivas.Elas se assemelhavam às de Cristo.Boaz é um exemplo de alguém cujas ações foram a ponte entre o isolamento e a aceitação que Deus oferece. Como moabita, Rute teria parecido e agido de maneira diferente das de Belém. Além disso, o status de viúva de Rute e Noemi as teria isolado em muitos círculos sociais. Contudo, porque o amor de Deus havia enchido seu coração, Boaz desconsiderou qualquer indício de preconceito que pudesse ter tido e acolheu Rute à sua mesa.Boaz não parou ao garantir que Rute se sentisse confortável apenas com suas ações. Não; ele também se certificou de que os outros trabalhadores tratassem Rute com aceitação e bondade, e não a deixou passar dificuldade enquanto ela aprendia as habilidades de seu novo ofício (Rt 2.15-16). Ele foi muito além para prover e cuidar dela.Fazemos o mesmo com descrentes, novos crentes ou visitantes de nossas igrejas? Um cristão é, por definição, um destinatário do amor pactual de Deus. Portanto, um cristão deve ser o primeiro a incluir o pária — o cristão é o primeiro a dizer: “Você é bem-vindo aqui! Que bom que você está aqui. Por favor, participe! Quer se juntar a mim?” Somos chamados a enfrentar a maré muito comum da exclusividade egoísta e o hábito igualmente pernicioso de passar tempo apenas com aqueles que são como nós e dar boas-vindas apenas a estes.Encontramos a bravura necessária para ser uma ponte e não uma barreira quando olhamos para nossa própria aceitação por Deus em Cristo. A inclusão de Rute por Boaz — apesar de sua raça, posição social e falta de experiência de trabalho — aponta para a história eterna do maior acolhimento de Deus. O Deus santo chamou através das divisões entre judeus e gentios, escravizados e livres, dizendo aos pecadores: “Olhai para mim e sereis salvos, vós, todos os confins da terra” (Is 45.22). Devemos voltar nosso olhar novamente para a cruz, pois lá aprendemos o que significa ser amado e acolhido por Deus. Só então seremos capazes de amar e acolher verdadeiramente os outros.Então, veja como Deus em Cristo recebe você à sua mesa e, em seguida, pergunte a si mesmo: “Como o Espírito de Deus está me levando a superar uma barreira? Quem ele está me chamando a receber à minha mesa?”Leia TIAGO 2.1-13 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: 1Rs 16–18; Mt 10.1-23 

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    18 de maio - Favor e Provisão

    Texto bíblico: Então, ela, inclinando-se, rosto em terra, lhe disse: Como é que me favoreces e fazes caso de mim, sendo eu estrangeira? (Rt 2.10)Somente um coração que sabe que é indigno da graça ficará apropriadamente maravilhado ao recebê-la.Rute trabalhava duro. De muitas maneiras, ao colher trigo atrás dos trabalhadores no campo de Boaz, ela exemplificou a exortação posterior do apóstolo Paulo aos tessalonicenses: “Procureis viver quietos, e tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos […] para que andeis honestamente para com os que estão de fora, e não necessiteis de coisa alguma” (1Ts 4.11-12 ARC).Apesar de ser viúva em uma terra estrangeira com uma sogra viúva, Rute não ficou sentada, mergulhada em autopiedade, à espera de alguma intervenção dramática. Em vez disso, ela aproveitou a oportunidade — ir aos campos para respigar as sobras — para sustentar a si mesma e a Noemi. Ela não apenas assumiu a responsabilidade de prover, mas também encarou sua tarefa, que consistia em longas horas e poucas pausas, com uma ética forte e persistente de trabalho (Rt 2.7).Em todas essas coisas, Rute não insistiu em reconhecimento nem sentiu que merecia favor algum. Em vez de se parabenizar por seus esforços ou assumir o crédito por decidir trabalhar no campo de Boaz, ela considerou seu trabalho como nada mais do que seu dever. Portanto, quando Boaz a favoreceu e abençoou (Rt 2.8-9), ela respondeu com admiração e gratidão. Ela sabia que não tinha direito a nada dele e, portanto, recebeu isso como um presente.Humildade e gratidão dormem na mesma cama. Um coração ingrato se casa com o orgulho, mas um coração humilde sempre será grato.O favor e a proteção de Boaz prenunciavam o favor e a proteção eternos que Deus nos oferece por meio do maior descendente de Boaz, Jesus Cristo. Como Rute, também podemos ser humilhados ao ver ecos de nossa história eterna na história dela. Conforme Boaz oferece comida e água a Rute (Rt 2.9, 14), podemos ver seus rostos se transformarem nos rostos de outro homem e mulher — Jesus e uma mulher diante de um poço em Samaria, onde o Filho de Deus ofereceu água eterna que saciaria sua sede espiritual (Jo 4.1-45). Boaz satisfez as necessidades físicas de Rute naquele dia; Cristo satisfaz todas as nossas necessidades eternamente.Ele é a Água Viva e o Pão da Vida para todos nós.“Como é que me favoreces e fazes caso de mim, sendo eu estrangeira?” Esta mesma pergunta deveria estar em nossos lábios regularmente: “Senhor Jesus, por que tenho achado graça aos teus olhos, para que me ames, sendo eu pecador?” A resposta é simples: graça. Não importa o que possamos fazer por nossas famílias, nossas igrejas e nosso Senhor; somos favorecidos por Deus apenas e sempre através da pura graça de sua parte. Você não tem outra condição e não precisa de outra. Por causa da provisão graciosa de Deus, você pode cantar: “Em Cristo, a rocha, eu permaneço; todo o resto é areia movediça”.69 Que o seu coração, hoje, cante com maravilhamento diante da graça que você recebeu.Leia EFÉSIOS 2.11-22 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: 1Rs 14–15; Mt 9.18-38 

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    17 de maio - O Senhor Seja Convosco!

    Texto bíblico: Eis que Boaz veio de Belém e disse aos segadores: O Senhor seja convosco! Responderam-lhe eles: O Senhor te abençoe! (Rt 2.4)Você pode aprender muito sobre uma pessoa pelos seus cumprimentos.Quando Boaz entrou em seu campo (e no livro de Rute) e cumprimentou seus trabalhadores, a profundidade de seu caráter e de seu relacionamento com Deus ficou clara.Boaz vivia com a consciência da presença de Deus, e isso se mostrava em sua rotina. O mesmo é verdade de muitos santos em todo o Antigo Testamento. Eles não viam separação entre o sagrado e o secular; em vez disso, toda a vida deveria ser vivida diante da face de Deus.Quando você e eu vivemos com devoção semelhante, experimentamos transformação radical e bênçãos tanto em nossas palavras quanto em nossos relacionamentos.Observe que, quando Boaz apareceu, ele não simplesmente soltou o nome do Senhor de maneira casual ou profana. Ele, com intenção e reverência, usou o nome de Deus em seu cumprimento, reconhecendo o lugar de autoridade e intimidade que Deus tinha em sua vida.Tal reverência restringe a superficialidade em nossa conversa e nos encoraja a buscar a bênção de Deus em todas as circunstâncias — quando nos deitamos, nos levantamos, caminhamos pela estrada ou conversamos com outras pessoas (Dt 6.7).Ao entrar no campo, Boaz estabeleceu o padrão para seus obreiros, abençoando-os. Seu exemplo deve provocar em nós a seguinte indagação: “Que padrão estou estabelecendo no meu local de trabalho, na minha casa, no supermercado, na minha igreja?” Se a bênção e o contentamento do Senhor fazem parte da sua vida, seja você um diretor executivo ou um estagiário, quer seu trabalho envolva contabilidade ou trocar inúmeras fraldas, você pode retribuir a bênção com bênção, apontando para ele em tudo o que faz e diz.Se Cristo realmente entrou em sua vida como Senhor e Salvador, sua fé deve ecoar em toda parte, em todos os momentos. Não encare o “tempo com Deus” apenas como uma reunião diária de 15 minutos, esperando que isso o sustente pelo resto do dia. Você nunca será capaz de levar os outros à presença de um Deus em cuja presença você não vive. Fale dele em sua conversa. Traga a presença e as promessas dele à mente nos pequenos triunfos e dificuldades do seu dia. Procure formar o hábito de conversar com ele durante as horas em que estiver acordado. Viva com a consciência da presença de Deus, e isso aparecerá em suas rotinas e reações.Somente, ó Senhor, em teu querido amor, Prepara-nos para o perfeito descanso no alto; E ajuda-nos, este e todos os dias, A vivermos mais perto ao orarmos.68Leia COLOSSENSES 4.2-6 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: 1Rs 12–13; Mt 9.1-17 

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    16 de maio - A Tapeçaria da Providência de Deus

    Texto bíblico: Ela se foi, chegou ao campo e apanhava após os segadores; por casualidade entrou na parte que pertencia a Boaz, o qual era da família de Elimeleque. Eis que Boaz veio de Belém. (Rt 2.3-4)O que muitas vezes nos parece um emaranhado de nós é apenas a visão de trás da tapeçaria que Deus está tecendo.Noemi e Rute experimentaram sua parcela de fios desgastados na vida. Elas chegaram a Israel viúvas e sem dinheiro — uma posição perigosa para as mulheres em uma sociedade sem lei (veja Jz 21.25). Na sociedade israelita do Antigo Testamento, a Lei permitia que os pobres entrassem nos campos e catassem (respigassem) as sobras de grãos enquanto seguiam os passos dos ceifeiros oficiais. Essa Lei foi estabelecida pelo próprio Deus e revelava seu cuidado e preocupação pelos necessitados. Mas a Lei de Deus nem sempre — poucas vezes — foi observada nesse período.No entanto, quando Rute resolveu ir para os campos, Deus operou através desta Lei a fim de prover tangivelmente para ela e Noemi. A decisão aparentemente mundana de Rute tornou-se uma ilustração do plano providencial de Deus para as duas mulheres — e para toda a história da Redenção! Rute acabou respigando na terra de Boaz, um parente distante do falecido marido de Noemi e um homem de posses e proeminência. Os antigos israelitas entendiam que a família era a unidade básica da sociedade, com os membros da família mais ampla tendo obrigações de amparar e proteger parentes que passavam dificuldade, como Noemi. Tudo isso sugere que Deus proveu generosamente para Rute e para Noemi, até mesmo de maneiras que parecem ordinárias à primeira vista.Na verdade, ao lermos a história de Rute, notamos que muitos de seus detalhes se desdobram como se tivesse sido por acidente. Por casualidade, Rute decidiu respigar naquele dia. Por casualidade, Noemi a encorajou a fazer isso. Por casualidade, Boaz escolheu aquele momento para colher em seu campo. Por casualidade, Rute escolheu o campo dele. Contudo, quando olhamos para a história como um todo, vemos que todas essas casualidades foram instrumentos do cuidado providencial de Deus no desdobramento de seu propósito de redenção.Afinal, da linhagem de Boaz e Rute viria o rei Davi e, um dia, o próprio Senhor Jesus Cristo — um provedor e protetor maior que também “veio de Belém”.Conforme Deus tecia esses fios em sua bela história de provisão, Rute e Noemi certamente pensariam parecer emaranhadas, desconectadas e desgastadas em alguns momentos.Satanás muitas vezes quer que nos concentremos em circunstâncias aparentemente confusas e desanimadoras, duvidando de Deus e de sua boa provisão. Esquecemos tão facilmente que o que parece ser uma bagunça é apenas a visão de trás da tapeçaria que Deus está tecendo. Um dia, porém, quando tivermos a chance de ver sua obra de frente, todos esses fios estranhos e escuros provarão ter sido parte do padrão glorioso dele. Hoje, lembre-se de que não existem “coincidências”, que incertezas e dificuldades são oportunidades para confiar em Deus e que, por trás de todas elas, ele está operando em seus planos para fazer prosperar o seu povo na fé e na piedade, a fim de levá-los para casa.Leia RUTE 2 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: 1Rs 10–11; Mt 8.18-34 

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    15 de maio - Levante-se e Aja

    Texto bíblico: Rute, a moabita, disse a Noemi: Deixa-me ir ao campo, e apanharei espigas atrás daquele que mo favorecer. (Rt 2.2)Você já começou o dia deitado na cama pensando em tudo o que está à sua frente e ao seu redor? Você se sente sobrecarregado com os desafios do dia seguinte ou desapontado com a rotina? Ao acordar naqueles primeiros dias de sua nova vida em Belém, Rute provavelmente teve de tirar um momento para se lembrar de onde estava e de tudo o que havia acontecido: Meu marido morreu. Agora estou morando com minha sogra, também viúva, em uma terra estrangeira.Sei que tomei a decisão de partir, mas espero ter feito a coisa certa. E agora? Rute não ficou sentada esperando por alguma intervenção milagrosa antes de prosseguir com sua vida. Não: para ela, o bom senso a levou a pensar cuidadosamente, e pensar cuidadosamente a levou a uma ação prática. Rute sabia que ela e Noemi precisavam de provisões, e percebeu que era capaz de trabalhar. Ela, portanto, procurou o conselho de Noemi e sua aprovação antes de sair para os campos para trabalhar e encontrar comida.O senso comum não significa que confiamos em nossas próprias percepções ou habilidades.Devemos confiar em Deus e buscá-lo. Mas também devemos usar as capacidades que ele nos deu para viver uma vida sensata, de acordo com sua vontade. Devemos estar preparados para fazer o que pudermos e deixar o resto aos cuidados de Deus. Não confunda passividade com piedade. Antes, por sua atitude e ações, Rute nos ensina que tudo o que Deus provê — cada oportunidade de obter o que precisamos — é uma misericórdia e favor imerecidos do Doador de toda boa e perfeita dádiva (Tg 1.17).À medida que nos levantamos e agimos, podemos confiar que Deus não está ocioso. Ele está fazendo tudo de acordo com sua vontade (Rm 8.28), não como um pacote que desce do céu em uma corda, mas como um pergaminho que se desenrola a cada dia, conforme vivemos nossa vida. Seu favor nas coisas comuns da vida nos mantém marchando por mais um dia. Seu dia pode não parecer emocionante ou glorioso. Você pode não ter certeza de como superará o que o confronta. Mas é o dia que Deus lhe deu, e ele dará tudo de que você precisa para fazer tudo o que ele o chama a fazer.Você, como Rute, vai se levantar e seguir com esta vida, que lhe foi dada, e viver para Deus e a glória dele?Leia 2 TESSALONICENSES 3.7-12 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: 1Rs 8–9; Mt 8.1-17 

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    14 de maio - Uma Teologia do Luto

    Texto bíblico: Não me chamem de Noemi, mas de Mara, porque o Todo-Poderoso me deu muita amargura.Quando saí daqui, eu era plena, mas o Senhor me fez voltar vazia. (Rt 1.20-21)Quando Noemi retornou a Belém, deixando os túmulos de seu marido e filhos em Moabe, podemos apenas imaginar a dor e o sofrimento que ela experimentou ao voltar para lugares e rostos familiares. Que pensamentos e memórias teriam surgido? Ah, aquela é a Sra. Fulana de Tal, e aqueles devem ser seus filhos. Olha como eles cresceram! É aqui que eu costumava trazer os meninos. Este é o lugar onde Elimeleque e eu costumávamos caminhar… Quando a amargura sobre sua situação se instalou, Noemi, cujo nome significa “agradável”, decidiu que um nome mais adequado para si mesma era Mara, que significa “amarga”.Ela não tentou colocar os desafios da vida de lado e convencer a todos de que estava tudo bem.Fazer isso teria sido menos do que honesto — uma traição à teologia que sustenta sua fé em meio ao que o escritor de hinos William Cowper chamou de “uma providência carrancuda”.66 A situação de Noemi fala do fato de que, mesmo para o povo de Deus, certas dores na vida parecerão insuportáveis, algumas circunstâncias parecerão injustas e algumas perguntas permanecerão sem resposta. Sua resposta levanta uma questão: o que faremos quando o luto atingir nossa própria vida? A realidade do sofrimento é um problema para o cristão, mas não é um problema menor para todas as outras pessoas. Todos precisam lutar com o problema da dor. Um ateu não pode fazê-lo satisfatoriamente, porque, se não há Deus, simplesmente vivemos em um universo de acaso, onde as coisas simplesmente desmoronam. Mas o cristão pode perguntar — na verdade, devemos perguntar — assim: “Onde está Deus no meio disso?” A expressão honesta de emoção de Noemi condiz com sua teologia. Ela não atribui tudo o que aconteceu ao acaso, mas reconhece a mão de Deus em ação. Ela declara que Deus está bem no meio de sua dor; ela o chama de Shaddai, “Todo-Poderoso”, o Deus providente e protetor. O que significa Shaddai? É a característica de Deus que significa que suas melhores respostas vêm em nossas piores circunstâncias.67 Noemi passou por fome, perda, tristeza, dúvidas e despedidas — mas, por conhecer a Deus como Shaddai, ela poderia deixar a explicação e a responsabilidade por tais provações amargas com ele.Para onde você vai quando as ondas batem, quando as rodas saem da estrada, quando tudo dá errado? Deve ser do seu conhecimento sobre quem Deus é e como ele lida com o seu povo. Esta é uma base segura sobre a qual se apoiar. Para onde mais podemos ir? Quando Noemi deixou Belém, havia fome. Quando ela voltou, houve colheita. Através das nuvens de tristeza, a luz da esperança começou a brilhar, conforme o palco foi sendo montado, para que Deus providenciasse abundantemente para Noemi e para Rute. Quando Deus está operando, até mesmo a desesperança pode ser a porta de entrada para novos começos e novas oportunidades. Um dia ele dissipará toda a escuridão. Deus é seu Shaddai. Em que parte da sua vida você precisa ouvir isso hoje? E quem ao seu redor precisa que você lhe compartilhe isso?Leia RUTE 1 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: 1Rs 6–7; Mt 7 

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    13 de maio - O Deus do Ordinário

    Texto bíblico: Assim, voltou Noemi da terra de Moabe, com Rute, sua nora, a moabita; e chegaram a Belém no princípio da sega da cevada. (Rt 1.22)Em uma manhã qualquer, enquanto você lê, assiste ou ouve as notícias, já se pegou pensando que é muito pequeno? Você já se perguntou: “Deus realmente sabe quem eu sou ou onde estou? Que interesse ele, o Criador de tudo, teria em mim?” Você e eu somos bastante ordinários — e podemos facilmente acreditar que “ordinário” equivale a “não tem utilidade”. No entanto, a história de Rute e Noemi revela algo diferente.Nela, descobrimos a mão soberana e providencial de Deus operando nas rotinas da vida e através destas. Ele sabe e ele cuida; ele sustenta e ele provê.O livro do relato de Rute sobre a provisão e o cuidado de Deus começa com um erro.Elimeleque tomou a decisão infeliz de deixar a Belém faminta pela próspera Moabe com sua esposa Noemi e seus dois filhos — mas ele e seus filhos morreram lá.Quer o motivo de Elimeleque tenha sido desespero, descontentamento ou desconfiança, a Escritura ilustra, através de sua escolha, que nossa tolice não pode deixar de lado a providência de Deus. Mesmo quando respondemos às circunstâncias com o espírito errado — quando figuradamente nos retiramos da terra da promessa de Deus —, ele ainda pode cumprir seus propósitos. Quando somos tentados a temer que Deus tenha negligenciado nossa vida por causa de nossos erros, podemos descansar em sua providência, que é capaz de trabalhar através de nossos maiores — ou menores — passos em falso.Você já viu Deus se mover nos momentos ordinários da vida? Você o viu operando através dos seus erros? Ou você está preso na mentira de que Deus só opera de maneiras espetaculares e extraordinárias, ou através de nossos momentos de maior obediência? Quando olhamos apenas para o extraordinário, sentimos falta da glória de Deus no ordinário — em uma tigela de maçãs na mesa, uma refeição bem preparada, um pássaro cantando, uma conversa com um amigo, a lua brilhando no céu noturno nublado. Quando presumimos que Deus só trabalha quando somos bons, deixamos escapar a graça de Deus ao operar através dos pecadores — através de uma conversa sobre Cristo com um vizinho, o arrependimento de um pai para um filho depois de ter-lhe falado impacientemente, uma oração feita por alguém porque a ansiedade nos impediu de dormir. Para Rute e Noemi, a própria visão de um campo de cevada, maduro para a colheita, era, em certo sentido, uma visão muito ordinária — mas, na verdade, declarava a provisão de Deus para elas. Erros foram cometidos e tristezas foram suportadas, mas a colheita de cevada mostrou que Deus sabe, cuida, sustenta e provê.Deus não mudou. Embora tenha todo o universo para cuidar, ele direciona o olhar para você e para mim, e diz: Eu te conheço. Seu nome está escrito na palma da minha mão. E, tão certo quanto cuidei de Noemi e de Rute, estou cuidando de você também (veja Is 49.16). Deus está sustentando e guiando seus filhos. Que saber disso conforte seu coração e traga paz a você hoje — por mais ordinário que o dia possa ser.Leia SALMO 139 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: 1Rs 3–5; Mt 6.19-34 

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    12 de maio - O Vale da Decisão

    Texto bíblico: Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. (Rt 1.16)Há momentos ao longo da vida que exigem uma decisão. E, como o pastor e autor Rico Tice diz: “Somos as escolhas que fazemos”.65 Depois de ser atingida pela tripla tragédia de enterrar seu marido e seus dois filhos em Moabe, Noemi decidiu voltar para sua cidade natal, Belém. No entanto, em vez de forçar suas noras, Rute e Orfa, a voltarem com ela, Noemi pediu que permanecessem em sua própria terra natal, Moabe, voltassem para suas famílias, se casassem de novo e vivessem uma vida plena (Rt 1.8-9). Rute e Orfa foram repentinamente confrontadas com uma escolha transformadora.As vidas dessas três mulheres estavam entrelaçadas. Elas viveram uma com a outra, experimentaram a perda juntas, lamentaram juntas e choraram juntas. Por fim, Orfa escolheu ficar para trás, e Rute decidiu viajar para Belém com Noemi. Essencialmente, Orfa fez o que era esperado e sensato. Rute, por outro lado, abandonou o conhecido pelo desconhecido.Ela desistiu da probabilidade de se casar novamente para se agarrar à sogra idosa e indefesa.Rute entendeu que sua decisão não deveria ser guiada por familiaridade, segurança ou possibilidades de relacionamentos. Este momento moldaria sua vida e seu destino. Permanecer em Moabe significaria permanecer com os falsos deuses de sua criação e dar as costas a tudo o que ela presumivelmente descobriu por Noemi sobre o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. O Deus de Noemi se tornou o Deus de Rute. É por isso que ela decidiu ficar ao lado de Noemi.A decisão de Rute no caminho para Belém aponta para o vale da decisão ao qual Jesus chama cada um de nós a ir: Vocês querem ser meus discípulos ou querem voltar à vida que conheceram? Quem é que vai abandonar seu pai e sua mãe e tudo o que conhece — tudo o que representa estabilidade e segurança — por minha causa? (veja Lc 14.26). Podemos dizer com confiança a Cristo: “Aonde quer que fores, irei eu”? Podemos declarar: “Embora o caminho a seguir não seja nem familiar nem popular, ainda assim o seguirei”? Esta não é uma decisão que tomamos apenas no momento da salvação. Nós a fazemos todos os dias de nossa vida: voltaremos aos nossos velhos caminhos pecaminosos ou seguiremos o caminho da verdade? Faremos sacrifícios e correremos riscos para seguir a Deus e servir o seu povo? A resposta ousada e fiel de Rute a essa escolha fundamental é um exemplo para nós ao considerarmos quais diplomas obter, quais carreiras seguir, como gastamos nosso tempo e com quem o gastamos, quanto dinheiro temos e como vamos administrá-lo, ou onde vamos viver e servir. Tais decisões, tomadas corretamente, nos marcarão como diferentes — como comprometidos sem reservas em seguir Jesus Cristo, aquele em quem de fato encontramos vida em abundância (Jo 10.10).Leia MARCOS 8.27-38 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: 1Rs 1–2; Mt 6.1-18 

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    11 de maio - Isto Procede do Senhor

    Texto bíblico: Então, se dispôs ela [Noemi] com as suas noras e voltou da terra de Moabe, porquanto, nesta, ouviu que o Senhor se lembrara do seu povo, dando-lhe pão. (Rt 1.6)Belém é uma cidade proeminente na história bíblica. Nesta cidade, Davi cuidou de suas ovelhas antes de ser ungido ao trono. Mil anos depois, quando diferentes pastores estavam cuidando de seus rebanhos, uma hoste de anjos proclamou o nascimento de Jesus Cristo na mesma cidade.Antes de ambos os eventos significativos, no entanto, veio o período dos juízes, que foi caracterizado pela violência, desordem social e política, e caos religioso. Durante esta época tumultuada, a fome atingiu Belém, tornando a cidade cujo nome em hebraico significa “casa de pão” em uma casa de fome e desespero.Nessas circunstâncias terríveis, um homem chamado Elimeleque escolheu levar sua esposa Noemi e seus dois filhos para a terra de Moabe, para encontrar comida. Embora o nome de Elimeleque signifique “Meu Deus é Rei”, sua decisão de deixar a terra prometida de Deus e viver na terra dos inimigos de Israel pode nos fazer indagar se ele realmente estava confiando na provisão de Deus, se era um homem comprometido em obedecer ao seu governo.Moabe acabou sendo um lugar de tragédia, não de fartura. Elimeleque e seus filhos morreram, deixando Noemi viúva. Depois de vários anos, porém, um pequeno raio de esperança rompeu a escuridão da dor de Noemi; notícias chegaram a ela de que a comida havia retornado a Belém. Deus havia provido para o seu povo na terra dele.Milhares de anos depois, somos tentados a passar por cima desta verdade: Deus provê aquilo de que seu povo necessita. Talvez você saiba disso sobre sua salvação — mas como é fácil esquecer a sua provisão diária! Temos olhos para ver o que ele está nos dando e fazendo por nós no dia a dia de nossa vida? No final de cada dia, temos um coração transbordando de gratidão por tudo o que ele fez? Um exemplo prático da provisão contínua de Deus é o próprio alimento que recebemos diariamente. Ninguém deve ter um maior sentimento de espanto e gratidão ao ver as compras do supermercado no porta-malas do carro do que um cristão! Em última análise, é Deus quem abastece as prateleiras de nossas lojas e despensas. Podemos dizer, ao pegarmos nossos ovos e nosso leite: “Isto procede do Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos” (Sl 118.23).Não importa quão sombrios e dramáticos os eventos da vida possam parecer; Deus ainda se importa com o seu povo, realiza os seus propósitos, e muitas vezes ele escolhe fazê-lo por meio de pessoas improváveis e de maneiras discretas. Ele se propôs a fazer grandes coisas por meio de Noemi e sua família — e tudo começou com o pão em Belém. Nós, também, precisamos abrir nossos olhos para ver que a provisão de alimentos de Deus aponta para a provisão dele para nossa maior necessidade de sustento — nosso Redentor, Jesus Cristo — e para a provisão dele com nosso mais alto chamado: “boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”, para a glória dele (Ef 2.10).Leia ATOS 17.24-31 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Jn; Mt 5.27-48 

  38. 128

    10 de maio - Termos e Condições

    Texto bíblico: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á. (Mc 8.34-35)Você não pode fazer muito online sem que concorde com os termos e condições de uso. E, uma vez que tenhamos marcado a caixa “Concordo”, cartões de crédito, plataformas de rede social e sites nos notificarão de tempos em tempos que suas políticas legais mudaram — e que, para continuar usando os serviços que eles fornecem, devemos aceitar as novas.Mudanças como essas podem ser frequentes e sutis. É praticamente impossível notar ou acompanhar todas elas. Felizmente, porém, os termos e condições de ser um seguidor de Cristo nunca mudaram e nunca mudarão. Eles não podem ser revogados ou adaptados às nossas preferências, porque Deus os estabeleceu. Nesses versículos, o Filho de Deus está estabelecendo os “termos e condições” para que alguém venha a se tornar parte de seu povo e receber a vida eterna.Às vezes, tendemos a agir como se tivéssemos de nos puxar pela orelha para obedecer ao Senhor. Mas a verdade é totalmente o contrário! A Bíblia diz que, assim como confiamos em Jesus como resposta à sua iniciativa e graça (Ef 2.8), essa mesma graça também nos sustenta e possibilita que continuemos a segui-lo (Fp 1.6). Ele molda nossa mente, nossa moral, nossos modos e nossos meios para que possamos ser trazidos sob o controle daquele a quem declaramos como Majestade.Uma das “condições” para seguir a Cristo, portanto, é que nossa vida já não seja para nós mesmos. Nossa identidade e objetivos individuais não são a prioridade. Em vez disso, somos transformados para dar frutos que sejam visíveis ao mundo exterior através da nossa união com Cristo. Ele nos chama a denunciar radicalmente a autoidolatria.Ao negarmos a nós mesmos, tomamos nossa cruz e o seguimos. Infelizmente, a metáfora de “tomar nossa cruz” é muitas vezes banalizada; faríamos bem em lembrar que ser crucificado era na verdade uma das formas mais brutais e horríveis de execução que a humanidade já inventou. Ao usar a imagem de carregar uma cruz, Jesus está enfatizando que o discipulado tem um grande custo.Mas Cristo não está nos chamando para fazer algo que ele já não tenha feito. Foi em uma cruz que ele nos comprou por preço (1Co 6.20). Caminhar com ele no discipulado é, portanto, uma marcha tanto para a morte quanto para a vida eterna. Não é um passeio, mas um sacrifício vivo, porque não pertencemos a nós mesmos. Mas tenha bom ânimo, pois também há beleza nessa marcha. Um dia, o Filho do Homem retornará em poder e glória, e em seu reino redimirá o que está quebrado. Até lá, perder a nossa própria vida em nome do Reino de Deus é um bom negócio, não importa o preço.Leia 1 PEDRO 3.13–4.11 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Nm 35–36; Mt 5.1-26 

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    9 de maio - Perfeita Compaixão

    Texto bíblico: Convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo. Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados. (Hb 2.17-18)Muitos de nós somos desencorajados pela regularidade com que enfrentamos a tentação.Podemos ficar envergonhados com o fascínio esmagador da tentação em nossa vida.Pode parecer obsessivo. Nesses momentos, é importante lembrar que a experiência de ser tentado em si não é pecado — pois Cristo, que era sem pecado, suportou isso. Porém, visto que ele não cedeu às tentações, como costumamos fazer, ele serve como nosso exemplo final enquanto nos esforçamos pela retidão.Quando Cristo tomou sobre si a natureza humana, ele se tornou sujeito às suas limitações e provações. Portanto, embora Jesus seja o divino Filho de Deus e nosso Grande Sumo Sacerdote, não um mero mortal, podemos obter encorajamento ao saber que ele é perfeitamente capaz de se compadecer de nossas próprias lutas.A compaixão de Cristo pelas provações que você e eu enfrentamos não depende da experiência do pecado, mas da experiência da tentação do pecado, que apenas aquele que é verdadeiramente sem pecado pode conhecer em toda a sua extensão. Jesus não demonstra compaixão à distância; ele conhece intimamente a dor e o desafio de suportar a tentação. Ele percorreu nossos caminhos terrenos.Então, quando você está mais ciente das tentações que enfrenta e mais ciente de suas fraquezas, aqui é onde você pode ir. Não se apoie na sabedoria terrena dos “grandes sumos sacerdotes” do século XXI, que diriam que as tentações são desejos a serem saciados, que a culpa é uma aflição a ser rejeitada e que a vergonha é sempre inútil e desnecessária. Em vez disso, volte-se para o Grande Sumo Sacerdote, que diz a você que as tentações devem ser resistidas e que provê o poder para capacitá-lo a fazer isso (1Co 10.13), e que também lhe assegura que sua culpa e vergonha quando você cede foram carregadas no corpo dele e removidas na cruz.Uma coisa que é realmente bonita sobre um relacionamento com o Senhor Jesus Cristo é que você pode se sentir confiante em seguir aquele que morreu para que você possa se apegar firmemente à fé que professa. Você pode, de maneira regular, humilde e segura, entrar na presença do próprio Deus Todo-Poderoso, que o recebe por meio de Cristo, seu perfeito compadecedor. E, um dia, na eternidade, não restará nada que você precise que Cristo pleiteie em seu favor. Você simplesmente será capaz de estar diante de Deus em adoração, louvando-o por convidá-lo à sua presença perfeita. Até lá, volte-se para aquele que sabe o que é enfrentar e resistir à tentação, e peça-lhe que esteja com você enquanto luta contra suas próprias tentações e se esforça para obedecer-lhe hoje.Leia HEBREUS 2.5-18 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Nm 32–34; Mt 4 

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    8 de maio - O Poder do Espírito

    Texto bíblico: Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra. (At 1.8)O Espírito Santo nos é dado para que o povo de Deus possa trazer a Palavra de Deus ao mundo de Deus.Sem o Espírito, os eventos do livro de Atos — que contam a história da expansão do Evangelho, com os discípulos de Jesus nas ruas de Jerusalém proclamando a mensagem do Cristo ressurreto — não poderiam ter acontecido. Afinal, algumas semanas antes, esses mesmos discípulos estavam escondidos atrás de portas fechadas, um pequeno grupo assustado, de luto pelo seu Rei crucificado. O que explica sua transformação repentina? A resposta é encontrada no triunfo de Jesus sobre a sepultura e na promessa que ele deu aos seus discípulos — a promessa de seu Espírito Santo de capacitá-los e enchê-los de poder.Essa promessa foi acompanhada de um mandamento: os seguidores de Jesus deveriam ir por todo o mundo e pregar as Boas Novas.Antes que os discípulos saíssem com entusiasmo, Jesus afiou o foco deles. Eles ainda não haviam entendido o fato de que seu interesse não se limitava a Israel, mas era por todas as pessoas em todos os lugares. (E levaria mais algum tempo para eles reconhecerem plenamente esta verdade: veja At 10.1–11.18.) Jesus, portanto, ordenou a seus seguidores que fossem suas “testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra”.Após a ascensão de Jesus, o Espírito Santo desceu sobre os seus seguidores, assim como Jesus havia prometido — e então a grande história da propagação da igreja em todo o mundo conhecido começou. Essa é uma história que ainda não terminou e inclui todos os crentes, à medida que o Evangelho continua a ser pregado em todo o mundo.Se você está em Cristo, você possui esse mesmo Espírito e é capacitado pelo seu poder a espalhar a verdade sobre Jesus por todo o mundo. O Espírito não foi dado para que você e eu pudéssemos nos sentar e contar a outros cristãos sobre nossas experiências espirituais. Em vez disso, devemos usar nossos dons e talentos para levar o Evangelho às nações. Para alguns de nós, isso significa ir ao exterior em missão. Para outros, significa atravessar nossa rua ou nossa cidade, como parte dessa mesma missão.Deus chama você para amar e servir até mesmo aqueles com quem você não compartilha nenhuma cidadania terrena. Ele o chama para atravessar divisões e ficar ao lado daqueles a quem você naturalmente seria indiferente, ou até mesmo daqueles que vivem em inimizade com você. Mas ele não o chama para reunir o amor e a coragem que isso requer. Não — devemos ser transformados por um poder fora de nós mesmos, e é isso que Jesus prometeu e o Espírito fornece. Portanto, peça a Deus que derrame de novo o Espírito dele em sua vida hoje, para que você possa proclamar as Boas Novas com coragem e zelo.Leia ATOS 1.1-11 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Nm 29–31; Mt 3 

  41. 125

    7 de maio - Todos Adoramos Algo

    Texto bíblico: Tornarei as trevas em luz perante eles e os caminhos escabrosos, planos.Estas coisas lhes farei e jamais os desampararei. Tornarão atrás e confundir-se-ão de vergonha os que confiam em imagens de escultura e às imagens de fundição dizem: Vós sois nossos deuses. (Is 42.16-17)Nas palavras de Bob Dylan, você tem de servir alguém.63 É verdade — todos nós adoramos alguma coisa. A única questão é o quê.Muitas vezes, em nossa futilidade humana, acabamos nos apoiando e, por fim, servindo pequenas criações astutas de nossa própria invenção. Ao longo da história, o problema fundamental da humanidade tem sido que continuamos criando deuses falsos a quem vamos em busca de salvação falsa. Esses ídolos são simplesmente substitutos do verdadeiro Deus em nosso coração. Em vez de olharmos para o Senhor como o objeto de nossa devoção e a fonte de nossa satisfação, pegamos as coisas boas que ele criou para nosso prazer e as transformamos em vãs substituições no seu lugar.C. S. Lewis coloca desta forma: Somos criaturas débeis, brincando com bebida, sexo e ambição quando a alegria infinita nos é oferecida, como uma criança ignorante que quer continuar fazendo tortas de lama em um chiqueiro porque não consegue imaginar o que significa um convite para férias na praia.Somos muito facilmente satisfeitos.64 Quaisquer que sejam os substitutos em nosso coração nos quais possamos confiar, esses ídolos são impotentes. Eles não podem nos ajudar. Como Isaías deixa claro, eles nunca foram capazes de nos dizer o futuro ou mesmo nos ajudar a refletir sobre o passado; nem podem dar conselhos. Eles respondem às nossas perguntas com mero silêncio e expectativas não cumpridas (Is 41.22-23, 28-29).Somente o Deus verdadeiro e vivo conhece todas as coisas do começo ao fim. Ele rompeu o silêncio, predizendo o que estava por vir. Ele prevalece sobre as trevas com sua luz. Ele substitui os “lugares difíceis” da maldade pelo “terreno plano” da justiça. Embora tenhamos anteriormente virado as costas para ele, Deus enviou seu Servo, Jesus, nosso Maravilhoso Conselheiro.Você e eu somos constantemente confrontados por ídolos que chamam nossa atenção e nos seduzem a encontrar satisfação neles, em vez de a encontrarmos em Deus. Quais são os ídolos que falam mais alto aos seus ouvidos? Saiba que eles estão mentindo (embora, é claro, não lhe digam isso). A Palavra de Deus nos adverte da vergonha que está em adorá-los e nos leva a um caminho melhor: encontrar satisfação em servir e ser servido por Deus.Você tem de servir alguém hoje. Certifique-se de que seja o Deus vivo e amoroso.Leia ROMANOS 1.16-32 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Nm 26–28; Mt 2 

  42. 124

    6 de maio - Dado Livremente

    Texto bíblico: Fizestes bem, associando-vos na minha tribulação. E sabeis também vós, ó filipenses, que, no início do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja se associou comigo no tocante a dar e receber, senão unicamente vós outros. (Fp 4.14-15)Ser cristão é ser receptor e doador.Muitos de nós fomos educados sobre a importância de ter uma conta de aposentadoria para a qual fazemos contribuições constantes. No entanto, embora seja errado para nós descartarmos completamente a questão de tomar decisões financeiras sólidas, como crentes também devemos considerar o que damos e investimos à luz da eternidade.Em sua carta à igreja em Filipos, o apóstolo Paulo elogiou seus irmãos e irmãs em Cristo por sua disposição de “[se associarem] na [sua] tribulação” — uma parceria que incluía compartilhar e dar presentes materiais. A generosidade dos filipenses era notável, pois contrastava diretamente com a ausência de tal apoio a Paulo por outras igrejas. Embora sua igreja fosse uma congregação incipiente, os crentes filipenses haviam determinado desde o princípio que apoiariam o apóstolo em sua obra do Evangelho.O apoio deles a Paulo não era apenas proeminente, mas também duradouro. A doação dos filipenses não era esporádica. Pelo contrário, era marcada pela consistência e continuidade, à medida que procuravam ajudá-lo com suas necessidades vez após vez. Embora uma década tivesse se passado desde que Paulo pregara o Evangelho pela primeira vez a eles, esses homens e mulheres ainda estavam comprometidos.Sua doação não foi o resultado de uma onda emocional única, nem o produto de manipulação externa. Não; essa igreja primitiva dava segundo a consciência de que tudo o que possuíam havia sido dado gratuitamente a eles. De fato, ao enviar os discípulos, Jesus os lembrou de que, porque “de graça [receberam]”, deveriam “[dar] de graça” (Mt 10.8). Em outras palavras, o fundamento da parceria sacrificial, generosa e cheia de recursos é a graça de Deus. Esse fundamento é estabelecido quando entendemos que tudo o que somos e tudo o que temos — todos os nossos recursos, nossos dons e nossos talentos — vem de Deus.Nem todos temos os mesmos dons ou capacidade para dar — e a doação monetária certamente não é o único caminho para a benevolência! No entanto, uma vez que somos todos receptores do que Deus nos deu, todos seremos aqueles que procuram dar aos outros. Deus propositalmente reuniu seu povo de tal maneira que cada um de nós deve dar “segundo a graça que nos foi dada” (Rm 12.6). Não devemos dar simplesmente porque fomos manipulados ou porque ouvimos uma música emocionante que nos levou ao ponto de chorar, nem devemos dar porque colocaremos nosso nome em um prédio ou em um banco. Não: devemos dar por uma razão, e uma razão apenas: porque Deus tão livremente e tão generosamente nos deu.Leia 2 CORÍNTIOS 9.1-15 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Nm 23–25; Mt 1 

  43. 123

    5 de maio - Restaurando o Templo

    Texto bíblico: Tendo feito um azorrague de cordas, expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas […]. Lembraram-se os seus discípulos de que está escrito: O zelo da tua casa me consumirá. (Jo 2.15, 17)Um pai poderia compreensivelmente se arder com uma ira justa se visse drogas causarem destruição na vida de seu filho. Não esperaríamos que ele levianamente ignorasse tal devastação.Antes, esperaríamos que ele fizesse todo o necessário para expulsar aquele mal, substituindo-o por restauração.Quando Jesus, o Filho de Deus, entrou na casa de seu Pai na terra — o templo em Jerusalém — e deu uma olhada na cena, aquilo foi-lhe doloroso. Um lugar projetado para a adoração de Deus havia se tornado um lugar entregue à adoração ao dinheiro. Um lugar projetado para atrair o mundo para se encontrar com o Deus vivo havia se tornado um local que mantinha as nações afastadas. Ele achou intolerável que o nome de Deus, a glória de Deus, estivesse sendo sujo e manchado. Não há razão para darmos um passo atrás e suavizarmos as ações de Jesus. A ira santa de Cristo ardia com zelo e pureza. Não era o momento para uma conversa educada.Jesus sabia exatamente por que o templo estava lá. Era o local de encontro com Deus. Era para ser a alegria de toda a terra. O que ele encontrou no lugar disso era o completo oposto do propósito do templo — e, em suas palavras e ações, ele o deixou abundantemente claro.É interessante que, quando os fariseus confrontaram Jesus após isso, eles não contestaram as suas ações; eles contestaram a sua autoridade. Jesus respondeu a essa contestação com uma afirmação intrigante: “Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei” (Jo 2.19). O templo ao qual ele se referia, João explica, era ele próprio (v. 21). Um dia, Jesus iria a Jerusalém não para visitar o complexo do templo, mas para entregar seu próprio corpo e sangue, como o sacrifício pleno e final pelos nossos pecados, e então ressuscitar para nova vida e reinar para sempre. Era nessa autoridade que ele estava deixando clara a diferença entre a intenção de Deus para o templo e o que haviam feito dele.Aqui, então, somos confrontados por um Jesus que é radical — que responde, com zelo e proteção, à questão da glória de Deus. Este Jesus não é manso e suave, sempre afirmativo e nunca contestador. Ele é o Grande Sumo Sacerdote, que não veio apenas para limpar o recinto do templo, mas também para limpar nosso coração e lidar com a nossa alienação. Nele, o verdadeiro templo, Deus edificou uma “Casa de Oração para todos os povos” (Is 56.7).Então, olhe outra vez para Jesus, que não tolerou nenhum tipo de desvio na busca da glória de Deus, possibilitando que as nações o adorem corretamente. Olhe novamente para Jesus, que usou sua autoridade e perfeições voluntariamente para tomar nosso lugar e levar nosso castigo em seu corpo, a fim de que pudéssemos ser restaurados. Olhe de novo para Jesus, de cuja incrível graça você é um beneficiário. E que o zelo dele pela glória de Deus também seja seu.Leia MATEUS 27.35-56 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Nm 20–22; Ap 22 

  44. 122

    4 de maio - Jesus é Rei

    Texto bíblico: Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos. (Ap 5.13)A Bíblia deixa bem claro que a história está se movendo propositalmente em direção a uma conclusão definitiva. Essa realidade é um dos aspectos distintivos da cosmovisão bíblica.Uma maneira como o cristianismo se distingue, em outras palavras, é a questão de como todas as coisas terminam.Às vezes, ao olhar fotografias antigas, acabamos nos perguntando: “Onde eu estou nessa foto?” — ou: “Será que eu estou mesmo nessa foto?” Contudo, quando se trata do plano Deus, cada pessoa está incluída individualmente na foto da história do Apocalipse. Ninguém está ausente da história. E, quando a história se encerrar, terminará em divisão e separação.Jesus falou sobre essa separação quando disse que ovelhas e cabritos serão divididos (Mt 25.31-46): luz e trevas serão delineadas, e aqueles que creem em Jesus serão separados daqueles que não creem. Ninguém será deixado de fora, embora tragicamente alguns terão escolhido ser excluídos. Portanto, nossa posição nessa grande imagem importa.Todo vai e vem da história deve ser visto à luz do fato de que há um trono no céu, e esse trono não está vazio; pelo contrário, ele está ocupado por Deus, que está no controle. Jesus é Rei e está sentado à destra do trono. Apesar de muitos ainda não reconhecerem seu reino, isso não altera a realidade de que ele reina.Da queda da humanidade até o fim dos tempos existe, como o grande teólogo do século IV Agostinho de Hipona articulou, duas cidades rivais — dois amores rivais. Por nossa natureza, estamos envolvidos na cidade do homem, e apenas pela graça de Deus poderemos alguma hora estar envolvidos na cidade de Deus e nos devotarmos a ela.A cidade terrena, a cidade do homem, está destinada a passar. Mas a cidade celestial, o Reino de Deus, permanecerá pelos séculos dos séculos. Reconhecemos Jesus como Rei? Como respondemos é uma questão de importância eterna. E como respondemos é também uma questão de consequência presente. Se Jesus é nosso Rei, então você viverá como seu subordinado, buscando obedecer a ele mesmo quando o mandamento dele contraria suas próprias preferências. Se Jesus é o seu Rei, você será leal a ele acima de todos os outros, pois este mundo não é sua casa, e você está apenas de passagem. Como Paulo escreveu: “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3.20). Certifique-se de viver como um cidadão de um país melhor e como subordinado de um Rei maior. Passaremos a eternidade reunindo-nos com toda a Criação para dar honra a ele. Portanto, façamos isso em nossas palavras e conduta hoje, também.Leia SALMO 24 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Nm 17–19; Ap 21 

  45. 121

    3 de maio - Seguros em Solo Firme

    Texto bíblico: Ilumina-me os olhos, para que eu não durma o sono da morte; para que não diga o meu inimigo: Prevaleci contra ele; e não se regozijem os meus adversários, vindo eu a vacilar. No tocante a mim, confio na tua graça; regozije-se o meu coração na tua salvação. (Sl 13.3-5)Quando vai acampar, uma das coisas mais importantes que você pode fazer é certificar-se de que as estacas da sua barraca estão presas com segurança em solo firme. Uma vez que esse passo for concluído, você pode partir para outras atividades com maior paz de espírito, sabendo que seu abrigo aguentará uma tempestade — o que certamente supera a alternativa de retornar ao local onde está acampado e ver que sua barraca voou! Nesse versículo, Davi responde a se sentir esquecido e desapontado na vida, e a sofrer oposição injusta dos outros à sua volta. Ele começa a refletir sobre a situação; relembrando o que já sabe, Davi declara sua confiança no amor fiel de Deus.Essa confiança era fruto da vontade. Apesar dos sentimentos em seu coração serem reais, Davi escolhe levar suas emoções sob a jurisdição da misericórdia e compaixão infalível de Deus. Só então ele poderia se alegrar novamente.No novo céu e nova terra, as tempestades da vida finalmente serão acalmadas. Enquanto isso, passaremos por tempestades e até mesmo dilúvios. Iremos suportar com alegria à medida que confiarmos que nosso Pai é sábio. Quando ele não nos dá algo, é porque ele sabe que é melhor para nós não termos isso. Quando ele confia algo a nós que é difícil de aceitar, é porque ele está nos dando o privilégio de testemunhar a sua graça naquela circunstância.Quando ele nos leva pela chuva, é porque ele sabe que isso fará com que nos agarremos ainda mais a ele, e fará que nosso caráter se torne mais conformado ao dele (Tg 1.2-4).Quando olhamos para os restos destroçados das nossas experiências mais penosas, muitas vezes parece que o colapso é iminente. Contudo, nesses momentos, podemos nos lembrar de que Deus nos dá “uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto, veste de louvor, em vez de espírito angustiado” (Is 61.3). Cada provação que enfrentamos é uma oportunidade de lembrarmos que, assim como aconteceu com Davi, é a misericórdia de Deus que protege nossa alma e nos dá motivo para deleite na salvação dele.Hoje, o convite para cada um de nós é dizer: “Senhor Jesus Cristo, ajuda-me a ter as estacas da barraca da minha vida seguramente presas em tua misericórdia, para que, seja na vida ou na morte, na alegria ou na tristeza, na doença ou na saúde, eu possa me regozijar”.Leia HEBREUS 12.3-11 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Nm 15–16; Ap 20 

  46. 120

    2 de maio - Ele Morreu para nos Tornar Bons

    Texto bíblico: Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados. (1Co 6.9-11)O Maligno não está interessado em nos persuadir a não nos preocuparmos com muitas das nossas atividades cristãs — mas ele está interessado em nos persuadir a nos desagarrarmos das verdades absolutas no que diz respeito à natureza e ao caráter de Deus, bem como às verdades absolutas a respeito da ética do seu reino. Reconhecendo isso, Paulo alertou os crentes de Corinto a não se desviarem para o campo minado do comportamento ímpio.“Não vos enganeis”, diz Paulo; os injustos não “herdarão o reino de Deus”.Paulo descreve algumas áreas de impiedade que tinham se tornado aceitáveis em Corinto.A cidade era um centro comercial agitado, uma mistura de raças, credos e línguas. No entanto, como cultura, ela era irregular e sem raízes. Na verdade, o lugar era tão seriamente pervertido, que “Corinto” se tornou ela própria um sinônimo para imoralidade. Então, o que Paulo fez? Ele se aventurou nessa cidade com uma estratégia. Ele “se entregou totalmente à palavra, testemunhando aos judeus que o Cristo é Jesus” (At 18.5). Seu objetivo não era promulgar legislação, mas começar a proclamar.Não há agenda legislativa que possa redimir a cultura. Em vez disso, há uma mensagem enviada de Deus para redimir homens e mulheres, e é simplesmente esta: “Jesus Cristo e este crucificado” (1Co 2.2). O Evangelho é a agenda de Deus para o nosso mundo. Ele usa o poder e a convicção de sua Palavra para falar à vida das pessoas e realizar mudanças radicais.Paulo não se rendeu ao uso de retórica elaborada. Ele tinha uma mensagem e continuou a anunciá-la de novo e de novo. Ele sabia que apenas a morte expiatória de Cristo na cruz torna possível que homens e mulheres sejam libertos de seus pecados constantes, a fim de “[andar] em novidade de vida” (Rm 6.4).É arriscado e desnecessário permanecer perverso. A mensagem do Evangelho ressoa tão alta e eficazmente hoje quanto nas ruas de Corinto; ela atravessa o engano do relativismo do mundo e a tendência de pensar que as leis por si mesmas podem mudar corações ou produzir fé. A grande necessidade de nossas vidas, nossas cidades e nossas nações é que pecadores sejam salvos. Não se engane com a ideia de que o pecado não importa. Não se engane com a ideia de que a maior necessidade da sua sociedade é qualquer outra coisa senão a notícia do Reino de Deus. Precisamos confessar a mensagem do Messias crucificado: Ele morreu para que fôssemos perdoados, Ele morreu para nos tornar bons, Para que possamos enfim ir para o céu, Salvos pelo seu precioso sangue.62Leia ATOS 18.1-11 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Nm 12–14; Ap 19 

  47. 119

    1 de maio - O Salvador Adormecido

    Texto bíblico: E Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro; eles o despertaram e lhe disseram: Mestre, não te importa que pereçamos? E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! (Mc 4.38-39)Coloque-se no lugar dos discípulos no momento em que eles navegavam no mar tempestuoso, enquanto Jesus dormia na popa do barco. Muitos deles eram pescadores experientes e entendiam que estavam sendo confrontados por uma possibilidade muito real de naufragarem — contudo, o Mestre deles parecia tê-los abandonado ao destino, no sono profundo em que estava.O próprio fato de que Jesus precisava dormir revela que ele tinha um corpo humano real que sabia como era sentir fadiga, sede e fome. Ele experimentou em primeira mão as fraquezas do corpo. Ele até mesmo teve de encontrar um travesseiro para dormir, mostrando-nos saber o que era desconforto. Ele, que fez o universo, poderia ter transformado a madeira debaixo dele em uma substância muito mais confortável, adequada para um bom descanso; porém, em vez disso, o Senhor da glória deitou sua cabeça sobre um travesseiro, assim como você e eu.Se Jesus não soubesse quais eram as fraquezas e tentações da humanidade, ele não seria um Sumo Sacerdote tão compadecido, oferecendo-nos misericórdia e graça do trono celestial (Hb 4.14-16). Mas a Bíblia deixa claro que ele sabia. Ele passou, por exemplo, pela dor do desprezo: “[Cristo] veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (Jo 1.11). Até mesmo alguns dos seus discípulos fiéis — alguns dos próprios homens que estavam nesse barco — o negaram ou o abandonaram em determinado momento. Ele também experimentou o abuso da zombaria que deturpou a maravilha e a beleza de seu caráter (veja, por exemplo, Lc 7.34).Ele lutou por 40 dias e noites contra as mentiras e tentações do Maligno (Mt 4.1-11). Ele enfrentou total agonia e perturbação na cruz quando clamou: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (27.46). Não há experiência de dor ou insulto que possamos sofrer que já não tenha apertado o coração de Cristo — e, como ele passou por tais lutas, convida-nos a ir até ele enquanto nós mesmos as experimentamos.Aqui, nesse pequeno incidente encaixado no início do Evangelho de Marcos, está o lembrete que transforma vidas: Jesus é o Cristo vivo, um Salvador que se compadece e um companheiro inabalável. Não há ninguém mais bem preparado para lidar com qualquer apuro pelo qual você ou eu possamos passar do que o Mestre cujos discípulos pegaram dormindo sobre um travesseiro.Você, assim como eles, pode clamar a ele e descobrir que aquele que precisava dormir no barco também é aquele que podia repreender uma tempestade — aquele que reina nas alturas, o qual não dormita, nem dorme, e não permitirá que os seus pés vacilem (Sl 121.3-4).Hoje, em seus pensamentos, o que induz você ao medo? Tenha certeza de que o Senhor Jesus entende bem como é essa vida. Leve seu medo a ele agora, “lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (1Pe 5.7).Leia SALMO 121 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Nm 9–11; Ap 18 

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    30 de abril - Respondendo ao Sucesso do Outro

    Texto bíblico: Teve ainda outro sonho e o referiu a seus irmãos, dizendo: Sonhei também que o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam perante mim. […] Seus irmãos lhe tinham ciúmes. (Gn 37.9, 11)A inveja é um sentimento comum à humanidade. É também um monstro — um gigante que pode comer qualquer pessoa viva.Como você luta contra a inveja? Quem são aqueles em sua esfera de influência ou seu campo de visão que estão experimentando favor ou sucesso, e com quem de alguma forma você deseja trocar de lugar? Precisamos ser cautelosos. “A odiosa paixão da inveja”, escreve George Lawson, “atormenta e destrói a própria pessoa enquanto busca a ruína de seu objeto.” 61 A inveja tende a destruir o invejoso.Eles ainda não sabiam, mas os irmãos de José estavam no caminho para os males do engano, da malícia e do tráfico de escravos de seu próprio irmão — para as formas mais detestáveis de crueldade. O primeiro passo nessa estrada foi a inveja que tinham dele. Mas eles não viram, e assim caminharam em direção a ações que presumivelmente não haviam tolerado quando José começou a compartilhar seus sonhos de grandeza.Devemos aprender a enxergar a nossa inveja e a lidar com ela. Então, como podemos lidar com o sucesso dos outros sem sucumbir à amargura e à inveja? Primeiro, reconhecemos que Deus é soberano sobre as coisas do homem. Deus determinou que José tivesse o que tinha e fosse o que era — e determinou uma posição menos significativa para os irmãos de José. Se estivessem preparados para considerar isso, embora fosse difícil, eles teriam sido poupados da dor autoinfligida de seu ódio invejoso.Em segundo lugar, voltamo-nos para Deus em oração. F. B. Meyer, um grande pregador do século XIX, uma vez contou como outro pregador veio ministrar na mesma área em que ele já estava ministrando, e de repente houve saídas de sua congregação. A inveja começou a dominar sua alma, e a única liberdade que ele conseguiu encontrar foi orar por esse colega pastor — orar para que Deus abençoasse o ministério de outra pessoa. A oração afrouxa a pressão da inveja em nosso coração.Deus é quem levanta e quem derruba. Se os irmãos de José tivessem compreendido essa verdade, não teriam tido ocasião de ficar com inveja. Deus também é aquele que nos dá cada respiração como um presente seu. Se tivessem entendido isso, teriam mais vontade de agradecer do que de ficar amargurados. Hoje, examine seu próprio coração, reconheça e se arrependa de qualquer inveja que tenha criado raízes. Curve-se em humildade e gratidão diante de seu Deus soberano.Leia 1 SAMUEL 2.1-10 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Nm 7–8; Ap 17 

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    29 de abril - Exaltado Apropriadamente

    Texto bíblico: Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira. (Fp 2.9)Filipenses 2.5-8 é uma bela declaração sobre a humanidade, divindade, ministério e humilhação de Cristo. Tendo mapeado a humildade do Filho de Deus encarnado até a sua morte na cruz, para onde vai a sua mente a seguir? Naturalmente, pensamos na ressurreição.Mas Paulo não. Ele nos leva à exaltação de Cristo.Há, diz Paulo, uma conexão lógica entre a humilhação de Jesus e sua exaltação: “Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira” (v. 9, itálico acrescentado). O que é essa exaltação? É que o Pai deu a seu Filho o trono e ordenou este mundo para que, um dia, “ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai” (vv. 10-11).Mas por que sua exaltação é apropriada? A Escritura nos dá várias respostas. Primeiro, a exaltação de Cristo é apropriada porque cumpre a profecia do Antigo Testamento e demonstra que Deus cumpre a sua palavra. O reconhecimento mundial de Jesus como Senhor ocorrerá porque Deus prometeu que ocorreria. Seiscentos anos antes de Jesus chegar ao palco da história humana, Isaías registrou estas palavras de Deus: “Eis que o meu Servo procederá com prudência; será exaltado e elevado e será mui sublime” (Is 52.13). E assim Cristo veio para suportar a dor e o pecado do mundo, cumprindo o papel de Servo Sofredor, erguido em uma cruz e depois erguido para ser exaltado em seu trono. Como Paulo escreveu em outro lugar: “Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim” (2Co 1.20).Em segundo lugar, a exaltação de Cristo é apropriada porque ele é Deus. A Bíblia nos ensina que o Filho é um com o Pai. Por causa de sua divindade, a exaltação é uma necessidade; não há outro lugar para Deus se assentar! Nenhum outro assento é adequado para o Filho, exceto à destra de seu Pai.Finalmente, a exaltação de Cristo é apropriada porque ele é o querido Filho de seu Pai.Deus Pai observou o Filho obedientemente ir para a cruz para cumprir a aliança da Redenção e o ouviu gritar de dor: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27.46). O Pai sabia que o Filho sofreu essa agonia por amor ao Pai e por amor ao seu povo. O Pai não deixaria seu Filho perfeito nessa condição terrível. Como o amor do Pai poderia fazer outra coisa senão exaltar o Filho de seu estado humilde? A humilhação de Cristo por nós e a exaltação acima de nós são certamente suficientes para nos levar ao ponto em que nos curvamos em alegre submissão a ele. Elas nos mostram que há alguém que tem o status de exigir nossa obediência e o caráter para merecer nossa adoração.Elas nos lembram que a melhor coisa sobre o céu será a pessoa mais gloriosa no céu: Não olharei para a glória, mas para o meu Rei da graça; Não para a coroa que ele dá, mas para sua mão perfurada; O Cordeiro é toda a glória da terra de Emanuel.60Leia ATOS 13.16-43 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Nm 5–6; Ap 16 

  50. 116

    28 de abril - Jesus nos Ergue

    Texto bíblico: E ele, clamando e agitando-o muito, saiu, deixando-o como se estivesse morto, a ponto de muitos dizerem: Morreu. Mas Jesus, tomando-o pela mão, o ergueu, e ele se levantou. (Mc 9.26-27)Não há ninguém a quem Jesus não possa ajudar.Em Marcos 9, lemos sobre a interação de Jesus com uma criança que havia muito tempo estava possuída por um espírito imundo. A situação do menino era assim desde jovem. Ele não podia falar nem ouvir. Quando o demônio o pegou, ele o jogou no chão, fazendo-o espumar pela boca, ranger os dentes e ficar rígido (Mc 9.18). Este jovem foi pego em uma circunstância terrível, essencialmente preso dentro de seu corpo, incapaz de ouvir quaisquer palavras de conforto que possam ter vindo a ele de seu pai, família ou amigos, incapaz de dar voz à sua dor e medo. Sua vida foi desfigurada pela tentativa de distorção e destruição da imagem de Deus que ele carregava.Diante de uma situação tão desesperadora, Jesus interveio, dando uma palavra divina de repreensão ao espírito maligno. Por meio de uma repreensão tão poderosa, Cristo tirou a raiva impotente do inimigo, e o espírito maligno, tendo feito o seu pior, deixou o menino como se estivesse morto. E então Jesus o ressuscitou.É isso que Jesus faz. Ele pega pessoas cujas vidas estão dizimadas — aquelas que estão a caminho da destruição — e faz o que só ele pode fazer: entra nessa vida, pega a pessoa pela mão, ergue-a… e ela fica de pé.Jesus é o único que pode verdadeiramente dizer: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente” (Jo 11.25-26). Ele é o único que pode transformar alguém que parece totalmente indefeso e incapaz de mudar a si mesmo, concedendo-lhe uma nova vida.Então, hoje, Jesus vem até você e diz: Por que você simplesmente não traz seus fardos para mim? Você não pode se educar com dor e tristezas. A terapia não lhe dará respostas duradouras para toda a sua dor e confusão. De fato, é bom que você saiba que não pode fazer isso sozinho.Traga seus fardos para mim.Não só isso, ele também pode chegar aos outros através de você. Não há ninguém que você encontrará hoje que não precise da ajuda de Jesus, e ninguém a quem Jesus não possa ajudar. Por mais brilhante que a vida de alguém pareça, normalmente há arrependimento e ansiedade sob a superfície, e há sempre o pecado que está lentamente arrastando cada um de nós para a destruição — a menos e até que Jesus intervenha. Quando você aprende a ver as pessoas ao seu redor dessa maneira, você anseia compartilhar Cristo com elas; pois não há ninguém a quem Jesus não possa ajudar.Leia LUCAS 19.1-10 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Nm 3–4; Ap 15 

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O devocional Verdade para a Vida, de Alistair Begg, fornece um encontro diário com a Palavra de Deus, trazendo:- Uma reflexão sobre uma passagem bíblica.- Três questões para refletir sobre como pensar, sentir e agir de forma diferente.- Uma leitura bíblica complementar para estudo adicional.- Um plano de leitura bíblica anual.

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