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Devocional Verdade para a Vida
by Alistair Begg
O devocional Verdade para a Vida, de Alistair Begg, fornece um encontro diário com a Palavra de Deus, trazendo:- Uma reflexão sobre uma passagem bíblica.- Três questões para refletir sobre como pensar, sentir e agir de forma diferente.- Uma leitura bíblica complementar para estudo adicional.- Um plano de leitura bíblica anual.
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18 de agosto - Um Motivo de Preocupação
Texto bíblico: Tens compaixão da planta que te não custou trabalho, a qual não fizeste crescer, que numa noite nasceu e numa noite pereceu; e não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabem discernir entre a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais? (Jn 4.10-11)Jonas se considerava uma vítima. Ele estava convencido de estar certo em acreditar que Nínive deveria receber julgamento e de Deus estar errado em ter resgatado a cidade. Ele também estava convencido de que Deus estava errado em permitir que a planta que provia sombra murchasse, deixando-o sofrer no calor.Em resposta, Deus não se envolveu com o profeta de acordo com sua triste objeção, mas, em vez disso, levantou uma questão importante: “É razoável essa tua ira por causa da planta?” (Jn 4.9). Deus estava argumentando do inferior para o superior: se Jonas poderia estar tão fenomenalmente preocupado com uma planta que veio e se foi no espaço de 24 horas, ele, o Deus vivo, não tinha o direito de se preocupar com o povo de Nínive? Deus estava chamando Jonas para revisar sua escala de prioridades.A pergunta de Deus a Jonas também é uma pergunta para nós. Existe alguma coisa em nossa vida com a qual estamos mais preocupados do que ver pessoas incrédulas se tornarem seguidores comprometidos de Jesus Cristo? Se estivermos atentos ao nosso próprio coração, podemos perceber que, em relação ao nosso tempo, finanças, dons e liberdades, “Existe alguma coisa?” rapidamente se torna “Quantas coisas?”. Aqueles que nos observam podem pensar que estamos muito mais preocupados com assuntos de nosso próprio conforto do que com as muitas almas que nunca ouviram o Evangelho.Qual foi a resposta de Jonas à pergunta de Deus? Não sabemos. O livro de Jonas termina com esta pergunta divina. Mas a pergunta mais importante não é sobre como Jonas respondeu. A ênfase de todo o livro está na compaixão do próprio Deus. A pergunta mais importante é esta: como nós, os leitores do livro, percebemos a graça de Deus? Seu exemplo estabelecerá em nós um padrão de preocupação com os outros que anseia afastá-los do pecado e fazê-los confiar em Deus? Nosso coração será mais parecido com o de Jonas ou com o do Senhor? É hora de parar de colocar quaisquer preocupações mundanas à frente de alcançar as almas perdidas em nossas comunidades para Cristo. Temos a alegria de conhecer a compaixão de Deus em nossa vida por meio de Jesus. E a única resposta adequada a esse grande privilégio é nos entregarmos para que os outros também conheçam a ele. Com o que você se importa mais? pergunta Deus. Sua casa? Suas posses? Seus aparelhos tecnológicos? Ou as pessoas em sua rua que não conhecem Jesus?Leia MATEUS 28.16-20 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 100–102; Gl 3
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17 de agosto - Providência Misteriosa
Texto bíblico: Então, o Senhor Deus designou que nascesse uma planta, que subiu por cima de Jonas, para que fizesse sombra sobre a sua cabeça, a fim de o livrar do seu desconforto.Jonas, pois, se alegrou em extremo por causa da planta. Mas no dia seguinte, ao subir da alva, Deus designou um verme, o qual feriu a planta, e esta secou. (Jn 4.6-7)110 Quando Jonas deixou Nínive, a cidade havia sido salva, mas o profeta estava amuado. Eu sabia que o Senhor os perdoaria, apesar de todo o mal que fizeram, disse ele ao Senhor.Agora eu prefiro estar morto do que ter de ver meus inimigos perdoados (Jn 4.2-3).Jonas fez um pequeno abrigo para si mesmo (v. 5), presumivelmente de pedras ou tijolos de barro; o calor do sol teria tornado muito desconfortável para ele sentar-se ao ar livre. Imagine- o sentado em sua pequena cabana, desejando estar morto e depois percebendo que uma planta maravilhosa estava crescendo ao seu redor. De repente, o calor do dia foi aliviado pela sombra desta planta — e Jonas ficou muito, mas muito feliz.Mas sua alegria durou pouco. O mesmo Deus que providenciou a planta para fazer Jonas feliz também providenciou o verme que causou sua destruição. A planta murchou não de alguma maneira antinatural, mas como resultado de processos normais que ocorriam sob o controle divino de Deus.Deus, o Criador, é soberano sobre tudo o que ele fez. Em sua misteriosa providência, ele continuava a trabalhar com seu servo de acordo com o propósito de sua vontade. Há uma frase recorrente no livro de Jonas: “Deus designou”. Ele designou um grande peixe, uma planta, um verme e um vento calmoso oriental, tudo como expressão de seu amor e preocupação por seu servo (Jn 1.17; 4.8). Seja através de um peixe gigantesco ou de um pequeno verme, Deus estava operando — como ainda está —, direcionando tudo para o fim designado.Vemos essa doutrina da providência abordada na Pergunta 27 do Catecismo de Heidelberg: “O que você entende por providência de Deus?” A resposta vem: A providência de Deus é o seu poder onipotente e sempre presente, pelo qual, como com a sua mão, ele ainda sustenta o céu e a terra e todas as criaturas, e assim as governa de forma que plantas e ervas, chuva e seca, anos frutíferos e estéreis, comida e bebida, saúde e doença, riquezas e pobreza, na verdade, todas as coisas, não vêm por acaso, mas da sua mão paterna.111 Ao longo da jornada da vida, ao encontrar “plantas” que o deixam confortável e feliz e “vermes” que removem o conforto ou a companhia de sua vida, você pode encontrar encorajamento em saber que não está preso a alguma força cega e fatalista. Em vez disso, seu Pai celestial, que o abraça com amor, está ordenando tudo para que ele possa alcançar o propósito final dele em sua vida: torná-lo mais parecido com o Filho e trazê-lo para casa ao lado dele. Portanto, considere sua vida. Onde estão as plantas? Onde estão os vermes? E você procurará agradecer por ambos, seguro de que ambos são dados por um Pai amoroso para o seu bem eterno?Leia TIAGO 1.9-18 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 97–99; Gl 2
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16 de agosto - Servos Indignos
Texto bíblico: E orou ao Senhor e disse: Ah! Senhor! Não foi isso o que eu disse, estando ainda na minha terra? Por isso, [eu] me adiantei, fugindo para Társis, pois [eu] sabia que és Deus clemente, e misericordioso, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e que te arrependes do mal. […] E disse o Senhor: É razoável essa tua ira? (Jn 4.2, 4)Quando as crianças fazem algo errado, muitas vezes buscam o perdão dos pais, o recebem e depois dizem: “Eu sei que estava errado, mas… havia uma razão perfeitamente boa para eu ter feito o que fiz”. Vemos algo semelhante com o profeta Jonas. Deus o perdoou, o pegou e o colocou de volta nos trilhos, e ainda assim ele tentou justificar sua desobediência anterior. Ele estava simultaneamente se sentindo irado, discutindo e orando — o que não é uma tarefa fácil! Na argumentação de Jonas, observe quantas vezes o pronome pessoal “eu” aparece. Havia “Jonas” de mais em seu discurso — e, portanto, em seu coração — quando ele apresentou seu caso como uma questão de ser a sua palavra contra a do Senhor. Ele tolamente supôs que seu caminho era melhor do que o de Deus.A queixa de Jonas também estava enraizada em dois pesos e duas medidas. Embora ele tivesse sido recentemente o destinatário da compaixão e misericórdia de Deus, ele encontrou falhas em Deus por demonstrar essa mesma misericórdia para aqueles que Jonas achava que deveriam estar além da redenção.O grande problema para Jonas era a graça soberana de Deus. Ele estava zangado com Deus por agir de uma maneira que ele não entendia ou aprovava. Mas o Senhor havia declarado havia muito tempo: “terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem eu me compadecer” (Êx 33.19). A graça divina para com os pecadores nunca pode ser explicada. Não tem uma razão; simplesmente reflete quem Deus é.Em resposta à reação de Jonas, o Senhor não perguntou se ele estava irado, mas se ele tinha o direito de estar irado. Esta era a questão central: Jonas — um representante de um povo a quem Deus havia favorecido mesmo quando se desviou, e que em sua desobediência conhecera pessoalmente a mão salvadora de Deus — tinha algum motivo válido para se opor à compaixão de Deus para com os outros? A resposta é claramente “não”. Nem temos o direito de desafiar a Deus sobre como e a quem ele estende sua misericórdia ou como ele dirige todas as coisas para salvar o seu povo e glorificar seu Filho.Se nos pegarmos irados com Deus e reclamando sobre o caminho que ele escolheu para cumprir os seus propósitos, é porque nos esquecemos de quão indignos somos de receber a graça de Deus. Aqui está o perigo: é nos tornarmos tão tolerantes com a nossa própria desobediência, que pensamos ter direito ao favor e à bênção de Deus. Mas tudo é graça, todos os dias. Somente quando formos dominados pela graça, seremos capazes de nos alegrar na abundância da misericórdia de Deus, a qual é derramada sobre os seus santos indignos.Leia JONAS 4 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 94–96; Gl 1
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15 de agosto - Em Harmonia com o Plano de Deus
Texto bíblico: Viu Deus o que fizeram, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria e não o fez.Com isso, desgostou-se Jonas extremamente e ficou irado. (Jn 3.10–4.1)Até mesmo os profetas às vezes têm muito a aprender.Depois de seu tempo no ventre do peixe, Jonas não era mais desobediente, mas estava perplexo em sua obediência, ainda lutando com a graça soberana de Deus. Embora, tendo inicialmente procurado fugir dos propósitos de Deus para ele, Jonas tivesse ido para onde Deus o mandou e dito o que foi ordenado a dizer, ele não estava de forma alguma em harmonia com o plano gracioso de Deus para Nínive. O avivamento havia irrompido em uma cidade que se endurecera completamente para o Deus de Israel — e o profeta de Deus respondeu com raiva contra seu Deus! Porém, conquanto Jonas fosse bruto, intolerante e respondesse erroneamente à bondade de Deus, este não o descartou. Ele já havia fornecido um grande peixe para salvar Jonas da desobediência; ele poderia justificadamente ter fornecido um grande leão para comê-lo também! Mas ele não o fez, pois é gracioso e compassivo. Ele tratou Jonas com paciência e bondade para levá-lo à percepção de que o que estava errado, mais do que qualquer outra coisa, era sua atitude.A reação de Jonas ao arrependimento dos ninivitas foi estranha para um pregador. Poderíamos esperar que ele fosse grato por Deus ter escolhido não rejeitá-lo, mas dar-lhe o privilégio de ser usado em seu serviço. Em vez disso, o arrependimento da cidade “[deu desgosto a] Jonas”. Uma tradução literal deste versículo leva um passo adiante: “Era perverso para Jonas, uma grande perversidade”. A ausência da calamidade que ele esperava — um julgamento que ele pensou e esperava que viesse sobre Nínive — provou ser uma calamidade em seu próprio coração e mente.Por mais desagradável que pareça, podemos ver nossas atitudes e reações refletidas nas de Jonas. Podemos ir aonde somos enviados, podemos dizer o que nos é ordenado, podemos nos conformar externamente a tudo o que Deus nos chamou para fazer… e, ainda assim, no cerne de nossa vida, podemos não estar realmente em harmonia com a forma como seu plano está se desenrolando. Podemos desejar que o julgamento caia em vez de a misericórdia ser estendida. Podemos nos irritar com Deus quando ele abençoa os outros de maneiras que ele não nos abençoou, ou quando abençoa os outros sem que eles demonstrem o mesmo compromisso com sua missão que achamos ter. Podemos nos encontrar dizendo a Deus como ele deve organizar as coisas em seu mundo.O que nos alinhará com sua compaixão e nos enviará alegremente em sua missão? Simplesmente isto: entender que não somos melhores do que ninguém — nem menos merecedores de sua ira, nem mais merecedores de sua bondade. Ao demonstrar a misericórdia de Deus, a cruz humilha nosso coração e enche-o com a mesma compaixão e graça que levou seu Filho ao Calvário. Você está lutando para viver com tal compaixão pelos outros? Olhe para a cruz e peça ao Senhor que lhe ensine o que Jonas também precisou aprender.Leia COLOSSENSES 1.21-29 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 91–93; 1Pe 5
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14 de agosto - Nosso Deus Imutável
Texto bíblico: Viu Deus o que fizeram, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria e não o fez. (Jn 3.10)A Bíblia deixa claro que Deus é imutável. Ao mesmo tempo, o livro de Jonas afirma que ele pode mudar e de fato muda sua atitude em relação às pessoas e sua maneira de lidar com elas. Como devemos entender essa aparente contradição? Vemos essa tensão em outras partes da Escritura. Em seu trato com o Rei Saul, por exemplo, Deus disse: “Arrependo-me de haver constituído Saul rei, porquanto deixou de me seguir e não executou as minhas palavras” (1Sm 15.11). Alguns versículos depois, todavia, lemos: “Também a Glória de Israel não mente, nem se arrepende, porquanto não é homem, para que se arrependa” (v. 29). Parece que Deus se arrepende de sua decisão, mas então nos é dito que ele não se arrepende.No entanto, não há inconsistência final entre esses dois modos de expressão. Quando se afirma que Deus se arrepende ou muda de ideia, a linguagem descritiva é uma acomodação à nossa perspectiva humana finita. Parece que houve uma mudança em Deus, mas o que realmente mudou foi nossa conduta humana. Simplificando, Saul não era mais o homem que havia sido. Ele havia se tornado persistentemente desobediente, e Deus respondeu a essa circunstância alterada de uma maneira totalmente consistente com seu caráter. Da mesma forma, em resposta à pregação de Jonas, os ninivitas mudaram sua conduta — desta vez, na direção oposta: eles se afastaram do mal. Deus é sempre contra o pecado e favorável ao arrependimento e à fé; seu caráter não muda. Suas advertências têm a intenção de alertar os rebeldes e levá-los ao arrependimento — e, se o arrependimento ocorrer, então Deus responde de acordo com isso.Só porque Deus responde dessa maneira, o pecador que crê em Jesus pode conhecer sua aceitação. Visto que “Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre” (Hb 13.8), podemos saber que, quando chegamos em contrição e fé como de crianças, Deus nos recebe com compaixão e misericórdia. Essa é a sua natureza, e ele não mudará. Da nossa perspectiva, pode parecer que ele mudou de ideia — mas Deus sempre permanece fiel a cada palavra que já disse. Em um mundo que está sempre mudando e onde até mesmo o melhor de nós nem sempre consegue manter a própria palavra, aqui está um ótimo fundamento para sua confiança e alegria hoje.Leia JONAS 3 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 89–90; 1Pe 4
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13 de agosto - Um Lembrete Sobre Arrependimento
Texto bíblico: Os ninivitas creram em Deus, e proclamaram um jejum, e vestiram-se de panos de saco, desde o maior até o menor. Chegou esta notícia ao rei de Nínive; ele levantou-se do seu trono, tirou de si as vestes reais, cobriu-se de pano de saco e assentou-se sobre cinza. (Jn 3.5-6)Você pode imaginar seu presidente ou primeiro-ministro fazendo uma transmissão nacional na qual pede que a nação desista de seus atos violentos, se afaste do mal que eles abraçaram e busque a misericórdia de Deus, para ele vir e salvá-los de seu julgamento? Isso é essencialmente o que aconteceu em Nínive, diante dos olhos de Jonas.É bastante notável que os ninivitas acreditaram em Deus de forma tão rápida e completa.Ao ouvirem a advertência de Jonas sobre o julgamento vindouro, sua reação foi generalizada e sincera, como evidenciado por suas vestes de penitência. E essa resposta pública foi mais do que igualada pela resposta real. O rei trocou suas vestes, substituindo as vestes reais por pano de saco; mudou de lugar, trocando o trono por um assento no pó; e mudou de tom, emitindo uma proclamação de arrependimento.Isso contrasta com muitas pessoas dos dias de Jesus, e talvez com as de nosso tempo.Como o próprio Jesus ensinou, os ninivitas “se arrependeram com a pregação de Jonas”, enquanto inúmeras pessoas com quem ele falou se recusaram a reconhecer que “[algo] maior do que Jonas” — a saber, Cristo — foi agora proclamado (Lc 11.32). Eles rejeitaram o que o rei ninivita havia entendido quando disse: “Convertam-se, cada um do seu mau caminho […].Quem sabe se se voltará Deus, e se arrependerá, e se apartará do furor da sua ira, de sorte que não pereçamos?” (Jn 3.8-9 ACF). Ele reconheceu que o arrependimento dos ninivitas não significava necessariamente que Deus seria tolerante em sua reação. Ele ainda estava incerto sobre se a virada deles seria acompanhada por uma virada divina.Isso é um lembrete para nós: mesmo os arrependidos não têm motivos para exigir a aceitação de Deus. Eles permanecem exclusivamente dependentes da graça de Deus. O arrependimento é necessário para o perdão, mas não o merece. Como o Filho Pródigo, a pessoa com um coração genuinamente arrependido diz: “Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho” (Lc 15.18-19). O arrependimento começa com o reconhecimento de que somos verdadeiramente merecedores do juízo de Deus e com a declaração da nossa necessidade desesperada da sua misericórdia.Porque “[algo] maior do que Jonas” está agora aqui, podemos saber e declarar que o arrependimento sempre será recebido pelo perdão, pois “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm 10.13). Mas devemos aprender com este rei pagão que não manipulamos a mão de Deus pelo nosso arrependimento ou obediência, e que o verdadeiro arrependimento não é superficial, mas sincero, sempre envolvendo uma mudança de atitude e de comportamento. Esta é uma lição a que devemos prestar atenção todos os dias de nossa vida cristã — pois, como Martinho Lutero afirmou: “Quando nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo disse: ‘Arrependei-vos’, ele pretendia que toda a vida dos crentes fosse de arrependimento”.109Leia LUCAS 11.29-32 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 87–88; 1Pe 3
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12 de agosto - Misericórdia Proclamada
Texto bíblico: Veio a palavra do Senhor, segunda vez, a Jonas, dizendo: Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e proclama contra ela a mensagem que eu te digo. Levantou-se, pois, Jonas e foi a Nínive, segundo a palavra do Senhor. Ora, Nínive era cidade mui importante diante de Deus e de três dias para percorrê-la. (Jn 3.1-3)Deus é o Deus das segundas chances.Jonas respondeu ao chamado de Deus para avisar Nínive de seu julgamento vindouro fugindo para se esconder. Porém, quando o chamado veio de novo, ele não arrastou os pés pela segunda vez. Ciente de seu fracasso e da graça de Deus para com ele, Jonas parecia ansioso para pregar a eles na primeira oportunidade. Quando finalmente lemos sobre Jonas chamando o povo ao arrependimento, podemos imaginar o peso de sua própria experiência ao falar em primeira mão sobre as consequências divinas da desobediência. Ele trouxe uma advertência e, com ela, certamente um testemunho pessoal do fato de que Deus está disposto e é capaz de salvar pessoas pecadoras até mesmo das circunstâncias mais extremas. Embora mais tarde ele provasse não ter abraçado totalmente a magnitude e o escopo da graça de Deus (Jn 4.1-3), a misericórdia que Deus havia mostrado a Jonas com certeza permeou sua mensagem aos ninivitas. Aquele que recebera uma segunda chance por meio da provisão divina de um peixe agora oferecia uma segunda chance a uma cidade de homens e mulheres que haviam se afastado do Senhor com determinação.Você já entendeu que Deus é o Deus das segundas (e terceiras e quartas) chances? Você já percebeu que não pode fugir da misericórdia de Deus ou sondar as profundezas de sua graça? Se sim, então você certamente estenderá a mensagem do Evangelho a outras pessoas.E a maneira como você faz isso refletirá a misericórdia que recebeu. Se os cristãos parecem frágeis, sem coração e legalistas ao falar sobre a fé, seus corações ainda não foram abrandados o suficiente pela misericórdia, graça e amor de Deus. Se, no entanto, houver um senso da maravilha vencedora e conquistadora da misericórdia de Deus nas palavras e ações de um cristão, é seguro presumir que essa pessoa conheceu tal misericórdia.O escritor de hinos Charles Wesley, conquistado pela misericórdia de Deus, prontamente proclamou: Profundidade da misericórdia! Pode haver ainda misericórdia reservada para mim? Pode o meu Deus sua ira conter? Eu, o principal dos pecadores, poupar? Eu resisti por muito tempo à sua graça: por muito tempo o provoquei em sua face; Não quis ouvir seus chamados; entristeci-o por milhares de quedas… Lá, por mim, o Salvador está de pé, mostra suas feridas e abre suas mãos: Deus é amor! Eu sei, eu sinto; Jesus chora, mas ainda me ama.108 Reflita sobre a misericórdia de Deus para com você agora — ao trazê-lo à fé e depois em sua paciência contínua com você e perdão a você. Deixe que o sentimento de admiração por seu tratamento com você permeie a maneira como você conta a história de seu amor redentor aos outros. E, se você conhece alguma pessoa a quem não conseguiu mostrar a misericórdia de Deus ou compartilhá-la quando teve a oportunidade, ore agora por uma segunda chance — e depois aproveite-a.Leia SALMO 30 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 84–86; 1Pe 2
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11 de agosto - Terra Firme nos Aguarda
Texto bíblico: Então, Jonas, do ventre do peixe, orou ao Senhor, seu Deus, e disse: Na minha angústia, clamei ao Senhor, e ele me respondeu. (Jn 2.1-2)Aqui está uma palavra para o crente em dificuldades, para o crente desviado, para aqueles de nós que se encontram nas profundezas por causa de sua desobediência.A ênfase do livro de Jonas não está tanto nas dificuldades de Jonas, mas na provisão de Deus. Deus usou medidas extraordinárias para salvar Jonas de seu pecado e desobediência.O profeta reconhece que foi Deus quem “[o lançou] no profundo, no coração dos mares” (Jn 2.3). Sim, foram os marinheiros que jogaram Jonas ao mar, mas Jonas reconheceu que o que aconteceu estava sob a mão soberana de Deus e que os marinheiros agiam como seus instrumentos.Deus foi atrás dele e o jogou nas águas revoltas para que ele chegasse a um lugar onde pudesse dizer: “Na minha angústia, clamei ao Senhor, e ele me respondeu”.Além disso, no ventre do grande peixe, o profeta sentiu o aguilhão de estar separado de Deus, de ser “expulso da [sua] presença” (Jn 2.4). Para Jonas, o terror físico de quase se afogar no oceano e ser engolido por um peixe empalideceu em comparação com estar para sempre afastado de seu Pai celestial. Jonas conhecia o amor de Deus; ele sabia o que era estar na presença de Deus. Ele foi capaz de entender o que significaria ser separado de Deus, embora — e esta é a perversidade do pecado — ele mesmo tivesse escolhido separar-se de Deus.Que palavra para nós! É Deus que, quando nos afastamos dele, vem até nós nas tempestades e vales, que altera nossas circunstâncias para chamar nossa atenção, que nos permite sentir isolados e separados para que possamos dizer: “Este não é o meu lugar. Isso não é o que Deus quer. Não consigo sair desta situação. Mas ele é capaz.” Hoje, você pode estar lidando com um profundo sentimento de fracasso e arrependimento.Você tem corrido. Você desobedeceu à voz clara de Deus e tentou se esconder. Mas sua história não precisa terminar aí. Em sua graça e bondade, Deus está determinado a salvá-lo e a completar a obra em sua vida que ele começou (Fp 1.6). Na vida cristã, há sempre a necessidade de se arrepender, mas nunca qualquer razão para se desesperar.Quando Jonas chegou a terra firme, não foi porque ele merecia. Foi pela graça de Deus.Da mesma forma, é somente Deus quem vem a nós em nosso pecado e desobediência para que ele possa nos purificar, salvar e restaurar aos seus propósitos. Você consegue ver terra firme hoje?Leia JONAS 2 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 81–83; 1Pe 1
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10 de agosto - Senhor de Toda a Criação
Texto bíblico: Jonas se levantou para fugir de diante da face do Senhor para Társis; e, descendo a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem e desceu para dentro dele, para ir com eles para Társis, de diante da face do Senhor.Mas o Senhor mandou ao mar um grande vento, e fez-se no mar uma grande tempestade, e o navio estava para quebrar-se. (Jn 1.3-4 ARC)Não estamos no controle da Criação. Mas Deus está — e ele é, portanto, digno de todo o nosso louvor e adoração.O controle divino sobre os oceanos — na verdade, sobre toda a Criação — era motivo de louvor constante na obra dos salmistas. Quando lemos os Salmos, descobrimos repetidas vezes que o povo de Deus se deleita em louvar seu poder soberano sobre a ordem criada: seu controle sobre os mares, mesmo sobre o fluxo e refluxo de suas marés.Vemos no Salmo 33, por exemplo, que “Ele ajunta as águas do mar num só lugar; das profundezas faz reservatórios” (v. 7 NVI). É um quadro dramático — e faz parte da excelência e glória de Deus. Da mesma forma que podemos nos mover e derramar um galão de limonada, o Deus Todo-Poderoso é capaz de simplesmente reunir os oceanos do mundo e colocá-los em jarros. Quão certo e apropriado, então, é que adoremos nosso Deus Criador com temor e reverência! Da mesma forma, a autoridade de Deus sobre a Criação nos encoraja a confiar em seu cuidado providencial. Mais tarde, na história de Jonas, descobrimos que o Senhor “fez […] nascer uma planta”; ele “enviou um verme” e “mandou um vento calmoso oriental” para cumprir seus planos para Jonas e para o povo de Nínive (Jn 4.6-8). Como isso é diferente da mentalidade pagã tanto nos dias de Jonas quanto nos nossos. Os tripulantes do navio de Jonas consideravam o mar uma força primitiva incontrolável, à mercê da qual estavam todos cativos. Da mesma forma, somos confrontados hoje com a noção de que a “Mãe Natureza” é uma força indomável e impiedosa. Mas a verdade é que todas as coisas, incluindo toda a ordem criada, são servas de Deus (Sl 119.91). Não somos deixados para sermos lançados no mar do acaso ou golpeados por forças cegas e impessoais. Não; Deus “enumera as estrelas, chamando todas pelo nome” (Sl 147.4 A21).Somente o soberano Senhor Criador pode reunir os mares em montes e ordenar que toda a Criação faça o que ele manda. Não apenas isso, mas ele escolhe estabelecer seus mandamentos para o bem do seu povo. O grande vento que Deus lançou sobre o mar enquanto o barco de Jonas navegava em direção a Társis não pretendia ser uma maldição sobre ele, mas sim um chamado para que voltasse à obediência fiel ao seu Deus. Aquilo que Deus enviou sobre Jonas, disto Deus também o salvou. Que notável: Deus convocou o imenso poder de uma tempestade simplesmente para trazer uma criança errante de volta para casa.Em verdade, todas as coisas estão arranjadas para a glória de Deus e o bem do seu povo — incluindo você. É a esse Deus que louvamos, nesse Deus confiamos e a esse Deus entregamos nossa vida. Que esta verdade esteja em seus lábios hoje: “Grande é o Senhor e mui digno de ser louvado; a sua grandeza é insondável” (Sl 145.3).Leia SALMO 145 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 79–80; At 28
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9 de agosto - Desobediência e Relutância
Texto bíblico: E Jonas se levantou para fugir de diante da face do Senhor para Társis; e, descendo a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem e desceu para dentro dele, para ir com eles para Társis, de diante da face do Senhor. (Jn 1.3 ARC)O curso da desobediência é sempre uma trajetória descendente — isto é, até que Deus intervenha. Na pressa de Jonas de fugir da ordem do Senhor para pregar uma mensagem de arrependimento aos ninivitas, ele “[desceu] para Jope”, “desceu para dentro” do navio e “[desceu] até à terra, cujos ferrolhos se correram sobre” ele no ventre do grande peixe (Jn 2.6, ênfase acrescentada).Quando Jonas estava dormindo profundamente sob o convés do navio, tentando fugir de Deus, “o Senhor lançou sobre o mar um forte vento […] e o navio estava a ponto de se despedaçar” (1.4). No entanto, no meio de uma tempestade furiosa e da atividade febril dos marinheiros que gritavam, choravam, oravam e jogavam coisas na água, Jonas continuou dormindo.Como Jonas poderia estar tão exausto? Decerto ele estava física e espiritualmente desgastado por sua decisão de fugir de Deus. Embora a desobediência possa ser estimulante no momento — embora possa proporcionar um burburinho momentâneo —, é sempre exaustiva no final. É difícil resistir contra os aguilhões (At 26.14). Dificilmente se pode encontrar um sono mais miserável ou desconsolado do que aquele que segue nossa rebelião contra uma palavra de Deus e o desejo subsequente de nos escondermos de qualquer um e de todos, retirando-nos para a privacidade de nossa cama.Jonas queria que Deus o deixasse em paz. Deus, no entanto, era misericordioso demais para fazê-lo. Então ele enviou uma tempestade, e a tempestade enviou o capitão do navio para encontrar Jonas e despertá-lo. O capitão usou a mesma palavra que Deus havia falado anteriormente para chamar Jonas para pregar: “Levanta-te, invoca o teu deus!” (Jn 1.6 ARC, ênfase acrescentada; compare com 1.2).Aqui, então, está um quadro de grande relutância — não apenas a relutância de Jonas em fazer o que lhe é ordenado, mas a relutância de Deus em deixar seu servo no desânimo e na miséria de seu pecado. Os três dias que Jonas logo passaria no ventre do grande peixe testificam ainda mais essa verdade sobre Deus. Embora a rebelião de Jonas merecesse punição, Deus logo o resgataria de perecer no mar e o restauraria para que ele pregasse julgamento e misericórdia ao povo de Nínive.Deus vem a nós repetidas vezes em nossa desobediência, não querendo nos deixar chafurdando em nosso pecado. Mesmo que coloquemos os dedos nos ouvidos e finjamos não ouvi-lo, e mesmo que nos recusemos a obedecer, Deus vai atrás de seus filhos errantes. Ele nos ama tanto, que não quer nos deixar à nossa própria sorte. Em nosso pecado, não podemos fugir da misericórdia de Deus, aquele que nunca nos deixará nem nos abandonará.Leia JONAS 1 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 77–78; At 27.27-44
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8 de agosto - Lembrando-se da Misericórdia de Deus
Texto bíblico: E veio a palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim. E Jonas se levantou para fugir de diante da face do Senhor para Társis. (Jn 1.1-3 ARC)Deus se deleita em salvar as pessoas.Quando Deus ordenou a seu servo Jonas que fosse a Nínive e pregasse contra ela por causa de sua maldade, o profeta relutante reconheceu que o povo poderia se arrepender de seus maus caminhos e que Deus responderia com misericórdia (veja Jn 4.2). Ele sabia que Deus é “Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado” (Êx 34.6-7). Ele sabia a verdade que Deus um dia falaria por meio do profeta Jeremias: “No momento em que eu falar acerca de uma nação ou de um reino para o arrancar, derribar e destruir, se a tal nação se converter da maldade contra a qual eu falei, também eu me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe” (Jr 18.7-8).Jonas sabia que o coração de Deus é um coração de misericórdia — então Jonas se recusou a obedecer ao mandamento de Deus. Por quê?! Segundo parece, ele simplesmente não gostava do povo de Nínive, e isto era compreensível, pois os ninivitas eram pagãos agressivos, cruéis e violentos e eram temidos inimigos de Israel. Jonas não queria que o Senhor os poupasse — então, mais tarde, quando o povo de Nínive se afastou de sua maldade, Jonas “desgostou-se […] extremamente e ficou irado” (Jn 4.1). Jonas sentiu que eles mereciam o julgamento de Deus. E ele estava certo! Contudo, felizmente, as maneiras de Deus lidar com nações, cidades e indivíduos não são as nossas maneiras. O desejo de Deus é mostrar misericórdia, e não trazer julgamento.A compaixão de Deus por Nínive é um lembrete para nós de que ele não deseja que ninguém pereça, e ele se deleita em salvar as pessoas, especialmente aquelas que parecem menos merecedoras (2Pe 3.9). Jonas queria pregar apenas onde ele queria pregar e a quem ele queria pregar. Mas a mensagem do Evangelho é para todos, em todos os lugares. Hoje, as Boas Novas de Jesus não se limitam a pessoas “boas”, a pessoas que se parecem, agem e pensam como nós. De fato, Jesus ordenou a seus seguidores: “Ide, […] fazei discípulos de todas as nações” (Mt 28.19, ênfase acrescentada).Que misericórdia imensa! Deus é apaixonado em sua busca pelos orgulhosos, teimosos e desafiadores — pessoas iguais a mim, pessoas iguais a você. Ele nos chama a sermos zelosos para “resgatar os que perecem, cuidar dos moribundos”, para “falar-lhes de Jesus, o poderoso para salvar”.107 O Deus trino deseja salvar pessoas pecadoras — ele deseja a salvação delas o suficiente para vir e morrer por elas. Você compartilha o coração dele? Se você fizer isso, desejará a salvação daqueles ao seu redor — quem quer que sejam e o que quer que tenham feito — o suficiente para ir e compartilhar Cristo com eles.Leia 1 CORÍNTIOS 9.19-23 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 74–76; At 27.1-26
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7 de agosto - Carecemos de um Milagre
Texto bíblico: Fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente. Pois toda carne é como a erva, e toda a sua glória, como a flor da erva; seca-se a erva, e cai a sua flor; a palavra do Senhor, porém, permanece eternamente. (1Pe 1.23-25)O Evangelho não é uma exortação a pessoas bem-intencionadas, convidando-nos a adicionar um pouco de religião à nossa vida. A Palavra de Deus chega ao coração rebelde e ordena obediência. É uma palavra que traz os mortos à vida.Como isso é feito? Somente pelo Espírito de Deus. É obra do Espírito alcançar o que não pode ser feito de nenhuma outra maneira, por nenhum outro meio: produzir nova vida. Por natureza, somos todos rebeldes contra Deus. Ninguém o busca (Rm 3.11). Mesmo que eu me chame de agnóstico, de alguém que está sempre buscando ou mente aberta, na realidade estou me rebelando. E Deus “ordena que todos os homens, em todos os lugares, se arrependam” (At 17.30 A21). Deus chama cada um de nós para fazer uma reviravolta — para nos afastarmos decisivamente do pecado e da rebelião e ficarmos sob seu domínio.À parte de um milagre, não podemos fazer isso. Abandonados a nós mesmos, estamos mortos e sem esperança para a eternidade. Felizmente, é a própria tarefa do Espírito de Deus realizar esse milagre por nós. A nova vida é algo que Deus alcança, não algo que geramos. O Espírito nos convence do pecado e nos convence de que Jesus, por sua morte na cruz, lidou com isso.A Escritura é absolutamente clara sobre isso: quando estávamos mortos em nossos pecados, fomos vivificados em Cristo (Ef 2.1-5). O Espírito nos leva a entender o que, por nós mesmos, não estamos preparados para encarar — a saber, que temos um problema profundo e endêmico que não podemos resolver. Precisamos de um milagre. E é isso que Deus faz. Ele traz nova vida. Ele nos salva por sua graça.Tudo a nosso respeito desaparece; como a grama, Pedro nos lembra, todos nós um dia cairemos. Mas há uma semente que produz o que é imperecível, que é plantada em nós pelo Espírito e que florescerá e prosperará por toda a eternidade: a vida que nasceu de novo através do Evangelho. A Palavra de Deus permanece para sempre, assim como aquele que foi trazido à nova vida à medida que o Espírito opera por meio dela.Uma vez que isso nos aconteceu, não vemos mais a Bíblia apenas como um livro de história ou uma história inspiradora. Pela obra do Espírito, ela se torna uma luz, iluminando a verdadeira vida, e nossos olhos são abertos para entender quem Deus é. É por isso que estudamos a Bíblia: para ver e conhecer melhor aquele que nos salvou e com quem passaremos a eternidade.Então, que o amor de Jesus atraia você para ele. Que a alegria de Jesus lhe permita servi- -lo. Que a paz e o contentamento que advêm de conhecer Jesus concedam a você estabilidade e clareza ao refletir sobre onde esteve, considerar onde está e meditar para onde está indo. Sua carne terrena cairá; mas você permanecerá para sempre.Leia SALMO 119.65-80 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 72–73; At 26
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6 de agosto - A Grande Divisão
Texto bíblico: Supondes que vim para dar paz à terra? Não, eu vo-lo afirmo; antes, divisão. (Lc 12.51)Jesus veio trazer paz à terra, como os anjos cantaram no primeiro Natal (Lc 2.14)? Ou ele veio trazer divisão, como ele mesmo anuncia aqui? Sim.Vamos primeiro reconhecer a aparente contradição. A maneira como Jesus responde à sua própria pergunta aqui — “Supondes que vim para dar paz à terra? Não…” — parece mutuamente incompatível com a declaração dos anjos e com a instrução de Jesus aos seus seguidores para serem pacificadores (Mt 5.9). De fato, parece que Jesus está refutando a ênfase de todo o seu ministério terreno, associando-se à divisão e à discórdia. Como, então, devemos reconciliar as afirmações de Jesus de que ele traria tanto paz quanto divisão? O que Jesus quis dizer quando falou sobre trazer divisão está diretamente ligado à obra que ele realizou para efetuar a paz. Em outras palavras, quando entendemos as Boas Novas — que “[Deus] o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2Co 5.21)—, nunca mais somos os mesmos. É um trabalho magnífico demais para resultar em apatia.Quando somos renovados em nosso âmago, tudo em nós muda — nossos valores, nosso foco, nosso propósito, nossos sonhos. Agora estamos em paz com nosso Criador e somos capazes de viver em paz com nós mesmos. Todavia, mais cedo ou mais tarde, essa transformação se mostrará divisiva. Ao compartilhar, falar e viver o milagre de nossa reconciliação com Deus, seremos recebidos com desdém, hostilidade e julgamento, às vezes até daqueles dentro de nossas próprias casas, como Jesus prosseguiu em advertir (Lc 12.52-53).A vinda de Jesus para trazer a paz revelou a divisão e o conflito existentes entre o Criador e as criaturas portadoras da sua imagem, desde que Adão e Eva se rebelaram pela primeira vez. Suas palavras e ações, dirigidas como são pelos mandamentos do céu e não pelos caminhos deste mundo, desnudarão essa mesma divisão. Para muitos de nós, a divisão causada como resultado da confiança em Cristo é uma realidade difícil e dolorosa da vida.No entanto, há uma grande esperança para todos nós: o objetivo final de Jesus não é a divisão, mas a harmonia. A Bíblia é absolutamente clara de que o Príncipe da Paz um dia reinará eternamente. Enquanto isso, não tenha ilusões: seguir Jesus tem um custo — um custo que você pode, pelo poder do Espírito dele, pagar alegremente ao correr o risco de divisão para manter a oferta divina de paz.Leia ATOS 17.1-15 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 70–71; At 25
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5 de agosto - Arruinado e Restaurado
Texto bíblico: Que é isso que fizeste? (Gn 3.13)As Terras Altas da Escócia estão cheias de castelos que não são mais habitados. À luz do sol do entardecer, não é difícil reconhecer que, ao mesmo tempo, esses devem ter sido lugares magníficos. Embora não tenham mais janelas ou tapeçarias, muito menos residentes, o esplendor dessas estruturas antigas remete à sua antiga glória, mesmo em sua condição agora de ruínas.Este mundo está cheio de glória arruinada, pois este mundo está cheio de pessoas. Adão e Eva foram o ápice da obra criativa de Deus, e ele estava absolutamente satisfeito com eles.Eles foram criados com uma inclinação para fazer o bem. Porém, cobiçando um trono que nunca poderiam ocupar — o trono de Deus —, eles acabaram degradados, perdendo o lugar e os privilégios para os quais foram criados.Ao tentar Eva, a primeira estratégia da serpente foi lançar dúvidas sobre o que Deus havia dito, desafiando sutilmente a veracidade de sua palavra — e ela sucumbiu. Ela acreditou na mentira de que não se podia confiar em Deus para fazer o bem. Tendo plantado a semente da dúvida, a serpente então a regou com ambição. Uma vez que uma pitada de incerteza começou a encher a mente de Eva, o apelo ao orgulho era mais do que ela poderia suportar.Comer o fruto era errado simplesmente porque Deus havia ordenado não comê-lo. No entanto, a oportunidade de satisfação imediata pareceu anestesiar Adão e Eva quanto às consequências dolorosas de suas ações futuras e à ruína que viria sobre o esplendor que conheciam. Então, como se a desobediência em si não fosse ruim o suficiente, em meio ao engano e à desobediência, eles procuraram negar a responsabilidade.Como Adão e Eva, nós também somos propensos a presumir que nós, e não Deus, somos os juízes finais da verdade. Uma vez que decidimos procurar remover o Deus Criador, que fala uma palavra cheia de autoridade e verdade, negamos a ele o direito de ordenar nossa obediência.Todavia, quando rejeitamos o governo de Deus, não nos tornamos nossos próprios mestres; simplesmente nos colocamos sob o domínio de toda uma série de mestres menores: engano, escuridão, desespero e morte.“Que é isso que fizeste?” Todos nós acreditamos na mentira de que nosso caminho é melhor do que o de Deus. Mas ele chegou ao ponto de enviar seu Filho para que a dureza de nossa rebelião fosse esmagada por sua bondade, que “é melhor do que a vida” (Sl 63.3).Ele fez resplandecer a sua Palavra diretamente em nosso coração, para que possamos ver seu esplendor agora e para sempre, e para que possamos ser refeitos à sua imagem e restaurados à glória que Deus sempre planejou às criaturas portadoras da sua imagem. Ver a sua bondade e estar sob o seu domínio é o que nos liberta do domínio do engano, da escuridão, do desespero e, sim, até da morte.Leia GÊNESIS 3 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 68–69; At 24
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4 de agosto - Não Há Lugar Ideal
Texto bíblico: Irei ter convosco por ocasião da minha passagem pela Macedônia, porque devo percorrer a Macedônia. E bem pode ser que convosco me demore ou mesmo passe o inverno, para que me encaminheis nas viagens que eu tenha de fazer. […] Ficarei, porém, em Éfeso até ao Pentecostes; porque uma porta grande e oportuna para o trabalho se me abriu; e há muitos adversários. (1Co 16.5-6, 8-9)Há muitas razões para admirar o apóstolo Paulo, mas aqui está uma que é pouco mencionada: ele estava sempre planejando com antecedência. Ele não ficava estático a respeito de nada. Ele era como um general se debruçando sobre um mapa no quartel-general da batalha, dizendo: “Agora, onde podemos avançar a seguir? Para onde podemos enviar o próximo grupo de tropas? Onde podemos encontrar o inimigo?” Por causa de sua ambição justa, ele não permaneceu confortável em nenhum lugar por muito tempo.Aqui está o que podemos aprender com Paulo: não há lugar ideal para servir a Deus, mas podemos sempre servir a Deus onde estamos. Ele escreve em suas cartas sobre ministrar em lugares tão dispersos como Éfeso, Macedônia e Corinto — mas, independentemente da geografia, ele percebeu que tudo o que deveria fazer era evangelizar os incrédulos e encorajar os cristãos. Quando seu serviço estava completo em um local, ele sabia que era chamado para seguir em frente.Paulo não estava preocupado com conforto ou conveniência. Ele não aspirava a residir em uma pequena cabana no Mar Adriático, numa aposentadoria confortável. Mesmo quando ele podia dizer que “uma porta grande e oportuna para o trabalho se me abriu”, ainda havia “muitos adversários”. Ele aceitou os desafios à medida que surgiam e considerou a oposição um grande privilégio, não um obstáculo.Muitos de nós somos condicionados a acreditar que, se estivermos em comunhão com Deus e estivermos realmente no lugar onde deveríamos estar, a vida correrá bem. Essa pode ser uma noção predominante, mas também é antibíblica. Achamos mesmo que podemos resistir a Satanás e não enfrentar seus dardos inflamados? Achamos que podemos invadir território inimigo e não encontrar oposição? Não somos chamados a ser pessoas que vivem de maneira complacente em comunidades cristãs aconchegantes e confortáveis, sem conhecer resistência. É possível amortecer nosso testemunho a ponto de sermos ineficazes para Cristo, mas isso não precisa ser o caso, nem deveria ser.As mesmas condições que Paulo enfrentou nos cercam hoje: idolatria, imoralidade sexual, racismo, fanatismo religioso e uma série de outros males. Você tem uma oportunidade em meio à oposição, não importa onde Deus o plante, de servir ao reino dele. Como meu querido amigo Eric Alexander me disse uma vez: “Não há lugar ideal para servir a Deus — exceto onde ele o colocou!”Leia ROMANOS 15.17-33 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 66–67; At 23.16-35
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3 de agosto - O Reino Tornado Perfeito
Texto bíblico: E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. (Ap 21.5)Todo mundo sempre quer saber como a história termina. O livro de Apocalipse nos dá a oportunidade de avançar para a página final, a fim de que possamos caminhar para o fim da história com maior fé, confiança e alegria.A Escritura é muito clara de que toda a história está se movendo em direção a um objetivo final. Esta é uma questão de extrema importância; Deus criou homens e mulheres para saber que algo existe além da morte. De fato, ele colocou a eternidade em nosso coração (Ec 3.11).Toda religião e visão de mundo tentam dar sentido à história. O hinduísmo, por exemplo, ensina que a realidade onde nos encontramos não está se movendo em direção a um destino, mas está realmente andando em círculos — que a história é cíclica. O naturalismo ateu argumenta que não há padrão para a história e nenhum propósito ou objetivo final; a história é simplesmente a história de átomos se rearranjando (e cada um de nós também).Os cristãos, no entanto, reconhecem que a Bíblia mostra que a história é linear: houve um ponto de início, haverá um ponto final e há um propósito para sua direção. A vida, morte, ressurreição e retorno de Cristo são o tema central de toda a história. Toda a história da humanidade deve, portanto, ser vista dentro dessa estrutura. Jesus voltará; ele completará o plano eterno de salvação de Deus e estabelecerá o Reino perfeito de Deus. Ele fará novas e perfeitas todas as coisas.Qual é o Reino tornado perfeito que Jesus traz? É um Reino que se centra em sua cruz. É um Reino que muda corações e vidas, e seus cidadãos se curvam diante de Jesus como Rei. É um Reino de amor e justiça, de compaixão e paz. Este Reino está crescendo e alcançando os confins da terra — e, no tempo determinado, que é desconhecido para nós, Deus Pai dará a seu Filho as nações como sua herança (Sl 2.8).Mesmo agora, Deus está executando o seu plano soberano e o mistério de sua vontade.Quando João escreve sobre o fim dos tempos, ele nos lembra que “Ao nosso Deus […] pertence a salvação” (Ap 7.10). Se a salvação pertencesse a outro ou fosse deixada ao acaso, o plano de Deus poderia não ser cumprido. Mas ele é o autor da história e quem governa o futuro. Ele se propôs a salvar o seu povo, e o fará. Um dia o ouviremos dizer: “Tudo está feito” (21.6).Deus começou a obra de nossa salvação por meio da morte e ressurreição de Jesus, e um dia trará todas as coisas sob um Cabeça, Jesus. Portanto, se estamos unidos a Cristo, “somos mais que vencedores” (Rm 8.37), capacitados a reinar para sempre com o Filho. Como respondemos a isso? Com fé, confiança e alegria! Pois, embora não saibamos como será nossa vida, sabemos como a história termina — e como começa a nossa eternidade. Então oramos com ardente antecipação: “Pai nosso, que estás nos céus, […] venha o teu reino” (Mt 6.9-10).Leia ISAÍAS 60 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 63–65; At 23.1-15
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2 de agosto - Vivendo na Plenitude do Espírito
Texto bíblico: E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais. (Ef 5.18-19)Em certos momentos da vida, como o nascimento de um novo filho ou uma mudança de país, muita coisa parece acontecer de uma só vez. O início de uma nova vida em Cristo é talvez o maior exemplo. Quando cremos em Jesus, uma série de mudanças ocorrem simultaneamente: somos justificados pela fé, somos adotados na família de Deus, recebemos um novo status como seus filhos e filhas e, como este versículo destaca, somos habitados pelo Espírito Santo.Quando alguém crê em Jesus, o Espírito Santo começa a residir nessa pessoa, proporcionando- lhe o desejo e o poder de fazer o que Deus deseja. Essa plenitude do Espírito é fundamental para a realidade da experiência cristã. É o direito de nascença de todos os que passaram a confiar em Cristo. E, no entanto, a verdade é que, mesmo como crentes, nem sempre vivemos na plenitude do Espírito de Deus. Ainda é possível entristecermos o Espírito que vive em nós, por nossa desobediência (Ef 4.30). Ainda é possível sermos mais influenciados por algo diferente dele — e é por isso que, aqui, Paulo enfatiza que não podemos estar sob a influência tanto do álcool quanto do Espírito.Precisamos entender que, se somos filhos de Deus, nunca podemos nos afastar da paternidade de Deus; no entanto, viver em desobediência pode nos tirar o senso de sua bênção paterna, presença e prazer em nós. Uma criança que desobedece à sua mãe e seu pai ainda pode sentar-se à mesa do café da manhã, sabendo que eles ainda são seus pais e ela ainda é filha deles, mas o prazer do relacionamento será diminuído. Assim é conosco: não podemos viver em desobediência — não podemos permitir que alguma outra consideração, prioridade ou substância nos guie — e, simultaneamente, viver na plenitude do Espírito.Este não é um problema que possamos resolver sozinhos. Não nos enchemos a nós mesmos do Espírito Santo. Não recebemos apenas a plenitude do Espírito de Deus; nosso próprio prazer de sua plenitude é por causa de Deus. Não podemos nos preencher, mas podemos e devemos nos abrir para sermos preenchidos. A expectativa para toda vida cristã é que essa evidência de estar cheio — o que Paulo chama de “fruto do Espírito” (Gl 5.22) — se torne gradualmente mais e mais aparente.A grande necessidade de sua vida e de toda igreja reunida é ser cheia do Espírito — ser dirigida por ele e não por qualquer outra coisa. Isso é o que traz a verdadeira transformação, alegria, paz e amor. Isso é o que transborda em canções que louvam a Cristo em nosso coração, bem como com nossos lábios quando nos reunimos. Então, ore para que ele encha você de novo: Espírito de Deus, desce sobre o meu coração; Desmama-o da terra; move-o através de todos os seus batimentos; Inclina-te para a minha fraqueza, poderoso que és tu, E faze-me amar a ti como devo amar.106Leia EZEQUIEL 11.14-20 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 60–62; At 22
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1 de agosto - Riqueza Verdadeira
Texto bíblico: É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus. (Mc 10.25)É geralmente verdade que as coisas são mais fáceis para os ricos. O dinheiro abre portas. Na maioria das áreas da vida — educação, saúde, viagens e lazer —, descobrimos que os mecanismos são lubrificados pelo acesso a uma grande quantia de dinheiro. Não é de admirar que o dinheiro seja frequentemente considerado como o passaporte universal! Mas há uma porta importante que a riqueza não abrirá automaticamente. O jovem rico descobriu que, ao buscar a vida eterna, sua riqueza provou não ser um benefício, mas uma barreira para sua entrada no Reino de Deus. Seu caminho para a salvação foi bloqueado pela relutância em entregar suas posses e seguir a Jesus, então ele terminou sua conversa com o Messias triste, com sua riqueza intacta, mas sua alma em perigo (Mc 10.22).A tristeza desse homem era mais do que correspondida pela tristeza de Jesus. Ele reconheceu como era fácil confiar em posses e perder de vista o que realmente importava. E a maneira como Jesus via o jovem rico era consistente com seus ensinamentos em outras partes dos Evangelhos. Em uma ocasião, por exemplo, ele contou a história de um fazendeiro que derrubou seus celeiros para construir outros maiores (Lc 12.13-21). Esta foi uma escolha legítima, mas o homem confiou tolamente em sua riqueza para determinar sua condição espiritual, dizendo: “Alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te” (v. 19) — e Jesus disse que ele era, portanto, um tolo, pois não estava pronto para a morte e não podia comprá-la (v. 20). Afinal, “que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mt 16.26).Muitas vezes, nós também somos culpados de encontrar nossa segurança em “coisas”.Podemos fazê-lo através da aquisição de ativos para nós mesmos ou até mesmo por meio de doações filantrópicas para o bem de nossa reputação. De qualquer forma, porém, em nossas buscas, tão facilmente (parafraseando a música “Mr. Businessman”) valorizamos as inúteis, desconsiderando o que é realmente inestimável.105 Nada que você ou eu tenhamos ou façamos é suficiente para pagar nosso caminho por meio da morte e para a vida eterna. “Para os homens é impossível”, disse o Senhor Jesus a seus seguidores depois que o homem rico partiu; “contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível” (Mc 10.27). O perigo da riqueza é que ela nos torna orgulhosos e autoconfiantes, e esquecemos que Deus, e somente Deus, é quem salva.Você estaria disposto a desistir de sua riqueza (qualquer que seja o nível que você desfrute)se Jesus lhe pedisse para fazê-lo por ele? Ou você se conteria porque a demanda seria muito grande e o custo muito alto? Arrependa-se de qualquer maneira pela qual você tenha confiado em suas posses e regozije-se na salvação que vem por causa da misericórdia de Deus. Não é segredo o que Deus pode fazer. Quem quer que venha a ele, ele nunca mandará embora.Leia LUCAS 12.13-21 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 57–59; At 21.18-40
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31 de julho - Saindo em Fé
Texto bíblico: Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia. (Hb 11.8)Se procurarmos entender melhor o que significa colocar a fé em ação e acreditar na Palavra de Deus, não precisaremos ir além da vida de Abraão. Ele é descrito no livro de Romanos como o pai de todos os que têm fé (Rm 4.16). Ele estava “plenamente convicto de que [Deus] era poderoso para cumprir o que prometera” (v. 21), e essa foi a convicção que o estimulou à obediência e à ação.O chamado de Deus a Abraão foi caro e radical: “Disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei” (Gn 12.1). Abraão foi convidado a deixar seu país, seus amigos e sua família — essencialmente, tudo o que ele conhecia e estimava. Todavia, Deus não parou por aí. Ele prometeu abençoar Abraão na nova terra, torná-lo “uma grande nação” e engrandecer seu nome (v. 2).Abraão obedeceu e foi.Por que alguém faria isso? Abraão não tinha nada para continuar, exceto o mandamento de Deus e as promessas que o acompanhavam. Mas isso foi o suficiente para ele! Isso é fé em ação. Isso é fé em todos os dias e em todas as gerações: acreditar em Deus e sair em obediência.“Os chamados de Deus”, lembro-me de uma vez ouvir o ministro escocês Graham Scroggie dizer, “raramente deixam um homem ou uma mulher onde o chamado os encontra.De fato, se não conseguirmos avançar quando Deus diz ‘Vá’, não podemos permanecer parados.” Recusar-se a sair e agir com fé resulta em um movimento para trás, mesmo que nunca demos um passo.Abraão, porém, avançou. Ele partiu em obediência, “sem saber aonde ia”. Era suficiente para ele que Deus lhe mandasse ir, de modo que não precisava ser informado para onde iria.E, ao sair com fé, Abraão entrou no âmago do plano de Deus para salvar seu povo e trazer bênçãos ao seu mundo. Abraão descobriria que o único lugar para estar é onde Deus quer que você esteja, e o único propósito que você deve procurar cumprir é aquele que Deus lhe revelou.Deus tem falado com você por meio de sua Palavra sobre sair em fé e obediência, sob a liderança dele? Portanto, “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb 3.7-8). O mandamento de Deus pode ser absolutamente contrário a tudo o que você tem planejado e pensado, e pode exigir que deixe para trás tudo o que representa segurança para você — porém, se ele está chamando, você deve ir.Leia ROMANOS 4 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 54–56; At 21.1-17
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30 de julho - Seu Poder em Nossa Fraqueza
Texto bíblico: Disse o Senhor a Gideão: É demais o povo que está contigo, para eu entregar os midianitas nas suas mãos; Israel poderia se gloriar contra mim, dizendo: A minha própria mão me livrou. Apregoa, pois, aos ouvidos do povo, dizendo: Quem for tímido e medroso, volte e retire-se da região montanhosa de Gileade. Então, voltaram do povo vinte e dois mil, e dez mil ficaram. (Jz 7.2-3)O propósito de Deus para seu povo em todas as épocas é que possamos depender inteiramente dele. Quando Deus o chamou para salvar os israelitas, Gideão encarou uma tarefa esmagadora: seu exército teve de enfrentar os midianitas. Dizia-se que seu exército era tão avassalador quanto os gafanhotos, e “seus camelos [eram uma] multidão inumerável como a areia que há na praia do mar” (Jz 7.12). O exército de 32 mil homens de Gideão empalideceu em comparação.E então o Senhor lhe disse: “É demais o povo que está contigo, para eu entregar os midianitas nas suas mãos”. E assim 22 mil deixaram o exército. Sem dúvida, Gideão estava fazendo as contas e perguntando-se como ele poderia equiparar estrategicamente força com força com ainda menos soldados. O que ele não sabia era que estava prestes a aprender a necessidade da fraqueza.Deus está sempre trabalhando em nossas circunstâncias para nos levar a uma maior dependência dele e a um louvor mais profundo por seu resgate. Na vida de Gideão, como em nossa própria vida hoje, Deus não deixou dúvidas de que só ele é Deus. Sua glória não será compartilhada ou roubada por mais ninguém. Simplificando, Deus é totalmente justo; nós não somos. Tanto naquela época quanto agora, ele nos ajuda a ver a necessidade de reconhecer humildemente nossa fraqueza para magnificar a sua grandeza. A verdade é que nosso orgulho é mais feio quando emerge como orgulho espiritual — quando começamos a nos vangloriar de nossas experiências com Deus ou de nossos sucessos para Deus. Essa era a tendência dos “superapóstolos” a quem Paulo se referiu em 2 Coríntios 12.11 (A21); eles pareciam tão poderosos, cheios de histórias para contar sobre como estavam cheios do poder do Espírito. Paulo, porém, simplesmente respondeu: “Mas, mesmo que quisesse gloriar-me, eu não seria louco, porque estaria dizendo a verdade. No entanto, abstenho-me de fazê-lo, para que ninguém pense de mim além do que em mim vê ou de mim ouve” (v. 6 A21). Ele entendeu que humildade, fraqueza e inadequação são fundamentais para a utilidade no Reino de Deus.É por isso que Deus reduziu ainda mais o exército de Gideão a meros 300 (Jz 7.7). Ele iria realizar seu plano com tão poucas pessoas, que, quando a vitória chegasse, todos saberiam a fonte da vitória. E, na bondade de Deus, ele ainda faz isso por nós hoje. Ele nos lembra que aqueles que são mais úteis ao seu plano e propósito são aqueles que, aos olhos do mundo, não estão à altura da tarefa — porque então fica claro que é obra dele, e não dos outros.Esta é uma má notícia para você, se quiser manter seu orgulho e autodependência. É uma má notícia para você, se gostaria de receber elogios. É, no entanto, uma notícia incrível para você, caso saiba que é inadequado para as tarefas que Deus coloca diante de você. Você se sente totalmente mal equipado para lidar com qual das coisas que está enfrentando? Dependa dele, siga em frente em obediência, e você descobrirá que o poder de Deus é exibido em sua fraqueza (2Co 12.9-10) — e você o louvará ainda mais.Leia JUÍZES 7.1-23 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 51–53; At 20.17-38
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29 de julho - Abraçando as Interferências
Texto bíblico: Andando ele pelo templo, vieram ao seu encontro os principais sacerdotes, os escribas e os anciãos e lhe perguntaram: Com que autoridade fazes estas coisas? Ou quem te deu tal autoridade para as fazeres? (Mc 11.27-28)Nenhum de nós gosta de alguém interferindo na nossa vida.Quando alguém insiste em nossa atenção ou exige nossa obediência, instintivamente respondemos de maneira negativa. De um modo geral, não queremos que as pessoas nos digam o que fazer, muito menos em assuntos espirituais. É sempre tentador concordar com a noção, particularmente popular em nossos dias, de que nossa espiritualidade não é da conta de mais ninguém — um assunto pessoal a ser conhecido apenas por nós.Ao ler os Evangelhos, então, podemos ficar bem inquietos à medida que fica claro que Jesus interfere em nossa vida. Sim, é para o nosso bem — mas, ainda assim, ele interfere. De fato, em sua autobiografia, C. S. Lewis se refere a Jesus como o “Interferente transcendental”.Desde o início do ministério de Jesus, as pessoas reconheceram que ele falava com autoridade (veja Mc 1.22, 27). Ele disse coisas de tal forma que não podiam ser contornadas ou simplesmente descartadas. Mas elas poderiam ser resistidas e rejeitadas. Seu ensino cheio de autoridade tornou-se um incômodo para os mestres religiosos, e eles começaram a se opor a Jesus, logo conspirando para matá-lo, para não terem de abrir sua vida espiritual para ele (3.6).Como os líderes religiosos, muitas vezes preferimos uma espiritualidade pessoal moldada por nossa agenda e estilo de vida: “É nisso que eu acredito. Isso é o que eu defendo. Isso é o que sempre fizemos. Esta é a nossa bela tradição.” Jesus vem e colide contra essas ideias, virando tudo de ponta cabeça, tomando valores inventados pelo homem e derrubando-os. Na verdade, no final do ministério terreno de Jesus, ele declarou que toda a autoridade lhe havia sido dada (Mt 28.18-19). Ele não compartilha essa autoridade com ninguém. Nossa vida espiritual é, de fato, da conta dele. Nós nos curvamos diante de sua autoridade e o abraçamos como Senhor e Salvador agora, ou um dia nos curvaremos diante dele e o encontraremos apenas como nosso Juiz.Adicionar Jesus a um pequeno canto de nossa existência é fácil e não intrusivo; outra coisa inteiramente diferente é permitir que o “Interferente transcendental” assuma todos os aspectos da nossa vida e nos ordene obediência completa. Sua autoridade perfeita é uma questão que devemos considerar em todas as decisões que tomamos. Portanto, somos confrontados com a questão inquietante: Estou vivendo de acordo com meus desejos naturais e as regras que criei? Ou estou buscando me submeter alegremente ao meu Salvador em todos os dias e em todos os sentidos? É somente quando escolhemos nos curvar diante da autoridade de Jesus, reconhecendo seu senhorio sobre nosso tempo, nossos talentos, nosso dinheiro — nosso tudo —, que podemos realmente começar a abraçá-lo como Senhor e Salvador e desfrutar de conhecê-lo como amigo e guia. Você o está mantendo à distância de alguma forma? Esse é precisamente o lugar onde ele chama você para deixá-lo interferir; é o lugar onde você tem a oportunidade de realmente tratá-lo como aquele que tem toda a autoridade. Ele certamente perturbará sua vida — mas só ele tem o direito e só ele pode libertá-lo.Leia DANIEL 7.9-14 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 49–50; At 20.1-16
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28 de julho - Seja um Praticante
Texto bíblico: Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. (Tg 1.22)Como crentes, nossa vida pode e deve ser marcada por uma mente treinada e submissa à verdade da Palavra de Deus, e devemos cercar nossas circunstâncias com oração (Fp 4.6- 8). Contudo, ainda assim, se quisermos conhecer e desfrutar do poder de Deus em ação dentro de nós, devemos pegar o que ouvimos nas Escrituras e colocar em prática. Devemos ser diligentes em nossa atenção às Escrituras a cada dia, e em nossa presença quando a Palavra de Deus está sendo exposta, mas nunca devemos cair na armadilha de pensar que ir à igreja, prestar atenção e ouvir concentradamente é o suficiente. Devemos ser “praticantes […] e não somente ouvintes”.Em João 13, na noite anterior à morte de Jesus e depois de ensinar aos discípulos por um tempo, ele lhes fala de suas lições: “Ora, se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes” (Jo 13.17). Se você se pergunta por que não está experimentando a bênção de Deus, pode ser porque não está colocando as palavras dele em prática. O Senhor nos deu uma rica instrução e nos deu o Espírito para ser nosso Ajudador. Agora somos responsáveis por exercitar nossa mente na verdade da Palavra de Deus e depois praticar o que aprendemos, recebemos e ouvimos.Que grande tristeza é quando as igrejas se tornam como velhas bibliotecas empoeiradas, cheias de tantas vidas que são como volumes da verdade, apenas sentadas lá, nunca usadas. A tentação à medida que nos tornamos cada vez mais conscientes da verdade é apenas nos sentarmos e pensarmos sobre isso, sem nunca agirmos. Tiago coloca esse tipo de vida em termos diretos: isso é enganar a si mesmo. Não — uma igreja deve ser uma galeria de experiências vivas. Deve haver uma efusão nos crentes, de modo que, quando enfrentamos os muitos problemas do mundo — problemas aos quais nós mesmos não somos imunes —, podemos vê-los pelo que eles são e responder estendendo a verdade da Palavra de Deus enquanto nós mesmos a vivemos.Determine hoje não ser apenas um ouvinte, enganando-se enquanto pensa ser um cristão em crescimento, quando na verdade está murchando. Decida ser um cumpridor da Palavra.Olhe honestamente para sua vida agora e identifique todas as áreas sobre as quais você ouviu falar como viver para Cristo, mas nunca obedeceu de fato. Essa será a parte de sua vida sobre a qual o Espírito está dizendo a você agora: Não seja apenas um ouvinte. Seja um praticante — pois esse é o caminho onde a bênção se encontra.Leia TIAGO 1.19-27 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 46–48; At 19.21-41
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27 de julho - Considerai Aquele
Texto bíblico: Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma. (Hb 12.3)Você já foi tentado a desistir de sua fé? Talvez, durante uma semana difícil, tenha considerado suas circunstâncias e pensado: “Nada disso está funcionando em meu benefício. É hora de esquecer o cristianismo e viver como os outros vivem.” Nesses momentos, é fácil olhar em volta e ver nossos amigos, familiares e colegas de trabalho incrédulos vivendo de maneira diferente e mais fácil, e aparentemente se divertindo. Olhares invejosos permitem que a dúvida e a desilusão se insinuem e roubem nossa determinação de permanecer no caminho reto e estreito.Essa foi a experiência do salmista Asafe. Seus “[pés] quase […] resvalaram” porque “[ele] invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos” que estavam “sempre tranquilos” (Sl 73.2-3, 12). Essa, ao que parece, também foi a experiência dos cristãos a quem o escritor de Hebreus se dirigiu. Eles “ainda não” tiveram de derramar sangue para permanecerem firmes na fé (Hb 12.4), mas estava claro que a luta contra o pecado por dentro e a luta para resistir à oposição por fora estavam cobrando seu preço.O que eles deveriam fazer? Considerai Jesus. O antídoto bíblico para a fraqueza e o cansaço é fixar nossos olhos naquele que suportou a hostilidade — que suportou a cruz — a fim de obter a alegria diante dele (Hb 12.2).Em algum momento de nossa vida, todos nós enfrentaremos sofrimento injusto em palavras, atos ou circunstâncias — e podemos admitir que não queremos ser abusados nem maltratados. Todos nós enfrentaremos a realidade de que ainda não derrotamos os pecados com os quais lutamos há anos e anos. Todos nós enfrentaremos dias em que não queremos estar na corrida, quando somos tentados a desistir e abandoná-la. O que você deve fazer nesses dias? Ouça a Palavra de Deus dizendo: Considere-o. Considere a vida de Cristo: como era e para onde o levou. Ele abriu a porta para a glória; agora seguimos o caminho atrás dele.Olhe para Jesus, que correu esta corrida e agora está “assentado à destra do trono de Deus” (Hb 12.2). Dia após dia, não importa se o percurso é ladeira acima ou se o vento é contrário: nós o consideramos e “[corremos], com perseverança, a carreira que nos está proposta” (v. 1).Leia FILIPENSES 3.3b-16 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 43–45; At 19.1-20
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26 de julho - Foco Centrado em Deus
Texto bíblico: Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. (Jo 15.5)Os fotógrafos amadores muitas vezes não sabem no que estão focando. Eles sabem o que pensam que estão focando, mas as fotos acabam contendo rostos borrados e edifícios tortos. Então eles podem olhar para o trabalho e responder: “Não era para isso que eu estava apontando!” Mas o fato é que as fotos revelam exatamente onde e como a lente foi posicionada.Nos altos e baixos da vida — e em todos os momentos intermediários —, a maneira como você e eu reagimos às circunstâncias revela o ângulo da lente da nossa câmera, o foco de nosso coração e mente. O desafio para os crentes, então, é viver com um foco centrado em Deus.Jesus deixou muito claro que, para abraçarmos um foco centrado em Deus, devemos primeiro entender quem somos sem ele. Na verdade, Jesus explicou a seus discípulos que, sem ele, nada poderiam fazer; afinal, “nele, tudo subsiste” (Cl 1.17). Nossa necessidade de Jesus não é parcial; é total. Nenhum de nós pode respirar sem a capacitação de Deus. Como podemos pensar em receber crédito por qualquer obra que ele tenha feito através de nós? Estamos absolutamente empobrecidos sem a ajuda divina.Esse princípio percorre toda a Bíblia. Moisés, escolhido por Deus para tirar o povo israelita da escravidão, estava convencido de que não poderia fazer o trabalho a menos que Deus estivesse com ele — e ele estava certo (Êx 3.11-12). Amós era um cultivador de sicômoros e pastor; ele não tinha nada para contribuir para o ministério quando Deus o designou como profeta (Am 7.14-15). Daniel, da mesma forma, com sua incrível capacidade de interpretar sonhos, foi rápido em dar todo o crédito a Deus (Dn 2.26-28). Cada um desses homens reconheceu sua total dependência de Deus. Na verdade, ninguém nas Escrituras que alcançou grandes coisas para Deus o fez sem confiar totalmente em Deus. Por sua capacidade de fazer o trabalho para o qual foram chamados, eles olharam para cima em vez de olhar para dentro.Como cristãos chamados a viver com um foco centrado em Deus, não devemos atribuir muita atenção a nós mesmos ou às nossas habilidades; pois, ao fazer isso, podemos muito bem obscurecer a graça e o poder de Deus em nossas vidas. Em Cristo, não devemos nos orgulhar de nossas habilidades ou buscar qualquer oportunidade de chamar a atenção para nós mesmos. Em vez disso, devemos apenas desejar sermos conhecidos como servos do Deus vivo, ser úteis em seu serviço enquanto ele opera em nós de acordo com seu bom propósito, apontar para longe de nós mesmos e para ele em tudo o que fazemos e dizemos.Onde estará o seu foco hoje? E, quando o sucesso ou o louvor aparecerem em seu caminho, para quem você apontará?Leia LUCAS 17.7-19 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 40–42; At 18
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25 de julho - Graça, Misericórdia e Paz
Texto bíblico: Ao amado filho Timóteo, graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor. (2Tm 1.2)A maneira como Paulo se refere a Timóteo ao longo de suas cartas é impressionante. Ele não mantém esse homem mais jovem à distância; em vez disso, Paulo se dirige a Timóteo como seu “amado filho”, seu “filho amado e fiel no Senhor” e um “cooperador” na proclamação do Evangelho (2Tm 1.2; 1Co 4.17; Rm 16.21).Inicialmente, podemos não pensar que Timóteo era uma escolha óbvia para ser o destinatário das palavras ou cartas de Paulo, pelo menos não de uma perspectiva humana. Ele não era forte ou maduro, mas relativamente jovem, fisicamente frágil e naturalmente tímido — um sujeito bastante tímido, que devia parecer inexperiente demais para o que estava fazendo. Quando ele ficava ansioso, isso afetava o seu estômago (1Tm 5.23). Ele não era um candidato de alto calibre. Na verdade, porém, isso não é incomum. A maioria dos crentes são assim. Você e eu também.E, no entanto, Timóteo era o homem de Deus.Ele era o homem de Deus porque Deus o havia escolhido. Deus se deleita em pegar homens e mulheres — incluindo aqueles que são comparativamente jovens, naturalmente fracos, fisicamente frágeis ou obviamente reservados — e dizer: Isso é o que eu preparei para você. Você é meu servo escolhido para a tarefa para a qual eu o designei.O evangelista do século XVIII George Whitefield foi usado por Deus para levar dezenas de milhares de pessoas à fé salvadora. Todavia, muitas vezes ele ficava impressionado com a perspectiva de seu próprio ministério. Certa vez, a caminho de pregar na capela da Torre de Londres, Whitefield registra: “Quando subi as escadas, quase todos pareciam zombar de mim por causa da minha juventude; mas logo ficaram sérios e extremamente atentos”.104 Por que a reação de seus ouvintes mudou? A resposta é simplesmente que Whitefield, como Timóteo, era o homem escolhido por Deus.Quanto Timóteo deve ter absorvido na saudação de Paulo, que o lembrou de seus recursos! Deus havia redimido e comissionado Timóteo, e Deus forneceria graça para as provações, misericórdia para os fracassos e paz diante dos perigos e dúvidas.Do que você e eu precisamos hoje? Exatamente aquilo de que Timóteo precisava: graça, misericórdia e paz. Tudo o que estava disponível para Timóteo também está disponível para nós. Então você pode se apoiar em Deus e nas provisões que ele fez para você em Cristo.Os recursos dele são suficientes para atender a todas as suas necessidades e realizar todas as tarefas para as quais ele o chama.Leia 2 TIMÓTEO 1.1-14 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 37–39; At 17.16-34
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24 de julho - Ira Ímpia
Texto bíblico: Tendo o senhor ouvido as palavras de sua mulher, como lhe tinha dito: Desta maneira me fez o teu servo; então, se lhe acendeu a ira. E o senhor de José o tomou e o lançou no cárcere, no lugar onde os presos do rei estavam encarcerados; ali ficou ele na prisão. (Gn 39.19-20)Potifar era um astuto juiz de caráter. Como oficial do Faraó e capitão da guarda, ele teve muitas pessoas sob seu controle durante a maior parte de sua vida. Sua experiência permitiu- lhe ver que José tinha algo de distinto.José não era como nenhum outro servo; ele era o melhor dos servos. Todos os negócios de Potifar prosperaram sob a jurisdição de José, e Potifar entregou tudo aos cuidados dele — tudo, isto é, exceto sua esposa.Não é de surpreender, então, que Potifar tenha reagido com raiva e fúria quando sua esposa acusou José de tentar assediá-la. Qualquer marido competente reagiria dessa maneira. Há uma justiça a respeito desse tipo de proteção, e devemos esperar que Potifar a tenha exibido.O erro de Potifar não foi sua resposta inicial, mas a velocidade com que ele pronunciou o julgamento contra José. Não há menção de Potifar processando as informações que foram dadas a ele, nem o vemos dando um passo atrás e colocando a acusação de sua esposa contra o pano de fundo do registro de integridade fiel de José. Em vez disso, Potifar permitiu que sua raiva controlasse o seu julgamento. A raiva cegou Potifar tanto para a verdade quanto para a razão.Potifar também se permitiu ser indevidamente influenciado por sua esposa. Claro, todos nós somos influenciados por nossos companheiros mais próximos, e misericordiosamente em muitas ocasiões. Contudo, nenhum de nós deve ser excessivamente influenciado por qualquer pessoa, exceto por Deus. Quando permitimos que tal influência se estabeleça, especialmente em momentos de tomada de decisão, colocamos não apenas a nós mesmos, mas todos ao nosso redor em perigo. Em vez disso, devemos buscar segurança e vitória em uma “multidão de conselheiros” (Pv 11.14; 24.6) que nos orientarão para a sabedoria da Palavra de Deus em todas as circunstâncias. Quanto maior a magnitude e as consequências de uma decisão, mais conselhos devemos procurar e mais tempo devemos passar de joelhos.Potifar se permitiu tomar uma decisão enquanto estava com raiva — e sua decisão foi injusta. A raiva descontrolada cega a mente. Uma vez acesa, é mais fácil deixar a raiva arder em chamas do que apagá-la. Porém, mesmo em circunstâncias nas quais a raiva é a resposta correta à injustiça ou ao pecado (e seguimos um Senhor que respondeu com raiva quando apropriado — veja Mc 11.15-18), não podemos dar permissão à raiva para direcionar nossas emoções e ditar nossas decisões. Esteja pronto a pedir a Deus que revele qualquer fonte de raiva contínua em sua vida, para que você possa se arrepender quando necessário, perdoar quando chamado e seguir em frente com sabedoria e fé.Leia GÁLATAS 5.16-24 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 35–36; At 17.1-15
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23 de julho - Deus Satisfará Nossas Necessidades
Texto bíblico: Nunca nos portamos desordenadamente entre vós, nem jamais comemos pão à custa de outrem; pelo contrário, em labor e fadiga, de noite e de dia, trabalhamos, a fim de não sermos pesados a nenhum de vós. (2Ts 3.7-8)Depender de Deus não entra em conflito com trabalhar para ganhar o pão de cada dia. De fato, o trabalho e a capacidade de fazê-lo são parte da provisão de Deus. Se duvidarmos disso, devemos considerar o fato de que o próprio Jesus trabalhou. Embora ele tenha vindo do céu e todas as coisas pertençam a ele, trabalhou como carpinteiro por anos, confirmando o padrão que foi estabelecido para a humanidade em Gênesis (Gn 2.15).Da mesma forma, os apóstolos, vivendo pela fé e buscando de todo o coração o crescimento da igreja, trabalharam diligentemente “de noite e de dia”. Eles se recusavam a ser preguiçosos ou a comer a comida de alguém sem pagar. Como ministros do Evangelho, tinham o direito de pedir ajuda com as provisões (1Tm 5.17-18); no entanto, assumiram a responsabilidade por si mesmos e praticaram os ofícios que conheciam, servindo como “exemplo em nós mesmos, para nos imitardes” (2Ts 3.9).No meio de nossos próprios trabalhos, devemos reconhecer que podemos abusar do trabalho de pelo menos duas maneiras: através da preguiça ou da hiperatividade. A advertência de Provérbios se aplica a nós: “O preguiçoso não lavra por causa do inverno, pelo que, na sega, procura e nada encontra” (Pv 20.4). Ou, como Paulo coloca, não devemos ficar ociosos.Mas devemos prestar atenção igualmente às palavras do salmista quando ele diz: “Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeastes” (Sl 127.2). Sim, devemos trabalhar com as mãos. Se não estamos trabalhando para a glória de Deus, porém, somos deixados labutando em um ritmo febril, mas em vão.Em nenhum lugar isso é mais aparente do que quando ignoramos o princípio sabático.Nada revela tanto nossa relutância em acreditar em Deus e confiar nele para a provisão diária quanto quando abusamos do mandamento de trabalhar seis dias e descansar por um (Dt 5.12-15). Por que achamos que precisamos trabalhar o dia todo, todos os dias? A resposta é, francamente, porque nos é difícil confiar que Deus atenderá às nossas necessidades. Devemos encontrar nossa segurança não em nosso trabalho, mas no Deus que fornece tanto o trabalho quanto os meios para realizá-lo.Em nossa cultura materialista, não é fácil trabalhar fielmente enquanto aprendemos a ficar satisfeitos com nossa porção dada por Deus. Reserve um momento para refletir sobre seu próprio trabalho, seja em casa, seja no campo, na fábrica ou no escritório. De que maneira você é tentado à preguiça? E à hiperatividade? Como será para você trabalhar duro e confiar em Deus? Em um mundo enredado pelo materialismo, seu contentamento — em seu trabalho e na provisão de Deus — será um testemunho convincente do amor divino que por si só fornece a verdadeira satisfação.Leia DEUTERONÔMIO 5.1-3, 12-15 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 33–34; At 16.22-40
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22 de julho - Um Lembrete para Orar
Texto bíblico: Quando entrou em casa, os seus discípulos lhe perguntaram em particular: Por que não pudemos nós expulsá-lo? Respondeu-lhes: Esta casta não pode sair senão por meio de oração. (Mc 9.28-29)Em Marcos 6, Jesus enviou os discípulos dois a dois para proclamar a necessidade de arrependimento. Ele lhes tinha dado não apenas instruções específicas, mas também “autoridade sobre os espíritos imundos” (Mc 6.7). Por causa disso, eles desenvolveram um grande histórico: “expeliam muitos demônios e curavam numerosos enfermos, ungindo-os com óleo” (v. 13).Considerando seu sucesso anterior no ministério que Jesus lhes dera, é fácil ver por que os discípulos ficaram surpresos e confusos quando seus esforços para ajudar um menino com um espírito maligno se mostraram inúteis, até que Jesus chegou e interveio para restaurá- lo (Mc 9.14-27). Talvez, ao perguntar: “Por que não pudemos nós expulsá-lo?”, os discípulos esperassem que Jesus lhes desse algum tipo de conhecimento secreto. Às vezes, é nisso que também acreditamos, entendendo mal a resposta de Jesus, como se dissesse que uma habilidade ou ministério muito especial é necessário. Mas esse não é o caso. Jesus está simplesmente lembrando a seus discípulos, e a nós, disso: Vocês não tiveram sucesso porque se esqueceram de fazer algo muito importante: não oraram.Em seu sucesso, os discípulos se sentiram confortáveis. Eles haviam perdido a noção do fato de que era apenas por causa da imensa misericórdia e poder de Deus que eles podiam fazer qualquer coisa. Ainda estavam na companhia de Cristo, mas já estavam esquecendo.Eles precisavam de um lembrete.Às vezes, precisamos ser lembrados também. Imaginar que o poder de Deus está simplesmente à nossa disposição e sob nosso controle equivale à incredulidade; é confiarmos em nós mesmos em vez de confiar em Deus. A oração, em contraste, é, em última análise, alinhar nossa vontade com a de Deus. É o reconhecimento de que Deus precisa fazer maravilhas porque nós mesmos não podemos. E, até que confiemos na graça de Deus, somos incapazes de intervir nas circunstâncias de qualquer pessoa e fazer uma diferença eterna.Há muitas razões por que não oramos. Achamos que não precisamos. Nós não queremos.Superestimamos nossas próprias habilidades. Cada uma é uma presunção absoluta de nossa parte. Quando tentamos fazer as coisas por conta própria, muitas vezes nos vemos fracassando miseravelmente. Então, da próxima vez que você for tentado a descobrir algo sozinho, ou presumir que o poder de Deus o fará vencer porque aconteceu da última vez (e essa “próxima vez” provavelmente será hoje!), considere o que os discípulos esqueceram e o que Jesus lhes lembrou: ore àquele que tem todo o poder, que nos derrama misericórdia e que merece toda a glória. Pois, quando você ora e observa o que Deus faz, descobre que ele faz muito mais do que você ousou pedir ou imaginar (Ef 3.20).Leia MARCOS 9.14-29 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 31–32; At 16.1-21
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21 de julho - Do Leite para o Alimento
Texto bíblico: Pois, com efeito, quando devíeis ser mestres, atendendo ao tempo decorrido, tendes, novamente, necessidade de alguém que vos ensine, de novo, quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus. (Hb 5.12)Se você mantiver muitos equipamentos de exercícios em seu porão, mas nunca pegar os pesos para treinar os músculos ou fortalecer sua saúde cardiovascular, eles serão inúteis.Os músculos crescem através do uso constante. Um personal trainer pode ser útil, mas também devemos nos comprometer a nos treinar. Quando Paulo escreveu a Timóteo: “Exercita- te, pessoalmente, na piedade” (1Tm 4.7), estava enfatizando que nenhum modelo, líder ou amigo poderia fazer o trabalho duro por ele.À medida que crescemos em nossa caminhada cristã, aprendemos verdades elementares, colocando-as lentamente em prática e crescendo em discernimento espiritual. Esse processo nos ajuda a fazer a transição do leite para o alimento sólido (Hb 5.12-14), da infância espiritual para a maturidade espiritual, para podermos enfim começar a ensinar aos outros. É um ciclo de vida projetado por Deus para expandir seu reino.Mudando a metáfora: as verdades fundamentais do cristianismo são vitais; tudo o mais que aprendemos sobre Cristo é construído sobre elas. Mas não é produtivo acampar sobre elas para sempre. Devemos ser diligentes em progredir na vida cristã, esforçando-nos constantemente para crescer em santidade, pedindo ao Espírito que nos edifique à medida que nos aprofundamos em sua Palavra inspirada.Deus não conforma seus filhos à imagem de seu Filho isoladamente da vida ou da instrução de sua Palavra. Enquanto você é treinado nas Escrituras e se apodera delas, você progride. Sua Bíblia mostra sinais de uso diário e disciplinado? Você procura intencionalmente aprender com aqueles que estão mais avançados em sua caminhada do que você, e luta com doutrinas difíceis em vez de deixá-las para “os especialistas”? E você lê, luta e medita com o objetivo de crescer em seu amor por Cristo e em sua capacidade de servir aos outros em sua igreja e comunidade, em vez de apenas saber mais? Nunca deixe dizerem de você que poderia ter crescido mais e feito mais para ajudar o povo de Deus. Procure crescer. Isso exigirá a ajuda de Deus, mas, ao buscá-lo, ele certamente honrará nossos esforços!Leia HEBREUS 5.7–6.3 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 29–30; At 15.22-41
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20 de julho - O Verdadeiro Tabernáculo e Templo
Texto bíblico: Responderam, pois, os judeus, e disseram-lhe: Que sinal nos mostras para fazeres isto? Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei. (Jo 2.18-19 ACF)Alguns entendem que a Bíblia é pouco mais do que uma mistura de informações filosóficas e petiscos espirituais. Nada poderia estar mais longe da verdade, pois a Bíblia contém o drama da intervenção de Deus em nosso mundo. O tema do Reino de Deus nos fornece uma maneira útil de entrar e seguir o fio de sua história. E, em cada reino, há uma morada para o rei.Durante grande parte do Antigo Testamento, o tabernáculo era o lugar onde Deus habitava com Israel. Embora o tabernáculo estivesse entre o povo de Deus, não estava aberto para eles. Nem mesmo o próprio Moisés pôde entrar quando a nuvem da glória de Deus pousou sobre ele (Êx 40.34-35). Então, uma vez que Jerusalém se tornou a capital da terra, a tenda do tabernáculo foi substituída por um edifício permanente — o templo. Aqui estava Deus, o Rei de seu povo, habitando na capital de seu povo e de sua terra. Ainda assim, porém, o caminho para Deus foi barrado pela cortina que separava o Santo dos Santos do resto do complexo do templo (26.31-34).E então “o Verbo se fez carne” e literalmente “tabernaculou entre nós” (Jo 1.14).103 Ao ler o Novo Testamento, descobrimos que, assim como as pessoas da antiguidade olhavam para o tabernáculo em busca de um encontro com Deus, agora olhamos para uma pessoa — o próprio Deus, que se firmou em carne humana e viveu entre nós. A linguagem de João comunica especificamente que Deus, em Jesus, habitou fisicamente entre seu povo e agora habita em seu povo pelo seu Espírito (Jo 14.16-18). Ele está no meio de nós. Em outras palavras, Jesus é o verdadeiro tabernáculo.Isto é o que ele estava procurando explicar quando, depois de ter purificado o templo, expulsando os comerciantes e cambistas que se estabeleceram lá, ele foi desafiado sobre sua autoridade para fazer uma coisa tão audaciosa (Jo 2.13-16 ACF) e respondeu: “Derribai este templo, e em três dias o levantarei”. João explica que, depois que Jesus foi crucificado, foi sepultado e ressuscitou dos mortos, seus discípulos entenderam que “ele falava do templo do seu corpo” (v. 21 ACF).Quando Jesus morreu, a cortina do templo rasgou, significando que, por meio de Cristo, agora temos acesso irrestrito a Deus; mas isso também mostra que o edifício do templo estava agora obsoleto, pois seu cumprimento havia chegado. Algumas décadas mais tarde, o templo em Jerusalém acabaria por ser destruído.Se quisermos nos encontrar com Deus, devemos ir a Jesus. Não precisamos mais de um edifício específico, ou ícones, ou santuários especiais. Deus se encontra com o seu povo — quando estamos reunidos e quando estamos espalhados — não em lugares, mas na pessoa de seu Filho, o verdadeiro templo. Seja qual for o dia de hoje, e seja lá o que você estiver fazendo, não há nada nem ninguém entre você e um encontro vivo com o Deus santo. O Rei habita em você hoje.Leia JOÃO 2.13-22 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 26–28; At 15.1-21
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19 de julho - Irrevogavelmente Entrelaçados
Texto bíblico: Se há, pois, alguma exortação em Cristo, alguma consolação de amor, alguma comunhão do Espírito, se há entranhados afetos e misericórdias, completai a minha alegria, de modo que penseis a mesma coisa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento. (Fp 2.1-2)Tornar-se cristão é um pouco como se casar. No casamento, dois indivíduos solteiros se unem e suas vidas se tornam irrevogavelmente entrelaçadas. Da mesma forma, quando abraçamos Cristo em todo o seu amor e aceitamos a salvação que ele conquistou para nós na cruz, somos unidos a ele — e nunca mais somos os mesmos.Assim como os filipenses foram lembrados pelo apóstolo Paulo, hoje podemos reconhecer o encorajamento que existe como resultado de nossa união com o Senhor Jesus Cristo. Nosso relacionamento com ele é um dom da graça de Deus para nós, e podemos encontrar segurança no conhecimento de que, através do poder de seu Espírito, Jesus está conosco em todos os lugares aonde vamos. Se você está unido a Cristo pela fé, ele está mais perto de você do que você está de suas próprias mãos e pés. Sua vida está permanentemente entrelaçada com o Senhor.Uma das dificuldades predominantes na vida do século XXI é que muitos de nós nos sentimos às vezes desamparados, desprovidos de companheirismo e sozinhos, mesmo quando estamos no meio de uma multidão. Podemos tentar disfarçar nossos sentimentos de isolamento com conversas superficiais ou com o verniz fino de um sorriso, mas às vezes nos afastamos da companhia de pessoas que se sentem desesperadamente perdidas. Na verdade, porém, os cristãos não precisam sentir esse desespero, porque conhecemos e experimentamos a segurança de nossa união com Cristo. Ele nos conhece completamente e nos ama infinitamente.Há um grande consolo em saber disso! A “consolação” de que Paulo fala aqui não é apenas um sentimento simples e aconchegante; a palavra descreve algo com poder e atratividade.É uma palavra prática: o consolo flui em nossos relacionamentos uns com os outros, pois o Espírito nos une não apenas a si mesmo, mas também uns aos outros, mesmo deste lado do céu. Quanto mais desfrutamos dos benefícios de nossa união com Cristo — o mais precioso dos quais é o próprio Cristo —, mais nos aproximamos e amamos mais profundamente nossos irmãos e irmãs na fé.No entanto, embora tal consolo nos abençoe, também nos obriga. Nosso conhecimento da misericórdia e compaixão de Cristo deve nos obrigar a demonstrar afeição e simpatia uns pelos outros à medida que crescemos em nossa união com ele. É possível sermos endurecidos pelas colisões e contusões da vida, é possível faltar-nos a graça que se revela na ternura, é possível nos voltarmos tanto para nós mesmos, que deixamos de amar os outros. Como você precisa de incentivo ou consolo hoje? Reflita sobre sua união com Cristo e encontre-os nele.Em seguida, peça ao Espírito que mostre a você quem precisa de encorajamento ou consolo hoje, e seja o meio pelo qual o consolo de Cristo é trazido a essa pessoa.Leia COLOSSENSES 3.1-11 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 23–25; At 14
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18 de julho - Deus é Rei
Texto bíblico: E Deus ainda lhe disse [a Jacó]: “Eu sou o Deus Todo-poderoso; seja prolífero e multiplique-se. De você procederão uma nação e uma comunidade de nações, e reis estarão entre os seus descendentes.” (Gn 35.11 NVI)O livro de Juízes conta a história dos israelitas na terra prometida após a morte de seu líder, Josué. É uma história deprimente, porque as pessoas se rebelaram muito rápido, iniciando um ciclo que se repete ao longo do livro. Primeiro, o povo pecou; segundo, Deus permitiu que eles fossem derrotados e oprimidos; terceiro, eles clamaram por ajuda; e, quarto, Deus interveio levantando um juiz, ou líder, para derrotar os inimigos de Israel e restaurar a paz na terra. Mas a paz nunca durou muito antes que a sequência fosse repetida.Durante todo o período dos juízes, Israel entrou em colapso — de maneira religiosa, social, moral e econômica. Em resposta, o povo começou a pensar que a vida seria muito melhor se ao menos um rei fosse nomeado, como Deus havia declarado a Jacó que alguém seria. No entanto, procurando ser como as nações ao seu redor, eles rejeitaram a realeza de Deus — exatamente o que os tornava únicos. Eles queriam uma monarquia em vez de uma teocracia. E, em vez de procurar um rei que governasse sob Deus e os liderasse em obediência ao governo dele, eles estavam procurando um rei que governasse no lugar de Deus.Notavelmente, apesar da pecaminosidade das motivações dos israelitas, Deus cumpriu o pedido deles. Muitos reis de Israel seguiram, mas nunca o rei do qual eles realmente precisavam.Ainda havia alguém maior por vir.De uma maneira que só ele poderia orquestrar, Deus usou a demanda míope do povo por um rei como os de outras nações para cumprir o seu propósito final de um Rei que um dia governaria essas nações. Em dado momento, a linhagem real de Israel culminaria em Jesus, o Rei vindouro que Deus havia prometido — aquele cujo “cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló; e a ele obedecerão os povos” (Gn 49.10). O verdadeiro reino seria estabelecido pelo Messias, que governaria sob a autoridade de Deus e seria o seu dom supremo para um povo indigno.Veja como Deus é imenso: ele é capaz de agregar aos seus propósitos até mesmo pedidos tolos e más motivações! Deus é maior do que nossas escolhas e até mesmo do que nossos erros. Ele é soberano sobre cada passo em falso. Embora nós, como Israel, possamos falhar às vezes, com certeza podemos confiar em Deus para superar nossas falhas à medida que ele cumpre seus propósitos. E podemos obedecer de bom grado ao Rei em nossa vida hoje, em vez de procurar servir alguém ou alguma coisa em seu lugar.Leia 2 SAMUEL 7 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 20–22; At 13.26-52
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17 de julho - Protegendo-nos Contra a Incredulidade
Texto bíblico: Como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração como foi na provocação, no dia da tentação no deserto, onde os vossos pais me tentaram, pondo-me à prova, e viram as minhas obras por quarenta anos. (Hb 3.7-9)Antes que os israelitas entrassem na terra prometida, Deus os fez enviar 12 espias para Canaã em uma missão de reconhecimento. Dois desses espiões, Josué e Calebe, são famosos por seu relatório separado em discordância da maioria, pois eles concluíram que a terra estava pronta para ser tomada. O povo, porém, não quis ouvi-los, demonstrando sua desconfiança de Deus. Apesar de todas as evidências que tinham da confiabilidade de Deus, os israelitas rapidamente voltaram a confiar em seu próprio julgamento.Em um momento de incredulidade, o povo temia morrer, caso, como Calebe e Josué estavam pedindo, escolhesse confiar no poder de Deus para vencer um grande inimigo (Nm 13.25–14.4). Deus respondeu com julgamento: em vez de desfrutar da terra prometida, uma geração inteira passou o resto da vida no deserto, sem nunca experimentar a alegria que Deus havia oferecido a eles (14.21-23).Como os israelitas, você e eu temos uma propensão à incredulidade. O escritor de Hebreus nos adverte: “Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo” (Hb 3.12). Tal exortação não seria necessária se não fosse possível termos um coração pecador e incrédulo! Nós queremos pecar. Queremos seguir nosso próprio caminho. Não queremos confiar.A incredulidade nos endurece de modo que, quando a Bíblia é pregada, ao invés da Palavra de Deus entrar em nosso coração e mente como sementes semeadas na terra pronta, nosso coração e mente se tornam como um telhado de zinco ondulado. Quanto mais a Bíblia é ensinada, mais seu efeito sobre nós se torna como a chuva batendo contra o que não pode permear.Portanto, fique atento, para que seu coração não se torne impermeável à verdade da Escritura. Tenha cuidado para não se tornar alguém que defende a Bíblia, conta para outras pessoas sobre ela e cita passagens dela, mas ao mesmo tempo endurece seu coração contra o que Deus está dizendo a você nela.Como nos protegemos contra tal incredulidade? Exorte os outros a se lembrarem do que Deus fez em Cristo e por meio dele, e peça-lhes que façam o mesmo por você (Cl 3.16). E peça ao mesmo Espírito que escreveu a Escritura que trabalhe em seu coração à medida que você ouve a voz dele. Conforme você é lembrado do poder e do cuidado de Deus, e conforme o Espírito opera em você, seu coração será abrandado para receber as sementes da Palavra dele.Leia LUCAS 13.18-35 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 18–19; At 13.1-25
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16 de julho - Chamados a Servir
Texto bíblico: E disse-lhes [Jesus]: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram. (Mt 4.19-20)Você já esteve em algum lugar — talvez em um restaurante, consultório médico ou loja de departamentos — e perguntou a um funcionário por que ele faz o que faz? Talvez ele esteja tentando sustentar sua família. Talvez tenha um grande interesse naquela área desde jovem. Entre uma variedade de respostas, você ocasionalmente ouvirá alguém dizer: “Esta é a minha vocação”. Em um sentido muito real, isso expressa com precisão a perspectiva do Novo Testamento sobre o ministério.Aqueles que estão em Cristo são todos chamados a uma vida de serviço. Não é que todos somos chamados a Cristo, mas apenas alguns passam a servir; o serviço é parte integrante do discipulado cristão. Quando Jesus chamou seus discípulos para se tornarem “pescadores de homens”, ele estava dizendo-lhes: Eu tenho um trabalho para vocês fazerem. Quero que vocês se envolvam no meu ministério.Se um cristão é chamado para servir como pregador ou professor da Palavra de Deus, como líder de estudo bíblico para jovens, como voluntário no berçário da igreja, como testemunha em sua fábrica ou escritório, como pai que cria filhos em casa ou uma criança cuidando de um pai idoso, ou em algum outro papel, o chamado de Deus para o serviço também se aplica. Qualquer distinção entre “servos de tempo integral” e “servos leigos” é uma distinção não de valor, mas apenas de função. O serviço em si é o mais importante.Nos termos da Bíblia, o serviço não é um caminho para a grandeza; o serviço é a grandeza.“Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc 10.45). Não servimos sacrificialmente na esperança de sermos “promovidos”, como no local de trabalho ou nos círculos acadêmicos, nem servimos para que um dia não sirvamos mais. Jesus diz: “Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos” (9.35). Quando nossas ações demonstrarem nossa compreensão desse paradoxo, toda a glória será para Deus.O serviço cristão é, em última análise, nada menos do que o ministério do Senhor Jesus ressurreto no meio do seu povo e através deste. O apóstolo Paulo entendeu isso claramente quando escreveu: “Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gl 2.20). Jesus deu sua vida por nós para que, em lugar da nossa vida, ele vivesse a sua vida através de nós. Se você entender isso, realmente será capaz de servir como Jesus serviu — e sua vida contará muito mais do que se você a tivesse usado para servir a si mesmo.Coloquemos o foco em nosso chamado hoje.Leia MARCOS 9.30-37 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 16–17; At 12
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15 de julho - O Mistério da Vontade de Deus
Texto bíblico: [Ele está] desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra.(Ef 1.9-10)Quando você assiste a novas construções em um prédio do lado de fora, tudo o que está acontecendo sob todos os andaimes e envoltórios da casa pode parecer um mistério. Algo está obviamente tomando forma, mas, para qualquer um que não seja o arquiteto, pode ser difícil imaginar plenamente o resultado final.No desdobramento do drama do Antigo Testamento, o mistério da vontade de Deus se assemelha a andaimes e envoltórios, cobrindo certas partes da história bíblica até que, como Paulo coloca, “[chegasse] a plenitude do tempo” (Gl 4.4 NVI). Mesmo que os próprios profetas profetizassem sobre aquele que estava por vir, eles só podiam imaginar o significado completo por trás de todas as dicas e pistas contidas em seus escritos (1Pe 1.10-11).Na linguagem bíblica, um “mistério” não é um quebra-cabeça esperando para ser resolvido pela engenhosidade humana. Em vez disso, é um segredo que está esperando para ser revelado por Deus. Por meio da obra de seu Espírito em nosso coração e mente, muitos dos mistérios de Deus se tornam compreensíveis para nós. À parte de sua obra, não podemos entendê-los.Depois de sua ressurreição, quando Jesus teve a oportunidade de se dirigir aos viajantes infelizes na estrada para Emaús, ele lhes respondeu de uma maneira amorosa, mas estratégica (Lc 24.18-27). A princípio, eles não o reconheceram, perguntando: “És o único, porventura, que, tendo estado em Jerusalém, ignoras as ocorrências destes últimos dias?” (Que ironia!)Jesus simplesmente respondeu: “Quais?” Ele queria fazê-los falar. Então, depois de terem compartilhado a história de sua crucificação e ressurreição, ele lhes disse: “Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram!” Eles ainda não haviam entendido o mistério — e assim, Lucas nos diz, o Senhor esclareceu: “Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras” (Lc 24.25-27).“O mistério da sua vontade” foi — na verdade, está sendo — dado a conhecer ao povo de Deus para que possa “convergir nele […] todas as coisas”. Um dia, quando todas as estações que o Pai fixou por sua própria autoridade tiverem seguido seu curso, toda essa unidade se concretizará. Finalmente, os andaimes, lonas e envoltórios serão removidos, e veremos o edifício em sua conclusão. Até esse dia, podemos ser gratos por o Senhor nos ter revelado o mistério da salvação, e podemos andar em serviço e louvor a ele, confiantes de que, embora não entendamos os planos ou o progresso em direção à conclusão, o Arquiteto divino está trabalhando todas as coisas para o bem de seu povo e a glória de seu Filho.Leia APOCALIPSE 5.1-14 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 13–15; At 11
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14 de julho - A Única Cura para a Alma
Texto bíblico: Naamã, comandante do exército do rei da Síria, era grande homem diante do seu senhor e de muito conceito, porque por ele o Senhor dera vitória à Síria; era ele herói da guerra, porém leproso. (2Rs 5.1)De qualquer ângulo, Naamã parecia estar realizado.Naamã era um homem da grande cidade síria de Damasco. Dois rios que começavam nas montanhas do Líbano fluíam com beleza intocada em um oásis fértil onde esta cidade havia sido construída. Era um lugar de riqueza e lazer, e fornecia as atrações culturais da arte, música e recreação. Como comandante bem-sucedido do exército sírio, Naamã tinha uma posição invejável de poder e prestígio, e era altamente considerado, inclusive por seu rei. E, sem dúvida, com seu poder e prestígio, vieram grandes posses.Em outras palavras, aqui estava um homem com tudo a seu favor. Exceto uma coisa.Havia uma dimensão na existência de Naamã que lançava extensas sombras sobre tudo o mais que ele desfrutava. Suas muitas conquistas orgulhosas foram ofuscadas e dominadas por esta única cláusula: “porém leproso”. Tudo o que ele desfrutava — suas muitas oportunidades e suas posses — não chegava nem perto de resolver seu problema. Não havia nada que ele pudesse fazer… e a lepra estava arruinando a sua vida.A doença física que atormentava Naamã é uma imagem da doença espiritual de que cada um de nós sofre. Sua lepra era uma doença cicatricial, contagiosa e feia. É uma imagem bíblica clássica da natureza da humanidade, que está contaminada pelo pecado.Quando descrevemos a nós mesmos e nosso contexto para os outros, podemos listar quem conhecemos, os lugares em que estivemos e tudo o que alcançamos. No entanto, no final de tudo isso, sem Cristo, estamos inevitavelmente caminhando em direção à mesma palavrinha de Naamã: porém… A lepra não tinha nenhuma consideração pelo status de Naamã, e o pecado não tem consideração pelo nosso. “Todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3.23), e “todos” realmente significa “todos”. Não há sequer um homem ou mulher que seja omitido do escopo dessa declaração abrangente. Não há riqueza que possa nos comprar do pecado e nenhuma bondade que possa cobri-lo.Todos nós sofremos da lepra de nossa alma, para a qual não há cura sem Cristo. Somente quando admitimos que nosso status e posses não podem lidar com nosso maior problema, podemos nos voltar para Jesus, nosso Grande Médico, que assumiu nossa condição para que pudéssemos ser curados. Assim como ele estava disposto a estender a mão e tocar um leproso, tornando-se impuro, mas curando o homem inteiramente, assim na cruz ele se tornou pecado para que pudéssemos nos tornar justos aos olhos de Deus (2Co 5.21).Hoje, você está cercado por naamãs: pessoas que desfrutam de prestígio, poder e posses — pessoas que são realizadas, mas que, não obstante, são arruinadas pelo pecado e enfrentam o julgamento. Aqui está uma verdade que mina nossa inveja dos outros e desperta compaixão.Como Naamã precisava de uma cura para sua lepra, todo homem e mulher precisa de uma solução para o pecado — e você conhece a cura.Leia LUCAS 5.12-32 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 10–12; At 10.24-48
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13 de julho - Nossa Dívida Foi Paga
Texto bíblico: [Deus] vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz. (Cl 2.13-14)Por que Jesus Cristo veio à terra, morreu na cruz e ressuscitou dos mortos? Para proporcionar Redenção eterna e adoção divina para aqueles que creem. É uma realidade que nenhuma outra religião pode afirmar: o próprio Deus pagou a dívida do pecado humano para que pudéssemos ser chamados de seus filhos. O escritor do hino expressa a maravilha desse pagamento: Ó redenção perfeita, a compra de sangue! Para todo crente a promessa de Deus; O ofensor mais vil que verdadeiramente crê, Naquele momento, de Jesus recebe o perdão.102 Nosso encontro com a Redenção de Cristo é como a história da “Velha Betty”, uma mulher idosa que viveu na pobreza por causa de uma dívida financeira substancial. Um dia, um ministro cristão e sua congregação decidiram graciosamente intervir na vida de Betty e quitar sua dívida. O ministro procurou Betty em sua casa, mas, com medo de ser presa, ela evitou as primeiras batidas à porta. Uma vez que ele finalmente foi capaz de contar a boa notícia, ela olhou para ele e disse: “Apenas pense: eu tranquei e barrei a porta contra você. Eu estava com medo de deixá-lo entrar, e aqui estava você, trazendo um presente tão generoso.” Em algum momento da vida, todos nós já fomos como a Velha Betty. Uma vez, sabíamos estar em dívida com o pecado. Estávamos sobrecarregados de arrependimento, com medo de que as pessoas viessem bater, prontas para revelar nossos problemas aos outros. Acima de tudo, tínhamos medo de Deus, pois a batida de sua mão à porta de nossa vida certamente só poderia significar julgamento. Mas então descobrimos que, em Cristo, Deus bate à porta para oferecer não o que nossas dívidas merecem, mas o que seu amor conquistou: um novo começo, um quadro em branco, uma nova história. Nossa dívida foi cancelada e, com alegria, abrimos a porta de nossa vida e o recebemos como nosso Salvador, Amigo e Senhor.Ser cristão é viver na consciência dessa dívida paga. Não somos mais escravos do pecado e de sua penalidade; em vez disso, fomos libertos e adotados como filhos de Deus. E, agora, nossa adoção como filhos e filhas é o motivo pelo qual temos o grande privilégio de chamar a Deus de nosso Pai celestial e conhecê-lo tão intimamente. Não nos escondemos mais atrás de nossas portas, agarrando-nos a nossas dívidas, porque provamos a liberdade que veio bater à nossa porta e a deixamos entrar em nossa vida.Que descanso é encontrado em saber que nossa dívida está cancelada! Que alegria é encontrada em saber que nosso status diante do Deus vivo foi transformado de devedores ansiosos para um de seus filhos e filhas adotivos. Agora, a pergunta é esta: como você permitirá que essas verdades mudem como você se vê e como vê as tarefas que estão diante de você hoje?Leia GÁLATAS 4.21–5.1 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 7–9; At 10.1-23
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12 de julho - Um Chamado a Ações de Graças
Texto bíblico: Celebrai com júbilo ao Senhor, todas as terras. […] Entrai por suas portas com ações de graças e nos seus átrios, com hinos de louvor. (Sl 100.1, 4)O centésimo salmo, com seu chamado à adoração, é um dos mais conhecidos no Saltério.No entanto, essa familiaridade pode dificultar o impacto em nosso coração. De muitas maneiras, é mais fácil estudar passagens que são menos familiares, porque não somos complacentes em nosso estudo. Não presumimos que já as conhecemos.Nunca deveríamos nos sentir tão confortáveis com o convite para ações de graças a ponto de passarmos por cima dele, como se fosse apenas retórica. Este salmo nos exorta à ação! Como povo de Deus, somos chamados à adoração alegre e ao louvor agradecido.“Celebrai com júbilo ao Senhor” é um convite à adoração exuberante e vocal. Tal louvor não deve ser tratado como uma obrigação forçada, como se tivéssemos engolido algo distintamente intragável. Em vez disso, deve ser uma resposta à atividade de Deus em nossa vida, o que nos leva, tomando emprestada uma frase de C. S. Lewis, a sermos “surpreendidos pela alegria”. A oportunidade de adoração eleva o espírito do crente genuíno — e ninguém fica de fora da exortação. Deus fez “todas as terras” para o louvor de sua gloriosa graça.Ele também nos convida a “[entrar] […] em seus átrios, com hinos de louvor”. Considere a experiência do plebeu do lado de fora do Palácio de Buckingham, em Londres, onde o melhor que você pode fazer é enfiar o nariz pelas grades e esperar por um vislumbre fugaz da realeza de longe. O portão é propositalmente fechado para proteger o soberano. Mas essa não é a nossa experiência com o Pai. A morte de Jesus rasgou a cortina do templo em duas (Mt 27.51) e abriu uma nova maneira de viver para nós. Por meio de Jesus, obtivemos acesso ao Pai, e os portões estão escancarados em boas-vindas.Nossas expressões de gratidão na adoração alegre e louvor agradecido não devem estar ligadas às nossas circunstâncias ou sentimentos. O verdadeiro fundamento para a ação de graças é saber que o Senhor é Deus e que ele nos convidou para seus átrios, para cercar seu trono como seus súditos, mas também como seus filhos. Reconhecer isso é ter um terreno firme sob os pés, para que cada um de nós possa dizer com o salmista: Tirou-me de um poço de perdição, de um tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos.E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus. (Sl 40.2-3)Um dia você estará lá, nos átrios dele. Até lá, todos os domingos você pode ficar com outras pessoas em sua igreja local — uma embaixada daquela sala do trono celestial — e antecipar esse dia futuro cantando com alegria ao Senhor.Leia SALMO 100 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 4–6; At 9.23-43
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11 de julho - Maturidade Cristã
Texto bíblico: Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. […] prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Todos, pois, que somos perfeitos, tenhamos este sentimento; e, se, porventura, pensais doutro modo, também isto Deus vos esclarecerá. (Fp 3.12, 14-15)Há poucas coisas tão cativantes quanto os jovens que embarcam em grandes fantasias e fazem afirmações irrealistas, seja sobre seus pais — “Meu pai pode fazer isso” ou “Minha mãe é ótima nisso” — ou sobre si mesmos. Não é tão cativante quando vem de alguém com 25 ou 50 anos! Nesse momento, alguém precisa dizer: “Aja de acordo com a sua idade, pelo amor de Deus!” Assim como esperamos ver maturidade naqueles que são vividos, e assim como sabemos haver certas marcas de maturidade nos reinos físico, emocional e mental, devemos esperar ver maturidade dentro do reino da vida espiritual. E, se estamos de fato crescendo em maturidade, explica Paulo, certas características marcarão nossa vida e nossa caminhada com Deus.A maior parte da nossa sociedade está constantemente nos pedindo para estarmos cientes do que somos, do que alcançamos ou de quão longe chegamos. Em contraste, a maturidade cristã tem como início uma consciência do que não somos. Onde a imaturidade nos leva a pensar em nós mesmos mais do que deveríamos (veja Rm 12.3), a maturidade rejeita afirmações exageradas. Em vez disso, é marcada por uma estimativa sensata do nosso progresso espiritual. Não é exemplificada por uma conversa elevada, mas por uma vida de consistência humilde e estável.Na velha fábula “A Tartaruga e a Lebre”, a lebre voa no início da corrida enquanto a tartaruga simplesmente caminha. A lebre está tão convencida de que venceu a corrida, que decide sentar-se e descansar, relaxar e adormecer. E, quando o sujeito que teve um começo tão dramático adormece, a pequena tartaruga faz algum progresso — no mesmo ritmo, devagar, devagar, devagar — até que finalmente ela é a vencedora e a lebre desaparece.Pode ser um grande desafio estar cercado por lebres espirituais, sempre pulando e pulando, anunciando suas grandes aspirações e dizendo para onde estão indo, o que estão fazendo e o que estão alcançando. Quão desanimador eu acho isso enquanto simplesmente tento continuar na vida cristã! Como um pastor sábio, Paulo não tenta ser a lebre. Em vez disso, ele nos encoraja dizendo: Quero que saibam que sou um peregrino. Quero que vocês saibam que ainda estou em processo, ainda na jornada — que ainda tenho muito que fazer. Paulo está avançando em direção à linha de chegada e está nos exortando a fazer o mesmo. Em vez de se vangloriar de um começo chamativo ou de um ritmo impressionante, suas palavras são um chamado a um compromisso resoluto e repetido com o básico.Humildade e consistência: estas duas são marcas da vida cristã madura, que sabe que pela graça chegou até aqui, e pela graça seguirá em frente para chegar em casa. Como elas crescerão como marcas de maturidade em sua vida?Leia 1 PEDRO 1.22–2.6 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 1–3; At 9.1-22
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10 de julho - O Aguilhão da Morte é Extraído
Texto bíblico: Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo. (1Co 15.55-57)A maioria das gerações recentes exibiu uma relutância generalizada em enfrentar a realidade da morte, e talvez nenhuma mais do que a nossa. As pessoas tentam constantemente encobri-la ou ignorar sua existência, na esperança de que talvez ela simplesmente desapareça.Porém, de todas as pessoas, os cristãos devem estar preparados para fazer o que muitos não querem: olhar a morte de frente e reconhecer que não há como negá-la e não há como escapar dela — mas que também não há necessidade disso, pois ela foi derrotada.De fato, o cristianismo muda a maneira como vemos tudo. A Bíblia nos confronta com a realidade de que a vida é breve, a morte é certa e o julgamento nos espera. Mas também temos nas Escrituras declarações claras, maravilhosas e orientadoras sobre como pensar na morte de um crente.Para o cristão, o aguilhão da morte é extraído. Considere isso da seguinte forma: se alguma vez, ao sair com uma criança, uma vespa irritada aparecer, você se colocará propositalmente entre a criança e a vespa para tomar ou “extrair” o aguilhão. Feito isso, a criança não tem nada a temer. Assim, Jesus, por meio de sua obra na cruz, lidou com a penalidade de nosso pecado. Ele quebrou o cativeiro do poder do pecado em nossa vida. Ele extraiu o aguilhão do pecado e da morte. A vitória de Cristo é a nossa vitória; a morte foi derrotada.Ainda experimentaremos a morte, mas apenas passaremos por ela. Ela não nos reivindicará.A Escritura usa a imagem do sono para descrever um cristão que morreu, pois o sono é um estado temporário, não permanente. E a usa em relação ao nosso corpo, não à nossa alma. Em uma de suas cartas aos tessalonicenses, Paulo diz: “Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem.” (1Ts 4.14). Em outras palavras, podemos dizer a Jesus o que muitas crianças pequenas dizem à mãe ou ao pai na hora de dormir: “Você vai ficar comigo enquanto eu durmo?” E Jesus diz: Sim, eu vou. Porém, ainda melhor que isso, estarei com você nesse sono.Adormecer — morrer — em Cristo significa que somos conduzidos imediatamente à sua presença, a alegria do Senhor na glória.Jesus está vivo e a cada novo dia pode nos lembrar de sua ressurreição. Todas as manhãs, despertamos para um novo nascer do sol como um lembrete daquele dia glorioso em que a trombeta soará, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro e todos os que estiverem vivos e permanecerem na terra serão arrebatados juntamente com eles. Como crentes, nascemos de novo com a esperança viva de que, como Jesus Cristo foi vitorioso sobre a sepultura, estaremos para sempre com ele. É assim que olhamos para a morte: olhamos através dela. E, uma vez que somos capazes de morrer sem medo, somos capazes de viver sem medo também.Leia APOCALIPSE 3.7-13 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Rt; At 8.26-40
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9 de julho - Uma Palavra aos Pais
Texto bíblico: E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor. (Ef 6.4)Na sociedade romana, o poder de um pai prevalecia. Como William Barclay escreveu: “Um pai romano tinha poder absoluto sobre sua família. […] Ele poderia amarrar ou espancar seu filho; ele poderia vendê-lo como escravo; e até possuía o direito de executá-lo. […] Se alguma vez um povo soube o que era a disciplina parental, eram os romanos.”101 Observe, então, que aqui Paulo não está simplesmente demandando o exercício da autoridade parental. Em vez disso, ele está tanto assumindo sua legitimidade quanto temperando-a.Sua instrução é primeiramente negativa: “Não provoqueis vossos filhos à ira”. Ele exorta os pais a exercer moderação ao disciplinar seus filhos, para que eles não façam mais mal do que bem, irritando-os ou fazendo com que fiquem desanimados, ressentidos ou irados.Como podemos provocar nossos filhos à ira? Através do egoísmo, severidade, inconsistência, irracionalidade, favoritismo, irritação, busca de falhas, não reconhecer progresso...No entanto, uma lista tão assustadora não deve nos desencorajar; em vez disso, devemos nos lembrar que essa responsabilidade está inteiramente além de nós, à parte da graça de Deus.E, ainda assim, a instrução de Paulo não é apenas negativa, mas também positiva. O verbo “criai-os” também pode significar “nutrir”. Há algo de hortícola nisso — um lembrete não apenas de que devemos criar nossos filhos com ternura, mas também de que isso não é uma tarefa momentânea; antes, é uma jornada ao longo de muitos anos. Ao mesmo tempo, nutrir envolve “disciplina” — a saber, a disciplina da Escritura, pela qual o próprio pai é conformado à imagem de Cristo — e “admoestação”, que envolve gentilmente levar a Palavra de Deus à mente de nossos filhos, para que seu caráter seja realmente transformado.Se você é pai, como pode realizar tal tarefa? É preciso graça. É preciso paciência. Em termos de mercado de ações, a paternidade não é day trading; é investimento de longo prazo. É incrível como uma criança de 4 anos que é constantemente tratada com amor e disciplina piedosa pode se tornar um jovem adulto atencioso e amoroso no final da adolescência. Portanto, se você não é pai, ore por aqueles que são. Eles precisam disso! E, se você é pai, considere sua própria abordagem. Como você está estabelecendo sua autoridade paternal em casa? De que maneiras você corre mais risco de provocar seus filhos ao fazer isso? Como você instruirá seus filhos na Palavra de Deus, e como você pode ver seu próprio caráter sendo formado à semelhança de Cristo por meio da experiência da paternidade? Em tudo isso, lembre-se de que ser pai é um ato de graça. Devemos cumprir nossas responsabilidades fielmente. Mas você será esmagado se não se lembrar de que a graça é suficiente para superar todo e qualquer erro — uma verdade para edificá-lo e mantê-lo de joelhos!Leia DEUTERONÔMIO 6.1-15 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Ob; At 8.1-25
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8 de julho - Vinde Humildemente, Buscai Sinceramente
Texto bíblico: E, saindo os fariseus, puseram-se a discutir com ele; e, tentando-o, pediram-lhe um sinal do céu. Jesus, porém, arrancou do íntimo do seu espírito um gemido e disse: Por que pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo que a esta geração não se lhe dará sinal algum. (Mc 8.11-12)Professores de escolas e professores universitários muitas vezes experimentam dois tipos de questionadores: aqueles que perguntam humildemente, com interesse genuíno, e aqueles que visam desafiar como oposição. Os primeiros claramente procuram entender. Os últimos estão mais interessados em fazer avançar uma agenda, reforçar suas opiniões ou simplesmente parecer inteligentes.Ao contrário das multidões de pessoas que testemunharam e se maravilharam com os milagres de Cristo, os fariseus muitas vezes desafiaram o ensino e o ministério público de Jesus para testá-lo e miná-lo. Eles não estavam lá para ver suas obras maravilhosas e considerar se ele era realmente a pessoa que afirmava ser. Eles estavam lá para fazê-lo tropeçar e prendê-lo.Jesus respondeu às multidões que o seguiam com compaixão. Tinha bondade divina para com aqueles que vinham a ele com humildade de coração, reconhecendo a própria necessidade.Ele não afastou ninguém que viesse genuinamente em busca da verdade. Mas ele enfrentou os líderes religiosos antagônicos com frustração justa — impaciência divina para aqueles que procuravam provar sua própria posição e desafiar as reivindicações dele.Há duas maneiras de fazer uma pergunta: com humildade ou arrogância. E o Mestre sempre sabe a diferença.Algumas pessoas que dizem ser religiosas ainda não entendem nada do ensino da Bíblia.Elas ouvem sermões domingo após domingo, procurando razões para não descansar totalmente na obra concluída de Cristo. Fazem perguntas destinadas a manter o Senhor à distância e depois se perguntam por que nunca encontram respostas satisfatórias. Esse não é o caminho do filho de Deus. Com mansidão e curiosidade, devemos procurar aprender com nosso Mestre e, quando nosso coração estiver perturbado, ir a ele humildemente, pedindo ajuda para estarmos abertos à resposta, sem exigir que Jesus siga nossa agenda ou expectativas.Se você tem um cérebro grande, a Bíblia é capaz de satisfazer seu intelecto. Se você tem uma cabeça grande, descobrirá que o orgulho distorce sua capacidade de ver a clareza e a verdade da Palavra de Deus. Cristo está mais do que disposto a atender à integridade intelectual, mas ele não está disposto a ceder à arrogância.Todos nós temos perguntas para Jesus sobre este mundo, sobre nossa vida, sobre o caminho que devemos seguir. Jesus nunca rejeitará aqueles que vão a ele, e acolhe os pedidos de seus irmãos e irmãs. Todavia, além de considerar suas perguntas, considere seu coração. Faça suas perguntas, mas primeiro pense em como você está perguntando: está motivado pela fé em busca de compreensão ou pelo orgulho em busca de estar certo?Leia MARCOS 10.2-22 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Dt 32–34; At 7.44-60
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7 de julho - A Tentação de José
Texto bíblico: José era formoso de porte e de aparência. Aconteceu, depois destas coisas, que a mulher de seu senhor pôs os olhos em José e lhe disse: Deita-te comigo.Ele, porém, recusou. (Gn 39.6-8)A tentação é uma sedução para o mal ou para o pecado. Todos já enfrentaram isso — até mesmo o próprio Senhor Jesus. Por si só, portanto, a tentação não é pecado; é a nossa resposta a ela que nos leva nos caminhos da justiça ou às areias movediças da desobediência.As ações da esposa de Potifar demonstram como a tentação se manifesta. Sua abordagem primeiro foi sutil. Ela começou, em sua mente, a olhar para José de maneira diferente. Os olhos são uma porta de entrada para nossa alma e o caminho através do qual muitas tentações vêm. Um coração lascivo começa com olhos persistentes.Tendo seus olhos enredado sua alma, ela perdeu qualquer noção de modéstia. Como ela poderia prosseguir para um convite tão descarado ao adultério? A resposta é que ela estava claramente alimentando a luxúria em sua imaginação, o que sem dúvida aumentará as chances de realmente fazermos o que estamos pensando. O pecado está sempre pronto para irromper em um instante, impulsionado por desejos cegos, furiosos e quase (embora nunca totalmente) irreprimíveis. Chega um ponto em que fomos tão longe na estrada em nossa mente, que tudo de que precisamos é a ocasião — e assim, quando a ocasião surge, o mesmo acontece com o pecado exterior.Você e eu podemos aprender com as más ações da esposa de Potifar. Você pode ter certeza de que aquilo que você permite que seus olhos encarem e em que sua mente se concentre, mais cedo ou mais tarde, afetará como você age. As tentações e os desejos que elas despertam serão alimentados ou serão combatidos. Estamos preparados para “[levar] cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2Co 10.5) em vez de alimentar a luxúria ou outros pecados? Estamos dispostos a “[entrar] no reino de Deus com um só dos [nossos] olhos” (Mc 9.47), ou a vida eterna não é digna de tal preço? Que tentações seus olhos e sua mente enfrentam hoje? Embora cada um seja um convite perigoso ao pecado, também oferece uma oportunidade de escolher a obediência. Ore por sabedoria e ousadia para reconhecer esses momentos e responder a essas tentações de uma maneira que o leve aos caminhos da justiça.Leia GÊNESIS 4.1-16 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Dt 30–31; At 7.22-43
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6 de julho - Treine com Disciplina
Texto bíblico: Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível.Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar.Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão. (1Co 9.25-27)Corinto foi sede dos Jogos Ístmicos, os quais, em tamanho e importância, perdiam apenas para as Olimpíadas. O atletismo consumia a cultura. Seus cidadãos sabiam que, para um atleta, o esforço despendido durante uma corrida é apenas uma pequena fração do esforço exigido ao longo da vida. Então, quando Paulo escreveu à igreja em Corinto, ele não falou apenas de correr e competir. Ele também falou sobre treinamento.Em Corinto, crianças de até 7 anos eram submetidas a exercícios rigorosos para se prepararem para a competição. Esperava-se que os participantes mostrassem haver passado por um treinamento rigoroso. Ninguém poderia correr uma corrida se não tivesse praticado por meses antes do evento. Da mesma forma, a vida cristã deve ser marcada por uma disciplina que revela um compromisso eterno de correr a corrida de Deus. É importante que nossas palavras sejam apoiadas por nossas ações. Expressar a determinação de viver a vida cristã sem que isso seja acompanhado de ações disciplinadas é um absurdo. É como expressar a necessidade de acordar mais cedo ou perder peso e resolver fazer essas coisas, mas nunca definir o alarme, praticar exercícios ou comer bem. A resolução é tornada inútil pela falta de ação.A disciplina a que Paulo se refere não é um sentimento interior; em vez disso, é uma decisão voluntária e consciente sobre como usamos nosso tempo, em que depositamos nossas afeições e a maneira como abordamos toda a vida. Como o bispo inglês do século XIX J. C.Ryle escreveu: “A verdadeira santidade […] não consiste meramente de sensações e impressões internas. […] É algo da ‘imagem de Cristo’, que pode ser visto e observado por outros em nossa vida privada, hábitos, caráter e ações.”100 Durante os tempos da antiguidade, quando o atleta triunfante retornava à sua cidade, ele não apenas atravessava o portão do qual havia partido; ele tinha uma parte do muro quebrada em sua honra. Ele entrava por um portão novinho em folha, e a população da cidade se reunia e o recebia com grande aclamação. O treinamento dentro da vida cristã não ganha a salvação.Isso é conquistado somente por Cristo. No entanto, isso nos garante uma entrada abundante no céu. Quando chegarmos ao seu reino, ouvir a saudação do Senhor de “Muito bem, servo bom e fiel” (Mt 25.21) será um momento de honra e alegria maior do que qualquer porta recém-feita! Essa é a imagem da entrada no céu que a Palavra de Deus diz ser possível para aqueles que correrão a corrida, que suportarão o treinamento, que correrão para vencer. Então, pergunte a si mesmo: onde estou expressando determinação, mas não estou agindo? Em que área do crescimento cristão preciso implementar práticas disciplinadas para me tornar mais semelhante ao meu Senhor? E então espere ansiosamente pelo momento em que você terminar sua corrida e entrar na glória, pois isso motivará todo o treinamento de que precisa.Leia ROMANOS 13.8-14 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Dt 28–29; At 7.1-21
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5 de julho - Um Chamado para Ser Diferente
Texto bíblico: Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma, mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação. (1Pe 2.11-12)Como os seguidores de Jesus devem agir? É uma pergunta vital. A resposta é simples e desafiadora: somos chamados a ser diferentes — diferentes daqueles que não seguem Jesus.Por toda a eternidade, Deus planejou ter um povo próprio. O povo de Deus é chamado para ser um povo santo, separado tanto do pecado quanto para Deus, que é em si mesmo “Santo, Santo, Santo” (Is 6.3; Ap 4.8). Encontramos esse princípio de um povo separado registrado para nós por toda a Escritura. Em Levítico, por exemplo, o Senhor ordena que seu povo, os israelitas, não imite os egípcios e os cananeus em suas práticas pagãs. Em vez disso, eles são chamados a obedecer às leis e decretos de Deus (Lv 18.1-5).Mas as leis de Deus não foram introduzidas para que seu povo pudesse simplesmente ter uma aparência de obediência. Não; a verdadeira obediência aos decretos de Deus é expressão de um coração transformado — um coração que se alegra com a santidade. Em outras palavras, Deus diz: Vocês são o meu povo. Vocês pertencem a mim. Portanto, quero que vocês se deleitem em serem separados. Nossas ações externas só durarão e só agradarão a Deus quando uma mudança interna já tiver ocorrido.Assim, no Novo Testamento, encontramos Pedro exortando os crentes a se lembrarem de que eles são “raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus” (1Pe 2.9). Como povo de Deus hoje, ainda somos chamados a viver de forma diferente: a manter nossa conduta honrada e fazer escolhas sobre nosso entretenimento, finanças, relacionamentos — na verdade, sobre todas as facetas de nossa vida — que estejam de acordo com a exortação de Deus a sermos santos como ele é santo (1.16).O grande desafio para nós, como crentes, é de nos identificarmos com o mundo em sua necessidade, mas não em seu pecado. As pessoas do nosso mundo não precisam de nós para fazê-las sentir-se confortáveis com seu comportamento imoral e rejeição ao seu Criador. Em vez disso, como Pedro explica, devemos viver de tal maneira que “[proclamemos] as virtudes daquele que [nos] chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”, para que outros possam ver as nossas boas obras e dar a Deus toda a glória (1Pe 2.9). Portanto, as palavras de Pedro devem provocar cada um de nós a perguntar: será que espero ser diferente? Estou disposto a ser diferente, mesmo que isso leve os outros a falarem contra mim? Amarei este mundo o suficiente para ser bastante diferente deste mundo, a fim de direcionar as pessoas deste mundo a um mundo melhor?Leia DEUTERONÔMIO 4.1-8 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Dt 25–27; At 6
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4 de julho - Um Jugo de Liberdade
Texto bíblico: Vinde a mim […]. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve. (Mt 11.28, 30)Um jugo é uma estrutura de madeira colocada nas costas de bois ou outros animais fortes, unindo-os para transportar uma carga pesada. O objetivo do jugo é distribuir uniformemente o peso em ambos os lados, possibilitando que os animais andem enquanto o carregam.Jesus usa essa ilustração para oferecer àqueles que podem segui-lo a chance de encontrar liberdade incomparável debaixo de seu jugo. Com seu convite para tomar seu jugo “suave” e “leve”, Jesus se distingue da mera religião, com seu pesado fardo de regras e regulamentos.Os fariseus do tempo de Jesus estavam obcecados em fazer o que era certo — não apenas buscando cumprir a Lei de Deus, mas também adicionando um grande número de suas próprias regras. Tais obrigações e expectativas criadas pelo homem criam fardos esmagadores. Dizer repetidamente “Vamos, tente mais arduamente; vamos, faça isso” deixará exausto, metaforicamente, o pescoço de qualquer um.Mas o jugo de Jesus é diferente.Estar sob o jugo — a autoridade — de Jesus não é um fardo; é um deleite. Como isso é possível? Há uma liberdade encontrada em Cristo — não a liberdade de fazer o que queremos, mas a liberdade de fazer o que devemos. Uma vez que, por natureza, não podemos fazer o que devemos, estamos presos aos nossos próprios desejos. Esse caminho promete muito, mas entrega pouco. Precisamos de alguém — Jesus — para nos libertar de nossa escravidão ao pecado, para que possamos viver em liberdade e obediência à vontade de Deus: para nos tornarmos as pessoas que fomos projetados para ser. Assim é que os mandamentos de Cristo são “a lei perfeita, que traz a liberdade”, e assim é que aqueles que lhes obedecem “[serão felizes] naquilo que [fizerem]” (Tg 1.25 NVI).É por isso que declaramos com alegria: “Jesus é meu Senhor”. Essa é a sua identidade — e, por causa do senhorio de Jesus, quando respondemos ao seu convite e recebemos o seu jugo sobre os nossos ombros, aceitamos uma nova obrigação de viver livremente sob a sua perfeita vontade. As questões de moralidade, sexualidade, negócios, família — todas essas coisas e muito mais estão reunidas sob o jugo do Senhor Jesus Cristo.Para aqueles que ainda se sentem presos a um peso opressivo, sejam regras impossíveis ou desejos pecaminosos, Jesus estende o convite para ir e deixar que ele levante esses fardos.Você precisa ouvir isso hoje. Onde você está lutando com o pecado? Como você vê os mandamentos do Senhor como opressivos? De que maneiras você pode estar lutando contra os caminhos dele? Ouça-o novamente: Venha a mim. Eu sou humilde. Eu sou gentil. Seu fardo é tão severo, que tive de morrer na cruz por você, e o fiz voluntariamente. Venha e junte-se a mim. Meu fardo é leve.Leia ROMANOS 6.15-23 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Dt 22–24; At 5.21b-42
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3 de julho - Filho do Encorajamento
Texto bíblico: Tendo chegado a Jerusalém, procurou juntar-se com os discípulos; todos, porém, o temiam, não acreditando que ele fosse discípulo. Mas Barnabé, tomando-o consigo, levou-o aos apóstolos; e contou-lhes como ele vira o Senhor no caminho. (At 9.26-27)Certa noite, na década de 60, um hippie despenteado chegou a uma igreja muito grande e adequada perto da costa, em São Francisco. Quando ele entrou, nenhum dos obreiros o cumprimentou. A igreja estava lotada e, enquanto olhava ao longo das fileiras, ninguém se moveu — e assim ele continuou a andar. Certo momento, tendo caminhado até a frente sem encontrar um assento, ele se sentou bem no meio do corredor, de pernas cruzadas no chão.Nesse instante, o diácono sênior — um homem pequeno em um terno, com um alfinete na gravata — começou a andar para a frente, vindo do fundo da igreja. Ele caminhou até o jovem — e sentou-se no chão ao lado dele! Aquele diácono era um “Barnabé”. Um Barnabé de um grupo de 500 fez toda a diferença na vida de um novo convertido.Como um novo convertido ao cristianismo, Paulo não tinha para onde ir. Os crentes em Jerusalém estavam com medo e duvidavam que ele tivesse experimentado uma mudança radical de vida. Paulo precisava de alguém neste momento de sua vida para encorajá-lo, liderá-lo e apresentá-lo à igreja. Para essa tarefa, Deus escolheu um homem comum que ele estivera formando esse tempo todo. Este homem era um estrangeiro de Chipre, com uma grande formação religiosa, que havia recebido um novo nome por aqueles que o conheciam: Barnabé, que significa “filho do encorajamento” (At 4.36).99 Foi essa característica de Barnabé — sua natureza encorajadora — que o tornou influente na vida de Paulo. A Escritura não nos diz que Barnabé dirigiu Paulo a qualquer lugar, desenhou-lhe um mapa ou sugeriu alguém com quem ele pudesse conversar. Não, simplesmente nos dá quatro palavras maravilhosas: “Mas Barnabé, tomando-o consigo”. Quando você leva alguém aonde ele precisa ir, isso envolve tempo, esforço e um rearranjo de planos. Onde muitos não se preocupariam, Barnabé chegou junto.Barnabé se tornaria companheiro de Paulo em sua primeira grande viagem missionária (At 13.1-3). Não apenas o início da vida cristã de Paulo, mas o início de seu testemunho aos gentios deve muito a esse herói em grande parte desconhecido. Somente no céu se tornará aparente o quanto dos sucessos do ministério de Paulo foram resultado da maneira como Deus inicialmente e continuamente colocou Barnabé ao seu lado.Precisamos de pessoas com o espírito de Barnabé em nossas igrejas — pessoas que exalem esse tipo de compaixão, que dediquem tempo, esforço e reorganizem seus planos para alcançar e acolher aqueles que são novos ou que estão lutando. De fato, em muitas congregações, tais pessoas já estão lá; a igreja é sustentada todas as semanas como resultado de homens e mulheres que reconhecem que não há momentos sem importância em seus dias. Não há encontros casuais. Não há pessoas irrelevantes. Não há tarefas insignificantes. Toda igreja precisa dessas pessoas, que estão dispostas a fazer o que é necessário para “tomar” alguém como Barnabé tomou Paulo. Esse será você?Leia AT 4.32-37 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Dt 19–21; At 5.1-21a
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2 de julho - Legados da Fé
Texto bíblico: A fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem.Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho. (Hb 11.1-2)Com o que a fé se parece? No capítulo 11 de sua carta, o autor de Hebreus aborda essa questão, apresentando-nos uma galeria de retratos, por assim dizer, dos santos da antiguidade — homens e mulheres que obtiveram bom testemunho por causa de sua fé. Este registro bíblico de bom testemunho não se destina a elevar esses indivíduos a algum status sobre-humano. Em vez disso, devemos ver Noé, Moisés e o resto como pessoas ordinárias, das quais podemos obter força e encorajamento ao refletirmos sobre como Deus os ajudou e honrou a fé deles.Se quisermos seguir o exemplo deles de uma fé viva e vivida, precisamos primeiro ver o que a fé desses indivíduos não era. Não era um sentimento caloroso e confuso derivado de emoções ou circunstâncias, nem era uma vaga noção de que tudo daria certo no final. Não: para esses homens e mulheres, a fé na prática significava acreditar no que Deus havia dito, acreditar em sua Palavra e, em seguida, regular suas vidas de acordo com isso. Em outras palavras, como esses versículos nos dizem, a fé deles era uma convicção segura de que o que Deus havia prometido realmente se concretizaria.Além disso, esses santos da antiguidade consideravam sua realidade futura como se fosse o presente, e o que era invisível como se fosse verdadeiramente visível. Embora não vissem as promessas de Deus cumpridas em sua vida, confiaram na fidelidade de Deus à sua Palavra, à luz da eternidade. A fé deles era uma confiança profunda não em suas circunstâncias no presente, mas naquele que havia feito promessas sobre seu futuro.Ao viver sua fé de maneira tão visível, esses santos causaram um impacto radical em seus dias — e nós também podemos causar nos nossos. Sempre que um indivíduo, um casal, uma família ou uma igreja estão preparados para acreditar em Deus e fazer o que ele diz, vidas serão transformadas. Se fizermos isso, entenderemos melhor quem é Deus e o que ele fez, e estaremos melhor posicionados para fazer a diferença neste mundo e para a eternidade.De tudo o que era verdade sobre os santos apresentados em Hebreus 11, a única característica unificadora que os trouxe a esta galeria de retratos foi sua fé no Deus vivo — uma garantia de que as promessas de Deus eram capazes de suportar o peso de suas esperanças e uma convicção constante de que o que Deus havia dito era tão real quanto o que eles podiam ver. Essa é a sua fé? Medite em todas as promessas que são suas, da parte de Deus, em Cristo.Reflita sobre todas as promessas que Deus já manteve ao longo da história e supremamente na morte e ressurreição de seu Filho. Então você será capaz, com alegria e determinação, de definir suas prioridades e tomar suas decisões com base nas promessas dele, não em suas próprias circunstâncias.Leia HEBREUS 11 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Dt 16–18; At 4.23-37
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1 de julho - Em Nosso Favor
Texto bíblico: Ora, o povo cometeu grande pecado, fazendo para si deuses de ouro. Agora, pois, perdoa-lhe o pecado; ou, se não, risca-me, peço-te, do livro que escreveste. (Êx 32.31-32)Quando os israelitas foram redimidos da escravidão, Deus os instruiu a pedir a seus antigos proprietários e senhores egípcios ouro, prata e roupas para levar com eles enquanto atravessavam para a terra prometida. Isso forneceria o material para a construção da tenda do tabernáculo, onde Deus habitaria no meio do seu povo.Os israelitas não tinham ido muito longe, quando Moisés foi chamado ao Monte Sinai para se encontrar com Deus. Todavia, quando Moisés se foi por mais tempo do que o esperado, o povo ficou impaciente e exigiu de seu irmão, Arão: “faze-nos deuses que vão adiante de nós” (Êx 32.1). Então Arão lhes respondeu: “Tirai as argolas de ouro […] e trazei-mas”, e ele usou esse ouro para fazer um bezerro de ouro: “Então, disseram: São estes, ó Israel, os teus deuses” (vv. 2, 4). Deus lhes havia fornecido tudo de que precisavam para a obra para a qual ele os chamaria, mas, em vez disso, abusaram de seus dons para perseguir suas próprias ambições e adorar um falso deus de sua própria feitura. Podemos não fazer um bezerro de ouro, mas não estamos imunes de fazer a mesma coisa com o que Deus graciosamente nos deu.Quando Moisés voltou, ficou consternado com tudo o que observou. Curvando-se ao chão diante de Deus, ele intercedeu em nome do povo, dizendo essencialmente: Tu és o Deus que fizeste uma aliança com o teu povo. Por favor, guarda tua aliança! Mesmo que tenhamos tomado o que tu providenciaste para nós e desperdiçado na construção de falsos deuses, não nos abandones. Por favor, não abandones a obra das tuas mãos (Êx 32.11-13).É notável que Moisés, o qual era totalmente inocente, se identificasse tanto com o povo.É ainda mais notável que ele esteja mais disposto a ser apagado do “livro” do povo do Senhor do que ver o povo rejeitado por Deus.Na intercessão de Moisés, vemos vislumbres do que finalmente seria cumprido no Novo Testamento. Deus nunca é o autor de assuntos inacabados quando se trata de seus filhos.Cristo intercede por nós, e, “quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim” (2Co 1.20). Em outras palavras, as promessas de Deus — de que ele sustentará o seu povo e completará a boa obra que começou neles — são totalmente cumpridas no próprio Jesus.Somos “propensos a nos desviarmos” e “propensos a deixar o Deus que nós amamos”.98 Somos aqueles que usam o que Deus dá para irmos atrás de nossos ídolos. Precisamos de um intercessor — e temos um! O Senhor Jesus foi morto para que pudéssemos ser perdoados de nossos pecados. Quando confessamos nosso pecado a Jesus, estamos indo àquele que já interveio em nosso favor. Que o notável amor dele por você conquiste seu coração de volta, para não mais vagar atrás de ídolos, e você volte a usar tudo o que tem para servir ao Deus que lhe deu tudo de que precisa.Leia TIAGO 4.4-10 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Dt 13–15; At 4.1-22
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30 de junho - Vencendo o Mal
Texto bíblico: Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem. (Rm 12.21)Enquanto estudava na Universidade de Cambridge na década de 40, uma jovem se tornou secretária do Partido Comunista. O inverno de 1946–47 foi fenomenalmente severo, fazendo com que os canos de água congelassem parcialmente e, portanto, resultando em escassez de água. As alunas estavam limitadas a um banho por semana e, enquanto esperavam na longa fila, havia muita murmuração e disputas por posição — inclusive por parte da Secretária do Partido Comunista.Uma das garotas que tinha acesso mais direto ao banheiro era cristã. A estudante comunista notou, com o tempo, que essa garota nunca reivindicava seus direitos e respondia gentilmente ao egoísmo dos outros. A cristã estava praticando e vivendo o que a jovem comunista afirmava acreditar, mas não fazia. Essa observação levou a uma conversa, uma conversão — e, enfim, a uma nova missionária no Extremo Oriente.Sempre que tentamos derrotar o mal por nossas próprias palavras e ações malignas, somos consumidos. O mal não pode ser superado por uma força igualmente maligna. O mal é duplicado em vez de anulado. Se perdermos o controle de nós mesmos ao nos envolvermos com um inimigo, então fomos derrotados não por essa pessoa, mas pelo Maligno. Somos nós que fomos vencidos e perdemos a oportunidade de fazer o que é certo aos olhos de Deus.Vencer o mal é uma noção popular em nossa cultura. Ouvimos isso em músicas e lemas motivacionais. Muitas vezes, a ideia é que, se pudermos ao menos “ficar juntos”, teremos sucesso em derrotar os males que nos atormentam. É uma ideia nobre, mas não tem o poder necessário.Não podemos vencer o mal por conta própria; simplesmente não funcionará. “Somos mais que vencedores” apenas “por meio daquele que nos amou” (Rm 8.37). O poder de Deus por seu Espírito e sua Palavra nos dá tanto o ímpeto quanto a força de que precisamos para triunfar.Este é o caminho que Jesus tomou. Ele não executou vingança com suas próprias mãos, mas se confiou às mãos do Pai. Cristo foi para a cruz, onde o amor triunfou sobre o mal. Ao escolhermos ser gentis, fazer o bem e andar no caminho da cruz, experimentaremos o poder de Deus operando em nós para vencer o mal com a bondade de seu amor.O escritor de hinos Charles Tindley nos lembrou dessa verdade quando escreveu: Com a Palavra de Deus como uma espada minha, Eu vencerei um dia […] Se Jesus for meu líder, Eu vencerei um dia.97 Pela graça dele, você vencerá todos os desafios e injustiças deste mundo algum dia. E, à medida que você responde o errado com o certo, o desprezo com a bondade, e a negatividade com a bênção, pela graça dele você vencerá o mal com o bem hoje.Leia 1 PEDRO 3.8-14a e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Dt 10–12; At 3
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ABOUT THIS SHOW
O devocional Verdade para a Vida, de Alistair Begg, fornece um encontro diário com a Palavra de Deus, trazendo:- Uma reflexão sobre uma passagem bíblica.- Três questões para refletir sobre como pensar, sentir e agir de forma diferente.- Uma leitura bíblica complementar para estudo adicional.- Um plano de leitura bíblica anual.
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Alistair Begg
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