PODCAST · society
Filosofia Online
by Amauri Ferreira
Registros de algumas aulas do professor, escritor e filósofo Amauri Ferreira. São áudios extraídos do material que está disponível no canal do professor no YouTube. Acompanhe a programação dos cursos livres de filosofia pelas redes sociais: https://linktr.ee/amauriferreira
-
55
Curso online Bergson | inscrições abertas | áudio disponível até 03/09
👉 INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES para o curso completo (SOMENTE até quinta, 03/09) neste link: https://www.cursoslivresdefilosofia.com/2026/08/bergson-as-duas-fontes-da-moral-e-da.htmlBERGSON: AS DUAS FONTES DA MORAL E DA RELIGIÃOAula 1: A obrigação moral 06:58 - Exposição dos conceitos 51:00 - Citações comentadas1:53:00 - Informações sobre a organização do curso1:57:22 - Perguntas e comentáriosCITAÇÕES: https://www.cursoslivresdefilosofia.com/p/bergson-as-duas-fontes-da-moral-e-da.html APÊNDICE:PDF do livro "As duas fontes da moral e da religião": https://www.bibliotecanomade.com/2026/08/arquivo-para-download-as-duas-fontes-da.html________________📚 Livro "Introdução à filosofia de Bergson": https://www.amauriferreiraescritos.com/p/introducao-filosofia-de-bergson.html 👉 Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociais: https://linktr.ee/amauriferreira 👨🏫 AMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
54
Spinoza - As definições dos afetos passivos e ativos
Áudio extraído de videoaula no canal de Amauri Ferreira no YouTubeTrecho de aula em 30/11/24, na Redoma Bixiga.Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE SPINOZAAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: www.amauriferreira.com
-
53
Curso online Nietzsche| inscrições abertas | áudio disponível até 06/07
👉 INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES para o curso completo (SOMENTE até segunda, 06/07) neste link: https://www.cursoslivresdefilosofia.com/2026/06/nietzsche-genealogia-da-moral-curso.htmlNIETZSCHE: GENEALOGIA DA MORAL Aula 1: Prólogo5:19 - Exposição dos conceitos49:08 - Citações comentadas1:47:38 - Informações sobre a organização do cursoCITAÇÕES: https://www.cursoslivresdefilosofia.com/p/nietzsche-genealogia-da-moral-aula-1.html APÊNDICES:1. Prólogo do livro "Genealogia da moral": http://www.bibliotecanomade.com/2021/07/arquivo-para-download-prologo-do-livro.html 2. Artigo "A genealogia dos preconceitos", por Oswaldo Giacoia Júnior (sobre as interpretações deturpadas da obra de Nietzsche): http://www.bibliotecanomade.com/2018/03/na-web-genealogia-dos-preconceitos-de.html 📚 Livro "Introdução à filosofia de Nietzsche": https://tinyurl.com/368hysbm 👉 Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociais: https://linktr.ee/amauriferreira 👨🏫 AMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
52
Curso online Deleuze & Guattari | inscrições abertas | áudio disponível até 11/06
👉 INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES para o curso completo (SOMENTE até quinta, 11/06) neste link: https://www.cursoslivresdefilosofia.com/2026/05/cartografia-do-desejo-em-deleuze.htmlCARTOGRAFIA DO DESEJO EM DELEUZE & GUATTARIAula 1: O investimento libidinal inconsciente de desejo 04:03 - Exposição dos conceitos1:02:13 - Citações comentadas2:00:36 - Informações sobre a organização do curso2:04:59 - Perguntas e comentáriosCITAÇÕES: https://www.cursoslivresdefilosofia.com/p/cartografia-do-desejo-em-deleuze_18.html APÊNDICES:1. Prefácio escrito por Michel Foucault à edição estadunidense do livro "O anti-Édipo": http://www.bibliotecanomade.com/2009/12/arquivo-para-download-uma-introducao.html 2. Entrevista com David Lapoujade sobre algumas ideias essenciais do livro "O anti-Édipo": http://www.bibliotecanomade.com/2019/02/na-web-entrevista-com-david-lapoujade.html __________________👉 Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociais: https://linktr.ee/amauriferreira 👨🏫 AMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
51
Curso online Bergson | inscrições abertas | áudio disponível até 04/05
👉 INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES para o curso completo (SOMENTE até segunda, 04/05) neste link: https://www.cursoslivresdefilosofia.com/2026/04/bergson-energia-espiritual-curso-online.htmlBERGSON: A ENERGIA ESPIRITUAL Aula 1: A consciência e a vida03:05 - Exposição dos conceitos47:05 - Citações comentadas2:11:35- Informações sobre a organização do curso2:14:07 - Perguntas e comentáriosCITAÇÕES: https://www.cursoslivresdefilosofia.com/p/bergson-energia-espiritual-aula-1.htmlAPÊNDICE:Sobre Henri Bergson: https://www.ihuonline.unisinos.br/artigo/1334-henri-bergson📚 Livro "Introdução à filosofia de Bergson": https://www.amauriferreiraescritos.com/p/introducao-filosofia-de-bergson.html👉 Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociais: https://linktr.ee/amauriferreira👨🏫 AMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
50
Bergson - Qual é o objeto da arte?
Trecho de aula em 23/05/24, por Amauri Ferreira00:00 - Exposição dos conceitos20:40 - Citações comentadasCITAÇÕESAcompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro "Introdução à filosofia de Bergson"AMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
49
Deleuze & Guattari - A família edipiana
Trecho de aula em 05/09/24, por Amauri Ferreira.00:00 - Exposição dos conceitos23:28 - Citações comentadasCITAÇÕESAcompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
48
Deleuze & Guattari - Colonização e edipianização
Trecho de aula em 29/08/24, por Amauri Ferreira.00:00 - Exposição dos conceitos36:37 - Citações comentadasCITAÇÕESAcompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
47
Bergson - A duração psicológica e material
Áudio extraído de videoaula no canal de Amauri Ferreira no YouTubeTrecho de aula online em 17/09/24.Citações lidas e comentadas no áudio a partir de 39:49Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro "Introdução à filosofia de Bergson" AMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
46
Aula 2 | Deus ou a natureza em Spinoza
Áudio extraído de videocurso no canal de Amauri Ferreira no YouTube Aula 2, em 13/05/24 - O asilo da ignorância: a causa final como ilusão humanaMinicurso online ministrado em 06/05/24 e 13/05/240:00 - Resumo da aula 110:50 - Exposição dos conceitos.57:12 - Citações comentadas. CLIQUE AQUI para acessar as citações que foram comentadas durante a aula.Apêndice:Audioaula "Spinoza - Mente e corpo"Para o filósofo Baruch Spinoza, Deus é uma potência absolutamente infinita de existir, sem nenhuma finalidade, ou seja, nada falta a Deus. Tudo que existe, existe em Deus e Deus existe em tudo, razão pela qual a nossa mente pode conhecê-lo quando há um modo virtuoso de vivermos. Portanto, ao contrário do Deus da teologia (transcendente, antropomórfico e criador), o Deus de Spinoza é produtor imanente das coisas existentes, pois elas exprimem a potência de Deus, ou seja, da natureza.Aula 1 - Deus ou a natureza: a causa livre de todas as coisas.Aula 2 - O asilo da ignorância: a causa final como ilusão humana.Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro "Introdução à filosofia de Spinoza"AMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
45
Aula 1 | Deus ou a natureza em Spinoza
Áudio extraído de videocurso no canal de Amauri Ferreira no YouTube Aula 1, em 06/05/24 - Deus ou a natureza: a causa livre de todas as coisasMinicurso online ministrado em 06/05/24 e 13/05/24.0:00 - Informações sobre a organização do minicurso.05:26 - Exposição dos conceitos.55:18 - Citações comentadas.CLIQUE AQUI para acessar as citações que foram comentadas durante a aula.Apêndices:1. Entrevista com Maria Luísa Ribeiro Ferreira, "Um iconoclasta panenteísta"2. Audioaula "Spinoza - Deus, natureza, eternidade"3. Audioaula "Spinoza - Natureza naturante e natureza naturada"Para o filósofo Baruch Spinoza, Deus é uma potência absolutamente infinita de existir, sem nenhuma finalidade, ou seja, nada falta a Deus. Tudo que existe, existe em Deus e Deus existe em tudo, razão pela qual a nossa mente pode conhecê-lo quando há um modo virtuoso de vivermos. Portanto, ao contrário do Deus da teologia (transcendente, antropomórfico e criador), o Deus de Spinoza é produtor imanente das coisas existentes, pois elas exprimem a potência de Deus, ou seja, da natureza.Aula 1 - Deus ou a natureza: a causa livre de todas as coisas.Aula 2 - O asilo da ignorância: a causa final como ilusão humana.Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro "Introdução à filosofia de Spinoza"AMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
44
Ressentimento em Nietzsche
Áudio extraído de videocurso no canal de Amauri Ferreira no YouTubeMinicurso híbrido (presencial e online) ministrado em 06/04/24 na Tapera Taperá.00:00 - Exposição dos conceitos1:00:55 - Perguntas e comentários 1:28:33 - Citações comentadas2:21:00 - Perguntas e comentáriosCITAÇÕESMATERIAL COMPLEMENTARSegundo Friedrich Nietzsche, o ressentimento é caracterizado, primeiramente, pela incapacidade de esquecermos a impressão recebida, impedindo a assimilação - ou digestão - daquilo que nos aconteceu. Desse modo, a vida em nós, como vontade de potência, se torna aprisionada pelo passado ressentido. Como consequência disso, o ressentimento se desenvolve em uma vontade de encontrar culpados. A cura do ressentimento, indica Nietzsche, ocorre a partir do favorecimento das nossas forças criadoras que permitem o esquecimento, a transmutação dos acontecimentos passados e a invenção de futuro, havendo, portanto, a afirmação da vida (eterno retorno e "amor fati").Livro INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE NIETZSCHEAcompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
43
Spinoza - Mente, corpo e afetos
Áudio extraído de videoaula no canal de Amauri Ferreira no YouTubeTrecho de aula em 11/03/23, na Tapera Taperá.Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE SPINOZAAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: www.amauriferreira.com
-
42
Nietzsche - Saúde, doença e educação
Trecho de aula em 13/07/22, por Amauri Ferreira.Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE NIETZSCHEAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
41
Bergson - Intuição e ato de criação
Trecho de aula em 20/07/22, por Amauri Ferreira.Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE BERGSONAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
40
Deleuze & Guattari - Sujeição social e servidão maquínica
Áudio extraído de videoaula no canal de Amauri Ferreira no YouTubeTrecho de aula em 05/10/22, na Esquina Lab Mundo Pensante.00:00 - Exposição dos conceitos44:47 - Citações comentadas:A questão é a seguinte: o que pode um corpo? De que afetos você é capaz? Experimente, mas é preciso muita prudência para experimentar. Vivemos em um mundo desagradável, onde não apenas as pessoas, mas os poderes estabelecidos têm interesse em nos comunicar afetos tristes. A tristeza, os afetos tristes são todos aqueles que diminuem nossa potência de agir. Os poderes estabelecidos têm necessidade de nossas tristezas para fazer de nós escravos. O tirano, o padre, os tomadores de almas, têm necessidade de nos persuadir que a vida é dura e pesada. Os poderes têm menos necessidade de nos reprimir do que de nos angustiar, ou, como diz Virilio, de administrar e organizar nossos pequenos terrores íntimos. […] Os doentes, tanto da alma quanto do corpo, não nos largarão, vampiros, enquanto não nos tiverem comunicado sua neurose e sua angústia, sua castração bem-amada, o ressentimento contra a vida, o imundo contágio. Tudo é caso de sangue. Não é fácil ser um homem livre: fugir da peste, organizar encontros, aumentar a potência de agir, afetar-se de alegria, multiplicar os afetos que exprimem ou envolvem um máximo de afirmação. Fazer do corpo uma potência que não se reduz ao organismo, fazer do pensamento uma potência que não se reduz à consciência. (Deleuze e Parnet, "Diálogos", p. 75, Editora Escuta, 1ª ed., 1998, trad. de Eloísa Araújo Ribeiro)O que interessa ao capitalismo são as diferentes máquinas de desejo e de produção que ele poderá conectar à máquina de exploração: teus braços, se você é varredor de rua, tuas capacidades intelectuais, se você é engenheiro, tuas capacidades de sedução, se você é garota-propaganda: quanto ao resto, ele não só está pouco ligando como não quer nem ouvir falar. Tudo que fale em nome do restante não faz senão perturbar a ordem de seu regime de produção. (Guattari, "Revolução molecular", p. 79, Editora Brasiliense, 2ª ed., trad. de Suely Rolnik).Aos meios tradicionais de coerção direta, o poder capitalista não para de acrescentar dispositivos de controle que requerem, se não a cumplicidade de cada indivíduo, pelo menos seu consentimento passivo. Mas tal ampliação de sua ação não é possível, na medida em que esta esteja em condições de atingir as próprias molas da vida e da atividade humana. A miniaturização dos meios vai aqui bem além dos maquinismos técnicos. É no funcionamento de base dos comportamentos perceptivos, sensitivos, afetivos, cognitivos, linguísticos, etc., que se engasta a maquinaria capitalística, cuja parte desterritorializada "invisível" é, sem dúvidas, a mais implacavelmente eficaz. Não podemos aceitar as explicações teóricas da alienação das massas a partir de uma engambelação ideológica qualquer ou de uma paixão coletiva masoquista. O capitalismo se apodera dos seres humanos por dentro. Sua alienação pelas imagens e ideias é apenas um dos aspectos de um sistema geral de servomecanismo [servidão maquínica] de seus meios fundamentais de semiotização, tanto individuais quanto coletivos. Os indivíduos são "equipados" de modos de percepção ou de normalização de desejo, da mesma forma que as fábricas, as escolas, os territórios. […] O capitalismo pretende se apoderar das cargas de desejo que a espécie humana traz em si. (Guattari, "Revolução molecular", p. 205 e 206, Editora Brasiliense, 2ª ed.).A culpabilização é uma função da subjetividade capitalística. A raiz das tecnologias capitalísticas de culpabilização consiste em propor sempre uma imagem de referência a partir da qual colocam-se questões tais como: “quem é você?”, “você que ousa ter uma opinião, você fala em nome de quê?”, “o que você vale na escala de valores reconhecidos enquanto tais na sociedade?”, “a que corresponde sua fala?”, “que etiqueta poderia classificar você?” E somos obrigados a assumir a singularidade de nossa própria posição com o máximo de consistência. Só que isso é frequentemente impossível de fazermos sozinhos, pois uma posição implica sempre um agenciamento coletivo. No entanto, à menor vacilação diante dessa exigência de referência, acaba-se caindo automaticamente numa espécie de buraco, que faz com que a gente comece a se indagar: “afinal de contas quem sou eu? Será que sou uma merda?” É como se nosso próprio direito de existência desabasse. E aí se pensa que a melhor coisa que se tem a fazer é calar-se e interiorizar esses valores. (Guattari e Rolnik, "Micropolítica: cartografias do desejo", p. 49, Editora Vozes, 7ª ed., 2005).Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
39
Deleuze & Guattari - Micropolítica do fascismo
Trecho de aula em 30/11/22, por Amauri Ferreira.00:00 - Exposição dos conceitos36:15 - Citações comentadasCITAÇÕESAcompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
38
Spinoza - Imaginação, razão e intuição
Trecho de aula em 06/07/22, por Amauri Ferreira.Livro INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE SPINOZAAcompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: www.amauriferreira.com
-
37
Nietzsche - Criação de sentido e amor à vida
Áudio extraído de videoaula no canal de Amauri Ferreira no YouTubeTrecho de aula online em 05/04/22.Citações lidas e comentadas no vídeo a partir de 21:20 :Pensemos essa ideia em sua forma mais terrível: a existência, tal como ela é, sem sentido e sem meta, mas inevitavelmente retornando, sem um final no nada: “o eterno retorno”. Esta é a forma mais extrema do niilismo: o nada (o “sem sentido”) eternamente! Forma europeia do budismo: energia do saber e da força obriga a tal crença. Essa é a mais científica de todas as hipóteses possíveis. Nós negamos metas conclusivas: se a existência tivesse uma meta, então ela já precisaria ter sido alcançada. (Fragmentos póstumos, volume VI, 5 (71), Verão de 1886 – Outono de 1887, Forense Universitária, 1ª edição, 2013)1. O pensamento do eterno retorno: suas pressuposições, que haveriam de ser verdadeiras se ele fosse verdadeiro. O que se segue dele.2. Como o pensamento mais pesado: seu provável efeito caso não se tome precaução, isto é, caso todos os valores não sejam transvalorados.3. Meios de suportá-lo: a transvaloração de todos os valores: não mais o prazer na certeza, mas na incerteza; não mais “causa e efeito”, mas o constante criativo; não mais vontade de conservar-se, mas antes vontade de poder etc., não mais o modo de dizer humilde “tudo é somente subjetivo”, mas sim “isso é também nossa obra!”, fiquemos orgulhosos disso! (A vontade de poder, 1059, Contraponto Editora, 1ª edição, 2008)Minha fórmula para a grandeza no homem é amor fati: nada querer diferente, seja para trás, seja para a frente seja em toda a eternidade. Não apenas suportar o necessário, menos ainda ocultá-lo – todo idealismo é mendacidade ante o necessário – mas amá-lo... (Ecce homo, Por que sou tão inteligente, 10, Companhia das letras, 2ª edição, 2003)Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE NIETZSCHEAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
36
Bergson - O impulso vital
Áudio extraído de videoaula no canal de Amauri Ferreira no YouTubeTrecho de aula online em 04/11/21.Citações lidas e comentadas no áudio a partir de 22:30 :O movimento evolutivo seria coisa simples, seria coisa rápida determinar sua direção, se a vida descrevesse uma trajetória única, comparável a de uma bala maciça lançada por um canhão. […] Quando o obus explode, sua fragmentação particular explica-se tanto pela força explosiva da pólvora que ele contém quanta pela resistência que o metal lhe opõe. O mesmo vale para a fragmentação da vida em indivíduos e espécies. Esta, cremos nós, prende-se a duas séries de causas: a resistência que a vida experimenta por parte da matéria bruta e a força explosiva - devida a um equilíbrio instável de tendências - que a vida carrega em si. A resistência da matéria bruta é o obstáculo que foi preciso contornar primeiro. [...] As formas animadas que apareceram primeiro foram, portanto, de uma simplicidade extrema. Eram certamente pequenas massas de protoplasma mal diferenciado, comparáveis, por fora, às Amebas que observamos hoje, mas com, em acréscimo, o formidável ímpeto interior que iria guindá-las ate às formas superiores da vida. […] As bifurcações, ao longo do trajeto, foram numerosas, mas houve muitos becos sem saída ao lado das duas ou três grandes estradas; e, dentre essas estradas elas próprias, uma única, aquela que sobe pelos Vertebrados até o homem, foi larga o suficiente para deixar passar livremente o grande sopro da vida. (A evolução criadora, p. 107 a 110, Martins Fontes Editora, 1ª edição, 2005).Procura-se a mobilidade, procura-se a agilidade, procura-se – através de muitos tateios e não sem ter inicialmente resvalado em um exagero da massa e da força brutal – a variedade dos movimentos. Mas essa procura ela própria foi feita em direções divergentes. […] A evolução dos Artrópodes teria atingido seu ponto culminante com o Inseto e, em particular, com os Himenópteros, assim como a dos Vertebrados com o homem. Agora, se notarmos que em parte alguma o instinto é tão desenvolvido quanto no mundo dos Insetos e que em nenhum grupo de Insetos é tão maravilhoso quanto nos Himenópteros, poderemos dizer que toda a evolução do reino animal, abstração feita dos recuos para a vida vegetativa, se realizou em duas vias divergentes, uma das quais ia para o instinto e a outra para a inteligência. (A evolução criadora, p. 144 a 146, Martins Fontes Editora, 1ª edição, 2005).Digamos, primeiro, que as distinções que iremos fazer serão excessivamente nítidas, justamente porque queremos definir no instinto aquilo que este tem de instintivo e na inteligência aquilo que esta tem de inteligente, ao passo que todo instinto concreto está misturado com inteligência, como toda inteligência real é penetrada por instinto. Além disso, nem a inteligência nem o instinto se prestam a definições rígidas; são tendências e não coisas feitas. Por fim, não se deve esquecer que no presente capítulo consideramos a inteligência e o instinto ao saírem da vida que os deposita ao longo de seu percurso. Ora, a vida manifestada por um organismo é, a nosso ver, um certo esforço para obter certas coisas da matéria bruta. Não será de admirar, então, que seja a diversidade desse esforço que nos impressiona no instinto e na inteligência e que vejamos nessas duas formas da atividade psíquica, antes de tudo, dois métodos diferentes de ação sobre a matéria inerte. Essa maneira um pouco estreita de considerá-los terá a vantagem de nos fornecer um meio objetivo de distingui-los. (A evolução criadora, p. 148, Martins Fontes Editora, 1ª edição, 2005).Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE BERGSONAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
35
Nietzsche - Dívida, castigo e memória
Áudio extraído de videoaula no canal de Amauri Ferreira no YouTubeTrecho de aula online em 26/08/21.Citações lidas e comentadas no áudio a partir de 19:08 :A tarefa de criar um animal capaz de fazer promessas, já percebemos, traz consigo, como condição e preparação, a tarefa mais imediata de tornar o homem até certo ponto necessário, uniforme, igual entre iguais, constante, e portanto confiável. O imenso trabalho daquilo que denominei "moralidade do costume" (cf. Aurora, § 9, 14, 16) - o autêntico trabalho do homem em si próprio, durante o período mais longo da sua existência, todo esse trabalho pré-histórico encontra nisto seu sentido, sua justificação, não obstante o que nele também haja de tirania, dureza, estupidez e idiotismo: com ajuda da moralidade do costume e da camisa-de-força social, o homem foi realmente tornado confiável. (Genealogia da moral, 2ª dissertação, 2, Companhia das letras, 2003)Pergunta-se mais uma vez: em que medida pode o sofrimento ser compensação para a “dívida”? Na medida em que fazer sofrer era altamente gratificante, na medida em que o prejudicado trocava o dano, e o desprazer pelo dano, por um extraordinário contraprazer: causar o sofrer – uma verdadeira festa, algo, como disse, que era tanto mais valioso quanto mais contradizia o posto e a posição social do credor. Isto eu ofereço como uma suposição: pois é difícil sondar o fundo dessas coisas subterrâneas, além de ser doloroso; e quem aqui introduz toscamente o conceito de “vingança”, obscurece e cobre a visão, em vez de facilitá-la. […] Sem crueldade não há festa: é o que ensina a mais antiga e mais longa história do homem – e no castigo também há muito de festivo! (Genealogia da moral, 2ª dissertação, 6, Companhia das letras, 2003)...se considerarmos os milênios anteriores à história do homem, sem hesitação poderemos afirmar que o desenvolvimento do sentimento de culpa foi detido, mais do que tudo, precisamente pelo castigo – ao menos quanto às vítimas da violência punitiva. […] A “má consciência”, a mais sinistra e mais interessante planta da nossa vegetação terrestre, não cresceu nesse terreno – de fato, por muitíssimo tempo os que julgavam e puniam não revelaram consciência de estar lidando com um “culpado”. Mas sim um causador de danos, com um irresponsável fragmento do destino. E este, sobre o qual, também parte do destino, se abatia o castigo, não experimentava outra “aflição interior” que não a trazida pelo surgimento súbito de algo imprevisto, como um terrível evento natural, a queda de um bloco de granito contra o qual não há luta. (Genealogia da moral, 2ª dissertação, 14, Companhia das letras, 2003)Afinal, consultemos a história: a qual esfera sempre pertenceu até agora a administração do direito, e também a própria exigência de direito? À esfera dos homens reativos, talvez? Absolutamente não; mas sim à dos ativos, fortes, espontâneos e agressivos. Historicamente considerado, o direito representa […] justamente a luta contra os sentimentos reativos, a guerra que lhes fazem os poderes ativos e agressivos, que utilizam parte de sua força para conter os desregramentos do pathos reativo e impor um acordo. (Genealogia da moral, 2ª dissertação, 14, Companhia das letras, 2003)Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE NIETZSCHEAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
34
Aula 5 | Física e Ética em Epicuro: prazeres, desejos e saúde da alma
Áudio extraído de videocurso no canal de Amauri Ferreira no YouTubeAula 5, em 15/07/20 - Os prazeres, os desejos e a saúde da alma.Curso online ministrado no período de 17/06/20 a 15/07/20.0:00 - Resumo da aula 4.10:12 - O prazer estável e o prazer em movimento.25:54 - Citações comentadas.54:56 - A hierarquia dos desejos e a saúde da alma.1:16:41 - Citações comentadas.CLIQUE AQUI para acessar as citações que foram comentadas durante a aula.Apêndice:Vídeo "Epicuro e a felicidade", por Alain de Botton (destaque para o muro com pensamentos epicuristas, construído por Diógenes de Enoanda por volta de 120 d.c)A filosofia de Epicuro pretende nos preparar para vivermos de acordo com a Natureza e obtermos a saúde da alma. Para isso, é necessário investigarmos a Natureza a partir da sensação e por meio do raciocínio de que “nada nasce do nada” e que “o universo é formado de corpos e de vazio”. Por efeito, a alma de quem é sábio deixa de ser perturbada pelos fenômenos da Natureza e pela ideia da morte (ao contrário da alma de quem é insensato, que obedece às vãs opiniões e, por isso, está em constante agitação). Ao contemplar o que é agora, será e sempre foi no tempo transcorrido, o sábio desfruta da sua existência, se basta a si mesmo, vive feliz, sem infinitos desejos e temores.Aula 1 - Apresentação geral do curso. Aula 2 - Canônica: as sensações, as afecções e as antecipações ou prenoções.Aula 3 - Física (parte 1): as propriedades e os movimentos dos átomos; o espaço; os corpos compostos e as suas qualidades.Aula 4 - Física (parte 2): a alma e o espírito; a formação das sensações; os simulacros; a linguagem; os deuses.Aula 5 - Ética: os prazeres e a hierarquia dos desejos; a vida sábia e a saúde verdadeira.Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
33
Aula 4 | Física e Ética em Epicuro: alma e simulacros
Áudio extraído de videocurso no canal de Amauri Ferreira no YouTubeAula 4, em 08/07/20 - Alma e simulacros.Curso online ministrado no período de 17/06/20 a 15/07/20.0:00 - Resumo da aula 3.07:05 - A alma, o espírito e a formação das sensações.27:43 - Citações comentadas.1:10:09 - Os simulacros, a linguagem e os deuses.1:35:21 - Citações comentadas.CLIQUE AQUI para acessar as citações que foram comentadas durante a aula.Apêndices:1. Artigo "Somos realmente feitos de poeira das estrelas?"2. Vídeo do astrofísico Neil deGrasse Tyson sobre a nossa conexão química com o Universo3. Sobre a ilusão de ótica conhecida por "Fata Morgana"4. Sobre o fenômeno "pareidolia"A filosofia de Epicuro pretende nos preparar para vivermos de acordo com a Natureza e obtermos a saúde da alma. Para isso, é necessário investigarmos a Natureza a partir da sensação e por meio do raciocínio de que “nada nasce do nada” e que “o universo é formado de corpos e de vazio”. Por efeito, a alma de quem é sábio deixa de ser perturbada pelos fenômenos da Natureza e pela ideia da morte (ao contrário da alma de quem é insensato, que obedece às vãs opiniões e, por isso, está em constante agitação). Ao contemplar o que é agora, será e sempre foi no tempo transcorrido, o sábio desfruta da sua existência, se basta a si mesmo, vive feliz, sem infinitos desejos e temores.Aula 1 - Apresentação geral do curso. Aula 2 - Canônica: as sensações, as afecções e as antecipações ou prenoções.Aula 3 - Física (parte 1): as propriedades e os movimentos dos átomos; o espaço; os corpos compostos e as suas qualidades.Aula 4 - Física (parte 2): a alma e o espírito; a formação das sensações; os simulacros; a linguagem; os deuses.Aula 5 - Ética: os prazeres e a hierarquia dos desejos; a vida sábia e a saúde verdadeira.Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
32
Aula 3 | Física e Ética em Epicuro: átomos e vazio
Áudio extraído de videocurso no canal de Amauri Ferreira no YouTubeAula 3, em 01/07/20 - Os átomos e o vazio.Curso online ministrado no período de 17/06/20 a 15/07/20.0:00 - Resumo da aula 2.09:00 - As propriedades e os movimentos dos átomos.32:39 - Citações comentadas.1:08:53 - O espaço, os corpos compostos e as suas qualidades.1:27:20 - Citações comentadas.CLIQUE AQUI para acessar as citações que foram comentadas durante a aula.Apêndices:1. Artigo "A linha reta e o infinito na refundação epicureana do atomismo", por João Quartim de Moraes2. Vídeo "Lucrécio - Sobre a Natureza das Coisas", por Rodrigo Gonçalves3. Vídeo sobre Demócrito, por Carl SaganA filosofia de Epicuro pretende nos preparar para vivermos de acordo com a Natureza e obtermos a saúde da alma. Para isso, é necessário investigarmos a Natureza a partir da sensação e por meio do raciocínio de que “nada nasce do nada” e que “o universo é formado de corpos e de vazio”. Por efeito, a alma de quem é sábio deixa de ser perturbada pelos fenômenos da Natureza e pela ideia da morte (ao contrário da alma de quem é insensato, que obedece às vãs opiniões e, por isso, está em constante agitação). Ao contemplar o que é agora, será e sempre foi no tempo transcorrido, o sábio desfruta da sua existência, se basta a si mesmo, vive feliz, sem infinitos desejos e temores.Aula 1 - Apresentação geral do curso. Aula 2 - Canônica: as sensações, as afecções e as antecipações ou prenoções.Aula 3 - Física (parte 1): as propriedades e os movimentos dos átomos; o espaço; os corpos compostos e as suas qualidades.Aula 4 - Física (parte 2): a alma e o espírito; a formação das sensações; os simulacros; a linguagem; os deuses.Aula 5 - Ética: os prazeres e a hierarquia dos desejos; a vida sábia e a saúde verdadeira.Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
31
Aula 2 | Física e Ética em Epicuro: sensações, afecções e prenoções
Áudio extraído de videocurso no canal de Amauri Ferreira no YouTubeAula 2, em 24/06/20 - Sensações, afecções e prenoções.Curso online ministrado no período de 17/06/20 a 15/07/20.0:00 - As sensações e as afecções.21:58 - Citações comentadas. 49:38 - As antecipações ou prenoções.1:11:53 - Citações comentadas. CLIQUE AQUI para acessar as citações que foram comentadas durante a aula.Apêndice:Introdução do livro "Epicuro e as bases do epicurismo" (Paulus), de Miguel SpinelliA filosofia de Epicuro pretende nos preparar para vivermos de acordo com a Natureza e obtermos a saúde da alma. Para isso, é necessário investigarmos a Natureza a partir da sensação e por meio do raciocínio de que “nada nasce do nada” e que “o universo é formado de corpos e de vazio”. Por efeito, a alma de quem é sábio deixa de ser perturbada pelos fenômenos da Natureza e pela ideia da morte (ao contrário da alma de quem é insensato, que obedece às vãs opiniões e, por isso, está em constante agitação). Ao contemplar o que é agora, será e sempre foi no tempo transcorrido, o sábio desfruta da sua existência, se basta a si mesmo, vive feliz, sem infinitos desejos e temores.Aula 1 - Apresentação geral do curso. Aula 2 - Canônica: as sensações, as afecções e as antecipações ou prenoções.Aula 3 - Física (parte 1): as propriedades e os movimentos dos átomos; o espaço; os corpos compostos e as suas qualidades.Aula 4 - Física (parte 2): a alma e o espírito; a formação das sensações; os simulacros; a linguagem; os deuses.Aula 5 - Ética: os prazeres e a hierarquia dos desejos; a vida sábia e a saúde verdadeira.Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
30
Aula 1 | Física e Ética em Epicuro: apresentação geral
Áudio extraído de videocurso no canal de Amauri Ferreira no YouTube Aula 1, em 17/06/20 - Apresentação geral do curso.Curso online ministrado no período de 17/06/20 a 15/07/20.0:00 - Apresentação geral.43:13 - Citações comentadas.CLIQUE AQUI para acessar as citações que foram comentadas durante a aula. A filosofia de Epicuro pretende nos preparar para vivermos de acordo com a Natureza e obtermos a saúde da alma. Para isso, é necessário investigarmos a Natureza a partir da sensação e por meio do raciocínio de que “nada nasce do nada” e que “o universo é formado de corpos e de vazio”. Por efeito, a alma de quem é sábio deixa de ser perturbada pelos fenômenos da Natureza e pela ideia da morte (ao contrário da alma de quem é insensato, que obedece às vãs opiniões e, por isso, está em constante agitação). Ao contemplar o que é agora, será e sempre foi no tempo transcorrido, o sábio desfruta da sua existência, se basta a si mesmo, vive feliz, sem infinitos desejos e temores.Aula 1 - Apresentação geral do curso.Aula 2 - Canônica: as sensações, as afecções e as antecipações. Aula 3 - Física (parte 1): as propriedades e os movimentos dos átomos; o espaço; os corpos compostos e as suas qualidades.Aula 4 - Física (parte 2): a alma e o espírito; a formação das sensações; os simulacros; a linguagem; os deuses.Aula 5 - Ética: os prazeres e a hierarquia dos desejos; a vida sábia e a saúde verdadeira.Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
29
Nietzsche - Eterno retorno
Áudio extraído de videoaula no canal de Amauri Ferreira no YouTubeTrecho de aula online em 22/03/21.Citações lidas e comentadas no áudio a partir de 32:30 :O mundo subsiste; ele não é nada que vem a ser, nada que perece. Ou, ao contrário: ele vem a ser, ele perece, mas nunca começou a vir a ser e nunca cessou de perecer – ele se mantém nos dois casos... ele vive por si mesmo: seus excrementos são seu alimento... […] Se o mundo pudesse efetivamente se solidificar, se enrijecer, chegar ao fim, se ele pudesse se transformar em nada, ou se um estado de equilíbrio pudesse ser alcançado, ou se ele tivesse uma meta qualquer, que encerrasse em si a duração, a inalterabilidade, o de-uma-vez-por-todas (em suma, dito em termos metafísicos: se o devir pudesse desaguar no ser ou no nada), então esse estado já precisaria ter sido alcançado. Mas ele não foi alcançado: de onde se segue... Essa é a nossa única certeza, uma certeza que mantemos em nossas mãos, a fim de servir como corretivo contra uma grande quantidade de hipóteses de mundo em si possíveis. Se, por exemplo, o mecanismo não pode escapar da consequência de um estado final, consequência essa retirada por Thompson [William Thomson], então o mecanismo é, com isso refutado. Se o mundo pode ser pensado como determinada grandeza de força e como determinado número de centros de força – e toda e qualquer outra representação permanece indeterminada e consequentemente inútil –, então se segue daí que ele tem de percorrer um número calculável de combinações no grande jogo de dados de sua existência. Em um tempo infinito, cada possível combinação seria algum dia alcançada; mais ainda, ela seria alcançada infinitas vezes. E como todas as combinações ainda efetivamente possíveis precisariam ter sido percorridas entre cada “combinação” e seu próximo “retorno” e como cada uma dessas combinações condiciona toda a sequência de combinações na mesma série, então estaria demonstrado, com isso, um circuito de séries absolutamente idênticas: o mundo como circuito que já se repetiu de maneira infinitamente frequente e que joga o seu jogo ao infinitum. Essa concepção não é simplesmente uma concepção mecanicista: pois, se ela o fosse, então não teria como condição um retorno infinito de casos idênticos, mas um estado final. Como o mundo não o atingiu, o mecanismo precisa ser considerado por nós uma hipótese incompleta e apenas provisória. (Fragmentos póstumos, volume VII, 14 (188), Começo do ano 1888, Forense Universitária, 1ª edição, 2012, tradução de Marco Antônio Casanova)E sabeis sequer o que é para mim “o mundo”? Devo mostrá-lo a vós em meu espelho? Este mundo: uma monstruosidade de força, sem início, sem fim, uma firme, brônzea grandeza de força, que não se torna maior, nem menor, que não se consome, mas apenas se transmuda, inalteravelmente grande em seu todo, […] como jogo de forças e ondas de força ao mesmo tempo um e múltiplo, aqui acumulando-se e ao mesmo tempo ali minguando, um mar de forças tempestuando e ondulando em si próprias, eternamente mudando, eternamente recorrentes, com descomunais anos de retorno, com uma vazante e enchente de suas configurações, […] abençoando a si próprio como Aquilo que eternamente tem de retornar, como um vir-a-ser que não conhece nenhuma saciedade, nenhum fastio, nenhum cansaço –: esse meu mundo dionisíaco do eternamente-criar-a-si-próprio, esse mundo secreto da dupla volúpia, esse meu “para além de bem e mal”, sem alvo, se na felicidade do círculo não está um alvo, sem vontade, se um anel não tem boa vontade consigo mesmo –, quereis um nome para esse mundo? Uma solução para todos os seus enigmas? Uma luz também para nós, vós, os mais escondidos, os mais fortes, os mais intrépidos, os mais da meia-noite? – Esse mundo é a vontade de potência – e nada além disso! E também vós próprios sois essa vontade de potência – e nada além disso! (A vontade de potência, 1067, p. 449, coleção “Os pensadores: Nietzsche”, Nova Cultural, 1999, tradução de Rubens Rodrigues Torres Filho).Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE NIETZSCHEAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
28
Spinoza - A liberdade humana
Áudio extraído de videoaula no canal de Amauri Ferreira no YouTubeTrecho de aula em 04/03/20, no Lab Mundo Pensante.Citações lidas e comentadas no áudio a partir de 33:45 :Se separamos uma emoção do ânimo, ou seja, um afeto, do pensamento de uma causa exterior, e a ligamos a outros pensamentos, então o amor ou o ódio para com a causa exterior, bem como as flutuações de ânimo, que provêm desses afetos, serão destruídos. (Ética, 5, Prop. 2, Autêntica Editora)Com efeito, o que constitui a forma do amor ou do ódio é uma alegria ou uma tristeza, acompanhada da ideia de uma causa exterior. Suprimida, pois, esta última, suprime-se, ao mesmo tempo, a forma do amor ou do ódio. E, portanto, esses afetos e os que deles provêm são destruídos. (Ética, 5, Prop. 2, dem., Autêntica Editora)A mente compreende que todas as coisas são necessárias, e que são determinadas a existir e a operar em virtude de uma concatenação infinita de causas. Portanto, à medida que compreende isso, a mente padece menos dos afetos que provêm dessas coisas e é menos afetada por elas. (Ética, 5, Prop. 6, dem., Autêntica Editora)A potência humana é, entretanto, bastante limitada, sendo infinitamente superada pela potência das causas exteriores. Por isso, não temos o poder absoluto de adaptar as coisas exteriores ao nosso uso. Contudo, suportaremos com equanimidade os acontecimentos contrários ao que postula o princípio de atender à nossa utilidade, se tivermos consciência de que fizemos nosso trabalho; de que a nossa potência não foi suficiente para poder evitá-las; e de que somos uma parte da natureza inteira, cuja ordem seguimos. Se compreendemos isso clara e distintamente, aquela parte de nós mesmos que é definida pela inteligência, isto é, a nossa melhor parte, se satisfará plenamente com isso e se esforçará por perseverar nessa satisfação. (Ética, 4, apêndice, cap. 32, Autêntica Editora)Os afetos que são contrários à nossa natureza, isto é, que são maus, são maus à medida que impedem a mente de compreender. Portanto, durante o tempo em que não estamos tomados por afetos que são contrários à nossa natureza, a potência da mente, pela qual ela se esforça por compreender as coisas, não está impedida. E, por isso, durante esse tempo, ela tem o poder de formar ideias claras e distintas e de deduzir umas das outras. Consequentemente, durante esse tempo, nós temos o poder de ordenar e de concatenar as afecções do corpo segundo a ordem própria do intelecto. (Ética, 5, Prop. 10, dem., Autêntica Editora)Por meio desse poder de ordenar e concatenar corretamente as afecções do corpo, podemos fazer com que não sejamos facilmente afetados por maus afetos. (Ética, 5, Prop. 10, escólio, Autêntica Editora)Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE SPINOZAAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
27
Deleuze & Guattari - Desejo, Estado e capitalismo
Áudio extraído de videoaula no canal de Amauri Ferreira no YouTubeTrecho de aula em 14/01/20, no Lab Mundo Pensante.Citações lidas e comentadas no áudio a partir de 25:17 :Sempre houve desejos descodificados, desejos de descodificação — a história está cheia deles. […] Eis por que o capitalismo e seu corte não se definem simplesmente por fluxos descodificados, mas pela descodificação generalizada dos fluxos, pela nova desterritorialização maciça e pela conjunção de fluxos desterritorializados. […] No coração d’O capital, Marx mostra o encontro de dois elementos “principais”: de um lado, o trabalhador desterritorializado, devindo trabalhador livre e nu, tendo para vender a sua força de trabalho; do outro, o dinheiro descodificado, devindo capital e capaz de comprá-la. (O anti-Édipo, p. 297 e 298, Editora 34)Como mostrou Samir Amin, o processo de desterritorialização vai aqui do centro à periferia, isto é, dos países desenvolvidos aos países subdesenvolvidos, que não constituem um mundo à parte, mas uma peça essencial da máquina capitalista mundial. Ainda é preciso acrescentar que o próprio centro tem seus enclaves organizados de subdesenvolvimento, suas reservas e favelas como periferias interiores. […] Ao mesmo tempo em que a desterritorialização capitalista se faz do centro para a periferia, a descodificação dos fluxos na periferia se faz por uma “desarticulação” que arruína setores tradicionais e leva ao desenvolvimento de circuitos econômicos voltados para fora, a uma hipertrofia específica do terciário, a uma extrema desigualdade na distribuição das produtividades e dos rendimentos. […] O capitalismo esquizofreniza cada vez mais na periferia. (O anti-Édipo, p. 307 e 308, Editora 34)O Estado capitalista é o regulador dos fluxos descodificados como tais, enquanto tomados na axiomática do capital. […] Nunca um Estado perdeu tanta potência para colocar-se com tanta força a serviço do signo de potência econômica. [...] Nunca houve um capitalismo liberal. […] O capitalismo só conseguiu digerir a Revolução Russa de 1917 acrescentando sem parar novos axiomas aos antigos: axioma para a classe operária, para os sindicatos etc. Ele está sempre pronto a acrescentar axiomas. (O anti-Édipo, p. 334 a 336, Editora 34)Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
26
Deleuze & Guattari - Máquinas sociais e desejantes
Áudio extraído de videoaula no canal de Amauri Ferreira no YouTubeTrecho de aula em 01/10/19, no Lab Mundo Pensante.Citações lidas e comentadas no áudio a partir de 27:00 :Não há máquinas desejantes que existam fora das máquinas sociais que elas formam em grande escala; e também não há máquinas sociais sem as desejantes que as povoam em pequena escala. […] As micromultiplicidades desejantes não são menos coletivas do que os grandes conjuntos sociais, pois são inseparáveis e constituem uma só e mesma produção. […] Num dos polos, os grandes conjuntos, as grandes formas de gregarismo não impedem a fuga que os arrasta, e só impõem o investimento paranoico como uma “fuga diante da fuga”. Mas, no outro polo, a própria fuga esquizofrênica não consiste apenas em afastar-se do social, em viver à margem: ela faz fugir o social pela multiplicidade de buracos que o corroem e o perfuram, sempre ligados a ele, dispondo em toda parte as cargas moleculares que explodirão o que deve explodir, que farão tombar o que deve cair, que farão fugir o que deve fugir, assegurando em cada ponto a conversão da esquizofrenia, como processo, em força efetivamente revolucionária. (O anti-Édipo, p. 451 a 453, Editora 34)Vemos os mais desfavorecidos, os mais excluídos, investirem com paixão o sistema que os oprime, e onde acham sempre um interesse, pois é aí que o buscam e mensuram. O interesse vem sempre a seguir. A antiprodução difunde-se pelo sistema: a antiprodução será amada por si mesma, à maneira pela qual o desejo reprime a si próprio no grande conjunto capitalista. Reprimir o desejo, não só nos outros, mas também em si próprio, ser o tira dos outros e de si próprio, eis o que dá tesão, e isto não diz respeito à ideologia, mas à economia. [...] Colocar-se na posição em que se é assim atravessado, cortado, enrabado pelo socius, buscar o bom lugar onde, de acordo com os objetivos e os interesses que nos são consignados, sente-se passar algo que não tem interesse nem objetivo. Um tipo de arte pela arte na libido, um certo gosto pelo trabalho benfeito, cada um no seu lugar, o banqueiro, o tira, o soldado, o tecnocrata, o burocrata e, por que não, o operário, o sindicalista... O desejo embasbacado. (O anti-Édipo, p. 456 a 460, Editora 34)Portanto, é concebível que um grupo possa ser revolucionário do ponto de vista do interesse de classe e dos seus investimentos pré-conscientes, mas não sê-lo do ponto de vista dos seus investimentos libidinais, e manter-se até mesmo fascista e policial. Interesses pré-conscientes realmente revolucionários não implicam necessariamente investimentos inconscientes de mesma natureza; nunca um aparelho de interesse vale por uma máquina de desejo. (O anti-Édipo, p. 462, Editora 34)Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
25
Nietzsche - Fisiologia e ressentimento
Áudio extraído de videoaula no canal de Amauri Ferreira no YouTubeTrecho de aula em 23/01/18, no Mundo Pensante.Citações lidas e comentadas no áudio a partir de 29:00 :Esquecer não é uma simples vis inertiae [força inercial], como crêem os superficiais, mas uma força inibidora, ativa, positiva no mais rigoroso sentido, graças à qual o que é por nós experimentado, vivenciado, em nós acolhido, não' penetra mais em nossa consciência, no estado de digestão (ao qual poderíamos chamar "assimilação psíquica"), do que todo o multiforme processo da nossa nutrição corporal ou "assimilação física". Fechar temporariamente as portas e as janelas da consciência; permanecer imperturbado pelo barulho e a luta do nosso submundo de órgãos serviçais a cooperar e divergir; um pouco de sossego, um pouco de tabula rasa da consciência, para que novamente haja lugar para o novo, sobretudo para as funções e os funcionários mais nobres, para o reger, prever, predeterminar (pois nosso organismo é disposto hierarquicamente) - eis a utilidade do esquecimento, ativo, como disse, espécie de guardião da porta, de zelador da ordem psíquica, da paz, da etiqueta: com o que logo se vê que não poderia haver felicidade, jovialidade, esperança, orgulho, presente, sem o esquecimento. O homem no qual esse aparelho inibidor é danificado e deixa de funcionar pode ser comparado (e não só comparado) a um dispéptico - de nada consegue "dar conta"... (Genealogia da moral, 2ª dissertação, 1, Companhia das letras)A rebelião escrava na moral começa quando o próprio ressentimento se torna criador e gera valores: o ressentimento dos seres aos quais é negada a verdadeira reação, a dos atos, e que apenas por uma vingança imaginária obtêm reparação. Enquanto toda moral nobre nasce de um triunfante Sim a si mesma, já de início a moral escrava diz Não a um "fora", um "outro", um "não-eu" - e este Não é seu ato criador. Esta inversão do olhar que estabelece valores – este necessário dirigir-se para fora, em vez de voltar-se para si – é algo próprio do ressentimento: a moral escrava sempre requer, para nascer, um mundo oposto e exterior, para poder agir em absoluto - sua ação é no fundo reação. O contrário sucede no modo de valoração nobre: ele age e cresce espontaneamente, busca seu oposto apenas para dizer Sim a si mesmo com ainda maior júbilo e gratidão - seu conceito negativo, o "baixo", "comum", "ruim", é apenas uma imagem de contraste, pálida e posterior, em relação ao conceito básico, positivo, inteiramente perpassado de vida e paixão, "nós, os nobres, nós, os bons, os belos, os felizes!". […] Enquanto o homem nobre vive com confiança e franqueza diante de si mesmo [...], o homem do ressentimento não é franco, nem ingênuo, nem honesto e reto consigo. Sua alma olha de través; ele ama os refúgios, os subterfúgios, os caminhos ocultos, tudo escondido lhe agrada como seu mundo, sua segurança, seu bálsamo; ele entende do silêncio, do não esquecimento, da espera, do momentâneo apequenamento e da humilhação própria. [...] Mesmo o ressentimento do homem nobre, quando nele aparece, se consome e se exaure numa reação imediata, por isso não envenena: por outro lado, nem sequer aparece, em inúmeros casos em que é inevitável nos impotentes e fracos. Não conseguir levar a sério por muito tempo seus inimigos, suas desventuras, seus mal feitos inclusive - eis o indício de naturezas fortes e plenas, em que há um excesso de força plástica, modeladora, regeneradora, propiciadora do esquecimento. (Genealogia da moral, 1ª dissertação, 10 e 11, Companhia das letras)Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE NIETZSCHEAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
24
Spinoza - Origem e natureza dos afetos
Áudio extraído de videoaula no canal de Amauri Ferreira no YouTubeTrecho de aula em 13/11/17, no Mundo Pensante.Citações lidas e comentadas no áudio a partir de 26:25 :Por afeto compreendo as afecções do corpo, pelas quais sua potência de agir é aumentada ou diminuída, estimulada ou refreada, e, ao mesmo tempo, as ideias dessas afecções. (Ética, 3, definição 3, Autêntica Editora) Assim, quando podemos ser a causa adequada de alguma dessas afecções, por afeto compreendo, então, uma ação; em caso contrário, uma paixão. (Ética, 3, definição 3, explicação, Autêntica Editora)A alegria e a tristeza são o próprio desejo ou o apetite, enquanto ele é aumentado ou diminuído, estimulado ou refreado por causas exteriores, isto é, é a própria natureza de cada um. (Ética, 3, Prop. 57, dem., Autêntica Editora).Vemos, assim, que a mente pode padecer grandes mudanças, passando ora a uma perfeição maior, ora a uma menor, paixões essas que nos explicam os afetos da alegria e da tristeza. Assim, por alegria compreenderei, daqui por diante, uma paixão pela qual a mente passa a uma perfeição maior. Por tristeza, em troca, compreenderei uma paixão pela qual a mente passa a uma perfeição menor. Além disso, chamo o afeto de alegria, quando está referido simultaneamente à mente e ao corpo, de excitação ou contentamento; o da tristeza, em troca, chamo de dor ou melancolia. Deve-se observar, entretanto, que a excitação e a dor estão referidos ao homem quando uma de suas partes é mais afetada do que as restantes; o contentamento e a melancolia, por outro lado, quando todas as suas partes são igualmente afetadas. Quanto ao desejo, expliquei-o no esc. da prop. 9. Afora esses três, não reconheço nenhum outro afeto primário. De fato, demonstrarei, no que se segue, que desses três afetos provêm todos os outros. (Ética, 3, Prop. 11, esc., Autêntica Editora).O amor nada mais é do que a alegria, acompanhada da ideia de uma causa exterior, e o ódio nada mais é do que a tristeza, acompanhada da ideia de uma causa exterior. Vemos, além disso, que aquele que ama esforça-se, necessariamente, por ter presente e conservar a coisa que ama. E, contrariamente, aquele que odeia esforça-se por afastar e destruir a coisa que odeia. (Ética, 3, Prop. 13, esc., Autêntica Editora).Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE SPINOZAAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
23
Bergson - A duração
Áudio extraído de videoaula no canal de Amauri Ferreira no YouTubeTrecho de aula em 09/10/17, no Mundo Pensante.Conteúdo principal do áudio:0:00 - A zona de indeterminação, o hábito e a memória.6:21 - As mudanças qualitativas na duração. 20:00 - O Eu Superficial e o Eu Profundo.Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE BERGSONAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
22
Bergson - A indeterminação do ser vivo
Áudio extraído de videoaula no canal de Amauri Ferreira no YouTubeTrecho de aula em 22/11/16, no Mundo Pensante.Conteúdo principal do áudio:0:00 - Inteligência, instinto e intuição.8:58 - A percepção como seleção de imagens.14:21 - Cérebro e zona de indeterminação.17:33 - Hábito e memória.Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE BERGSONAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
21
Nietzsche - Ressentimento
Áudio extraído de videoaula no canal de Amauri Ferreira no YouTubeTrecho de aula em 16/12/15, no Mundo Pensante.Conteúdo principal do áudio:0:00 - As formas do niilismo. 2:55 - O ressentimento como memória das impressões. 7:10 - A psicofisiologia do niilista.11:51 - O ressentimento como modo de ser vingativo.Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE NIETZSCHEAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
20
Nietzsche - Vontade de potência e criação de valores
Áudio extraído de videoaula no canal de Amauri Ferreira no YouTubeTrecho de aula em 19/01/15, no Mundo Pensante. 0:00 - A crítica dos valores morais. 3:00 - O mundo como vontade de potência, isto é, como conflito contínuo entre forças por mais potência. 7:24 - Forças ativas, forças reativas e os valores como sintomas da configuração de forças/impulsos do corpo (fisiologia).21:50 - A inversão dos valores e o "bom" e "mau" da moral nascida do ressentimento.Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE NIETZSCHEAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
19
Spinoza - Paixões e ações
Áudio extraído de videoaula no canal de Amauri Ferreira no YouTubeTrecho de aula em 10/02/14, no Mundo Pensante.Conteúdo principal do áudio:0:00 - A servidão humana como impotência para regular e refrear os afetos.1:29 - As afecções corpóreas e o afetos como variações da nossa potência de agir. 7:17 - As ideias inadequadas do primeiro gênero de conhecimento (imaginação).8:53 - Os três afetos primários: desejo, alegria e tristeza. 14:03 - Os afetos que nascem das ideias inadequadas: amor, ódio, inveja, ciúme, satisfação consigo mesmo, soberba, arrependimento e rebaixamento. 25:33 - Os afetos ativos de alegria, desejo e amor que nascem das ideias adequadas do segundo gênero de conhecimento (razão).42:41 - O terceiro gênero de conhecimento (intuição) formado pela mente a partir da ideia da essência do seu corpo (a ideia de Deus). Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE SPINOZAAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
18
Nietzsche - A hora mais quieta
Trecho de aula em 21/09/17, por Amauri Ferreira. Utilizamos o texto "A hora mais quieta", extraído do livro "Assim falou Zaratustra", com tradução de Paulo César de Souza, da Companhia das Letras.Texto A HORA MAIS QUIETAAcompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE NIETZSCHEAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
17
Nietzsche - Do homem superior
Trecho de aula em 23/11/17, por Amauri Ferreira. Utilizamos o texto "Do homem superior", extraído do livro "Assim falou Zaratustra", com tradução de Paulo César de Souza, da Companhia das Letras. Texto DO HOMEM SUPERIORAcompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE NIETZSCHEAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
16
Deleuze & Guattari - A máquina capitalista civilizada
Trecho de aula em 26/08/16, por Amauri Ferreira. 00:00 - Exposição dos conceitos19:00 - Citações comentadasCITAÇÕES COMENTADASAcompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
15
Deleuze & Guattari - A máquina despótica bárbara
Trecho de aula em 19/08/16, por Amauri Ferreira.00:00 - Exposição dos conceitos19:53 - Citações comentadasCITAÇÕES COMENTADASAcompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
14
Spinoza - Mente e corpo
Trecho de aula em 23/03/18, por Amauri Ferreira. CLIQUE AQUI para acessar as citações do livro "Ética" (Autêntica Editora, com tradução de Tomaz Tadeu), que foram comentadas durante a aula a partir de 19:00.NOTA: para haver maior rigor e clareza na exposição, o áudio foi editado em Março de 2021.Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE SPINOZAAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
13
Spinoza - Natureza naturante e natureza naturada
Trecho de aula em 16/03/18, por Amauri Ferreira. CLIQUE AQUI para acessar as citações do livro "Ética" (Autêntica Editora, com tradução de Tomaz Tadeu), que foram comentadas durante a aula a partir de 18:00.Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE SPINOZAAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
12
Nietzsche - Da virtude que apequena
Trecho de aula em 06/10/17, por Amauri Ferreira. Utilizamos o texto "Da virtude que apequena", extraído do livro "Assim falou Zaratustra", com tradução de Paulo César de Souza, da Companhia das Letras.Texto DA VIRTUDE QUE APEQUENAAcompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE NIETZSCHEAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
11
Nietzsche - O regresso
Trecho de aula em 19/10/17, por Amauri Ferreira. Utilizamos o texto "O regresso", extraído do livro "Assim falou Zaratustra", com tradução de Paulo César de Souza, da Companhia das Letras. Texto O REGRESSOAcompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE NIETZSCHEAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
10
Nietzsche - O maior dos pesos (sobre o eterno retorno)
Trecho de aula em 09/11/17, por Amauri Ferreira. CLIQUE AQUI para acessar as citações que foram comentadas. Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE NIETZSCHEAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
9
Spinoza - Deus, natureza, eternidade
Trecho de aula em 08/03/18, por Amauri Ferreira. CLIQUE AQUI para acessar as citações do livro "Ética" (Autêntica Editora, com tradução de Tomaz Tadeu), que foram comentadas durante a aula a partir de 20:00. NOTA: para haver maior rigor e clareza na exposição, o áudio foi editado em Março de 2021.Acompanhe a programação de cursos pelas redes sociais Livro INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE SPINOZAAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
8
Nietzsche - Das moscas do mercado
Trecho de aula em 24/08/17, por Amauri Ferreira. Utilizamos o texto "Das moscas do mercado", extraído do livro "Assim falou Zaratustra", com tradução de Paulo César de Souza, da Companhia das Letras. Texto DAS MOSCAS DO MERCADOAcompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE NIETZSCHEAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
7
Nietzsche - Aposentado (o último papa)
Trecho de aula em 12/05/17, por Amauri Ferreira. Utilizamos o texto "Aposentado", extraído do livro "Assim falou Zaratustra", com tradução de Paulo César de Souza, da Companhia das Letras. Texto APOSENTADOAcompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE NIETZSCHEAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
-
6
Nietzsche - Do novo ídolo (sobre o Estado)
Trecho de aula em 17/02/17, por Amauri Ferreira. Utilizamos o texto "Do novo ídolo", extraído do livro "Assim falou Zaratustra", com tradução de Paulo César de Souza, da Companhia das Letras.Texto DO NOVO ÍDOLOAcompanhe a programação de cursos pelas redes sociaisLivro INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE NIETZSCHEAMAURI FERREIRA é professor, escritor e filósofo. Desde 2006 ministra cursos livres de filosofia. É autor dos livros "Simplicidade Impessoal" (2019) e "Singularidades Criadoras" (2014). É também autor de livros introdutórios sobre Spinoza, Nietzsche e Bergson. Visite: https://www.amauriferreira.com
We're indexing this podcast's transcripts for the first time — this can take a minute or two. We'll show results as soon as they're ready.
No matches for "" in this podcast's transcripts.
No topics indexed yet for this podcast.
Loading reviews...
ABOUT THIS SHOW
Registros de algumas aulas do professor, escritor e filósofo Amauri Ferreira. São áudios extraídos do material que está disponível no canal do professor no YouTube. Acompanhe a programação dos cursos livres de filosofia pelas redes sociais: https://linktr.ee/amauriferreira
HOSTED BY
Amauri Ferreira
CATEGORIES
Loading similar podcasts...