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Fúria Épica
by CNN PORTUGAL
Podcast sobre atualidade internacional a partir da guerra dos EUA e de Israel contra o Irão. Todos os dias, por Pedro Santos Guerreiro e Tiago Palma.
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"Em Portugal, nós não nos levamos a sério como país" (Entrevista com Rolando Santos)
As alianças estão a mover-se e muitos países estão a armar-se por conta própria. A Coreia do Sul, por exemplo, anunciou investimentos em submarinos nucleares e poucos deram conta do que isso significa: que muitos receiam a China mas não se fiam nos Estados Unidos. E a Europa, como fica? E Portugal?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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O Papa "trabalha em cima dos impossíveis" e lembra que "a Inteligência Artificial não conhece o amor"
"Não há algoritmo que torne a guerra moralmente aceitável", escreve o Papa Leão XIV - que cita Tolkien na encíclica publicada esta semana: "Não nos compete dominar todas as marés do mundo, mas fazer o que nos for possível". Joaquim Franco explica o alcance do documento teológicoSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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“Trump pode cantar vitória, mas não é uma vitória”: o acordo que pode acabar com a guerra do Irão — ou fazê-la recomeçar
A guerra continua suspensa num cessar-fogo onde ainda há tiros. Os Estados Unidos atacam alvos iranianos enquanto negoceiam. O Irão ameaça responder, mas não fecha a porta a um acordo. E Donald Trump, pressionado pelo tempo, tenta apresentar como vitória a resolução de um problema que a própria guerra criou: o fecho do Estreito de Ormuz. O jornalista Miguel Cabral de Melo explica por que razão reabrir Ormuz não bastará para Trump vencer, como o programa nuclear iraniano pode ser empurrado para mais tarde, de que forma Benjamin Netanyahu pode fazer descarrilar a diplomacia a partir do Líbano e por que motivo uma paz vaga pode ser, ao mesmo tempo, a única possível e a mais perigosa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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"Isto é uma paz Schrödinger: nem é paz, nem é guerra"
Não é ainda a paz, é um acordo. E não é ainda um acordo, é um memorando de entendimento. E não é ainda um memorando de entendimento, é um cessar-fogo… com tiros. Estados Unidos e Irão estão a negociar com as armas na mesa e os dedos sensíveis no gatilho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Trump “não é um Gengis Khan”, o Irão “nunca foi a Venezuela” e, no “atoleiro” em que se enfiou, a pergunta é: como se sai daqui?
Donald Trump começou por exigir a rendição incondicional do Irão. Já declarou a guerra ganha. Ameaçou voltar a atacar com ainda mais força. Mas agora anuncia que a paz está quase pronta — e tenta transformar um acordo difícil numa grande refundação do Médio Oriente com a sua assinatura. O problema é que Teerão não dá o acordo por fechado. O estreito de Ormuz, onde o Irão descobriu quanto poder consegue exercer sobre a economia mundial, está no centro das negociações. O programa nuclear, uma das razões fundamentais para a guerra, fica para depois. E Israel pode não olhar para esta saída com o mesmo alívio que Washington. Paulo Portas fala num “atoleiro” sem saída militar. José Pacheco Pereira chama a Trump um “polícia louco”. E, para o major-general Agostinho Costa, “o que tira o sono a Netanyahu” é a possibilidade de os Estados Unidos saírem desta guerra antes de “vergar o Irão”. É a partir destas três leituras — sobre o atoleiro americano, a imprevisibilidade de Trump e a pressão de Netanyahu — que conversamos com Alexandre Martins, jornalista da CNN Portugal: em que ponto está esta guerra, quem chega mais forte à mesa das negociações e quanto vale, afinal, a palavra de Donald Trump?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Ormuz, 400 anos depois: “Afonso de Albuquerque dificilmente faria alguma coisa contra a situação atual” (entrevista ao historiador Roger Lee de Jesus)
Uma ilha quase inabitável, sem água potável, esmagada pelo calor, tornou-se uma das cidades mais importantes do mundo. Por Ormuz passaram mercadores, cavalos, sedas, pólvora e impérios. Os portugueses chegaram em 1507. Afonso de Albuquerque falhou, regressou, conquistou. Durante mais de cem anos, a Coroa portuguesa tentou controlar a passagem, cobrar o comércio e sobreviver num lugar maior do que ela. Roger Lee de Jesus, historiador e coautor do podcast “Falando de História”, explica neste podcast, o “Fúria Épica”, por que razão o Golfo Pérsico nunca foi apenas petróleo nem crise, como Ormuz se tornou indispensável e o que a história portuguesa naquela ilha conta para lá da glória: alfândegas, guerra, dependências, revoltas. E dinheiro sempre a faltar. Uma conversa sobre o lugar estreito por onde o mundo continuou a passar. Até hoje.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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"O comportamento de um energúmeno não pode servir para legitimar o espetáculo da flotilha"
"Ninguém mais do que o governo de Israel tem contribuído para esta onda de antissemitismo", diz Miguel Sousa Tavares, numa análise às imagens de abusos da polícia de Israel sobre ativistas que seguiam para Gaza, incluindo dois portugueses. Este episódio inclui o confronto entre Sérgio Sousa Pinto e Helena Matos sobre o tema: "Acha que está a debater com um dirigente do Hamas?" Por Pedro Santos Guerreiro e Diogo GarciaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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O mundo habituou-se à guerra, agora já só espera pela próxima — e o perigo começa aí
Neste episódio do Fúria Épica, começamos com Joana Azevedo Viana, para perceber em que ponto está a guerra entre Irão, Estados Unidos e Israel: os avanços e recuos de Donald Trump, Hormuz transformado em arma, Netanyahu a tentar sobreviver politicamente, Gaza empurrada para fora das manchetes e uma região onde nenhuma guerra acaba verdadeiramente na sua fronteira. Depois, com Helena Lins, seguimos para a Ucrânia: os cessar-fogos que mal chegam a começar, a guerra de drones, Moscovo a sentir a guerra mais perto, a ameaça nuclear russa, a Europa obrigada a olhar outra vez para a defesa e as viúvas e crianças ucranianas que vêm a Portugal tentar, durante algumas semanas, dormir sem medo.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Putin, Trump e Xi: qual está a cair como um patinho no ardil de outro?
Quatro dias depois de Donald Trump descolar, Vladimir Putin aterra em Pequim. Filipe Santos Costa compara as agendas, os comitivas e os objetivos de cada uma das cimeiras com Xi Jinping. Onde é mesmo o centro do mundo?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Petróleo, inflação e subida das taxas de juro. "Quanto mais tempo passa, mais nos aproximamos de um desastre"
Não é só o preço, é já a escassez do petróleo que está a contaminar as economias. A inflação vai manter-se elevada. E o aumento das taxas de juro não ficará por aqui.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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“Em Teerão, as pessoas desmontam-nos o medo com a primeira conversa” (entrevista com Miguel Judas, líder de viagens ao Irão)
Antes da guerra, antes das sanções, antes do nuclear, antes dos ayatollahs e das certezas rápidas, havia — e há — um país antigo, culto, contraditório, cansado e vivo. Miguel Judas, jornalista, foi ao Irão pela primeira vez em 2017 e voltou muitas vezes desde então. Como viajante e líder de viagens, atravessou bazares, desertos, ilhas de sal, fortalezas portuguesas, pontes onde se canta poesia e cidades onde a beleza convive com a vigilância. No Fúria Épica, fazemos uma conversa sobre o Irão que raramente cabe nas notícias: o das pessoas, das mulheres que forçaram mudanças, dos amigos que ficaram em Teerão, da memória portuguesa em Ormuz e de um país que, para Miguel Judas, deixou de ser destino e se tornou quase casaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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"Trump com Xi foi como um pedinte disfarçado de boss"
Como ler nas linhas e entrelinhas dos comunicados chinês e americano da cimeira em Pequim.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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"O Ocidente, enquanto bloco geopolítico e militar, acabou. E a China sabe isso"
"Os EUA estão a adaptar-se à China e a usar o poder enorme do Estado para dar incentivos às suas empresas", diz Alberto Cunha em entrevista.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Calma, Trump tem um plano (mas a América tem a fatura)
Donald Trump garante que tem um plano para o Irão. Simples. Grande. Talvez flexível. Tão flexível que pode mudar todos os dias. Segundo ele, o cessar-fogo está “ligado à máquina” e a proposta iraniana era “lixo”. Só que a América começa a fazer contas: à gasolina, às sondagens, ao MAGA dividido, aos republicanos inquietos e às intercalares de novembro. Neste Fúria Épica, Daniela Melo, cientista política a viver nos Estados Unidos, ajuda-nos a olhar para a guerra a partir de Washington. Ou melhor, de Boston. Não é apenas o Irão que está em causa. É um país que Trump prometeu proteger — e que agora começa a perguntar quanto custa a promessaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Não são mísseis, são pancadinhas de amor
Enquanto Trump diz que a resposta do Irão é estúpida, olhamos com mais atenção para o que diz Benjamin Netanyahu. E ouvimos o que diz Sebastião Bugalho de Pedro Sanchéz.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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"Os palestinianos estão a pagar o preço de algo que a Europa nunca resolveu" (entrevista com Pedro Levi Bismarck)
Escreveu um livro sobre Israel, mas não escreveu apenas sobre Israel. Em “O Mito de Israel - O Ocidente, a Política, a Morte”, o ensaísta parte de Gaza para pensar uma história muito mais longa: a criação do Estado de Israel, a Nakba, a Shoah, o sionismo, o judaísmo, o exílio, a Terra de Israel, os colonatos, a Cisjordânia, Netanyahu e a falência do direito internacional. Pedro Levi Bismarck fala de Israel como uma “condensação catastrófica” da história ocidental. E separa aquilo que considera essencial distinguir numa discussão séria: a crítica ao Estado de Israel não é ódio aos judeus, o judaísmo não é o sionismo e a memória da perseguição não pode servir para justificar a violência sobre outro povoSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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"Trump é um psicopata. O Irão pode ser o seu túmulo"
"Trump é simplesmente estúpido, ignorante, nunca leu um livro na vida. E a forma como faz diplomacia é a mesma com que conduzia o programa ‘The Apprentice’: ameaço-te e espero que te submetas.” Entrevista ao criminologista Vicente Garrido, doutorado em Psicologia. “O Irão tem algo que Trump não tem. É a fé, uma fé fanática. Trump não faz a menor ideia do que significa compromisso, convicção ou fé".See omnystudio.com/listener for privacy information.
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"Ser iraniana é ser revolucionária" (entrevista com a pianista Aida Sigharian)
A pianista iraniana Aida Sigharian saiu de Teerão para estudar música. Não saiu para fazer ativismo. Mas há distâncias que acabam por se transformar em responsabilidade. Neste Fúria Épica, falamos do Irão que existia antes do regime e continua para lá dele: a Pérsia, a poesia, a música, a língua, as ruas, as mães, as mulheres, a memória. Falamos também da República Islâmica, da guerra, de Trump, de Mahsa Amini, de Mulher, Vida, Liberdade, da culpa de viver em liberdade quando outras mulheres ainda não podem sentir o vento no cabelo. No fim, Aida escolhe Chopin. E uma palavra: melancoliaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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"É cada vez mais difícil separar mentiras vergonhosamente descaradas de informação verdadeira" (entrevista com Azeredo Lopes)
Pete Hegseth diz que o cessar-fogo com o Irão continua. Mas fala de navios escoltados, fogo respondido com fogo, drones, caças e ameaça de “poder de fogo devastador” no Estreito de Ormuz. Neste episódio do Fúria Épica, José Alberto Azeredo Lopes desmonta a linguagem de uma guerra que não quer ser chamada guerra: a ameaça iminente que não se prova, o Congresso que Trump tenta contornar, o bloqueio apresentado como operação, a comunicação do Irão como arma inesperada e o jornalismo como incómodo quando o poder prefere falar sem perguntasSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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A guerra acabou e não demos conta?
Em 1988, os EUA envolveram-se na Guerra dos Petroleiros no Estreito do Ormuz, com consequências devastadoras. O primeiro passo de então foi o de escoltar navios. Quase 40 anos depois, Trump anuncia a escolta a petroleiros no Estreito de Ormuz… Há semelhanças e também diferenças na História. Mesmo se o presidente dos EUA diz que as hostilidades acabaram há semanas. Acabaram?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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“Se não há esperança, nós somos apenas corpos que se movem sem razão” (entrevista ao realizador Ali Asgari)
Ali Asgari estava em Teerão quando começaram os ataques ao Irão. Tinha memória da guerra com o Iraque, da infância, mas diz que desta vez sentiu um medo que não esperava. Ouviu as explosões na cidade, viu a vida suspensa, a economia parada, a internet cortada, famílias sem conseguir falar durante semanas. Dez dias depois, saiu por terra, pela fronteira com a Turquia. Não fala como quem se despediu do país. Fala como quem vai voltar. O realizador iraniano estreia agora em Portugal “Divina Comédia”, uma sátira sobre um cineasta que tenta mostrar o seu filme num país onde a censura passa por comités, licenças, cortes, negociações absurdas e pequenas formas de humilhação. Os filmes de Ali Asgari não são exibidos no Irão, mas continuam a nascer de lá. No Fúria Épica, falamos com ele sobre guerra, censura, medo, dignidade e esperança. E sobre o humor como resistência, a comédia como maneira de tirar solenidade à máquina que decide o que pode existirSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Um Rei na Casa Branca
A visita oficial de Carlos III aos Estados Unidos foi preparada meticulosamente por causa do risco diplomático, num momento muito tenso entre os dos países. O discurso do monarca britânico foi carregado de mensagens.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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"Trump é um retrocesso civilizacional. O ressurgimento da extrema-direita e de alguma extrema-esquerda na Europa também"
"Antes de começarem a malhar na democracia, era preciso lembrarem-se o que acontece a uma sociedade quando ela sai de democracia", desafia Nicolau do Vale Pais, que considera que "temos assistido ao complexo do bombeiro pirómano". Numa entrevista sobre populismos, Pais diz que "a direita portuguesa precisa de sair rapidamente do armário, sob pena de André Ventura se aproveitar disso". E questiona: "Quem é que nos defende disto? E em nome de quê?"See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Mário Crespo: o "fiasco da segurança" no atentado, a "trágica entrevista" de Trump e o fim da "aristocracia da política americana”
“O fiasco do sistema de segurança disto é tremendo”, analisa o jornalista e antigo correspondente em Washington. Mas há mais nesta conversa do que a reação a uma tentativa de atentado num salão onde estavam as mais altas figuras da administração norte-americana. Está a análise a um país e a um sistema político que segue torpedeando.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Entrevista ao filósofo José Gil. "O que se passa em Gaza é particularmente brutal porque é praticado pelas vítimas, ou pelos herdeiros, do Holocausto"
A guerra deixou de ser exceção, a democracia está “impotente”, a morte tornou-se demasiado visível para ser suportada e o fascismo regressa sem grande mitologia, feito de “farrapos de cultura” e de força normalizada. Aos 86 anos, José Gil fala ao podcast da CNN Portugal sobre Gaza, Ucrânia, Donald Trump, inteligência artificial, imigração, cultura e o medo de existir. E deixa uma inquietação sobre a democracia — se nos habituarmos, “com indiferença”, ao sofrimento dos outros, “então não há possibilidade de democracia” —, mas também uma última imagem de resistência: “Quaisquer que sejam os dispositivos da repressão e da opressão, há sempre uma vida que vai querer exprimir-se para lá deles, rebentando com essas amarras"See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pode Trump minar as próximas eleições nos EUA?
O partido democrata lança alertas sobre riscos de que Donald Trump pode estar a preparar terreno para condicionar o acesso às urnas nas eleições intercalares, numa altura em que a guerra no Irão o prejudica nas sondagens. O que está - e o que pode acontecer? Explicação e contexto neste episódio.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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“As mudanças de Donald Trump deixam as pessoas sem perceber o dia seguinte” (entrevista com Sérgio Furtado)
Trump prolongou o cessar-fogo com o Irão, mas manteve a pressão. Teerão fala em afronta. Ormuz voltou a arder. E a guerra, mesmo quando parece suspensa, continua a mudar de forma. Neste episódio, o jornalista Sérgio Furtado olha para a incerteza das decisões de Washington, para a resistência iraniana, para o risco de tropas americanas no terreno e para os limites de uma guerra que pode chegar às pontes, às centrais elétricas e à vida dos civis. Uma conversa sobre aquilo que Trump diz, aquilo que o Irão ainda consegue fazer e aquilo que a guerra nunca deixa ficar apenas nos comunicadosSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Como a morte de um génio português entra numa conspiração de OVNI, iranianos e a “próxima bomba atómica”
O assassinato do físico português Nuno Loureiro, em dezembro passado, desencadeou muitas teorias de conspiração. Mas agora é o próprio governo federal dos Estados Unidos que admite suspeitas de ligação entre as mortes e desaparecimentos de mais de dez cientistas ligados a áreas altamente sensíveis. O jornalista António Guimarães explica.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Jogos de guerra: conseguirão os EUA evitar tropas no terreno?
“No Vietname, os EUA ganharam todas as batalhas e perderam a guerra”, recorda Alexandre Martins, entrevistado neste episódio. Ele explica o que mais de 15 anos de jogos de guerra previam para o Irão: o que está a acontecer. E como o facto de os EUA não quererem presença no terreno pode não ser suficiente para travar essa inevitabilidade. Falemos de “boots on the ground”.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Não é uma conversa de algibeira, mas é sobre o seu bolso
Neste episódio, Pedro Santos Guerreiro e Tiago Palma conversam sobre a forma como uma guerra que parece distante entra depressa na vida de quem nos ouve: pelo preço dos combustíveis, da energia, dos transportes e da comida. Do Estreito de Ormuz ao nervosismo dos mercados, das medidas do Governo português à dependência europeia dos fósseis, este é um episódio sobre a economia do susto — e sobre a fatura que a guerra acaba sempre por mandar para casaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Donald Trump está demente?
Há análises políticas, análises de médicos e análises até paródicas. O presidente dos Estados Unidos tem um perfil narcísico e megalómano, mas a questão hoje é sobre as suas capacidades cognitivas. Tudo neste episódio, editado por Carlota Mendes e Filipe MachadoSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Nem tudo o que Ormuz é ouro
O Estreito está bloqueado dos dois lados, com a presença de navios militares americanos a ameaçar incorporar nesta guerra numa batalha naval. Segue-se mais uma ronda de negociações.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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“A Bíblia pode ser um livro perigosíssimo” mas “o tempo das Cruzadas já passou”
A palavra “Deus” está na guerra, a palavra de Deus está na paz. Joaquim Franco explica a diferença entre blasfémia e insulto. Como o Papa Leão XIV está a sair mais forte depois da afronta de Trump. E como esta não é uma guerra santa, diz, mas uma guerra em que Deus está a ser usado para justificar o que, na verdade, nunca poderá legitimar. “Só a paz é santa, a guerra é um fracasso da humanidade”.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Na Hungria, onde se fala “a única língua que o diabo respeita”, não se sabe bem quem ganhou, mas sabe-se bem quem perdeu
O alívio europeu com a derrota de Viktor Orbán foi tão grande que se transformou numa exultação (e exaltação) com a vitória de Péter Magyar. Mas será o novo líder da Hungria mesmo uma flor que se cheire?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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30
“Os iranianos metem os bebés no frigorífico no verão porque falta luz e, no inverno, morrem de frio porque falta gás” (entrevista com Sanaz Zadegan)
Neste episódio, conversamos com uma iraniana a viver em Portugal sobre o que sobra do Irão depois de semanas de guerra, repressão, luto e cessar-fogo incerto. Pelo caminho, fala-se da sucessão dentro do regime, da deserção de militares, do papel de Trump, da hipótese de transição com Reza Pahlavi e da vida concreta de quem continua preso a um país sem internet, sem gás, sem luz e sem descanso. No fim, já depois da entrevista, chega um áudio de WhatsApp de Sanaz que muda tudo e ajuda a responder à pergunta mais funda de todas: o que continua a significar, hoje, ser iranianaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Antes do ódio, houve amor (e petróleo, sempre petróleo)
“I Ran” nunca foi sobre Irão. Só que a América gostou de ouvi-la como se fosse. Neste episódio, partimos desse engano — uma canção dos A Flock of Seagulls transformada em caricatura involuntária de um país — para recuar à história longa da relação entre Washington e Teerão. A conversa é com o António Oliveira e Silva, jornalista de internacional da CNN Portugal, para perceber como é que os Estados Unidos e o Irão passaram de aliados úteis a inimigos persistentesSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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28
O pombo-correio da paz e uma guerra que ainda mata (episódio especial com Helena Lins, em Budapeste)
Pete Hegseth falou de pombos-correio para explicar um cessar-fogo que o mundo recebeu com alívio, mas sem verdadeira confiança. Neste episódio, falamos da trégua entre os Estados Unidos e o Irão, pelas versões contraditórias dos 10 pontos do acordo, pelo Líbano deixado de fora e pela dificuldade em chamar paz àquilo que talvez seja apenas uma suspensão armada. Pelo meio, conversamos com Joana Azevedo Viana sobre a maneira como o trumpismo combina ameaça militar e captura política, e com Helena Lins, enviada especial da CNN Portugal a Budapeste, sobre a eleição húngara e o lugar que Viktor Orbán ocupa nesta nova geografia de alianças, medos e contaminaçõesSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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27
Diz à Carroll que a amo muito — ela sabe
Da Artemis II chega uma mensagem sobre integridade, amor e memória. Cá em baixo, na Terra, o som é outro: correntes humanas diante de pontes e centrais elétricas, ameaças de Trump contra “uma civilização inteira”, diplomacia à beira do colapso e um Irão que continua a resistir. Neste episódio, cruzamos o espaço e cruzamos a guerra, os céus do Médio Oriente e os céus da Europa, para olhar para um mundo em que a distância já não protege ninguém e em que até a escolha de um caça diz qualquer coisa sobre medo, alianças e futuroSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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26
A guerra entrou em direto, a guerra entrou na carteira
Uma sirene interrompe um direto em Telavive e, de repente, a guerra deixa de ser apenas cenário para voltar a ser som, susto e urgência. Neste episódio, passamos pela pressão de Trump sobre o Irão, pela hesitação europeia perante ataques a hospitais e infraestruturas civis, pelo que Israel pode querer realmente obter e pela forma como tudo isto já não se mede só em mísseis e fronteiras: mede-se também em energia, em medo e no preço que acaba por chegar à bomba de gasolinaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Uma montanha, um estreito, o inferno
Um astronauta olha para a Terra e vê uma só espécie. Um Papa olha para a Terra e vê um mundo a habituar-se ao mal. E Trump olha para a guerra e vê uma narrativa para conquistar. Neste episódio, passamos pelo resgate do tripulante americano abatido no Irão, pela guerra de versões entre Washington e Teerão, pelas ameaças em torno do Estreito de Ormuz e pela forma como um conflito se alastra muito antes de se medir só em mapas: alastra na linguagem, no medo, no preço do petróleo e na ideia de que o inferno pode sempre ser o passo seguinteSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Trump falou à nação, mas a guerra continua a falar mais alto (com Joana Azevedo Viana)
Ao fim de cinco semanas de guerra, Donald Trump fez o que ainda não tinha feito: um discurso à nação. Tentou passar uma ideia de controlo, de força e de fim à vista. Mas, entre o Estreito de Ormuz, a negação da mudança de regime e a economia que insiste em desmenti-lo, disse uma coisa e o seu contrário. E, no fim, as bolsas caíram e o petróleo voltou a subirSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Salazar não queria ter nada a ver com a NATO. Foi contra a sua vontade que Portugal entrou
A NATO pode estar por um fio e o jornalista Rolando Santos explica o que está em causa: fala do futuro, diz que a aliança entre Europa e Estados Unidos está irremediavelmente ferida e lembra como Portugal entrou na Aliança Atlântica. E como, independentemente disso, permanece aliado dos EUA nas Lajes.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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O infame caso Epstein e a grande conspiração da Guerra
Humoristas americanos insinuam, propagandistas iranianos afirmam, os conspiracionistas amplificam: foi a guerra contra o Irão um ataque para desviar atenções sobre o caso Epstein?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Dois "estúpidos" encontram-se num salão de festas e conversam sobre a guerra
As palavras públicas valem pouco, de um lado e de outro há manipulação nesta guerra. Falamos das supostas conversações e sobre possíveis invasões e eventuais ataques. E de como tudo acaba nos preços do petróleo – e de tudo.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Um mês depois, a guerra está mais aberta
Entramos no segundo mês de uma guerra que, supostamente, seria rápida. Os Estados Unidos parecem estar a procura de um plano de saída, mas para já enviaram marinheiros e fuzileiros para a regiãoSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Petróleo, drones e cedências: o Médio Oriente já chegou às trincheiras da Ucrânia (com Sérgio Furtado)
A guerra no Médio Oriente abriu uma nova frente de pressão sobre a Ucrânia. Enquanto Moscovo beneficia da turbulência e Washington volta a falar em concessões, o campo de batalha muda com drones mais baratos, mais precisos e mais decisivos. O jornalista Sérgio Furtado junta a leitura geopolítica ao que viu no terreno e explica como a guerra se está a transformarSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Não é piada: o Irão está a fazer troça de Trump
A propaganda do Irão está a ridicularizar o Presidente dos Estados Unidos. A guerra não se faz só com mísseis e drones, mas também com informação. Manipulação. E mentiras. Mas Donald Trump também está a ajudar.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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17
Vão outros países entrar na guerra contra o Irão?
A Arábia Saudita estará a pressionar os Estados Unidos a prolongar a guerra, para alcançar uma mudança de regime no Irão, e os EUA estarão a pressionar a Arábia Saudita a juntar-se ao conflito. Também os Emirados Árabes Unidos estão nesse cenário. O enviado especial Nuno de Sousa Moreira explica.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Perfura, querida, perfura
A montanha russa dos preços do petróleo tem perdedores… e tem ganhadores. Fomos à história perceber como chegámos aqui. E como Trump pensou ter o apoio das grandes petrolíferas, mas afinal não tem.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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“O regime mais perigoso do mundo não pode ter as armas mais perigosas do mundo”
Entramos na quarta semana do guerra que Trump estimou que durasse quatro ou cinco semanas. Fazemos o ponto de situação, incluindo ao Estreito de Ormuz e aos recentes ataques a Israel.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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