PODCAST · society
Geração 40
by Júlio Isidro
Geração 40 é uma conversa com quem nasceu nos anos 40, uma geração que se lembra dos racionamentos e da sombra da II Grande Guerra. Viram um país fechado abrir-se à Europa. Assistiram ao salto do analógico para o digital.Hoje olham de frente para a era da Inteligência Artificial. O mundo transformou-se. Mas será este o futuro que imaginaram?“Geração 40” é uma viagem, entre memórias e desafios do presente, conduzida por Júlio Isidro. O genérico do Geração 40 é composto pela canção portuguesa de 1943 “A Minha Casinha”, estreada pela atriz e cantora Milú no filme “O Costa do Castelo”. Um novo episódio todas as quintas-feiras nos sites da SIC Notícias, SIC e Expresso ou na sua plataforma de podcasts preferida.
-
36
Lenita Gentil: “Com esta idade e com esta carreira, eu ainda quero fazer melhor”
Foi batizada como Maria Helena Gentil do Carmo, nascida na Marinha Grande em agosto de 1948. O mundo do espetáculo conhece-a como Lenita Gentil. Cresceu feliz, sem luxos, e mudou-se com a família para o Porto, aos 14 anos. Gosta da cidade Invicta como se lá tivesse nascido. A menina, quando perguntada sobre o que queria ser quando fosse grande, respondia alegremente 'Quero ser médica.' Como é que seria possível se, quando adulta, não consegue ver pinta de sangue? O pai, músico profissional, sabia que a filha tinha voz para o futuro e encorajou-a a seguir carreira em clave de sol. Lenita começou a cantar ao microfone com uma cadeira para lá chegar e nunca mais parou. Como cantava nas palavras, em música de Carlos Paião, se 'Eles foram tão longe', também ela tinha o horizonte como meta. Só precisava de espaço. E foi essa sua grande conquista, por sua voz tão especial onde muitas vezes o microfone é apenas um adereço. Lenita não tinha o fado no seu repertório, mas como as coisas acontecem quando há talento e desejo, a cançonetista virou fadista. Foi com riso e ritmo que se estreou em televisão, onde desde 1964 é presença habitual. Conhece meio mundo, que a reconhece e aplaude. E tem também muitos festivais no currículo e milhares de quilómetros para abraçar com música os portugueses. Lenita Gentil, numa conversa onde recorda os sapatos emprestados a Amália, a estreia adormecida num palco da Marinha Grande e uma vida inteiramente entregue à canção, com Júlio Isidro no podcast Geração 40. Ouça aqui o novo episódio.See omnystudio.com/listener for privacy information.
-
35
José Carlos Vasconcelos: “Em 1973 o país estava cheio de cartazes 'Droga, loucura, morte'. Tive processos pidescos com acusações contra pessoas que tinham dado umas passas numa festa de passagem de ano”
Nasceu na freguesia de Freamunde, em Paços de Ferreira, em setembro de 1940. É advogado, jornalista, escritor e poeta. O jovem José Carlos sempre viveu na Póvoa de Varzim, onde estudou, fez o Liceu e começou a escrever sobre cultura. Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra, e bateu-se pelos direitos e liberdades nas lutas académicas de 1961. Como advogado defendeu presos políticos, jornalistas e intelectuais. Com o 25 de Abril, dedicou-se ao jornalismo. Foi um dos fundadores do semanário “Jornal” e criou o “Jornal de Letras, Artes e Ideias”, que dirigiu durante 45 anos. José Carlos Vasconcelos, numa conversa onde revela o seu desejo de uma cama de sol alugada para a eternidade, com Júlio Isidro no podcast Geração 40. Ouça aqui o novo episódio. See omnystudio.com/listener for privacy information.
-
34
João Botelho: “Fugia todas as noites para o cinema, para ver filmes maus, bons, assim, assim”
Nasceu em Lamego, no dia 11 de Maio de 1949, um dos cineastas mais produtivos do cinema português. Poderia ter sido engenheiro. E não foi por um triz, porque não quis. Poderia ter sido artista gráfico com talento para o desenho, fez ilustrações e mais algumas coisas, mas ficou-se por aí. Gostava de ver cinema. Escreveu sobre cinema. Andou à boleia pela Europa para ganhar dinheiro para ir ao cinema e o 25 de Abril abriu lhe as portas do cinema. Diz que, como não sabe fazer policiais franceses, comédias espanholas ou entretenimento à americana, faz cinema português. Tem um culto especial por Manoel de Oliveira e aprendeu muito com o Mestre. Para João Botelho, os filmes são histórias e o cinema é a forma de mostrar. Gosta da noite, do Benfica, das pessoas, da alegria. Não deixa nada por dizer e afirma que vivemos um tempo em que os ignorantes são arrogantes, chegam ao poder e mandam. João Botelho é o convidado desta semana de Geração 40, com Júlio Isidro.See omnystudio.com/listener for privacy information.
-
33
António Bessone Basto: “Estava sempre queimado e dentro de água, até me chamavam o choco”
António Moutinho de Almeida Bessone Basto nasceu em Algés, às 07h00 do dia 9 de Novembro de 1945. A parteira Dona Cesaltina salvou o menino que trazia o cordão umbilical à volta do pescoço. Foi a primeira vitória deste atleta nascido para vencer. Meia hora após chegar a este mundo, já estava inscrito como sócio do Sport Algés e Dafundo. Neto do fundador do clube e filho de desportistas, o 'Tony' só podia vir a ser o que foi: um caso único de atleta completo em várias modalidades, desde o andebol, o râguebi, atletismo, basquetebol, hóquei patins, ginástica, pesca desportiva, judo, karaté e, claro, a natação, onde tem inúmeros recordes. É o atleta mais medalhado do país, ostentando mais de 1500 troféus. O menino que foi, ou tentou ser, o melhor em tudo, menos na escola, atravessou o Tejo a nado com oito anos, entre Trafaria e Algés, à frente de muitos séniores. Participou nos Campeonatos da Europa em Leipzig, em 1961, e nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964. No andebol pelo Sporting, foi guarda redes e esteve na conquista de cinco campeonatos nacionais, duas Taças de Portugal e um Campeonato Regional. No Geração 40 de hoje, mergulha com Júlio Isidro nas águas da memória. Oiça aqui.See omnystudio.com/listener for privacy information.
-
32
João David Nunes: “A rádio vai ser o meio que vai sobreviver com mais facilidade. Prolonga-se pelos podcasts, pela internet. É o menos intrusivo que existe, as pessoas podem ouvir e fazer outras coisas”
Nasceu em Lisboa em 1947. Cresceu e bem por aqui, e depois da escola de que iremos falar, foi parar ao nosso Liceu Camões, onde, para além de cantar no Orfeão, lia a preceito os textos da aula de Religião e Moral. No Liceu, foi mordido pelo saudável vírus que, ao circular nas veias, desenvolve uma paixão pela rádio, doença autoimune para toda a vida. Da equipa radiofónica de emissão do Camões à Rádio Universidade foi outro passo que lhe aconteceu até à estreia, ainda só com 16 anos, no programa Ritmo 64 do Rádio Clube Português. João David Nunes está inscrito por mérito próprio e muito trabalho na história da rádio em Portugal. Locutor com uma voz inconfundível, produtor, realizador de inúmeros programas, alguns dos quais tão originais e inovadores, que só teriam lugar na rádio quando a lei ainda não era a dos números e do consumo. A criação da Rádio Comercial, em março de 1979, abriu uma janela de criatividade e inovação, onde tanta coisa aconteceu na companhia de antigos, novos e, na altura em plena atividade, reconhecidos profissionais. Nasceu para liderar equipas em diversas atividades, todas elas ligadas à comunicação social. É ele ainda a voz do cinema, tantos os trailers de filmes que promove de forma inconfundível. É ele, que dedica muito do seu tempo ao Centro Nacional de Cultura. É com ele que Júlio Isidro conversa neste episódio de Geração 40.See omnystudio.com/listener for privacy information.
-
31
António Homem Cardoso: “O fantástico da fotografia é concentrar a história toda numa imagem. A aflição, a ternura, o ódio, o amor, tudo num fotograma”
António Homem Cardoso nasceu num lugar de São Pedro do Sul, no dia 11 de Janeiro de 1945. Aos dez anos, desceu à grande cidade para viver com a madrinha e servir como marçano numa mercearia. Não era essa a vida que parecia estar destinada num clique daqueles que mudam a vida, assistiu à rodagem de um filme estrangeiro e foi apadrinhado pelo actor principal que lhe ofereceu a primeira máquina fotográfica. Foi fotógrafo vadio e fez instantâneos da vida de Lisboa. Como a sorte dá muitas vezes a mão aos lutadores, viu duas fotografias suas serem publicadas. E assim começou a travessia de um dos maiores fotógrafos portugueses, aprendendo sozinho e olhando para o mundo através do visor da sua máquina. É incomensurável a obra do menino que se fez homem, a registar no objectiva as almas de tantas celebridades. Também o número de livros publicados, com imagens e até textos seus, vai já para além, muito para além de uma centena. A música portuguesa tem nos seus intérpretes muitas capas com fotos por si assinadas. Monárquico convicto, é o fotógrafo oficial da Casa Real Portuguesa, de quem tem uma alta condecoração, mas também é comendador da Ordem do Infante Dom Henrique, título outorgado por um Presidente da República. Registou Amália, Marcelo Rebelo de Sousa, José Saramago ou o Papa João Paulo II, é um manancial de milhares de vidas numa só vida. Ouça a história de António Homem Cardoso no Geração 40, de Júlio Isidro.See omnystudio.com/listener for privacy information.
-
30
Embaixador Francisco Seixas da Costa: “Saio de Vila Real, filho único, lançado às feras no Porto. Para mim aquilo era Nova Iorque, Paris, Londres. Foi assim uma coisa deslumbrante”
Nasceu em Vila Real em janeiro de 1948. Embaixador durante 40 anos e com uma vida preenchida de cargos que desempenhou sempre com entusiasmo e competência. Estudou no Liceu de Vila Real e foi durante a tentativa de ser engenheiro eletrotécnico que pressentiu que a carreira passaria por outros circuitos. Diz que a graça da vida está no “improviso”, fez rádio, jornalismo e licenciou-se em Ciências Sociais e Políticas, entrando na carreira diplomática sem que isso tivesse sido um projeto de vida. Estava na tropa quando se deu o 25 de Abril, não se considera “herói da Revolução”, mas deu uma mão. Teve uma mão ativa nos tratados de Amesterdão e Nice e no Acordo de Schengen no âmbito da construção da União Europeia. E estava em Nova Iorque quando aconteceram os atentados de 11 de setembro de 2001. O embaixador Francisco Manuel Seixas da Costa é o convidado do novo episódio do Geração 40, conduzido por Júlio IsidroSee omnystudio.com/listener for privacy information.
-
29
Lia Gama: “Era uma criança muito solitária e brincava sozinha. Ia para a marquise, sentava-me com os pés numa cadeira e fazia diálogos, personagens. Não queria ser atriz, queria ser artista”
Nasceu em maio de 1944, na freguesia da Barroca, no concelho do Fundão, e foi registada com o nome de Maria Isilda da Gama Gil. Com pouco mais de um ano veio para Lisboa. Com 14 anos, deixou a casa do pai e da madrasta. Sempre quis ser aquilo que viria a ser - atriz. Começou por oferecer violetas na promoção da peça Margarida da Rua, no Teatro Monumental, “Em Boa Verdade”, e na peça “Vamos Contar Mentiras”, que estreia ao lado de Florbela Queiroz e Raul Solnado. Muito da aprendizagem de cultura, teatro e de vida aconteceu numa “universidade” chamada Café Monte Carlo, mesmo ao lado do teatro onde cresceu. Aventureira e lutadora, com 21 anos estudou representação em Paris, aprendizagem que acumulou com as dignas tarefas de limpar casas e lavar pratos em restaurantes. O país conhece-a como Lia Gama e reconhece-a como uma das mais talentosas atrizes do nosso teatro, cinema, televisão e canção. Ouça aqui o novo episódio do Geração 40, conduzido por Júlio Isidro.See omnystudio.com/listener for privacy information.
-
28
Episódio ao vivo no NOS Alive com Vitorino: “O Júlio Isidro pôs a ‘menina à janela’ e graças a si de lá ela nunca mais saiu”
Vitorino Salomé Vieira nasceu no Redondo a 11 de junho de 1942, com muita música em casa. Os pais, tios, os quatro irmãos e até o barbeiro se faziam ouvir e cantar. Cantavam uns com os outros. Ouvia-se muito fado de Coimbra no Alentejo, pelo pai de Vitorino. O cantor estava destinado para as artes, com os seus anseios de criatividade e liberdade. Meio século de cantigas em muita vida deste homem do Sul. Com memórias luminosas e uma lua extravagante, o cantautor Vitorino Salomé é o convidado deste episódio especial de Geração 40 de Júlio Isidro, gravado no festival NOS Alive.See omnystudio.com/listener for privacy information.
-
27
Cucha Carvalheiro: “A minha mãe era muito católica, embora o meu pai fosse ateu. Zangou-se com a Igreja porque o padre não quis batizar uns dos meus primos negros. Portugal era assim”
Nasceu no dia 4 de junho de 1948, em Lisboa, e foi registada com o nome de Olinda Maria Carvalheiro Costa. Cresceu entre Portugal e Angola e guarda memórias e cheiros de cá e de lá. É a quinta filha e foi sempre a “boneca” das irmãs que lhe faziam penteados e lavavam o cabelo com chá de cebola. Quando nasceu a família já tinha dinheiro, mas cedo aprendeu a lutar pela vida graças aos bons exemplos que tinha em casa. Não estava nos planos, mas fez o curso de Filosofia na Faculdade de Letras de Lisboa. Escreveu livros escolares, mas o amor pela arte viria a tocar-lhe no coração. Tem uma carreira cheia: é autora, encenadora, atriz e tudo o que o teatro lhe pedir. No mundo da arte de representar todos a conhecem como Cucha Carvalheiro e é a convidada do novo episódio do Geração 40. Ouça aqui a conversa com Júlio Isidro.See omnystudio.com/listener for privacy information.
-
26
Mário Cláudio: “Portugal continua a ser pequenino. A geração mais velha e a mais nova não se conciliam e as pessoas não são frontais, talvez por motivos históricos. O português tem capacidade de luta, mas não afronta o adversário”
Nasceu no Porto em 6 de Novembro de 1941, advogado, professor e bibliotecário. Chama-se Rui Manuel Pinto Barbot Costa, mas também é Mário Claúdio - escritor prolífico da biografia, da ficção, do romance, da crónica, da novela, do teatro, da poesia e das palavras para o Fado. Duas identidades numa pessoa, tão diferentes, quase opostas na forma de estar na vida. O Rui Manuel vivia na Boavista e cresceu na alta burguesia. O Mário Cláudio nasceu por sua própria vontade e é por este nome que o lemos e ouvimos. Leitor compulsivo, pesquisador de estilos e investigador da portugalidade. Não se detém no passado e no que foi feito, porque o presente é este momento. Escreve sobre vidas reais que reinventa e, em alguns casos, sobre a sublime coscuvilhice. É autor do livro Cruzeiros de Inverno, Três vidas, Três histórias com um fim comum e inevitável. No novo episódio do podcast Geração 40, Júlio Isidro conversa com o Rui Manuel, mas sobretudo com Mário Cláudio, o escritor que acha que o livro é um objeto em vias de extinção.See omnystudio.com/listener for privacy information.
-
25
Maria do Céu Guerra: "Na minha família chamavam-me uma “Grande cenoura do Teatro português” porque tinha o cabelo arruivado"
Nasceu a 28 de Maio de 1943. Herdou dos pais a arte de comunicar e a liberdade de a praticar. Queria ser escritora, mas depressa descobriu a vocação para interpretar. Atriz e encenadora, é apelidada de grande senhora do Teatro português, título de que não gosta especialmente. Começou no teatro do Grupo Cénico da Faculdade de Letras de Lisboa. O curso de Filologia Românica ficou pelo caminho porque o rumo como atriz já estava traçado. Integrou o grupo dos fundadores da Casa da Comédia, do Teatro Experimental de Cascais, do Teatro e da Barraca - este último com quem vive uma ligação feita de lutas, conquistas, suor, lágrimas e alegrias de 50 anos que agora se assinalam. Maria do Céu Guerra sente o tempo, tal como todos nós, a correr vertiginosamente, mas continua andando mais devagar. Ouça aqui o novo episódio do Geração 40, conduzido por Júlio Magalhães.See omnystudio.com/listener for privacy information.
-
24
Fernando Tordo: “O amanhã logo se vê. Quando acordo de manhã digo ‘Bestial, mais um dia’”
Fernando Travassos Tordo nasceu em Lisboa, freguesia dos Anjos, no dia 29 de Março de 1948. Compositor, autor, cantor e também pintor, começou a cantar no coro do Colégio Moderno e, aos 16 anos, acompanhava-se à viola em canções de Cliff Richard e dos Beatles. Claro que na onda do rock dos anos 60 tinha de estar numa banda, que naquele tempo se chamavam conjuntos, “Os Deltons”. Aos 20 anos estava n’Os Sheiks”, a mais famosa banda conjunto da época e vieram os festivais da Canção, onde participou sete vezes. Ganhou dois. E se “A Tourada” foi canção de escárnio para toda a gente perceber, o “Portugal no Coração” já trazia cravos ao peito. Fernando Tordo tem vivido a vida sem procurar tenazmente ser consensual. Mas conhece o preço. Não é um emigrante, mas um viajante à procura de paz numa ilha ou de alegria num país onde a música é rainha. Ouça a conversa com Júlio Isidro, no Geração 40.See omnystudio.com/listener for privacy information.
-
23
Gracinda Candeias: "Era uma coisa louca. Eu dava-me loucamente à arte e à pintura. Paguei com a saúde, mas também nunca casei, nem fui mãe"
Nasceu em maio de 1947, em África. De Angola guarda os espaços, as cores e o tempo. Viveu no Porto e mais tarde em Lisboa onde viu a Primavera "pela primeira vez", conta. Já convivia com a pintura em casa, mas tornou-se pintora por acidente. Viajou por diversas paragens, mas Paris foi a essência da carreira e a assinatura inconfundível da sua obra. Gosta de cores suaves, mas também pinta com tons fortes, principalmente quando olha para o mundo com olhos de esperança e luta. Quando perdeu o seu estúdio de 45 anos refugiou-se em casa, mas as suas mãos, que um dia a atraiçoaram, quase pondo fim à sua paixão pelos pinceis e tintas, trouxeram-lhe uma segunda vida. Ama pintar, entregou-se à arte durante tantos anos que nunca pensou ter uma família. Dezenas de prémios representam a vida de Gracinda Candeias. Ouça aqui o novo episódio do Geração 40See omnystudio.com/listener for privacy information.
-
22
Especial ao vivo Podfest Porto 2026 com Júlio Machado Vaz: “Esta sociedade não nos empurra para envelhecer bem, mas para comprarmos coisas que não nos façam envelhecer. Isto obriga-nos a competir com os mais novos”
Nasceu no Porto no dia 16 de Outubro de 1949. Filho de um professor universitário e de uma famosa cantora, aos 76 anos ainda há gente que o trata por “filho da Clarinha”, conta. Formou-se em medicina, especializou-se em psiquiatria e mestrou-se em sexologia. É conhecido pelo país inteiro que se prende às suas palavras de notável comunicador na rádio, televisão ou em conferências. Tem diversos livros publicados, desde “O Sexo dos Anjos ao Amor” a “Reflexo”. Diz que vai fazendo o exercício de moldar a passagem do tempo, que é como quem diz, envelhecer. O psiquiatra e professor de antropologia, Júlio Machado Vaz é o convidado do episódio especial do Geração 40, gravado ao vivo no Festival Podfest no Porto. Ouça aqui.See omnystudio.com/listener for privacy information.
-
21
José Cid: “Vou desossar a inteligência artificial e transformá-la naquilo que ainda tenho, a inspiração natural”
Nasceu a 4 de Fevereiro de 1942, na Chamusca. Poderia ter sido advogado, mas a barra dos tribunais não o atraía. Ou professor de ginástica – gostava da barra fixa, mas o sonho era outro. Fez um flic flac na vida e defendeu a tese de que tinha nascido para a música. Aos 14 anos, fundou o seu primeiro conjunto, assim se chamavam as bandas, Os Babies, a fazerem versões de músicas da moda. A sua primeira composição, aos 17, chamava-se Andorinha e trazia a Primavera talvez de uma vida dedicada à música. Os tempos de Coimbra foram de mais música do que de estudos, mas o melhor ainda estava para acontecer. O Quarteto 1111 foi o projecto musical que agitou as águas da música portuguesa e a lenda de El-Rei Dom Sebastião e o álbum com o mesmo nome tiveram tanto sucesso público quantos os cortes da censura. Compôs 1000 canções, vendeu 3 milhões de discos, tem 40 discos de ouro, prata e bronze em casa. “Menino prodígio” é nome de uma canção sua, mas prodigioso é o seu amor pela música, que, sobretudo, o diverte muito.See omnystudio.com/listener for privacy information.
-
20
Ana Maria Magalhães: “Adorei ler 'Os Lusíadas', o que os outros encontraram na matemática eu encontrei nas letras. Fazia cronometragem para perceber se consiga ler mais rápido”
Chama-se Ana Maria Borges de Oliveira Martinho e nasceu em abril de 1946. Em casa era a Anny, a menina que lia vorazmente e afirmava que queria ser escritora. E foi. O primeiro livro que leu, A Casa de Vidro, talvez tenha sido a semente. Antes de terminar o curso de Filosofia, foi professora de português em Moçambique. Ana Magalhães é uma contadora de histórias inspirada na tia viúva que encantava quando era jovem. Tem muita obra literária a solo, mas a parceria com Isabel Alçada fez de ambas as mais conhecidas criadoras de sonhos e aventuras de tantas gerações. Ana Maria Magalhães é a convidada do novo episódio do Geração 40, conduzido por Júlio Isidro. Ouça aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
-
19
Toni: “O amor lá em casa sempre nos foi dado pela mãe, que estava sempre por perto. O amor de mãe fica para a vida e fica até à morte”
Nasceu em Anadia, Mogofores, em outubro de 1946. O país conhece-o por Toni e é um dos futebolistas mais queridos dos adeptos. Benfiquista desde sempre, começou a jogar no lar da Igreja e acabou no Estádio da Luz e como titular na Seleção Nacional. Quando sentiu que as botas lhe pesavam abraçou a carreira de treinador. Como Mister Toni trabalhou em seis países, desde França, Irão e até Kuwait. Neto de agricultores, cresceu numa família minimamente “desafogada”. Não esquece as origens futebolistas no Anadia Futebol Clube e será para sempre grato ao capitão Mário Wilson que o levou para os grandes palcos do futebol. Foi no Académica em Coimbraque abriu os horizontes e percebeu que o caminho no futebol ia ser duro. Em 1968 vai para o Benfica numa transferência de pouco mais de 600 euros. Aos 79 anos continua ligado ao futebol no cargo de vice-presidente da Seleção Nacional. António José da Conceição Oliveira, Toni, é o convidado do novo episódio do Geração 40 conduzido por Júlio Isidro. Ouça aqui.See omnystudio.com/listener for privacy information.
-
18
Teresa Ricou: “Não quero que o Chapitô seja uma instituição, no dia que acontecer... não sei. Assusta-me. 40 anos depois acredito que ainda é um projeto”
Nasceu em Praia de Granja em novembro de 1946. Filha de mãe brasileira e de pai português que nasceu na Suíça, foi sempre uma criança com muita energia, fruto da mistura da família. É conhecida por todos como Teté, criadora da maravilhosa personagem da mulher palhaço. Viveu em Angola, partiu de casa dos pais aos 16 anos e andou pelo pelo mundo a viver e a sonhar com a arte. Esteve por Londres, trabalhou em restaurantes, lojas e aprendeu o que a criatividade pode fazer pela felicidade dos outros. Pelas ruas de Paris, de saias e nariz vermelho, animava quem passava. Na Hungria frequentou uma escola de circo e só voltou a Portugal depois do 25 de Abril. Numa antiga prisão de mulheres, criou o Chapitô onde há mais de 40 anos que prova que a integração social através das artes e ofícios é causa que podia fazer do país um lugar de melhor. Teresa Ricou, Teté, é a convidada do novo episódio do Geração 40 conduzido por Júlio Isidro. Ouça aqui See omnystudio.com/listener for privacy information.
-
17
Coronel Vasco Lourenço: “Não tinha apetência para a farda e era disso que as meninas gostavam, mas o que sempre senti é que tinha tendência natural para liderar”
Nasceu em Lousa, no concelho de Castelo Branco, em junho de 1942. Cresceu na pequena freguesia de Lousa com cerca de 600 habitantes. Frequentou o Liceu Nuno Álvares até perceber que queria “ir para a tropa, os pais queriam que fosse padre, médico ou engenheiro. Foi para Lisboa para estudar na Academia Militar, aos 18 anos. Era um bom cadete, mas a farda não lhe ficava lá muito bem. Antes de partir para a guerra propôs um lema para o batalhão: “Contrariados, mas vamos!” Quando voltou, vinha decidido a não voltar para a guerra. Queria mudar os ventos da história. Não participou na revolução do 25 de Abril no continente, mas dirigiu as ações do MFA no arquipélago dos Açores, onde estava preso. Está na história da Revolução dos Cravos como personagem de destaque. O coronel da reserva, Vasco Lourenço é o convidado do novo episódio do podcast Geração 40, conduzido por Júlio Isidro. Gosta de jogar Bridge, onde é bastante bom, tendo sido Vice-Campeão Nacional por equipas. Presidente da Associação 25 de Abril. É frontal, não deixa nada por dizer. Polémico e vamos conhecê-lo para além da farda militar, como cidadão do nosso país.See omnystudio.com/listener for privacy information.
-
16
Helena Roseta: “O poder é muito importante e muito necessário mas se há abusos podemos assistir a guerras como as de hoje”
Nasceu em dezembro de 1947, em Lisboa. Estudava muito, era um “bocado machona” e andava sempre “metida em tanta coisa” que deixava tudo para a “última hora”. Queria ser arquiteta e saiu de Belas-Artes com uma nota final de 17 valores. Trabalhou com os melhores, entre eles Nuno Portas e Gonçalo Ribeiro Telles. As questões da habitação sempre habitaram nas suas preocupações e uma tese sobre o tema custou-lhe a experiência de ser presa pela PIDE. Muito nova foi eleita deputada à Assembleia Constituinte e participou neste capítulo histórico que foi a elaboração da nossa Constituição. Era das poucas mulheres no parlamento. Mulher de direita democrata e só esteve quando e onde se sentia bem e realizada. Dirigiu jornais, apoiou Mário Soares à Presidência da República , e acabou por sair do seu partido de origem, o PSD, para ser deputada independente. Professora universitária nas cadeiras de Urbanismo e Cidadania, fundadora da intervenção feminina e dinamizadora do Movimento Sim, pela tolerância no referendo, pela despenalização da interrupção Voluntária da gravidez. Maria Helena do Rego da Costa Salema Roseta é a convidada do novo episódio do Geração 40, conduzido por Júlio Isidro. See omnystudio.com/listener for privacy information.
-
15
Filipe La Féria: "Enquanto vivi em Londres estive sempre a trabalhar, servi muito à mesa. Era empregado num restaurante onde iam os artistas, aquilo para mim era um sonho"
Nasceu em Aldeia Nova de São Bento, no concelho de Serpa, no Alentejo, em maio de 1945, poucos dias depois do fim da Segunda Guerra na Europa. Era o mais novo de seis irmãos de uma família de lavradores e ganadeiros abastados. Todos queriam que estudasse para ser doutor, veio para Lisboa para estudar na Faculdade de Letras, mas o teatro falou mais alto. Passou a frequentar a Escola de Teatro do Conservatório às escondidas da família. Aos 18 anos, estudava e trabalhava na Companhia de Teatro Nacional D. Maria II. Foi assim que começou uma carreira de ator que, passados 12 anos, trocou pela de autor e encenador. O teatro em Portugal tem diversos capítulos com o nome de Filipe La Féria, o convidado do novo episódio do podcast Geração 40, conduzido por Júlio Isidro. See omnystudio.com/listener for privacy information.
-
14
Lídia Franco: “Pela primeira vez não acredito na minha idade. É mentira eu nao tenho 82 anos! Estava no banho e a rir a pensar sobre isso"
Nasceu em Lisboa a 23 de março de 1944. Tinha três anos quando posou para a revista “Modas e Bordados”. Foi crescendo no seio de uma família tradicional e aos 11 anos deu início aos estudos de ballet. É neta da escritora, atriz e responsável pelo teatro radiofónico da Emissora Nacional. Estreou-se em televisão como apresentadora do "Programa Juvenil" da RTP, na companhia de João Lobo Antunes e de Júlio Isidro. Deixou Lisboa porque lhe “faltava o ar” e tinha sonhos maiores. Emigrou com um grande amor que resultou no nascimento do filho Miguel. Lá fora a vida não foi fácil, durante três meses comeu “arroz com ervilhas”. Voltou para Portugal e estreou-se no Teatro Estúdio de Lisboa com a peça "Testemunho Inadmissível". Lutou muito para dar forma e corpo à profissão que escolheu. Foi babysitter e hospedeira de terra da TAP. Pisou palcos de muitas companhias do Teatro de Animação de Setúbal à Barraca, ao Teatro Experimental de Cascais, ao D. Maria II. As participações em televisão são incontáveis. Diz que não há “nada mais sério do que o humor no cinema”. Só se cansa quando não está a trabalhar e aos 82 anos tem “mais trabalho do nunca”. A atriz Lídia Franco é a convidada do novo episódio do Geração 40. Ouça aqui a conversa com Júlio IsidroSee omnystudio.com/listener for privacy information.
-
13
Adriano Jordão: "O piano apareceu lá em casa porque alguém devia dinheiro ao meu avô em casa e pagou o que devia com o piano e em gabardines"
Nasceu em Angola a 18 de Setembro de 1946. Veio com a família para Lisboa com pouco mais de um ano e meio. Aos quatro anos não largava o piano vertical. A paixão pela música cresceu durante o Liceu. Formou-se em Direito, mas a música esteve sempre em primeiro lugar. Tirou o curso de piano no Conservatório Nacional de Música. Em 1969 deu o primeiro concerto profissional no Coliseu Micaelense, em Ponta Delgada, onde comemorou 50 anos de carreira. Como oficial miliciano, esteve nos dias de antes e depois do 25 de Abril, e viveu histórias que um dia deveria escrever. Tem milhares de quilómetros percorridos para se apresentar nas mais prestigiadas salas de todo o mundo. Ganhou prémios em competições nacionais e internacionais. Adriano Jordão, um pianista diplomata, um cidadão do mundo que sente que a vida é muito mais do que um piano é o convidado do novo episódio do Geração 40, conduzido por Júlio Isidro. Ouça aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
-
12
Isabel Ruth: "Quando brincava em criança gostava de ser vendedora de fruta. Gostava das cores, do cheiro, mas nunca tinha pensado ser atriz"
Nasceu em abril de 1940, em Tomar. Todos a conhecemos como o rosto do novo cinema português em “Verdes Anos”, de 1962. Escritora de poesia, desenhadora, pintora, autora e intérprete de canções. Tudo começou aos 5 anos, quando viu uma menina a dançar “em pontas”. Soube que queria ser bailarina, e foi. Viu teatro na televisão e pouco tempo depois estava lá dentro a representar. Viveu em África, ainda criança, passou pelo Oriente, Américas e Europa, voltou para Portugal e fez do cinema ofício. Com 83 anos gravou um disco - “Português Suave”. Isabel Ruth é a convidada do novo episódio do Geração 40 conduzido por Júlio Isidro. Ouça aqui.See omnystudio.com/listener for privacy information.
-
11
Eduardo Barroso: “Depois do pós-guerra estivemos três meses em Goa. Fomos ter com o meu pai, no ano em que houve a invasão, foi nessa altura que o conheci”
Nasceu em Lisboa a 26 de janeiro de 1949. Filho de médico e de engenheira química, seguiu a profissão do pai e é um dos mais reconhecidos cirurgiões na área da cirurgia e ou bio pancreático. Operou três Presidentes da República - o tio, Mário Soares, e o amigo de infância e “irmão” Marcelo Rebelo de Sousa. Frequentou o Externato Lar da Criança e teve de repetir a quarta classe com o amigo Marcelo Rebelo de Sousa. É sócio do Sporting Clube de Portugal desde nascença e nem mesmo quando estudou em Cambridge deixou de pagar as quotas. Com 77 anos é autor de uma vasta obra literária, com diversos livros publicados. Todos conhecemos Eduardo Barroso, um personagem fascinante, polémico e sem papas na língua.See omnystudio.com/listener for privacy information.
-
10
Graça Morais: "Cresci a pôr-me em bicos de pés na janela da minha escola para ver a minha mãe à porta a regar o jardim. Às vezes ia a correr buscar a minha merenda e voltava, em crianças andamos sempre a correr e nem sei bem porquê"
Nasceu em Vieiro, Vila Flor, a 17 de março de 1948. A menina transmontana frequentou a escola primária em Vieiro, em 1955. Sempre quis ser pintora, começou pelos lápis de cor até que um dia o pai lhe ofereceu uma caixa de aguarelas que gastou até ao fim. Com nove anos disse à mãe o que queria ser quando fosse grande e ouviu: “Pintora? Para quê? Os pintores morrem todos à fome”. Viveu em Moçambique dois anos, voltou fez o Liceu em Bragança e desenhou o primeiro de três cenários de teatro da sua carreira: “O Auto da Alma”, de Gil Vicente. Em criança, os serões de Inverno eram passados à lareira a ouvir histórias da guerra civil de Espanha e da Segunda Guerra Mundial. Quando chegava a Primavera fazia colares com malmequeres e no Verão dormia num colchão, na varanda, no meio os avós, para combater o calor. Graça Morais é uma das pintoras mais originais do país. Com a sua arte tocou em todas as artes, desde a pintura nas telas, cenografia, filmes, livros à arte pública. Ouça aqui o novo episódio do podcast Geração 40 conduzido por Júlio IsidroSee omnystudio.com/listener for privacy information.
-
9
Bagão Félix: “Procuro viver a minha velhice de uma forma livre. Não estamos presos ao tempo físico e podemos aproveitar o tempo espiritual. Já não faço fretes nem tenho desculpas”
Nasceu em Ílhavo em abril de 1948. Chegou a Lisboa aos 17 anos para frequentar o Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras. Terminado o curso, fez o serviço militar durante três anos na Marinha Portuguesa. Tem repartido a vida entre o mundo das finanças e o serviço público, foi secretário de Estado nas áreas do Trabalho e da Segurança Social e ministro das Finanças. Sempre encarou essas funções como “missões” no sentido de melhorar a vida dos portugueses. Tem a sua marca em associações de natureza Cívica, Misericórdias, Rede de Cuidadores, Comissão Nacional de Justiça e Paz e Conferência Episcopal Portuguesa para os Assuntos Sociais e Éticos. É autor de diversos livros de reflexão sobre a vida e também sobre botânica, uma das suas paixões. É Benfiquista de corpo e alma e confessa ser o único caso em que, por vezes, não controla as emoções. António José de Castro Bagão Félix é o convidado do novo episódio do Geração 40, conduzido por Júlio Isidro. Ouça aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
-
8
Alice Vieira: "Quando perguntavam às minhas tias o que faziam as sobrinhas elas falavam da médica e depois da Alice que andava 'naquela vida'. Parecia que andava na má vida"
Nasceu em março de 1943. “Saiu” de casa com 15 dias e foi criada por duas tias, a Dona Aurora e a Dona Maria Arminda, ainda hoje vivas. Fez o liceu e formou-se em Filologia Germânica, na Faculdade de Letras de Lisboa. Aos 18 anos, já era jornalista no Diário de Lisboa. Foi numa redação que conheceu o marido e pai dos filhos, o escritor e crítico de televisão Mário Castrim. Passou pelo Diário Popular, Diário de Notícias e Jornal de Notícias, entre outras publicações. Viveu em Paris e foi testemunha do Maio de 1968, onde naquela altura era proibido proibir. Em 1979, lançou o primeiro livro infantil juvenil “Rosa, Minha irmã Rosa”, já traduzido em línguas que nem a própria sabia que existam. Tem uma obra com mais de 80 livros e centenas de visitas as escolas. Vive na Ericeira, e só sai de casa quando a convencem muito bem. Bebe 20 cafés por dia, faz o culto da boa disposição e tem uma gargalhada fresca e reconfortante. A escritora Alice Vieira é a convidada do novo episódio do Geração 40, conduzido por Júlio IsidroSee omnystudio.com/listener for privacy information.
-
7
António Sala: “A primeira coisa que me encantou em Lisboa foram os elétricos, fui pendura dos elétricos e saltar em movimento para fugir do pica bilhetes era uma arte. Não era para todos”
Nasceu em Vilar de Andorinho, em Vila Nova de Gaia, numa manhã cedo do dia 14 de janeiro de 1949. Ainda bebé mudou-se com a família para Oliveira do Douro, onde viveu até aos 10 anos. Depois da separação dos pais, veio para Lisboa e foi na capital que estudou e encontrou a sua vocação na rádio. Foi menino de coro da Igreja, mas mais “malandro” do que certinho. António Manuel Sala Mira Gomes entra na RTP pela “Porta das Canções”, para depois se estrear como apresentador de diversos programas. Quem não se lembra do famoso Vai ou Taxa? Gravou discos, participou no Festival da Canção, publicou o famoso livro “Anedotas de Sala” e conquistou milhares de ouvintes com o programa “Despertar”- um dos casos mais notáveis da história da rádio em Portugal. António Sala é convidado do novo episódio do podcast Geração 40, conduzido por Júlio Isidro. Ouça aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
We're indexing this podcast's transcripts for the first time — this can take a minute or two. We'll show results as soon as they're ready.
No matches for "" in this podcast's transcripts.
No topics indexed yet for this podcast.
Loading reviews...
ABOUT THIS SHOW
Geração 40 é uma conversa com quem nasceu nos anos 40, uma geração que se lembra dos racionamentos e da sombra da II Grande Guerra. Viram um país fechado abrir-se à Europa. Assistiram ao salto do analógico para o digital.Hoje olham de frente para a era da Inteligência Artificial. O mundo transformou-se. Mas será este o futuro que imaginaram?“Geração 40” é uma viagem, entre memórias e desafios do presente, conduzida por Júlio Isidro. O genérico do Geração 40 é composto pela canção portuguesa de 1943 “A Minha Casinha”, estreada pela atriz e cantora Milú no filme “O Costa do Castelo”. Um novo episódio todas as quintas-feiras nos sites da SIC Notícias, SIC e Expresso ou na sua plataforma de podcasts preferida.
HOSTED BY
Júlio Isidro
Loading similar podcasts...