PODCAST · society
Lavando Louça com Sócrates
by Prof. Yuri Sócrates
Entre pratos, copos e crises existenciais, o "Lavando Louça com Sócrates" é, desde 2021, um convite ao pensamento em estado bruto. Aqui cruzamos filosofia e literatura para refletir a existência e seus absurdos cotidianos, com perguntas que insistem em nos acompanhar quando tudo fica mais silencioso.Meu nome é Yuri Sócrates e, por ironia da vida, sou filósofo, historiador e professor. Acredito que pensar é um gesto cotidiano, perigoso e profundamente necessário. Aqui não há promessas de sentido, mas de mergulhos profundos nos dramas e nas banalidades da existência.
Episodes
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#074 "O artista na prisão", por Albert Camus
Famoso pela obra "O retrato de Dorian Gray", Oscar Wilde foi um dos maiores esteticistas do século XIX. Dedicava-se a banquetes, aos cuidados com a própria apresentação e aparência, almejando transformar a existência em uma obra de arte. A vida, porém, foi cruel com Wilde. Acusado de sodomia, o...
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#073 (im)perfeitos
O ser humano ama idealizar a si mesmo, mas não precisa de muito, ao longo da vida, para que os idealismos caiam por terra. Erros, medos, fracassos, apesar de todo o desconforto, aproximam-nos mais da existência do que apenas a realização dos planos pensados do passado. No final das contas, somos...
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#072 "Tempo livre", por Theodor Adorno
Você sabe ser livre durante o seu tempo livre? Ou será que o seu tempo livre está condicionado diretamente pelo seu trabalho e outras funções sociais que desempenha? Esta é uma das questões abordadas pelo filósofo Theodor Adorno, da Escola de Frankfurt, no ensaio "Tempo livre", de 1969. Aprecie a...
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#071 Anestesiados
O livro que você amava parece não encantar tanto. A música que inspirava parece não surtir mais efeito. As séries que assistia parecem ser arrastadas demais. E você não está necessariamente triste, muito menos feliz. Você está anestesiado por um excesso de informações que entorpecem e afastam do...
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#070 "O artista e seu tempo", por Albert Camus
Hoje trago para vocês a leitura de um discurso intenso de Albert Camus, proferido em 1957, na ocasião da cerimônia do Prêmio Nobel de literatura. Intitulada "O artista e seu tempo", a fala do filosófo reflete criticamente o papel do artista e da arte em um mundo fraturado por disputas, conflitos…
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#069 Penumbras
Quanto você mostra de quem você é no seu cotidiano? Quanto você conhece do outro? No mundo do panóptico digital, em que todos nos observamos mutuamente, há pouco espaço para a sombra e para a penumbra. Mas o que seria da vida sem estes espaços de recesso, de silêncio e de introspecção? Para o...
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#068 "Pense na lagosta", por David Foster Wallace
O que o hábito alimentar pode revelar sobre a moralidade de uma pessoa ou de um povo? Como nós, humanos, conseguimos suspender tão habilmente nossos juízos e desconfortos em favor do prazer, do divertimento e, inclusive, do paladar? Essas são algumas das provocações levantadas pelo escritor David...
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#067 O futuro deste podcast
Tudo muda. O mundo mudou. Eu mudei. O podcast também. Espero que pra melhor. A jornada do "Lavando Louça com Sócrates" começou há cinco anos e não tem prazo para terminar, ainda que tudo no universo acabe um dia. Mas chegou a hora de trazer mudanças para este espaço que carrega tanto de quem sou.…
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#066 Da caverna de Platão às cavernas de aço
A comunicação digital nos aprisiona mais do que liberda. As mídias modernas, apesar de suas infinitas possibilidades, limitam nossos conhecimentos e visões de mundo mais do que ampliam. Em outras palavras, da antiguidade clássica aos dias de hoje, nossas tecnologias mudaram e, com elas,...
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#065 O ruído constante e a erosão do ser
Vivemos em uma era de excessos: sons, lugares, objetos, informações e muito mais. Tudo isso gera um ruído constante que abafa o pensamento e anestesia o sujeito. Alimentados apenas por impulsos emocionais e fugazes, dedicamo-nos cada vez menos ao silêncio e à introspeção. O ser é erodido em nome…
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#064 A personalidade autoritária, parte II
O autoritarismo não tem um endereço fixo, até porque não se limita a um ou outro indivíduo. O autoritarismo dialogo, a todo instante, com a subjetividade humana e, principalmente, com a dificuldade que tantas pessoas possuem de se voltar a si mesmas contemplativamente, de compreender as origens e...
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#063 A personalidade autoritária, parte I
Em 1950 o filósofo Theodor Adorno publicou a obra "A personalidade autoritária", em que refletia, à luz de filosofia, sociologia e psicologia, os traços e comportamentos característicos de líderes autoritários e, principalmente, de seus apoiadores. O fenômeno do autoritarismo, para Adorno, não se...
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#062 IAs não produzem arte
O ser humano conhece a si mesmo quando está em contato com o outro. É do outro que chega o "não", que chega o conselho, que chega o desconforto. É o outro, em sua alteridade, que desperta o interesse, a curiosidade e o desejo. As artes, historicamente, são marcadas pela alteridade: trazem...
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#061 A vida não é um projeto
Qual a sua relação com a palavra “desistir”? Vivemos em uma época em que desistir soa como falha moral. Uma sociedade do desempenho, onde tudo precisa virar projeto, meta e entrega. inclusive a própria vida. Neste episódio eu te convido a pensar comigo: e se o problema não for desistir, mas...
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#060 A vida precisa de pausas
É comum vivermos de função em função, de reunião em reunião, de tarefa em tarefa, de semáforo em semáforo. E nesta pressa, nesta fluidez do mundo moderno, estrangulamos aqueles pequenos rituais que dão estabilidade à vida e às nossas identidades. A vida moderna, segundo Byung Chul Han, é uma vida...
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#059 Medo da morte, medo da vida
No episódio de hoje mergulhamos em uma reflexão filosófica que atravessa séculos: a eterna discussão entre viver com qualidade ou simplesmente acumular tempo de vida. Neste diálogo, confrontamos a pergunta: do que você tem mais medo? De morrer ou de viver como se estivesse morto? Venha explorar...
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#058 Existencialismo, parte V: um baile de máscaras
Foi uma longa jornada: da razão kantiana à revolta camusiana. Da crença no progresso à erosão do sentido e ao anúncio de uma liberdade radical. Em nosso cotidiano seguimos fazendo os gestos da existência: somos funções, carreiras, amigos, filhos e muitos outros personagens. Mas quem somos nós?…
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#057 Existencialismo, parte IV: filosofia dos limites
O que significa ser livre? A liberdade tem limites? Se sim, de onde surgem os limites? São exteriores ou interiores à pessoa? Constatar que "a existência precede a essência" é um passo para a liberdade, mas quais os custos reais de ser livre? A filosofia existencialista culmina em uma filosofia…
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#056 Existencialismo, parte III: a existência precede a essência
O copo que você está usando tem um propósito: ele deve levar líquidos até você. E se você utilizá-lo como arma, como peso de papel ou como vaso, ele seguirá tendo um propósito pré-determinado. Mas e você? Qual o seu propósito? Você possui uma essência ou você simplesmente existe, sem um sentido...
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#055 Existencialismo, parte II: e se a vida não tiver sentido?
A pergunta não é “qual o sentido da vida?”, mas “e se a vida não tiver um sentido?” Diante desta pergunta existe uma certeza: a angústia. Este desconforto que habita cada um de nós e que parece nunca silenciar. Neste episódio, a segunda parte da série Existencialismo, exploro as relações de Søren...
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#054 Existencialismo, parte I: a crise da razão kantiana
O Existencialismo questiona não apenas qual é o sentido da vida, mas, principalmente, se a vida de fato tem um sentido. E a partir desta questão incorremos em outra: e se não tiver sentido, por que seguimos? Nesta série de cinco episódios exploraremos a trajetória do Existencialismo: de seus...
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#053 IAs e a ilusão de empoderamento
Não. O ser humano não pensa tão rapidamente quanto acredita pensar. O pensamento demora e leva horas, dias, semanas ou mais tempo. E isso se deve ao fato de que não vivemos apenas pensando, mas experienciando o mundo. E é através da soma entre pensamento e experiência que efetivamente criamos uma...
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#052 Todo amor é platônico
Segundo o mito dos andróginos, os seres humanos estão fadados a vagarem pelo mundo procurando por algo ou alguém que lhe falta. Isto, para Platão, é o amor: uma ausência, um vazio que tentamos preencher. Mas será que esta ausência é algo necessariamente ruim? Ou será que é justamente desta…
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#051 Quais os limites éticos das IAs?
Se eu posso, será que eu devo? Esta é uma das principais perguntas do campo conhecido por "filosofia ética", em que investigamos os alcances e limites das nossas ações, bem como suas repercussões. As inteligências artificiais entraram para este debate recentemente, uma vez que afetam diretamente...
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#050 Quem foi Sócrates?
Todo mundo já ouviu falar da famosa frase “só sei que nada sei”, mas o que ela significa? Além disso, como Sócrates desenvolveu esta linha de raciocínio que levou ao nascimento do que chamamos de filosofia antropológica? Amado por seus discípulos e odiado por muitos cidadãos atenienses, Sócrates...
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#049 Cinco romances filosóficos que destruirão algo em você
Sempre falo que a melhor leitura é aquela que desconforta e que abala algo em nós. E se você acompanha este podcast, imagino que goste daquela dor no peito que vem ao ler uma passagem reflexiva de algum livro, capaz de te fazer repensar a própria vida e suas escolhas. Pois bem, aqui vão cinco…
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#048 O mito de Sísifo
O que é o absurdo? O que é a angústia de perceber que nunca conhecerá definitivamente o mundo ao seu redor ou a si mesmo? Como viver com esta angústia existencial, sem negá-la, sem fugir dela e de suas consequências? Enfim, meus caros ouvintes, um episódio centrado especificamente na obra “O mito...
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#047 Não leve a vida tão a sério
O papo de hoje é só entre titãs: Milan Kundera, Ludwig Wittgenstein, Johan Huizinga e (claro) Albert Camus. Por que? O que tem em comum entre todos estes nomes? Todos trabalharam com carinho o tema do humor e a forma como a ironia, a piada e o absurdo fazem parte do nosso cotidiano. É através do...
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#046 Por que questionamos a vida?
O absurdo pode confrontar qualquer um, em qualquer momento. É a marca humana: perceber a existência e se perguntar sobre ela. Buscar um sentido, um significado objetivo que justifique tudo o que já aconteceu. Mas não importa o quando buscamos este sentido, há sempre um silêncio após a resposta...
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#045 Sobre se sentir sozinho em meio a muitas pessoas
O tédio é o momento em que o indivíduo retorna a si, sendo capaz de conversar consigo mesmo e de fazer juízo do mundo ao seu redor. Mas o que acontece quando vivemos rodeados por distrações, sons e entretenimentos? O que acontece quando nos privamos de pensar sobre o mundo que nos cerca? Recaímos...
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#044 Nietzsche e o eterno retorno
Como você se sentiria se fosse condenado a reviver a sua vida repetidas vezes, com os problemas e as alegrias, com os medos e os sorrisos? Você aceitaria ter que viver novamente tudo o que já viveu? Ou você veria esta condenação como uma horrível punição? Esta pergunta, elaborada por Friedrich...
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#043 A importância de ritualizar a vida
Tem muito pouco na vida que importa. Mas é este pouco que pode trazer algum significado a todo o resto. E sempre que constatamos a brevidade da existência, imediatamente buscamos algum local, alguma pessoa, algum hábito que nos traz segurança. Estes laços que se repetem maquinalmente podem, sim,...
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#042 Graça Infinita
Você consegue imaginar um entretenimento tão perfeito que as pessoas morreriam diante dele, ou cena tão instigante que você trocaria tudo e abdicaria até de quem você é para vê-la? Vivemos todos os dias a Graça Infinita, de uma tal forma que não mais imaginamos nossas vidas sem este colo…
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#041 Angústia: o mais valioso dos sentimentos
“Diante de um precipício, o que mais assusta a pessoa não é a possibilidade de cair.” Esta é uma das descrições mais precisas de um sentimento comum a todos nós: a angústia. Aquele aperto no peito, aquela insegurança diante do imenso leque de possibilidades, aquela dor em pensar no “e se” que a...
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#040 Filosofar é perceber o óbvio
Para que serve a filosofia? “Para NADA”, muitos diriam. “Para aprendermos sobre o passado”, diriam outros. “Para aprendermos sobre ética e moral”, também dizem por aí. Todas estas respostas estão erradas, pois a Filosofia satisfaz a uma sensação muito mais simples (e menos nobre) do que o...
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#039 Relaxe, algumas obras ficarão inacabadas
Eu aposto que você já se sentiu insuficiente, exausto, perfeccionista e até esmagado pelo sentimento e pelas crenças populares de que “você é especial”, “você é capaz de tudo”, “você é incrível” e muito mais. Pois bem, como aqui não é um espaço de coach quântico, mas de filosofia, venha comigo…
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#038 Como o "American Way of Life" te entristece
O que é "felicidade"? Bens, dinheiro, ostentação, poder? Ou será que a definição é muito mais simples do que a materialidade do nosso mundo sugere? Ao longo do século XX, com o avanço do "American Way of Life", a humanidade naturalizou e enalteceu o consumo e a ostentação de bens como o principal...
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#037 Uma carta de amor ao tédio e um tapa na cara do espetáculo
Eu amo o tédio. Amo aqueles momentos em que, aparentemente, não temos nada para fazer e posso, assim, voltar-me a mim, aos meus pensamentos, aos meus sentimentos. No tédio é que posso, enfim, conhecer um pouco mais sobre quem sou e o mundo ao meu redor. A sociedade atual, porém, atua na contramão...
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#036 Viver nunca é fácil: o sofrimento segundo Schopenhauer e Freud
"Viver, naturalmente, nunca é fácil. Continuamos fazendo os gestos que a existência impõe por muitos motivos, o primeiro dos quais é o costume." Hoje analisamos criticamente a conflituosa relação entre a pessoa e o meio, o ator e seu cenário, buscando compreender de que forma encaramos…
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#035 Narcisismo e redes sociais
O maior motor das redes sociais é o narcisismo, influenciado pela busca constante por atenção, likes e compartilhamentos. Este mecanismo, entretanto, não nasceu hoje, mas se aprimorou com o avanço dos smartphones e a popularização da internet. A partir daí levantamos algumas perguntas principais:...
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#034 A arte não é uma opção, mas o único caminho
Arte e filosofia caminham juntas e não haveria de ser diferente. Ambas existem no mesmo vão, no mesmo limiar da vida: o campo da incerteza, da dúvida, da dor e da angústia. A arte comunica sem comunicar, assim como a filosofia responde sem responder. A arte não é uma opção, mas o único caminho...
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#033 Saber viver na dúvida e não precisar de certezas
Quanto mais episódios você ouve, quanto mais livros você lê, quanto mais você conhece, menos você sabe. Parece que quanto mais nadamos, mais distantes nos sentimos de qualquer praia. Será que há uma praia? Será que há um porto seguro? Ou será que a nossa principal constante é, justa e...
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#032 Aprender a morrer é tão importante quanto a aprender a viver
São manuais, regras e padrões, a todo instante, instigando o que devemos fazer para sermos bem sucedidos e bem reconhecidos. São caminhos, métodos e dicas sobre como viver, mas pouco se fala sobre saber respeitar o fim, seja da vida, da experiência ou de um momento específico. O quanto não…
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#031 A nauseante liberdade de uma vida sem sentido
Todos passamos por momentos em que os dias parecem se repetir. Cópias dos dias anteriores. Porém, ainda assim, percebemos gradativamente que algo muda. Olhamos para pessoas, lugares e objetos que nos eram familiares e que parecem ter mudado. Ou será que a mudança está em nós? Esta é a questão...
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#030 Você sabe ficar em silêncio?
Ficar em silêncio não é apenas se calar, mas também desafogar os sentidos a fim de realmente ouvir, ver e tocar. A contemplação e o manuseio são fundamentais para que eros - o desejo e a curiosidade - sejam alimentados. Porém, em uma sociedade barulhenta, sonora e visualmente, desaprendemos o...
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#029 A morte do atemporal na era dos 'trending topics'
Na sociedade do excesso de produtos e informações, tudo pode ser banalizado, inclusive as pessoas e as relações. Diante da suposta necessidade de ter sempre uma opinião pronta sobre tudo ou de participar de toda e qualquer tendência virtual: qual é o espaço dado ao atemporal, àquilo que subsiste…
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#028 A solidão deve ser contemplada
O que o vincula a outro ser humano? O sofrimento e a solidão. Ambos sofrem. Ambos já se sentiram e se sentirão sozinhos. Porém, pergunto a vocês: o quão importante é o sentimento de solidão para a totalidade da vida de uma pessoa? A solidão, o silêncio e a percepção da própria existência (somada…
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#027 A denúncia do anti-intelectualismo na literatura: 1984, Admirável Mundo Novo & Fahrenheit 451
O que há em comum entre as obras 1984, Admirável Mundo Novo e Fahrenheit 451? Dentre outros aspectos, as três denunciam com veemência práticas anti-intelectuais e de desvalorização cultural, ao passo que criticam os maus usos do consumo superficial de informações e suas consequências: alienação,...
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#026 A arte é um ato de revolta
Viver é um ato de revolta, dizia Albert Camus. E a arte é o caminho de revolta que subsiste ao movimento destrutivo da história. Para muitos autores, pintores e músicos o sentimento atribuído à arte é vital, de tal forma que produzir artisticamente nunca foi uma opção, mas a maneira pela qual...
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#025 Contemple a sua melancolia
Hoje eu, Bauman, Han e Adorno perguntamos a você: sabe quando você tem aquele olhar distante pela janela, desejando o silêncio, revivendo em sua cabeça certos momentos e relações? Sabe quando você ama visceralmente? Sabe quando você se vincula na totalidade com algo, alguém ou algum lugar, sem...
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