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Mundioka

O podcast que fala sobre as raízes do que acontece no mundo. Os jornalistas Melina Saad e Marcelo Castilho entrevistam especialistas e personalidades para debaterem assuntos de proporção internacional sob várias perspectivas. De segunda a sexta, cada episódio apresenta um tema diferente desta Terra.

Publisher-supplied feed metadata · PodParley refreshed Jun 29, 2025 · Source feed

  1. 649

    #930 Índia digital: como o país virou referência global em inclusão financeira?

    Na última década, cerca de 500 milhões de pessoas passaram a integrar o sistema de finanças digital da Índia, que virou uma das referências mundiais em infraestrutura pública virtual. A combinação de identificação digital, contas bancárias, pagamentos instantâneos e serviços públicos na rede ampliou o acesso da população ao sistema financeiro e reduziu barreiras para a oferta de benefícios, crédito e outros serviços essenciais. Como Nova Deli conseguiu fazer essa integração financeira de centenas de milhões de pessoas? Quais são os pilares dessa transformação digital? E quais aspectos desse modelo podem ser adotados por outros países do Sul Global para ampliar a inclusão e reduzir desigualdades? Para debater o assunto, conversamos com o jornalista indiano Shobhan Saxena, analista de geopolítica e correspondente do jornal Hindu; e Maria Fernanda Császár, bacharel em relações internacionais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisadora do Núcleo de Avaliação da Conjuntura (NAC), da Escola de Guerra Naval (EGN). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  2. 648

    #929 Entre o Nilo e o Saara: as rivalidades que dividem o Norte da África

    O Norte da África ocupa uma posição estratégica entre o Mediterrâneo, o Oriente Médio e a África Subsaariana, concentrando algumas das disputas geopolíticas mais complexas do mundo. A região abriga o impasse em torno do Saara Ocidental; a histórica rivalidade entre Marrocos e Argélia; a fragmentação política da Líbia após anos de conflito; e a disputa entre Egito e Etiópia pelas águas do rio Nilo. Ao mesmo tempo, seus países exercem papel central na segurança energética e no controle das rotas migratórias, atraindo os interesses de potências globais que disputam corredores comerciais, recursos energéticos e minerais estratégicos. Quais são as principais vulnerabilidades e potencialidades da região? Como essas disputas moldam o equilíbrio de poder no território? Para conhecer mais sobre o Norte de África, conversamos com Sayid Marcos Tenório, historiador, escritor e analista internacional. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  3. 647

    #928 A fatura do conflito: árabes e europeus dividem a conta da guerra contra o Irã

    Os impactos econômicos da guerra contra o Irã começaram a ser sentidos muito além do Oriente Médio. O vice-chanceler e ministro das Finanças da Alemanha, Lars Klingbeil, afirmou que a ofensiva dos Estados Unidos contra o país persa comprometeu a recuperação da economia alemã, reduzindo as expectativas de crescimento para este ano e para o próximo, de acordo com projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo Klingbeil, a escalada do conflito elevou custos, aumentou a insegurança nos mercados e trouxe novos desafios para a maior economia da Europa. Quais países absorveram os maiores impactos econômicos? E quais setores da economia global continuam pagando a conta dessa escalada militar? Para debater o assunto, conversamos com Ali Ramos, graduado em ciência política, pós-graduado em filosofia, estudioso de Ásia, geopolítica, teoria militar e defesa, articulista do portal História Islâmica e idealizador do canal Vento Leste; e Gabriel Mathias Soares, doutor em história social, mestre em estudos árabes pela Universidade de São Paulo (USP) e global fellow na Universidade Habib (Paquistão). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  4. 646

    #927 Arábia Saudita x houthis: a trégua chegou ao fim?

    Após quatro anos de relativa trégua, as tensões voltaram a esquentar entre a Arábia Saudita e os houthis, grupo que governa o Iêmen a contragosto de Riad. O estopim da nova crise foi o ataque de forças sauditas ao aeroporto de Sanaa, impedindo o pouso da delegação iemenita que retornava do funeral de Ali Khamenei, ex-líder supremo do Irã e principal aliado do grupo. A resposta foi imediata: os houthis lançaram uma ofensiva coordenada com drones e mísseis balísticos contra o aeroporto internacional de Abha, em território saudita. Com a escalada da tensão, estaria o Oriente Médio diante da abertura de uma nova frente de conflito? Como isso afeta a guerra dos EUA contra o Irã? Para entender o cenário, recebemos Beatriz Gomes, professora de geopolítica e comentarista da TVT. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  5. 645

    #926 Entre ruínas e sanções: os desafios da reconstrução da Venezuela

    Há algumas semanas, cidades venezuelanas, incluindo Caracas, foram atingidas por terremotos de grande magnitude, que deixaram milhares de mortos e provocaram uma grave crise humanitária. Em meio aos esforços de reconstrução, o país enfrenta um obstáculo adicional: as sanções impostas por países ocidentais, que limitam o acesso a recursos financeiros e ativos no exterior. Recentemente, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, apelou ao rei Charles III, do Reino Unido, pela liberação das reservas de ouro nacionais retidas em Londres, argumentando que os recursos seriam essenciais para a recuperação das áreas afetadas. Como as sanções ocidentais influenciam a capacidade de recuperação da Venezuela? Há discussões sobre a flexibilização dessas medidas por razões humanitárias? E de que forma as maiores reservas de petróleo do mundo podem contribuir para a restauração e a retomada econômica do país? Para responder essas e outras questões, recebemos Jefferson Nascimento, doutor em ciência política pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP/UERJ) e membro do Observatório Político Sul-Americano (OPSA); e Carolina Pedroso, professora de relações internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  6. 644

    #925 Na engrenagem do desenvolvimento: como o NDB impulsiona a África do Sul?

    O Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como "banco do BRICS", aprovou um empréstimo de até US$ 1 bilhão (R$ 5,11 bilhões) para modernizar a infraestrutura de oito municípios metropolitanos da África do Sul. A iniciativa visa melhorar a qualidade de vida urbana e impulsionar o ambiente de negócios local. Além disso, o aporte é um passo crucial para que o país alcance, até 2030, as metas de desenvolvimento sustentável e os objetivos traçados em seu plano nacional de desenvolvimento. Quais outros projetos de infraestrutura já foram financiados pelo banco do BRICS? Como Brasil, Índia e os demais membros têm utilizado esses recursos? Como essas iniciativas entre os países do Sul Global podem contribuir para o avanço da multipolaridade? Para entender o assunto, convidamos Laura Ludovico, advogada especialista em direito internacional público e estudo humanitário diplomático, e diretora de projetos e pesquisa do BRICS+ Tech Forum; e Rafaela Mello Rodrigues de Sá, doutoranda em ciência política da McMaster University (Canadá), mestre em relações internacionais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e pesquisadora associada do Public Banking Project e do Núcleo de Estudos dos Países BRICS (NuBRICS), da Universidade Federal Fluminense (UFF). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  7. 643

    #924 O dragão de farda: a nova aposta chinesa na África

    A China está redesenhando sua estratégia no continente africano, expandindo para o campo da segurança uma influência que era predominantemente econômica. Além do treinamento de militares e policiais, do fornecimento de equipamentos e da cooperação em inteligência, Pequim anunciou que pretende aprofundar a colaboração no controle de armas leves e no fortalecimento das capacidades de segurança dos países africanos. A proposta chinesa é baseada no princípio da não interferência nos assuntos internos, em contraste com o modelo adotado por potências ocidentais. O avanço da cooperação, porém, desperta a atenção de Estados Unidos e Europa, que disputam influência estratégica no continente. Como esses acordos serão implementados? Quais são os impactos geopolíticos dessa parceria sobre o equilíbrio de forças na África? Para entender essa nova aliança, convidamos Vinicius Modolo Teixeira, professor de geopolítica da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat); e João Chiarelli, professor da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), coordenador da Oficina de Estudos sobre a China e o Leste Asiático (OfChiLA), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e pesquisador associado do Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais (Nupri), da Universidade de São Paulo (USP). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  8. 642

    #923 China e Rússia: bodas de prata de uma união que redesenhou o mundo

    Há 25 anos, China e Rússia assinavam o Tratado de Boa Vizinhança, Amizade e Cooperação, que inaugurou uma nova fase nas relações entre Moscou e Pequim. Desde então, a parceria se expandiu para áreas como energia, comércio, defesa e tecnologia, ganhando ainda mais musculatura em 2022, quando os parceiros anunciaram uma amizade "sem limites". Em um quarto de século, essa aproximação ajudou a redesenhar o equilíbrio de poder global e impulsionar a construção de uma ordem internacional mais multipolar. Como esse vínculo evoluiu ao longo das últimas décadas? Quais acordos sustentam essa relação estratégica? E como a cooperação sino-russa impacta a geopolítica contemporânea e o futuro do Sul Global? Para debater o assunto, conversamos com Diego Pautasso, doutor em ciência política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), cocriador do projeto Fios de China, no Instagram, e autor dos livros "A China e a Nova Rota da Seda" e "Quem tem medo da China?". Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  9. 641

    #922 Maré à direita: a onda azul vai redesenhar a geopolítica latino-americana?

    O avanço de governos de direita na América Latina tem levantado dúvidas sobre os rumos da integração, da cooperação política e das relações econômicas entre os países da região. À margem da Cúpula do Mercosul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com os presidentes do Paraguai, Santiago Peña, e da Argentina, Javier Milei, um movimento que tenta contornar possíveis choques de interação entre governos de diferentes orientações políticas. A chamada "onda azul" tende a enfraquecer os projetos de integração latino-americana ou abrir espaço para um novo modelo de cooperação regional? Como governos de diferentes vertentes podem conciliar interesses econômicos e diplomáticos? Para debater o tema, convidamos Regiane Bressan, professora de relações internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); Lier Pires Ferreira, pesquisador do Núcleo de Estudos dos Países BRICS (NuBRICS); e Victor Cabral, doutorando em relações internacionais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  10. 640

    #921 De aliados a inimigos: a perigosa escalada militar entre Islamabad e Cabul

    O aumento da tensão militar entre Paquistão e Afeganistão tem causado apreensão em uma das fronteiras mais instáveis do mundo. Islamabad afirmou ter realizado uma operação terrestre contra grupos armados, baseada em informações de inteligência, enquanto Cabul acusa o vizinho de bombardear áreas civis. O episódio evidencia ruídos nas relações desde a volta do Talibã ao poder, e gera preocupações sobre o risco de um conflito mais amplo na Ásia Central. O que está por trás do aumento das hostilidades? Quais interesses estratégicos e disputas de segurança alimentam essa crise? Para entender os impactos na região, conversamos com João Nicolini, doutor em ciência política e professor de relações internacionais do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP); e Marina Araújo, bacharel (Universidade Federal Fluminense, UFF) e mestranda (Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ) em relações internacionais. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  11. 639

    #920 OTAN no Báltico: segurança nacional x liberdades civis

    A guerra de procuração da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) contra a Rússia vem ganhando novos contornos na região do Báltico, que intensifica exercícios militares, reforça o controle da fronteira e adota medidas preparatórias para cenários de conflito. Em alguns casos, as novas políticas ampliam os poderes do Estado na segurança e promovem restrições que, segundo críticos, podem afetar direitos civis e atingir comunidades russófonas. Ao aderir à russofobia do Ocidente, as iniciativas bálticas podem abrir precedentes de redução de direitos em nome da defesa? Quais os impactos geopolíticos desse cenário? Para discutir o tema, conversamos com Danielle Makio, doutoranda e mestre em relações internacionais pelo Programa de Pós-Graduação San Tiago Dantas, pesquisadora do Centro de Investigação em Rússia, Eurásia e Espaço Pós-Soviético (CIRE). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  12. 638

    #919 Crise migratória na África do Sul: protestos e medo renovam onda de xenofobia

    A África do Sul enfrenta um preocupante ressurgimento das tensões em torno da migração irregular. Após o encerramento do prazo estipulado por grupos anti-imigração para que estrangeiros ilegais deixassem o país, uma onda de protestos tomou conta de diversas cidades. O clima de insegurança fez com que o comércio fechasse as portas e milhares de migrantes abandonassem suas casas, por medo de ataques violentos. Os manifestantes utilizam a presença estrangeira como bode expiatório, responsabilizando gente de fora por problemas estruturais, como desemprego em massa, altos índices de criminalidade e precariedade dos serviços públicos. Sob forte pressão popular, o governo agora é cobrado a realizar deportações. Conseguirá a gestão sul-africana conter a escalada dos protestos sem aprofundar as divisões sociais? O que tem causado os problemas econômicos e de segurança apontados pelos manifestantes? E quais os impactos dessa crise na estabilidade política e na integração regional? Para discutir o tema, recebemos o jornalista Alexandre dos Santos, professor de geopolítica e história do continente africano no Instituto de Relações Internacionais (IRI) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e um dos cooordenadores do Laboratório de Estudos e Pesquisas Interdisciplinares sobre o Continente Africano e as Afro-diásporas (Lepecad); e Barbara Marciano, doutoranda em antropologia da Universidade de Brasília (UnB) e pesquisadora vinculada ao Centro Scalabriniano de Estudos Migratórios (CSEM). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  13. 637

    #918 Hamas fora da administração de Gaza: o que muda no futuro do enclave?

    O Hamas deixou a administração civil da Faixa de Gaza, transferindo essas funções para um novo comitê de gestão. A medida está ligada ao processo de reconciliação entre Hamas e Fatah, e se insere no entendimento firmado pelos dois grupos palestinos em Pequim, que previa a cooperação para uma futura administração unificada. A mudança abre uma nova etapa da governança do território, mas levanta dúvidas sobre seus efeitos práticos. A nova gestão conseguirá acelerar a reestruturação de Gaza? Israel permitirá uma entrada mais ampla de ajuda humanitária e materiais para a reconstrução? E quais devem ser os impactos desse rearranjo político nas negociações por um cessar-fogo duradouro e pelo reconhecimento de um Estado palestino? Para discutir o tema, conversamos com Ualid Rabah, presidente da Federção Árabe Palestina (Fepal); e Andrew Traumann, professor de história das relações internacionais no UniCuritiba. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  14. 636

    #917 Heróis de uns, vilões de outros: o peso da história rachou a frente Ucrânia-Polônia?

    Uma decisão de Vladimir Zelensky abriu uma nova e perigosa crise diplomática com a Polônia, historicamente um dos aliados mais ferrenhos de Kiev na Europa. Ao batizar uma unidade militar em homenagem ao Exército Insurgente Ucraniano, organização nacionalista acusada por Varsóvia pelo massacre de dezenas de milhares de civis poloneses na região da Volínia, durante a Segunda Guerra Mundial, Zelensky tocou em uma ferida histórica profunda. O presidente polonês, Karol Nawrocki, subiu o tom contra a homenagem, desencadeando uma reação em cadeia que culminou na devolução mútua de honrarias e condecorações entre autoridades dos dois países. Essa controvérsia pode desgastar o apoio europeu à Ucrânia? Qual o peso da memória histórica nas relações diplomáticas? Para debater as implicações desse racha, recebemos Tito Lívio Barcellos, geógrafo, mestre em estudos estratégicos de defesa e segurança, e membro pesquisador do Centro de Investigação em Rússia, Eurásia e Espaço Pós-Soviético (CIRE). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  15. 635

    #916 O cerco de Washington: até onde vai a nova ofensiva dos EUA contra Cuba?

    Os Estados Unidos voltaram a elevar a temperatura geopolítica na América Latina, ao ampliar, de forma severa, a pressão sobre Cuba. O secretário de Estado, Marco Rubio, anunciou uma nova rodada de sanções contra cinco entidades estatais cubanas, mirando diretamente o coração financeiro do governo: as empresas ligadas ao conglomerado militar Gaesa. Paralelamente ao cerco executivo, a pressão ganhou um braço jurídico histórico. Uma decisão da Suprema Corte dos EUA abriu caminho para que empresas americanas, como a ExxonMobil, processem Havana por propriedades nacionalizadas após a Revolução Cubana de 1959. As medidas reforçam uma estratégia de endurecimento da política americana em relação à ilha, em um momento de grave crise econômica e energética por parte do governo cubano. Até onde Washington pretende apertar o cerco contra Havana? Quais podem ser os impactos dessas medidas sobre a economia cubana, as relações com parceiros, como Pequim e Moscou, e o equilíbrio geopolítico regional? Para entender o cenário, conversamos com Guilherme Barbosa Pedreschi, advogado público federal e escritor; e Luis Eduardo Mergulhão, professor da rede pública, diretor da Associação Cultural José Martí do Rio de Janeiro (ACJM-RJ). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  16. 634

    #915 BRICS na estante: como a literatura indiana ajuda a compreender um gigante do Sul Global?

    Com uma das tradições literárias mais antigas e diversas do mundo, a Índia transformou sua produção em um retrato de pluralidade cultural, religiosa e linguística. De clássicos, como o "Mahabharata" e o "Ramayana", às vozes contemporâneas de Salman Rushdie, Arundhati Roy, Amitav Ghosh e Vikram Seth, a literatura indiana atravessou fronteiras ao explorar temas como colonialismo, desigualdade, identidade, espiritualidade e democracia. Essas obras, traduzidas para dezenas de idiomas, se tornaram chaves indispensáveis para compreender as transformações desse gigante do BRICS e do Sul Global. Como a literatura contribuiu para a construção da identidade indiana? De que forma seus escritores dialogam com os desafios sociais e políticos do país? Para entender o assunto, conversamos com Cielo Griselda Festino, professora de literaturas de língua inglesa na Universidade Paulista (Unip) e pesquisadora de literatura indiana com foco em Goa. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  17. 633

    #914 O futuro da fronteira: Israel e Líbano conseguirão chegar a um acordo?

    Após décadas de hostilidade e sucessivos confrontos na fronteira, Israel e Líbano voltaram à mesa de negociações, em uma tentativa de reduzir as tensões e avançar em questões de segurança. Entre as principais exigências de Tel Aviv está o desarmamento do Hezbollah, grupo político e militar libanês apoiado pelo Irã. Já Beirute cobra a retirada completa das tropas israelenses do sul do país, o fim dos ataques em território nacional e garantias de respeito à sua soberania. Existe espaço para um acordo duradouro? Que interesses estão em jogo? Para debater as implicações das tratativas, recebemos Murilo Meihy, professor de história contemporânea na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e Najad Khouri, professor de Oriente Médio da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  18. 632

    #913 Efeitos do El Niño e o aquecimento da geopolítica mundial

    Muito além das mudanças no regime de chuvas e temperaturas, o El Niño tem impactos que atravessam fronteiras e influenciam a economia global e a geopolítica. O fenômeno, com impactos que devem se intensificar no segundo semestre deste ano, afeta a produção agrícola, eleva os riscos à segurança alimentar, pressiona os preços das commodities e pode agravar disputas por água e energia. Em países dependentes da exportação de alimentos, como o Brasil, seus efeitos também repercutem sobre o crescimento econômico, a inflação e a balança comercial. Como o El Niño está redesenhando estratégias econômicas e de segurança? O Brasil está preparado para transformar esse desafio climático em uma agenda de resiliência e competitividade? Para debater o assunto, recebemos Cátia Pires Valente, gerente de negócios da Climatempo, atuando na estruturação de projetos estratégicos com governos estaduais e no suporte à Defesa Civil em situações de eventos extremos. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  19. 631

    #912 Novo tabuleiro político do Oriente Médio: onde entra a Síria?

    As recentes declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, de que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não conseguirá neutralizar o Hezbollah apenas pela via militar jogaram os holofotes de volta sobre Damasco. Sob a liderança de Ahmed al-Sharaa, o novo governo sírio, estabelecido após a derrubada de Bashar al-Assad, busca reconstruir suas pontes internacionais e já reabriu canais de diálogo com Washington e potências árabes. Nessa nova arquitetura regional, crescem as especulações sobre a capacidade (e a vontade) de Damasco atuar na contenção do Hezbollah e no controle da fronteira sírio-libanesa. A grande questão é: até que ponto o governo de transição sírio aceitaria se alinhar aos interesses de Washington e Tel Aviv? Uma eventual colaboração empurraria o país para um confronto direto com o grupo xiita ou abriria margem para uma complexa costura diplomática? Para entender esse cenário, convidamos o sírio Adel Bakkour, internacionalista pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), especialista em Oriente Medio e migração; e Muna Omram, escritora, dramaturga e professora da pós-graduação em relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  20. 630

    #911 Crise no Senegal: o que está em jogo?

    Os ventos não têm soprado boas novas a Dacar, que enfrenta um momento de instabilidade política e econômica, colocando à prova a reputação de uma das democracias mais estáveis da África Ocidental. O recente rompimento político entre o presidente Bassirou Diomaye Faye e seu então aliado, o agora ex-primeiro-ministro Ousmane Sonko, agrava uma situação fiscal delicada, marcada pela suspensão temporária do programa de financiamento do Fundo Monetário Internacional (FMI) e pela urgência em reorganizar as contas públicas. Ao mesmo tempo, essa turbulência atinge o país logo após o início da exploração de suas reservas de petróleo e gás natural, recursos vistos como passaporte para consolidar o Senegal entre as principais economias emergentes do continente. Quais serão os impactos reais na solidez democrática e na atração de investimentos? Resta saber também como a comunidade internacional e os mercados acompanharão a capacidade de Dacar em conter a volatilidade. Para discutir o tema, recebemos Natalia Fingermann, professora de relações internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e apresentadora do programa "Viva África"; e Mamadou Alpha Diallo, doutor em estudos estratégicos e mestre em relações internacionais, ambos pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e professor da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  21. 629

    #910 Do grão à engrenagem: como os países podem aproveitar a experiência dentro do BRICS?

    Recém-integrada ao BRICS, a Indonésia pretende usar a cooperação para acelerar a modernização da agricultura, ampliar o acesso a tecnologias, atrair investimentos e fortalecer sua segurança alimentar. O objetivo é aumentar a produtividade, desenvolver sistemas agrícolas mais sustentáveis e avançar na meta de autossuficiência alimentar, considerada uma prioridade. Além disso, durante a reunião ministerial, os países-membros reforçaram o compromisso com a resiliência, inovação e sustentabilidade dos sistemas agroalimentares. Como o BRICS está ajudando a Indonésia nesse processo? Outros países podem seguir por esse caminho? E o Brasil, grande produtor agrícola, poderia fazer o mesmo com a sua industrialização? Para debater o assunto, conversamos com Éden Pereira, professor de história, doutorando em história comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), membro do Grupo de Estudos 9 de Maio e pesquisador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre África, Ásia e Relações Sul-Sul (NIEAAS). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  22. 628

    #909 Peru sob nova ou mesma direção?

    Após uma longa apuração, Keiko Fujimori, líder do partido Força Popular, conquistou a vitória contra Roberto Sánchez, da coligação Juntos pelo Peru, no segundo turno das eleições presidenciais peruanas. O retorno do sobrenome Fujimori ao poder leva o país por um caminho não tão novo, mas fortalece a presença da direita nos governos da América do Sul. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, Keiko assume o comando de uma nação dividida entre aqueles que associam o fujimorismo à estabilidade econômica e aqueles que o relacionam a episódios de autoritarismo e violações institucionais. O que o retorno dos Fujimori representa? Para debater o assunto, convidamos Lucas Berti, mestrando em ciência política no Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), pesquisador do Observatório Político Sul-Americano (OPSA) e do Grupo de Relações Internacionais e Sul Global (Grisul); e Ghaio Nicodemos, pesquisador de pós-doutorado em ciência política pelo IESP, coordenador adjunto do Núcleo de Estudos Atores e Agendas de Política Externa (NEAAPE) e pesquisador do OPSA. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  23. 627

    #908 Ásia assume o centro de gravidade militar e desafia o Ocidente

    Durante décadas, a Europa concentrou boa parte das atenções quando o assunto era segurança internacional. Nos últimos anos, porém, a Ásia passou a ocupar um papel cada vez mais central na dinâmica militar global. Reunindo algumas das maiores potências econômicas e armamentistas do mundo, o continente tem registrado aumentos significativos nos investimentos em defesa. Movimentos claros desse fenômeno já podem ser notados: a China expande aceleradamente suas capacidades navais e tecnológicas; a Índia acelera a modernização de suas Forças Armadas e de sua indústria bélica; e a República Popular Democrática da Coreia e o Paquistão mantêm programas nucleares ativos, e fortes capacidades de dissuasão. Como o fortalecimento das capacidades de defesa asiáticas pode influenciar o equilíbrio de poder internacional? Para debater o assunto, convidamos Thaisa Viana, doutoranda e mestre em relações internacionais pela Univerisade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), pesquisadora do Laboratório de Estudos da Ásia (Lab.Ásia, UERJ), do Laboratório de Ciência de Dados em Relações Internacionais (DataMundi, UERJ) e da curadoria de estudos coreanos da Coordenadoria de Estudos de Ásia (Ceásia), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); e Martha Silveira Nummer, mestranda em relações internacionais e pesquisadora do Lab.Ásia, além de pesquisadora visitante da Fundação Japão. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  24. 626

    #907 Menos pessoas, menos poder? A queda da população pode mudar a geopolítica?

    Durante décadas, o crescimento populacional foi associado ao desenvolvimento econômico e ao fortalecimento das nações. Hoje, porém, um número crescente de países enfrenta o desafio oposto. Como exemplo mais recente, a Índia entrou no grupo de países com fecundidade abaixo da taxa de reposição (2,1 filhos por mulher), acompanhando uma tendência já observada na China, no Japão, na Coreia do Sul e em grande parte da Europa. Mas o que tem levado a essa diminuição? A queda populacional pode alterar a distribuição de poder entre as nações? Quais estratégias os países estão adotando para enfrentar esse dilema? Para entender o cenário, conversamos com Ricardo Cabral, escritor e doutor em história. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.Durante décadas, o crescimento populacional foi associado ao desenvolvimento econômico e ao fortalecimento das nações. Hoje, porém, um número crescente de países enfrenta o desafio oposto. Como exemplo mais recente, a Índia entrou no grupo de países com fecundidade abaixo da taxa de reposição (2,1 filhos por mulher), acompanhando uma tendência já observada na China, no Japão, na Coreia do Sul e em grande parte da Europa. Mas o que tem levado a essa diminuição? A queda populacional pode alterar a distribuição de poder entre as nações? Quais estratégias os países estão adotando para enfrentar esse dilema? Para entender o cenário, conversamos com Ricardo Cabral, escritor e doutor em história. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  25. 625

    #906 O dilema das urnas colombianas, entre o alinhamento com Washington e a integração regional

    A corrida presidencial colombiana protagonizada pelo advogado Abelardo de la Espriella, do Movimento de Salvação Nacional (MSN), e por Iván Cepeda (Pacto Histórico), candidato governista, foi uma das mais turbulentas da América Latina nos últimos anos. Principal aliança dos Estados Unidos na região, Bogotá passou por mudanças durante o governo de Gustavo Petro, que buscou diversificar suas relações internacionais, restabeleceu os laços diplomáticos com a Venezuela e ampliou o diálogo com governos e mecanismos de integração regional. Como o resultado das urnas pode redefinir o posicionamento colombiano em um momento de transformações no cenário internacional, marcado pela disputa por influência entre grandes potências e pelo crescente protagonismo do Sul Global? Em que medida a eleição representa uma mudança nos rumos da política externa colombiana e quais podem ser os impactos sobre o equilíbrio geopolítico da América Latina? Como a nova gestão deve conduzir temas como segurança, migração e cooperação regional? Para debater o assunto, convidamos Andrew Traumann, professor de relações internacionais e autor de "Os colombianos"; e Andrés Londoño, doutor em ciência política e professor de relações internacionais da Universidad de La Salle (Colômbia). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  26. 624

    #905 Panda bonds: a nova fronteira do financiamento brasileiro?

    Pela primeira vez, o Brasil pretende emitir os chamados Panda Bonds, títulos da dívida pública em yuan, moeda oficial chinesa. A iniciativa reflete a estratégia brasileira de ampliar suas fontes de financiamento e aprofundar a cooperação econômica com parceiros estratégicos, em especial a China, principal destino das exportações do país e parceiro no BRICS. Mais do que uma alternativa de caixa, o movimento impulsiona o debate global sobre a descentralização do sistema financeiro e o uso de moedas locais em transações internacionais. Diante disso, que impactos essa medida pode ter na relação sino-brasileira e no posicionamento do Brasil nos mercados globais? Como essa emissão dialoga com as demais propostas de cooperação financeira debatidas no âmbito do BRICS? Para entender o cenário, recebemos Hsia Hua Sheng, professor associado de finanças na Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP); e Marcos Cordeiro, professor de relações internacionais da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre os Estados Unidos (INCT-INEU). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  27. 623

    #904 Cinquenta anos do Levante de Soweto: como a juventude ajudou a derrubar o Apartheid?

    Soweto, África do Sul, junho de 1976. Milhares de estudantes foram às ruas para protestar contra a imposição do africâner nas escolas e contra as políticas de segregação do regime do Apartheid. A repressão policial deixou centenas de mortos e feridos, transformando o episódio em um marco da luta por direitos civis e de resistência ao sistema de discriminação racial institucionalizado no país. Cinquenta anos depois, o Levante de Soweto permanece como um símbolo da mobilização popular e do protagonismo da juventude nos processos de transformação política. Qual foi o impacto desse episódio no enfraquecimento do Apartheid? Como o movimento influenciou a política sul-africana e a luta antirracista em outras partes do mundo? Quais são os legados de Soweto para os debates contemporâneos sobre direitos humanos, educação e igualdade racial? Para comentar o tema, recebemos o historiador Marcos Paulo Amorim, pesquisador visitante do Centro de Estudos em Ciências Sociais sobre os Mundos Africanos, Americanos e Asiáticos (CESSMA, na sigla em francês) e do Instituto Nacional de Línguas e Civilizações Orientais (Inalco), ambos na França; e Laura Ludovico, advogada especialista em direito internacional público e estudo humanitário diplomático, diretora de projetos e pesquisa do BRICS+ Tech Forum. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  28. 622

    #903 Quem tem medo do crescimento asiático?

    Nas últimas décadas, a Ásia se consolidou como o principal centro de crescimento econômico do planeta. Liderada pela China, mas também impulsionada por países como Índia, Vietnã e Indonésia, a região ampliou sua influência comercial, tecnológica e diplomática em escala global. Diante dessa transformação, os Estados Unidos e seus aliados passaram a direcionar cada vez mais atenção estratégica ao Indo-Pacífico, considerado hoje um dos principais centros da disputa geopolítica internacional. Até que ponto existe uma política coordenada para limitar o avanço da China e de outras potências da região? Quais foram os reflexos dessa estratégia até agora? O Ocidente possui capacidade para frear o deslocamento do centro econômico mundial para a Ásia? Para entender o cenário, recebemos Pedro Martins, doutorando em relações internacionais e pesquisador do Laboratório de Estudos da Ásia (Lab.Ásia), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); e Gustavo Alejandro Cardozo, doutor em desenvolvimento regional e pesquisador sênior do Observa China. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  29. 621

    #902 A geopolítica dos 'valores' e o novo Destino Manifesto

    Durante o século XIX, o Destino Manifesto foi uma crença, que ganhou muita força nos Estados Unidos, segundo a qual os americanos acreditavam ter uma missão divina de expansão territorial, levando para outras regiões e outros povos a civilização e o progresso — cumprindo, assim, a vontade de Deus. Hoje, em um cenário marcado por disputa tecnológica, corrida por minerais estratégicos e reorganização das cadeias globais de produção, essa lógica parece renovada. Como o governo dos EUA repagina essa política? Ao enquadrar a competição com potências rivais como uma missão moral, em nome da "ordem democrática", Washington busca garantir que as inovações do futuro ocorram sob sua égide? Como essa narrativa de "missão providencial" ou de "excepcionalismo" tem sido adotada por certos países, como Israel, para legitimar suas ações geopolíticas? Para comentar o tema, recebemos Roberto Moll Neto, professor de história da América da Universidade Federal Fluminense (UFF); e Tatiana Poggi, doutora em história, professora de história contemporânea da UFF e integrante do Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas sobre Marx e o Marxismo (Niep-Marx) e do Laboratório de História Econômico-social (Polis), ambos da UFF. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  30. 620

    #901 A 'guerra às drogas' de Nixon está de volta?

    O presidente norte-americano Richard Nixon, há 55 anos, declarava a "guerra às drogas", uma estratégia que ampliou o combate ao narcotráfico e ao crime organizado e teve impactos profundos na política interna e externa dos Estados Unidos. Ao longo das décadas, a iniciativa foi alvo de debates sobre sua efetividade, seus custos sociais e seus reflexos sobre comunidades vulneráveis. A discussão ganha novos contornos com a possibilidade de os EUA classificarem organizações criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como grupos terroristas. Qual é o alcance jurídico e político dessa medida? Como ela pode afetar as relações entre Brasil e Estados Unidos? Essa estratégia pode criar desafios adicionais para a segurança pública e a soberania dos estados brasileiros? Para esclarecer o tema, convidamos Carlos Frederico Cinelli, professor visitante de direito internacional da Escola Superior de Defesa e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), e porta-voz da intervenção federal no Rio de Janeiro em 2018; e Thiago Rodrigues, professor de relações internacionais do Instituto de Estudos Estratégicos (Inest), da Universidade Federal Fluminense (UFF). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  31. 619

    #900 BRICS Pay já é uma realidade?

    Desde a criação do sistema financeiro internacional, as transações globais têm se concentrado no dólar. Nos últimos anos, porém, países do Sul Global têm buscado alternativas para aumentar sua autonomia e fortalecer o comércio entre si. Nesse contexto, surge o BRICS Pay, uma iniciativa que pretende facilitar pagamentos internacionais em moedas locais, reduzindo custos de transação e a dependência de sistemas tradicionais. Inspirado em experiências de pagamentos instantâneos, como o Pix brasileiro, o projeto acompanha o crescimento da cooperação econômica entre os países do grupo e sua expansão. O BRICS Pay pode alterar a dinâmica do comércio e do sistema financeiro internacional? Quais são os desafios tecnológicos, regulatórios e políticos para sua implementação? Como o Brasil, com a experiência do Pix, pode contribuir para esse avanço? Para comentar o tema, recebemos Matheus Cecílio, doutor em economia política internacional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e Luiz Antonio Joia, professor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape), da Fundação Getulio Vargas (FGV). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  32. 618

    #899 O alcance do Brasil: diplomacia e defesa no entorno africano

    Continente marcado por conflitos internos, disputas por recursos estratégicos e crescente competição entre potências globais, a África voltou ao centro da geopolítica internacional. Estados Unidos, França e Turquia ampliam sua presença política, econômica e militar, enquanto governos locais buscam novos parceiros para enfrentar desafios de segurança e desenvolvimento. Nesse cenário, o Brasil procura fortalecer sua atuação por meio da diplomacia, da cooperação técnica e do multilateralismo, defendendo soluções negociadas para os conflitos e o protagonismo de organismos internacionais. Além dos laços históricos e culturais, Brasília enxerga a estabilidade africana como elemento importante para a segurança do Atlântico Sul, para o comércio internacional e para a construção de uma agenda comum entre países do Sul Global. Mas qual é o alcance real da influência brasileira no continente? Em quais países Brasília mantém iniciativas de cooperação em segurança e defesa? Para debater o assunto, conversamos com o general João Gobert Damasceno, assessor militar da chefia de educação e cultura do Ministério da Defesa, na área de patrimônio histórico e cultural militar. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  33. 617

    #898 Entre doramas, animes e k-pop: a ascensão do soft power asiático

    Em um mundo cada vez mais movido por redes sociais e entretenimento, a cultura se transformou em uma ferramenta estratégica de poder internacional. Países asiáticos como China, Tailândia, Coreia do Sul e Japão ampliaram sua presença global não apenas por meio da economia e da tecnologia, mas também pela exportação cultural. K-pop, doramas, animes, gastronomia, moda, aplicativos e influenciadores digitais passaram a moldar comportamentos, tendências e até percepções políticas em diferentes partes do mundo, especialmente entre os jovens. Como o crescimento da cultura asiática nas redes sociais fortalece o soft power desses países? De que maneira a influência cultural impacta a visão política? Para debater a expansão do soft power asiático, recebemos Emiliano Unzer, professor de Ásia na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES); e Mayara Araújo, professora da Universidade de Estudos Internacional de Zhejiang. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.A contenção da Ásia: a estratégia ocidental para frear o avanço asiático?

  34. 616

    #897 Líbano, um país em eterna reconstrução?

    Enquanto tenta reerguer sua economia, após anos de profunda asfixia financeira, o Líbano se vê diante de uma nova e violenta onda de instabilidade. O país foi atraído para o centro dos confrontos que envolvem Israel, Estados Unidos e Irã, sofrendo com bombardeios frequentes, deslocamentos em massa e destruição de uma infraestrutura que já era precária. Em meio ao fogo cruzado e a incertezas regionais, como o povo libanês sobrevive ao cotidiano da guerra? Quais são os impactos socioeconômicos desse novo capítulo de crise? E como planejar o futuro de uma nação sob constante ameaça? Para entender esse cenário complexo, conversamos com Stefani Costa, jornalista do Opera Mundi. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  35. 615

    #896 Bolívia em ebulição: os cenários para uma crise política em escalada

    Após seis meses da eleição do presidente Rodrigo Paz, a Bolívia tem sido palco de manifestações que reúnem agricultores, caminhoneiros, professores, operários e outras categorias descontentes com as medidas adotadas pelo governo. A inflação elevada, a queda do poder de compra e as dificuldades para estabilizar a economia ampliaram a pressão sobre o novo chefe de Estado, que vê crescer os pedidos por uma renúncia. Diante dessa tensão, La Paz caminha para uma estabilização ou para um aprofundamento da turbulência política e econômica? Como a crise afeta a integração regional e os países vizinhos? Quais são os possíveis cenários para o futuro político do país? Para comentar o tema, convidamos Mario Tito de Almeida, professor de relações internacionais da Universidade Federal do Pará (UFPA); e Ricardo Luigi, geógrafo, internacionalista e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  36. 614

    #895 BRICS na estante: como a literatura russa virou espelho para os dilemas do Sul Global?

    Poucos países exerceram tanta influência sobre a literatura mundial quanto a Rússia. Ao longo dos séculos, escritores como Dostoiévski, Tolstói, Tchekhov, Gogol e Pushkin transformaram romances, contos e poemas em ferramentas para compreender os grandes dilemas da condição humana. Suas obras atravessaram fronteiras, inspiraram gerações de leitores e ajudaram a projetar a cultura russa pelo globo. No Brasil, traduções de referência contribuíram para aproximar o público desse universo literário, tornando acessível uma tradição marcada pela profundidade filosófica, pelos conflitos morais e pela reflexão social. Como a literatura contribuiu para a formação da identidade russa? De que forma esses autores influenciam o pensamento contemporâneo? E quais são as principais reflexões que dialogam com os desafios enfrentados pelos países do Sul Global? Para debater o assunto, conversamos com Irineu Franco Perpétuo, jornalista, crítico musical e tradutor. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  37. 613

    #894 O que leva a França a desembarcar no Quênia?

    O presidente Emmanuel Macron esteve no Quênia para participar da cúpula Africa Forward, evento voltado à ampliação das parcerias entre África e França nas áreas de inovação, tecnologia e infraestrutura. A visita ocorre em um momento de profunda reconfiguração geopolítica: após décadas de hegemonia econômica e militar no continente, especialmente no Sahel, o sentimento anticolonialista cresceu e culminou na expulsão de tropas francesas do Mali, de Burkina Faso e do Níger, entre outras crises. Diante desse vácuo de influência e da ascensão de novos players, encabeçada por China e Rússia, a França se viu obrigada a recalibrar sua rota, aproximando-se dos quenianos. Para entender os impactos do vínculo Paris-Nairóbi, recebemos Lucien Agossou, doutor em relações Internacionais do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro; Vitória França, mestranda em ciência política da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e pesquisadora de Oriente Médio e Norte da África no Núcleo de Avaliação da Conjuntura (NAC), da Escola de Guerra Naval (EGN), e no Centro de Análise de Instituições, Políticas e Reflexões da América, da África e da Ásia (Caipora), da Unirio; e Márcio Sette Fortes, professor de relações internacionais do Ibmec. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  38. 612

    #893 Três meses de guerra: como está a vida no Irã?

    Após o início da ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã, a guerra segue repercutindo dentro e fora do Oriente Médio. Enquanto os governos envolvidos destacam objetivos estratégicos e de segurança, a população iraniana enfrenta os efeitos diretos, que vão desde impactos econômicos e interrupções na rotina até o aumento da insegurança e das incertezas sobre o futuro. Quais foram as principais mudanças no dia a dia dos iranianos? Como a sociedade tem reagido? E qual é o sentimento da população após três meses de perdas, mortes e custos? Para responder a essas questões, vamos conversar com Sheik Ruhollah Shamshiri e conhecer a realidade vivida por quem acompanha a guerra de dentro do país. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  39. 611

    #892 O casamento dos aliados com os EUA ruiu?

    O que leva aliados históricos dos Estados Unidos, como Argentina, Equador e países europeus, a enfrentar pressão inflacionária, tensões regionais, crises políticas e dependências comerciais e militares? A aliança com Washington garante alguma estabilidade econômica e segurança internacional? Em meio à ascensão do BRICS e ao avanço de novas alianças globais, muitos governos tentam equilibrar fidelidade ao Ocidente e sobrevivência interna. Quanto ao Sul Global, o crescimento de grupos multilaterais amplia as possibilidades de autonomia? Para discutir o tema, convidamos Williams Gonçalves, professor de relações internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre os Estados Unidos (INCT-INEU); e Roberto Goulart Menezes, professor de relações internacionais da Universidade de Brasília (UnB). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  40. 610

    #891 Desdolarização agrícola? Os impactos da bolsa de grãos do BRICS no mercado

    Nas últimas semanas, Rússia e Emirados Árabes Unidos intensificaram uma parceria estratégica voltada aos setores de fertilizantes, alimentos e comércio agrícola, ampliando a cooperação. O avanço das negociações inclui o projeto de uma bolsa de grãos do BRICS, iniciativa que busca reduzir a dependência do Ocidente, que define os preços no mercado; e fortalecer mecanismos próprios de articulação do Sul Global. O movimento ocorre em um cenário marcado pelas tensões no estreito de Ormuz, que têm gerado riscos às cadeias logísticas internacionais. A criação do projeto representa um passo concreto rumo à desdolarização no comércio internacional? Como as tensões no Oriente Médio impactam as estratégias energéticas e agrícolas do grupo? Quais os reflexos sobre países importadores de fertilizantes, como o Brasil? Para debater o assunto, conversamos com Wiliander Salomão, professor de direito internacional na Universidade de Itaúna (Uit) e vice-presidente da Comissão de Relações Internacionais da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG); e Pedro Moraes, analista de mercado agrícola na empresa AMR Business Intelligence. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  41. 609

    #890 Sequestro de Maduro completa 150 dias: até onde os EUA querem chegar na América Latina?

    Há 150 dias, a Venezuela vivia um dos episódios mais difíceis de sua história recente. Em 3 de janeiro, uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos em Caracas resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, posteriormente transferidos para uma prisão de segurança máxima no Brooklyn, em Nova York. A ação, justificada inicialmente por Washington como parte do combate ao "narcoterrorismo", desencadeou reações internacionais, abriu uma crise diplomática regional e colocou em xeque debates sobre intervenção estrangeira, soberania e limites da relação estadunidense com países sul-americanos. O atual governo venezuelano exerce soberania real ou atua sob tutela política e militar externa? O que explica o desaparecimento gradual do discurso de "combate ao narcotráfico" utilizado no início da operação? Para entender o assunto, convidamos Carolina Pedroso, professora de relações internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); e Rafael Pinheiro de Araújo, professor do Departamento de História da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e organizador do livro recém-lançado “De Chávez a Maduro: democracia, poder e crise na Venezuela”. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  42. 608

    #889 África: DNA do Sul Global em um continente

    Celebrado no dia 25 de maio, o Dia da África representa um marco para o Sul Global, sobretudo na figura do Brasil, com quem pode renovar suas conexões históricas. A data propicia também o debate da relevância do continente para a formação do mundo. De que forma a projeção africana foi potencializada através da participação em fóruns multilaterais? Para falar desse momento de protagonismo e do vínculo África-Brasil, conversamos com Patrícia Teixeira, professora de história da África na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); e Gustavo de Andrade Durão, analista político e professor do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Sociedade e Cultura da Universidade Estadual do Piauí (PPGSC/Uespi). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  43. 607

    #888 A força do dragão e dos tigres: o que sustenta o império industrial da Ásia?

    A Ásia se consolidou como o principal eixo industrial e econômico global. Esse novo polo é impulsionado por países como China, Japão e Coreia do Sul, além das economias reunidas na Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, na sigla em inglês). A região concentra cadeias industriais estratégicas, liderança tecnológica, infraestrutura em expansão e um mercado consumidor cada vez mais relevante para a economia mundial. Mas o que acelerou esse crescimento nas últimas décadas? Qual foi o papel da China nesse processo? Quais são as projeções para os próximos anos? A ascensão asiática pode redefinir a estrutura de poder global nas próximas décadas? Para comentar a expansão industrial asiática, convidamos Renan Montenegro, professor de relações internacionais da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); e Raphael Maciel, mestre (Universidade de São Paulo, USP) e bacharel (Universidade Federal da Paraíba, UFPB) em relações internacionais. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  44. 606

    #887 Copa para que mundo?

    Faltando poucas semanas para o início da Copa do Mundo, aumentam os questionamentos sobre a capacidade dos Estados Unidos de transformar o torneio em um sucesso de público e audiência. A dificuldade de obtenção de vistos norte-americanos; o aumento no preço das passagens aéreas provocado pela crise do petróleo; e o menor interesse de mercados gigantes, como China e Índia, nos direitos de transmissão do torneio são alguns dos fatores que podem provocar uma baixa na atração pela Copa. Como a política e as tensões internacionais afetam a realização do mundial? Um eventual fracasso pode gerar um desgaste ainda maior para a imagem dos Estados Unidos? E como o esporte tem sido usado como instrumento de influência geopolítica global? Para debater o assunto, recebemos Adriano de Freixo, doutor em história social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professor do Departamento de Estudos Estratégicos e Relações Internacionais do Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (Inest/UFF), onde coordena o Programa de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos (Ppgest) e o Laboratório de Estudos sobre a Política Externa Brasileira (LEPEB). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  45. 605

    #886 A maré da boa sorte e do petróleo virou para a Guiana?

    A Guiana se transformou no polo de exploração offshore que mais cresce no mundo. Com descobertas que superam os 11 bilhões de barris de óleo na bacia Guiana-Suriname, o país deixou de ser uma economia essencialmente agrícola para registrar um crescimento de 40% do PIB. No entanto, conseguirá Georgetown vencer a chamada "maldição do petróleo", quando a dependência excessiva da commodity enfraquece outros setores da economia? Como conciliar riqueza energética e desenvolvimento sustentável? E quais os impactos geopolíticos da ascensão guianense na América do Sul e no Caribe? Para comentar o tema, convidamos Daniel Cavagnari, economista, mestre em políticas públicas e gestão da educação, e coordenador dos cursos de gestão financeira do Centro Universitário Internacional Uninter; e Marcelo Simas, professor de geopolítica das energias na Fundação Getulio Vargas (FGV), na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), ex-executivo da Petrobras e mentor de negócios em energia. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  46. 604

    #885 Novo corredor comercial: a rota do Ártico como alternativa ao caos global

    Em meio às tensões no Oriente Médio e aos riscos crescentes no estreito de Ormuz, o presidente Vladimir Putin voltou a defender uma alternativa estratégica construída pela própria Rússia: transformar o Ártico em uma nova artéria do comércio mundial. A chamada Rota do Mar do Norte surge como uma solução para reduzir a dependência das vias tradicionais, situadas em regiões instáveis e pressionadas por conflitos, além de encurtar o trajeto entre Ásia e Europa. Com investimentos em portos, quebra-gelos e infraestrutura, Moscou aposta no corredor ártico como símbolo de soberania logística e independência econômica. Quais os impactos desse novo caminho no comércio global? Haveria algum tipo de resistência? A Rota do Mar do Norte pode se tornar uma alternativa estratégica para reduzir os gargalos logísticos provocados pelas atuais tensões mundiais? Para debater o assunto, conversamos com Gabriele Hernandez, doutora em estudos estratégicos pela Universidade Federal Fluminense (UFF), pesquisadora do Núcleo de Avaliação da Conjuntura (NAC) e do Centro para Estudos da América Latina e Caribe (CLACS, na sigla em inglês), da Southwest University of Science and Technology; e Letícia da Luz, mestranda em estudos marítimos da Escola de Guerra Naval (EGN) e pesquisadora voluntária do Grupo Economia do MAR (GEM) - Geopolítica e do NAC - Ártico. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  47. 603

    #884 Recalculando a rota: África pode virar alternativa ao petróleo do Oriente Médio?

    As tensões no Oriente Médio e as ameaças ao fornecimento global de energia fizeram o interesse das grandes corporações petrolíferas se voltar para as reservas de petróleo e gás do continente africano, com o objetivo de diversificar os riscos e buscar uma alternativa rápida em caso de bloqueios. Entretanto, grande parte das novas reservas africanas está localizada em águas profundas e ultraprofundas, o que exige tecnologia avançada, altos investimentos e anos de exploração até que a produção alcance escala significativa. O que representa o avanço das petroleiras no continente? As potências ocidentais estão prestes a se apoderar mais uma vez dos recursos naturais africanos, como têm feito há séculos? Para entender o cenário, recebemos Franco Alencastro, mestre em relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  48. 602

    #883 O novo tom do Sul Global: como a amizade sino-russa influencia a ordem internacional?

    Moscou e Pequim deram mais um passo importante em sua cooperação bilateral na última visita do presidente russo, Vladimir Putin, à China. Na ocasião, o mandatário russo e seu homólogo chinês, Xi Jinping, celebraram o 25º aniversário do Tratado de Boa Vizinhança e o 30º aniversário da parceria estratégica, e assinaram ao todo 40 acordos de cooperação. Qual a importância desse encontro para o Sul Global? Como Rússia e China — e o BRICS, de maneira geral — estão se articulando diante da tentativa de aproximação entre Washington e Pequim? Para comentar os desdobramentos do encontro, convidamos Diego Pautasso, doutor em ciência política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), cocriador do projeto "Fios de China" no Instagram e autor dos livros "A China e a Nova Rota da Seda" e "Quem tem medo da China?". Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  49. 601

    #882 EUA com a corda no pescoço?

    A dívida pública dos Estados Unidos ultrapassou oficialmente o tamanho da própria economia do país. Em 31 de março, o débito chegou a US$ 31,27 trilhões (R$ 156,4 trilhões), enquanto o produto interno bruto (PIB) nominal norte-americano acumulado em um ano ficou em US$ 31,22 trilhões (R$ 156,1 trilhões). Mas o que esse número representa na prática? Há relação entre o aumento da dívida, os elevados gastos militares e o atual cenário geopolítico enfrentado por Washington? E como o crescimento do endividamento da maior economia do planeta é percebido dentro e fora do país? Para conversar sobre o tema, recebemos Pedro Allemand Mancebo, pesquisador do Instituto de Relações Internacionais (IRI) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio); e Renan Silva, professor de economia do Ibmec. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  50. 600

    #881 Onda migratória para o vizinho: brasileiros estão vislumbrando eldorado paraguaio?

    O Paraguai vive uma das maiores ondas migratórias de brasileiros dos últimos anos. Para muitos analistas, após firmar um acordo militar com os Estados Unidos que evoca traços de uma dependência quase colonial, o país vizinho se consolidou como a nova meca do neoliberalismo na América do Sul. Essa promessa de livre mercado tem atraído uma leva de brasileiros alinhados à visão norte-americana, que agora busca a cidadania paraguaia. Mas será que essa imagem de eldorado econômico reflete a realidade? E os paraguaios, qual a percepção deles? Para discutir os impactos sociais, econômicos e políticos desse novo fluxo migratório para a região, recebemos Leandro Baller, doutor em história pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD); e Camilo Carneiro, professor de relações internacionais e geopolítica da Universidade Federal de Goiás (UFG). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

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