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Mundioka
by Mundioka
O podcast que fala sobre as raízes do que acontece no mundo. Os jornalistas Melina Saad e Marcelo Castilho entrevistam especialistas e personalidades para debaterem assuntos de proporção internacional sob várias perspectivas. De segunda a sexta, cada episódio apresenta um tema diferente desta Terra.
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#966 Será Cuba a Faixa de Gaza esquecida?
Havana atravessa uma grave crise energética, econômica e alimentar, agravada por décadas de problemas estruturais e pelo impacto das sanções e restrições impostas pelos Estados Unidos. Este ano, Washington ampliou a pressão sobre a ilha, aumentando as restrições ao setor energético e defendendo mudanças políticas. Qual o objetivo norte-americano? Cuba pode se tornar o próximo grande foco de tensão entre Washington e seus adversários na região? Poderia Havana seguir o mesmo destino de Gaza? Para debater o assunto, convidamos Luis Eduardo Mergulhão, vice-presidente da Associação Cultural José Martí; e Ana Prestes, analista internacional e doutora em ciência política pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#965 Quais serão os rumos do BRICS após a cúpula na Índia?
A 18ª Cúpula do BRICS, realizada no fim de semana, em Nova Deli, sob a presidência indiana, acontece em um momento de forte tensão no cenário internacional. O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e a ocasião reuniu líderes como o presidente russo, Vladimir Putin, e o mandatário chinês, Xi Jinping — em sua primeira visita à Índia em sete anos. A presença de Xi ganha peso adicional diante da reaproximação entre China e Índia, após anos de tensões provocadas pelo conflito fronteiriço e a retomada do diálogo. Ao mesmo tempo, a expansão do BRICS para 11 membros deu maior representação ao Sul Global, embora tenham aumentado os desafios para a construção de consensos, especialmente diante da guerra liderada por Israel e Estados Unidos contra o Irã. O BRICS conseguirá transformar seu peso econômico e político em maior capacidade de influência internacional? A aproximação entre China e Índia pode fortalecer o grupo ou evidenciar suas contradições? Para entender o tema, conversamos com João Nicolini, doutor em ciência política e professor de relações internacionais do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP); e Henrique Domingues, diretor executivo da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), diretor do Fórum Internacional de Municípios para América Latina e especialista em integração econômica internacional da Universidade Estatal de Economia de São Petersburgo. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#964 Os 25 anos do 11 de Setembro: o mundo ainda sente as consequências?
Os atentados de 11 de setembro de 2001 não redefiniram apenas a política externa dos Estados Unidos; transformaram profundamente a lógica da segurança internacional. A chamada Guerra ao Terror motivou intervenções militares no Afeganistão e no Iraque, expandiu a presença dos EUA no Oriente Médio e na Ásia Central, e consolidou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) como instrumento central da projeção de poder ocidental. Contudo, décadas de conflitos prolongados e de alto custo desgastaram a liderança de Washington. Esse desgaste coincidiu com a ascensão de uma ordem global multipolar, marcada pelo crescimento da China e pelo retorno da Rússia ao protagonismo geopolítico. Vinte e cinco anos depois, questões cruciais permanecem: a Guerra ao Terror fortaleceu os EUA ou acabou acelerando o declínio relativo de sua influência? Para entender a data e suas consequências, convidamos Marcio Sette Fortes, professor de relações internacionais do Ibmec; e Roberto Goulart de Menezes, professor de relações internacionais da Universidade de Brasília (UnB). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#963 Rússia e Mianmar: uma nova aliança no Sudeste Asiático?
A cooperação entre Rússia e Mianmar ganhou forte impulso após o encontro em Moscou entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o líder mianmarense, Min Aung Hlaing. Os países avançam em projetos de grande escala em áreas como petróleo, gás, energia nuclear, infraestrutura e tecnologia, com destaque para a construção de uma refinaria e para o desenvolvimento estratégico do porto de Dawei. Enquanto Moscou busca expandir sua influência econômica fora do eixo ocidental, Naypyidaw aposta na parceria para atrair investimentos, mão de obra qualificada e cooperação espacial. Mianmar pode se tornar uma nova porta de entrada para os interesses russos no Sudeste Asiático? O que isso revela sobre a reorganização das alianças na região? Para entender o tema, conversamos com Thayná Fernandes, mestre em estudos estratégicos da defesa e da segurança pela Universidade Federal Fluminense (UFF), doutoranda em estudos marítimos da Escola de Guerra Naval e editora adjunta do Boletim Geocorrente, do Núcleo de Avaliação da Conjuntura (NAC); e Matheus Bruno Pereira, mestre em economia política internacional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#962 Sanções contra a Rússia: quem paga a conta da guerra econômica?
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, anunciou uma nova e ampla rodada de sanções contra a Rússia. A ofensiva busca manter a pressão sobre Moscou, mas os impactos prolongados da estratégia geram crescentes debates dentro e fora do bloco. Enquanto a Alemanha e outras nações do continente enfrentam reflexos econômicos e o desafio de substituir a antiga energia russa de baixo custo, a Rússia tem reorientado seu comércio para gigantes asiáticos, como China e Índia. Diante desse cenário, ficam os questionamentos centrais: as sanções ainda são capazes de pressionar Moscou ou estão acelerando a reconfiguração da economia mundial? Para discutir o assunto, convidamos Giovana Branco, doutoranda em ciência política da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora de política russa; e Valdir Bezerra, mestre em relações internacionais pela Universidade Estatal de São Petersburgo. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#961 Nas profundezas há poder? O petróleo que pode mudar o jogo para o Brasil
A recente descoberta de petróleo pela Petrobras no poço exploratório Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, amplia o potencial energético nacional e coloca o Brasil no centro da disputa global por recursos estratégicos. Qual é a importância geopolítica desse achado? O Brasil pode transformar o domínio tecnológico sobre a exploração em águas profundas em uma vantagem? E até que ponto as reservas brasileiras podem influenciar as relações do país com grandes potências? Para debater o assunto, convidamos Leonam Guimarães, doutor em engenharia naval e oceânica pela Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do Comitê Científico e Tecnológico da Amazul; e Lucas Kerr, professor do Programa de Pós-Graduação em Integração Contemporânea da América Latina (PPG-ICAL) da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e pesquisador do Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais (Nupri), da USP. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro (80.5 FM).
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#960 O passo do Irã rumo ao NBD
Integrado ao BRICS desde 2024, o Irã deu um novo passo estratégico ao solicitar sua entrada no Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), presidido por Dilma Rousseff, buscando alternativas frente a fortes tensões geopolíticas. Quais seriam as vantagens para o Irã ao integrar o banco? E, sob severas sanções internacionais, até que ponto o uso de moedas nacionais nas transações comerciais pode ser estratégico para Teerã? Para debater essa adesão, que também passa pelo potencial financiamento para a reconstrução de infraestruturas, o programa recebe Ali Ramos, articulista do portal História Islâmica e idealizador do canal Vento Leste; e Jorge Mortean, doutor em geografia política pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em estudos do Oriente Médio pela Academia Diplomática do Irã. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#959 Reatando laços? O Brasil e a disputa de influência no continente africano
A África ganha cada vez mais centralidade no cenário geopolítico, impulsionada pela disputa global por mercados, minerais estratégicos, energia, alimentos e influência política. Enquanto potências como China, Rússia, Índia, Turquia e países do Golfo ampliam expressivamente sua presença no continente, o Brasil tenta recuperar o espaço perdido e reatar laços históricos. Apesar da retomada recente da agenda africana, o país ainda enfrenta o grande desafio de transformar a proximidade diplomática em uma presença econômica e estratégica mais robusta. Afinal, a África poderá se tornar uma prioridade efetiva na política externa do próximo governo brasileiro? Para entender os rumos dessa relação e o papel do continente no futuro próximo, conversamos com Rômulo Neves, diplomata brasileiro em Ruanda; e Vinicius Zanchin Baldissera, doutorando e mestre em ciência política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e pesquisador assistente do Centro Brasileiro de Estudos Africanos (Cebrafrica). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#958 Entre Washington e Pequim: para onde apontará a bússola da diplomacia brasileira?
O Brasil busca há décadas ampliar seu peso nas decisões internacionais, com a defesa de uma reforma dos organismos multilaterais e de um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU). Diante da disputa entre Estados Unidos e China, do avanço do protecionismo e da reorganização do sistema internacional, onde o próximo governo deve posicionar o país? O Brasil deve manter uma política externa mais ativa e buscar uma maior liderança no Sul Global? A busca por um assento no CSNU seguirá como prioridade, independentemente de quem vencer as eleições? Para debater o tema, conversamos com Natalia Fingermann, professora de relações internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM); e Bruno Mendelski, doutor em relações internacionais, professor visitante de relações internacionais e colaborador no mestrado da Universidade Federal do ABC (UFABC), e pesquisador do Núcleo de Pesquisa sobre Relações Internacionais do Mundo Árabe (Nuprima), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e do Centro de Estudos Árabes e Islâmicos (CEAI) da UFABC. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#957 Para onde vai o Brasil em um mundo em crise?
Em um cenário internacional cada vez mais marcado por rivalidade entre grandes potências, conflitos, disputas comerciais e ameaças à segurança, o próximo governo brasileiro terá de decidir como posicionar o país diante de um mundo em transformação. A crescente tensão entre Estados Unidos e China, as hostilidades no Oriente Médio e a pressão sobre países que buscam maior autonomia estratégica colocam o Brasil no olho do furacão. Diante das ameaças vindas de Washington, estaria na hora de Brasília rever seus investimentos em segurança e defesa? Quais medidas devem ser priorizadas pelo próximo governo? Para entender esses desafios, recebemos Pablo Saturnino Braga, professor adjunto do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e coordenador do Laboratório de Análise Política Mundial (Labmundo); e José Niemeyer, professor de relações internacionais do Ibmec. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#956 América Latina em transformação: qual será o papel do próximo governo brasileiro?
Como maior economia da América Latina, o Brasil terá de lidar com um continente marcado por mudanças políticas, governos de diferentes orientações ideológicas e problemas crescentes de segurança. Em um eventual quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, como os países governados por forças conservadoras, que hoje são maioria na região, se relacionariam com Brasília? Haveria pressão para que o Brasil intensificasse o combate às organizações criminosas, como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC)? A segurança regional poderia se tornar uma das principais pautas da política externa brasileira? Para entender o cenário, convidamos Lier Pires, pesquisador do Núcleo de Estudos dos Países BRICS (NuBRICS), da Universidade Federal Fluminense (UFF); e Robson Valdez, pesquisador do Núcleo de Estudos Latino-Americanos (NEL), da Universidade de Brasília (UnB). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#955 Brasil nas eleições: afastamento ou maior proximidade com o BRICS?
Faltando pouco mais de um mês para as eleições presidenciais brasileiras, o futuro da política externa do país também entra no debate. Entre os principais pontos de atenção está o BRICS, grupo que reúne importantes economias estratégicas e que expandiu expressivamente seu peso geopolítico nos últimos anos. Com a proximidade do pleito, em outubro, surgem as questões: como os principais candidatos ao Planalto pretendem se posicionar sobre o agrupamento? Em caso de alternância de poder, o país estaria disposto a rever sua participação? E, mais do que isso, quais seriam os reflexos políticos, diplomáticos e econômicos de um eventual afastamento brasileiro? Para analisar o assunto, recebemos Fernando Goulart, pesquisador do Núcleo de Estudos dos Países BRICS (NuBRICS), da Universidade Federal Fluminense (UFF); e Bruno de Conti, professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e diretor adjunto do think tank Transforma. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#954 África Austral: do legado colonial ao novo centro de poder global
Do Grande Zimbábue ao fim do Apartheid na África do Sul, em 1994, a história da África Austral é marcada por impérios, colonização, resistência e movimentos de libertação que redesenharam o mapa político da região. As fronteiras herdadas do período colonial e as desigualdades deixadas pela exploração europeia continuam influenciando as relações entre os países e seus projetos de desenvolvimento. Hoje, porém, a região também ocupa uma posição estratégica no cenário internacional. Portos e corredores ferroviários e rodoviários conectam países produtores aos mercados internacionais, enquanto recursos minerais e energéticos ampliam o interesse de grandes potências pela região. Como o passado colonial ainda reverbera na política e na economia da África Austral? Que peso estratégico ela desempenha no comércio? E como seus países estão tentando transformar uma história marcada pela exploração em maior protagonismo internacional? Para conhecer mais sobre a região, recebemos Igor Borges Cunha, analista internacional pela Universidade de Brasília (UnB) e pesquisador do Centro Scalabriniano de Estudos Migratórios (CSEM); e Carlos Mamboza, professor moçambicano e doutorando do Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (Inest/UFF). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#953 Djibuti e Eritreia podem decidir o comércio global?
Dois países pouco conhecidos pela maioria das pessoas ocupam uma posição estratégica capaz de impactar a economia global. Djibuti e Eritreia estão localizados às margens do estreito de Bab al-Mandeb, uma das principais rotas marítimas do planeta, que liga a Ásia à Europa pelo mar Vermelho e pelo canal de Suez. Ataques recentes a embarcações na região mostraram como qualquer instabilidade pode elevar os custos de transporte e seguros, e afetar cadeias de abastecimento. Por que tantas potências mantêm bases militares em uma área tão pequena? Quem disputa influência sobre essas nações? Além disso, como o controle dessa passagem pode redefinir o comércio global? Para analisar o cenário, recebemos Charles Pennaforte, professor de geopolítica e relações internacionais da Universidade Federal de Pelotas (UFPel); e Orlando Mazuze, especialista em relações internacionais, diplomacia e segurança marítima. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#952 Te dou a mão, mas quero um braço: o que está por trás das doações de países ocidentais?
A assistência internacional oferecida pelos países ricos aos mais pobres sofreu uma queda histórica em 2025, puxada pelos Estados Unidos. Os países que integram o Comitê de Assistência ao Desenvolvimento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziram fortemente os recursos destinados a outras nações, principalmente as da África Subsaariana. O corte ocorre em um momento de avanço de movimentos anticoloniais e de defesa da soberania do Sul Global, além do aumento das críticas à influência política e econômica dos EUA e de países europeus sobre nações em desenvolvimento. Historicamente, esses recursos financiam áreas como vacinação, alimentação, saneamento, educação, proteção de refugiados e adaptação às mudanças climáticas, mas até que ponto a chamada "ajuda" internacional também serviu como instrumento de influência e manutenção de dependência? A retração atual é apenas uma mudança nas prioridades dos países ricos ou também reflete uma transformação nas relações entre o Norte e o Sul Global? Para analisar o assunto, convidamos Ricardo Caichiolo, professor de relações internacionais do IBMEC Brasília; e Gustavo Pessoa, professor de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) e pesquisador de riscos no sistema financeiro. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#951 Entre o escudo e a espada: até onde vai o poder dos EUA na América Latina?
Antes mesmo de assumir a presidência da Colômbia, Abelardo de la Espriella já sinalizava um estreitamento com os Estados Unidos ao defender a adesão do país ao Escudo das Américas, iniciativa de cooperação militar liderada por Washington sob o argumento de fortalecer o combate ao narcotráfico e ao crime organizado. A proposta coloca em xeque um debate antigo da região: onde termina a parceria em segurança e começa a influência geopolítica da Casa Branca? Em um cenário de disputa entre grandes potências, expansão de organizações criminosas transnacionais, pressão migratória e novas ameaças cibernéticas, a criação de uma estrutura de segurança liderada por Washington pode redefinir as relações militares entre os países latino-americanos? Até que ponto a aproximação com os EUA pode afetar a soberania e a política externa da Colômbia? Para entender o cenário, conversamos com Yasmim Abril Reis, doutoranda em relações internacionais do programa de pós-graduação San Tiago Dantas e pesquisadora do Observatório Político dos Estados Unidos (OPEU); e Victor Cabral, professor doutor em relações internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC Campinas). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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633
#950 Quem tem medo da ciência chinesa?
Os Estados Unidos ampliaram as restrições a instituições científicas chinesas, incluindo universidades de grande prestígio, como a Fudan e a Jiao Tong de Xangai, integrantes da chamada Liga C9 (grupo das principais universidades chinesas, frequentemente comparado à Ivy League norte-americana). Em meio à disputa comercial e tecnológica entre as duas superpotências, Washington busca limitar o acesso de Pequim a tecnologias estratégicas e dificultar o avanço de sua produção científica. Para analisar esse cenário, recebemos Evandro Menezes de Carvalho, professor da Universidade Politécnica de Macau e professor de direito internacional da Universidade Federal Fluminense (UFF). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#949 África Central: o coração mineral do mundo
No coração do continente, de que maneira a engrenagem geopolítica da África Central molda os países da região? Marcada pelo clima equatorial e tropical, por uma rica rede hidrográfica e pela diversidade étnica e de recursos ambientais, a área central da África vive entre instabilidades e investimentos. Para conversar sobre a importância da região não só para o continente, mas para o mundo, recebemos Lucinéia Rosa dos Santos, advogada, doutora e professora de direitos humanos da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP); e Camila Andrade, doutora em ciência política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mestre em relações internacionais pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com pesquisa de campo em Ruanda, e research fellow no Institute for Pan-African Thought and Conversation (IPATC), da Universidade de Joanesburgo. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#948 Como o acordo de Irã e Omã enfrenta a sombra dos EUA no estreito de Ormuz?
O entendimento diplomático e técnico alcançado entre Irã e Omã para estruturar um mapa de rotas de navegação no estreito de Ormuz representa uma tentativa crucial de redefinir o controle de um dos corredores energéticos mais vitais do planeta. A articulação bilateral busca estabelecer canais seguros de trânsito comercial em meio a um cenário de forte instabilidade geopolítica e pressões cruzadas de Washington. O que esse acordo representa para a região? Para debater o tema, conversamos com João Gabriel Fischer Morais Rego, doutorando em ciências militares da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), pesquisador do Núcleo de Avaliação da Conjuntura (NAC) e membro do Núcleo Brasileiro de Estratégia e Relações Internacionais (Nerint); e Marina Araujo, pesquisadora do NAC. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#947 A sucessão de Guterres: os desafios e o rumo da ONU
Pela primeira vez em uma década, a Organização das Nações Unidas (ONU) vai ter um novo secretário-geral. António Guterres encerrará seu segundo mandato como secretário-geral da ONU em 31 de dezembro. Seis candidatos disputam a sucessão, e quem sair vitorioso terá uma tarefa difícil, em meio a questionamentos cada vez mais intensos sobre a relevância, o poder e a capacidade financeira da organização. O candidato vencedor será escolhido pela Assembleia Geral da ONU, mediante recomendação do Conselho de Segurança — cujos membros permanentes são China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos —, tornando o caminho até a vitória estreito e repleto de obstáculos. Quem vai conseguir recuperar o prestígio da ONU? Para conversar sobre a sucessão de Guterres, recebemos Rafael Pons Reis, doutor em sociologia política pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), mestre em relações internacionais pela Universidade Federal de Rio Grande do Sul (UFRGS) e professor do curso de bacharelado em relações internacionais no Centro Universitário Internacional (Uninter); e Maria Eduarda Lacerda Rodrigues, internacionalista e criadora do Internacionalismos, plataforma de conteúdo sobre relações internacionais, geopolítica e política internacional. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#946 Colômbia e aliados: socorro seletivo?
Como o aceite de ajuda seletiva da Colômbia dá um norte da política externa do novo governo? Após o terremoto de magnitude 7,4, a decisão de permitir equipes de busca e resgate apenas de Estados Unidos, Israel, Equador e El Salvador evidencia que, mesmo em crises humanitárias, a soberania e as alianças estratégicas moldam a política externa, priorizando parceiros de longa data e afinidades político-ideológicas em detrimento de uma cooperação multilateral. O que isso diz sobre a atuação diplomática do novo governo colombiano? É comum tratamentos desse tipo em casos de crise humanitária? Para conversar sobre as implicações da ajuda seletiva na Colômbia, recebemos Eduardo Gomes, professor do Centro Universitário Serra dos Órgãos (Unifeso), doutor em história pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e especialista em história da Colômbia; e Matheus Petrelli, pesquisador do Observatório Político Sul-Americano (OPSA) e mestrando em economia política internacional da UFRJ. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#945 Rússia pode ajudar o Brasil a reduzir dependência ocidental?
Parceiros de longa data, Brasília e Moscou discutem a expansão de sua cooperação no setor de defesa. Com forte tradição tecnológica na área, a Rússia surge como uma alternativa para ajudar o Brasil a aprimorar suas capacidades militares e diminuir a dependência de fornecedores ligados à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). O tema esteve no centro da recente visita ao país do assessor russo Nikolai Patrushev, que se reuniu com o comando da Marinha brasileira e com Celso Amorim, assessor especial da Presidência. Diante desse cenário, surgem questionamentos cruciais: como se daria essa parceria na prática? O Brasil estaria disposto a redobrar investimentos em defesa após episódios de atrito diplomático com os Estados Unidos? Quais são as reais possibilidades de cooperação tecnológica e estratégica entre as duas nações? Para responder essas e outras questões, convidamos Juliana Zaniboni, doutoranda em estudos estratégicos pela Universidade Federal Fluminense (UFF); e Vinicius Modolo Teixeira, professor de geopolítica na Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#944 África Oriental: onde rotas, recursos e potências se encontram
A África Oriental ocupa uma posição estratégica no tabuleiro geopolítico mundial. Além de concentrar alguns dos conflitos mais complexos do continente, a região abriga o Chifre da África e o estreito de Bab al-Mandeb, uma das principais rotas marítimas do planeta, por onde passa parte significativa do comércio entre a Europa e a Ásia. Ao mesmo tempo, disputas pelo controle de recursos hídricos, especialmente as águas do rio Nilo, tensões políticas e conflitos armados em países como Somália, Sudão do Sul e Etiópia se somam à crescente presença de potências que disputam influência econômica, política e militar. Como esses choques moldam o futuro da região? Quais são os interesses das potências envolvidas? E por que a África Oriental se tornou um dos principais centros da competição geopolítica global? Para conhecer mais a região, convidamos Jacqueline Wahbeh, pesquisadora e professora de história, mestre pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#943 Para além de Washington: como o Acordo de Meca redefine a geopolítica do golfo Pérsico?
Arábia Saudita, Turquia e Paquistão firmaram o Acordo de Defesa Mútua de Meca, que estabelece que um ataque contra qualquer um dos signatários equivalerá a uma agressão a todos. O pacto unifica o poder financeiro saudita, a indústria militar turca e a força bélica paquistanesa, refletindo o desgaste da confiança nas garantias de segurança dos Estados Unidos e a busca por maior autonomia no golfo Pérsico. Ao funcionar como um escudo de dissuasão coletiva, a aliança altera o equilíbrio de poder regional, gerando forte desconfiança no Irã, devido ao cerco geopolítico, e preocupações na Índia, pela aproximação militar do Paquistão. De que maneira essa cooperação integrada promete conferir maior estabilidade operacional e capacidade de resposta rápida na proteção de artérias vitais do comércio global, como o estreito de Ormuz e o mar Vermelho? Para conversar sobre as implicações do acordo, recebemos Najad Khouri, professor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME) e sócio fundador do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre o Oriente Médio (GEPOM); e Dominique Marques, professora de relações internacionais, doutora em economia política internacional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisadora do Laboratório de Estudos da Ásia (LabÁsia), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#942 Do petróleo ao átomo: o que está por trás do acordo entre EUA e Arábia Saudita?
A relação entre Washington e Riad ganhou um novo capítulo com um acordo de cooperação nuclear que pode transformar a parceria estratégica entre os dois países. O entendimento levanta questões sobre o futuro do programa atômico saudita, os limites da transferência de tecnologia e a disputa de influência no Oriente Médio. Essa aproximação pode ser vista como uma jogada para conter a presença de China e Rússia na região? A Arábia Saudita pretende usar o programa nuclear para desenvolvimento energético ou como uma ferramenta de poder geopolítico? Para debater o assunto, conversamos com Eduardo El-Hader Fantini, pesquisador de Oriente Médio no Núcleo de Avaliação da Conjuntura (NAC), da Escola de Guerra Naval (EGN); e Maria Clara Schneider, pesquisadora de Oriente Médio e Norte da África do mesmo núcleo. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#941 Ameaça à paz uruguaia? O que está por trás do aumento de homicídios no país?
O Uruguai registrou cerca de 195 homicídios no primeiro semestre de 2026, o maior número para o período desde 2018, representando um aumento de 6,6% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, segundo dados do Ministério do Interior. Embora os índices permaneçam inferiores aos de outros países da América Latina, o avanço da criminalidade chama atenção, em uma nação historicamente reconhecida como uma das mais seguras da região. O Uruguai corre o risco de seguir a trajetória de violência observada em outros vizinhos latino-americanos? O crescimento dos homicídios está ligado a fatores internos ou à dinâmica regional do crime? E de que forma esse cenário pode influenciar o governo de Yamandú Orsi e fortalecer a oposição? Para debater o tema, recebemos o historiador Daniel Osowicki, doutorando da Universidade de São Paulo (USP); e João Estevam, professor de relações internacionais da Universidade Anhembi Morumbi. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#940 Novo motor do Sul Global? O fortalecimento da sinergia entre Brasil-Índia
A parceria estratégica entre Brasília e Nova Deli ainda é pouco conhecida pelo grande público, mas surge como um vetor crucial para mitigar os impactos de tarifas protecionistas e instabilidades globais. Recentemente, missões ministeriais com foco em defesa, tecnologia e indústria simbolizaram um avanço decisivo do Sul Global na diversificação de mercados e na busca por autonomia geopolítica. Atualmente, essa relação bilateral é sustentada por pilares tradicionais e de alto impacto que continuam a despontar: o agronegócio, o fornecimento de insumos farmacêuticos, o setor de energia e as tecnologias da informação. Como essa parceria garante estratégia e soberania para ambos os países? Para comentar o assunto, convidamos Marianna Albuquerque, professora do Instituto de Relações Internacionais e Defesa (IRID), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e Eduardo Mangueira, doutorando em relações internacionais, especialista em Índia e pesquisador do Boletim Geocorrente, do Núcleo de Avaliação da Conjuntura (NAC), da Escola de Guerra Naval (EGN). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#939 O que a nova aliança com a Coreia do Sul representa para o mercado brasileiro?
Brasília e Seul assinaram novos instrumentos de cooperação nas áreas de comércio, tecnologia e inovação. O que os acordos assinados representam para a economia do Brasil? Quais setores devem ser os principais beneficiados? E como o fortalecimento dos laços com a Coreia do Sul se insere na estratégia brasileira de diversificar mercados e ampliar sua presença na Ásia? Para debater o assunto, recebemos Nicole Almeida, bacharel em relações internacionais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com passagem pela Universidade Hankuk de Estudos Estrangeiros (HUFS, na sigla em inglês), da Coreia do Sul, e pesquisadora de migração e relações de trabalho no país asiático; e Carlos Gorito, bacharel em relações internacionais, colunista e apresentador de TV na Coreia do Sul. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#938 Algoritmo é poder: a nova corrida pela inteligência artificial
A corrida pela liderança em inteligência artificial ganhou um novo capítulo após o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmar que Washington poderá impor sanções a modelos chineses de IA caso seja comprovado o uso de propriedade intelectual norte-americana em seu desenvolvimento. Como esse embate pode afetar as relações entre Washington e Pequim, e a governança global da ferramenta? E por que a liderança em IA se tornou um dos principais ativos geopolíticos do século XXI? Para debater o assunto, conversamos com Thomas Bellini Freitas, advogado, mestre em direito, doutorando em direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), pesquisador visitante da Universidade de Tuebingen (Alemanha) e autor do livro "Inteligência artificial e responsabilidade humana"; e Henrique Carlos de Castro, professor de ciência política e relações internacionais da UFRGS. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#937 Geopolítica em atrito: o novo capítulo da crise diplomática entre EUA e Brasil
A recente revogação do visto de Maria Luiza Viotti, embaixadora do Brasil em Washington, representa um grave aprofundamento na crise bilateral entre as duas nações. Diante de um histórico de desgaste que se arrasta há um ano, evidenciado pela imposição de sanções e retaliações econômicas, o atual episódio explicita a estratégia de pressão de Washington sobre Brasília. Tal deterioração das relações diplomáticas tem se desdobrado em uma conjuntura crítica, caracterizada por um panorama regional volátil e pela proximidade do ciclo eleitoral brasileiro. Para conversar sobre o aumento da tensão diplomática, recebemos Williams Gonçalves, professor de relações internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre os Estados Unidos (INCT-INEU); e Roberto Goulart Menezes, professor de relações internacionais da Universidade de Brasília (UnB) e pesquisador do mesmo grupo. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#936 Crise além da fronteira: tensão com o Brasil pressiona governo argentino?
A visita do presidente argentino, Javier Milei, ao Brasil segue provocando desdobramentos políticos e diplomáticos. As críticas direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes e ao governo Lula geraram forte repercussão não apenas em Brasília, mas também no cenário interno argentino. No país vizinho, empresários, setores do mercado financeiro e veículos de imprensa questionaram a condução da viagem e os riscos econômicos decorrentes do desgaste na relação bilateral. Paralelamente, Milei enfrenta investigações sobre o uso de recursos públicos na agenda cumprida em solo brasileiro, além de lidar com a vulnerabilidade política em meio à queda de popularidade e à persistente crise econômica. Como a tensão com o Brasil prejudica o governo argentino? Quais podem ser os impactos sobre a política externa e a economia do país? Para analisar o cenário, convidamos Flávia Loss, professora do Instituto Mauá de Tecnologia; e Beatriz Bandeira de Mello, doutora em relações internacionais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#935 BRICS na estante: como a literatura sul-africana ajudou a projetar o país para o mundo?
A literatura africana ocupa um lugar central na construção das identidades culturais do continente e na forma como suas nações são compreendidas internacionalmente. Marcada por uma profunda diversidade de povos, línguas, trajetórias coloniais e processos de independência, a produção literária africana reúne vozes que retratam desde os impactos do colonialismo e as lutas de libertação até os desafios contemporâneos da democracia, dos direitos humanos e do desenvolvimento. Com a literatura sul-africana não poderia ser diferente. Diversos autores do país transformaram suas obras em importantes instrumentos de reflexão sobre justiça, memória e direitos humanos, conquistando reconhecimento mundial e ampliando a presença da cultura sul-africana no cenário internacional. Como a literatura ajudou a construir a imagem da África do Sul no exterior? Quais autores são indispensáveis para compreender o país? E de que forma essas obras dialogam com os desafios enfrentados pelos países do Sul Global? Para a debater o tema, conversamos com Aza Njeri, doutora em literaturas africanas e professora do Departamento de Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#934 A grande disputa do Sahel: o futuro do poder e das finanças na África Ocidental
A parte ocidental da África se tornou um dos principais tabuleiros da disputa geopolítica mundial. Rica em recursos estratégicos, como ouro, urânio e lítio, a região desperta o interesse de grandes potências, ao mesmo tempo em que enfrenta crises de segurança, golpes de Estado e expansão de grupos armados no Sahel. Paralelamente, governos locais vêm acelerando um processo de descolonização política e econômica, reduzindo a influência histórica da França e buscando novas parcerias internacionais. Quem disputa espaço na África Ocidental? Quais interesses estão em jogo? E como essas mudanças podem redesenhar o equilíbrio de forças no continente africano? Para comentar o cenário, convidamos Alexsander Gebara, professor de história da África da Universidade Federal Fluminense (UFF); e Luísa Barbosa Azevedo, mestranda em relações internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pesquisadora de África Subsaariana no Núcleo de Avaliação da Conjuntura (NAC). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#933 Novo premiê, velhos desafios: o que espera Andy Burnham?
Após anos de instabilidade política, troca constante de primeiros-ministros e dificuldades econômicas, o Reino Unido inicia uma nova fase com Andy Burnham. Ex-prefeito de Manchester, o trabalhista de 56 anos foi escolhido para suceder Keir Starmer como premiê após conquistar uma cadeira no parlamento em uma eleição suplementar, etapa necessária para disputar a liderança do partido. Burnham quer focar o fortalecimento dos serviços públicos, a descentralização do poder e a reconstrução da confiança da população nas instituições. Contudo, essas medidas serão suficientes para estabilizar o cenário político britânico? O que muda na relação do Reino Unido com a Europa, os Estados Unidos e o restante do mundo? Para analisar esse novo momento da política britânica, recebemos Tomaz Paoliello, professor de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP); e José Renato Ferraz, professor de relações internacionais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#932 Síria quer Israel fora: há caminho para recuperar as Colinas de Golã?
O presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, voltou a condenar as operações militares israelenses em território sírio, afirmando que elas representam uma ameaça à estabilidade regional. No centro da disputa estão as Colinas de Golã, ocupadas por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967, e posteriormente anexadas por Tel Aviv, uma medida que não é reconhecida pela maior parte da comunidade internacional. Enquanto a Síria reafirma sua reivindicação sobre o território, Israel considera a região estratégica para sua segurança nacional. Há espaço para uma solução diplomática? Como essa demanda se relaciona com a aproximação entre Síria e Estados Unidos? Para debater o assunto, recebemos Karina Calandrin, professora de relações internacionais do Ibmec; e Ramez Philippe Maalouf, especialista em história das relações internacionais, e mestre e doutor em geografia humana pela Universidade de São Paulo (USP). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#931 Crise energética no Equador: reaproximação com a Colômbia será suficiente?
Dependendo majoritariamente de geração hidrelétrica, a matriz energética equatoriana torna o país altamente vulnerável a variações climáticas. Com as secas agravadas pelo fenômeno El Niño, o Equador viu o nível de seus reservatórios diminuir drasticamente, o que levou a apagões prolongados, de até 14 horas por dia. Para evitar um colapso energético, Quito precisou recorrer à importação de eletricidade de Bogotá. No entanto, as relações bilaterais se deterioraram após o presidente equatoriano, Daniel Noboa, impor tarifas de 30% sobre produtos colombianos, sob a justificativa de falta de cooperação de Bogotá no combate ao narcotráfico na fronteira. Em resposta, a Colômbia suspendeu as exportações de energia ao Equador, aprofundando a crise no abastecimento elétrico. Agora, com a chegada de Abelardo de la Espriella na Casa de Nariño, cresce a expectativa pela retomada da cooperação. A integração energética sul-americana poderia ser a chave para aumentar a resiliência da região diante de crises climáticas e tensões diplomáticas? Para entender o assunto, convidamos Ghaio Nicodemos, coordenador adjunto do Núcleo de Estudos Atores e Agendas de Política Externa (NEAAPE) e pesquisador de pós-doutorado do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); e Juan Agulló, professor e pesquisador de economia, sociedade e política da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#930 Índia digital: como o país virou referência global em inclusão financeira?
Na última década, cerca de 500 milhões de pessoas passaram a integrar o sistema de finanças digital da Índia, que virou uma das referências mundiais em infraestrutura pública virtual. A combinação de identificação digital, contas bancárias, pagamentos instantâneos e serviços públicos na rede ampliou o acesso da população ao sistema financeiro e reduziu barreiras para a oferta de benefícios, crédito e outros serviços essenciais. Como Nova Deli conseguiu fazer essa integração financeira de centenas de milhões de pessoas? Quais são os pilares dessa transformação digital? E quais aspectos desse modelo podem ser adotados por outros países do Sul Global para ampliar a inclusão e reduzir desigualdades? Para debater o assunto, conversamos com o jornalista indiano Shobhan Saxena, analista de geopolítica e correspondente do jornal Hindu; e Maria Fernanda Császár, bacharel em relações internacionais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisadora do Núcleo de Avaliação da Conjuntura (NAC), da Escola de Guerra Naval (EGN). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#929 Entre o Nilo e o Saara: as rivalidades que dividem o Norte da África
O Norte da África ocupa uma posição estratégica entre o Mediterrâneo, o Oriente Médio e a África Subsaariana, concentrando algumas das disputas geopolíticas mais complexas do mundo. A região abriga o impasse em torno do Saara Ocidental; a histórica rivalidade entre Marrocos e Argélia; a fragmentação política da Líbia após anos de conflito; e a disputa entre Egito e Etiópia pelas águas do rio Nilo. Ao mesmo tempo, seus países exercem papel central na segurança energética e no controle das rotas migratórias, atraindo os interesses de potências globais que disputam corredores comerciais, recursos energéticos e minerais estratégicos. Quais são as principais vulnerabilidades e potencialidades da região? Como essas disputas moldam o equilíbrio de poder no território? Para conhecer mais sobre o Norte de África, conversamos com Sayid Marcos Tenório, historiador, escritor e analista internacional. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#928 A fatura do conflito: árabes e europeus dividem a conta da guerra contra o Irã
Os impactos econômicos da guerra contra o Irã começaram a ser sentidos muito além do Oriente Médio. O vice-chanceler e ministro das Finanças da Alemanha, Lars Klingbeil, afirmou que a ofensiva dos Estados Unidos contra o país persa comprometeu a recuperação da economia alemã, reduzindo as expectativas de crescimento para este ano e para o próximo, de acordo com projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo Klingbeil, a escalada do conflito elevou custos, aumentou a insegurança nos mercados e trouxe novos desafios para a maior economia da Europa. Quais países absorveram os maiores impactos econômicos? E quais setores da economia global continuam pagando a conta dessa escalada militar? Para debater o assunto, conversamos com Ali Ramos, graduado em ciência política, pós-graduado em filosofia, estudioso de Ásia, geopolítica, teoria militar e defesa, articulista do portal História Islâmica e idealizador do canal Vento Leste; e Gabriel Mathias Soares, doutor em história social, mestre em estudos árabes pela Universidade de São Paulo (USP) e global fellow na Universidade Habib (Paquistão). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#927 Arábia Saudita x houthis: a trégua chegou ao fim?
Após quatro anos de relativa trégua, as tensões voltaram a esquentar entre a Arábia Saudita e os houthis, grupo que governa o Iêmen a contragosto de Riad. O estopim da nova crise foi o ataque de forças sauditas ao aeroporto de Sanaa, impedindo o pouso da delegação iemenita que retornava do funeral de Ali Khamenei, ex-líder supremo do Irã e principal aliado do grupo. A resposta foi imediata: os houthis lançaram uma ofensiva coordenada com drones e mísseis balísticos contra o aeroporto internacional de Abha, em território saudita. Com a escalada da tensão, estaria o Oriente Médio diante da abertura de uma nova frente de conflito? Como isso afeta a guerra dos EUA contra o Irã? Para entender o cenário, recebemos Beatriz Gomes, professora de geopolítica e comentarista da TVT. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#926 Entre ruínas e sanções: os desafios da reconstrução da Venezuela
Há algumas semanas, cidades venezuelanas, incluindo Caracas, foram atingidas por terremotos de grande magnitude, que deixaram milhares de mortos e provocaram uma grave crise humanitária. Em meio aos esforços de reconstrução, o país enfrenta um obstáculo adicional: as sanções impostas por países ocidentais, que limitam o acesso a recursos financeiros e ativos no exterior. Recentemente, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, apelou ao rei Charles III, do Reino Unido, pela liberação das reservas de ouro nacionais retidas em Londres, argumentando que os recursos seriam essenciais para a recuperação das áreas afetadas. Como as sanções ocidentais influenciam a capacidade de recuperação da Venezuela? Há discussões sobre a flexibilização dessas medidas por razões humanitárias? E de que forma as maiores reservas de petróleo do mundo podem contribuir para a restauração e a retomada econômica do país? Para responder essas e outras questões, recebemos Jefferson Nascimento, doutor em ciência política pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP/UERJ) e membro do Observatório Político Sul-Americano (OPSA); e Carolina Pedroso, professora de relações internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#925 Na engrenagem do desenvolvimento: como o NDB impulsiona a África do Sul?
O Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como "banco do BRICS", aprovou um empréstimo de até US$ 1 bilhão (R$ 5,11 bilhões) para modernizar a infraestrutura de oito municípios metropolitanos da África do Sul. A iniciativa visa melhorar a qualidade de vida urbana e impulsionar o ambiente de negócios local. Além disso, o aporte é um passo crucial para que o país alcance, até 2030, as metas de desenvolvimento sustentável e os objetivos traçados em seu plano nacional de desenvolvimento. Quais outros projetos de infraestrutura já foram financiados pelo banco do BRICS? Como Brasil, Índia e os demais membros têm utilizado esses recursos? Como essas iniciativas entre os países do Sul Global podem contribuir para o avanço da multipolaridade? Para entender o assunto, convidamos Laura Ludovico, advogada especialista em direito internacional público e estudo humanitário diplomático, e diretora de projetos e pesquisa do BRICS+ Tech Forum; e Rafaela Mello Rodrigues de Sá, doutoranda em ciência política da McMaster University (Canadá), mestre em relações internacionais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e pesquisadora associada do Public Banking Project e do Núcleo de Estudos dos Países BRICS (NuBRICS), da Universidade Federal Fluminense (UFF). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#924 O dragão de farda: a nova aposta chinesa na África
A China está redesenhando sua estratégia no continente africano, expandindo para o campo da segurança uma influência que era predominantemente econômica. Além do treinamento de militares e policiais, do fornecimento de equipamentos e da cooperação em inteligência, Pequim anunciou que pretende aprofundar a colaboração no controle de armas leves e no fortalecimento das capacidades de segurança dos países africanos. A proposta chinesa é baseada no princípio da não interferência nos assuntos internos, em contraste com o modelo adotado por potências ocidentais. O avanço da cooperação, porém, desperta a atenção de Estados Unidos e Europa, que disputam influência estratégica no continente. Como esses acordos serão implementados? Quais são os impactos geopolíticos dessa parceria sobre o equilíbrio de forças na África? Para entender essa nova aliança, convidamos Vinicius Modolo Teixeira, professor de geopolítica da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat); e João Chiarelli, professor da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), coordenador da Oficina de Estudos sobre a China e o Leste Asiático (OfChiLA), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e pesquisador associado do Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais (Nupri), da Universidade de São Paulo (USP). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#923 China e Rússia: bodas de prata de uma união que redesenhou o mundo
Há 25 anos, China e Rússia assinavam o Tratado de Boa Vizinhança, Amizade e Cooperação, que inaugurou uma nova fase nas relações entre Moscou e Pequim. Desde então, a parceria se expandiu para áreas como energia, comércio, defesa e tecnologia, ganhando ainda mais musculatura em 2022, quando os parceiros anunciaram uma amizade "sem limites". Em um quarto de século, essa aproximação ajudou a redesenhar o equilíbrio de poder global e impulsionar a construção de uma ordem internacional mais multipolar. Como esse vínculo evoluiu ao longo das últimas décadas? Quais acordos sustentam essa relação estratégica? E como a cooperação sino-russa impacta a geopolítica contemporânea e o futuro do Sul Global? Para debater o assunto, conversamos com Diego Pautasso, doutor em ciência política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), cocriador do projeto Fios de China, no Instagram, e autor dos livros "A China e a Nova Rota da Seda" e "Quem tem medo da China?". Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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605
#922 Maré à direita: a onda azul vai redesenhar a geopolítica latino-americana?
O avanço de governos de direita na América Latina tem levantado dúvidas sobre os rumos da integração, da cooperação política e das relações econômicas entre os países da região. À margem da Cúpula do Mercosul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com os presidentes do Paraguai, Santiago Peña, e da Argentina, Javier Milei, um movimento que tenta contornar possíveis choques de interação entre governos de diferentes orientações políticas. A chamada "onda azul" tende a enfraquecer os projetos de integração latino-americana ou abrir espaço para um novo modelo de cooperação regional? Como governos de diferentes vertentes podem conciliar interesses econômicos e diplomáticos? Para debater o tema, convidamos Regiane Bressan, professora de relações internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); Lier Pires Ferreira, pesquisador do Núcleo de Estudos dos Países BRICS (NuBRICS); e Victor Cabral, doutorando em relações internacionais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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604
#921 De aliados a inimigos: a perigosa escalada militar entre Islamabad e Cabul
O aumento da tensão militar entre Paquistão e Afeganistão tem causado apreensão em uma das fronteiras mais instáveis do mundo. Islamabad afirmou ter realizado uma operação terrestre contra grupos armados, baseada em informações de inteligência, enquanto Cabul acusa o vizinho de bombardear áreas civis. O episódio evidencia ruídos nas relações desde a volta do Talibã ao poder, e gera preocupações sobre o risco de um conflito mais amplo na Ásia Central. O que está por trás do aumento das hostilidades? Quais interesses estratégicos e disputas de segurança alimentam essa crise? Para entender os impactos na região, conversamos com João Nicolini, doutor em ciência política e professor de relações internacionais do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP); e Marina Araújo, bacharel (Universidade Federal Fluminense, UFF) e mestranda (Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ) em relações internacionais. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#920 OTAN no Báltico: segurança nacional x liberdades civis
A guerra de procuração da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) contra a Rússia vem ganhando novos contornos na região do Báltico, que intensifica exercícios militares, reforça o controle da fronteira e adota medidas preparatórias para cenários de conflito. Em alguns casos, as novas políticas ampliam os poderes do Estado na segurança e promovem restrições que, segundo críticos, podem afetar direitos civis e atingir comunidades russófonas. Ao aderir à russofobia do Ocidente, as iniciativas bálticas podem abrir precedentes de redução de direitos em nome da defesa? Quais os impactos geopolíticos desse cenário? Para discutir o tema, conversamos com Danielle Makio, doutoranda e mestre em relações internacionais pelo Programa de Pós-Graduação San Tiago Dantas, pesquisadora do Centro de Investigação em Rússia, Eurásia e Espaço Pós-Soviético (CIRE). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#919 Crise migratória na África do Sul: protestos e medo renovam onda de xenofobia
A África do Sul enfrenta um preocupante ressurgimento das tensões em torno da migração irregular. Após o encerramento do prazo estipulado por grupos anti-imigração para que estrangeiros ilegais deixassem o país, uma onda de protestos tomou conta de diversas cidades. O clima de insegurança fez com que o comércio fechasse as portas e milhares de migrantes abandonassem suas casas, por medo de ataques violentos. Os manifestantes utilizam a presença estrangeira como bode expiatório, responsabilizando gente de fora por problemas estruturais, como desemprego em massa, altos índices de criminalidade e precariedade dos serviços públicos. Sob forte pressão popular, o governo agora é cobrado a realizar deportações. Conseguirá a gestão sul-africana conter a escalada dos protestos sem aprofundar as divisões sociais? O que tem causado os problemas econômicos e de segurança apontados pelos manifestantes? E quais os impactos dessa crise na estabilidade política e na integração regional? Para discutir o tema, recebemos o jornalista Alexandre dos Santos, professor de geopolítica e história do continente africano no Instituto de Relações Internacionais (IRI) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e um dos cooordenadores do Laboratório de Estudos e Pesquisas Interdisciplinares sobre o Continente Africano e as Afro-diásporas (Lepecad); e Barbara Marciano, doutoranda em antropologia da Universidade de Brasília (UnB) e pesquisadora vinculada ao Centro Scalabriniano de Estudos Migratórios (CSEM). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#918 Hamas fora da administração de Gaza: o que muda no futuro do enclave?
O Hamas deixou a administração civil da Faixa de Gaza, transferindo essas funções para um novo comitê de gestão. A medida está ligada ao processo de reconciliação entre Hamas e Fatah, e se insere no entendimento firmado pelos dois grupos palestinos em Pequim, que previa a cooperação para uma futura administração unificada. A mudança abre uma nova etapa da governança do território, mas levanta dúvidas sobre seus efeitos práticos. A nova gestão conseguirá acelerar a reestruturação de Gaza? Israel permitirá uma entrada mais ampla de ajuda humanitária e materiais para a reconstrução? E quais devem ser os impactos desse rearranjo político nas negociações por um cessar-fogo duradouro e pelo reconhecimento de um Estado palestino? Para discutir o tema, conversamos com Ualid Rabah, presidente da Federção Árabe Palestina (Fepal); e Andrew Traumann, professor de história das relações internacionais no UniCuritiba. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#917 Heróis de uns, vilões de outros: o peso da história rachou a frente Ucrânia-Polônia?
Uma decisão de Vladimir Zelensky abriu uma nova e perigosa crise diplomática com a Polônia, historicamente um dos aliados mais ferrenhos de Kiev na Europa. Ao batizar uma unidade militar em homenagem ao Exército Insurgente Ucraniano, organização nacionalista acusada por Varsóvia pelo massacre de dezenas de milhares de civis poloneses na região da Volínia, durante a Segunda Guerra Mundial, Zelensky tocou em uma ferida histórica profunda. O presidente polonês, Karol Nawrocki, subiu o tom contra a homenagem, desencadeando uma reação em cadeia que culminou na devolução mútua de honrarias e condecorações entre autoridades dos dois países. Essa controvérsia pode desgastar o apoio europeu à Ucrânia? Qual o peso da memória histórica nas relações diplomáticas? Para debater as implicações desse racha, recebemos Tito Lívio Barcellos, geógrafo, mestre em estudos estratégicos de defesa e segurança, e membro pesquisador do Centro de Investigação em Rússia, Eurásia e Espaço Pós-Soviético (CIRE). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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ABOUT THIS SHOW
O podcast que fala sobre as raízes do que acontece no mundo. Os jornalistas Melina Saad e Marcelo Castilho entrevistam especialistas e personalidades para debaterem assuntos de proporção internacional sob várias perspectivas. De segunda a sexta, cada episódio apresenta um tema diferente desta Terra.
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