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O Assunto

Um grande assunto do momento discutido com profundidade. Natuza Nery vai conversar com especialistas, com personagens diretamente envolvidos na notícia, além de jornalistas e analistas da TV Globo, do g1, da Globonews e demais veículos do Grupo Globo para contextualizar, explicar e oferecer diferentes pontos de vista sobre os assuntos mais relevantes do Brasil e do mundo. O podcast O Assunto, em comemoração aos 5 anos de existência, selecionou os 10 episódios essenciais para todo ouvinte na playlist 'This Is O Assunto'. Ouça agora no Spotify:https://open.spotify.com/playlist/37i9dQZF1DXdFHK4Zrimdk

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  1. 1000

    As veias abertas do STF e os embates sobre o fim do sigilo no Caso Master

    Convidado: Oscar Vilhena, professor da FGV Direito e colunista da Folha de S.Paulo. O mais recente capítulo da crise inédita no Supremo Tribunal Federal teve início na noite da última quinta-feira (10), quando o presidente da Corte, Edson Fachin, solicitou ao ministro André Mendonça que levantasse o sigilo de todo o Caso Master, do qual Mendonça é relator. Desde então, o que se viu foi uma incessante troca de ofícios entre ministros do Supremo: Mendonça escolheu quais peças seriam abertas; os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin questionaram e pediram abertura total do inquérito; o também ministro Gilmar Mendes pediu a Fachin que mudasse o escopo ou que adiasse a sessão plenária marcada para terça-feira (15) que irá decidir a abertura ou não de investigação sobre Moraes. Por fim, Mendonça liberou o sigilo de novos documentos do Caso Master – documentos que citam os senadores Ciro Nogueira (PL-PI) e Jaques Wagner (PT-BA) e que mostram que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é investigado pela Polícia Federal em inquérito aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme "Dark Horse". Neste episódio, Natuza Nery recebe o jurista Oscar Vilhena para analisar este que é o momento mais tenso de toda a história do STF. Vilhena avalia a gravidade das suspeitas sobre a relação de Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro e sobre a condução de André Mendonça no Caso Master. O jurista também comenta o que esperar da condução de Edson Fachin na sessão de terça-feira.

  2. 999

    'Dark Horse': as emendas parlamentares e o filme sobre Jair Bolsonaro

    Convidados: Guilherme Balza, repórter de política da GloboNews em Brasília. Nesta quinta-feira (10), a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em uma operação sobre os indícios de que o filme 'Dark Horse' recebeu dinheiro de emendas parlamentares. Entre os alvos estavam Karina Gama, produtora do filme, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) – o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC), presididos por Karina, também foram alvos. A Controladoria-Geral da União (CGU) apontou suspeita de desvio da emenda de R$ 2 milhões indicada por Frias para entidades de Karina. E a PF destacou ainda que a Go Up, empresa que produz o filme, movimentou R$ 19 milhões. Em outra investigação sobre possíveis financiamentos irregulares da cinebiografia de Jair Bolsonaro, o ministro André Mendonça homologou a delação premiada do empresário Antonio Carlos Freixo Junior, o Mineiro, dono da Entre Investimentos, no âmbito do Caso Master: ele listou repasses que somam US$ 12 milhões de Daniel Vorcaro para o fundo financeiro criado para administrar os recursos de 'Dark Horse' nos EUA. Neste episódio, Natuza Nery entrevista o jornalista Guilherme Balza, que está acompanhando as investigações do caso 'Dark Horse' desde o início. Balza detalha toda a linha de investigação que liga as emendas parlamentares ao filme e explica o que está em cada um dos inquéritos sobre a cinebiografia de Bolsonaro.

  3. 998

    Mendonça, Moraes, Dino e Fachin: o STF em rota de colisão

    Convidados: Reynaldo Turollo Jr, repórter de Política do g1 em Brasília, e Octavio Guedes, comentarista da GloboNews e colunista do g1. Na manhã da quarta-feira (9), o ministro Flávio Dino suspendeu os efeitos da determinação do também ministro André Mendonça para afastar Andrei Rodrigues da Direção-Geral da Polícia Federal e Leandro Almada do departamento de Inteligência Policial da corporação. A decisão de Mendonça havia sido anunciada no dia anterior e foi uma resposta ao pedido do ministro Alexandre de Moraes para abrir investigação contra o próprio Mendonça. Moraes, por sua vez, reagiu à queda do sigilo do relatório da PF em que consta sua troca de mensagens com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Para dar fim ao chumbo trocado dentro da Corte, o presidente do Supremo, Edson Fachin, reagiu na tarde desta mesma quarta-feira: ele devolveu Andrei Rodrigues e Leandro Almada aos seus cargos na PF, trouxe para si a relatoria do inquérito das fake news (que há anos estava com Moraes e era alvo de críticas) e marcou para o dia 15 uma sessão do plenário da Corte para discutir a validade do relatório em que constam as mensagens de Vorcaro para Moraes (a PGR recomenda a nulidade do documento). Neste episódio, Natuza Nery recebe dois convidados. Primeiro, o jornalista Reynaldo Turollo Jr volta a explicar no detalhe todas as decisões proferidas por Fachin e Dino. Depois, Natuza conversa com Octavio Guedes para analisar a crise institucional do STF e as repercussões do caos no mundo político.

  4. 997

    O afastamento de Andrei Rodrigues da PF e a guerra deflagrada no STF

    Convidados: Reynaldo Turollo Jr, repórter de política do g1 em Brasília, e Rubens Glezer, professor de Direito Constitucional da FGV-SP, e autor do artigo "A Supremocracia Desafiada" e do livro "Catimba Constitucional". Nesta terça-feira (8), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, afastou dos cargos Andrei Rodrigues, então diretor-geral da Polícia Federal, e o delegado Leandro Almada, que era diretor de Inteligência Policial da instituição – a medida foi anunciada na manhã seguinte às manifestações convocadas pelos candidatos de oposição durante o feriado do Dia da Independência. Mendonça levou a decisão para a Segunda Turma do Supremo, onde se formou maioria para referendar o afastamento temporário de Andrei e Almada: os ministros Luiz Fux e Nunes Marques acompanharam o relator, Gilmar Mendes pediu vista e Dias Toffoli não se pronunciou. Ainda na terça-feira, 11 diretores da PF colocaram seus cargos à disposição, em apoio a Andrei Rodrigues, e a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao presidente do Supremo, Edson Fachin, que conteste a decisão monocrática de Mendonça e suspenda os afastamentos. Neste episódio, Natuza Nery tem dois convidados. Primeiro, ela entrevista o jornalista Reynaldo Turollo Jr, que detalha a nova decisão de Mendonça e explica o acirramento das tensões entre STF, PF e governo. Depois, a conversa é com o jurista Rubens Glezer: ele analisa juridicamente a sequência de ações tomadas por Mendonça e por Alexandre de Moraes e avalia as repercussões institucionais da crise que assola a Suprema Corte.

  5. 996

    ESPECIAL ELEIÇÕES: como a educação pode mudar a cara do Brasil?

    Convidada: Luiza Tenente, repórter de Educação do g1. O Brasil é um país que consegue colocar quase todas as suas crianças na escola na idade certa. O problema é que não conseguimos garantir que elas aprendam: uma em cada três crianças que estão no 2º ano do Ensino Fundamental não sabe ler e escrever. E quanto mais esses estudantes avançam, mais dificuldades eles têm: no Ensino Médio, 40% dos alunos não apresentam desempenho adequado em português; em matemática, o índice é de 50%. Do outro lado dessa mesma moeda, o país corre o risco de viver um apagão de professores na educação básica. Neste episódio especial de eleições, Natuza Nery entrevista a jornalista Luiza Tenente, que cobre a educação brasileira há mais de uma década. Luiza detalha as propostas que os candidatos à Presidência apresentam para melhorar a qualidade do ensino básico, para valorizar a carreira docente e para adequar a formação superior às demandas da sociedade. Também neste episódio você ouvirá trechos das entrevistas que a produtora Stéphanie Nascimento conduziu com os especialistas Cláudia Costin, Debora Cristina Jeffrey, Olavo Nogueira Filho e Rodrigo Capelato.

  6. 995

    O contra-ataque de Moraes a Mendonça: a crise inédita na história do Supremo

    O contra-ataque de Moraes a Mendonça: a crise inédita na história do Supremo Já era noite de quinta-feira (3) quando o ministro do Supremo Alexandre de Moraes escancarou de vez a crise histórica no STF: ele encaminhou ao presidente da Corte, Edson Fachin, um pedido de investigação contra o colega magistrado André Mendonça. A decisão de Moraes foi tomada no âmbito do inquérito das fake news e afirma que há indícios da prática de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a determinados grupos políticos no exercício da relatoria dos casos Master e INSS. Na terça-feira (1), Mendonça retirou o sigilo do relatório da PF que expôs mensagens e contatos entre Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Diante das tensões, Fachin decidiu dar cinco dias úteis para que Moraes, Mendonça e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, se manifestem. Neste episódio, Natuza Nery entrevista dois jornalistas. Primeiro, Reynaldo Turollo Jr descreve a petição de Moraes a Fachin e explica ponto por ponto o documento. Depois, Maria Cristina Fernandes avalia o peso dessa bomba no funcionamento da Corte e nos rumos da corrida eleitoral.

  7. 994

    Mendonça vs. Moraes: as reações do Supremo ao Caso Master

    Convidados: Felipe Recondo, colunista do jornal O Globo e autor dos livros "Tanques e Togas", "Os Onze" e "O Tribunal - Como o Supremo se uniu ante a ameaça autoritária". Nesta quarta-feira (2), a Corte se reuniu em plenário um dia depois que o ministro do Supremo André Mendonça derrubou o sigilo sobre a investigação da Polícia Federal que revela mensagens enviadas por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a Alexandre de Moraes, também ministro do STF. Os magistrados não debateram o Caso Master nesta sessão, mas há a expectativa de que o presidente da Corte, Edson Fachin, paute uma decisão colegiada a respeito do pedido de Mendonça para que se investigue Moraes – a Procuradoria-Geral da República já decidiu pela nulidade do pedido. Neste episódio, Natuza Nery entrevista Felipe Recondo, jornalista que cobre o Supremo há mais de duas décadas. Recondo avalia que essa é a “maior crise” pela qual a Corte já passou. Ele explica as suspeitas que rondam Moraes sobre a relação dele com um banqueiro investigado e os argumentos que indicam que Mendonça errou na condução da investigação. O jornalista também relata o clima entre os ministros em relação ao andamento do caso.

  8. 993

    As mensagens de Vorcaro a Moraes e o futuro do Caso Master no Supremo

    Convidados: Valdo Cruz, comentarista da GloboNews e colunista do g1. Relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal, o ministro André Mendonça retirou nesta terça-feira (1º) o sigilo de um relatório da Polícia Federal que tem menções ao também ministro do STF Alexandre de Moraes. O documento da PF aponta que Moraes e Daniel Vorcaro trocaram mensagens antes que o dono do Banco Master fosse preso – e indica que o ministro do Supremo chegou a editar o contrato firmado pelo escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci, com o banqueiro. No celular de Vorcaro, os investigadores encontraram também citações ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. André Mendonça também sugeriu que as novas informações do caso sejam avaliadas pelo plenário da Corte. No mesmo dia, foi revelado que Vorcaro fez um repasse de US$ 1,6 milhão para o filme Dark Horse em setembro de 2025 – isso ocorreu poucos dias depois que Flávio Bolsonaro cobrou o pagamento das parcelas que estavam atrasadas. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Valdo Cruz para explicar as novidades reveladas pelo documento da PF. Valdo relata o que a PF apurou em relação às mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes e conta também o que se sabe sobre a relação do Caso Master com outros importantes nomes da República.

  9. 992

    Augusto Cury: a candidatura que entrou no radar das redes sociais

    Convidados: Pedro Figueiredo, repórter e comentarista da GloboNews, e Beto Vasques, diretor do Instituto Democracia em Xeque e coordenador do Laboratório de Opinião Pública da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo Antes que as campanhas à Presidência da República começassem, o postulante pelo partido Avante pontuava baixo nas pesquisas de intenção de voto. Mas desde que as candidaturas se tornaram oficiais, Augusto Cury ganhou tração entre parte dos eleitores e passou a integrar o grupo dos candidatos que buscam se apresentar como a terceira via desta eleição. Nas redes sociais, Cury teve um resultado mais expressivo: ganhou mais de 2 milhões de seguidores no Instagram em poucos dias e viu o número de menções a ele crescer mais de 1000% em uma só semana. Neste episódio, Natuza Nery tem dois entrevistados. Primeiro, ela fala com o jornalista Pedro Figueiredo, que explica quem é o candidato – médico psiquiatra, empresário e escritor de livros de autoajuda com mais de 35 milhões de exemplares vendidos – e analisa como o desempenho de Cury está mexendo com as outras campanhas. Depois, Natuza conversa com Beto Vasques, que coordenou um levantamento do Instituto Democracia em Xeque sobre os resultados do candidato do Avante nas redes sociais: ele aponta quais elementos contribuíram para seu crescimento.

  10. 991

    ESPECIAL ELEIÇÕES: o que fazer para resolver o problema da violência?

    Convidada: Isabela Leite, repórter da GloboNews. De acordo com a mais recente pesquisa Quaest sobre o que pensa o eleitorado, um terço (33%) dos brasileiros que vão às urnas em outubro tem como maior preocupação a violência – outros temas relevantes, como economia, saúde ou corrupção, não marcam nem metade deste índice. Os dados justificam essa preocupação. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o número de mortes violentas até vem caindo, mas o número ainda é impactante: em 2025, mais de 40 mil brasileiros foram assassinados. Casos de feminicídios, roubos e furtos de celulares e de estelionatos e crimes cibernéticos também estão em patamares elevados – isso num país onde quase 70 milhões de pessoas afirmam viver em bairros com presença de facções criminosas. Neste episódio especial de eleições, Natuza Nery entrevista a jornalista Isabela Leite, que cobre há anos a segurança pública brasileira. Ela explica quais propostas os candidatos apresentam para enfrentar diversos aspectos da violência. Também neste episódio você ouvirá trechos das entrevistas que o produtor Marco Antônio Martins conduziu com os especialistas Alessandro Visacro, Bruno Langeani, Bruno Paes Manso, Luciana Rocha, Renato Sérgio de Lima e Roberto Uchôa.

  11. 990

    Equilíbrio fiscal: onde está o desafio e o que fazer para superá-lo?

    Convidado: José Roberto Afonso, economista, professor do IDP e da Universidade de Lisboa e sócio fundador da consultoria Finance. Na largada da corrida eleitoral, os candidatos à Presidência colocam o Orçamento no topo da lista de pautas em debate até a chegada das urnas, em outubro. No centro desta questão está o endividamento do Estado brasileiro: a dívida pública do país disparou na última década, saltando de 66% do PIB em 2016 para 82% do PIB neste ano – e o Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta o risco de que em breve o passivo brasileiro ultrapasse os 100% do Produto Interno Bruto. O quadro de juros altos agrava a preocupação com as contas brasileiras para o futuro. Neste episódio, Natuza Nery entrevista José Roberto Afonso, economista que coordenou a equipe que criou a Lei de Responsabilidade Fiscal, em 2000. José Roberto realizou um levantamento sobre o quadro fiscal brasileiro dos últimos 25 anos e mapeou como a composição do Orçamento foi modificada ao longo deste período. Ele também analisa o quadro atual da economia brasileira e sugere quais caminhos podemos seguir.

  12. 989

    O fator 'Triângulo das Bermudas' para o resultado da eleição presidencial

    Convidado: Carlos Melo, cientista político e professor do Insper. A soma dos eleitores de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo corresponde a mais de 40% dos votos que vão decidir o próximo presidente. Os três estados apresentam perfis bastante heterogêneos de eleitores, mas as pesquisas de intenção de voto da Quaest, divulgadas nesta semana, indicam muito equilíbrio entre os dois candidatos que lideram a corrida eleitoral: Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Neste episódio, Natuza Nery recebe o cientista político Carlos Melo para explicar os fenômenos eleitorais que configuram o “Triângulo das Bermudas”. Carlos compara os números das pesquisas de agora com os dados da eleição de 2022 e analisa os efeitos dos palanques estaduais formados por Lula e Flávio Bolsonaro.

  13. 988

    As duas frentes da guerra comercial de Trump

    Convidada: Cristina Pecequilo, doutora em Ciência Política pela USP, professora de Relações Internacionais da Unifesp e comentarista da rádio CBN. O presidente dos Estados Unidos afirmou que esta segunda-feira (24) seria o “Dia D” da guerra econômica que está promovendo contra o Irã. E o Departamento do Tesouro americano de fato anunciou sanções contra pessoas e organizações ligadas ao regime de Teerã e ameaçou fazer o mesmo com países que mantenham qualquer transação econômica com o Irã. O governo iraniano reagiu e afirmou que parceiros comerciais como China e Rússia estão a seu lado. Já nesta terça-feira (25), o Canadá anunciou que irá promover um tarifaço em retaliação às tarifas impostas por Trump aos produtos canadenses – serão alíquotas de até 50% em cerca de 700 produtos importados dos EUA, um impacto de quase R$ 20 bilhões. Neste episódio, Natuza Nery entrevista Cristina Pecequilo, especialista em relações internacionais. Cristina descreve como o primeiro-ministro canadense Mark Carney enfrentou Trump sob a lógica do “dólar por dólar” e os efeitos do atrito para as economias dos dois países. Ela também explica a tentativa americana de sufocar o Irã com sanções comerciais – e o que Teerã planeja fazer como reação.

  14. 987

    Casas Bahia, Braskem e a onda de recuperações judiciais pelo Brasil

    Convidadas: Stella Fontes, editora-assistente da editoria Empresas, e Adriana Mattos, repórter especial de Varejo, Indústria e Consumo, ambas do jornal Valor Econômico. A Braskem protocolou nesta segunda-feira (24) um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de R$ 56 bilhões em dívidas. Na semana passada duas importantes empresas do varejo nacional recorreram à recuperação judicial: a Casas Bahia, para reestruturar dívidas de R$ 17 bilhões, e a Marabraz, com um passivo de R$ 140 milhões. São empresas que se somam a outras grandes redes que buscaram recuperações judiciais ou extrajudiciais nos últimos anos: Tok&Stok, Grupo Pão de Açúcar, Grupo Dia, St. Marche, entre outros. São companhias que enfrentam um cenário econômico desafiador, de juros altos, menor oferta de crédito e mudança de comportamento do consumidor. Neste episódio, Natuza Nery conversa com duas jornalistas do jornal Valor Econômico para explicar este fenômeno. Primeiro, ela fala com Stella Fontes, que detalha o caso da Braskem e o contexto crítico para a companhia no setor petroquímico. Depois, quem participa é Adriana Mattos, que aprofunda a análise sobre o que as empresas de varejo têm feito para tentar escapar à crise do setor.

  15. 986

    ESPECIAL ELEIÇÕES: o que esperar das nossas relações com o mundo?

    Convidado: Ricardo Abreu, repórter e apresentador da TV Globo e GloboNews. O Brasil entra nesta corrida eleitoral como um país que está sob ataque comercial e diplomático de uma potência estrangeira, como uma liderança regional de um continente dividido ideologicamente e como um dos maiores exportadores de commodities e alimentos do mundo. O Brasil é uma nação que está em posição estratégica na reorganização geopolítica do mundo e tem candidatos à Presidência da República com ideias e propostas muito diferentes a respeito de qual caminho seguir a partir de 2027. Neste episódio especial de eleições, Natuza Nery entrevista o jornalista Ricardo Abreu, que acompanha o dia a dia do Itamaraty, em Brasília. Ricardo explica as propostas dos presidenciáveis e o que a diplomacia oficial pensa sobre temas relevantes desta eleição. Também neste episódio você ouvirá trechos das entrevistas que o produtor Carlos Catelan conduziu com os especialistas em relações internacionais Bruna Santos, Guilherme Casarões, Leonardo Trevisan, Marcus Vinícius de Freitas e Oliver Stuenkel.

  16. 985

    Lulinha e Marcola nas investigações da PF

    Convidado: Reynaldo Turollo Jr, repórter do g1 em Brasília. A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que os três inquéritos que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, sejam enviados à primeira instância do Judiciário. As investigações que miram Lulinha têm origem no esquema de descontos indevidos no INSS – um caso no qual ele não é acusado de envolvimento. Foi ali que a Polícia Federal apreendeu o celular da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, encontrou indícios de que o filho do presidente possa ter cometido tráfico de influência. O conteúdo encontrado no aparelho de Roberta também mostra a conexão dela com Marco Aurélio Santana Ribeiro. Conhecido como Marcola, ele foi chefe de gabinete do presidente da República até julho e, segundo as investigações, recebeu dinheiro da empresária. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Reynaldo Turollo Jr, repórter que está cobrindo o caso desde o início das investigações. Turollo explica os três inquéritos, detalha quais são as suspeitas e conta qual o impacto político disso no núcleo duro da campanha de Lula à reeleição.

  17. 984

    Morte assistida: quando, onde e por quem essa decisão pode ser tomada

    Convidados: Henrique Ribeiro, psiquiatra, psicoterapeuta e supervisor do Serviço de Cuidados Paliativos do Hospital das Clínicas, da USP; e Monalisa Barros, psicóloga, pesquisadora especialista em luto e professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. A França aprovou nesta quarta-feira (19) a lei que vem sendo chamada de “Ajuda para morrer” depois de um intenso debate de quatro anos. Na prática, agora os franceses têm respaldo legal para recorrer à eutanásia ou outros modelos de morte assistida. Mais de dez países já autorizam procedimentos como esse, inclusive vizinhos da América do Sul, como Argentina, Colômbia, Equador e Uruguai. No Brasil, qualquer tipo de morte assistida é proibido e uma pesquisa Datafolha divulgada nesta semana mostra que a maior parte da população se posiciona contra a prática: a rejeição chega até a 60% dos entrevistados, mas, quando perguntados sobre a interrupção de tratamentos que apenas prolongam a vida artificialmente, o resultado é um empate. Neste episódio, Natuza Nery conversa com dois especialistas em luto e cuidados paliativos. Primeiro, ela entrevista o médico Henrique Ribeiro, que explica como se dá esse tipo de procedimento e avalia sua realização em um contexto brasileiro. Depois, a entrevista é com a psicóloga Monalisa Barros, que analisa as condições humanas que influenciam essa decisão. Também neste episódio, Luciana Dadalto, pesquisadora e presidente da associação Eu Decido, relata um caso de morte assistida que ela acompanhou na Suíça em 2019.

  18. 983

    A Foz do Amazonas e o futuro da exploração de petróleo no Brasil

    Convidado: Felipe Maciel, sócio-fundador e diretor executivo da agência eixos, especializada nos setores de petróleo, gás e energia. No último sábado (15), a Petrobras anunciou a identificação de hidrocarbonetos no poço Morpho, localizado a 175 quilômetros da costa do Amapá e a cerca de 2.800 metros de profundidade. A confirmação de que há petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, na chamada Margem Equatorial, gerou empolgação imediata – o presidente Lula chegou a chamar a descoberta de "passaporte para o futuro" do país. Mas ainda falta uma longa jornada até que seja confirmada a viabilidade econômica da exploração do petróleo na região. A presidente da estatal, Magda Chambriard, fala em até 7 anos para que o primeiro barril de petróleo seja extraído de águas submarinas. Há perspectivas econômicas otimistas, mas também há riscos ambientais e climáticos: a região é considerada de extrema sensibilidade ambiental e o investimento em combustível fóssil vai na contramão do compromisso do país com a transição energética. Neste episódio, Natuza Nery entrevista Felipe Maciel, jornalista que acompanha há duas décadas os setores de petróleo, gás e energia. Ele explica como irá se dar a possível exploração, analisa os riscos para a questão ambiental e compara o caso brasileiro com o da Guiana. Participa também do episódio Shigueo Watanabe Jr., especialista em energia do Observatório do Clima e pesquisador do Climainfo.

  19. 982

    O que fizeram e disseram os candidatos à Presidência no lançamento das campanhas

    Convidado: Thomas Traumann, comentarista de política da GloboNews e colunista do jornal O Globo. Começou oficialmente neste domingo (16) a corrida eleitoral. E os nomes que concorrem à Presidência lançaram suas candidaturas. Lula (PT) discursou em um evento realizado em São Bernardo do Campo, onde iniciou sua carreira sindical. Flávio Bolsonaro (PL) reuniu apoiadores e fez um discurso em Copacabana, Rio de Janeiro. Ronaldo Caiado (PSD), no entorno do Distrito Federal, Romeu Zema (Novo), em Montes Claros (MG), e Renan Santos (Missão), na capital paulista, também falaram para seus eleitores. Para analisar o tom e o conteúdo dos discursos dos candidatos, Natuza Nery recebe neste episódio o jornalista Thomas Traumann. Thomas explica o que os presidenciáveis tentaram comunicar, o que deu certo e o que deu errado. Ele também avalia o impacto do horário eleitoral, que tem início em 28 de agosto, na tomada de decisão dos eleitores.

  20. 981

    O voto da maioria: o que pensa e o que quer o eleitor da Classe C

    Convidado: Renato Meirelles, autor do livro "Brasil da Maioria", presidente do Instituto Locomotiva e fundador do Data Favela. Começou neste domingo (16) a corrida eleitoral para o pleito que será realizado no dia 4 de outubro. A partir desta semana, candidatos e partidos podem pedir voto aos eleitores – e, nesta missão, vão encontrar um país bastante complexo. Trata-se de um eleitorado de quase 160 milhões de brasileiros, mas há um grupo muito grande e heterogêneo que é fundamental para definir o rumo do Brasil que sairá das urnas: a Classe C. De acordo com o Instituto Locomotiva, a população que está nessa faixa (brasileiros que têm renda familiar per capita de R$ 610 a R$ 1.250 por mês) é mais da metade dos eleitores e tem um perfil de voto menos ideológico e mais pragmático. Neste episódio, Victor Boyadjian entrevista Renato Meirelles, autor do livro "Brasil da Maioria", que analisa 25 anos da Classe C. O especialista descreve as principais características desse grupo que vão além da renda: a visão que tem sobre o Estado, o mercado de trabalho e o empreendedorismo e quais são seus valores culturais e religiosos. Ele também explica quem são as figuras políticas que melhor se comunicam com essa parcela da população.

  21. 980

    A tragédia no Discord e a proteção de crianças e adolescentes na internet

    Convidada: Renata Cafardo, autora do livro "O Algoritmo das Famílias", repórter especial e colunista do Estadão e presidente da Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca). Uma cidade com pouco mais de 50 mil habitantes no interior do Mato Grosso do Sul foi palco de uma tragédia transmitida ao vivo por uma plataforma que tem cerca de 56 milhões de pessoas cadastradas no país. Uma adolescente de 13 anos cometeu suicídio diante de uma plateia que assistia à transmissão online. A polícia começou a investigar o caso e identificou um cenário com ameaças e chantagem, e a morte passou a ser investigada como homicídio. A rede social onde o evento se deu, o Discord, enfrenta questionamento judicial. Mais que isso: a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou a suspensão das transmissões ao vivo da plataforma. Neste episódio, Natuza Nery entrevista Renata Cafardo, jornalista que acompanha o caso e que é autora do livro "O Algoritmo das Famílias". Renata descreve como as plataformas online em geral afetam a saúde e comprometem a segurança de crianças e adolescentes – e aponta o que mães e pais podem fazer diante disso. Também falam neste episódio, para explicar o caso da adolescente de 13 anos, Maraísa Cezarino, advogada especializada em proteção de dados, tecnologia e privacidade, e Vanessa Cavalieri, juíza da Infância e Juventude do Rio de Janeiro.

  22. 979

    O homem por trás da crise entre Brasil e Estados Unidos

    Convidado: Carlos Gustavo Poggio, professor de Ciência Política do Berea College, no Kentucky (EUA). O Departamento de Estado americano publicou na terça-feira (11) um vídeo em suas redes sociais afirmando que o domínio dos Estados Unidos nas Américas "nunca mais será questionado" e mencionando a Doutrina Monroe – estratégia formulada pelos EUA dois séculos atrás e usada pelo país para influenciar o continente. É o mesmo Departamento de Estado que protagoniza a crise diplomática com o Brasil, que culminou no cancelamento do visto americano da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luísa Viotti, no início do mês. No comando desse setor do governo está Marco Rubio, que também é assessor de segurança de Donald Trump. Ele já disse abertamente que "este é o nosso hemisfério" ao se referir às Américas e é conhecido por ser um dos quadros mais ideológicos do partido Republicano. Neste episódio, Victor Boyadjian entrevista Carlos Gustavo Poggio, cientista político radicado nos Estados Unidos. Poggio descreve quem é Marco Rubio e qual o tamanho da influência dele no governo Trump e explica o que ele pensa sobre a expansão da influência americana na América Latina. Ele também analisa o risco de interferência de Rubio nas eleições brasileiras de outubro.

  23. 978

    Pra que lado aponta o pêndulo do Centrão?

    Convidada: Bela Megale, colunista do jornal O Globo. Nos últimos quatro anos, a relação entre Executivo e Legislativo foi atribulada, marcada por atritos nos bastidores e até por críticas públicas de lado a lado. O governo Lula e o Centrão, bloco formado por partidos que vão desde o centro até a direita e que comanda o Congresso, chegaram a um ponto de quase não retorno, mas a proximidade das eleições mudou o clima de lado a lado. Arranjos regionais colocam governistas e integrantes do Centrão no mesmo palanque. No contexto nacional, os partidos que compõem o bloco anunciaram neutralidade na corrida presidencial – depois de namorarem uma aproximação com Flávio Bolsonaro (PL). Mais recentemente, Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se reencontraram depois de meses sem se falar. E nesta segunda-feira (10), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que irá apoiar a reeleição do petista. Neste episódio, Natuza Nery conversa com a jornalista Bela Megale sobre como governo e Centrão buscaram pacificar a relação. Ela conta os bastidores do encontro de Lula e Alcolumbre e explica o que motivou o apoio de Motta ao presidente. Bela e Natuza também analisam o futuro dessa relação, quem ganha e quem perde, caso o petista se reeleja.

  24. 977

    A corrida pelo governo de MG e o seu impacto na eleição nacional

    Convidados: Valdo Cruz, comentarista da GloboNews e colunista do g1, e Carlos Ranulfo Melo, cientista político, professor e pesquisador da UFMG. O líder nas pesquisas de intenção de votos disse que seria candidato ao governo do estado de Minas Gerais, mas seu partido disse que não. Ele insistiu e, mais de uma semana depois, conseguiu: na sexta-feira (7), o Republicanos confirmou que o senador Cleitinho Azevedo irá concorrer. A indefinição sobre a candidatura de Cleitinho embaralhou os arranjos políticos no estado e deixou rastros que podem interferir nas eleições presidenciais – Minas é o segundo maior colégio eleitoral do país e, desde 1989, o candidato a presidente que ganhou no estado venceu a eleição nacional. Sem a chance de contar com o apoio do candidato do Republicanos, partido que anunciou neutralidade na disputa presidencial, Lula e Flávio Bolsonaro terão palanques mais tímidos: o PT lançou Patrus Ananias e o PL, Flávio Roscoe. Neste episódio, Natuza Nery conversa com dois analistas da eleição em Minas Gerais. Primeiro, ela fala com o jornalista Valdo Cruz sobre os bastidores e sobre os acordos que culminaram na formação das candidaturas ao governo e ao Senado no estado. Depois, ela entrevista o cientista político Carlos Ranulfo Melo, que analisa o comportamento do eleitor mineiro.

  25. 976

    O Congresso turbinado: como o Legislativo ampliou o seu poder

    Convidadas: Beatriz Rey, cientista política, pesquisadora na Universidade de Lisboa e coordenadora do estudo 'O fortalecimento do Legislativo no Brasil', da Fundação FHC; e Synthya Maia, pesquisadora do Legisla Brasil. A Constituição Federal, aprovada em 1988, indica logo em seu segundo artigo: "São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário". O pacto firmado pela sociedade brasileira no período da redemocratização deu à figura do presidente a centralidade do poder político. Acontece que nas últimas quatro décadas, muita coisa mudou: entre alterações regimentais, impeachments de presidentes e crescente ingerência sobre o destino do Orçamento público, o Congresso aumentou a força gravitacional de seu poder – e vem, historicamente, reduzindo sua taxa de renovação. Neste episódio, Victor Boyadjian entrevista duas pesquisadoras. Primeiro, ele fala com Beatriz Rey sobre o contínuo processo de hipertrofia de poder do Parlamento – e sobre quais foram os instrumentos usados para isso nas últimas décadas. Depois, ele conversa com Synthya Maia sobre o funil para a renovação dos quadros no Congresso.

  26. 975

    ESPECIAL: Natuza Nery e Andréia Sadi entrevistam Ronaldo Caiado

    g1 e GloboNews começam a primeira série de entrevistas do jornalismo da Globo nas eleições deste ano. Ronaldo Caiado, candidato pelo PSD, foi entrevistado nesta sexta-feira (7). Candidato pelo PSD, Ronaldo Caiado afirmou que, caso seja eleito, vai anistiar as pessoas condenadas pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. “É uma medida que tem o sentido de pacificar o país”, afirmou. Ele disse também que pretende encaminhar ao Congresso propostas de reformas administrativa e política e de revisão de alguns pontos da reforma tributária: ele avalia que o momento é de “urgência” e promete apresentar essas propostas já no primeiro dia de um eventual governo, além de discutir a necessidade de uma nova reforma, a da Previdência. No campo da segurança pública, o ex-governador de Goiás pretende propor a criação de uma polícia comum para os países da América do Sul, como uma forma de combater o crime organizado transnacional: “É a mesma coisa que a Europa fez. Eu quero ter uma polícia que possa transitar [pelos dez países que fazem fronteira com o Brasil]”. Aos 76 anos, Ronaldo Caiado concorre à Presidência pela segunda vez. A entrevista com Natuza Nery e Andréia Sadi foi transmitida ao vivo pelo g1 e pela GloboNews na tarde de sexta-feira (7) e publicada na íntegra como episódio especial do Assunto. Foram chamados para a série de entrevistas os cinco candidatos com melhor pontuação na última pesquisa Datafolha. Renan Santos, candidato pelo partido Missão, foi entrevistado na quarta-feira (6). Romeu Zema, candidato pelo partido Novo, na quinta-feira (6). A entrevista de Flávio Bolsonaro, candidato pelo PL, está marcada para segunda-feira (10), mas ele ainda não confirmou presença. Lula, candidato à reeleição pelo PT, foi convidado, mas sua assessoria de imprensa informou que ele optou por não participar.

  27. 974

    ESPECIAL: Natuza Nery e Andréia Sadi entrevistam Romeu Zema

    g1 e GloboNews começam a primeira série de entrevistas do jornalismo da Globo nas eleições deste ano. Romeu Zema, candidato pelo partido Novo, foi entrevistado nesta quinta-feira (6). Candidato pelo partido Novo, Romeu Zema afirmou que, caso fosse presidente do país, retaliaria os Estados Unidos diante das tarifas impostas ao Brasil: “Certamente [iria retaliar]. E vou falar: ‘Pera aí. Tudo tem limites’”. Chamou também Donald Trump, presidente americano, de “imprevisível” e “fanfarrão”. No campo da economia, prometeu que tentará promover um “choque” na área fiscal e privatizar “tudo”: “A começar pela Petrobras. Vamos fazer uma reforma administrativa e uma reforma previdenciária", afirmou. Zema também disse que se inspira no modelo de segurança adotado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, mas rejeitou aplicar no Brasil medidas implementadas pelo salvadorenho, como prisões baseadas em denúncias anônimas e prisões sem mandados. O ex-governador de Minas Gerais também afirmou ter ficado "surpreso e decepcionado" com as suspeitas de fraudes em licenciamentos ambientais investigadas durante a gestão dele. Aos 61 anos, Romeu Zema concorre à Presidência pela primeira vez. A entrevista com Natuza Nery e Andréia Sadi foi transmitida ao vivo pelo g1 e pela GloboNews na tarde de quinta-feira (6) e publicada na íntegra como episódio especial do Assunto. Foram chamados para a série de entrevistas os cinco candidatos com melhor pontuação na última pesquisa Datafolha. Renan Santos, candidato pelo partido Missão, foi entrevistado na quarta-feira (6). Ronaldo Caiado, candidato pelo PSD, será entrevistado na sexta-feira (7). A entrevista de Flávio Bolsonaro, candidato pelo PL, está marcada para segunda-feira (10), mas ele ainda não confirmou presença. Lula, candidato à reeleição pelo PT, foi convidado, mas sua assessoria de imprensa informou que ele optou por não participar.

  28. 973

    ESPECIAL: Natuza Nery e Andréia Sadi entrevistam Renan Santos

    g1 e GloboNews começam a primeira série de entrevistas do jornalismo da Globo nas eleições deste ano. Renan Santos, candidato pelo partido Missão, foi entrevistado nesta quarta-feira (5). Candidato pelo partido Missão, Renan Santos afirmou que, caso seja eleito presidente, não cumprirá decisões monocráticas do STF: "Se o Supremo Tribunal Federal tomar uma decisão ilegal, decisão ilegal não se cumpre. Ponto". Ele também disse que aceitaria negociar e compor seu eventual governo com o Centrão, mas reforçou o uso do termo “parasitas” para chamar parlamentares que integram o bloco. Renan buscou explicar um dos slogans de sua campanha e disse que a frase “prendeu, matou” pode ter interpretação confusa, mas que se trata de um recado político de que irá enfrentar de maneira “dura” o crime – ele falou mais uma vez que sua inspiração nesta pauta é o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, mas ponderou a necessidade de adaptar o bukelismo à realidade brasileira: “Eu não sou Bukele”, afirmou. Na economia, o candidato afirmou que o Brasil vive um “drama fiscal” e propôs medidas como a desindexação do salário-mínimo com a Previdência. Aos 42 anos, Renan Santos concorre à Presidência pela primeira vez. A entrevista com Natuza Nery e Andréia Sadi foi transmitida ao vivo pelo g1 e pela GloboNews na tarde de quarta-feira (5) e publicada na íntegra como episódio especial do Assunto. Foram chamados para a série de entrevistas os cinco candidatos com melhor pontuação na última pesquisa Datafolha. Romeu Zema, candidato pelo partido Novo, será entrevistado na quinta-feira (6). Ronaldo Caiado, candidato pelo PSD, na sexta-feira (7). A entrevista de Flávio Bolsonaro, candidato pelo PL, está marcada para segunda-feira (10), mas ele ainda não confirmou presença. Lula, candidato à reeleição pelo PT, foi convidado, mas sua assessoria de imprensa informou que ele optou por não participar.

  29. 972

    O Assunto nas sabatinas dos candidatos à Presidência da República

    Começa nesta quarta-feira (5) a série de entrevistas realizadas pelo g1 e pela GloboNews com os cinco candidatos à Presidência da República mais bem posicionados na pesquisa Datafolha mais recente. As sabatinas serão conduzidas por Natuza Nery e Andréia Sadi e terão a seguinte programação: Renan Santos (Missão) nesta quarta (5); Romeu Zema (Novo) na quinta-feira (6); Ronaldo Caiado (PSD) na sexta-feira (7); Flávio Bolsonaro (PL) na próxima segunda-feira (10), mas sua campanha ainda não confirmou a participação. O presidente Lula (PT) informou que não virá. Natuza Nery tem um aviso para os ouvintes de O Assunto. Dê o play aqui!

  30. 971

    Por dentro das convenções de Lula e Renan Santos

    Convidados: Nayara Felizardo, repórter de Política do g1; Rosana Cerqueira, repórter da GloboNews; e Bernardo Mello Franco, colunista do jornal O Globo e da Rádio CBN. A convenção partidária do PT confirmou neste domingo (2) que Lula será mais uma vez candidato à Presidência da República – será sua sétima candidatura. Em seu discurso, que durou mais de uma hora, o presidente pediu desculpas pelos erros que cometeu, mas defendeu sua gestão e anunciou uma série de promessas para um eventual quarto mandato: pautas sobre educação, transição energética, idosos, indústria militar e exploração de terras raras. Lula ainda disse que não será o "Lulinha Paz e Amor", mas, sim, o "Lulinha Porreta", e garantiu que irá brigar com o Congresso sobre as emendas parlamentares. No sábado (1), o Missão confirmou Renan Santos como candidato – ele já havia sido indicado pelo partido na convenção online. Na convenção, Renan recusou o rótulo de "terceira via", buscou se apresentar como a alternativa anti-Lula e anti-Bolsonaro e prometeu endurecimento nas políticas de segurança pública. Neste episódio, Victor Boyadjian entrevista três jornalistas. As repórteres Nayara Felizardo e Rosana Cerqueira relatam suas coberturas nas convenções de PT e Missão, respectivamente. Depois, Bernardo Mello Franco analisa os discursos de Lula e Renan e comenta as propostas apresentadas pelos candidatos.

  31. 970

    Brasil versus Argentina e Paraguai: a América do Sul em tempos de polarização

    Convidado: Ariel Palacios, correspondente da Globo e da GloboNews para América Latina. Nesta segunda-feira (3), o Brasil completa uma semana sem representação diplomática na Argentina. O embaixador em Buenos Aires, Julio Bitelli, foi convocado às pressas para voltar a Brasília e, neste período, já teve três reuniões com Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores. Esse gesto é raro e tem um significado claro: sinaliza que a relação entre os dois países entrou em crise. O estopim foi a participação do presidente argentino, Javier Milei, na convenção do PL que lançou Flávio Bolsonaro candidato à Presidência. Na ocasião, Milei chamou o presidente Lula de "presidiário" e o ministro do STF Alexandre de Moraes de "lixo careca". Já a crise com o Paraguai nasceu da declaração de Lula: o presidente disse que o país vizinho invadiu o Brasil e que isso levou à declaração da Guerra do Paraguai – o embaixador brasileiro em Assunção foi chamado para dar explicações ao governo do presidente Santiago Peña. Neste episódio, Victor Boyadjian entrevista o jornalista Ariel Palacios, que fala diretamente de Buenos Aires. Ariel recorda o histórico diplomático entre os países da Tríplice Fronteira e explica o que levou à atual crise entre Brasil e os governos da Argentina e do Paraguai – analisa também a afinidade ideológica dos dois presidentes e de outros governantes da região.

  32. 969

    A volta do fantasma da AIDS no mundo e o aumento de casos no Brasil

    Convidada: Beatriz Grinsztejn, médica infectologista, pesquisadora, presidente da IAS (International AIDS Society) e diretora do Laboratório de Pesquisa Clínica em IST e Aids do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz. Ao longo de mais de quatro décadas, os avanços da ciência transformaram o HIV de uma sentença de morte em uma infecção que pode ser tratada e prevenida com medicamentos cada vez mais eficazes. Mas um novo relatório do UNAIDS aponta que cortes no financiamento internacional, redução dos serviços de prevenção e o avanço de políticas que restringem direitos de populações mais vulneráveis colocam em risco décadas de progresso no combate ao vírus. Embora as mortes relacionadas à AIDS estejam no menor patamar em 30 anos, a ONU afirma que o objetivo de eliminar a doença como ameaça à saúde pública até 2030 corre risco. O Brasil segue como referência no acesso ao tratamento, mas também aparece entre as 21 nações que registraram aumento de novos casos de HIV. Neste episódio, Victor Boyadjian conversa com a infectologista Beatriz Grinsztejn sobre o que explica esse cenário e quais são os principais desafios para evitar um retrocesso no combate ao HIV. Ela analisa o impacto dos cortes no financiamento internacional, do enfraquecimento das políticas de prevenção e do avanço de medidas que ampliam a vulnerabilidade de grupos mais expostos ao vírus. Também explica por que os casos voltaram a crescer no Brasil, apesar dos avanços científicos no tratamento e na prevenção.

  33. 968

    O futuro da ONU: os interesses por trás da eleição para a Secretaria-Geral das Nações Unidas

    Convidado: Marcelo Lins, comentarista e apresentador do GloboNews Internacional. No fim deste ano, o atual secretário-geral da ONU, António Guterres, deixará o comando das Nações Unidas depois de uma década no cargo. O processo para a escolha do novo chefe da organização tem muitos estágios e o mais importante deles começa nesta quinta-feira (30). Trata-se da primeira votação no âmbito do Conselho de Segurança: os representantes dos 15 países que compõem o Conselho informam se "encorajam", se "não encorajam" ou se "não tem opinião" em relação aos candidatos. Serão apresentados sete nomes para este teste de fogo, e dois deles aparecem como prováveis favoritos: a ex-presidente chilena Michelle Bachelet, que já liderou o Alto Comissariado de Direitos Humanos, e o argentino Rafael Grossi, atual diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica. Para vencer, eles precisam de nove votos a favor e nenhum voto contra dos países com poder de veto – Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido. Neste episódio, Victor Boyadjian conversa com o jornalista Marcelo Lins sobre cada etapa desse processo. Lins explica quem são os principais candidatos e quem são os países que os apoiam. Ele também analisa o atual momento da ONU e diz o que pode mudar a partir da nova gestão.

  34. 967

    As armas do Brasil na guerra comercial de Trump

    Convidada: Monica de Bolle, pesquisadora sênior do Peterson Institute for International Economics, em Washington (EUA). Ao longo de julho, os Estados Unidos anunciaram duas bombas tarifárias contra o Brasil: a primeira de 25%, resultado da investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre supostas práticas desleais da economia brasileira; a segunda de 12,5%, aplicada contra o Brasil e outros países que, de acordo com o USTR, não fiscalizaram adequadamente o emprego de trabalho forçado. O governo brasileiro criticou as medidas e anunciou ações para enfrentar o tarifaço turbinado: na economia interna, prometeu um pacote de R$ 18,5 bilhões para os setores mais afetados; na esfera internacional, levou as sobretaxas para arbitragem da Organização Mundial do Comércio (OMC). Neste episódio, Victor Boyadjian entrevista a economista Monica de Bolle, que fala diretamente de Washington. Monica analisa que respostas o Brasil pode esperar da OMC e explica outros artifícios que podem ser adotados pelo país: como a Lei de Reciprocidade e até mecanismos legais de retaliação em setores estratégicos para os americanos.

  35. 966

    Por dentro das convenções de Flávio, Caiado e Zema

    Convidado: Victória Cócolo, repórter de Política do g1; Marília Barbosa, repórter do g1 São Paulo; Caetano Tonet, repórter de Política do g1, em Brasília; e Bernardo Mello Franco, jornalista e colunista do jornal O Globo e da Rádio CBN. As candidaturas agora são oficiais. No sábado (25), o PL realizou a convenção que confirmou Flávio Bolsonaro como candidato do partido à Presidência – o nome do vice ainda não foi anunciado. Participaram do evento figuras da política nacional, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), e nomes da direita internacional, caso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que falou em vídeo, e do presidente da Argentina, Javier Milei, que fez discurso anti-esquerda e ofendeu o ministro do STF Alexandre de Moraes. Flávio viu também no telão da convenção o discurso da madrasta Michelle – que mencionou seu nome apenas uma vez – e uma versão do pai, Jair Bolsonaro, feita por inteligência artificial. No domingo (26), o PSD oficializou a candidatura de Ronaldo Caiado: o ex-governador de Goiás discursou ao lado do candidato a vice, o presidente da legenda, Gilberto Kassab, e se colocou como a alternativa anti-Lula e anti-Flávio. Na segunda-feira (27), foi a vez do partido Novo realizar sua convenção para lançar Romeu Zema candidato: o ex-governador de Minas Gerais foi apresentado sem vice na chapa, e investiu em um discurso contra o PT. Neste episódio, Victor Boyadjian conversa com três repórteres do g1 que cobriram as convenções de PL, PSD e Novo: respectivamente, Victória Cócolo, Marília Barbosa e Caetano Tonet. Os três relatam os bastidores dos eventos e tudo que acompanharam in loco. Depois, Victor fala também com Bernardo Mello Franco, que analisa os discursos dos candidatos e o que muda no tabuleiro político a partir de agora.

  36. 965

    A revolução das máquinas já começou?

    Convidado: Bruno Natal, jornalista, documentarista e apresentador do podcast 'Resumido'. Na última semana, a OpenAI, a dona do ChatGPT e uma das gigantes da tecnologia, revelou que uma de suas inteligências artificiais invadiu a infraestrutura de uma biblioteca digital "por conta própria" durante um teste de segurança – e afirmou que se trata de um ataque virtual "sem precedentes". O anúncio acendeu um alerta em empresas e especialistas sobre a possibilidade de que as máquinas possam agir de forma autônoma em relação aos comandos definidos por humanos. Nos Estados Unidos, parlamentares apresentaram um projeto de lei para dar ao Departamento de Segurança Interna a autoridade para obrigar que modelos ou ferramentas de IA sejam desligadas. Neste episódio, Natuza Nery entrevista o jornalista especializado em tecnologia Bruno Natal sobre qual é o real risco de que as inteligências artificiais se tornem autônomas – e sobre como seu uso em guerras pode ser ainda mais perigoso.

  37. 964

    O Brasil mais violento para negros, mulheres, LGBT+ e crianças

    Convidados: Lívia Sant'Anna Vaz, promotora de Justiça do Ministério Público da Bahia e doutora em Ciências Jurídico-Políticas pela Universidade de Lisboa, e Renan Quinalha, professor de Direito da Unifesp e autor de Movimento LGBTI+. A 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública apresenta um dado para o país celebrar: a taxa de homicídios em 2025 é a menor dos últimos 14 anos. Mas quando se coloca lupa nestes números, o que se vê é o crescimento da violência para determinadas parcelas da população. Aspectos como raça, gênero, sexualidade e idade podem aumentar a exposição a determinados crimes violentos. Pessoas negras são 80% das vítimas de homicídio no Brasil. O registro de casos de feminicídios bateu recorde em 2025: na média, a cada dia quatro mulheres foram assassinadas no país. A violência contra a população LGBT+ cresceu mais de 35% de um ano para o outro – e isso conta apenas uma parte do problema, pois os crimes contabilizados neste caso são altamente subnotificados. E as crianças e adolescentes são alvos de violências de todo tipo. A cada dez vítimas de estupro no Brasil, seis tinham menos de 14 anos. E os registros de bullying e cyberbullying tiveram um acréscimo de quase 70% em um ano. Neste episódio, Natuza Nery entrevista dois especialistas. Primeiro, a conversa é com a promotora de Justiça Lívia Sant'Anna Vaz, que analisa os aspectos raciais e de gênero da violência. Depois, ela fala com o professor Renan Quinalha sobre os direitos da população LGBT+ e sobre como o Brasil e outros países têm lidado com esta questão.

  38. 963

    Flávio, as urnas e a sombra de 2022

    Convidados: Valdo Cruz, comentarista da GloboNews, e Oscar Vilhena, professor da FGV Direito SP e colunista na Folha de São Paulo. Às vésperas do início oficial da campanha eleitoral, o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reuniu representantes de cerca de 40 países em Brasília e voltou a levantar suspeitas sobre as urnas eletrônicas brasileiras, repetindo uma alegação já desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O episódio remete imediatamente à reunião promovida por Jair Bolsonaro com embaixadores em 2022, que levou o ex-presidente a ser declarado inelegível por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Desta vez, Flávio citou um relatório da CIA sobre as eleições na Venezuela para associar, sem provas, as urnas brasileiras à empresa Smartmatic — informação negada reiteradamente pela Justiça Eleitoral. O caso recoloca no centro do debate uma estratégia que marcou as eleições de 2022 e traz de volta discussões sobre a confiança no sistema eleitoral brasileiro. Também levanta questões sobre os limites legais para candidatos que questionam, sem apresentar evidências, a integridade das urnas eletrônicas e sobre o papel da Justiça Eleitoral na proteção da credibilidade das eleições. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Valdo Cruz sobre o momento político em que Flávio faz essa declaração e os impactos para a campanha do senador. Depois, o professor de Direito Oscar Vilhena explica quais são as diferenças entre o caso de Flávio e o de Jair Bolsonaro, quais são os limites jurídicos para esse tipo de discurso e por que ataques infundados ao sistema eleitoral não são tratados apenas como opinião política.

  39. 962

    Renan Santos: o outsider candidato à Presidência

    Convidado: Thomas Traumann, comentarista da Globonews e colunista do Jornal O Globo. Na segunda-feira (20), Renan Santos foi oficializado como candidato à Presidência da República pelo Missão, partido que nasceu a partir do MBL (Movimento Brasil Livre) e que recebeu a chancela do TSE apenas em novembro de 2025. Ele foi um dos fundadores do MBL em 2014 e liderou o movimento em seus momentos mais emblemáticos: nas convocações para defender o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, no apoio a Jair Bolsonaro na eleição de 2018 e no posterior rompimento com o ex-presidente enquanto ele ainda ocupava o Palácio do Planalto. Em sua pré-campanha, Renan aumentou sua exposição nas redes sociais e buscou se apresentar como o candidato que é ao mesmo tempo anti-Lula e anti-Flávio Bolsonaro – com ideias e propostas inspiradas em Javier Milei, presidente da Argentina, e em Nayib Bukele, presidente de El Salvador. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Thomas Traumann sobre a candidatura de Renan Santos. Thomas descreve a trajetória do candidato e as ideias que compõem o programa do Missão.

  40. 961

    Reino Unido: o 'Rei do Norte' e a sucessão do poder

    Convidado: Murilo Salviano, repórter correspondente da TV Globo e GloboNews em Londres. Nesta segunda-feira (20), o Reino Unido deu início a um novo capítulo de sua conturbada história política recente. O novo líder do partido trabalhista Andy Burnham assumiu o cargo de primeiro-ministro britânico – ele é sétimo a ocupar o posto nos últimos dez anos. Ele substitui Keir Starmer, que esteve à frente do partido em 2024, quando os trabalhistas conseguiram uma vitória esmagadora na eleição nacional, mas viu sua popularidade derreter nos últimos 23 meses: diante de uma inflação alta e de um escândalo que envolve o caso Epstein, sua rejeição atingiu 74%, a pior de um premiê britânico nos últimos 50 anos. Burnham ganhou o apelido de "Rei do Norte" devido à sua gestão muito bem avaliada como prefeito de Manchester e promete uma agenda mais popular – ele tem o desafio de barrar o crescimento da extrema-direita no país, que se saiu melhor nas eleições regionais britânicas de maio deste ano. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Murilo Salviano, que fala diretamente de Londres. Murilo explica os pilares da derrocada de Starmer e da ascensão de Burnham. Ele descreve também a "gambiarra" política que levou o "Rei do Norte" ao centro do poder britânico.

  41. 960

    Namoro com a IA e a economia da intimidade

    Convidado: Laura Hauser, historiadora, socióloga, consultora em inovação e autora do livro "Saber conversar na era da IA: sobreviver na tecnoafetividade". Na última semana, a China implementou uma regulamentação rigorosa que proíbe os "namorados virtuais" de inteligência artificial, sob a justificativa de combater a dependência emocional e o vício. A medida, que forçou gigantes como ByteDance e Alibaba a suspenderem essas funções, provocou uma onda de lamento nas redes sociais chinesas, onde usuários relatam a perda de seus "pilares espirituais" e parceiros digitais que já consideravam parte da família. A indústria chinesa de companhias virtuais cresce mais de 80% anualmente e, em 2024, movimentou mais de R$ 3 bilhões. Mas não se trata de um fenômeno isolado na China: um estudo da Common Sense Media mostrou que quase três em cada quatro adolescentes americanos já usaram companheiros criados pela IA para relacionamentos pessoais. A Organização Mundial da Saúde informa que uma em cada seis pessoas no mundo sofre de solidão e declarou que esta é uma ameaça global à saúde pública. Neste episódio, Natuza Nery entrevista Laura Hauser, que estuda em seu doutorado como pessoas têm se relacionado intimamente com a inteligência artificial. Laura explica o paradoxo da "tecnoafetividade", analisa o que chama de "quarta ferida narcísica" e alerta para a "economia da intimidade": o lucrativo modelo de negócio das big techs que utiliza o vínculo emocional com robôs para nos manter conectados por muito mais tempo. Na abertura desta edição, a psicanalista Carol Tilkian, pesquisadora de relações humanas, também comenta este fenômeno.

  42. 959

    O tarifaço de Trump: a negociação e as taxas contra o Brasil

    Convidados: Embaixador Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) e Presidente da 9G Consultoria; Bruna Santos, diretora do Programa Brasil do Inter-American Dialogue, em Washington (EUA). O governo dos Estados Unidos oficializou que irá impor a sobretaxa de 25% sobre uma ampla gama de produtos brasileiros a partir do dia 22 de julho. A decisão é resultado de uma investigação do Escritório do Representante de Comércio americano sobre supostas "práticas desleais" da economia brasileira – o relatório final cita desmatamento, proteção de propriedade intelectual, tratamento às big techs e até o PIX. Em uma manifestação pública, o secretário de Estado Marco Rubio criticou o presidente Lula e disse que faltou "boa-fé" ao governo brasileiro. O Palácio do Planalto classificou a medida como um marco "lastimável" na relação entre os países e ameaça acionar a Lei de Reciprocidade. Neste episódio, Natuza Nery entrevista dois especialistas em geopolítica e relações internacionais. Primeiro, a conversa é com o embaixador Roberto Azevêdo: ele conta os bastidores das negociações entre agentes brasileiros e americanos e analisa as regras de um comércio internacional baseado na força. Depois, Natuza fala com Bruna Santos, que comenta a deterioração das relações diplomáticas entre Brasil e EUA.

  43. 958

    Pesquisa Quaest: Lula, Flávio e a direita na pausa para a hidratação

    Convidado: Felipe Nunes, cientista político, professor da FGV-SP e diretor da Quaest. A última pesquisa realizada pelo instituto antes do início oficial das campanhas eleitorais, em 16 de agosto, mostra que o presidente Lula (PT) abriu vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) nas simulações de 1º turno (40% a 28%) e de 2º turno (45% a 37%). A sondagem, que foi divulgada nesta quarta-feira (15), dá sinais de que Lula está recuperando pontos na aprovação de seu governo e em segmentos importantes – por exemplo, entre eleitores independentes e eleitores jovens. Essa edição da Quaest também indica que Flávio perdeu espaço entre os eleitores dispostos a votar em candidatos da oposição e demonstra que a direita que não se identifica como bolsonarista pode buscar alternativas na urna. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Felipe Nunes, diretor da Quaest. Felipe disseca todos os dados desta pesquisa e analisa os sinais positivos e negativos para Lula, para Flávio e para os candidatos da chamada terceira via. Ele também avalia os impactos eleitorais dos eventos mais recentes da política brasileira e conta o que as projeções do instituto indicam.

  44. 957

    A carta de Jair Bolsonaro aos brasileiros e os impactos políticos na candidatura de Flávio

    Convidado: Rafael Moraes Moura, repórter na coluna de Malu Gaspar no jornal O Globo. Uma carta escrita por Jair Bolsonaro durante a prisão domiciliar foi divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro nas redes sociais. No texto, o ex-presidente pede que aliados deixem de lado as diferenças e afirma que o filho é a melhor opção para disputar a Presidência da República em 2026. A publicação da carta, porém, levou a uma reação imediata do Supremo Tribunal Federal. O ministro Alexandre de Moraes entendeu que Bolsonaro desrespeitou a proibição de usar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros, e que a visita de Flávio ao pai teve como objetivo contornar essa restrição. Como consequência, os dois foram proibidos de se encontrar até depois do primeiro turno das eleições, e a defesa do ex-presidente terá de explicar se ele sabia que a mensagem seria divulgada. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Rafael Moraes Moura, repórter na coluna de Malu Gaspar no jornal O Globo, sobre o conteúdo da carta, a decisão do STF e as consequências da divulgação do documento nas redes sociais.

  45. 956

    O Orçamento Secreto 2.0

    Convidado: Breno Pires, repórter da revista "Piauí". Na última semana, o ministro do STF Flávio Dino determinou o bloqueio de R$ 125 milhões em bens de caciques políticos sem mandato. A decisão trouxe à tona um possível esquema de destinação de verbas públicas que envolve a cúpula do Congresso. As investigações da Polícia Federal (PF) buscam esclarecer se o Orçamento Secreto deu origem a novos mecanismos para camuflar a distribuição de recursos, mesmo após ter sido considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 2022. Em outras palavras: a PF investiga se dinheiro público continua sendo usado para gerar ganhos políticos por meio de emendas parlamentares. Entre os investigados de agora estão o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que teriam atuado como "agentes privados" com influência superior à de deputados eleitos. A engrenagem desse "arranjo decisório paralelo", como definiu a PF, seria abastecida por servidores da própria Casa Legislativa. Mensagens obtidas pela investigação mostram, por exemplo, Cunha, cassado em 2016, gerenciando planilhas e reclamando de "mineiros enrolados" enquanto direcionava milhões de reais para redutos eleitorais em Minas Gerais, de olho em sua própria campanha. Não para por aí. O cerco às emendas parlamentares parece se aproximar da atual presidência da Câmara. Breno Pires, repórter da revista Piauí, explica n’O Assunto como Hugo Motta (Republicanos-PB), que classificou as decisões de Flávio Dino como uma "indevida intervenção judicial", vê seu próprio partido sob escrutínio. Isso porque, como mostra o estudo da Transparência Brasil divulgado nesta segunda-feira (13), quase metade dos recursos de emendas de comissão do Republicanos foi destinada à Paraíba, reduto político de Motta, sem que se saiba qual parlamentar fez as indicações. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Breno Pires para explicar como o poder sobre o Orçamento da União continua concentrado em poucas mãos, à revelia da transparência exigida por lei.

  46. 955

    Brasil no divã: como as eleições e a Copa mobilizam os sentimentos no país

    Convidada: Vera Iaconelli, psicanalista, doutora em Psicologia pela USP, diretora do Instituto Gerar de Psicanálise e escritora. São raros os momentos em que um país inteiro olha para o mesmo lugar. Neste ano, isso irá acontecer duas vezes. A primeira já passou: os torcedores brasileiros acompanharam a trajetória da Seleção na Copa do Mundo, que acabou com a derrota de 2 a 1 para a Noruega nas oitavas-de-final. A próxima será em outubro, quando milhões de eleitores forem às urnas para escolherem seus representantes – entre eles o presidente da República. São dois eventos que mobilizam sentimentos diversos dentro do país: podem unir e podem rachar completamente a sociedade, e têm capacidade de gerar pertencimento, raiva, decepção ou euforia. E o conjunto dessas emoções ajuda a explicar o que é o Brasil. Neste episódio, Natuza Nery conversa com a psicanalista Vera Iaconelli sobre como o país encara a Copa do Mundo e as eleições de outubro. Vera também explica por que defende que o Brasil deve encarar o divã e reflete sobre a construção da sociedade brasileira e as violências que instituíram algumas das nossas desigualdades.

  47. 954

    Pix Pensão Alimentícia e o direito de mães e filhos de receberem em dia

    Convidadas: Carla Boin, advogada de família, professora da USP e presidente da Comissão de Justiça Restaurativa da OAB-SP, e Mariene Ramos, pesquisadora da Escola Nacional de Administração Pública (Enap). Cerca de 11 milhões de mulheres criam sozinhas seus filhos e filhas no Brasil. A lei determina que os genitores dessas crianças e adolescentes têm responsabilidades afetivas e financeiras, mas essa não é a realidade em muitos casos: 1,7 milhão de crianças sequer têm o nome do pai nas certidões de nascimento e há mais de 600 mil processos de pensão alimentícia em andamento no país. Nessa semana, o Congresso Nacional aprovou um projeto de lei que pode reduzir a inadimplência nos pagamentos a partir de um mecanismo de cobrança automática: o Pix Pensão Alimentícia, que agora aguarda a sanção do presidente Lula. Neste episódio, Natuza Nery entrevista duas mulheres que estudam esta pauta. Primeiro, ela conversa com a advogada Carla Boin sobre o que diz a legislação a respeito do direito à pensão alimentícia e sobre o que muda com a nova lei. Depois, a pesquisadora Mariene Ramos detalha sua pesquisa sobre o universo das mães solo no Brasil.

  48. 953

    O colapso na trégua entre EUA e Irã

    Convidado: Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da FGV, pesquisador da Universidade de Harvard e do Carnegie Endowment, nos Estados Unidos. "Para mim, acho que acabou. Eu não quero mais lidar com eles", disse o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito com o Irã, na cúpula da Otan, na Turquia. A declaração do republicano veio depois de uma nova troca de ataques entre os dois países, menos de um mês após o anúncio de um acordo provisório para interromper os bombardeios e retomar as negociações sobre o programa nuclear iraniano. A escalada de violência acontece durante os cortejos do funeral do aiatolá Ali Khamenei e em meio ao teste de força do regime sob o comando do seu filho, Mojtaba. A retomada dos ataques reacende o temor de um conflito de consequências globais. O preço do petróleo disparou, as bolsas caíram e voltou a crescer a preocupação com o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado no mundo. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da FGV e pesquisador da Universidade de Harvard e do Carnegie Endowment, sobre o colapso da trégua, os interesses por trás da retomada dos ataques e os riscos de uma nova escalada militar.

  49. 952

    À espera do tarifaço: as consequências econômicas para Brasil e EUA

    Convidado: Daniel Sousa, comentarista da GloboNews, criador do podcast Petit Journal e professor de economia do Ibmec. O Escritório de Comércio dos Estados Unidos realizou entre segunda e terça-feira (6 e 7) as audiências públicas sobre o tarifaço proposto pelo governo americano aos produtos exportados Brasil. Participaram do debate empresas, representantes de setores produtivos brasileiros e até um pré-candidato à Presidência. Flávio Bolsonaro falou menos de 5 minutos e reforçou o argumento de que as tarifas beneficiariam eleitoralmente o atual governo. Depois, para jornalistas brasileiros, ele falou que deseja o “cancelamento” da medida e não seu adiamento, como sugeriu na carta enviada ao Escritório semana passada. Gigantes multinacionais como Coca-Cola, Nestlé, Tesla e eBay enviaram representações para solicitar que não haja sobretaxa aos produtos brasileiros. A decisão do governo americano deve sair até o dia 15 de julho. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o economista Daniel Sousa sobre as consequências econômicas do tarifaço, caso Trump decida por seguir em frente com a punição ao Brasil. Daniel analisa os argumentos americanos e explica por que alguns segmentos da economia brasileira são importantes para a cadeia global de suprimentos e para a inflação dentro dos EUA.

  50. 951

    Por que o Brasil não ganha mais a Copa?

    Convidado: Paulo César Vasconcellos, jornalista esportivo e comentarista do SporTV O Brasil chegou a transformar a Copa do Mundo em sinônimo de seleção brasileira. Foram cinco títulos, finais históricas e gerações de jogadores que marcaram época. Mas, desde o penta, em 2002, a seleção não voltou a conquistar o Mundial. Sequer chegar a uma final. Agora, o maior campeão do mundo entrou no maior jejum da sua história. A eliminação precoce do Brasil na Copa de 2026 contra a Noruega ampliou a sensação de crise. A seleção não caía nas oitavas de final desde 1990. Com isso, chegamos a seis Copas do Mundo seguidas sem títulos. O futebol mudou. O Brasil perdeu espaço. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Paulo César Vasconcellos, jornalista esportivo e comentarista do SporTV, sobre o que explica esse jejum histórico e os desafios do futebol brasileiro para voltar ao topo.

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Um grande assunto do momento discutido com profundidade. Natuza Nery vai conversar com especialistas, com personagens diretamente envolvidos na notícia, além de jornalistas e analistas da TV Globo, do g1, da Globonews e demais veículos do Grupo Globo para contextualizar, explicar e oferecer diferentes pontos de vista sobre os assuntos mais relevantes do Brasil e do mundo. O podcast O Assunto, em comemoração aos 5 anos de existência, selecionou os 10 episódios essenciais para todo ouvinte na playlist 'This Is O Assunto'. Ouça agora no Spotify:https://open.spotify.com/playlist/37i9dQZF1DXdFHK4Zrimdk

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