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Palavra - Audiodescrições

O “Caderno-ensaio 2: Palavra” nos provoca a perceber a palavra em suas múltiplas dimensões, desde o silêncio e o indizível até o verbo que desencadeia revoluções e cria mundos inteiros. Diante da complexidade desse tema, ensaiamos aproximações por meio de diversas manifestações e materialidades, com obras e textos inéditos, além de outros que já circulam pelo mundo há algum tempo. O livro é acompanhado de encarte em braile, versão digital acessível, locução de todos os conteúdos, audiodescrição de todas as imagens, paisagem sonora criada especialmente para o livro e vídeo de apresentação em libras (língua brasileira de sinais), com legendas e narração em língua portuguesa.Os recursos de acessibilidade, além de garantir o acesso das pessoas com deficiência, amplificam a potência e o alcance do livro através da multissensorialidade. Incentivamos o uso compartilhado entre pessoas com e sem deficiência, propondo maneiras de se relacionar com a arte, a educaçã

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    43 Haroldo de Campos - Sem título - 04

    Haroldo de CamposSem título, 1959Poema sem título de Haroldo de Campos, de 1959. Sobre fundo branco e letras pretas em minúsculo, ao centro da imagem, a maioria das palavras se organizam em pares, uma acima da outra, como se fossem degraus que sugerem um movimento descendente à direita, que ora se deslocam nos últimos versos em direção oposta.fala prata cala ouro cara prata coroa outro fala cala para prata ouro cala fala clara-AUDIODESCRIÇÃODef Acessibilidade e CulturaElaboração de Texto e Locução:João Paulo LimaConsultoria:Celso Nóbrega PAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

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    42 Haroldo de Campos - Sem título - 03

    Haroldo de CamposSem título, 1959Imagem sobre fundo branco em letras pretas em minúsculo do poema sem título de Haroldo de Campos, de 1959. A figura criada pelo poema remete uma escada pouco íngreme com as palavras “mais”, “menos”, “nem”, “sem”, “e”, “ou”, da esquerda para a direita em movimento descendente, criando repetições e trocadilhos de palavras em cada verso.mais mais menos mais e menos mais ou menos sem mais nem menos nem mais nem menos menos-AUDIODESCRIÇÃODef Acessibilidade e CulturaElaboração de Texto e Locução:João Paulo LimaConsultoria:Celso Nóbrega PAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

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    41 Haroldo de Campos - Sem título - 02

    Haroldo de Campossem título, 1959Poema sem título de Haroldo de Campos, de 1959, sobre fundo branco e letras pretas em minúsculo. O poema se divide em quatro estrofes de quatro versos, ou quartetos. Cada par de estrofes cria uma forma que sugere uma figura geométrica retangular vazia, quase central. A métrica parece se opor à estrutura de um soneto, forma clássica de poema. O jogo de imagens construídas se dá com as palavras “nascer” e “morrer”.se nasce morre nasce morre nasce morre renasce remorre renasce remorre renasce re re desnasce desmorre desnasce desmorre desnasce desmorrenascemorrenasce morrenasce morre se-AUDIODESCRIÇÃODef Acessibilidade e CulturaElaboração de Texto e Locução:João Paulo LimaConsultoria:Celso Nóbrega PAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

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    40 Haroldo de Campos - Sem título - 01

    Haroldo de CamposSem título, 1959Poema sem título de Haroldo de Campos, de 1959. Sobre fundo branco e letras pretas em minúsculo, as palavras se dispõem de modo aleatório e jogam com a ideia da palavra “cristal” nas extremidades esquerda superior e direita inferior, e ao centro as palavras “fome” e “forma” invertem a sintaxe e ampliam os significantes.cristal cristal fome cristal cristal fome de forma cristal cristal forma de fome cristalcristal forma-AUDIODESCRIÇÃODef Acessibilidade e CulturaElaboração de Texto e Locução:João Paulo LimaConsultoria:Celso Nóbrega PAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

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    39 Haroldo de Campos - Anamorfose

    Haroldo de CamposAnamorfose, 1959Sobre o fundo branco da página, letras pretas em minúsculo compõem um poema disposto em forma diagonal. O título, Anamorfose, fala de uma técnica visual que distorce uma imagem a partir de um ponto de vista. No caso desse poema, as palavras do poeta Haroldo de Campos, se entrecruzam em três blocos distribuídos da esquerda superior à direita inferior, criando, desse modo, uma sombra de palavras que parecem ao mesmo tempo reflexos umas das outras.Anamorfose dúvida sombra sem dúvida na sombra na dúvida sem sombra fora de dúvida hora de sombra hora de dúvida fora de sombra sem sombra de dúvida sombra dúvida sem sombra na dúvida na sombra sem dúvida hora de sombra fora de dúvida fora de sombra hora de dúvida sem dúvida de sombra sem dúvida sombra na sombra dúvida na dúvida sem sombra hora de dúvida fora de sombra fora de dúvida hora de sombra de sombra sem dúvida.-AUDIODESCRIÇÃODef Acessibilidade e CulturaElaboração de Texto e Locução:João Paulo LimaConsultoria:Celso Nóbrega PAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  6. 38

    38 Gustavo Caboco - Sem título - 04

    O desenho digital em preto e branco do artista brasileiro Gustavo Caboco, sem título, de 2024, retrata uma composição com elementos gráficos e texto, explorando o tema da linguagem e da expressão. Na parte superior esquerda, destaca-se o desenho de uma teia de aranha traçada com linhas finas. No meio da teia, há uma figura humana estilizada, com braços e pernas bem abertos. À direita, lê-se: "PALAVRA FALHA. CONFIO NO FIO. COM FIO, CONFIO". No canto inferior direito, em letras grandes e desenhadas, está a inscrição entre aspas “LITERATURA DO INVISÍVEL: PALAVRA QUE FALA”, seguida da assinatura do artista: Caboco, Gustavo (2023). -AUDIODESCRIÇÃOVer com PalavrasElaboração de Texto e Locução:Lívia Motta Elaboração de Texto:Márcia MartinsConsultoria:Cristiana CerchiariPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

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    37 Gustavo Caboco - Sem título - 03

    O desenho digital em preto e branco do artista brasileiro Gustavo Caboco, sem título, de 2024, retrata, sobre fundo branco, uma composição minimalista formada por palavras e símbolos, desenhados em linhas pretas e organizados verticalmente. No topo da imagem, em letras maiúsculas, está escrito "PALAVRA-PUSSANGA". Abaixo, há um retângulo com bordas irregulares contendo a inscrição “palavrar para livrar do dito”, em letras minúsculas e espaçadas. Mais abaixo, em letras maiúsculas, lê-se a frase entre aspas “CRIA PALAVRA PARA MUDAR A DOR. OU DOENÇA FICA.” Na parte inferior da obra, há uma figura humana estilizada, deitada com braços e pernas estendidos. Sobre o corpo, está escrita a frase: “CORPO DO EMAIL TEXTUAL”. À direita da composição, destaca-se uma linha curva ascendente terminada em uma espiral.-AUDIODESCRIÇÃOVer com PalavrasElaboração de Texto e Locução:Lívia Motta Elaboração de Texto:Márcia MartinsConsultoria:Cristiana CerchiariPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  8. 36

    36 Gustavo Caboco - Sem título - 02

    O desenho digital em preto e branco do artista brasileiro Gustavo Caboco, sem título, de 2024, retrata, sobre fundo preto, uma composição minimalista formada por três imagens, desenhadas com linhas brancas e dispostas verticalmente, uma abaixo da outra. Na parte superior, a pergunta “FIO FALA?” aparece em letras maiúsculas e espaçadas. Logo abaixo, a primeira imagem é uma espiral formada por uma linha curva que se desenrola a partir de um ponto central. No centro da espiral, há um pequeno círculo que se assemelha a uma cabeça humana estilizada e simplificada com um fio saindo da boca, sugerindo que o fio é uma extensão da fala ou da expressão. À esquerda da espiral, está a palavra “FIO” e, à direita, a palavra “CRIA”. Abaixo, a segunda imagem é uma linha sinuosa, com curvas suaves e abertas, que forma um desenho semelhante a um laço. No centro dessa figura, outra cabeça simplificada, também com um fio saindo da boca. À esquerda, está escrito “PALAVRA” e, à direita, “LINHA”. Na parte inferior da obra, a terceira imagem exibe uma forma simétrica que lembra uma ampulheta deitada, delineada por uma linha contínua. No centro dessa forma, há duas cabeças, uma de cada lado. Um fio sai da boca de uma figura e vai até a outra, como se estivessem em diálogo. Logo abaixo, lê-se “PALAVRA” e “FIO”.-AUDIODESCRIÇÃOVer com PalavrasElaboração de Texto e Locução:Lívia Motta Elaboração de Texto:Márcia MartinsConsultoria:Cristiana CerchiariPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

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    35 Gustavo Caboco - Sem título - 01

    O desenho digital em preto e branco do artista brasileiro Gustavo Caboco, sem título, de 2024, retrata, sobre fundo branco, figuras e palavras, em um estilo gráfico minimalista. No canto superior esquerdo, há uma figura humana estilizada, com braços e pernas alongados e a cabeça representada por uma meia- lua. À direita dessa figura, um retângulo com a inscrição "CORPO - LINHA" em letras maiúsculas, acompanhado de uma espiral. Uma linha curva e contínua forma braços e mãos ao redor do retângulo, como se o abraçasse. Abaixo, aparecem palavras com letras irregulares e maiúsculas, dispostas verticalmente, uma abaixo da outra. A palavra “LITERARUGAS” está no topo, seguida das palavras “PALAVRA VELIHA ”, “LITERAVÓ”, “PALAVRA LINHA” e “PALAVRINHA”. Na sequência, destaca-se uma fileira de pés calçados com botas, todos caminhando para a direita. Em letras grandes e espaçadas, está a palavra “COLONIAL”, com cada letra posicionada sobre um dos pés. Na parte inferior, um retângulo horizontal com a frase “MAS COMO VAMOS VINGAR?”. Logo abaixo, uma figura humana deitada com braços e pernas estendidos.-AUDIODESCRIÇÃOVer com PalavrasElaboração de Texto e Locução:Lívia Motta Elaboração de Texto:Márcia MartinsConsultoria:Cristiana CerchiariPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

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    34 Jaider Esbell - Carta ao Velho Mundo - 04

    Jaider EsbellCarta ao Velho Mundo, 2019–2020Detalhe de livro-objetoAcrílica sobre impressão offset, 28,2 x 37,6 centímetros.Pintura de uma mulher branca que segura uma cabeça em uma bandeja e olha para nós. Ela está vestida com traje renascentista, comum em representações de pinturas europeias: um balzo na cabeça, que é um turbante volumoso bege de detalhes dourados, e vestido em tons claros de branco, rosa e azul, com mangas bufantes e sobreposições de peças sobre o corpo como um manto sobre os ombros e lenços nos braços. Na bandeja dourada uma cabeça humana de pele clara e cabelos ruivos. Sobrepostas à pintura intervenções à mão livre. À esquerda e direita da mulher, no topo da pintura, lê-se em branco: “CARTA AO VELHO MUNDO”; GENOCÍDIO INDÍGENA BRAZIL”; “A VIOLÊNCIA É UM CICLO LONGO. ORDENS antigas continuam ecoando e chegaram agora nas últimas florestas virgens do mundo. A ordem? Exterminar!”. Sobreposto à cabeça desenho de um cocar verde, amarelo e vermelho, no rosto grafismos indígenas vermelhos e pretos. Em branco, contorno da continuidade do corpo de pessoa indígena que tem acessórios com plumagem no pescoço e braços, e está com a mão direita erguida em direção ao pescoço. Abaixo da bandeja a assinatura em branco: “19 .Jaider Esbell”.-AUDIODESCRIÇÃOEntrelinhas Comunicação AcessívelElaboração de texto e Locução:Bruna Cortez Consultoria:Roberto Cabral Edição de Áudio:Robson Ugo SouzaPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

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    33 Jaider Esbell - Carta ao Velho Mundo - 03

    Jaider EsbellCarta ao Velho Mundo, 2019–2020Detalhe de livro-objetoAcrílica sobre impressão offset, 28,2 x 37,6 centímetros.Lado a lado, duas páginas do livro. Na primeira, à esquerda há uma pintura de Willem Kalf de natureza-morta em que objetos metálicos estão dispostos sobre uma mesa com toalha branca que pende sobre uma banqueta estofada por tecido vermelho com franjas douradas. Há louças, talheres, jarros e bandeja dourados e prateados ornamentados. À esquerda, sobreposta à pintura, intervenções com grafismos semelhantes a de povos indígenas à mão livre em branco. Retas paralelas e perpendiculares contornadas com pontilhados justapostos. Nas extremidades de três retas, setas que se complementam e encaixam entre si. Outra sequência de retas menores separadas por pontilhados lembram um fruto amendoado, como um pinhão, inclinado sobre a mesa, entre os objetos metálicos. Abaixo, silhueta de dois rostos que se olham de frente, olho no olho, feitos por retas sinuosas que parecem se encaixar.Na parte superior da segunda página, uma pintura de natureza-morta de Jan Davidszoon de Heem com uma porção de livros abertos e fechados, empilhados em diferentes posições, com folhas onduladas e bordas vincadas. Sobre alguns livros, um alaúde de pé com as costas abauladas, com o braço encostado sobre a parede ao fundo. Sobreposto à página, manuscrito em branco: “ESCRITOS SOBRE A SELVA” acompanhado de setas que apontam para os livros da pintura. Mais abaixo, em um espaço em branco, tem em lilás, marrom, azul, verde e rosa o manuscrito em letras garrafais: “EXISTEM MUNDOS ALÉM DOS NOSSOS? CARTA AO VELHO MUNDO!”Em branco, na primeira página, abaixo da mesa, a assinatura: 19 Jaider Esbell".-AUDIODESCRIÇÃOEntrelinhas Comunicação AcessívelElaboração de texto e Locução:Bruna Cortez Consultoria:Roberto Cabral Edição de Áudio:Robson Ugo SouzaPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

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    32 Jaider Esbell - Carta ao Velho Mundo - 02

    Jaider EsbellCarta ao Velho Mundo, 2019–2020Detalhe de livro-objetoAcrílica sobre impressão offset, 28,2 x 37,6 centímetros.Lado a lado, duas páginas do livro de fundo amarelado. O texto em preto, de cerca de 180 linhas, dividido em quatro colunas, duas em cada página, faz uma análise da obra “Pátio de casa holandesa”, de Pieter de Hooch. Sobrepostas ao texto, intervenções à mão livre com grafismos que remetem às padronagens de povos indígenas feitos por canetas coloridas. Na página à esquerda, três formas de totens grandes dispostos na diagonal, no topo deles retas verticais amarelas lembram cabelos espetados. Os totens são formados por quatro patamares de losangos empilhados preenchidos por outros losangos,  com um total de cinco camadas até o miolo, onde se situa o menor dos losangos preenchido por um ponto. A camada externa é preta, a segunda é cinza, a terceira é amarela e a quarta é cinza. Os miolos variam de cor conforme o andar do losango, de cima para baixo: roxo, rosa, verde e laranja. Em ordem descendente - de cima para baixo - no segundo losango há dois traços cinzas, como braços. No quarto, dois traços horizontais lembram pés. Os três totens seguem o mesmo modelo e cores, diferenciando apenas pela precisão da linha em um desenho feito à mão. Na página à direita, grafismos abstratos em preto e amarelo. A parte superior do desenho tem um formato de uma cruz cuja haste vertical é feita por pontilhados, uma sequência de pequenos losangos empilhados, e retas em zigue-zague preenchidas por tracejados horizontais. A haste horizontal cruza a vertical, e é feita por nove quadrados espiralados lado a lado. Essa cruz lembra uma mariposa com antenas. Da base dela, duas linhas onduladas partem para lados opostos cujas extremidades formam espirais circulares. Embaixo das linhas, sete desenhos que lembram corpos humanoides de braços abertos estão dispostos em forma de pirâmide. O primeiro corpo, no topo, se conecta com a base da cruz e as linhas. Os demais corpos têm sobre as cabeças, círculos amarelos de três camadas. Abaixo, em letras manuscritas maiúsculas: “ESSA HISTÓRIA NÃO ESTÁ CERTA!”. No canto esquerdo das páginas, as assinaturas se repetem: “19 Jaider Esbell”. A primeira em preto e a segunda em amarelo.-AUDIODESCRIÇÃOEntrelinhas Comunicação AcessívelElaboração de texto e Locução:Bruna Cortez Consultoria:Roberto Cabral Edição de Áudio:Robson Ugo SouzaPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  13. 31

    31 Jaider Esbell - Carta ao Velho Mundo - 01

    Jaider EsbellCarta ao Velho Mundo, 2019–2020Detalhe de livro-objetoAcrílica sobre impressão offset, 28,2 x 37,6 centímetros.Página do livro de folha amarelada. O texto em preto, de cerca de 70 linhas, que aborda o renascimento italiano, está dividido em duas colunas.Sobrepostas à folha intervenções à mão livre em vermelho e preto. Acima do texto, em manuscrito e letra de forma, lê-se: “INVENTEM PALAVRAS PARA OS MISTÉRIOS”. Seguido por um desenh o de um corpo esquemático que se estende pela parte central, entre as colunas, até o fim da página após o bloco de texto. O corpo aparenta uma criatura de sobrancelhas compridas com extremidades que apontam para cima, dois olhos com cílios e um nariz pontiagudo em forma de V. Abaixo, se estendendo entre as duas colunas de texto da página, o tronco comprido em forma de zigue-zague em preto com pontilhados em vermelho intercalados, pernas abertas compostas por linhas que lembram um triângulo e pés apontados para cima. A criatura parece olhar para nós sentada sobre a folha. No canto direito, próximo à numeração “235” da página, uma assinatura: “19. Jaider Esbell”.-AUDIODESCRIÇÃOEntrelinhas Comunicação AcessívelElaboração de Texto e Locução:Bruna Cortez Consultoria:Roberto Cabral Edição de Áudio:Robson Ugo Souza PAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  14. 30

    30 Fabio Morais - Manifestação - 05

    Fabio MoraisManifestação, 2016Serigrafia sobre algodão cru trançado e cabos de madeira300 x 190 centímetros (aberta).Detalhe da obra com um tecido estampado com palavras e frases em preto dispersas. Na parte superior, a palavra “inveja” utiliza a tipografia característica do logotipo do nome revista Veja, com letras minúsculas, em negrito, com contornos limpos e ligeiramente arredondados, sendo que a sílaba IN é apenas delineada. Logo abaixo, lê-se a frase “A PUREZA É UM MITO” em letras espaçadas e retas. À esquerda, o fragmento de uma frase de cabeça para baixo: “CARTAZ DE CABEÇ PRA BAIX” em letras maiúsculas e espessas. Mais abaixo, “LUCRO” em letras arredondadas e contornadas. No centro, uma sequência em blocos negros apresenta: “FAÇA ALGO ERRADO / ERRADO E DIGA / DIGA QUE FUI EU / EU QUE MANDEI / ANDEI FAZER”, cada frase inscrita em letras brancas. Na parte inferior, surgem com letras bem grandes as frases “MERGULHO DO CORPO”, distribuída em duas linhas, e logo abaixo “SE VENDE”. Ao lado, a frase “ATENÇÃO CUIDADO COM O VÃO ENTRE O TREM E A PALAVRA” é disposta em diagonal. Outros fragmentos se espalham como anotações: “Paz Armada: O Futuro da Imagem” aparece no canto inferior. Perto da borda direita da imagem: JOÃO 172 JOÃO 173 JOÃO 174 JOÃO 175. Perto dali, a expressão “A arte nunca foi livre...” em letra cursiva maiúscula fina e pequena.-AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto e Locução:Cintia Alves Consultoria:Sidney TobiasEdição de Áudio: Bianca MilandaPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

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    29 Fabio Morais - Manifestação - 04

    Fabio MoraisManifestação, 2016Serigrafia sobre algodão cru trançado e cabos de madeira300 x 190 centímetros (aberta).Detalhe da obra com um tecido claro quase branco estampado com palavras e frases em preto dispersas, como se fossem fragmentos de pensamentos e provocações. No topo esquerdo, uma faixa preta horizontal carrega letras alinhadas de forma irregular, parecendo caracteres misturados de uma máquina de escrever: “BCDEFGHIJLOPORSU”, abaixo, uma linha de símbolos ilegíveis. Abaixo, “O QUE NOS SEPARA” está grafado com linhas retas e espaçadas, enquanto “dito es curо” utiliza letras limpas e modernistas, quebrando a leitura com uma sutileza gráfica. Acima à direita, a frase “DIGA CONOSCO” surge em letras maiúsculas cursivas finas, próximo a uma etiqueta desenhada com “ARTE=VERBA”.Com traços separados por hífens “BU-RO-CRA-CIA”. Logo abaixo, frases denunciam precariedade: “TRABALHO POR COMIDA” e “artista sem galeria é artista morto”. No lado direito, “HOJE É SEMPRE ONTEM” aparece com letras borradas e sobrepostas, com uma impressão falhada. No centro à direita, “ARTE A MÃO ARMADA” é escrita com letra cursiva maiúscula e irregular. Mais abaixo, “O BRASIL É O MEU ABISMO” é impresso com letras grossas e irregulares. Frases menores aparecem intercaladas entre as maiores, criando sobreposições: “PODER” perto dos dizeres “é possível mas não agora” e “LIMPO E DESINFETADO / CLEAN AND DISINFECTED” se misturam com símbolos gráficos. A palavra “GREVE” surge em um bloco preto tridimensional. Na base do tecido, um fragmento de equação aparece disposto em uma sequência simbólica: n[eu(ela/eu) + Você (ele/eu) + eu(ele/eu) - você(ela/eu)] = nós.-AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto e Locução:Cintia Alves Consultoria:Sidney TobiasEdição de Áudio: Bianca MilandaPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  16. 28

    28 Fabio Morais - Manifestação - 03

    Fabio MoraisManifestação, 2016Serigrafia sobre algodão cru trançado e cabos de madeira300 x 190 centímetros (aberta).Detalhe da obra com um tecido claro quase branco estampado com palavras e frases em preto dispersas, como se fossem fragmentos de pensamentos e provocações. Na parte superior, a palavra "FIM" aparece três vezes, cada uma dentro de um retângulo irregular, como um carimbo marcado com força. Logo abaixo, a frase "CRÍTICA DO MILAGRE" surge em letras finas e discretas, contrastando com o restante. À esquerda desse conjunto, “estou possuído” está impresso em letras distorcidas e inclinadas, perto da palavra “corpobra” em letras minúsculas vazadas sobre retângulo preto. Ao lado, frases como “PINTO NÃO PODE” estão em letras maiúsculas finas e espaçadas. Ao lado, “CUIDADO COM A CLASSE ‘C’” é escrito em letras arredondadas maiúsculas, como as de um caderno escolar. Próximo delas, o bloco preto com a palavra “Aquitáfoda” se destaca em branco, lembrando uma placa ou letreiro.No meio, “NÃO SEI PINTAR NÃO SEI SAMBAR” aparece com letras borradas e desgastadas, como se tivessem sido aplicadas com um pincel seco ou estivessem se desfazendo com o tempo. Perto, outras frases surgem, como “adote o artista / não deixe ele virar professor”. No canto inferior esquerdo, críticas econômicas surgem em frases diretas: “MEU SALÁRIO 200,00” e “MEU ALUGUEL 500,00”, destacadas pela simplicidade de letras pretas e retas. “LIVRO DE CARNE” é escrito de forma descontraída, como uma anotação improvisada. Perto da base, a palavra “PERCEBA” está envolta em um retângulo com textura granulada,. Abaixo, “AVISO: É A G” parece interrompida por uma dobra do tecido, sugerindo uma mensagem que se esconde nas curvas da faixa.-AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto e Locução:Cintia Alves Consultoria:Sidney TobiasEdição de Áudio: Bianca MilandaPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

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    27 Fabio Morais - Manifestação - 02

    Fabio MoraisManifestação, 2016Serigrafia sobre algodão cru trançado e cabos de madeira300 x 190 centímetros (aberta).Uma faixa de tecido claro quase branco estampado com palavras e frases em preto dispersas é sustentada por duas hastes de madeira, pendendo de forma relaxada, com dobras que interrompem e retomam textos e palavras. As frases espalham-se como intervenções visuais, combinando tipografias variadas e discursos fragmentados. À esquerda, “LUCRO” é impresso em contorno grosso, com letras maiúsculas. Perto dele, as frases “MERGULHO DO CORPO” e “SE VENDE” alternam espessuras e tamanhos. Expressões como “DITADURA FORA DE ÉPOCA” e “ENTRE GRITANDO” aparecem como blocos independentes, cada um carregando sua própria mensagem. A palavra “INVEJA” imita a tipografia do nome da revista Veja, com letras minúsculas, em negrito, com contornos limpos e ligeiramente arredondados, sendo que a sílaba IN é apenas delineada. Há inúmeras frases espalhadas sem aparente conexão entre si e que não possibilitam uma leitura linear. Outras expressões estão grafadas, como “seja marginal, seja herói”, “AQUI É ARTE” e “CANALHA”, criando camadas de discurso entre arte e crítica social.-AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto e Locução:Cintia Alves Consultoria:Sidney TobiasEdição de Áudio: Bianca MilandaPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  18. 26

    26 Fabio Morais - Manifestação - 01

    Fabio MoraisManifestação, 2016Serigrafia sobre algodão cru trançado e cabos de madeira300 x 190 centímetros (aberta).Detalhe da obra com um tecido claro quase branco estampado com palavras e frases em preto dispersas, como se fossem fragmentos de pensamentos e provocações. No canto superior, “seja marginal, seja herói” aparece em letras minúsculas e espaçadas uniformemente. Mais ao centro, dentro de um contorno retangular como se fosse um formulário, a frase “AQUI É ARTE”, com letras maiúsculas e sólidas, cercado por breves espaços vazios que criam um contraste com o restante da composição mais densa. Abaixo, linhas pontilhadas sugerem data e assinatura, como se oficializassem uma declaração ou certificado.À direita, a palavra “CANALHA” está em uma horizontal alongada e com traços finos. Logo abaixo está escrita a expressão “Calcular interesses”. Mais abaixo, a palavra “PODER” surge em um estilo irregular, em meio a rabiscos e frases soltas que misturam manuscritos e impressões tipográficas.No canto inferior esquerdo, lê-se “POÉTICA” ou “POLÍTICA”, em que as letras “É” e “LÍ” se sobrepõem e criam as duas possibilidades de leitura. Logo abaixo, marcada por letras grandes e pesadas, quase ocupando a linha de base da composição, “É A GUERRA”.   À direita, outras expressões como “DINHEIRO NO MEU BOLSO 52,00” e “PODERIA ESTAR PEDINDO MAS ESTOU ROUBANDO” aparecem como declarações diretas, entremeadas por símbolos e cálculos. Riscos e linhas cruzam o tecido em várias direções, como se cada frase, número ou palavra competisse por espaço, criando uma textura visual carregada, que brinca com caos e ordem ao mesmo tempo.-AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto e Locução:Cintia Alves Consultoria:Sidney TobiasEdição de Áudio: Bianca MilandaPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  19. 25

    25 André Vargas - Pé de caminho - 05

    André VargasPé de caminho, 2023Chinelos entalhados 95 x 28 x 5 centímetros.Fotografia de três pares de chinelos de dedo de cores diversas. Eles estão dispostos horizontalmente e em paralelo, formando uma composição vertical que toma de cima a baixo toda a imagem. O primeiro par, no topo, é vermelho de correias pretas e traz as palavras “Exú” e “dá”, entalhadas em cada um dos soldados. No segundo par, azul de correias vermelhas, estão entalhadas as palavras “Ogum” e “abre”, também em cada um dos soldados. O terceiro e último par tem solado verde e correias brancas, com as palavras entalhadas “Odé” e “corre”. Os entalhes das palavras atravessam os materiais de borracha dos solados e revelam a superfície branca em que estão dispostos.-AUDIODESCRIÇÃODef Acessibilidade e CulturaElaboração de Texto e Locução:João Paulo LimaConsultoria:Celso Nóbrega PAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  20. 24

    24 André Vargas - Pé de caminho - 04

    André VargasPé de caminho, 2023Chinelos entalhados 95 x 28 x 5 centímetros.Fotografia de um par de chinelos de dedo de solados verdes e correias brancas dispostos horizontalmente sobre superfície branca, com a parte frontal apontando para a direita. O chinelo acima, pé esquerdo, tem em seu solado a palavra “Odé” entalhada, e no chinelo abaixo, pé direito, a palavra “corre”. O entalhe das palavras atravessa o material de borracha do solado.-AUDIODESCRIÇÃODef Acessibilidade e CulturaElaboração de Texto e Locução:João Paulo LimaConsultoria:Celso Nóbrega PAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  21. 23

    23 André Vargas - Pé de caminho - 03

    André VargasPé de caminho, 2023Chinelos entalhados 95 x 28 x 5 centímetros.Fotografia de um par de chinelos de dedo, de solados azuis e correias vermelhas, dispostos horizontalmente em paralelo sobre superfície branca, com a parte frontal apontando para a direita. O chinelo acima, pé esquerdo, tem em seu solado a palavra “ogum” entalhada, e no chinelo abaixo, pé direito, a palavra “abre”. O entalhe das palavras atravessa o material de borracha do solado.-AUDIODESCRIÇÃODef Acessibilidade e CulturaElaboração de Texto e Locução:João Paulo LimaConsultoria:Celso Nóbrega PAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  22. 22

    22 André Vargas - Pé de caminho - 02

    André VargasPé de caminho, 2023Chinelos entalhados 95 x 28 x 5 centímetros.Fotografia de um par de chinelos de dedo de solados vermelhos e correias pretas. Dispostos horizontalmente sobre superfície branca, com a parte frontal apontando para a direita. No chinelo acima, pé esquerdo, está entalhada no solado a palavra “Exú”, e no solado do que está abaixo, pé direito, a palavra “dá”. O entalhe das palavras atravessa o material de borracha do solado.-AUDIODESCRIÇÃODef Acessibilidade e CulturaElaboração de Texto e Locução:João Paulo LimaConsultoria:Celso Nóbrega PAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana KeikoMixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  23. 21

    21 André Vargas - Pé de caminho - 01

    André VargasPé de caminho, 2023Chinelos entalhados 95 x 28 x 5 centímetrosFotografia de um chinelo de dedo do pé esquerdo, também conhecido como sandália ou chinela em algumas regiões do Brasil, com solado vermelho e correia preta. O pé solitário está sobre uma superfície branca. No meio do solado, na posição vertical, se destaca a palavra “Exú” entalhada, atravessando o material.-AUDIODESCRIÇÃODef Acessibilidade e CulturaElaboração de texto e Locução:João Paulo LimaConsultoria:Celso Nóbrega PAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  24. 20

    20 Bruno Vital - Sinestesia H90

    Bruno VitalSinestesia H90, 2018Tinta nanquim e tinta de máquina de escrever sobre papelDentro de uma larga moldura vermelha retangular com alto relevo de discretos arabescos e formas arredondadas, duas folhas de papel sépia, em tons amarelados uma acima da outra. Na folha superior, a palavra “PLIC” aparece 17 vezes, escritas na vertical e desalinhadas entre si, como se caíssem do topo em cascata. Abaixo,  alinhado à direita, lê-se: “...SÃO AS ONOMATOPEIAS QUE EU CONSIGO ENXERGAR O SOM”. As palavras e a frase estão escritas em preto, com letras maiúsculas e datilografadas. Na esquerda, no meio e na direita pequenas manchas aquosas no papel.Na folha inferior, 08 formas arredondadas abstratas lembram ondas sonoras formadas por linhas finas, sinuosas e fechadas. Dentro de cada forma, estreitamente separadas, há outra linha paralela, e depois outra e outra, que se afunilam até chegar ao centro, como formas concêntricas irregulares. São várias linhas como nervuras. Há duas formas maiores na folha, que ocupam a maior parte do espaço, uma à esquerda e outra no topo direito, e as demais são menores e mais compridas. Quatro delas são expostas parcialmente.-AUDIODESCRIÇÃOEntrelinhas Comunicação AcessívelElaboração de texto e Locução:Bruna Cortez Consultoria:Roberto Cabral Edição de Áudio:Robson Ugo SouzaPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  25. 19

    19 Neide Sá - Sem título - 05

    Neide SáSem títuloImpressão tipográfica sobre papelPublicado na Revista Ponto 1, 1967Álbum contendo 9 cadernos e 1 página solta,22,5 × 16,5 centímetros [fechado]22,5 x 33 centímetros [aberto]A composição é apresentada com círculos e retas em preto sobre papel amarelado. No canto superior esquerdo, um círculo com uma linha vertical curta conectada a uma linha horizontal menor, sugerindo o símbolo de feminino. Ao lado, à direita, outro círculo com uma seta apontando para cima e à direita, semelhante ao símbolo de masculino. Abaixo, um terceiro círculo aparece com uma linha vertical simples conectada à sua base. À direita dele, outro círculo com uma linha inclinada, projetando-se lateralmente para cima à direita.Na metade inferior da página, três linhas individuais aparecem espaçadas. A primeira é uma linha vertical isolada. A segunda, abaixo e à direita, é uma linha diagonal inclinada para a direita. A última, mais abaixo, é uma linha em forma de "Y" irregular invertido, com uma haste curta vertical cruzando uma linha horizontal.-AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de texto e Locução:Cintia Alves Consultoria:Sidney TobiasEdição de Áudio: Bianca MilandaPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  26. 18

    18 Neide Sá - Sem título - 04

    Neide SáSem títuloImpressão tipográfica sobre papelPublicado na Revista Ponto 1, 1967Álbum contendo 9 cadernos e 1 página solta,22,5 × 16,5 centímetros [fechado]22,5 x 33 centímetros [aberto]A composição é apresentada com tipos em tons de cinza sobre papel amarelado em duas páginas lado a lado. À esquerda, um quadrado bem no centro preenchido por uma trama densa de diversas linhas paralelas na vertical, horizontal e diagonal que se cruzam, formando padrões sobrepostos como um tecido.Na página à direita, as palavras estão dispostas em três blocos verticais, cada um associado a padrões de linhas paralelas. No canto superior direito, “BOMBA” aparece com linhas horizontais finas, seguido por “FÉRTIL” com linhas verticais, “HOMEM” com linhas verticais inclinadas para a direita e “MÁQUINA” com linhas inclinadas para a esquerda.No centro à esquerda, a lista segue com “PROFUNDO” acompanhado de linhas inclinadas para a esquerda, “AMOR” por linhas verticais, “ÓDIO” por linhas inclinadas para a direita e “MÊDO” por linhas horizontais.Na parte inferior direita, as palavras se ligam a novos blocos: “TERRA” é representada por linhas verticais, “TÚMULO” por linhas inclinadas para a esquerda, “PÓ” por linhas inclinadas para a direita e “MORTE” por linhas horizontais.Os padrões se repetem entre palavras de diferentes blocos.-AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de texto e Locução:Cintia Alves Consultoria:Sidney TobiasEdição de Áudio: Bianca MilandaPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  27. 17

    17 Neide Sá - Sem título - 03

    Neide SáSem títuloImpressão tipográfica sobre papelPublicado na Revista Ponto 1, 1967Álbum contendo 9 cadernos e 1 página solta,22,5 × 16,5 centímetros [fechado]22,5 x 33 centímetros [aberto]A composição é apresentada com tipos em tons de cinza sobre papel amarelado em duas páginas lado a lado. Uma estrutura feita com pequenos quadrados interligados pelos vértices, compõe uma linha poligonal aberta e contínua, que desenha uma forma irregular geométrica na página à esquerda. Cada quadrado contém um símbolo diferente: alguns com pontos centrais, outros com linhas diagonais, cruzes ou grades, criando um padrão variado.À direita, uma legenda associa esses símbolos ou ícones a palavras escritas em maiúsculas. O quadrado com um círculo preenchido no centro corresponde a "MAR", Um círculo com um ponto no centro de um quadrado representa "TORTO", um círculo dividido em quatro partes iguais por duas linhas diagonais, no centro do quadrado, é "MORTO"; o quadrado dividido em quatro partes iguais por duas linhas diagonais, formando um X, é associado a "FUNDO", e o quadrado preenchido com uma grade refere-se a "TREVAS".-AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto e Locução:Cintia Alves Consultoria:Sidney TobiasEdição de Áudio: Bianca MilandaPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  28. 16

    16 Neide Sá - Sem título - 02

    Neide SáSem títuloImpressão tipográfica sobre papelPublicado na Revista Ponto 1, 1967Álbum contendo 9 cadernos e 1 página solta,22,5 × 16,5 centímetros [fechado]22,5 x 33 centímetros [aberto]A composição é apresentada com tipos em tons de cinza sobre papel amarelado em duas páginas lado a lado. No topo da página à esquerda, há a palavra “RESISTÊNCIA” escrita em maiúsculas inclinadas para a esquerda. Abaixo dela, uma ilustração de três elos de corrente entrelaçados, com símbolos geométricos desenhados neles, como triângulos, traços, círculos, setas e pontos. Na página à direita, a palavra “RESISTÊNCIA” reaparece menor e alinhada, acompanhada por uma lista vertical de palavras em letras minúsculas, cada uma associada a um símbolo. Ao lado de “medo” há um círculo; de “futuro”, uma seta apontando para cima à direita; de “passado”, uma seta apontando para baixo à esquerda; ao lado da expressão “de ser”, uma linha vertical; a expressão “de ver” é acompanhada por um ponto; e a expressão “de nada”, por um triângulo. -AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto e Locução:Cintia Alves Consultoria:Sidney TobiasEdição de Áudio: Bianca MilandaPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  29. 15

    15 Neide Sá - Sem título - 01

    Neide SáSem títuloImpressão tipográfica sobre papelPublicado na Revista Ponto 2, 1968Álbum contendo 9 cadernos e 1 página solta,22,5 × 16,5 centímetros [fechado]22,5 x 33 centímetros [aberto]A composição utiliza círculos, triângulos e pontos, organizados dentro de uma moldura retangular. No canto superior direito, três símbolos estão alinhados verticalmente ao lado de palavras escritas com maiúsculas como uma legenda: um ponto ao lado de “NADA”, um círculo vazio junto a “SABER”, e um triângulo com ângulo reto e os três lados de tamanhos diferentes próximo a “CRER”.  Na lateral esquerda, há cinco diferentes figuras organizadas na vertical. No topo, um ponto está no centro de um círculo. Abaixo, um triângulo com ângulo reto e vértice superior à esquerda cruza um círculo, tocando o centro. Na terceira figura, um triângulo idêntico ao anterior tem um ponto na base, à esquerda. Em seguida, outro triângulo semelhante se alinha com um círculo menor contendo um ponto no centro. Por fim, um triângulo inclinado aparece com um ponto no canto inferior esquerdo e um segmento circular unindo suas laterais. Na metade inferior da obra, quatro círculos aparecem divididos por triângulos em forma de fatia, que começa no centro e termina na lateral superior esquerda. No primeiro, há um ponto próximo ao centro dentro do triângulo. No segundo, o triângulo divide o círculo em um quarto, com um ponto fora do círculo entre as extremidades. No terceiro, o triângulo é mais estreito, e o ponto está fora da circunferência. No último, o círculo é cortado pela fatia sem outros elementos adicionais. No canto inferior direito, próxima à margem está a assinatura “neide sá” em letras pequenas e minúsculas.-AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto e Locução:Cintia Alves Consultoria:Sidney TobiasEdição de Áudio: Bianca MilandaPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  30. 14

    14 Mira Schendel - Sem título - 06

    Mira SchendelSem título, 1965Óleo sobre papel de arroz (monotipia), 22,5 x 47 centímetros.A composição traz uma sequência de palavras e frases escritas à mão e dispostas de cima para baixo de maneira espontânea e gestual. No topo, a palavra “alle” se repete várias vezes em quatro linhas, de forma irregular, como um eco. Em uma das linhas aparece uma vez a palavra “todos”, que é a tradução da palavra alemã “alle”. No corpo do texto, termos relacionados ao fogo se destacam, como “FOGOS E CALOR”, “BENDIZEI O SENHOR”, e palavras em outros idiomas: "feuer", "fire" , "vatra" e "feu". E outras palavras ilegíveis. Na parte inferior esquerda, um emaranhado de traços pretos cria uma forma densa. Ao longo do desenho, a caligrafia varia entre escrita fluida e letras mais angulosas.A pequena assinatura “Mira 65” aparece discretamente no canto inferior direito.-AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto e Locução:Cintia Alves Consultoria:Sidney TobiasEdição de Áudio: Bianca MilandaPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  31. 13

    13 Mira Schendel - Sem título - 05

    Mira SchendelSem título, 1960-1966Óleo sobre papel de arroz (monotipia), 23 x 47 centímetros.Uma linha preta vertical atravessa a folha, separando duas colunas de texto. À esquerda, a palavra "NUNCA" é formada com as letras dispostas na vertical, uma sob a outra, como se fosse uma espinha dorsal da composição. À direita, alinhadas horizontalmente em correspondência com cada letra de "NUNCA", aparecem as palavras: "nada", "universo", "noite", "caos" e "afora", formando um acróstico. O traçado é fino e fluido, como se tivesse sido desenhado rapidamente. O fundo exibe manchas e texturas suaves que adicionam vestígios do tempo ao papel.-AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto e Locução:Cintia Alves Consultoria:Sidney TobiasEdição de Áudio: Bianca MilandaPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  32. 12

    12 Mira Schendel - Sem título - 04

    Mira Schendel Sem título, 1960-1966Óleo sobre papel de arroz (monotipia), 23 x 47 centímetros.No centro de uma folha amarelada e manchada pelo tempo, uma sequência de sete círculos concêntricos é traçada com linhas pretas finas e irregulares, formando uma figura que se expande em camadas a partir de um núcleo central. As linhas, desenhadas à mão livre, apresentam leves variações e imperfeições, conferindo um aspecto orgânico e fluido à composição. Entre os círculos, duas inscrições acompanham o contorno das linhas. Na parte superior esquerda, na linha do quinto círculo, está escrito “Tomie Ohtake” em letras minúsculas irregulares. Próximo à borda inferior direita no anel mais externo, está escrito “Mira” e “1965” espelhado, com o mesmo estilo de escrita leve e espontânea. No canto inferior direito, a delicada assinatura Mira é acompanhada do número “65”.-AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto e Locução:Cintia Alves Consultoria:Sidney TobiasEdição de Áudio: Bianca MilandaPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  33. 11

    11 Mira Schendel - Sem título - 03

    Mira SchendelSem título, 1965Óleo sobre papel de arroz (monotipia), 27,1 x 51 centímetros.Na metade inferior direita de uma folha de papel amarelada pelo tempo, uma composição minimalista: duas linhas finas e ligeiramente curvas desenhadas, uma a partir das proximidades da margem direita e outra, a partir da proximidade da base, se encontram, quase no centro, em um ângulo, criando uma forma geométrica aberta. Essa estrutura cobre delicadamente uma frase logo abaixo, como se a emoldurasse: “este é um desenho gostoso”. Os traços são pretos e grossos, desenhados com variação na inclinação e altura, sugerindo espontaneidade e fluidez no movimento da mão. O agrupamento das palavras se assemelha a uma caligrafia descontraída e pessoal. No canto inferior direito da folha, uma pequena assinatura com letras finas acompanhada do número "65".-AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto e Locução:Cintia Alves Consultoria:Sidney TobiasEdição de Áudio: Bianca MilandaPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana Keiko Mixagem eMasterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  34. 10

    10 Mira Schendel - Sem título - 02

    Mira SchendelSem título, 1964-1965Óleo sobre papel (monotipia), 23 x 47 centímetros.Na parte superior direita de uma folha de papel amarelada pelo tempo, há um número 4 desenhado com traços pretos grossos e precisos, cercado por linhas finas e angulosas que irradiam, prolongando-se em várias direções, reforçando a impressão de um rabisco impulsivo. Mais abaixo, no centro da folha, o número 3 está impresso em tipografia simples e precisa, isolado no espaço vazio ao seu redor. Uma mancha amarelada se espalha levemente ao redor do número 3, evocando a materialidade do papel e a passagem do tempo, criando um contraste entre a densidade dos traços no canto superior e o vazio predominante do restante da composição.-AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto e Locução:Cintia Alves Consultoria:Sidney TobiasEdição de Áudio: Bianca MilandaPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana KeikoMixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  35. 9

    09 Mira Schendel - Sem título - 01

    Mira Schendel Sem título, sem data. Óleo sobre papel de arroz (monotipia), 22,5 x 47 centímetros.Próximo à margem direita, ocupando a porção central de uma folha de papel em tom claro quase branco, um emaranhado de linhas pretas finas se organiza como um rabisco sequenciado, registrando o movimento rápido e espontâneo da mão da artista. O núcleo denso reúne traços sobrepostos, enquanto algumas linhas se projetam para fora de forma irregular e descontínua, sugerindo mudanças repentinas de direção e ritmo durante o gesto. Por trás da composição, uma mancha sutil em tom amarelado se espalha, como uma marca orgânica que se integra ao desenho e reforça a materialidade do papel. A combinação entre o núcleo compacto e os traços soltos evoca a sensação de fluxo e interrupção.-AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto e Locução:Cintia Alves Consultoria:Sidney TobiasEdição de Áudio: Bianca MilandaPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana KeikoMixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  36. 8

    08 Castiel Vitorino Brasileiro - Me basta mirarte para enamorarme otra vez - 06

    O desenho em giz pastel sobre papel da artista brasileira Castiel Vitorino Brasileiro, intitulado Me basta mirarte para enamorarme otra vez, de 2021–2024, mede 32 cm de altura por 24 cm de largura, e está na vertical. Sobre fundo preto, a obra retrata, com traços expressivos e uma paleta vibrante de cores, uma composição, na qual palavras, desenhos, formas geométricas e linhas se encontram, formando um grande universo simbólico. No centro, destaca-se um semicírculo delineado em amarelo, com a parte reta virada para baixo. Dentro desta figura, uma série de linhas verticais brancas e coloridas se espalham como se fossem raios. A palavra "AMOR", escrita em letras brancas, está dentro do semicírculo, do lado esquerdo. Na parte superior da obra, três desenhos lembram plantas estilizadas, com hastes, flores, amarelas e folhas em rosa vibrante, branco, amarelo e verde escuros. À direita, uma coluna branca texturizada atravessa a obra de cima a baixo. Na parte inferior, uma espiral delineada em branco, com centro vermelho. Próximo à espiral, aparecem as palavras "EU NUNCA ESTIVE SOZINHA", escritas em letras brancas, com algumas letras riscadas ou distorcidas, criando um aspecto de fluxo contínuo ou pensamento fragmentado. No meio do rodapé, está a assinatura da artista, escrita em letras brancas, “AYSHA 24”.-AUDIODESCRIÇÃOVer com PalavrasElaboração de Texto e Locução:Lívia Motta Elaboração de Texto:Márcia MartinsConsultoria:Cristiana CerchiariPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana KeikoMixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata

  37. 7

    07 Castiel Vitorino Brasileiro - Me basta mirarte para enamorarme otra vez - 05

    O desenho em giz pastel sobre papel da artista brasileira Castiel Vitorino Brasileiro, intitulado Me basta mirarte para enamorarme otra vez, de 2021–2024, mede 32 cm de altura por 24 cm de largura, e está na vertical. Sobre fundo preto, a obra retrata, com traços expressivos e uma paleta vibrante de cores, uma composição, na qual palavras, desenhos, formas geométricas e linhas se encontram, formando um grande universo simbólico. No centro, destacam-se duas grandes figuras ovais e alongadas que lembram peixes, dispostas na vertical, lado a lado, com as cabeças viradas para baixo. Essas figuras têm contornos em lilás e azul e são preenchidas com traços multicoloridos. A cauda do peixe à esquerda é formada por três triângulos, nas cores amarelo, rosa e azul. A cauda do peixe à direita é preenchida por um conjunto de traços amarelos que se abrem em leque. Na parte inferior, há uma fileira de pequenos peixes desenhados em branco, azul, laranja e amarelo. Uma flecha vermelha atravessa verticalmente o centro da obra de cima a baixo. Linhas horizontais, verticais, arqueadas, compridas, curtas, finas e grossas, em nas cores, azul, branca e laranja, se espalham pela composição. As palavras “TUKULA”, “HISTÓRIA”, “YEMANJÁ”, “OMOLU”, “EUEXU” e as frases “A NOSSA VIDA”, “A NOSSA HISTÓRIA”, “O NOSSO MEDO E O NOSSO SEXO”, escritas em azul e branco, misturam-se aos desenhos. No meio do rodapé, a assinatura da artista, escrita em letras brancas, “AYSHA 24”.-AUDIODESCRIÇÃOVer com PalavrasElaboração de Texto e Locução:Lívia Motta Elaboração de Texto:Márcia MartinsConsultoria:Cristiana CerchiariPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana KeikoMixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  38. 6

    06 Castiel Vitorino Brasileiro - Me basta mirarte para enamorarme otra vez - 04

    O desenho em giz pastel sobre papel da artista brasileira Castiel Vitorino Brasileiro, intitulado Me basta mirarte para enamorarme otra vez, de 2021–2024, mede 32 cm de altura por 24 cm de largura, e está na vertical. Sobre fundo preto, a obra retrata, com traços expressivos e uma paleta vibrante de cores, uma composição, na qual palavras, desenhos, formas geométricas e linhas se encontram, formando um grande universo simbólico. No centro, destaca-se um grande quadrado, traçado em linhas azuis. No meio desse quadrado, um conjunto de linhas retas amarelas como feixes de luz que se espalham na diagonal em várias direções. Ainda dentro do quadrado, no canto inferior direito, uma espiral irregular delineada com linha amarela e com o centro borrado em azul parece indicar um portal. À direita, fora do quadrado, uma área preenchida com pequenos traços amarelos verticais, dispostos aleatoriamente, lembra chuva. Na parte inferior, há três fileiras de semicírculos coloridos, todos virados para cima; são brancos, amarelos e rosa vibrante. Os semicírculos na cor rosa vibrante possuem traços curtos em azul, laranja e amarelo que se projetam para fora, como pequenas franjas. À direita dessa última fileira, há uma assinatura manuscrita em branco. No rodapé, lê-se, em letras brancas, as palavras "SIM", "ESTAMOS" e "AQUI". A palavra "AMOR" se repete duas vezes. As palavras “AISHA”, “MARIA PADILHA” e “CASTIEL 24” aparecem riscadas.-AUDIODESCRIÇÃOVer com PalavrasElaboração de Texto e Locução:Lívia Motta Elaboração de Texto:Márcia MartinsConsultoria:Cristiana CerchiariPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana KeikoMixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  39. 5

    05 Castiel Vitorino Brasileiro - Me basta mirarte para enamorarme otra vez - 03

    O desenho em giz pastel sobre papel da artista brasileira Castiel Vitorino Brasileiro, intitulado Me basta mirarte para enamorarme otra vez, de 2021–2024, mede 32 cm de altura por 24 cm de largura, e está na vertical. Sobre fundo preto, a obra retrata, com traços expressivos e uma paleta vibrante de cores, uma composição, na qual palavras, desenhos, formas geométricas e linhas se encontram, formando um grande universo simbólico. Na parte inferior, um grande semicírculo em tons de azul e cinza, com a borda reta voltada para cima, remete à forma de um vaso e serve como base da composição. Esse vaso é preenchido com faixas de cores alternadas, azul, rosa, verde e amarelo, que se espalham como raízes, irradiando em várias direções. À esquerda do vaso, lê-se, em letras brancas, "A A CASTIEL VIDA" e à direita "A AYSHA AMOR OXUM". Na parte superior, acima do semicírculo, destaca-se uma grande espiral irregular, delineada com linhas em rosa, azul e amarelo. Do centro da espiral emergem traços grossos vermelhos como uma chama ascendente. A composição é envolvida por uma linha curva branca na parte superior e por linhas retas nas laterais e na base, formando uma espécie de cúpula. No canto superior direito, fora da cúpula, pequenas cruzes laranja estão organizadas em linhas horizontais. No meio do rodapé, está a assinatura da artista, escrita em letras brancas, “AYSHA CASTIEL 24”.-AUDIODESCRIÇÃOVer com PalavrasElaboração de Texto e Locução:Lívia Motta Elaboração de Texto:Márcia MartinsConsultoria:Cristiana CerchiariPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana KeikoMixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  40. 4

    04 Castiel Vitorino Brasileiro - Me basta mirarte para enamorarme otra vez - 02

    O desenho em giz pastel sobre papel da artista brasileira Castiel Vitorino Brasileiro, intitulado Me basta mirarte para enamorarme otra vez, de 2021–2024, mede 32 cm de altura por 24 cm de largura, e está na vertical. Sobre fundo preto, a obra retrata, com traços expressivos e uma paleta vibrante de cores, uma composição, na qual palavras, desenhos, formas geométricas e linhas se encontram, formando um grande universo simbólico. A composição é apresentada dentro de uma grande moldura amarela. No canto superior direito, lê-se a frase "DEUS ANGOLU BAÊ MEE" em letras brancas. No centro, destaca-se uma grande espiral irregular, delineada com linhas em roxo, amarelo e branco. Manchas e traços curtos multicoloridos contornam a lateral direita da espiral, criando uma aura vibrante. Próximas a essa figura, aparecem as palavras "AMOR" e "OURO LIVRE", escritas em branco e amarelo. Abaixo da espiral, linhas verticais em vermelho, branco e roxo se estendem em direção à base, como feixes de luz. Algumas dessas linhas têm manchas irregulares, em tons de amarelo, rosa, azul, vermelho e marrom, na parte inferior. Na parte de baixo da obra, linhas onduladas azuis e linhas em ziguezague cor de rosa e laranja, parecem indicar a presença da água. Entre essas linhas, destacam-se um peixe rosado e uma estrela alaranjada. A palavra "ESPÍRITO" em branco, escrita com a letra “P” espelhada, a frase "HOMEM LINDO" em azul, e a palavra "PAZ" em branco, escrita de cabeça para baixo, misturam-se aos desenhos. No meio do rodapé, está a assinatura da artista, escrita em letras brancas, “CASTIEL 24”._AUDIODESCRIÇÃOVer com PalavrasElaboração de Texto e Locução:Lívia Motta Elaboração de Texto:Márcia MartinsConsultoria:Cristiana CerchiariPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana KeikoMixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  41. 3

    03 Castiel Vitorino Brasileiro - Me basta mirarte para enamorarme otra vez - 01

    O desenho em giz pastel sobre papel da artista brasileira Castiel Vitorino Brasileiro, intitulado Me basta mirarte para enamorarme otra vez, de 2021–2024, mede 32 cm de altura por 24 cm de largura, e está na vertical. Sobre fundo preto, a obra retrata, com traços expressivos e uma paleta vibrante de cores, uma composição, na qual palavras, desenhos, formas geométricas e linhas se encontram, formando um grande universo simbólico. Na parte superior, uma série de linhas horizontais brancas e cruzes vermelhas é intercalada por sinais gráficos, como círculos e traços em branco, sugerindo uma referência ao céu. Pequenos pontos brancos estão agrupados como se fossem estrelas, e uma meia-lua reforça a atmosfera noturna. No centro da composição, um grande retângulo vermelho com traços verticais alongados, em tons de amarelo, azul e branco na parte de dentro, que se assemelham a feixes de luz. Alguns desses traços têm manchas irregulares, em tons de branco, laranja e azul-claro, na parte superior. Na base desse retângulo, há uma sequência de semicírculos roxos virados para baixo. Na área inferior da obra, destaca-se uma nova sequência de semicírculos, desta vez amarelos, dispostos lado a lado e virados para cima. Dentro de cada um, há uma estrela branca, e no último uma meia -lua. À direita da composição, entre os símbolos, está a palavra “PAZ” repetida duas vezes em branco. Em letras dispersas e verticais, aparecem, ainda, outras palavras, entre elas “AMOR” e “RUA”, escritas juntas formando a palavra: “AAAAAMORUA”. No meio do rodapé, está a assinatura da artista, escrita em letras brancas, “CASTIEL 24”._AUDIODESCRIÇÃOVer com PalavrasElaboração de Texto e Locução:Lívia Motta Elaboração de Texto:Márcia MartinsConsultoria:Cristiana Cerchiari PAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana KeikoMixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  42. 2

    02 Sérgio Silva - Kimani na final do SLAM SP

    O fotógrafo Sérgio Silva registrou, em preto e branco, a poeta Kimani durante o campeonato estadual SLAM SP. A imagem a coloca em primeiro plano, no centro da composição, enquanto o público se revela em um pano de fundo que ressalta a dimensão coletiva da palavra falada.Kimani é uma mulher negra de pele retinta, com longas e finas tranças que rodopiam em movimento e acompanham a leveza de seu corpo sustentado nas pontas dos pés descalços, como se flutuasse. Sua presença é magnética, como se a voz compartilhada e corporal do slam a impulsionasse. Com os olhos fechados, ela segura um microfone com a mão esquerda, sua boca aberta e o rosto levemente inclinado para cima, iluminado pela luz que a envolve. O cotovelo direito, suspenso, aponta para a câmera, intensificando sua conexão com o público.Vestindo um top cropped preto que revela parte de sua barriga e uma longa saia estampada de estilo indiano, com faixas horizontais e padrões geométricos adornados por ilustrações de elefantes e arabescos florais, Kimani se destaca em sua singularidade.A plateia numerosa, composta por adultos, crianças e adolescentes, observa sua performance com admiração. A presença marcante de pessoas negras é notável, todas sorrindo, sentadas no chão, em cadeiras ou de pé, formando uma grande massa sob a iluminação suave das lâmpadas tubulares no teto._AUDIODESCRIÇÃODef Acessibilidade e CulturaElaboração de Texto e Locução:João Paulo LimaConsultoria:Celso Nóbrega PAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana KeikoMixagem e Masterização:Bianca MilandaEDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

  43. 1

    01 Apresentação - Palavra - Caderno-ensaio 2

    Ministério da Cultura e Instituto Tomie Ohtake apresentam: Caderno-ensaio 2 Palavra.Lei de Incentivo à Cultura. Realização: Instituto Tomie Ohtake. Ministério da Cultura. Governo Federal - União e Reconstrução.Os recursos de acessibilidade desta publicação estão disponíveis por meio de quatro códigos QR: Videolibras com locução e legendas em português, audiodescrição, paisagem sonora criada especialmente para esta publicação e locução de todos os textos.A capa tem fundo cinza escuro e no topo a esquerda, apenas o título em branco: PALAVRA se destaca acima de algumas letras e palavras pretas e poucas brancas, embaralhadas em variados tamanhos e direções. No canto inferior esquerdo na vertical em fontes e moldura branca a frase: CADERNO-ENSAIO 2.A publicação física tem 192 páginas e a versão digital 193 páginas.A identidade visual do caderno-ensaio 2 Palavra é toda em preto e branco, exceto pelas imagens de obras. Composições gráficas ao longo de todo o conteúdo são compostas por palavras, letras e caracteres em fontes tipográficas predominantemente pretas sobre fundo branco, mas também o inverso. Os títulos de cada texto são graficamente distintos, ora divididos em duas ou mais páginas, ora mais comportados ou decompostos.O sumário está após dois pequenos textos de abertura e apresentação do caderno-ensaio 2 PalavraBoa leitura, boa escuta!Publicação digital: https://drive.google.com/file/d/1swazoi9O4RW_VJWoQBLD4MrGml25LwUr/view_LOCUÇÃOClaudio RubinoPAISAGEM SONORACriação e Composição:Juliana KeikoMixagem e Masterização:Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIOEdição e Masterização:Kerensky Barata 

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O “Caderno-ensaio 2: Palavra” nos provoca a perceber a palavra em suas múltiplas dimensões, desde o silêncio e o indizível até o verbo que desencadeia revoluções e cria mundos inteiros. Diante da complexidade desse tema, ensaiamos aproximações por meio de diversas manifestações e materialidades, com obras e textos inéditos, além de outros que já circulam pelo mundo há algum tempo. O livro é acompanhado de encarte em braile, versão digital acessível, locução de todos os conteúdos, audiodescrição de todas as imagens, paisagem sonora criada especialmente para o livro e vídeo de apresentação em libras (língua brasileira de sinais), com legendas e narração em língua portuguesa.Os recursos de acessibilidade, além de garantir o acesso das pessoas com deficiência, amplificam a potência e o alcance do livro através da multissensorialidade. Incentivamos o uso compartilhado entre pessoas com e sem deficiência, propondo maneiras de se relacionar com a arte, a educaçã

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