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Que farei com este livro?

by Catarina Duarte Almeida

N'Os Lusíadas há moças desnudas numa ilha, n'Os Maias beijos na boca proibidos e, spoiler alert, o Baltasar acaba num churrasco da Inquisição naquele livro do Saramago. O genérico é de uma beirã madura e bonita que faz biscoitos aos domingos, o conteúdo é da neta que até se safa na compreensão escrita. Que farei com este livro?, um programa para jovens e seniores que não passam d'O Ramalhete.Cover art por @ajuliadacosta

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Episodes

  1. Ep.10.8 | 12ºano - Sobre um Poema de Herberto Helder

    O último episódio da saga sobre a poesia contemporânea traz o maior poeta da segunda metade do século XX. Quem o diz é António Ramos Rosa e não há como discordar. Herberto Helder, o poeta obscuro, foi beber do surrealismo português e da poesia experimental mas depressa desenvolveu uma poética…

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  2. Ep.10.7 | 12ºano - Perfilados de Medo de Alexandre O'Neill

    O slogan Vá de Metro, Satanás seria hoje provavelmente aceite, nem que fosse em nome da inclusão do demo. Mas em 1959, quando se inaugurava o CentíMetro, vulgo Metro lisboeta, não era bem assim. O irreverente poeta e publicitário Alexandre O'Neill descendia de uma família de aristocratas fugidos…

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  3. Ep.10.6 | 12ºano - O funcionário cansado de António Ramos Rosa

    António Ramos Rosa, professor, escritor, tradutor e crítico literário, defendia a sua real profissão como sendo a de poeta. Empregado numa firma comercial, este funcionário cansado estreia-se nas letras em 1958 quando edita O Grito Claro, livro do qual foi retirado o poema em análise neste...

  4. Ep.10.5 | 12ºano - Visitações, ou o poema que se diz manso de Ana Luísa Amaral

    Visitação é, nos textos bíblicos, a visita de Maria a Santa Isabel, grávida de João Baptista. No poema de Ana Luísa Amaral é a filha, personificação da inspiração, quem interrompe a mãe de mansinho para ir adormecer no seu colo. Ana Luísa Amaral foi professora, tradutora e autora de ficção…

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  5. Ep.10.4 | 12ºano - As Palavras Interditas de Eugénio de Andrade

    Eugénio de Andrade, o pseudónimo de José Fontinhas, o poeta que privou com António Botto e com Miguel Torga vê em 2023 ser celebrado o centenário do seu nascimento. O autor de As mãos e os frutos é um dos escritores portugueses mais lidos e traduzidos, mantendo ao longo de uma longa e fecunda...

  6. Ep.10.3 | 12º ano - Blues da Morte de Amor de Vasco Graça Moura

    O nosso Pessoa dizia que a língua portuguesa era a sua pátria, mas foi Vasco Graça Moura quem se serviu de todas as armas para defender a língua camoniana. Um dos nomes centrais da poesia contemporânea da segunda metade do século XX e líder do movimento contra o Acordo Ortográfico de 1990, Graça...

  7. Ep.10.2 | 12º ano - O Portugal Futuro de Ruy Belo

    Se Pessoa queria um Quinto Império inspirado nos grandes feitos do passado, o Portugal futuro de Ruy Belo faz-se de mudanças carregadas pela capacidade volitiva das crianças. O Portugal Futuro é o título do poema a analisar neste segundo episódio dedicado à poesia contemporânea. Palavras de Ruy...

  8. Ep.10.1 | 12º ano - Poesia Contemporânea - A Terra do Nunca de Nuno Júdice

    O episódio desta semana inicia o estudo da poesia contemporânea, expressão artística que começa a surgir por volta de 1945, quando o modernismo estava já na sua terceira fase. A Terra do Nunca, um poema de Nuno Júdice, faz as honras de abrir esta saga poética. Um episódio que conta com as…

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  9. Ep.9.4 | 11º ano - Amor de Perdição - Capítulo XIX e Conclusão

    As saudosas Publicações Europa-América anunciavam esta novela como "o mais popular romance de Camilo e talvez, em toda a literatura portuguesa, a obra que maior ressonância encontrou na alma do povo". Seja nesta ou em outras edições há total concordância: Amor de Perdição é a obra mais...

  10. Ep.9.3 | 11º ano - Amor de Perdição - Introdução, Capítulos I e X

    Mais um episódio desta saga camiliana: Amor de Perdição inicia-se com uma entrada encontrada pelo autor sobre a prisão e o degredo de Simão Botelho. Um homem cuja vida Camilo resumiu na frase Amou, perdeu-se e morreu amando. Mas até ao seu final, Simão troca cartas com Teresa, auxilia-se do seu...

  11. Ep.9.2 | 11º ano - Amor de Perdição e Camilo como autor, narrador e sobrinho

    Se há alguém cuja vida foi uma autêntica novela romântica, esse cavalheiro é Camilo Castelo Branco. Na obra mais representativa do ultraromantismo português, Camilo veste a pele de autor e narrador para contar a história trágica de Simão, Teresa e da valente Mariana. Uma a uma, as personagens são...

  12. Ep.9.1 | 11º ano - Camilo Castelo Branco e a geração ultraromântica portuguesa

    Que Amor de Perdição - Memórias duma família é o livro mais lido de Camilo Castelo Branco já toda a gente sabe. O que muitos desconhecem é que a trama foi escrita inteiramente quando o autor se encontrava preso na Cadeia da Relação pelo crime de adultério. A safadeza deste homem é proporcional ao...

  13. Ep.8.3 | 10º ano - O cómico de linguagem, situação e carácter em A Farsa de Inês Pereira

    No último episódio da saga sobre o texto vicentino, analisa-se em pormenor a crítica e o cómico de linguagem, situação e carácter ao longo da exposição, conflito e desenlace. A peça mais bem estruturada de Gil Vicente não traz indicações de atos ou cenas mas calou as línguas pérfidas que o…

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  14. Ep.8.2 | 10º ano - O feminino em A Farsa de Inês Pereira

    Que Gil Vicente é o primeiro dramaturgo português, já sabemos. O que ainda desconhecemos são as personagens da farsa escrita para calar as más línguas em 1523. Mas não desesperem: este episódio traz as personagens que compõem o elenco, atentando especialmente às personagens femininas. Boas...

  15. Ep.8.1 | 10º ano - Gil Vicente, o primeiro dramaturgo português

    Quem, a partir de hoje, voltar a dizer que Gil Vicente é o pai do teatro português leva uma reguada bem merecida. Antes deste cavalheiro surgir na corte de D. Manuel I, já havia teatro, embora feito e produzido de maneira diferente. O que Gil Vicente faz é edificar a coisa. O teatro e sabe-se lá...

  16. Ep.7 | 12º ano - A ironia e a crítica social em Famílias Desavindas

    Pedalar está na moda, mas os semaforeiros do conto de Mário de Carvalho já o fazem desde o início do século XX. Numa rua da invicta foi instalado um engenho movido a pedal, um semáforo manobrado por uma família em que todos são camisola amarela. Neste conto de Mário de Carvalho cruzam-se duas...

  17. Ep.6 | 12º ano - George e a complexidade da natureza humana

    Maria Judite de Carvalho é a flor discreta da literatura portuguesa, dizia Agustina Bessa-Luís. George, o conto em análise neste episódio é um desdobrar da personagem principal para reflectir sobre a condição feminina, a passagem inexorável do tempo e a complexidade da natureza humana. Como…

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  18. Ep.5.6 | 11º ano - Frei Luís de Sousa - Ato III, Cenas I, IV e XI

    É finito, jovens e seniores que não passam d'O Ramalhete. Termina aqui o estudo deste drama de Garrett, ingratamente desprezado. O terceiro e último ato é o desenlace da trama: Manuel e Madalena tomam o hábito e Maria, agora filha ilegítima, morre de vergonha. Pratiquem meditação, exercício e...

  19. Ep.5.5 | 11º ano - Frei Luís de Sousa - Ato II, Cenas I, VIII e XIV

    Românticos, neste ato as coisas começam a ficar feias. De regresso à antiga habitação de D. João de Portugal, D. Madalena vai confessar o seu maior pecado a Frei Jorge. E, ao palácio, chega um Romeiro que se identifica como Ninguém. Será este o Mr. Nobody original, ou o Jaco van Dormael é também…

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  20. Ep.5.4 | 11º ano - Frei Luís de Sousa - Ato I, Cenas I, V e XII

    É chegada a hora de analisar as cenas de Frei Luís de Sousa. Começamos com o primeiro ato, com um cenário bonito e as personagens ainda relativamente sãs da marmita. E por falar em sanidade, não descurem a meditação nem a hidratação. Que este 2022 tenha um rumo diferente destas tragédias de Garrett.

  21. Ep.5.3 | 11º ano - As personagens, o tempo e o espaço em Frei Luís de Sousa

    Românticos, neste episódio encontrarão o retrato dos personagens principais da tragédia romântica do nosso dândi Almeida Garret. Houve ainda tempo para falar dos espaços, do tempo e até de alguns conceitos teatrais. Já agora, ide ao teatro, se fizerdes favor, e nada de cochichar durante as cenas.

  22. Ep.5.2 | 11º ano - As dimensões política, nacionalista e trágica em Frei Luís de Sousa

    Bem-vindos ao teatro; Por favor desliguem os vossos telemóveis. Não é permitida a captação de imagem durante o decorrer do espectáculo. Obrigada. Em 1847 a coisa não devia ser bem assim, mas o texto de Almeida Garrett continua actual e mordaz. No episódio de hoje fala-se das dimensões presentes…

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  23. Ep.5.1 | 11º ano - Almeida Garrett, o refundador do Teatro Português

    É verdade, românticos, é chegada a hora daquela peça que ninguém gosta muito de ler. Não é uma novela da Globo, mas tem mais requinte, nobreza, sofrimento e patriotismo que qualquer Avenida Brasil. Até o próprio autor fazia uma perninha no teatro quando não estava a tratar da sua reestruturação....

  24. Ep.4.3 | 10º ano - Crónica de D. João I: Capítulos CXV e CXLVIII

    Saudações, jovens e seniores que não passam d'O Ramalhete; Vim aqui converter a numeração romana do título: os capítulos analisados hoje são o 115 e o 148. Invasões, fome e peste, são os ingredientes de qualquer boa novela medieval, e Fernão Lopes era um excelente argumentista, ao que parece.…

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  25. Ep.4.2 | 10º ano - Crónica de D. João I: prólogo e Cap. XI

    Corram, jovens e seniores, que querem matar o Mestre de Avis no Paço Real! Neste episódio conhecemos o método do cronista e pai da historiografia portuguesa, Fernão Lopes, que o deixou escrito no prólogo da crónica de que tratamos. O capítulo XI, cujo título é demasiado extenso para esta caixa de...

  26. Ep.4.1 | 10º ano - Fernão Lopes, o pai da História Portuguesa e a Crónica de D. João I

    Jovens e seniores que não passam d'O Ramalhete, o episódio de hoje é dedicado à Crónica de D. João I, da autoria de Fernão Lopes, o cronista a quem Alexandre Herculano apelidou de o pai da História Portuguesa. Entre 1383 e 1385 os castelhanos quiserem meter o bedelho nos assuntos do Estado, mas…

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  27. Ep.3.8 | 12º ano - Mens| ag|itat mol|em Parte III

    Valete, Frates. É assim que termina a terceira e última parte de Mensagem, constituída por I. Os símbolos, II.Os avisos e III.Os tempos. Pessoa entrega nesta última parte a sua veia mais mística, sebastianista e profética. São tempos também de reduzir na cafeína e diminuir a pegada ecológica. D....

  28. Ep.3.7 | 12º ano - Mens| ag|itat mol|em Parte II

    Mar Português está para Mensagem assim como o plano central está para Os Lusíadas. Nos doze poemas que esconde a segunda parte está o padrão de Diogo Cão, o Adamastor que agora é o Monstrengo e até Fernão de Magalhães, que injustamente foi dar nome a uma avenida conimbricense de má fama. Mais um...

  29. Ep.3.5 | 12º ano - Fernando Pessoa, o ortónimo

    Lisboa, 30 de Março de 1935 Nome Completo: Fernando António Nogueira Pessoa Profissão: A designação mais própria será "tradutor", a mais exacta a de "correspondente estrangeiro em casas comerciais". O ser poeta e escritor não constitui profissão, mas vocação. Pessoa ortónimo não sabe se há-de...

  30. Ep.3.6 | 12º ano - Mens| ag|itat mol|em Parte I

    Da Eneida, de Virgílio, Pessoa roubou a frase Mens Agitat Molem para dar título ao único livro em português que editou. Afinal, Portugal, o título original, era demasiado trivial para a obra que se queria triunfal. Neste episódio, que mais não é do que uma breve aula de história de Portugal,...

  31. Ep.3.4 | 12º ano - Álvaro de Campos, o engenheiro futurista

    Eia, jovens e seniores ouvintes. No episódio de hoje, Álvaro de Campos, o modernista, é-nos apresentado como o único dos três heterónimos a manifestar fases poéticas diferentes. Decadentista, abúlico e depois modernista, o tipo vagamente de judeu português, é o que mais se assemelha ao ortónimo,...

  32. Ep.3.3 | 12º ano - Ricardo Reis, o monárquico clássico

    13 de janeiro de 1935, Ricardo Reis é, como disse, médico; vive no Brasil desde 1919, pois se expatriou espontaneamente por ser monárquico. É um latinista por educação alheia, e um semi-helenista por educação própria. Neste episódio há epicuristas, estoicistas e até Horácio e Caronte. Lídia, à...

  33. Ep.3.2 | 12º ano - Alberto Caeiro, o mestre sensacionista

    Neste episódio dá-se a conhecer o mestre dos heterónimos Ricardo Reis e Álvaro de Campos e do próprio Fernando Pessoa. O guardador de rebanhos, o poeta da natureza, o sensacionista. Beijos nas vossas mães, revejam as proposições e dêem carinho ao cinema português.

  34. Ep.3.1 | 12º ano - Fernando Pessoa(s) e o Modernismo Português

    No episódio de hoje, com banda sonora de António Variações, fala-se de Fernando Pessoa, da sua vida e obra e ainda do movimento modernista em Portugal no séc. XX. Por favor, circulem pela direita e lembrem-se que Hades é exclusivo da mitologia.

  35. Ep.2.4 |11º ano - Sermão de Santo António aos Peixes - Cap.V e conclusão

    Para rematar o episódio sobre o Sermão de Santo António aos Peixes, esta última parte traz a análise do Capítulo V, dedicado às repreensões em particular e onde surge o Roncador, o Pegador, o Voador e o Polvo, e do Capítulo final, a chamada peroração. Leiam O Livro O Universo em Desencanto!

  36. Ep.2.3 | 11º ano - Sermão de Santo António aos peixes - Cap. II, III e IV

    Na terceira parte analisam-se o Cap.II, contendo os louvores em geral; o Cap.III, dos louvores em particular onde se encontram o Peixe de Tobias, a Rémora, o Torpedo e o Quatro-olhos; e o Cap.IV, que trata as repreensões em geral. Saravá, Jovens e Seniores, não esqueçam de beber água.

  37. Ep.2.2 | 11º ano - Sermão de Santo António aos Peixes - Exórdio (Cap.I)

    Na segunda parte do episódio sobre o Sermão de Santo António aos Peixes há análise completa do exórdio, o primeiro capítulo da obra, onde se explica o famoso conceito predicável Vóis sois o sal da Terra, a origem do título e o barroco na literatura portuguesa. Façam reciclagem e digam não aos...

  38. Ep.2.1 | 11º ano - Sermão de Santo António aos Peixes - Introdução, contextualização e retórica

    Jovens e seniores que não passam d'O Ramalhete, eis o temível Sermão de Santo António aos Peixes. Neste episódio, breve biografia do autor, o Padre António Vieira, contextualização histórica e literária e breve referência aos conceitos de oratória. Temam antes quem não distingue indicativo do...

  39. Ep.1.3 | 10º ano - Cantigas de amor, escárnio e maldizer - análise e interpretação

    Nesta terceira e última parte do episódio sobre a lírica trovadoresca, análise de A mia senhor que eu por mal de mi (amor), Quem hoje maior coita tem (amor) e Ai Done Fea (escárnio). Usem protector solar factor 50 e leiam livros sempre que puderem.

  40. Ep.1.2 | 10º ano - Cantigas de amigo, análise e interpretação

    Na segunda parte do episódio sobre a Lírica Trovadoresca Galega-Portuguesa há análise formal e interpretação da Ai flores, ai flores de verde Pino, Bailemos nós todas três, ai amigas e Ondas do mar de Vigo. Atentai mães, que isto dos "amigos" não é só de agora. Mantenham-se hidratados e evitem os...

  41. Ep.1.1 | 10º ano - Poesia Trovadoresca Galego-Portuguesa

    Jovens e seniores que não passam d'O Ramalhete, no episódio de hoje há introdução e contextualização histórico-literária da poesia trovadoresca da Península Ibérica na Idade Média. Mantenham-se hidratados e estudem as proposições, que sob e sobre são coisas diferentes.

  42. Que farei com este livro?

    Todas as segundas-feiras um episódio curto para desconstruir a matéria chata que ainda se dá em Português. Com direito a referências musicais, literárias e cinematográficas de qualidade.

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