Rádio UFRJ - Ouve Essa podcast artwork

PODCAST · music

Rádio UFRJ - Ouve Essa

Programa produzido pela Rádio Batuta com a missão de pescar pérolas pouco conhecidas do acervo musical do Instituto Moreira Salles (IMS), voltado principalmente para discos em 78 rotações. A seleção dos fonogramas é do jornalista Joaquim Ferreira dos Santos. O acervo está disponível no site discografiabrasileira.com.br.

Publisher-supplied feed metadata · PodParley refreshed Sep 10, 2026 · Source feed

  1. 254

    Suingue e romantismo

    Miltinho foi ao mesmo tempo o rei do ritmo, capaz de suingar malandro no sambalanço, e ser reconhecido como um cantor sofisticado do samba-canção. “Lembranças”, de Raul Sampaio e Benil Santos, gravado em 1961, é deste segmento.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  2. 253

    Emilinha Borba ‘escandalosa’

    As paradas de sucesso estavam cheias de ritmos latinos quando, em 1947, Emilinha Borba seguiu a onda e gravou a rumba “Escandalosa”, de Moacir Silva e Djalma Esteves. A letra, com "muchachos sabidos” dizendo aos ouvidos de uma mulher “es deliciosa”, era avançada para a época.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  3. 252

    O baião de Carmélia, Humberto e Sivuca

    A onda dos ritmos nordestinos estava no auge, em 1951, quando Carmélia Alves, a Rainha do Baião, gravou “Adeus Maria Fulô”, de Sivuca e Humberto Teixeira, também advogado e por isso aclamado como o Doutor do Baião. Na segunda parte da gravação, Carmélia divide o canto com seu marido, Jimmy Lester. O acompanhamento é de Sivuca e seu conjunto.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  4. 251

    O edredom em um samba-canção

    A primeira opção de Herivelto Martins para gravar o seu “Edredom vermelho” era Jamelão, mas o cantor achou que, por suas referências domésticas – além do edredom, fala em quarto, tapete, cama, espelho, criado mudo –, o samba-canção ficaria melhor na voz de uma mulher. Isaurinha Garcia gravou em 1945 e lançou no ano seguinte.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castr

  5. 250

    O vozeirão de Agnaldo Rayol

    Agnaldo Rayol era um jovem cantor-galã da recente televisão brasileira quando gravou, em 1962, o samba-canção “E a vida continua”, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim. O cancioneiro da era de ouro do rádio se encontrava com o moderno veículo de comunicação. Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  6. 249

    Tom Jobim por Claudette Soares

    A carioca Claudette Soares começou a década de 1950 com o título de Princesinha do Baião, dado pelo Rei do Baião, Luiz Gonzaga. No final da década, ela já estava no palco das boates da Zona Sul do Rio cantando o samba-canção moderno que anunciava a bossa nova. “Só saudade”, composta por Tom Jobim e Newton Mendonça em 1955, foi gravada por ela em 1962, com uma voz tremendamente sexy.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  7. 248

    De Bororó para Orlando

    Foi o compositor Bororó quem apresentou Orlando Silva, office boy entre outras pequenas ocupações, a Francisco Alves, dando início à carreira daquele que viria ser o Cantor das Multidões. Por isso, Orlando ficou enciumado quando, em 1939, Bororó deu “Da cor do pecado” para Silvio Caldas gravar e fazer enorme sucesso. Em 1940, para ficar bem com o apadrinhado, Bororó presenteou Orlando com o choro “Curare” – e o jogo entre os dois grandes cantores estava lindamente empatado.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  8. 247

    O ‘samba-canção chopiniano’

    “Samba em prelúdio”, de Baden Powell e Vinicius de Moraes, tem uma história curiosa. O poeta ficou tão impressionado com a beleza da melodia do parceiro que se recusou de início a fazer a letra – achou que era plágio de Chopin. Só depois da negativa de uma especialista na obra do compositor polonês – a melodia era mesmo de Baden – foi que ele se pôs a trabalhar. Classificou de “samba-canção chopiniano”. A gravação é de Geraldo Vandré e Ana Lúcia, de 1962.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  9. 246

    A ‘Palhaçada’ de Dóris Monteiro

    “Palhaçada”, composição de Luiz Reis e Haroldo Barbosa, surgiu com tanta força em 1961 que recebeu oito gravações naquele mesmo ano. Uma delas foi a de Dóris Monteiro, que estava abraçando o sambalanço. O suingue da interpretação, somado à letra espirituosa, garantiu o sucesso do registro da cantora. Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  10. 245
  11. 244

    O lado cantor de Moacir Franco

    No início dos anos 1960, Moacir Franco conseguia ser ao mesmo tempo ator cômico (era o mendigo da Praça da Alegria) e cantor de canções românticas. Fazia sucesso nos dois trabalhos. Em 1962, gravou o bolero “Ninguém chora por mim”, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim. Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  12. 243

    Dançando na boate

    O samba de boate – alegre e dançante – é uma das marcas do que foram os chamados anos dourados do Rio de Janeiro nos anos 1950. “Recado”, composto pela dupla Luiz Antônio e Djalma Ferreira, gravada em 1959, representa bem o estilo – uma variação do sambalanço – na voz de Miltinho. Ao fundo, o conjunto Milionários do Ritmo, liderado pelo tecladista Djalma Ferreira, dono e atração da boate Drink, no Leme, na Zona Sul do Rio.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  13. 242

    Elizeth em samba-canção clássico

    O samba-canção “Nossos momentos”, de Haroldo Barbosa e Luiz Reis, gravado por Elizeth Cardoso em 1961, costuma estar nas listas de dez maiores clássicos do gênero. O acompanhamento é apenas de órgão, pilotado por Walter Wanderley, e uma breve aparição da guitarra de Heraldo do Monte.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  14. 241

    Cauby sempre Cauby

    O país deixava aos poucos a era do rádio, vivia o auge da bossa nova e, com os roquinhos de Cely Campelo, já se preparava para receber a Jovem Guarda de Roberto Carlos. Cauby Peixoto, cinco anos depois de aparecer com o sucesso “Conceição”, seguia quase indiferente a essas tendências. Em 1961, ele voltou às paradas, romântico como sempre, com o bolero “Ninguém é de ninguém”, de Umberto Silva, Toso Gomes e Luiz Mergulhão.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  15. 240

    Samba de ‘gente pobre, gente rica’

    Pedro Caetano diz que compôs “É com esse que eu vou” sem maiores pretensões, mas a letra, que junta grupos diferentes, “gente pobre, gente rica”, tem um aceno significativo de confraternização social num momento em que o país acabara de passar pela ditadura de Getúlio Vargas. O samba fez sucesso no carnaval de 1948, gravado pelo grupo Quatro Ases e um Coringa.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  16. 239

    É o samba-rock, meu irmão

    “Chiclete com banana”, de Gordurinha e Almira Castilho, gravado por Jackson do Pandeiro em 1959, comenta a invasão de ritmos estrangeiros no Brasil. Em 1958, o namoro do samba com o jazz tinha dado na bossa nova, e antes ainda o rock começava a ganhar suas primeiras gravações em português. A propósito, muitos críticos classificam “Chiclete com banana” como o primeiro samba-rock.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro 

  17. 238

    Novo sucesso depois de ‘Amélia’

    “Atire a primeira pedra” marca, no carnaval de 1944, a volta da dupla Ataulfo Alves e Mário Lago à boca do povo, dois anos depois da consagração com “Ai que saudades da Amélia”. Orlando Silva, o intérprete, ainda dividia o trono de maior cantor brasileiro com Chico Alves, Carlos Galhardo e Silvio Caldas, mas os críticos já identificam em sua voz os problemas trazidos pelo uso de drogas.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  18. 237

    Uma crônica para o samba

    As letras de Billy Blanco costumam ser uma espécie de crônica, sempre com humor, mas em “Viva meu samba” ele adota o lirismo nacionalista para exaltar a pureza do gênero. Gravada em 1957, foi lançada em 1958, o mesmo ano de um samba nada puro, a bossa nova. Silvio Caldas já não exibe os arroubos da estreia, 28 anos atrás, mas permanece com a voz elegante e aveludada que o consagrou.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  19. 236

    A sofrência de Maysa

    Maysa gravou “Suas mãos”, de Antônio Maria e Pernambuco, em 1958, recentemente desquitada do industrial paulista André Matarazzo, que não a queria na carreira artística. No samba-canção, Maysa está mais Maysa do que nunca. Sussurra sofrimento – e as letras de Antônio Maria eram perfeitas para isso. E esbanja sensualidade. Estava com 22 anos.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  20. 235

    Outro de artista de Cachoeiro

    A cidade de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, além de Roberto Carlos, é o berço natal do compositor e cantor Raul Sampaio. Ele é o autor do hino não oficial da cidade, “Meu pequeno Cachoeiro”, mas ficou conhecido também por suas canções de amores complicados. Em 1961, fez enorme sucesso com o bolero “Quem eu quero não me quer”, que compôs em parceria com Ivo Santos, e foi gravado por ele próprio.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  21. 234

    A abertura de ‘O agente secreto’

    A música "Samba no Arpege" está na abertura do filme “O agente secreto”, de Kleber Mendonça Filho, o principal lançamento do cinema brasileiro em 2025. Composta por Waldir Calmon e Luiz Bandeira, foi gravada pelo tecladista Waldir Calmon e seu conjunto em 1958. Arpege era o nome da boate situada na Rua Gustavo Sampaio, no Leme, e ponto fundamental no roteiro por onde se construía a bossa nova na Zona Sul do Rio de Janeiro. Waldir Calmon era o dono da boate.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  22. 233

    Cartola oculto como autor

    O samba “Não quero mais” foi gravado em 1936 por Aracy de Almeida e traz, no selo do disco, Carlos Cachaça e José Gonçalves, o Zé da Zilda, como compositores, mas na verdade ele é de Cartola e Cachaça. Mais tarde, Zilda do Zé negociou com os autores para que o marido – que tinha roubado o samba – passasse a ter em novos discos uma parceria com Cartola, Cachaça. A partir da gravação de Paulinho da Viola, de 1973, a música ficou com o título de “Não quero mais amar a ninguém”.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  23. 232

    Do Rio para o mundo

    O samba-exaltação “Rio de Janeiro” foi composto por Ary Barroso em 1944 para o filme norte-americano “Brazil” e chegou a ser indicado ao Oscar de canção original. Não venceu, mas a música ficou para sempre no cancioneiro nacional. Em 1951, foi gravada por Dalva de Oliveira, que começava carreira solo depois de deixar o Trio de Ouro.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  24. 231

    A última marcha de Lamartine

    A marcha-rancho “Os rouxinóis” foi a derradeira contribuição de Lamartine Babo para o carnaval, festa da qual foi um dos seus mais importantes compositores. Fez sucesso no carnaval de 1958, gravada pelo grupo Os Rouxinóis de Paquetá, formado por coristas anônimos da gravadora Todamérica. A música foi composta a pedido do rancho do mesmo nome, da Ilha de Paquetá, e fez parte da revista “Bom mesmo é mulher”, cantada por Araci Côrtes.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  25. 230

    Sucesso de vários gêneros

    “Quem é”, de Osmar Navarro e Oldemar Magalhães, teve sete gravações em 1959, seu ano de lançamento. Nos rótulos desses discos ora era classificada como rock-balada (como é o caso desta de Roberto Amaral), ora como bolero-mambo e até mesmo balada-fox. Todas essas versões estão disponíveis no site Discografia Brasileira. A romântica “Quem é” tem letra sutil, não identifica diretamente o sujeito que cobre a amada de beijos, satisfaz seus desejos e muito a quer.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  26. 229

    À moda de Juca Chaves

    Juca Chaves apareceu em meio à bossa nova com um jeito diferente de cantar e também de se apresentar, sempre descalço. Mas “Por quem sonha Ana Maria?”, composta e gravada por ele em 1960, é uma modinha. No site Discografia Brasileira, você pode ouvir o outro lado artístico de Juca Chaves. Ele, de nariz avantajado, apresenta a sátira bem-humorada “Nasal sensual”.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  27. 228

    Paixão de cabaré na voz de Nelson Gonçalves

    O samba-canção “Doidivana”, gravado em 1960, é uma espécie de síntese da parceria do compositor Adelino Moreira com o cantor Nelson Gonçalves, expoentes astros do repertório passional. É uma declaração de amor às avessas. A intensidade do vozeirão de Nelson Gonçalves é perfeita para transformar a paixão de cabaré em estranha poesia.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  28. 227

    Cartola e a Penha

    O culto à Nossa Senhora da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, misturava fé, ritual e muito samba. Nos domingos de outubro, intérpretes e compositores apresentavam-se em rodas improvisadas ao pé do morro onde fica a igreja, testando os sambas para o carnaval do ano seguinte. Dependendo da reação, a música era gravada. Cartola e Asobert compuseram “Festa da Penha”, gravada em 1961 por Ari Cordovil.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  29. 226

    As vozes dos Cantores de Ébano

    O grupo Nilo Amaro e seus Cantores de Ébano estreou em 1961 com a balada “A noiva”, uma versão de Fred Jorge. O conjunto, inspirado nos corais das igrejas evangélicas americanas, harmonizava vozes negras femininas e masculinas. “A noiva”, uma canção romântica, ganha com os Cantores de Ébano ares de lamento quase religioso. Atenção para a voz de baixo profundo de Noriel Vilela.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  30. 225

    Adoniran também era triste

    Os sambas de Adoniran Barbosa são reconhecidos pelo linguajar simples, que busca reproduzir, com humor, o jeito de falar da população mais pobre das ruas de São Paulo. “Iracema” é um caso raro em seu repertório. Conta a história triste de uma mulher atropelada. A gravação original é de 1956, feita pelo conjunto Demônios da Garoa.Apresentação: Luiz Fernando ViannaEdição: Filipe Di Castro

  31. 224

    O humor de Ivon Curi

    O mineiro Ivon Curi era o que se chamava de chansonnier, um artista capaz de interpretar de um jeito teatral aquilo que estava cantando. Metade ator, metade cantor. Um dos seus sucessos foi o xote “Farinhada”, de Zé Dantas, de 1955. Na gravação, bem divertida, ele mostra por que se tornou um dos artistas mais solicitados para as chanchadas do cinema e, mais tarde, na televisão, chegando a fazer parte de uma das primeiras escalações do grupo Os Trapalhões, comandado por Renato Aragão.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  32. 223

    O início de Tom/Dolores

    O samba-canção “Se é por falta de adeus” é a primeira música de autoria de Dolores Duran e também a primeira parceria dela com Tom Jobim. Naquele momento, em 1955, a cantora era muito mais conhecida que o jovem arranjador de gravadoras, compositor iniciante e pianista da noite. Dick Farney gravou “Se é por falta de adeus” em 1959, num arranjo enxuto e já influenciado pela bossa nova, que João Gilberto estreara um ano antes.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  33. 222

    O romantismo de Catulo

    Catulo da Paixão Cearense foi o primeiro grande letrista brasileiro. “Ontem, ao luar”, com melodia de Pedro Alcântara, é um de seus primeiros sucessos. Tinha um método às vezes polêmico de composição, adaptando versos alheios e botando letras em melodias sem autorização, mas o resultado aqui é uma das mais belas canções românticas nacionais. Vicente Celestino foi o primeiro a gravar “Ontem, ao luar”, em 1917, e bisou o feito em 1952. É esta gravação que apresentamos.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  34. 221

    A felicidade de Lupicínio

    O título “Felicidade”, da toada de Lupicínio Rodrigues, é enganoso. Ainda não é dessa vez que o compositor gaúcho trata de um amor bem-sucedido. A novidade é que, ao contrário de seus sambas-canção, ele não está tomado pelo ódio, pedindo vingança ou que a ex role pela estrada como uma pedra qualquer. “Felicidade” é uma toada de dor elegante. Foi gravada em 1947 pelo Quarteto Quitandinha.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  35. 220

    O samba do Quatro Ases e um Coringa

    Os cearenses do Quatro Ases e um Coringa estavam no auge quando, em 1950, gravaram “Boneca de pano”, um samba do baiano Assis Valente. Eram modernos. Assim como seus rivais Anjos do Inferno, Os Cariocas e Namorados da Lua, interpretavam sambas, baiões e marchinhas de carnaval, além de seguir as últimas novidades dos conjuntos vocais americanos.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  36. 219

    As vozes do Trio de Ouro

    O Trio de Ouro existiu de 1937 até meados de 1970, com diversas formações e ótimos serviços prestados à música brasileira. O que gravou o bolero “Negro telefone”, de Herivelto Martins e David Nasser, em 1953, já não tem mais Dalva de Oliveira, sua voz feminina original. É formado por Lourdinha Bittencourt, Herivelto Martins e Raul Sampaio.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  37. 218

    No coração do povo

    O escritor Paulo Cesar de Araújo, em seu livro “Eu não sou cachorro não”, diz que o baiano Anísio Silva é um dos fundadores daquilo que mais tarde seria chamado de “brega”, e ele aqui não emprega o termo no sentido pejorativo. Brega é o popular, a canção romântica que fala ao coração do povo. O bolero “Alguém me disse”, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim, gravado por Anísio em 1960, é uma joia desse tipo de música.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  38. 217

    O balanço de Ed Lincoln

    O carioca Helton Menezes foi um nome fundamental na afirmação do sambalanço, o samba que era uma espécie de bossa nova para dançar e que fez muito sucesso, principalmente no Rio de Janeiro, no início dos anos 1960. “Vou rir de você”, gravado por Ed Lincoln e seu conjunto em 1962, é um dos destaques do movimento.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  39. 216

    Gonzagão e a seca

    Luiz Gonzaga teve dois importantes parceiros ao compor sua galeria de clássicos. Talvez Humberto Teixeira, com quem fez “Asa branca”, fosse o mais politizado. Zé Dantas era tido como mais pitoresco – mas nem sempre. “Vozes da seca”, sua parceria com Gonzaga, gravada por este em 1953, é das canções mais fortes sobre a realidade nordestina. Foi lançada em meio à seca que começou em 1952 e só terminaria dois anos depois.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro 

  40. 215

    Caymmi e seus dois Joões

    Em “João Valentão”, que compôs e gravou em 1953, Dorival Caymmi botou em cena alguns dos elementos espalhados em sua obra de poucos títulos, mas monumental para a cultura brasileira. O João também vive à beira da praia e não é só valentão, tem seus momentos de amor e ternura. O acompanhamento é da orquestra de Oswaldo Borba. Quando está em cena o Valentão, samba rasgado; quando aparece o João romântico, um lindo samba-canção.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro 

  41. 214

    Bichos no estúdio

    “Bicharada” é um baião divertido em que Djalma Ferreira reproduz, ao teclado do órgão, sons de galos, galinhas, porcos e outros bichos, como se transformasse o estúdio num grande quintal do Brasil rural de 1951. Ele está acompanhado do seu conjunto Milionários do Ritmo e não esquece, além do humor, de fazer o que era seu grande charme: botar o ouvinte para dançar.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  42. 213

    E o breque: ‘Na Glória!’

    O choro “Na Glória”, de Raul de Souza e Ari dos Santos, é um clássico das pistas de dança. Gravado em 1949 sob a liderança do trombone do próprio Raul, é um tema instrumental, cortado apenas por uma espécie de breque, quando os músicos gritam as divertidas três notas do título da canção. Raul e Ari compuseram “Na Glória” – alusão a um bairro da Zona Sul do Rio – quando eram colegas de orquestra no Dancing Eldorado, na Praça Tiradentes, no Centro.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  43. 212

    Em ritmo de rumba-rock

    A orquestra de Silvio Mazzuca era uma das maiores big bands nacionais quando, em 1958, ele gravou a rumba-rock “Tequila”, do americano Chuck Rio. Mazzuca era uma versão paulista de Ed Lincoln, o rei dos bailes de formatura do Rio de Janeiro. Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  44. 211

    O balanço de Cyro e Mariuza

    Cyro Monteiro já estava em cena desde meados dos anos 1930 – um cantor moderno de voz ao mesmo tempo balançada e bonita – quando, em 1955, gravou “Tem que rebolar”, de José Batista e Magno de Oliveira, num dueto com Mariuza. A cantora faria apenas outras duas gravações e desapareceria, sem deixar referências biográficas nos dicionários da música brasileira.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro 

  45. 210

    O samba sincopado de Germano Mathias

    “Falso rebolado”, de Venâncio e Jorge Costa, uma gravação de 1957, é citada como um clássico em qualquer conversa sobre samba sincopado. O intérprete é Germano Mathias, paulistano da Barra Funda. Ele marcava o ritmo na tampa da lata de graxa, herança dos antigos engraxates e sambistas negros da Praça da Sé, no Centro de São Paulo.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  46. 209

    Um samba que Wilson Batista vendeu

    O samba “Não tenho lágrimas”, também conhecido como “Quero chorar”, foi lançado em agosto de 1937, atravessou todo o final do ano e acabou explodindo como um dos sucessos do carnaval de 1938. Oficialmente, os autores são Max Bulhões e Milton de Oliveira. Wilson Batista seria um dos autores originais, mas cedeu a vez a Milton em troca de 30 mil réis. O samba teria muitas gravações, entre elas as de Nat King Cole, nos anos 1950, e Nara Leão, nos anos 1970. A original é de Patrício Teixeira.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  47. 208

    Dalva responde a Herivelto

    “Que será”, de Marino Pinto e Mário Rossi, gravado por Dalva de Oliveira em 1950, tem todos os dramas inerentes a um bom bolero – e com o plus de que é tudo verdade. A gravação é um dos capítulos da separação entre Dalva e o compositor Herivelto Martins, uma briga que foi parar nosdiscos. A cada música de Herivelto apontando Dalva como vilã, a cantorarespondia com outra. “Que será” é uma dessas respostas.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  48. 207

    A bossa de Aracy de Almeida

    “Tenha pena de mim", sucesso no carnaval de 1938, tem um ritmo animado e letra triste, um dos charmes da tradição do samba. De autoria de Ciro de Souza e Babaú, ganhou a interpretação ao mesmo tempo chorosa e balançada, magistralmente cheia de bossa, de Aracy de Almeida.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  49. 206

    Flores de carnaval

    O sucesso das marchas “Florisbela” e “A jardineira” no carnaval de 1939 fez com que a exaltação às flores persistisse em 1940, com “Dama das camélias” e “Malmequer”. Esta última, de Newton Teixeira e Christovão de Alencar, foi gravada por Orlando Silva, aos 24 anos, já reconhecido como o Cantor das Multidões. No concurso oficial, “Dama das camélias”, com voto do jurado Villa-Lobos, ficou em primeiro lugar. “Malmequer”, com voto de Pixinguinha, em terceiro – mas hoje é mais lembrada que a adversária.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

  50. 205

    A ternura de Dolores Duran

    O reconhecimento de Dolores Duran como grande compositora só surgiu após sua morte aos 29 anos, infartada, em 1959. Antes, era apreciada mais como cantora. A letra de “Ternura antiga” foi encontrada numa gaveta do apartamento em que ela morava em Copacabana. Ganhou música do pianista Ribamar, seu parceiro nas boates da Zona Sul do Rio, e, em 1961, a primeira gravação, por Luciene Franco.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro

Type above to search every episode's transcript for a word or phrase. Matches are scoped to this podcast.

Searching…

We're indexing this podcast's transcripts for the first time — this can take a minute or two. We'll show results as soon as they're ready.

No matches for "" in this podcast's transcripts.

Showing of matches

No topics indexed yet for this podcast.

Loading reviews...

ABOUT THIS SHOW

Programa produzido pela Rádio Batuta com a missão de pescar pérolas pouco conhecidas do acervo musical do Instituto Moreira Salles (IMS), voltado principalmente para discos em 78 rotações. A seleção dos fonogramas é do jornalista Joaquim Ferreira dos Santos. O acervo está disponível no site discografiabrasileira.com.br.

HOSTED BY

Rádio UFRJ

CATEGORIES

Frequently Asked Questions

How many episodes does Rádio UFRJ - Ouve Essa have?

Rádio UFRJ - Ouve Essa currently has 50 episodes available on PodParley. New episodes are automatically indexed when they're published to the podcast feed.

What is Rádio UFRJ - Ouve Essa about?

Programa produzido pela Rádio Batuta com a missão de pescar pérolas pouco conhecidas do acervo musical do Instituto Moreira Salles (IMS), voltado principalmente para discos em 78 rotações. A seleção dos fonogramas é do jornalista Joaquim Ferreira dos Santos. O acervo está disponível no site...

How often does Rádio UFRJ - Ouve Essa release new episodes?

Rádio UFRJ - Ouve Essa has 50 episodes. Check the episode list to see recent publication dates and frequency.

Where can I listen to Rádio UFRJ - Ouve Essa?

You can listen to Rádio UFRJ - Ouve Essa on PodParley by clicking any episode. We provide an embedded audio player for direct listening, and you can also subscribe via your preferred podcast app using the RSS feed.

Who hosts Rádio UFRJ - Ouve Essa?

Rádio UFRJ - Ouve Essa is created and hosted by Rádio UFRJ.
URL copied to clipboard!