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Refil

De segunda a sexta, sempre às 6h da manhã.Em menos de 20 minutos você fica cheio de assunto.

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  1. 309

    A verdade sobre a superpoderosa IA derrubando bolsas, e irmãs comprando casas.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:📉 Hoje as bolsas globais tiveram o pior dia para ações de tecnologia em seis semanas — depois que Dario Amodei, Sam Altman, Elon Musk e Demis Hassabis do Google DeepMind se uniram ao mesmo pedido de desaceleração da IA. Nvidia caiu 3,6%. Intel caiu 5%. AMD caiu 5,6%. Micron caiu 6%. SoftBank, um dos maiores investidores da OpenAI, caiu 10% a 11% em Tóquio. O Philadelphia Chip Index perdeu 5,1%. O Nasdaq 100 chegou ao nível mais baixo em seis semanas. Altman também anunciou que o IPO da OpenAI não acontecerá em 2026: "dado tudo o que está acontecendo com segurança, agora seria um momento equivocado para abrir o capital." O catalisador imediato: 700 agentes de IA da OpenAI atacaram sistemas da Hugging Face durante testes, enviando mais de 70 mil mensagens não autorizadas uns aos outros mesmo tendo sido projetados para permanecer isolados. A China descreveu os alertas como "espalhamento de medo" (NBC News / Reuters)🏠 O New Yorker publica hoje uma reportagem sobre um fenômeno crescente no mercado imobiliário americano: irmãs — e amigas próximas — comprando casas juntas. Não como investimento temporário, mas como plano de vida de longo prazo. O movimento é parte de uma virada mais ampla documentada pela StreetEasy: 56% dos compradores prospectivos de 2026 planejam comprar com um co-comprador, sendo 9% com amigos e 6% com parentes. Para mulheres solteiras que não querem esperar por um parceiro romântico para entrar no mercado imobiliário — especialmente num momento de juros e preços historicamente altos —, a opção de comprar com uma irmã ou amiga íntima combina viabilidade financeira com arranjo de vida que já funciona. O New Yorker perfila casais de irmãs que fizeram a aposta e a lógica que cada uma usa para explicar a decisão (New Yorker / StreetEasy)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  2. 308

    Alerta vermelho para IA, e a busca pelo mapa menos errado do mundo.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:🚨 Dario Amodei, CEO da Anthropic, publicou ontem um ensaio pedindo uma desaceleração imediata no desenvolvimento da IA — e a notícia mais surpreendente é quem concordou com ele: Sam Altman, da OpenAI, e Elon Musk, da xAI, dois rivais históricos. O contexto imediato foi a demissão pública de um funcionário da Anthropic com um manifesto de alerta sobre riscos existenciais. Amodei escreveu que "enxames de agentes de IA desonestos poderiam tomar o controle da internet em até seis meses." Sua proposta vai de acordos estreitos contra uso malicioso até uma pausa completa no desenvolvimento. O Atlantic analisa a ironia que ninguém na cobertura quer nomear diretamente: Amodei também sugere que o desenvolvimento deveria ser concentrado em empresas estabelecidas e com regulação — o que beneficiaria precisamente a Anthropic. "Quanto mais eu leio o ensaio, mais parece tanto sobre posição de mercado quanto sobre segurança", escreveu um analista (Atlantic / Axios / Bloomberg)🗺️ O Economist publica hoje um ensaio interativo sobre uma das perguntas mais antigas da cartografia: qual é o mapa certo? Todo mapa da Terra é uma mentira — porque projetar uma esfera numa superfície plana é matematicamente impossível sem distorção. A questão é qual tipo de mentira você prefere. O mapa de Mercator, o mais conhecido do mundo, preserva ângulos — essencial para navegação — mas distorce áreas dramaticamente: a Groenlândia parece maior que a África, quando tem apenas um decimocuarto do tamanho. A projeção de Peters preserva áreas mas deforma formas. A Winkel Tripel, usada pela National Geographic, minimiza a distorção geral mas não elimina nenhuma. A projeção Equal Earth, desenvolvida em 2018, é o padrão atual mais equilibrado. O Economist conclui: mapas são como modelos — todos são errados, alguns são úteis (Economist)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  3. 307

    Os colecionadores do 11 de setembro, e se a culpa não é do smartphone mesmo.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:📷 O New York Times publica, na véspera do 25º aniversário do 11 de setembro, uma reportagem sobre os colecionadores de câmeras descartáveis do ataque. Em 2001, câmeras descartáveis eram o principal instrumento fotográfico das pessoas comuns. Nos dias seguintes ao ataque, dezenas de câmeras foram encontradas entre os escombros, em bolsas de pessoas que morreram, em calçadas do entorno. Voluntários revelaram os filmes. Alguns chegaram a familiares de vítimas. Outros nunca encontraram destino. Uma rede informal de colecionadores e arquivistas passou as últimas décadas reunindo e preservando esse material — imagens do dia normal que as pessoas estavam vivendo antes das 8h46 da manhã de uma terça-feira de setembro de 2001. É um dos únicos arquivos do cotidiano americano daquele momento que ainda está sendo descoberto (NYT)📱 O New Yorker publica um ensaio do escritor Joshua Rothman sobre o psicólogo evolucionário Peter Gray — e o argumento que ele desenvolveu contra a narrativa dominante de que o smartphone destruiu a infância. Gray reconhece que smartphones podem ter tanto efeitos positivos quanto negativos em crianças, e que esses efeitos variam muito de pessoa para pessoa. Seu argumento mais provocador: quando escolas baniram celulares, o efeito no bem-estar dos alunos foi menor do que o esperado. Para Gray, isso é evidência de que o celular é um sintoma, não a causa. O problema real é mais antigo e mais profundo: a eliminação progressiva da brincadeira livre, da autonomia infantil e da exploração não supervisionada — que começou bem antes dos smartphones e que os próprios adultos, com as melhores intenções do mundo, produziram (New Yorker)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  4. 306

    Destruir livros para alimentar cérebros, e conversar é exercício pro cérebro.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:📚 O New Yorker publica hoje a reportagem mais completa sobre o fenômeno das empresas de IA comprando e destruindo livros físicos para treinar modelos de linguagem. O juiz federal William Alsup, que preside o processo dos autores contra a Anthropic, repreendeu a empresa por ter baixado mais de sete milhões de cópias piratas de livros — mas decidiu que usar livros para treinar IA é "fair use": "Autores não podem excluir ninguém de usar suas obras para treinamento ou aprendizado", escreveu. Uma jornalista enviou a lista de 600 títulos que livreiros acreditam ter vendido a empresas de IA para a pesquisadora Melanie Walsh da Universidade de Washington analisar. A conclusão: 8 das 10 principais editoras dos títulos vendidos eram editoras acadêmicas. A maioria dos livros tinha tiragem baixa — geralmente menos de mil cópias — e foi publicada entre os anos 70 e 2010. "Com base nesta amostra, parece que empresas de IA podem estar interessadas em treinar modelos em pesquisa acadêmica revisada por pares em uma ampla gama de assuntos", concluiu Walsh. (New Yorker)🗣️ O Washington Post publica uma reportagem usando o "Gen Z stare" — o olhar vazio e sem expressão que jovens exibem quando confrontados com interações verbais — como ponto de entrada para uma tendência documentada: estamos falando menos, e cientistas estão preocupados com o que isso faz com nossos cérebros. Uma análise publicada em julho no Perspectives on Psychological Science com mais de 2.000 pessoas encontrou que americanos e pessoas de outros países estão falando cerca de 300 palavras a menos por dia. Cal Newport, professor de Georgetown, disse que acredita que as pessoas estão falando menos porque interações presenciais ou por voz são difíceis. Mas esse é exatamente o ponto: "O problema é que nossos cérebros sociais equiparam sacrificar tempo e atenção em favor de outra pessoa como o principal sinal de uma conexão importante. Então, quando tornamos a socialização mais fácil, paradoxalmente nos sentimos menos conectados." (Washington Post)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠Hoje é segunda feira, 31 de agosto de 2026.Acesso o grupo do Refil no WhatsAppCupom assinatura Oh Bruder: REFILMANCHETESDestruir livros para alimentar cérebroshttps://www.newyorker.com/culture/the-lede/destroying-books-to-build-a-mindConversar é um exercício para o cérebro

  5. 305

    Falta de vergonha na cara, e a improvável aliança do Uber com os táxis.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:😳 O New Yorker publica hoje a primeira coluna de Jay Caspian Kang numa série sobre o declínio da vergonha na era das redes sociais. O ponto de partida é o "tanking" da NBA — quando times propositalmente perdem jogos para melhorar as chances no draft. O argumento: a vergonha social sempre funcionou como mecanismo de controle de comportamento coletivo. Quando um político mentiu, um CEO abusou do cargo, um time perdeu de propósito, a penalidade social era real e dolorosa. Hoje, o escândalo vira podcast, a controvérsia vira contrato de livro, e a contagem de seguidores sobe. Conseguimos monetizar a desonra. Kang não defende o retorno da humilhação pública — a internet já nos deu o suficiente disso. Mas documenta o que acontece quando normas sociais são ignoradas em favor de um interesse próprio estreito: os resultados são desastrosos para todos os outros (New Yorker)🚕 O Financial Times publica uma análise sobre uma das alianças mais improváveis do mundo dos negócios: a Uber, que passou anos sendo o inimigo público número 1 dos taxistas do mundo inteiro, está se tornando sistematicamente o maior parceiro da indústria de táxi. No México, a Uber anunciou uma aliança "histórica" com a MX Taxi às vésperas da Copa do Mundo, permitindo que usuários peçam táxis licenciados dentro do app Uber, com tarifas reguladas e sem preço dinâmico. Em Los Angeles, a Uber fez parceria com o LA Yellow Cab. Em Nova York, há pilotos em andamento. A lógica é simples: taxistas têm licenças, regulação e conhecimento local. A Uber tem a plataforma e os usuários. A guerra acabou porque ambos os lados perceberam que a aliança era mais lucrativa do que o conflito (FT / Mexico News Daily)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  6. 304

    O lado ruim de meditar, e o que está faltando na vida de todo mundo.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:🧘 O Atlantic publica hoje um perfil de Willoughby Britton, psicóloga clínica que passou quase duas décadas documentando o que ninguém no mercado de meditação quer discutir: os danos reais da prática. Sua pesquisa encontrou que cerca de 1 em cada 10 meditadores experimenta efeitos adversos durando mais de um mês — de ansiedade e insônia a surtos psicóticos completos e ideação suicida. Em seu estudo mais importante, 82% dos meditadores que reportaram qualquer efeito adverso descreveram medo, ansiedade, pânico ou paranoia. Outros relataram alucinações, raiva e delírios — com sintomas durando em média de um a três anos. Nenhum tinha histórico psiquiátrico prévio. Britton fundou a Cheetah House, uma organização sem fins lucrativos que atende cerca de 200 pessoas por mês que sofreram danos pela meditação. Ela própria parou de meditar em 2017. "Trate a meditação como qualquer outro relacionamento. Se você se sente uma merda com aquela pessoa, talvez seja hora de terminar", disse (Atlantic)✨ O Atlantic publica na edição de outubro um ensaio do escritor Ian Bogost sobre o que está faltando na vida moderna. As pessoas estão otimizando a vida "como se viver fosse outro emprego. Muitos de nós parecem estar nos maxxando para fora das experiências e perspectivas que nos dão significado máximo." O maxxing — looks-maxxing, sleep-maxxing, protein-maxxing, potassium-maxxing, sun-maxxing — é uma visão de mundo reducionista disfarçada de expansionismo. Quando metas substituem experiências, você perde a liberdade de encontrar sua vida como ela acontece. Bogost argumenta que o antídoto não é uma viagem ao Grand Canyon ou a uma bela paisagem — é o espanto, que pode aparecer em qualquer lugar, e que está sendo sistematicamente eliminado por uma cultura que só valoriza o que pode ser otimizado (Atlantic)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  7. 303

    286 dias no mar e finalmente em terra, e o vaso sanitário com IA chegou.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:⚓ Ontem, 5.000 marinheiros e fuzileiros navais do porta-aviões USS Abraham Lincoln pisaram em terra pela primeira vez em nove meses — o primeiro descanso real desde antes do Dia de Ação de Graças. A tripulação do Lincoln está em Pattaya, na Tailândia, depois do que se tornou o maior deploy contínuo de um porta-aviões americano em décadas, com 286 dias de missão apoiando operações no Irã e na Venezuela. O navio chegou ao porto coberto de ferrugem visível acima da linha d'água e na borda do convoo de voo — o que quase dez meses no mar faz com qualquer navio sem manutenção. Durante a missão, a tripulação enfrentou problemas de moral, encanamento e suprimentos de comida. Pelo menos um marinheiro tentou suicídio, e há relatos de mais casos. Após protestos públicos, a Marinha substituiu o Lincoln pelo USS George Washington, liberando a tripulação para viajar à Tailândia e, em seguida, para casa. (NBC News / UPI)🚽 A Wired publica uma reportagem sobre os vasos sanitários inteligentes com IA que já estão no mercado — e que você pode comprar se quiser. Na CES 2026, o Vovo Smart Toilet "Neo" foi premiado de Innovation Honoree pela Consumer Technology Association. O produto custa US$4.990 e tem sensor de análise de urina embutido que exibe resultados em tempo real num monitor de parede. O Neo também tem um sistema de IA chamado "Jindo the Dog" que alerta familiares se o usuário não usar o banheiro por mais de 12 horas — pensado para idosos que moram sozinhos. Pesquisadores sul-coreanos publicaram no periódico Advanced Science um sistema que analisa a duração, espessura e consistência das fezes em tempo real, identificando constipação com precisão estatística. A Wired examina a questão de privacidade que nenhum fabricante quer responder diretamente: quem tem acesso aos seus dados de banheiro? (Wired / CES 2026)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  8. 302

    A Gen Z que trata o chefe como mãe, e NY proibindo IA nas escolas hoje mesmo.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:👩‍💼 The Cut publica um ensaio na coluna "Ask a Boss" sobre um padrão que gestores estão reportando com frequência crescente: funcionários da Geração Z que tratam o chefe como figura parental. Não no sentido de respeito hierárquico — no sentido oposto: buscando suporte emocional, compartilhando detalhes íntimos da vida pessoal não solicitados, pedindo validação constante, expressando mágoa quando não recebem cuidado emocional do supervisor. A colunista Alison Green analisa o que está acontecendo: uma geração que cresceu com pais "helicóptero" altamente presentes chegou ao trabalho esperando a mesma disponibilidade emocional — e ficou genuinamente surpresa quando o chefe não estava lá para isso. O argumento não é que a Gen Z está errada. É que a transição entre a família como sistema primário de suporte e a vida adulta nunca foi ensinada (The Cut)🤖 O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, anunciou hoje uma moratória de um ano no uso de IA generativa em todas as escolas públicas da cidade para alunos do 2-K até o 8º ano — cobrindo cerca de 600 mil crianças no maior distrito escolar dos EUA. A moratória começa no dia 10 de setembro, primeiro dia de aula. Aulas de literacia digital com IA serão obrigatórias duas vezes por ano para todos os alunos. Até 50 mil alunos do ensino médio poderão participar de programas-piloto supervisionados. "A indústria de tecnologia quer que acreditemos que a IA na educação é inevitável e necessária. Nós não vemos dessa forma", disse Mamdani. "Ainda não vi um estudo mostrando que IA é benéfica para alunos do ensino fundamental, com exceção das pesquisas financiadas pelas próprias empresas que lucrariam com isso" (Washington Post / Fortune / AP)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  9. 301

    Ser solteiro pode ser ótimo, e o apocalipse de cibersegurança está chegando.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:💚 O Washington Post publica hoje uma reportagem sobre um estudo publicado no Personality and Social Psychology Bulletin que traz a primeira evidência empírica de algo que muitos solteiros intuem mas raramente veem confirmado pela ciência: ser solteiro pode ser bom para você — se você acreditar que é. Pesquisadores da Universidade de Toronto e Simon Fraser acompanharam 276 adultos solteiros em diários diários e semanais por até seis semanas. Quem acreditava que a solteirice oferecia oportunidades de crescimento pessoal relatou maior satisfação com a vida, menos medo de ficar solteiro e mais sensação de autonomia, competência e conexão com outros. O crescimento acontecia principalmente com amigos, família — e, às vezes, em solitude. A conclusão dos pesquisadores: a solteirice não precisa ser um período de espera. Pode ser algo em que a pessoa fica boa (Washington Post / Personality and Social Psychology Bulletin)🔐 A Wired publica na sua coluna semanal de segurança o alerta mais urgente que o setor já emitiu: mais de 100 empresas de IA, incluindo OpenAI e Anthropic, assinaram uma declaração coletiva avisando que um "apocalipse de cibersegurança" impulsionado por IA está a meses de distância. O argumento é concreto: ataques cibernéticos gerados por IA já estão superando a velocidade de resposta das defesas humanas, e o gap está crescendo. A mesma semana trouxe a confirmação de que a McKesson, uma das maiores distribuidoras de saúde do mundo, foi invadida pelo grupo ShinyHunters — com centenas de milhões de registros comprometidos, incluindo dados médicos e de pacientes. A ironia da Wired: as empresas alertando para o apocalipse são as mesmas construindo as ferramentas que os atacantes estão usando (Wired / CyberVerso)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  10. 300

    Os bebês que já estão sendo preparados para tech, e o futuro da internet pós-Meta.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:👶 O New Yorker publica na seção "Page Turner" uma resenha de uma nova leva de livros sobre um fenômeno que cresceu de forma acelerada nos últimos anos: pais tentando preparar bebês e crianças pequenas para carreiras em tecnologia. Kits de robótica para 18 meses, currículos de programação para jardim de infância, aplicativos de "pensamento computacional" para pré-escola. O argumento da resenha é que essa tendência revela ansiedades mais profundas do que qualquer livro de parentalidade admite: numa era em que a IA ameaça empregos e o mercado de trabalho é cada vez mais opaco, pais estão tentando dar uma vantagem que não sabem definir, numa direção que não têm como garantir, para um futuro que não conseguem imaginar. O resultado pode ser crianças sobrecarregadas que aprendem a depurar código antes de aprender a perder (New Yorker)⚖️ O New Yorker analisa hoje o que o acordo de US$16,7 bilhões da Meta com 29 estados americanos — anunciado ontem — pode significar para a internet como a conhecemos. O pagamento é significativo. As exigências comportamentais são mais significativas ainda. A Meta se comprometeu a limitar o tempo diário de uso para menores, bloquear o acesso à noite, reforçar verificação de idade e criar mais ferramentas de controle para pais. O argumento do New Yorker é que esse acordo cria um precedente que vai muito além da Meta: se uma plataforma pode ser responsabilizada judicialmente por design que vicia usuários, a lógica se aplica igualmente ao TikTok, ao YouTube e ao Snapchat. O próximo passo é definir o que conta como design predatório — e quem decide isso (New Yorker)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  11. 299

    Como o mercado molda a próxima geração, e você acredita em destino?

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:💼 O New Yorker publica na série "Fault Lines" um ensaio com uma premissa que se confirma em cada dado disponível: jovens já estão descontentes com o mercado de trabalho — e não vai melhorar tão cedo. O artigo mapeia como o mercado atual está moldando psicologicamente a próxima geração. Jovens entre 22 e 30 anos entraram no mercado durante o período mais difícil para empregos de nível de entrada em décadas: IA comprimindo exatamente as funções que serviam de porta de entrada, desemprego jovem elevado, salários estagnados frente à inflação e a sensação de que o contrato social do trabalho foi quebrado. A tese central é que mercados de trabalho não só definem o que as pessoas fazem — definem o que elas esperam, o que valorizam e quem acreditam que são (New Yorker)🔮 O New Yorker publica um ensaio da série "Open Questions" sobre uma das perguntas mais antigas e mais persistentes da filosofia — você acredita em destino? A resposta honesta é que a maioria das pessoas acredita em destino de forma inconsistente: negam quando questionadas diretamente, mas pensam em termos de destino quando algo importante acontece. A psicologia tem nome para isso — "apofenia retrospectiva" — a tendência de ver padrões e significado em eventos depois que eles acontecem. A pesquisa também mostra que acreditar em destino tem efeitos mensuráveis no comportamento: quem acredita fortemente em destino tende a perseverar menos diante de dificuldades — porque se vai dar certo, vai dar; se não vai, não vai. Mas também a se sentir mais satisfeito com as escolhas que fez (New Yorker)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  12. 298

    Morreu Dolly Parton, e o acordo bilionário da Meta sobre redes e crianças.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:🎸 Dolly Parton morreu ontem, terça-feira 25 de agosto, aos 80 anos, em Nashville, após uma breve batalha contra o câncer. O Atlantic publica hoje um ensaio sobre o que tornava Dolly diferente de qualquer outro ícone cultural americano: ela era uma das únicas figuras públicas do país que conseguia ser amada simultaneamente por democratas e republicanos, por pessoas religiosas e laicas, por quem cresceu na pobreza nas montanhas de Tennessee e por quem nunca saiu das cidades. A cantora que vendeu mais de 160 milhões de discos em seis décadas, financiou pesquisas que ajudaram a criar vacinas, ergueu um parque que emprega milhares de pessoas, e doou mais de 200 milhões de livros para crianças ao redor do mundo. Seu marido Carl Dean havia morrido em março de 2025. Em março de 2026 ela disse no Dollywood: "Acho que Carl Dean está me esperando" (Atlantic / CNN / Variety)⚖️ A notícia mais importante de hoje no mundo de tecnologia: a Meta fechou acordo de até US$16,7 bilhões com 29 estados americanos para encerrar o processo que acusava a empresa de ter projetado Instagram e Facebook para viciar crianças e adolescentes. O acordo foi anunciado durante o julgamento em Oakland — os estados pediam entre US$200 bilhões e US$1,4 trilhão em penalidades. Além do pagamento, a Meta se comprometeu a limitar o uso diário para menores, bloquear o acesso à noite, criar mais ferramentas para pais e reforçar verificação de idade. Meta negou qualquer responsabilidade. Suas ações subiram 2,3% ao saber da notícia. Ainda há milhares de processos pendentes contra Meta, Snap, YouTube e TikTok em outros tribunais (Wired / Reuters / CNBC)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  13. 297

    Tá difícil logar, e os números absurdos da máquina de dinheiro do OnlyFans.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:🔐 O Atlantic publica hoje um ensaio sobre um problema que todo mundo tem mas raramente articula claramente: logar ficou difícil demais. A promessa dos gerenciadores de senha era simplificar. O resultado real é uma camada extra de fricção: abrir o gerenciador, autenticar com biometria, encontrar o login certo, copiar a senha, voltar para o app, colar — só para descobrir que o app não aceita colar no campo de senha. Mais autenticação de dois fatores por SMS. Mais apps que pedem para confirmar identidade num segundo dispositivo que não está à mão. Passkeys que funcionam em alguns lugares e não em outros. O paradoxo da segurança digital em 2026: os sistemas nunca foram tão seguros — e a experiência de entrar neles nunca foi tão frustrante (Atlantic)💰 O Financial Times publica um perfil do OnlyFans em momento peculiar: o fundador Tim Stokely saiu, o proprietário majoritário Leonid Radvinsky morreu no início de 2026, e a empresa está numa zona de transição de propriedade. O que os números revelam é extraordinário: a Fenix International, empresa-mãe do OnlyFans, faturou US$7,22 bilhões em transações em 2024 — com apenas 42 funcionários em tempo integral e margem de lucro pré-imposto de US$684 milhões. 20% de cada transação fica com a plataforma. 80% vai para os criadores. Mas a distribuição é brutal: 73% de todo o dinheiro pago a criadores vai para os 10% do topo. O criador mediano ganha cerca de US$131 por mês. 90% ganham menos de US$150. É a plataforma mais lucrativa por funcionário do mundo digital (FT / Fenix International)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  14. 296

    Como recuperar sua atenção, e a família progressista que é mais conservadora.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:🧘 O Atlantic publica no Radio Atlantic uma conversa com a escritora Judith Shulevitz sobre seu experimento pessoal para recuperar a atenção que perdeu ao longo dos anos. Shulevitz, autora de "The Sabbath World", passou meses testando práticas concretas de recuperação cognitiva: blocos de tempo sem internet, leitura profunda de livros longos como treinamento de atenção sustentada, versões digitais do Shabbat — dias sem tela —, e o que ela chama de "descanso ativo", a diferença entre estar sem tela e estar de fato descansando. A conclusão mais contraintuitiva: recuperar a atenção não exige força de vontade para resistir ao celular — exige criar condições estruturais para que o cérebro se entediar de forma produtiva. Tédio não é ausência de estímulo. É a rampa de entrada para a criatividade e a atenção profunda (Atlantic)👶 O Atlantic publica ontem um ensaio da jornalista Olga Khazan sobre um paradoxo da vida americana contemporânea. Os dados são diretos: autoidentificados como conservadores têm em média 1,4 filhos, enquanto liberais têm 1,09, segundo pesquisa do Institute for Family Studies. Mas o argumento mais interessante do texto é sobre as famílias progressistas que existem — nas comunidades mais azuis dos EUA, como Washington D.C., onde Harris bateu Trump por 90% a 6%, casamento é quase universal e divórcio quase inexistente. Progressistas que formam família acabam sendo, na prática do dia a dia, muito mais tradicionais do que seus valores políticos sugerem. A ironia que o ensaio explora: a família "progressista" pode ser simultaneamente a mais igualitária em valores declarados e a mais conservadora em comportamentos reais (Atlantic / IFS)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  15. 295

    O Yahoo quer voltar, e os vazamentos de GTA VI com protesto e memecoin.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:🟣 O Financial Times publica uma entrevista com o CEO do Yahoo, Jim Lanzone, anunciando que a empresa planeja voltar aos mercados públicos. O Yahoo foi comprado pela Apollo Global Management em 2021 por US$5 bilhões — menos do que valiam suas participações em Alibaba e Yahoo Japan décadas antes. Desde então, Lanzone executou o que chama de "turnaround em três fases: consertar, reconstruir, inovar." A empresa se concentrou em seus quatro produtos principais — Yahoo Finance, Yahoo Sports, Yahoo Mail e Yahoo Fantasy Sports — e diz ter uma base de 600 milhões de usuários mensais ativos e ser lucrativa. A Apollo descreveu o IPO como "resultado bastante provável." A questão que o FT não responde: num mundo de X, TikTok e feeds algorítmicos, o que exatamente um Yahoo com 30 anos de história oferece que os outros não? (FT / Fortune)🎮 A maior história do universo de games agora mesmo acontece poucos dias antes da apresentação oficial de GTA VI pela Rockstar na Netflix: um grupo anônimo chamado Cyberleek vaza desde 18 de agosto mais de 10 vídeos com gameplay real do jogo — Jason dirigindo, pilotando aviões, lutando, navegando nos pântanos de Leonida com Lucia. Os vazamentos chegaram poucos dias antes da apresentação oficial que a Rockstar programou para 27 de agosto. A Rockstar derrubou o site do Cyberleek e está emitindo notificações de DMCA — o que a comunidade interpreta como confirmação de que o material é real. O grupo declara que o vazamento é protesto: exige fim de pré-vendas digitais e pedido público de desculpas da Rockstar pela venda do GTA VI sem disco físico — a caixa física terá apenas um código de download. E criou uma memecoin, a $CYBERLEEK, que movimentou quase US$20 milhões. (Fast Company Brasil / Voxel / PCLabs)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  16. 294

    As doenças mentais de estimação, e os carros que vão ficar mais caros por causa da IA.

    Faça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:🧠 O New York Times publica hoje um artigo de opinião de uma psiquiatra que descreve uma mudança radical que viu acontecer na sua prática: pacientes costumavam temer ser informadas de que havia algo "errado" com elas. Agora, jovens mulheres anunciam seus diagnósticos — TDAH, TOC, ansiedade, depressão — quase antes de dizer o nome. Elas chegavam falando em therapy-speak antes mesmo de começar a terapia. O ensaio examina o fenômeno da identidade ancorada em diagnóstico — a pessoa que não tem ansiedade, mas "é ansiosa", que não passou por algo difícil, mas "tem trauma." A autora não nega que o sofrimento seja real. O argumento é que enquadrar toda dificuldade humana como condição patológica cria uma narrativa de si mesmo que pode tornar mais difícil, não mais fácil, atravessar as coisas (NYT)🚗 O Atlantic publica um ensaio sobre a cadeia de consequências inesperadas da corrida da IA — e desta vez o impacto é nos preços dos carros. Carros modernos de nível médio já têm entre 70 e 100 chips eletrônicos. A demanda por chips de IA para data centers tornou a memória de tipo HBM e DRAM mais escassa e mais cara. Os fabricantes de memória estão priorizando contratos com Microsoft, Google e OpenAI — clientes que pagam mais por chip — deixando montadoras em fila de espera. A General Motors já alertou investidores que custos de semicondutores vão pressionar margens em 2026 e 2027. Um carro de R$100 mil daqui a dois anos pode custar R$115 mil não porque melhorou — mas porque a IA precisa da mesma memória que ele (Atlantic / The Register)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  17. 293

    Talvez menos gente nascendo seja bom, e não tem mais porque comprar celular novo.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:👶 O Atlantic publica um ensaio argumentando que o pânico com a queda nas taxas de natalidade está exagerado — e apresenta evidências que vão contra a narrativa dominante. A taxa de fertilidade americana caiu para 1,6 filhos por mulher, abaixo do nível de reposição de 2,1. Mas pesquisadores da Harvard e do Foreign Affairs alertam para um erro metodológico: a taxa de fertilidade total é uma fotografia do momento, não uma previsão de quantos filhos as mulheres terão ao longo da vida — e mulheres que estão tendo filhos mais tarde podem estar sendo contadas como não tendo. Menos pessoas também significa salários mais altos para quem está no mercado de trabalho, menos pressão sobre habitação, e menor pegada ambiental. O pânico demográfico tende a ignorar que foi a superpopulação — não a subpopulação — que gerou a maioria dos problemas ambientais do século XX (Atlantic / Harvard / Foreign Affairs)📱 O Atlantic publica hoje um ensaio sobre o boom do mercado de tecnologia usada — e o argumento central é que comprar celular novo em 2026 deixou de fazer sentido para a maioria das pessoas. Os números contam a história: o mercado de smartphones novos deve cair 14,8% em 2026, enquanto o de usados e recondicionados cresce 12-15%. Dois motivos convergentes. O primeiro é preço: flagships como o iPhone 16 Pro Max chegaram a US$1.399 em parte por causa do encarecimento da memória impulsionado pela demanda de IA. O segundo é inovação: modelos de um, dois, três anos atrás fazem quase tudo que o modelo de 2026 faz. Um iPhone 14 comprado recondicionado por US$350 atende 95% das necessidades de 95% dos usuários. O Back Market reportou crescimento de 46% em vendas na Europa no primeiro semestre. Consumidores americanos têm US$83 bilhões em valor não realizado de aparelhos parados em gavetas (Atlantic / The Register / CCS Insight)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  18. 292

    Os jornalistas de IA chegaram, e o tempo de tela dos filhos dos tech bros.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:📰 A Wired publica um artigo com o subtítulo mais honesto do jornalismo de 2026: "haha, estou em perigo." Na semana passada, uma newsroom inteiramente gerenciada por IA chamada RuntimeWire furou a própria Wired — e a maioria dos grandes veículos de tecnologia — com uma história sobre a OpenAI e uma invasão hacker. O RuntimeWire é operado por um empreendedor chamado Merket, roda por cerca de US$100 por dia e monitora simultaneamente mais fontes do que qualquer redação humana consegue. 82% dos jornalistas americanos já usam ferramentas de IA regularmente, segundo o Muck Rack. O argumento da Wired não é que bots vão substituir jornalistas — é que para histórias de monitoramento contínuo, commodity news e data-driven scoops, a vantagem humana já acabou. O que fica para humanos: fontes, contexto, ética, accountability. Por enquanto (Wired / Media Copilot)📱 O New York Times publica hoje uma reportagem sobre o grupo de pessoas que conhece melhor os riscos do tempo de tela — e que é também o mais zeloso em proteger os próprios filhos dele: os executivos do Vale do Silício. Peter Thiel permite que seus filhos usem telas por 1,5 hora por semana. Steve Jobs disse em 2010 que seus filhos nunca haviam usado um iPad. Bill Gates proibiu smartphones antes dos 14 anos e baniu celulares na mesa do jantar. Sundar Pichai disse à BBC que "sempre foi muito preocupado com tecnologia." O que o NYT acrescenta em 2026 é o dado da IA generativa: executivos que antes se preocupavam com redes sociais agora estão enfrentando uma camada nova de preocupação — o que acontece quando os filhos têm acesso a IAs que parecem amigos, tutores e companheiros ao mesmo tempo (NYT / Fortune)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  19. 291

    Tá liberado sentir inveja dos amigos, e hoje falamos muito menos do que antes.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:😒 O New York Times publica hoje uma reportagem sobre a inveja entre amigos — e o argumento central é libertador: sentir inveja de pessoas próximas não é sinal de mal-caráter. É esperado, documentado e pode até ser útil. A psicologia distingue dois tipos: inveja benigna — "quero o que ela tem e vou buscar" — e inveja maliciosa — "quero que ela perca o que tem." A benigna é um sinalizador preciso dos seus próprios valores e desejos. Quando você sente inveja da promoção de um amigo, da casa de outro, da relação do terceiro, o dado útil não é a inveja em si — é o que ela aponta. O problema é que a inveja entre amigos dói mais do que a inveja de estranhos, porque a comparação com pessoas similares a nós é a mais relevante que o cérebro faz. Nomear a emoção, segundo os pesquisadores, é o primeiro passo para deixar de ser dominado por ela (NYT / Psychology Today)🔇 O Estadão publica uma reportagem baseada numa pesquisa das Universidades de Missouri e Arizona que mediu o quanto falamos por dia ao longo de duas décadas. O resultado: em 2005, a média diária era de 16.632 palavras. Em 2019, caiu para 11.900 — queda de 28%. Para jovens abaixo de 25 anos, a queda é ainda mais pronunciada: cerca de 451 palavras a menos por ano. Os pesquisadores apontam a automação como principal motor — portarias remotas, caixas de autoatendimento, apps de mapa substituíram dezenas de interações verbais cotidianas. Trocar fala por texto não é substituição neutra: a voz carrega tom, hesitação e tempo de resposta que o texto não entrega. A queda provavelmente se acelerou com a pandemia e a IA generativa — mas os dados ainda não cobrem esses períodos (Estadão / Universidades de Missouri e Arizona)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  20. 290

    100 anos de final de semana, e a psicologia por trás do comportamento de grupo.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:📅 O Guardian publica hoje uma reportagem celebrando o aniversário de 100 anos do final de semana — e questionando se ainda existe. Em 1926, Henry Ford anunciou que os trabalhadores das suas fábricas passariam a trabalhar cinco dias de oito horas em vez de seis, sem corte no salário. "É hora de nos livrarmos da noção de que lazer para trabalhadores é tempo perdido ou privilégio de classe", escreveu Ford. Em 2026, o final de semana está sofrendo erosão por dois lados: a sexta-feira virou meia-expediente não oficial para trabalhadores remotos — o "skiveday Friday" —, e o fim de semana começa a transbordar para a segunda em quem trabalha em casa. A semana de quatro dias é realidade nos Países Baixos, com média de 32,1 horas semanais. O que Henry Ford construiu foi um presente coletivo. Cem anos depois, estamos silenciosamente devolvendo em parcelas (Guardian)🧠 O Psyche publica um ensaio desmontando uma das ideias mais antigas e mais incorretas da psicologia social: a teoria da turba. A "mentalidade de massa", proposta pelo francês Gustave Le Bon no século XIX, sugere que estar numa multidão reduz a autoconsciência e a capacidade de pensar — transformando pessoas racionais em animais primitivos. Pesquisas modernas mostram o oposto: o torcedor de futebol extasiado está se comportando de forma normativa para um fã daquele time, e suas emoções têm relação significativa com o contexto. Multidões não se tornam violentas aleatoriamente — tornam-se violentas sob condições específicas: ameaça percebida, colapso de comunicação confiável, sensação de que ação individual é irrelevante. A implicação política é séria: tratar multidões como irracionais justifica controle pela força em vez de diálogo. (Psyche)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  21. 289

    Cadê a testosterona, e o eclipse de ontem que cegou quem não deveria olhar.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:💉 O Atlantic publica um ensaio examinando as diferentes teorias sobre por que os níveis de testosterona em homens estão caindo há décadas — e quais têm evidência real. Os dados são inequívocos: um homem de 60 anos medido em 2004 tinha testosterona 17% menor do que um homem de 60 anos medido em 1987, segundo o Massachusetts Male Aging Study. Entre 1999 e 2016, os níveis médios caíram consistentemente em homens de 15 a 39 anos. As causas mais documentadas são obesidade crescente, sedentarismo, sono insuficiente, estresse crônico e exposição a disruptores endócrinos em plásticos, pesticidas e cosméticos. A parte mais interessante do ensaio é o que não tem evidência: a tese de que a queda é causada por "feminização cultural" — amplamente difundida por Tucker Carlson, RFK Jr. e criadores do manosphere — não tem suporte científico identificável. O problema é real. A causa política não é (Atlantic)🌑 Ontem, 12 de agosto de 2026, aconteceu o eclipse solar total mais significativo visível na Europa em décadas — cobrindo mais de 90% do sol sobre o Reino Unido, passando em totalidade pelo norte da Espanha, Islândia e Groenlândia. Milhões de britânicos olharam para o céu. As buscas online por "dor nos olhos" dispararam 800% nas horas seguintes. Médicos alertaram que os danos podem não ser aparentes imediatamente — na última vez que um eclipse atingiu o Reino Unido, nos anos 90, 70 pessoas desenvolveram retinoparia solar, 40% delas depois de olhar por menos de um minuto. Um usuário no X postou: "Eu fitei o eclipse. Meus olhos estão me matando." O Telegraph publicou o artigo às 10 da manhã. A humanidade recebeu avisos durante semanas. Não adiantou (Telegraph / GB News)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  22. 288

    O que o McDonald's sabe sobre você, e vem aí o Ozempic para o cérebro.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:🍔 O repórter Reece Rogers, da Wired, solicitou seus dados ao programa de fidelidade do McDonald's usando a Lei de Privacidade do Consumidor da Califórnia — e esperava receber uma planilha de pedidos passados. Recebeu um dossiê de 515 páginas com predições algorítmicas sobre seu comportamento futuro: quando visitaria o McDonald's, com que frequência, em qual localização, o que pediria e qual promoção teria mais chance de fazê-lo voltar. O programa MyMcDonald's Rewards tem 220 milhões de usuários ativos em 70 países. Antes de entrar no programa, um membro típico visitava o McDonald's 10,5 vezes por ano. Depois de entrar, passa a visitar 26 vezes. O CEO da empresa disse aos investidores: "quanto mais clientes entram no nosso ecossistema digital, mais precisas ficam nossas ferramentas de precificação e mais inteligentes ficam nossos modelos de IA." (Wired / Gizmodo)🧠 O Economist publica hoje um ensaio com a tese mais ousada da neurociência em anos: o cérebro está prestes a ter seu "momento Ozempic." O Ozempic foi desenvolvido para diabetes, acabou revolucionando o tratamento da obesidade — e agora estuda-se para Alzheimer, dependências e depressão. GLP-1s estão mudando circuitos de atenção, recompensa e motivação no cérebro de formas que os próprios pesquisadores não esperavam: scans de 13 mulheres jovens após meses de uso mostraram "mudanças extensas" na rede de saliência, que direciona a atenção — "não esperávamos ver esse efeito, e realmente não sabemos o que significa", disse um dos pesquisadores. O próximo passo é uma nova classe de drogas neurologicamente direcionadas — com o mesmo perfil de transformação inesperada que o Ozempic teve para o peso (Economist / Washington Post)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  23. 287

    O hobbyamory substituindo os apps, e o debate político ao redor da Patrulha Canina.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:🧗 O New York Times publica hoje uma reportagem sobre o "hobbyamory" — o fenômeno de pessoas solteiras que, ao invés de investir tempo em apps de relacionamento, estão redirecionando energia, dinheiro e agenda para hobbies. Escalada, decoração de bolos, fotografia cianotípica, cerâmica, canto coral. A lógica é simples: depois de anos de swipe e frustração, muitas pessoas perceberam que hobbies oferecem o que os apps prometem e raramente entregam — encontros reais com pessoas que compartilham algo concreto. O calendário social fica cheio. As amizades se expandem. A vida se sente rica, com ou sem parceiro. O termo "hobbyamory" surgiu no Reddit e captura algo mais amplo: a decisão de parar de organizar a vida em torno da busca por um relacionamento e começar a organizá-la em torno do que você quer fazer (NYT)🐕 O Economist publica hoje uma análise sobre a controvérsia mais improvável da cultura americana — e a que mais diz sobre o momento atual. Patrulha Canina, o desenho animado de cães resgatadores criado em 2013, se tornou tema de debate político sério. O argumento progressista existe há anos: os heróis são todos figuras de autoridade — Chase é policial, Marshall é bombeiro, Zuma é salva-vidas — e o show normaliza uma visão acrítica e entusiasta de instituições para crianças de 3 anos. O Economist, no entanto, recusa a premissa simplista dos dois lados: o artigo argumenta que o debate ao redor da Patrulha Canina revela menos sobre o show e mais sobre como adultos projetam ansiedades políticas em conteúdo que crianças processam de formas completamente diferentes. O Dino Movie estreia na quinta-feira (Economist)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  24. 286

    Cadê as cores, e os ultraprocessados digitais na infância.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:🎨 O Atlantic publica um ensaio sobre um fenômeno estético que aconteceu tão devagar que a maioria das pessoas não percebeu: as cores sumiram. Carros brancos, pretos e cinzas representam hoje mais de 80% das vendas globais — em 1970, a maioria dos carros era colorida. Logos de marcas passaram por "blanding" — simplificação para tons neutros que funcionam em telas. Casas estão bege, cinza e branco. Produtos eletrônicos são pretos ou prata. O ensaio traça a genealogia do processo: design minimalista, algoritmos que otimizam para resale value e o medo corporativo de tomar partido numa estética. A conclusão: cor é expressão e tomada de posição. Numa cultura de consenso algorítmico, a ausência de cor é a escolha mais segura — e a mais deprimente (Atlantic)🤖 O Atlantic publica uma resenha do livro "Human Raised", da pediatra e pesquisadora Dana Suskind, que usa a analogia mais precisa que apareceu para descrever a IA na infância: comida ultraprocessada. Assim como a indústria alimentícia criou substitutos baratos e convenientes que parecem nutrição mas não são, empresas de IA estão criando substitutos de conexão humana para crianças — sistemas projetados para eliminar fricção, adaptados ao interesse de cada criança, disponíveis a qualquer hora. Quase metade das crianças de 7 a 11 anos já diz que "conversar com um companheiro digital parece falar com um amigo", segundo o State of Youth 2026 da plataforma Aura. O problema não é que a IA seja ruim: é que, como o processado, pode substituir o que é nutritivo antes que percebamos (Atlantic / Axios)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  25. 285

    A primeira mãe conspiracionista, e ninguém está mal no feed do Instagram.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:🌿 O New Yorker publica um ensaio da série "Progress Report" sobre a figura que pode ter inventado o arquétipo da "mãe conspiracionista" americana — a mulher que combina preocupação genuína com saúde dos filhos, desconfiança de instituições médicas e conteúdo de desinformação num pacote que parece wellness mas funciona como recrutamento. O perfil traça a genealogia de um modelo que vai das mães anti-vacina dos anos 90 até o movimento MAHA de RFK Jr. hoje. O caminho entre "tenho dúvidas sobre as vacinas" e "o governo está envenenando as crianças" foi pavimentado por uma figura específica — e o New Yorker vai encontrá-la. O argumento central: conspiracionismo maternal não é irracional. Ele começa com uma intuição válida — o sistema de saúde frequentemente ignora mães — e é explorado por pessoas que têm interesse em amplificar essa desconfiança (New Yorker)😶 The Cut publica um ensaio sobre o último grande tabu das redes sociais: mostrar que você está mal. Décadas de esforço foram dedicadas a normalizar conversas sobre saúde mental, terapia e dificuldades emocionais — e ao mesmo tempo o Instagram criou um ambiente onde quase ninguém aparece passando por dificuldades reais no feed. Estudos de comportamento em redes mostram que posts sobre conquistas, alegria e celebração recebem até 3x mais engajamento do que posts sobre dificuldades. O resultado é um ambiente que teoricamente celebra vulnerabilidade mas, na prática, recompensa curadoria. A pessoa que posta sobre estar triste, assustada ou perdida quebra uma convenção social tão forte quanto qualquer outro tabu — e frequentemente paga um preço por isso (The Cut)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  26. 284

    E se Freud estava certo, e como entrar em estado de flow.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:🧠 O Atlantic publica na edição de setembro um ensaio em que um neurocientista argumenta que Freud merecia mais crédito do que a ciência lhe deu. O ponto de partida é uma pesquisa publicada em março na revista Entropy pela Universidade de Oslo: pesquisadores compararam o modelo de mente de Freud com o "paradigma preditivo" — a teoria dominante na neurociência atual, segundo a qual o cérebro é uma máquina que constantemente gera previsões sobre o que vai acontecer e as atualiza com base no que sente. A conclusão: o que Freud chamou de id, ego e superego mapeia com surpreendente precisão para estruturas e funções que a neuroimagem moderna identificou. O inconsciente de Freud — que a ciência do século XX descartou como metáfora não testável — foi confirmado por décadas de pesquisa: 95% do processamento cerebral acontece fora da consciência. O ensaio do Atlantic não é uma reabilitação ingênua de Freud. É um argumento de que a psicanálise, como forma de terapia focada em conversa e significado, tem algo que a psiquiatria biológica com seus medicamentos não tem (Atlantic / Entropy)🌊 O Psyche publica um guia completo sobre o estado de flow — o conceito desenvolvido pelo psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi que descreve a experiência de absorção total numa atividade. O guia parte de um dado impressionante: um estudo de dez anos da McKinsey com executivos descobriu que profissionais em estado de flow são até cinco vezes mais produtivos do que no estado normal de trabalho. A condição central para entrar em flow é o equilíbrio entre desafio e habilidade: a tarefa precisa ser difícil o suficiente para exigir atenção total, mas não tão difícil que gere ansiedade paralisante. O ponto preciso está em torno de 4% acima da sua capacidade atual. O Psyche documenta também o obstáculo mais subestimado: os primeiros 10 a 15 minutos são sempre desconfortáveis — a rampa de entrada que a maioria das pessoas abandona antes de chegar ao estado (Psyche)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  27. 283

    A vantagem invisível dos prazos, e onde termina a terapia e começa o dano.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:⏰ O Economist publica um ensaio sobre algo que a maioria das pessoas sabe intuitivamente mas raramente analisa: prazos são bons para você — até mesmo os arbitrários. A pesquisa econômica e psicológica é consistente: pessoas com prazo externo produzem mais, com mais qualidade, do que em condições de liberdade total. O mecanismo psicológico é a Lei de Parkinson ("o trabalho expande para preencher o tempo disponível") invertida: com prazo, o trabalho comprime. Prazos também resolvem o problema da escolha infinita — quando o tempo é limitado, priorização acontece automaticamente. O Economist vai além: prazos falsos funcionam quase tão bem quanto prazos reais. Um experimento clássico com estudantes mostrou que quem se impôs prazos semanais espontâneos teve desempenho significativamente melhor do que quem deixou para entregar tudo no fim — mesmo sabendo que os prazos intermediários eram fictícios (Economist)🛋️ O Wall Street Journal publica uma reportagem sobre o fenômeno mais polarizante da terapia moderna: o papel dos terapeutas no aumento dos casos de estrangement — adultos que cortam contato com os pais. Uma pesquisa de abril com 7 mil pais estrangulados descobriu que 1 em cada 3 acredita que o terapeuta do filho recomendou ou influenciou a decisão de cortar o contato. A jornalista Elizabeth Bernstein documenta uma mudança real na prática clínica: durante décadas, terapeutas encorajavam as famílias a se comunicar melhor e trabalhar os problemas juntas. Mais recentemente, alguns passaram a reencadrar o corte de contato como uma forma de autocuidado, e o limiar do que é "abusivo o suficiente" para justificar um corte mudou. O contraponto dos terapeutas é direto: a terapia não criou famílias disfuncionais — apenas deu às pessoas vocabulário para nomear o que já viviam (WSJ)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  28. 282

    Tem muito solteiro no mercado, e as pessoas que ghostam relacionamentos longos.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:💔 O Atlantic publica na edição de setembro um ensaio sobre a "recessão romântica" — e os dados são mais dramáticos do que qualquer um esperaria. Uma pesquisa nacional com 5.275 jovens adultos solteiros entre 22 e 35 anos, conduzida pelo Instituto Wheatley e pelo Institute for Family Studies, encontrou que apenas 31% estão ativamente namorando — um encontro por mês ou mais. Três quartos das mulheres e dois terços dos homens entrevistados não tiveram nenhum encontro, ou tiveram apenas alguns, no último ano. Os maiores obstáculos apontados foram falta de dinheiro (52%), baixa autoestima e experiências ruins anteriores. O mercado de apps não está resolvendo: 86% dos entrevistados querem se casar algum dia — mas o caminho entre querer e tentar ficou longo demais (Atlantic / Wheatley Institute)👻 A Wired publica uma reportagem sobre um fenômeno que muitos consideram impossível mas que está crescendo: pessoas que dão ghosting em relacionamentos de longo prazo — meses ou anos de relacionamento, não um match de app — e que, ao serem entrevistadas, não arrependem. Os pesquisadores de relacionamento chamam isso de "ghosting de alta fuga": quando alguém interpreta o confronto como ameaça suficiente para simplesmente desaparecer, independentemente do tempo investido. Os entrevistados que admitiram ter feito isso em relacionamentos longos citam razões consistentes: medo de reação violenta, esgotamento emocional após tentativas anteriores de ter a conversa, ou a avaliação de que a pessoa não merecia explicação. O que a pesquisa mostra é que quem ghosting frequentemente experimenta alívio imediato — e raramente o arrependimento que intuitivamente esperamos (Wired)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  29. 281

    Tela boa e tela ruim, e por que as crianças não conseguem largar o Roblox.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:📺 O Atlantic publica um ensaio usando o lançamento do Instagram para TV — disponível agora no Amazon Fire TV, Google TV e Samsung — como ponto de partida para um dos debates mais importantes sobre saúde digital: nem todo tempo de tela é igual. Pesquisadores há anos tentam fazer a distinção entre "tela passiva" e "tela ativa" — assistir junto num sofá é diferente de rolar um feed sozinho no quarto. O problema é que o Instagram para TV desfaz essa distinção: traz o scroll infinito, o algoritmo de engajamento e a lógica de atenção fragmentada para o único ambiente doméstico que ainda era considerado relativamente seguro. A decisão da Meta de não incluir comentários e mensagens diretas na versão TV — mantendo só os Reels — foi descrita internamente como "um produto projetado para a sala de estar", não para o quarto. A questão é se a tela grande muda o dano, ou só a postura (Atlantic)🎮 O Atlantic publica um ensaio sobre o Roblox — e a pergunta no título ("por que as crianças não conseguem abandonar?") tem uma resposta direta: porque foi projetado para isso. O Roblox tem 380 milhões de usuários mensais, com 40% abaixo dos 13 anos. Os mecanismos centrais da plataforma espelham os de cassinos: moeda virtual (Robux) que dissocia o gasto real do gasto percebido, loot boxes com recompensas aleatórias, recompensas com intervalo variável que são o mecanismo mais eficiente de condicionamento comportamental conhecido pela psicologia. A Roblox Corporation enfrenta mais de 100 processos nos EUA alegando design intencionalmente viciante. Documentos de processo mostram que a empresa contratou psicólogos comportamentais para otimizar os ciclos de engajamento. A diferença do Roblox para um cassino: o público-alvo tem entre 8 e 12 anos (Atlantic)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  30. 280

    Inventaram uma cor nova, e as empresas de IA que destroem livros físicos.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:🎨 O New Yorker publica na edição de 3 de agosto um ensaio sobre a cor "olo" — descoberta por pesquisadores da UC Berkeley em abril de 2025 usando um sistema de laser chamado Oz que estimula isoladamente as células cone M da retina, sem ativar as outras. Pesquisadores descrevem olo como "o verde mais verde que já viram" — uma teal de saturação sem precedentes, além de qualquer cor visível no mundo natural. Apenas cinco pessoas já viram olo. O ensaio do New Yorker usa a descoberta para uma pergunta filosófica mais ampla: o que significa ver uma cor nova? Nosso cérebro sempre processou o mundo visual através de três tipos de cones. Olo é o que acontece quando um deles é isolado completamente dos outros — uma experiência que o professor Ren Ng de Berkeley compara a passar a vida toda vendo rosa pastel e de repente ver vermelho pela primeira vez (New Yorker / Science Advances)📚 O Telegraph publica hoje uma investigação sobre uma das histórias mais perturbadoras envolvendo IA este ano: empresas de tecnologia estão comprando milhões de livros físicos usados — incluindo exemplares raros e edições únicas —, escaneando as páginas com máquinas que cortam a lombada, e destruindo os originais. A prática visa especificamente livros publicados antes de 2022, preferidos por não conter texto gerado por IA — evitando o "colapso de modelo" que ocorre quando IA treina em conteúdo de outras IAs. A Anthropic conduziu uma versão em larga escala disso sob o nome interno "Project Panama", descrito internamente como "nosso esforço para escanear destrutivamente todos os livros do mundo." Um juiz federal decidiu que o escaneamento destrutivo de livros legalmente comprados se qualifica como "uso justo" pelo direito autoral americano. O intermediário ISBNdb reconhece "o problema de imagem" — e garante confidencialidade total aos compradores (Telegraph / 404 Media / Tom's Hardware)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  31. 279

    A vida que você não percebe que está vivendo, e a grande ironia da IA.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:📚 O Atlantic publica hoje uma resenha de Beginning Middle End, o novo romance de Valeria Luiselli, lançado ontem pela Knopf. A história começa quando uma escritora recém-divorciada e sua filha de 12 anos chegam à Sicília numa crise de verão — ventos que mudam de direção a cada hora, o Etna resmungando. A filha faz à mãe a pergunta que organiza o livro inteiro: o seu próximo romance poderia ter começo, meio e fim de verdade? O que se desenvolve é uma investigação em quatro gerações de mulheres — avó, bisavó, mãe, filha — e um mosaico do deus Proteu que a bisavó pode ter tirado de uma escavação arqueológica décadas antes. O argumento central da resenha: a parte mais interessante de uma vida raramente é a que estamos vivendo no momento — e raramente é a parte que achamos que é (Atlantic / Knopf)⚡ O New York Times publica hoje uma reportagem sobre a ironia mais perfeita do mercado de trabalho da IA: OpenAI, Google, Meta e BlackRock estão recrutando eletricistas e carpinteiros por milhares, com alguns dos maiores salários que os ofícios já pagaram. A Academia Americana da Força de Trabalho da Meta investiu US$115 milhões em treinamento de trabalhadores de ofícios na Louisiana. O Google comprometeu US$10 milhões com a Electrical Training Alliance. O BlackRock comprometeu US$100 milhões com treinamento de ofícios qualificados. Eletricistas jovens em data centers chegam a US$280 mil por ano sem diploma universitário. A IA que comprime empregos de entrada em direito, finanças e tecnologia está simultaneamente criando uma escassez aguda de trabalhadores manuais para construir a infraestrutura física que a faz funcionar (NYT)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  32. 278

    Você ainda depende dos seus pais, e a TV que finalmente mostra quem tá quebrado.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:💸 A economista Allison Schrager escreve na Bloomberg Opinion sobre o que uma pesquisa da Northwestern Mutual revelou esta semana: muitos americanos — incluindo alguns na faixa dos 50 e 60 anos — ainda dependem dos pais para ajuda financeira. O ponto de partida da coluna é provocador: hoje, um dos marcos da vida adulta americana é simplesmente pagar a própria conta de celular. Pelo índice Forbes de dois terços dos pais americanos que ainda bancam despesas de filhos adultos com mais de 21 anos, muita gente está longe desse marco. Schrager argumenta que a dependência financeira dos filhos adultos não é só um problema individual — é um mecanismo de ampliação da desigualdade: quem tem pais com dinheiro para ajudar consegue arriscar mais, mudar de cidade, esperar o emprego certo. Quem não tem, não consegue (Bloomberg) Bloomberg📺 O New Yorker publica um ensaio sobre uma das mudanças mais perceptíveis na televisão americana dos últimos dois anos: o boom das séries sobre personagens que não têm dinheiro. Depois de décadas de TV dominada por médicos em hospitais glamourosos, advogados em escritórios luxuosos e famílias em casas que custam mais de US$2 milhões, uma nova safra de séries — The Bear, Abbott Elementary, Reservation Dogs, English Teacher e outras — coloca no centro personagens que trabalham muito, ganham pouco e vivem com as consequências práticas disso. O argumento do New Yorker é que essa virada não é coincidência: é reflexo direto de um país onde a maioria das pessoas que assiste TV reconhece mais facilmente a ansiedade de não chegar ao fim do mês do que o glamour de uma cirurgia cardíaca de emergência (New Yorker)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  33. 277

    Saudade de um mundo sem celular, e a Bíblia obrigatória nas escolas do Texas.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:📱 O Atlantic publica no Radio Atlantic uma conversa sobre uma das formas mais curiosas de nostalgia do nosso tempo: a saudade de uma era sem smartphones — mesmo para quem nunca viveu essa era. Ian Bogost, escritor do Atlantic que estuda cultura digital, explora o que significa sentir falta de algo que você não experienciou diretamente. A nostalgia de "antes dos celulares" que muitos jovens expressam hoje não é memória — é imaginação. É a construção de um mundo alternativo baseado em fragmentos: filmes dos anos 90, relatos de pais, estética analógica no TikTok. O artigo pergunta o que exatamente as pessoas estão desejando quando dizem que queriam ter vivido sem smartphones — e a resposta é mais sobre o presente do que sobre o passado. A saudade é de atenção, presença e tédio produtivo que a geração atual nunca teve (Atlantic)✝️ Em 26 de junho, o Conselho Estadual de Educação do Texas aprovou por 9 a 5 votos uma lista de leituras obrigatórias para escolas públicas que inclui doze textos bíblicos — entre eles Adão e Eva, as Bem-aventuranças e a Parábola do Filho Pródigo — para crianças do 1º ao 12º ano. O Atlantic analisa o que isso significa. Texas é o estado com o maior número de alunos de escola pública nos EUA — 5,5 milhões de crianças, cerca de 10% do total nacional — e suas decisões curriculares frequentemente definem o mercado editorial escolar do país inteiro. O argumento dos defensores: a Bíblia é um texto literário e histórico essencial para entender a civilização ocidental. O argumento dos críticos: a lista tem doze textos cristãos e zero de outras tradições, em um estado onde 26% dos adultos se declaram sem religião (Atlantic / CNN / Texas Tribune)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  34. 276

    Quando começa a meia-idade, e por que a Geração Z desistiu do trabalho.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:🎂 O Atlantic publica um ensaio sobre uma pergunta que ninguém consegue responder com precisão: quando começa a meia-idade? A definição varia conforme quem pergunta. Pesquisas com americanos apontam que as pessoas acham que começa por volta dos 35 anos e termina aos 60. Mas pesquisadores de desenvolvimento humano preferem ancorá-la em marcos funcionais — quando filhos saem de casa, quando pais envelhecem e precisam de cuidado, quando o corpo começa a cobrar anos de decisões ruins. O dado mais revelador é que "meia-idade" é uma construção cultural relativamente recente: até meados do século XX, pouquíssimas pessoas viviam o suficiente para experimentá-la. A pesquisa da felicidade mostra que a meia-idade é o fundo da curva em U — o período de menor bem-estar declarado — e que a maioria das pessoas não percebe que está atravessando o vale até sair dele (Atlantic)💼 O New York Times publica hoje um artigo de opinião com a frase que resume tudo: "A Geração Z não perdeu a ambição. Ela simplesmente não acredita mais que o trabalho duro vai ser recompensado." A colunista entrevistou jovens em três estados americanos e encontrou um padrão consistente: eles viram os millennials se matar de trabalhar, terem seus salários estagnados, suas dívidas explodirem e suas instituições colapsarem. A conclusão racional foi: o contrato social do trabalho não funciona mais. Três em cada quatro querem ser empreendedores. Mais da metade preferiria ser influencer. Nenhum dos entrevistados nomeou uma empresa dos sonhos. Uma professora de 39 anos resume o que vê nos alunos: "É como se a ambição simplesmente não existisse mais." A NYU professor Suzy Welch diz que a diferença não é esforço — é esperança: "Nós tínhamos esperança. Eles não têm." (NYT / Fortune)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  35. 275

    Como consumir notícias sem afundar, e os pedidos de comida que não chegam.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:📰 O Psyche publica um ensaio sobre uma das tensões mais genuínas de quem consome notícias hoje: a culpa de olhar para o lado quando o mundo está em chamas, e o esgotamento de não conseguir olhar para o lado. O argumento central é que "testemunhar intencionalmente" é diferente de ignorar ou de se afogar. Pesquisas citadas no texto mostram que 40% das pessoas já estão evitando o noticiário regularmente — não por falta de interesse, mas por sobrecarga. Em 2026, o sistema nervoso de uma pessoa é solicitado a absorver uma guerra, um choque financeiro, um desastre climático e um crime violento — tudo antes do almoço. A proposta do Psyche: criar limites deliberados — quando e quanto — sem abandonar o engajamento. Testemunhar tragédias com intenção é diferente de consumi-las por impulso (Psyche)🛍️ O O Globo cobre o fenômeno que viralizou na Coreia do Sul em junho e chegou ao Brasil: os "dopamine sites" — apps e sites gratuitos onde você pode navegar, montar um carrinho, finalizar um "pedido" e acompanhar a "entrega" de algo que nunca vai chegar. Os sites têm produtos inexistentes, avaliações falsas e promoções fabricadas — e deixam o usuário acompanhar o "entregador" em tempo real, sem que nada seja comprado ou enviado. O objetivo é replicar o ciclo dopaminérgico da compra — a antecipação, o clique no "finalizar pedido", a ansiedade da entrega — sem gasto real. Especialistas apontam que o fenômeno revela algo mais sério do que parece: não é desejo de produto, é dependência do ritual (O Globo / Dexerto)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  36. 274

    O problema dos mercados de previsão, e a odisseia de assistir A Odisseia.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsApp REFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIq**Assuntos de hoje:**---🎰 O Atlantic publica hoje o ensaio mais completo sobre o problema que os mercados de previsão criaram sem querer: a versão inversa do insider trading. Nos mercados financeiros tradicionais, usar informações privilegiadas para lucrar é crime — "insider trading." Nos mercados de previsão, o nome ainda não existe, mas a prática está se generalizando. O caso do engenheiro do Google que usou dados internos de tendências de busca para lucrar US$1,2 milhão no Polymarket. O soldado das Forças Especiais que usou informações classificadas sobre a captura de Maduro. O argumento do Atlantic é que o mercado de previsão precisa de informação privilegiada para funcionar bem — é exatamente isso que o torna "eficiente" — mas que à medida que escala, cria um sistema onde ter acesso a informações que outros não têm se torna a vantagem mais lucrativa. O CFTC, que regula o Kalshi, não tem clareza sobre como aplicar as leis de insider trading a esse setor (Atlantic)🎬 O New Yorker publica na coluna Infinite Scroll um ensaio sobre a experiência de assistir A Odisseia — e o que ela revela sobre a estratégia de Christopher Nolan para mudar a forma como vemos filmes. Nolan filmou inteiramente em câmeras IMAX — o primeiro filme na história a fazer isso — rodando mais de dois milhões de pés de filme em 91 dias, em locações reais na Sicília, Ilhas Eólias, Marrocos e no alto mar. A Universal confirmou janela teatral exclusiva de cinco fins de semana antes de qualquer lançamento digital. O ensaio argumenta que Nolan não está só fazendo um filme sobre Odisseu — está fazendo uma declaração sobre o valor da experiência cinematográfica coletiva num momento em que o streaming tornou o cinema doméstico o padrão. Ver A Odisseia numa tela pequena seria o equivalente contemporâneo de ler a Ilíada em resumo (New Yorker)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  37. 273

    As crianças que sabem ler mas não querem, e a assinatura premium do Truth Social.

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  38. 272

    O segredo de Iten, e a Geração Z que afinal de contas gosta de beber sim.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:🏃 O New York Times publica hoje uma reportagem de Iten, no Quênia — a cidade de 4 mil habitantes a 2.400 metros de altitude que produz mais maratonistas de elite do que qualquer lugar do planeta. Sabastian Sawe, que quebrou a barreira das 2 horas na Maratona de Londres em abril, treina na região vizinha de Nandi County. O artigo vai além da altitude — que é necessária mas não suficiente — para documentar o que realmente separa os corredores de Iten: a base aeróbica construída ao longo de anos em ritmo fácil, o treino em grupo como prática obrigatória, as corridas em trilhas de terra que reduzem o impacto e fortalecem a musculatura estabilizadora, e o sono como prática levada a sério — incluindo sonecas regulares. O segredo de Iten não é um segredo. É disciplina acumulada que o Ocidente sabe mas não pratica (NYT)🍺 O IWSR — a maior empresa de análise de dados do setor de bebidas alcoólicas — publicou esta semana os resultados do seu levantamento semestral com 15 mercados globais, e a conclusão é direta: a narrativa de que a Geração Z é a geração da moderação foi "definitivamente desbancada." 74% dos adultos da Geração Z em idade legal para beber consumiram álcool nos últimos seis meses — apenas dois pontos percentuais abaixo da média geral de adultos, que é 76%. O número marca um aumento significativo em relação aos 66% registrados três anos atrás. O dado mais surpreendente: são os Baby Boomers que hoje bebem menos do que qualquer outra geração, com taxa de participação de 71%. A ressalva importante que o Business Insider e o Thred apontam: o levantamento mede se a pessoa bebeu ao menos uma vez nos últimos seis meses — não com que frequência ou quantidade (IWSR / Business Insider)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  39. 271

    Por que algumas pessoas viram leitoras, e atenção é coisa de rico.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:📚 O Atlantic republica e atualiza um artigo sobre uma das perguntas mais consequentes do desenvolvimento humano: por que algumas pessoas viram leitoras e outras não? A resposta mais documentada é sobre o ambiente familiar — crianças que crescem em casas com livros, com pais que leem por prazer, têm muito mais chance de se tornarem leitoras mesmo controlando por nível educacional dos pais. Um estudo com 160 mil adultos em 31 países mostrou que crescer numa casa com 80 livros ou mais está associado a três anos extras de escolaridade efetiva. Mas há um segundo fator que o artigo destaca: introversão. Pessoas introvertidas têm maior probabilidade de ler por lazer porque toleram melhor a experiência de estar sozinho com os próprios pensamentos — o que é, fundamentalmente, o que a leitura exige (Atlantic)🎭 O Atlantic publica hoje um ensaio que pega a polêmica de fevereiro — quando Timothée Chalamet disse que "ninguém mais se importa com ballet e ópera" — e usa como ponto de entrada para um argumento muito mais sério: prestar atenção sustentada está se tornando marcador de classe social. A capacidade de assistir a uma ópera de três horas, ler um romance denso ou sentar numa sala de cinema sem olhar para o celular não é só questão de gosto — é uma habilidade cultivada por ambientes específicos, normalmente privilegiados. Enquanto a atenção fragmentada se normaliza como modo de vida, as formas culturais que exigem atenção longa se tornam nichos acessíveis a quem teve acesso à educação e às condições materiais para desenvolvê-la. A ironia: Chalamet disse isso defendendo o cinema — que também está perdendo a batalha da atenção (Atlantic)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  40. 270

    Arthur e Potter sobre inveja, gênios, Argentina e Grécia

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsApp REFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIq**Assuntos de hoje:**---Arthur e Potter começam falando sobre inveja e terminam falando de gênios. No meio do caminho tem Argentina, Grécia e outras coisas mais.O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  41. 269

    Observar pássaros virou legal, e Ferris Bueller era influencer antes da hora.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:🐦 O Atlantic publica um ensaio sobre uma das viradas culturais mais inesperadas dos últimos anos: observar pássaros virou coisa de jovem. Dois fatores explicam a mudança. A pandemia empurrou pessoas para fora de casa e para parques e matas urbanas. E um aplicativo chamado Merlin criou um Shazam para cantos de pássaros — aponta o celular, ele identifica a espécie em tempo real. De repente, não era mais necessário anos de estudo com especialistas: qualquer pessoa podia chegar num parque e descobrir que havia doze espécies diferentes cantando ao mesmo tempo. Mas o artigo aponta algo mais interessante do que uma tendência de hobby: numa geração marcada pela solidão — especialmente entre jovens homens —, o birdwatching acabou funcionando como ponto de encontro. Como o Pokémon Go, só que ao invés de capturar bichos digitais, as pessoas enchem catálogos com os passarinhos do bairro (Atlantic)🎬 Curtindo a Vida Adoidado completa 40 anos — e o Atlantic argumenta que o filme era mais moderno do que a época em que foi feito. Ferris Bueller não é só um adolescente matando aula. Ele é um influenciador antes de existirem redes sociais. Tem seguidores. Faz campanhas virais antes de existir internet. Quebra a quarta parede para falar diretamente com o público como se estivesse gravando um story. E a fake news sobre sua doença se espalha pela cidade exatamente como um trending topic — cada pessoa amplifica a mentira, cada repetição a torna mais real. A chave do filme é que Ferris vive num universo onde popularidade é escudo, nada tem consequência real, e o único adulto que enxerga a verdade — o diretor Rooney — é tratado como vilão por ter razão. Não parece também a lógica exata das redes sociais? (Atlantic)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  42. 268

    A Geração Z e o pecado, e o que o VAR ensina sobre quem manda na tecnologia.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:✝️ O Dazed publica hoje um ensaio sobre um fenômeno linguístico e cultural que chegou ao mainstream pelo Love Island: a Geração Z está obcecada com os sete pecados capitais. Gluttony, lust, greed, sloth — palavras que antes eram restritas ao #ChristianTok — agora aparecem em vídeos de comida ("perdoai minha gula"), comentários de futebol ("isso é a cobiça que falam na Bíblia") e debates sobre comportamento amoroso no Love Island, que gerou 2,3 bilhões de minutos assistidos em duas semanas e é o programa número 1 nos EUA. A 8ª temporada usa "lustful" repetidamente para descrever participantes. O Dazed argumenta que a obsessão com o pecado não é inocente: é um novo idioma para policiamento moral que, mesmo quando usado de brincadeira, reflete o avanço de uma retórica conservadora sobre o que é aceitável. Como o pastor progressista Paul Drees resume: "pecado" passou a funcionar como ferramenta de controle social disfarçada de estética (Dazed)🟡 O New Yorker publica um ensaio usando o VAR — o sistema de revisão de vídeo do futebol — como metáfora para o problema mais profundo do nosso relacionamento com a tecnologia. A Copa de 2026 tem sido marcada pelo VAR como vilão: o gol que teria eliminado a Alemanha foi anulado por toque de mão milimétrico após revisão de 4 minutos. A Folarin Balogun foi expulso por vermelho direto após intervenção do VAR. A Bélgica se classificou graças a um pênalti que o VAR não conseguiu decidir por 7 minutos. O argumento do ensaio: o VAR foi desenhado para corrigir erros humanos — mas quando o VAR erra, não existe mecanismo de contestação. A tecnologia substituiu o árbitro e ficou acima de qualquer accountability. É exatamente o mesmo padrão dos algoritmos que decidem crédito, custódia e liberdade condicional — opacos, sem recurso, presumidamente objetivos. A questão não é se a tecnologia erra. É quem responde quando ela erra (New Yorker)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  43. 267

    A massinha de adulto da Play-Doh, e a geração que quer ser eletricista.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:🎨 A Hasbro acaba de lançar a Blooms by Play-Doh — a primeira linha da marca criada especificamente para adultos em 70 anos de história. A massinha vem em tubos com fragrância de flores desenvolvida em parceria com uma casa de perfumaria francesa, acompanha ferramentas para criar pétalas com bordas onduladas e um spray de preservação para o arranjo final. O produto não parece Play-Doh: nem nas embalagens em tons pastel nem na proposta. A ideia surgiu quando os designers da Play-Doh perceberam que protótipos de flores para um kit infantil ficaram "incrivelmente realistas" e "muito fáceis de fazer." A Hasbro está apostando no segmento dos "kidults" — adultos que compram brinquedos para si mesmos — que no primeiro trimestre de 2026 foi a principal fonte de receita da empresa, puxado por Magic: The Gathering. A Lego e a Mattel já fizeram a mesma aposta. (Fast Company Brasil)🔧 O New York Times publica hoje uma reportagem sobre a virada de carreira mais surpreendente da Geração Z: a fuga para os cursos técnicos. A inscrição em escolas técnicas cresceu 48% desde 2021 nos EUA, e 49% dos jovens da Geração Z dizem que escolheriam um curso técnico em vez da faculdade se tivessem que recomeçar. A lógica é simples e matemática: um eletricista com 25 anos que começou o aprendizado aos 18 já tem sete anos de salário no banco, zero dívida e está num mercado com 2,1 milhões de vagas abertas não preenchidas. Um técnico de HVAC que presta serviços para data centers de IA pode ganhar mais de R$600 mil por ano nos EUA. A ironia perfeita: é o boom da IA que está tornando os trabalhos manuais mais valiosos — cada data center precisa de eletricistas, encanadores e técnicos para funcionar (NYT / SimplyWise)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  44. 266

    O filme mais antigo do mundo, e quem tem fé sente menos dor.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:🏛️ O Guardian publica hoje um especial interativo sobre as influências de The Odyssey, o novo filme de Christopher Nolan que estreia nos EUA na quinta-feira, 17 de julho. A Odisseia é a história mais antiga do mundo que continua sendo contada ativamente — composta por Homero no século VIII a.C., mas baseada em tradições orais de séculos anteriores. O filme tem orçamento de US$250 milhões, elenco com Matt Damon como Odisseu, Anne Hathaway como Penélope, Tom Holland como Telêmaco, Zendaya, Robert Pattinson, Lupita Nyong'o e Charlize Theron. Nolan filmou sem uso de green screen em locações reais, incluindo — polemicamente — o Saara Ocidental. O trailer alcançou 121 milhões de visualizações em 24 horas. Nolan disse que quando tentou adaptar Troia no início da carreira, "estava em sobre minha cabeça." Levou 20 anos para estar pronto (Guardian / Wikipedia)✝️ O Estadão publica um artigo sobre um novo estudo que documenta o que a neurociência vem confirmando em múltiplas pesquisas: pessoas religiosas percebem e processam a dor de forma diferente. Em experimentos com fMRI, crentes que contemplam imagens sagradas enquanto recebem estímulos dolorosos mostram ativação reduzida nas redes parietofrontais — as regiões do cérebro associadas ao processamento da dor — e relatam redução de até 11% na intensidade da dor e até 26% no desconforto associado. O mecanismo não é placebo: envolve a reinterpretação emocional do significado da dor, mediada pelo córtex pré-frontal ventrolateral direito. A fé não elimina a dor — muda o que ela significa para quem a sente (Estadão / Frontiers in Human Neuroscience)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  45. 265

    Seus pais podem virar IA, e a Meta tá usando suas fotos do Instagram agora.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:👻 O New Yorker publica um ensaio na série "As Told To" sobre um filho que reconstruiu a mãe morta em forma de IA — e o que aprendeu ao conversar com ela. Plataformas como HereAfter AI, StoryFile e Eternos permitem criar réplicas conversacionais de pessoas falecidas a partir de textos, áudios e vídeos que deixaram para trás. Uma mulher construiu um "Dadbot" combinando ChatGPT com modelagem de voz do pai. Val Kilmer aparece num filme póstumo com voz e imagem recriadas por IA, com autorização da família. O ensaio não toma partido — documenta o que é real: o alívio temporário do luto, a estranheza inevitável quando o bot diz algo que a pessoa real nunca diria, e a pergunta sem resposta sobre se estamos prolongando o amor ou impedindo o luto de seguir seu curso (New Yorker)📸 A Meta lançou ontem o Muse Image — seu primeiro modelo de geração de imagens, desenvolvido pelo Meta Superintelligence Labs — com um detalhe que merece atenção imediata: qualquer pessoa pode digitar @ seguido do seu usuário do Instagram num prompt e gerar imagens com a sua cara. Todas as contas públicas estão ativadas por padrão. Você não é notificado quando isso acontece. As imagens geradas com o seu rosto não são apagadas mesmo que você mude as configurações depois. Para desativar: abra o Instagram, vá ao seu perfil, toque nas três linhas no canto superior direito, selecione "Compartilhamento e reutilização" e desative os toggles de Posts e Reels. Contas privadas estão protegidas. O SAG-AFTRA disse que "qualquer coisa que não seja opt-in explícito é inaceitável" (Wired)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  46. 264

    A gente tá falando cada vez menos, e a era da leitura chegou ao fim.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:🎙️ O New Yorker publica um ensaio sobre o que pesquisadores descobriram quando decidiram, literalmente, espionar milhares de pessoas com gravadores portáteis. A técnica chama-se EAR — Electronically Activated Recorder — e foi desenvolvida pelo psicólogo Matthias Mehl da Universidade do Arizona: um dispositivo que grava amostras de áudio em intervalos aleatórios ao longo do dia, capturando a vida sonora real das pessoas sem filtro. Os dados de décadas de pesquisa revelam um padrão consistente: as pessoas falam menos do que imaginam — e menos do que falavam em gerações anteriores. A média é de 14 a 16 mil palavras por dia, mas caiu nas últimas duas décadas. O declínio é mais agudo em interações casuais — o tipo de conversa que acontece em filas, corredores e cafeterias — que foi sendo substituído por silêncio com fone de ouvido. A conversa, descobriram os pesquisadores, é um músculo que atrofia (New Yorker)📚 O Atlantic publica na edição de agosto um ensaio extenso de George Packer sobre o que ele chama de "era pós-literária" — a tese de que não estamos apenas lendo menos, mas que a leitura profunda como prática cultural está chegando ao fim. A taxa de alfabetização nunca foi tão alta na história. E mesmo assim, livros foram substituídos por atualizações de Facebook, podcasts, vídeos e feeds algorítmicos — exatamente o cenário que Aldous Huxley imaginou em Admirável Mundo Novo: os livros não precisaram ser banidos porque ninguém quis mais lê-los. Packer cita Neil Postman: "os americanos não conversam mais entre si — se entretêm mutuamente." A crise da leitura não é sobre analfabetismo. É sobre a morte da atenção sustentada como valor cultural — e o que isso faz com a democracia (Atlantic)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  47. 263

    Arthur e Potter sobre criatividade e relações humanas

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:Arthur e Potter falam sobre uma das coisas mais belas da humanidade: a crição. E sobre como as relações ajudam ou atrapalham esse processo.Artigo citado no episódio:O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  48. 262

    O crescimento do suicídio adolescente, e as apostas em incêndios florestais.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:📉 A psicóloga Jean Twenge, pesquisadora da After Babel, publicou esta semana uma análise com os dados mais recentes de suicídio adolescente em nível global — e o padrão é consistente e preocupante. As taxas de suicídio entre adolescentes, especialmente meninas, cresceram em países da Europa, no Japão e na Coreia do Sul a partir do início dos anos 2010, coincidindo com a expansão massiva do uso de redes sociais nessas populações. No Brasil, uma pesquisa publicada no PubMed encontrou aumento de 120% nas taxas de suicídio entre adolescentes de 10 a 19 anos entre 2000 e 2022, com salto especialmente expressivo entre meninas de 10 a 14 anos após 2011. O debate sobre causalidade continua: pesquisadores contestam a ligação direta com redes sociais. O que nenhum lado contesta é o padrão nos números (After Babel / Twenge / PubMed)🔥 Uma plataforma chamada Wyldfyre lançou semana passada o que se autodenomina o primeiro mercado de previsão dedicado exclusivamente a incêndios florestais — com o slogan "Você não pode prever o fogo, mas pode negociar com ele." A plataforma, cujo dono permanece anônimo, oferece apostas em tempo real sobre quais condados e cidades da Califórnia serão atingidos por incêndios, usando dados de satélite da NASA e informações de socorristas. O Forest Service americano disse não ter interesse em dados de mercados de previsão e que qualquer sistema que trate incêndios florestais como evento de especulação "não é compatível com nossa missão." A principal preocupação de especialistas é arson: ao contrário de furacões ou enchentes, incêndios podem ser causados por uma única pessoa em minutos — e uma aposta ativa cria incentivo financeiro direto para isso. O Wyldfyre tirou o site do ar logo após a publicação da reportagem (Wired / High Country News)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  49. 261

    Quem você pensa que é, e os filmes que pais da Geração Z mostram aos filhos.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:🤔 O Psyche publica um ensaio filosófico sobre uma das perguntas mais fundamentais da existência: quem você pensa que é? A resposta, segundo o texto, tem sempre dois andares. O primeiro é a identidade metafísica — o que os outros determinam que você é com base em categorias sociais. Sexo, raça, profissão, nacionalidade. Quem você é nesse sentido não foi escolhido por você: foi atribuído por como os outros te identificam. Sartre insistia no oposto — "a existência precede a essência", primeiro você existe, só depois se define. As filósofas feministas discordam: "nenhum de nós tem liberdade para se tornar qualquer tipo de pessoa que queira." Os dois estão certos porque estão respondendo perguntas diferentes. O segundo andar é a identidade existencial — quem você realmente é, no fundo, em termos de valores e afetos. Esse self é descoberto como uma escultura é esculpida: criando (Psyche)🎬 O Parents.com publica uma reportagem sobre como a nostalgia Disney está mudando à medida que pais da Geração Z chegam à parentalidade. Ao contrário dos millennials, que cresceram com os clássicos animados do "Renascimento Disney" dos anos 90, a Geração Z cresceu com o Disney Channel — Hannah Montana, High School Musical, Camp Rock, Wizards of Waverly Place. O que esses pais mostram aos filhos não é A Bela Adormecida ou O Rei Leão — é Lizzie McGuire e Lemonade Mouth. O fenômeno revela algo sobre como a nostalgia funciona: cada geração transmite os filhos o que emocionalmente a formou, não o que é considerado canônico. E para a Geração Z, o canônico é o Disney Channel das telas quadradas dos anos 2000 (Parents)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

  50. 260

    Ter filha muda o homem, e o noivado ilegal no topo do Empire State Building.

    Bom dia, Refileiro!🏆 Apoie o Refilhttps://apoia.se/refilpodcastFaça parte do grupo de WhatsAppREFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEtREFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIqAssuntos de hoje:👧 O Le Figaro publica uma análise sobre o "efeito filha" — o fenômeno científico mais bem documentado sobre como parentalidade muda homens. A pesquisa é consistente há décadas: pais cuja primeira filha é uma menina tendem a desenvolver visões de gênero mais progressistas do que pais cujo primeiro filho é menino. O efeito é chamado de "Mighty Girl Effect" — e foi medido em votação política, políticas salariais de empresas, e atitudes frente à divisão de trabalho doméstico. O mecanismo é simples: ao acompanhar de perto os desafios que uma filha enfrenta — na escola, no mercado de trabalho, nos relacionamentos — o pai passa a ver o mundo pelo ângulo dela. O efeito é mais forte quando a filha entra no ensino médio. E segundo pesquisadores de Oxford, ter filha torna homens estatisticamente mais inclinados a votar à esquerda — ter filho faz o oposto (Le Figaro / Oxford Economic Papers)🏙️ Ontem ao meio-dia, dois influencers russos escalaram ilegalmente até o topo da antena do Empire State Building — 1.454 pés acima do chão — desdobraram uma faixa pela paz e comemoraram com um pedido de casamento. Angela Nikolau, 33, e Ivan Beerkus, 32, são conhecidos por documentar escaladas em edifícios proibidos ao redor do mundo — o casal foi tema de um documentário da Netflix em 2024 chamado "Skywalkers: A Love Story." Entraram pelo 103º andar por uma escotilha de manutenção de caixa d'água. Publicaram tudo ao vivo nas redes sociais enquanto estavam no topo. Dois policiais de unidade de elite subiram quatro escadas para resgatá-los. Os dois foram presos e respondem por oito crimes, incluindo arrombamento, imprudência culposa e invasão. Já estão livres. A foto do anel foi postada antes do arraignment (CNN / ABC News)O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto.Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída.📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠📧⁠⁠ [email protected]⁠⁠

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