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Renascença - Da Capa à Contracapa
by Renascença
Os grandes temas da atualidade em debate à Terça-feira, depois das 23h, na Edição da Noite. Uma parceria da Renascença com a Fundação Francisco Manuel dos Santos.
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Para onde caminha a Autonomia nos Açores e na Madeira?
Os convidados do "Da Capa à Contracapa" são Paulo Miguel Rodrigues, autor de "Regiões Autónomas" agora publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos e Teresa Ruel, politóloga e especialista em questões autonómicas.
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Como melhorar o sistema energético em Portugal e na Europa?
Um ano após o apagão que afetou a Península Ibérica, causado por uma sucessão de falhas técnicas iniciadas em Espanha, o "Da Capa à Contracapa" retoma o debate sobre os desafios energéticos europeus - que são também portugueses. O recente estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, em parceria com a Brookings Institution, defende uma maior integração de sistemas que inclui a melhoria de interligações como a sempre difícil "travessia energética" dos Pirenéus, ligando a Península Ibérica a França. Como superar esses obstáculos ? A integração energética implica maior federalização das políticas? O que é do interesse português e ibérico neste debate? Os convidados do "Da Capa à Contracapa" são Andreia Melo Carreiro, diretora de Inovação da "Cleanwatts" e Nuno Ribeiro da Silva , ex- Secretário de Estado da Energia e antigo diretor-geral da ENDESA em Portugal.
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444
25 de Abril: uma Revolução com aviso prévio?
Em 1961, estalava a guerra colonial. Em 1986, Portugal aderia à então Comunidade Económica Europeia. Entre estas duas datas estão 25 anos, atravessados a meio pelo 25 de Abril de 1974, um acontecimento chave da História recente de Portugal que o historiador José Miguel Sardica diz ter autores, mas não dever ter donos. No "Da Capa à Contracapa" desta semana, o debate em torno do seu livro" Em Torno de Abril: 25 anos que mudaram Portugal" centra-se nos sinais que, no final do salazarismo e do marcelismo, encaminharam a História para o golpe militar seguido de revolução. Que figuras e factos podiam ter alterado o filme dos acontecimentos noutro sentido? Que papel teve a dinâmica militar, social e económica do final do Estado Novo no processo que levou à Revolução de Abril? Que lugar reservam os historiadores para o período revolucionário de 74 a 76? E o que pensam os académicos dos debates acalorados de hoje sobre os tempos quentes da transição para a democracia? Os convidados são os historiadores José Miguel Sardica e António Costa Pinto.
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443
Como recuperar e preparar territórios para eventos extremos?
Depois das tempestades na zona centro do país, há muitos verbos para conjugar com urgência: recuperar, apoiar, proteger ou prevenir. Neste "Da Capa à Contracapa" queremos saber como podemos preparar territórios para eventos extremos e , sobretudo e desde já, como prevenir incêndios florestais nas zonas atingidas pelas tempestades. Quão desprotegidas estão as zonas afetadas no Inverno? Como recuperar ao mesmo tempo a economia local e o património natural? São questões para colocarmos a Paulo Fernandes, Presidente da Estrutura de Missão de Reconstrução da Região Centro e Teresa Andresen, arquiteta paisagista e engenheira agrónoma. Um tema a marcar a atualidade ainda mais depois da primeira Presidência Aberta de António José Seguro.
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442
Que Segurança Social queremos para o futuro?
A sustentabilidade do sistema de Segurança Social é um dos principais desafios intergeracionais em Portugal. Ausente dos debates do mais recente ciclo de eleições, o tema exige reflexão permanente face aos desequilíbrios demográficos e à necessidade de diversificação das fontes de financiamento. Quais são as decisões urgentes a tomar para prevenir impactos negativos futuros no sistema? A sustentabilidade financeira do sistema está garantida? Estamos cada vez mais dependentes das contribuições dos imigrantes? A despesa social tem de aumentar de forma significativa? Para debater estas e outras questões, os convidados do “Da Capa à Contracapa” são Amílcar Moreira, do Instituto Superior de Economia e Gestão, membro da extinta Comissão que elaborou Livro Verde para a Sustentabilidade do Sistema Previdencial e Gabriel Rodrigues Bastos, ex-Secretário de Estado da Segurança Social.
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441
Médio Oriente: lugar de conflitos eternos?
O ataque israelo-americano ao Irão deu lugar a um conflito regional que abrange os países do Golfo Pérsico e do Levante. Lugar cíclico de guerras e tensões, nesta zona do mundo confluem interesses económicos, nacionalismos, poderes étnicos e tribais e divisões religiosas. Como definir a relação do Irão com os outros países desta região? Qual a responsabilidade dos poderes ocidentais no estado da região? Onde é que a religião se cruza com a geopolítica regional? Para responder a estas e outras questões, o “Da Capa à Contracapa” recebe Paulo Mendes Pinto, especialista em História das Religiões, e José Tomaz Castello Branco, Professor da Universidade Católica Portuguesa.
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440
O que é ser pai hoje?
Durante vários meses, Frederico Batista conversou com dezenas de pais de várias origens geográficas para recolher impressões sobre o exercício da paternidade nos dias de hoje. O que são os pais modernos? Partilham cada vez mais as tarefas parentais? A expressão “ser pai e mãe ao mesmo tempo” faz algum sentido? No “Da Capa à Contracapa”, o autor de “Pais Nossos - Conversas sobre Paternidade” conversa com o psicólogo Ricardo Peixoto, também autor da FFMS com “Avós e Netos”.
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439
Peneda-Gerês: o nosso Parque Nacional está em risco?
Criado em 1971, o primeiro e único Parque Nacional do país surge quase um século depois do nascimento da Mata Nacional do Gerês. Tem uma área equivalente a sete vezes a área do concelho de Lisboa, mas a sua grandeza não parece ser suficiente para travar as ameaças que pairam sobre aquele território. No livro” Peneda-Gerês”, Miguel Brandão Pimenta avisa para o património natural em perigo, descuidado e desprotegido, a que se junta uma tendência de descaracterização das aldeias. É possível restaurar valores naturais perdidos? Qual o papel das autarquias e do Instituto de Conservação da Natureza? Há um problema de gestão e de regulação do uso do território? No programa Da Capa à Contracapa, o autor do retrato agora publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos conversa com a bióloga Helena Freitas, professora catedrática de Biodiversidade e Ecologia na Universidade de Coimbra.
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438
Há Matemática no Humor?
A aplicação simples da lógica pode levar a consequências tão absurdas que nos fazem rir. Nada parece tão humano e natural e, no entanto, paradoxal. O humor aproxima as pessoas, mas pode ser construído no desapego e até num sentimento autodepreciativo. O que há de comum entre o humor e a matemática? As sequências, padrões, e desvios fazem parte de ambos os discursos? Onde está a piada, por exemplo, do Teorema de Pitágoras? A economista Claúdia Custódio, autora de “Riso, Humor e…Matemática”, editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, junta-se ao físico Carlos Fiolhais para uma conversa divertida sobre o que nos fazem rir os números.
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437
Como viver e tratar as psicoses?
Portugal é o segundo país com maior prevalência de doenças psiquiátricas da Europa. Quando olhamos apenas para as perturbações mentais graves, os Dados da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental apontam para 4% da população afetados por patologias como a esquizofrenia e a doença bipolar. Como é viver com a psicose? Que apoios têm? Que resposta dão as instituições e as famílias? As convidadas do “Da Capa à Contracapa” são a jornalista Margarida David Cardoso, autora de “Aquilo que vi no escuro - Histórias sobre psicose” e a psiquiatra Manuela Silva, responsável pela psiquiatria comunitária no Hospital Santa Maria em Lisboa.
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436
Como pode a Inteligência Artificial beneficiar a nossa economia?
Os convidados do "Da Capa à Contracapa" são Óscar Afonso, diretor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto e co-autor de "Economia, Inovação e Inteligência Artificial" e Bernardo Caldas, especialista em Inteligência Artificial e Ciência de Dados.
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Crianças: há um lado bom do digital?
Os ecrãs marcam a vida das crianças desde cedo. A OCDE estima que, em média, cerca de 70% das crianças de 10 anos já têm um smartphone. O debate contemporâneo centra-se frequentemente nas dependências e nos riscos do contacto continuado dos mais novos com conteúdos digitais, até mesmo apenas com os próprios ecrãs. Dos telefones aos tablets, passando por computadores e consolas de jogos, os aparelhos digitais são males inevitáveis no crescimento das crianças? Que efeitos positivos podem ser explorados no mundo digital infantil? Precisamos de mais filtros ou mais auto-regulação dentro de cada família? São convidados: Ioli Campos, investigadora e professora universitária, com doutoramento em Media Digitais; e Tito de Morais, Fundador do projeto «MiudosSegurosNa.Net», uma iniciativa que ajuda famílias, escolas e comunidades a promover a utilização ética, responsável e segura das tecnologias de informação e comunicação por crianças e jovens.
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433
Para que serve a transparência na vida pública?
Exigir maior transparência na vida pública pode prevenir comportamentos irregulares de pessoas ou entidades a quem os cidadãos atribuem a sua confiança. Onde se estabelecem os limites entre a transparência e o voyeurismo? A informação apurada na regulação da transparência deve ser automaticamente do domínio público? Há efeitos negativos numa transparência extrema? São convidados: Susana Coroado, politóloga e investigadora (Dublin City University / ICS-UL), ex-presidente da Transparência Internacional Portugal (2020–2022), especialista em corrupção e boa governação. António Delicado, jurista, vogal do Conselho de Administração do MENAC (Mecanismo Nacional Anticorrupção) e vice-presidente do GRECO (Conselho da Europa).
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Para que serve a transparência na vida pública?
Exigir maior transparência na vida pública pode prevenir comportamentos irregulares de pessoas ou entidades a quem os cidadãos atribuem a sua confiança. Onde se estabelecem os limites entre a transparência e o 'voyeurismo'? A informação apurada na regulação da transparência deve ser automaticamente do domínio público? Há efeitos negativos numa transparência extrema? São convidados: Susana Coroado, politóloga e investigadora (Dublin City University / ICS-UL), ex-presidente da Transparência Internacional Portugal (2020–2022), especialista em corrupção e boa governação. António Delicado, jurista, vogal do Conselho de Administração do MENAC (Mecanismo Nacional Anticorrupção) e vice-presidente do GRECO (Conselho da Europa).
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431
Ártico e Antártida: porque os polos nos atraem tanto agora?
A tensão entre Europa e Estados Unidos a propósito da Gronelândia recolocou no espaço público o debate em torno da importância geopolítica do Ártico. A riqueza em recursos naturais daquela região associa-se ao degelo que abre novas rotas de acesso a essas reservas. No Polo Sul, também há recursos importantes mas é a cooperação científica inscrita em Tratado que rege o quarto maior continente do mundo. Quais os recursos mais procurados nos dois pólos? Para onde caminha a tensão geopolítica nestes territórios? Qual o papel da Europa neste debate? E o que faz Portugal nos polos? Os convidados do programa " Da Capa à Contracapa" são João Canário, investigador do Instituto Superior Técnico que lidera diversos projectos científicos no Ártico e na Antártida e Bruno Oliveira Martins, investigador no Peace Research Institute Oslo, onde coordena o Grupo de Investigação em Segurança.
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430
Como responder a agressões no espaço digital?
As ameaças no ambiente digital nem sempre se fazem à frente de todos. Da manipulação de imagens em perfis públicos nas redes sociais, as agressões passam muitas vezes para a dimensão privada de grupos de conversação e de mensagens diretas. Num tempo em que a dimensão digital ganha força nas nossas sociedades, importa perceber qual a dimensão do problema e as soluções de resposta. O que pode uma pessoa fazer quando é digitalmente perseguida ou difamada? Como são punidos comportamentos como a importunação sexual, roubos de identidade digital, perseguição ou tentativas de extorsões? Como detectar e como responder a quadros de bullying digital? As agressões também transitam da vertente digital para o contacto físico? As convidadas do "Da Capa à Contracapa" são Carolina Esteves Soares - Especialista na área do apoio a vítimas de cibercrime e violência digital na APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vítima e Carla Costa, Inspetora-Chefe na Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica da Polícia Judiciária.
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429
Trump: O que mudou na América no último ano?
Venezuela, Gaza, Ucrânia, Gronelândia. As coordenadas mais agitadas da política externa americana são conhecidas. Mas no território dos Estados Unidos da América, há muitas batalhas sociais e políticas em curso ao cabo de 365 dias da administração Trump. Da economia à imigração, passando por fraturas na base eleitoral de Trump e pelos desafios da oposição democrata, a América de hoje entra no segundo ano do mandato presidencial com diversos pontos de interrogação. As operações anti-imigração ICE poderão ter impacto nas eleições intercalares para o Congresso em 2026? O caso Epstein vai continuar a ensombrar Trump? Os tribunais são as únicas arenas de resistência às decisões tomadas na Casa Branca? Os convidados do “Da Capa à Contracapa” são Daniela Melo, investigadora de ciência política da Universidade de Boston, e Nuno Garoupa, professor de Direito na Universidade George Mason.
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428
Como viver num admirável mundo elétrico?
A eletrificação das sociedades é uma realidade cada vez mais intensa. A procura global de eletricidade continua a aumentar de forma persistente em especial desde 2010, de acordo com os dados da Agência Internacional de Energia. A transição energética pressiona esta tendência, bem como usos contemporâneos tão diversos como a expansão de centros de dados, o arrefecimento de edifícios em contextos de temperaturas crescentes ou a explosão do mercado de veículos elétricos. Estamos realmente preparados para esta dependência da eletricidade nas nossas vidas? Que investimentos e planeamentos são necessários para evitar disrupções como o recente apagão ibérico? Quais os poderes que estão associados ao domínio das companhias elétricas? Podemos dar-nos ao luxo de viver sem ligar uma tomada de corrente elétrica?
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427
Como os milhões estão a mudar o desporto?
Carlos Freitas, diretor desportivo com 25 anos de carreira em Portugal e no estrangeiro, e Miguel Farinha, country managing partner da EY Portuguese Cluster, entidade que elabora o Anuário do Futebol Profissional em parceria com a Liga Portugal, são os convidados do Da Capa à Contracapa desta semana.
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426
De que é feita a identidade nacional?
Para falar do Portugal de hoje, de ontem e de amanhã, de sempre, o último Da Capa à Contracapa de 2025 junta António Araújo, diretor de publicações da FFMS, e o antropólogo José Manuel Sobral, que escreveu o livro "Portugal, Portugueses: uma identidade Nacional", para a coleção de ensaios da Fundação Francisco Manuel dos Santos.
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425
Terras raras: uma outra "guerra"?
São matérias-primas essenciais para a economia, para a energia e para a segurança e defesa. As chamadas “terras raras” e as "matérias críticas" são disputadas pelos grandes poderes mundiais, em busca de vantagens competitivas na arena tecnológica que fornece diversas áreas económicas. A China é o maior produtor e processador mundial de terras raras. Será que Pequim está a ganhar esta “guerra”? O que fazem os países para assegurar estes fornecimentos e como condiciona as suas políticas externas, de segurança e de defesa? Quais os desafios reais para Portugal e para a Europa ? Os convidados do "Da Capa à Contracapa" são António Costa Silva, antigo ministro da Economia, e Raquel Vaz-Pinto, investigadora e professora de relações internacionais da Universidade Nova de Lisboa.
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424
Como acabar com o trabalho forçado?
Em cada mil pessoas, há pelo menos 3 seres humanos sujeitos a trabalho forçado em todo o mundo. As estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam para 236 mil milhões de dólares de lucros obtidos a partir de formas modernas de escravatura. As mulheres representam a maioria destes trabalhadores, numa realidade detetada maioritariamente no setor privado e na Ásia e Pacífico. Não sendo um problema do passado, como podem as políticas públicas travar o trabalho forçado? Qual o papel da tecnologia e das próprias empresas neste combate? A aprovação de um regulamento europeu pode fazer a diferença? Um programa com Mafalda Troncho, Diretora do Escritório da OIT em Portugal e o Professor e Investigador Miguel Bandeira Jerónimo como convidados.
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423
Novos tempos no Trabalho: muito mais que um salário?
A pandemia instalou o trabalho remoto em muitas rotinas profissionais. A tecnologia, a demografia e a geopolítica aceleraram a transformação dos mercados de trabalho , com desafios na regulação da flexibilidade das relações laborais. Afinal, o que representa o trabalho hoje para as novas gerações? A conciliação entre trabalho, família e lazer está acima do salário e das regalias associadas ao contrato de trabalho? Como se organiza hoje o trabalho nas empresas? Ainda há espaço para conceitos como ‘cultura de empresa’ ou ‘amor à camisola’? São nossos convidados Sílvia Nunes, diretora na Michael Page, consultora multinacional na área do recrutamento e Sara Aguiar, gestora de marca e produtos de inovação digital na Procter & Gamble e co-fundadora de projetos de impacto social, como o Ponto Zero e o Coletivo Matéria.
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422
Como reduzir a sinistralidade rodoviária em Portugal?
Portugal está entre os países europeus com pior desempenho da redução das mortes na estrada nos últimos 10 anos. A diminuição da mortalidade faz-se a um ritmo inferior à média europeia. Os acidentes com velocípedes e motociclos estão a aumentar em Portugal e os motociclistas têm mesmo 48 vezes maior probabilidade de morrer num acidente do que os condutores de automóveis. O que deve ser feito no domínio das políticas públicas para acelerar a diminuição destes números negros? O que cabe aos cidadãos neste combate? São nossos convidados João Pereira Dias, Departamento Engenharia Mecânica, ISTécnico em Lisboa. E Rosa Pita, vice-presidente da Prevenção Rodoviária Portuguesa.
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421
Constituições são o último reduto das democracias?
Portugal prepara-se para comemorar os 50 anos da Constituição nascida em democracia em 1976. Ao longo dos anos, o texto foi revisto para acentuar a natureza civil do regime, adequar Portugal a novos ciclos económicos e consolidar direitos, liberdades e garantias fundamentais num país democrático. Mas ao longo dos tempos, a Constituição colidiu também com leis e decisões de Governos e Parlamentos. Será a Constituição a derradeira válvula de segurança dos regimes democráticos? Será um terreno de ambição nacional ou de meras utopias? Quão flexíveis e atuais são os textos constitucionais? Os convidados do “Da Capa à Contracapa” são Tiago Fidalgo de Freitas e Mariana Melo Egídio, assistentes convidado na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e investigadores do Lisbon Public Law Centre.
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420
O que pensam os portugueses do Turismo?
Um novo barómetro da Fundação Francisco Manuel dos Santos revela que os portugueses valorizam o turismo, mas querem gestão mais controlada e sustentável do setor. Mais de dois terços dos inquiridos reconhecem que o turismo é benéfico para a economia mas apenas um terço sente que esses benefícios se traduzem em ganhos concretos nas suas vidas. Para discutir os resultados do Barómetro o "Da Capa à Contracapa" recebe um painel composto por Zélia Breda, doutorada em Turismo e professora da Universidade de Aveiro e co-autora do estudo e ainda o arquiteto Tiago Mota Saraiva e o ex-Secretário de Estado do Turismo Bernardo Trindade.
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419
A crispação está mesmo a dominar a sociedade?
A tensão parece estar sempre latente no dia-a-dia. No trânsito, nas filas de serviços públicos e privados, em muitas notícias que escutamos e em tanto que lemos nas redes sociais. Vivemos mesmo numa sociedade cada vez mais violenta ou será apenas uma percepção? A que se deve esta irritabilidade que parece generalizada? Onde acaba a tensão e começa a violência? As redes sociais e o contexto político são alheios a esta realidade? Para responder a estas questões, o "Da Capa à Contracapa" recebe o psicólogo social André Mata e o psiquiatra Gustavo Jesus.
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418
Da Capa à Contracapa Como ajudar os países menos desenvolvidos?
Mais de mil milhões de pessoas em todo o mundo vivem em pobreza multidimensional, que inclui dimensões como as privações materiais e sociais, a saúde ou a habitação. Os dados do mais recente Índice publicado pelo Programa de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas apontam para cerca de 887 milhões de pessoas expostas a pelo menos um risco climático, entre secas, calor extremo, inundações ou poluição do ar. A cooperação internacional tem sido identificada como uma ferramenta chave para ajudar os países mais pobres a superarem este quadro. É apenas uma questão de transferência de tecnologia e de dinheiro para os países menos desenvolvidos ? Qual o papel do reforço das sociedades civis nestes países? Um programa com Nelvina Barreto, ex-ministra da agricultura da Guiné Bissau, dirigente do Gabinete do Ambiente para as Nações Unidas na Guiné-Bissau; E Sílvia Santos, representante da FEC em Angola.
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417
Da Capa à Contracapa - Que vida há no interior algarvio?
No livro “ Um Tesouro no Deserto”, o jornalista Rui Araújo percorre montes e lugares do interior do Algarve, em particular no concelho de Alcoutim, conversando com quem ali vive num cenário marcado pela solidão e pelo despovoamento. Longe do mar, este é um Algarve que raramente vem às notícias. Como se vive nestes lugares? Como valorizar estes territórios? Como convive com a região mais turística do país? Neste Da Capa à Contracapa conversamos com o autor e com o antigo Reitor da Universidade do Algarve, João Pinto Guerreiro.
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416
Da Capa à Contracapa - O que conta hoje a Banda Desenhada?
Pelo segundo ano consecutivo, assinala-se o Dia Nacional da Banda Desenhada a 18 de Outubro, a poucos dias também do lançamento mundial do álbum “Asterix na Lusitânia”. São apenas dois pretextos entre muitos para debater a relevância da banda desenhada no mundo das artes, na sociedade e até na educação de milhões de seguidores desta área criativa. Quem são os leitores e criadores de hoje e o que mudou neste mundo particular? Como se vive a banda desenhada no ambiente digital? O “Da Capa à Contracapa” recebe o investigador e especialista em BD, Pedro Vieira de Moura, e a artista visual e autora de Banda Desenhada Joana Mosi.
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415
O que está a mudar na aviação?
Recuperado da pandemia, o mundo da aviação retomou desafios antigos como a sustentabilidade e mais modernos como a inteligência artificial. De que forma a tecnologia está a mudar o setor? De que forma os desafios geopolíticos se refletem na indústria? E o que tem mudado no ato de viajar de avião? Para uma conversa do cockpit aos gabinetes de gestão, o “Da Capa à Contracapa” recebe José Correia Guedes, comandante da TAP na reforma, e Pedro Castro, especialista em aviação comercial.
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414
Como está a francofonia em Portugal?
É muito mais que a presença francesa no nosso país. É a língua que nos leva a África, ao Caribe e até à América do Norte, num cruzamento de culturas e artes que também chega a Portugal. De que forma os fluxos migratórios mexeram com o peso da língua francesa em Portugal? O francês é uma língua em perda ou em alta no quotidiano português? O Da Capa à Contracapa recebe a jornalista Helena Tecedeiro, autora de “ A Francofonia em Portugal” numa conversa a que se junta Laetitia Casanova, uma consultora francesa que vive há mais de 20 anos em Portugal.
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413
Porque se abstêm os portugueses?
A pergunta está à cabeça do novo ensaio publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, da autoria de Nélson Nunes, intitulado “O tanto que grita este silêncio”. É um retrato que dá voz aos abstencionistas que traz rostos a uma realidade geralmente circunscrita a estatísticas e percentagens. É nesse cruzamento entre números e vozes que o “Da Capa à Contracapa” se centra esta semana, juntando os resultados do estudo “Abstenção Eleitoral em Portugal : Mecanismos, Impactos e Soluções” que pretende analisar a evolução da participação, os mecanismos que explicam a decisão de não votar e os efeitos políticos dessa escolha. Um dos co-autores do estudo, João Cancela, junta-se a Nélson Nunes nesta conversa sobre abstenção em Portugal.
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412
Como aumentar a participação cívica em Portugal?
Portugal tem das mais baixas taxas de associativismo na Europa. Há estudos europeus que colocam Portugal também abaixo da média europeia em prática de voluntariado. Apesar de tudo, mecanismos como os orçamentos participativos generalizaram-se pelo país ao longo dos últimos vinte anos. Será que há um “problema português” em matéria de participação cívica? Devemos começar a olhar para a qualidade da intervenção cidadã mais do que para a quantidade? Os convidados do “Da Capa à Contracapa” desta semana são José Carlos Mota, professor na Universidade de Aveiro e autor do ensaio “ A participação cívica em Portugal”, editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, e Nelson Dias, coordenador da Rede de Autarquias Participativas.
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411
Porque há desigualdades no acesso à saúde em Portugal?
Portugal apresenta uma esperança média de vida acima de países como a Alemanha ou os Países Baixos. Tem também índices de mortalidade infantil em linha com os países mais desenvolvidos do mundo. No entanto, apresenta ainda desigualdades que implicam, por exemplo, que as famílias suportem 30% dos gastos em saúde em Portugal, muito acima do praticado nos países da vanguarda europeia. Onde estão os fatores que levam a desigualdades no acesso à saúde? Os problemas estão no sistema de saúde e em especial no SNS? Qual a importância das desigualdades educativas e económicas, das assimetrias regionais ou do envelhecimento da população? Como podemos fazer melhor promoção da saúde e prevenção da doença? No "Da Capa à Contracapa" vamos debater o novo ensaio da Fundação “Desigualdades na saúde”, com o seu autor Ricardo de Sousa Antunes, sociólogo e enfermeiro e Sara Valente de Almeida, especialista em economia da saúde.
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410
O que esperam os portugueses do poder local?
Um novo barómetro da FFMS mostra que os portugueses têm uma imagem globalmente positiva do poder local. Mas querem mais influência das autarquias em áreas como a Saúde ou a Habitação. O poder do Presidente da Câmara é reconhecido nos municípios, mas a influência dos cidadãos, das associações ou das oposições nas políticas concelhias é diminuta aos olhos dos munícipes. Porque razão a democracia local parece ainda distante de muitos cidadãos? O que determina o voto dos munícipes? Que qualidades procuram nos autarcas? É desejável um aumento das competências no plano regional? Algumas destas questões vêm a debate no Da Capa à Contracapa com Filipe Teles, investigador da Universidade de Aveiro e co-autor deste Barómetro e Paulo Fernandes, presidente da Câmara do Fundão
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409
A moda ainda é um espelho da sociedade?
Muito mais do que uma mera coleção de tendências estéticas, a moda é uma arena cultural que marca distinções sociais e económicas e afirma mensagens e identidades de todas as espécies. Da roupa de consumo rápido à alta costura, a moda acompanha as transformações da sociedade a múltiplos níveis. Mas até que ponto conseguimos ler os dias de hoje na moda produzida na atualidade? A moda é alheia à emergência dos populismos e das desigualdades? E que peso social tem afinal nos tempos que correm ? Para refletir sobre este fenómeno, o Da Capa à Contracapa recebe a socióloga Cristina L.Duarte, que acompanha de perto a moda em Portugal há mais de 30 anos, e a antropóloga Filomena Silvano, investigadora da Universidade Nova de Lisboa e a autora de "Antropologia da Moda" entre outras obras.
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408
Portugal: Em que estado está a nação?
No ano em que se completam as terceiras eleições legislativas em quatro anos, os portugueses poderão ainda utilizar o voto para expressar o que pensam da governação autárquica e depois da ação presidencial. 2024 tem sido um ano marcado por debates em torno da imigração, da habitação e da saúde, a par dos baixos salários, das desigualdades, dos problemas da justiça e dos desafios para a juventude. Para refletir sobre o estado do país, o "Da Capa à Contracapa" convida Mónica Ferro, Diretora do Escritório de Londres do Fundo das Nações Unidas para a População e Mafalda Rebordão, economista que lidera atualmente a estratégia de Transformação Digital da Microsoft para as Nações Unidas.
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407
Talento e migrações: como reter e atrair as pessoas de que precisamos?
O novo documentário da Fundação Francisco Manuel dos Santos chama-se " Diploma de Saída" e aborda a saída de jovens qualificados para o estrangeiro. Como reter os que formamos no nosso país? A resposta está apenas nos salários praticados em Portugal? Usamos todo o potencial de qualificações dos estrangeiros em Portugal? Podemos atrair mais talento? O "Da Capa à Contracapa" levanta estas questões aos convidados João Cerejeira, economista e professro da Universidade do Minho e um dos coordenadores do documentário e ainda Pedro Teixeira, Professor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto.
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406
O ensino profissional em Portugal tem resultados para mostrar?
4 em cada 10 alunos do secundário frequenta o ensino e formação profissionais em Portugal. Embora abaixo da média europeia, Portugal observou uma expansão dos cursos profissionais a partir de 2006, estabilizando na atual fasquia nos últimos 15 anos. Será que essa expansão teve impacto ao nível do emprego nas profissões específicas abrangidas por esses cursos? Que impacto teve a expansão dos cursos na criação de empresas e no empreendedorismo? O que podem fazer as políticas públicas para manter e aumentar o peso do sistema de ensino profissionalizante? Para responder a estas e outras questões, a Fundação Francisco Manuel dos Santos lança agora um estudo com base em microdados que permite fazer um diagnóstico da realidade do ensino e formações profissionais em Portugal. O ‘policy paper’ é assinado por Luis Catela Nunes, Pedro Martins, Pedro Reis e Teresa Thomas. Para debater os seus resultados, o “Da Capa à Contracapa” recebe um dos co-autores do estudo e professor da NOVA SBE, Pedro Martins, e João Santos, antigo alto quadro da Comissão Europeia especializado em educação e formação profissional.
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405
Como a pandemia mexeu com um museu de arte contemporânea?
Foram 2 confinamentos que obrigaram o MNAC- Museu Nacional de Arte Contemporânea a encontrar respostas inéditas para chegar ao público. A vertente digital do museu ganhou profundidade, apesar da escassez de recursos humanos qualificados para essa comunicação. Que estratégias foram seguidas? Que dúvidas assolam a cabeça de um responsável de um museu quando as portas estão fechadas? O que ficou da experiência pandémica? Para responder a estas e outras questões, o “Da Capa à Contracapa” recebe Emília Ferreira, diretora do MNAC e autora de “Quando o Museu fechou” e José Soares Neves, diretor do OPAC - Observatório Português das Atividades Culturais.
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404
Como vão mudando as políticas públicas em Portugal?
Um novo estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos faz uma análise inédita sobre a estabilidade das políticas públicas em Portugal, entre 1976 e 2020. Os investigadores António F. Tavares, Patrícia Silva e Pedro J. Camões analisaram a reorganização de estruturas públicas, a distribuição orçamental e as escolhas das lideranças. Como podemos aferir as mudanças de politicas publicas através destes indicadores? Qual o peso da ideologia e das distinções entre esquerda e direita ? É o tema do "Da Capa à Contracapa" desta semana, com Patrícia Silva, da Universidade de Aveiro, uma das co-autoras do estudo e ainda Ana Lourenço, professora e investigadora da Universidade Católica Portuguesa.
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403
Da Capa à Contracapa - O que mudou na indústria musical portuguesa?
O principal suspeito da mudança parece ser a digitalização na criação e divulgação da música. Os artistas deixaram de contar com as receitas da venda de discos e recebem hoje uma pequena fatia das receitas que eventualmente a sua obra possa gerar. Os espectáculos persistem como a fonte incontornável de subsistência num mercado que oscila entre as festas das cidades e os festivais cujos cartazes não colocam portugueses à cabeça. Será que a conjugação entre formatos digitais e a explosão da internet explica tudo? Os concertos são cada vez mais a tábua de salvação dos criadores musicais portugueses? Quais as principais fragilidades da indústria musical portuguesa? Numa edição gravada ao vivo na Feira do Livro de Lisboa, o "Da Capa à Contracapa" debate o ensaio “Tira o Disco e Toca ao Vivo" de João Gobern num painel onde se juntam o músico Nuno Gonçalves e o editor discográfico David Ferreira.
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402
Da Capa à Contracapa - Avós e Netos: uma ligação única?
Os avós são muitas vezes os “historiadores” das famílias e uma rede de segurança emocional, logística e até financeira para o núcleo familiar. Avós e netos estabelecem uma relação diferente de qualquer outra nas famílias. Sabia que os netos tendem a ser mais próximos das avós maternas? E que a adolescência não degrada a visão que os netos têm dos avós, apesar destes se sentirem subalternizados pelos jovens nessas idades? Numa edição gravada ao vivo na Feira do Livro de Lisboa, o “Da Capa à Contracapa” debate o ensaio “Avós e Netos” de Ricardo Peixoto, numa conversa onde participam ainda a pediatra e professora catedrática Maria do Céu Machado e o Padre Paulo Duarte
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401
Como proteger e governar o Oceano?
Três anos depois da Conferência da ONU sobre o Oceano em Lisboa, mais de 80 chefes de Estado e de Governo estão em Nice para, de 9 a 13 de junho, darem um novo impulso à governação internacional do Oceano
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Conhece o Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo?
Do Rosmaninhal, concelho de Idanha-a-Nova a Oeiras, há 325 quilómetros de Tejo que durante mais de um mês são percorridos num Cruzeiro Religioso e Cultural. Descendo o Tejo em duas dezenas de etapas, a peregrinação fluvial transporta a imagem de Nossa Senhora dos Avieiros e do Tejo, fazendo escalas em mais de meia centena de localidades ribeirinhas, particularmente ligadas às comunidades avieiras. O que significa este Cruzeiro para estas gentes do Tejo? Como se mantém a tradição e como persiste como expressão de religiosidade popular? Como se liga à história dos avieiros? O "Da Capa à Contracapa" recebe Ana da Cunha, autora de "Tejo, um Cruzeiro Religioso e Cultural", agora publicado pela Fundação Francisco Manuel doa Santos, em conversa com José Gaspar, da Confraria Ibérica do Tejo.
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Como se restauraram os jardins da Quinta das Lágrimas?
A água é decisiva para todos nós e também para plantas e árvores. Cristina Castel-Branco começou o restauro dos jardins das Lágrimas a olhar para os canais construídos para fazer correr água num dos locais mais romantizados do país. A Rainha Santa Isabel construiu um canal para levar água das Lágrimas ao Convento de Santa Clara. O cenário da paixão de Pedro e Inês inclui hoje um anfiteatro, criado em 2008, a partir da necessidade de conter as cheias no local. Da Água nasceu Arte, mas de onde veio a inspiração? Como intervir num espaço carregado de memórias? De que árvores se faz a memória da Quinta das Lágrimas? O " Da Capa à Contracapa" recebe a arquiteta paisagista Cristina Castel-Branco, autora das intervenções de restauro da Quinta das Lágrimas desde 2004, à conversa com Maria Matos Silva, Professora do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa e dirigente da Associação Portuguesa de Jardins Históricos.
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Como deveria ser a ciência em Portugal?
A ciência oferece respostas humanas ao curto e longo prazo, ao que é lucrativo e a domínios em que ninguém investe. No livro “Uma Ideia de Ciência”, Joana Goncalves de Sá defende mesmo que a ciência comporta uma benção e uma maldição. O financiamento de ciência é uma variável incontornável da análise à ciência que temos. Em Portugal, a precariedade laboral não poupa o sistema científico, onde se instalaram sintomas de exaustão mental e até financeiro. Porque fazemos a ciência que fazemos? Como decidir que ciência apoiar? Com que dinheiro? O que é preciso mudar no sistema científico português? Como valorizar as profissões científicas? Ouça a conversa de José Pedro Frazão com os cientistas Joana Gonçalves de Sá e David Marçal.
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