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Ritmos Sagrados

Reflexão e Oração da Palavra a partir d'O Refúgio.O Refúgio é o Centro de Retiros de Agape Portugal, localizado na aldeia de Canelas, em Penafiel. Como lugar privilegiado de encontro com Deus e com os outros, está aberto a receber todos os que desejem encontrar restauração física e espiritual, crescer no conhecimento de Deus e da Sua Palavra e contemplar a beleza da Sua criação. Através do podcast Ritmos Sagrados oferecemos um pequeno vislumbre do que aqui acontece.

  1. 223

    Lectio Divina da Carta aos Gálatas 5:22-25

    À semelhança de Jesus que convidava os seus discípulos a permanecerem n'Ele (a videira) de forma a darem muito fruto, o apóstolo Paulo vem desafiar os Gálatas a viverem e andarem no Espírito para produzirem o fruto do amor, da alegria, da paz, da paciência, da amabilidade, da bondade, da fé, da mansidão e do autodomínio.Não é através do nosso esforço humano que conquistamos este carácter, mas por permanecermos unidos a Cristo através do seu Espírito e não resistirmos à sua ação na nossa vida.

  2. 222

    Lectio Divina de 1. Coríntios 6:18-20

    Quando o Apóstolo Paulo escreve que nós somos templo do Espírito Santo, o que sentimos? Quando toda a nossa vida - nas suas limitações, falhas e feridas - é chamada a ser lugar sagrado, morada da habitação de Deus, como reagimos? A verdade é que só pela Sua graça é que nós podemos acolher este mistério. E é só pelo poder do Espírito que habita em nós que começamos também a ver o outro como sagrado o mundo inteiro como templo de Deus.

  3. 221

    Lectio Divina da Carta aos Romanos 8:14-17

    Neste episódio escutamos o apóstolo Paulo a dizer-nos que o Espírito nos faz filhos de Deus. O Espírito Santo toca no nosso espírito e confirma que pertencemos ao Pai. É por isso que o Cristão não vive uma vida tímida e receosa, mas uma vida infundida pelo poder da ressurreição e pela certeza que participa da mesma herança de Jesus Cristo! Essa é a sua identidade profunda - não mais escravo, mas livre; não mais servo, mas filho!

  4. 220

    Lectio Divina de Actos dos Apóstolos 2:1-8,11

    Celebra-se esta semana o Pentecostes, o momento da descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus e que marca o nascimento espiritual da Igreja. O mais importante, contudo, talvez seja percebermos que o Pentecostes continua a ter lugar hoje. O Espírito Santo continua a descer sobre homens e mulheres com medo e dúvidas, tornando-os em instrumentos de Deus no mundo, em testemunhas corajosas da Sua salvação e do Seu amor.

  5. 219

    Lectio Divina do Evangelho de João 3:1-8

    No Pentecostes, veremos que o Espírito Santo desce sobre a Igreja, mas o verdadeiro Pentecostes acontece também dentro do coração de cada homem e de cada mulher que se abre ao novo nascimento espiritual. Tal como S. Agostinho, muitas vezes resistimos a esse novo começo, a essa passagem da nossa velha natureza para a nova criação em Cristo. Mas o Espírito está a mover e não pode ser controlado. Assim como o vento, ele sopra onde quer e, mesmo sem o vermos, apercebemo-nos da sua ação.

  6. 218

    Lectio Divina do Evangelho de João 14:15-18

    Neste episódio, escutamos Jesus a prometer-nos o Paráclito, palavra de origem grega que significa "Ajudador" ou "Consolador". Literalmente, o Espírito Santo é aquele que está ao meu lado, como presença próxima, íntima e ativa. Ele vem habitar em nós, tornando possível esta comunhão profunda e contínua com Deus e capacitando-nos para continuarmos a obra de Cristo no mundo.

  7. 217

    Lectio Divina de Ezequiel 36:23-27

    Com este episódio iniciamos um conjunto de leituras orantes sobre o Espírito Santo e percorremos, desta forma, o tempo que nos resta até à festa do Pentecostes. Esta festa tem origens judaicas e celebrava o fim das colheitas e a entrega da Lei a Moisés no Monte Sinai. Na tradição cristã, o Pentecostes celebra a descida do Espírito Santo sobre os discípulos e reinterpreta a simbologia judaica (colheitas, Tora, aliança) à luz dessa experiência. Contudo, o Espírito Santo não começa no Pentecostes. Ele existe desde o início como força criadora e vivificante. E o Espírito é também agente de transformação e conversão. Ele recria o nosso coração humano e prepara-nos para sermos testemunhas de Deus neste mundo.

  8. 216

    Lectio Divina do Evangelho de João 21:12-17

    Na passagem de hoje, Jesus ressuscitado aparece a sete dos seus discípulos nas margens do Mar da Galileia e, não só lhes enche as redes de peixe, como lhes prepara um pequeno-almoço nas brasas de uma fogueira. "Venham comer!", convida Ele. Mesmo depois de ressuscitado, Jesus está próximo. Ele continua a ir ao encontro dos seus amigos, servindo-os, cuidando deles, restaurando as suas feridas dolorosas. E virando-se para Pedro,... para mim, para ti, pergunta: "Amas-me?"

  9. 215

    Lectio Divina do Evangelho de João 20:24-29

    A conhecida declaração de "ver para crer" não decorre tanto de uma atitude de teimosia fria ou cinismo, mas é expressão de desilusão, de colapso de expectativas e da aparente ausência de Deus. Como continuar a acreditar quando nada parece fazer sentido? Tomé recusa-se a acreditar na ressurreição de Jesus apenas com base no testemunho de outros. Ele precisa ver, tocar, sentir... E a sua dúvida, longe de ser condenada, torna-se lugar de encontro com Deus.

  10. 214

    Lectio Divina do Evangelho de João 20:19-22

    Com a ressurreição de Jesus, sentimos alegria e consolação. Afinal, quem nós amamos está vivo. A morte não teve - nem tem - a última palavra! Mas a ressurreição de Jesus também nos oferece o dom da paz e o dom do Espírito. Jesus é Cristo connosco, está no nosso meio, penetrando os nossos lugares mais fechados e sombrios, soprando vida nova em nós. A ressurreição de Jesus torna-se assim, para nós, missão. E que Boa Nova temos para proclamar!

  11. 213

    Lectio Divina do Evangelho 20:1-16

    Claro que não compreendemos a Ressurreição, tal como não nos cabe na cabeça que o Deus-Criador se esvazie da sua glória divina e venha viver entre as suas criaturas para morrer por elas uma morte excruciante. Tudo é Mistério e como tal ele só pode ser acolhido quando temos este encontro pessoal com o Cristo Ressurreto, como o tiveram os discípulos, Saulo e, em primeiro lugar, Maria Madalena. A ressurreição não é uma simples verdade na qual cremos, mas um encontro com Jesus, que nos conhece e nos chama pelo nosso nome. A ressurreição é a presença viva de Deus na nossa vida, hoje e para sempre!Aleluia! Aleluia!

  12. 212

    Lectio Divina do Evangelho de João 19:38-42

    Entre os acontecimentos dramáticos da sexta-feira santa e a alegria inesperada do domingo da ressurreição há um sábado silencioso. Este silêncio inquieta-nos e a nossa tendência é, muitas vezes, preencher esse vazio e acelerar o tempo. Mas o Evangelho sugere-nos outra possibilidade - habitar este tempo e confiar que Deus não está ausente. Ele conhece bem esse lugar.

  13. 211

    Lectio Divina do Evangelho de João 19:25-37

    Hoje, amanhã e depois acompanharemos as leituras dos acontecimentos da morte de Jesus, do tempo intermédio de espera e silêncio e da inesperada, embora tão desejada, ressurreição do Filho de Deus. Na passagem desta Sexta-feira Santa somos convidados a não desviar o olhar da cruz, mas a contemplá-la e ao Cristo morto e trespassado. Contemplamos para entender algo que emerge deste vazio, desta suposta ausência: o sofrimento de Jesus tem o poder de tocar o mais profundo da nossa existência e de transformar a nossa vida!

  14. 210

    Lectio Divina do Evangelho de João 19: 14-17

    Depois da oração por união com o Pai e unidade entre os seus discípulos, Jesus é preso e levado perante as autoridades religiosas e, por fim, perante o próprio governador romano. Nesses encontros, há muito diálogo, muitas perguntas de ambas as partes. Elas espelham sentimentos diferentes, mas de alguma forma, são perguntas que também nos são dirigidas a nós. "A quem buscais?" "Porque me interrogas?" "O que é a verdade?" "Hei-de crucificar o vosso rei?" são algumas dessas questões que nos devem fazer pensar e, quem sabe, aproximar de Cristo nesta última etapa rumo à Páscoa. Uma Semana Santa abençoada!

  15. 209

    Lectio Divina do Evangelho de João 15:12-17

    Neste caminho de Quaresma, chegamos ao coração da mensagem de Jesus. João coloca estas palavras de Jesus no contexto da Última Ceia, mesmo antes da Sua paixão. "Amem-se uns aos outros ...como eu vos amei." É um novo mandamento na medida que Jesus é o padrão e é a fonte desse amor. Este amor vai moldando a nossa vida quando permanecemos em Cristo como ramos na videira. E este amor é também um sinal para o mundo de que somos Seus discípulos.

  16. 208

    Lectio Divina do Evangelho de João 12:1-8

    Neste episódio, regressamos ao lar de Marta, Maria e Lázaro. Jesus fora convidado para uma refeição entre amigos e Maria aproveita essa oportunidade para demonstrar o seu amor de uma forma extravagante. Para alguns dos presentes, essa demonstração não só é excessiva como irresponsável. Contudo, mesmo sem o saber, Maria já entrara no mistério pascal - a dádiva completa e sem medida de si mesmo. Tal como ela derramara aquele perfume precioso, Jesus viria a derramar a Sua própria vida.

  17. 207

    Lectio Divina do Evangelho de João 11:20-27

    O Evangelho de João é conhecido pelas afirmações de Jesus, que iniciam com "Eu sou...", ecoando a nome de Deus revelado a Moisés no Monte Horeb: "EU SOU O QUE SOU" (Êxodo 3:14). Portanto, sempre que Jesus profere estas duas palavras Ele identifica-se com o Pai, que é Deus vivo, presente, actuante. E, ao mesmo tempo, vai ao encontro das nossas necessidades humanas mais profundas. Ele é o pão da vida, a luz do mundo, o bom pastor, o caminho, "a ressurreição e a vida"!

  18. 206

    Lectio divina do Evangelho de João 8:1-12

    Neste episódio, usamos a meditação imaginativa para mergulhar na cena e ter um encontro com Jesus. Ele encontra-se a ensinar no templo, rodeado de pessoas fascinadas com as suas palavras, quando lhe é trazida uma mulher apanhada em adultério. A vontade de condenação por parte dos seus acusadores é grande e maior é o desejo de apanhar Jesus em contradição. Mas Ele desarma-os. Primeiro com o seu silêncio. Depois expondo os seus próprios corações. Expondo os nossos, também. Porque é isso que a Luz do Mundo faz - ilumina as nossas trevas, faz aparecer as nossas sombras, ... e mostra o Caminho a seguir.

  19. 205

    Lectio Divina do Evangelho de João 6:32-35 e 38-40

    Estamos na Quaresma, este tempo em que todo o nosso ser se prepara para receber o Mistério pascal. É um tempo em que nos tornamos mais conscientes da nossa fome, das nossas fomes, e também de como as procuramos saciar, tantas vezes de forma tão insatisfatória. Na leitura orante de hoje, escutamos Jesus a oferecer-se a si mesmo para nos saciar . Ele é o Pão da Vida! Que esta verdade ecoe no nosso coração ao longo de toda esta caminhada rumo à Páscoa.

  20. 204

    Lectio Divina do Evangelho de João 2:13-22

    Neste episódio, oramos um trecho das Escrituras em que Jesus nos aparece zangado, irado até... Como é que conciliamos a sua reação perante os vendilhões do templo de Jerusalém com o seu carácter humilde e manso? A verdade é que tal como Ele sentia compaixão por aqueles que eram vítimas dos males do corpo e do espírito, vivendo vidas quebradas, e oferecia cura e restauração, Ele tinha igualmente zelo pela Casa de Adoração, cujo propósito de encontro com Deus estava, naquele tempo, distorcido pela ganância, pelo abuso e por uma religiosidade meramente ritualista e oca. E hoje? Veríamos Jesus a pegar num chicote e a varrer os nossos santuários?

  21. 203

    Lectio Divina do Evangelho de João 1: 35-42

    "Vem e vê" foi o repto que Jesus fez aos seus primeiros seguidores, curiosos por saber quem era aquele Homem. E eles foram, permanceram com Ele, observaram e foram sendo transformados, ao longo do caminho. Um caminho rico, belo, cheio de mistério e que - jamais imaginariam eles aquando daquele convite - seguia em direção à cruz. "Vem e vê" é a proposta que Jesus nos faz hoje, também. Vem comigo! Vê onde estou e o que faço! Permanece junto a mim, sem pressas, e verás o teu caminho a iluminar-se.

  22. 202

    Lectio Divina da Carta aos Romanos 5:1-5

    Mesmo quando nem tudo corre bem na nossa vida, há razões para ir cultivando a Esperança. Ela é a certeza de que a vida não discorre ao acaso, que podemos encontrar um sentido para aquilo que não podemos compreender e que há algo Maior que ilumina a nossa escuridão e nos traz propósito e direção. Como Paulo declara na sua saudação a Timóteo, Cristo é a nossa esperança, uma esperança que não desilude, porque n'Ele temos o "Sim" para tudo o que realmente importa!

  23. 201

    Lectio Divina de Provérbios 16: 16 e 32

    Muitas das resoluções de ano novo implicam, para quem as faz, o exercício do auto-domínio: o refrear dos apetites, a disciplina do exercício físico, a abstinência de certos vícios, etc. Mas dum ponto de vista bíblico, o que podemos dizer acerca da prática do domínio próprio? A Bíblia enaltece-a, mas também afirma que ela é um fruto do Espírito Santo em nós. Num mundo de gratificação instantânea, de distrações infinitas e das tentações constantes das redes sociais, a capacidade de nos dominarmos a nós mesmos é algo muito necessário se queremos viver livre e plenamente como Deus deseja que vivamos.

  24. 200

    Lectio Divina da Carta aos Colossenses 3:12-14

    No seu poema "Receita de Ano Novo", Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) escreve que "Para ganhar um Ano Novo/ que mereça este nome,/ você, meu caro, tem de merecê-lo/ tem de fazê-lo novo..." Realmente, será incoerente da nossa parte se quisermos um 2026 melhor, se nós próprios não nos esforçarmos por sê-lo também. As Sagradas Escrituras, que sempre nos apontam para caminhos melhores, exortam-nos as revestirmo-nos de compaixão e bondade a cada novo dia. É que não podemos dizer que amamos a Deus, se não amarmos o nosso próximo e esse amor tem de ser visível, benigno, bom!

  25. 199

    Lectio Divina do Salmo 46 (45): 10 e 11

    Neste episódio, os Ritmos Sagrados trazem mais uma sugestão de resolução para o Novo Ano: a prática do silêncio. Para alguns, o tempo de silêncio é uma necessidade; para outros, pode ser incómodo ou até perturbador. Na vida cristã, a disciplina do silêncio e da solitude é essencial para libertarmos espaço para escutarmos a voz de Deus. Deus, que é Amor, quase sempre nos fala calma e suavemente e, se não pararmos e sossegarmos o nosso ritmo frenético e os muitos ruídos à nossa volta (e até dentro de nós), como esperamos conseguir escutá-Lo?

  26. 198

    Lectio Divina da Carta aos Filipenses 4:4

    Feliz Ano Novo! Também os Ritmos Sagrados propõem cinco resoluções para 2026. Ao longo de Janeiro, iremos meditar em passagens bíblicas que convidam à alegria, ao silêncio, à gentileza, ao autodomínio e à esperança. São dons que podem e devem ser praticados para que se tornem parte essencial do carácter de qualquer cristão e fundamento de uma vida plena e abundante. A primeira proposta de resolução desta Lectio é a da Alegria, uma alegria que tem a sua razão de ser em Deus e que, portanto, é independente das circunstâncias externas.

  27. 197

    Lectio Divina do Livro do Apocalipse 21:9-11 e 22-27

    Com o Apocalipse chegamos ao fim da grande narrativa bíblica, só para descobrirmos que o fim é afinal um novo começo. A revelação que vai da Criação à Cruz é a de um Deus que sempre quis ser Deus Connosco, ser Presente na vida do Ser Humano, ao ponto de se fazer um de nós para que nós pudéssemos ser um com Ele. Nos últimos capítulos das Sagradas Escrituras temos um vislumbre desse novo Advento, em que Jesus virá novamente e o Seu Reino será uma realidade na Terra como no Céu.

  28. 196

    Lectio Divina do Evangelho de Lucas 2:6-12

    No capítulo 2 do Evangelho de Lucas, que relata o nascimento de Jesus, a manjedoura é mencionada três vezes. Tal como o anjo anunciou aos pastores que guardavam os rebanhos, ela é o sinal, a referência da chegada do Salvador do mundo! O Reino de Deus irrompe aparentemente frágil e insignificante, contrastando com os reinos e impérios deste mundo e fazendo-nos reflectir acerca do verdadeiro sentido deste advento, da razão da Boa Nova que celebramos!

  29. 195

    Lectio Divina do Evangelho de João 1:1-5, 14

    O Evangelista João relata o nascimento de Jesus de forma muito diferente da dos outros Evangelhos, nomeadamente Mateus e Lucas. Ao invés de narrar a história bem conhecida do 1º Natal, ele vai reescrever o relato da Criação, a génese de todas as coisas, o princípio do "haja luz"... à luz de Cristo. Para João, Jesus é o logos, o Verbo, a Palavra de Deus, por meio de quem tudo foi criado. E essa Palavra tornou-se carne e veio habitar entre nós, connosco, como um de nós. A Palavra que é Vida e Luz!

  30. 194

    Lectio Divina do Evangelho de Lucas 1: 26-37

    O Advento é um tempo de espera e de esperança, que pode e deve moldar cada um dos nossos ritmos diários, um tempo em que pausamos daquilo que constantemente nos distrai e, tal como Maria, preparamos o nosso coração para acolher Jesus.

  31. 193

    Lectio Divina de Apocalipse 5:7-12

    Este livro estranho e ao mesmo tempo maravilhoso encerra o Cânone Bíblico. O género é apocalíptico, que aponta para "revelação do que está oculto", e a forma é de uma carta escrita às igrejas por João, o qual teve uma visão e deseja dar-lhes a conhecer. E essa revelação é centrada em Jesus, Messias, o Cordeiro, que realiza os propósitos de Deus, Todo-Poderoso, mesmo quando nos parece que o mundo é controlado por outros "senhores" e poderes. Ele é o Cordeiro que foi morto para nos dar vida e está assentado ao lado de Deus!Chegamos assim ao fim de ano e meio de lectio divinas semanais, que começaram no Génesis e terminam no Apocalipse com este episódio. Para a semana, iniciaremos o tempo de advento, preparando o nosso coração para as Boas Novas de grande alegria!

  32. 192

    Lectio Divina da Carta de Judas 17-21

    Ao chegarmos ao penúltimo livro do Novo Testamento, deparamo-nos com esta carta pouco conhecida e cujo conteúdo nos soa um pouco estranho. A razão disso prende-se sobretudo com a situação específica que o autor sente necessidade de confrontar e com as citações que ele faz de textos hebraicos extracanónicos. Todavia, no essencial, Judas diagnostica comportamentos pouco saudáveis que estavam a minar a vivência espiritual daquela igreja, advertindo os crentes para esse perigo e exortando-os a serem vigilantes na sua fé e a perseverarem naquilo que era o verdadeiro Evangelho.

  33. 191

    Lectio Divina da 3ª Carta de João 5-7

    Na mais pessoal das epístolas joaninas, o seu autor exalta as qualidades de fidelidade e de hospitalidade de Gaio, contrastando o seu exemplo com o de outro irmão, Diótrefes, que se mostrava autoritário e fechado à comunhão com irmãos viajantes. Ora, no 1º século a.D. a hospitalidade dos cristãos foi essencial à propagação da fé. E vinte séculos depois? A hospitalidade cristã é ainda um carisma, um dom do Espírito para acolhermos o outro com generosidade e com abertura, seja abrindo na prática as portas de nossa casa, seja oferecendo ao outro um espaço de escuta e de compaixão. É sempre uma manifestação visível do amor de Deus que acolhe todos.

  34. 190

    Lectio Divina da 2ª Carta de João 7-9

    Há duas verdades que o autor das epístolas joaninas não se cansa de frisar. A primeira é que Deus é amor e se dizemos que somos seus filhos, o amor deve ser também a marca da nossa vida. A segunda é que Deus encarnou em Jesus, fez-se homem, tomou a nossa condição humana e suportou o castigo da nossa rebeldia, e essa é a maior prova do seu amor por nós. Portanto, João é peremptório: qualquer um que negue a humanidade de Jesus e qualquer que não siga o seu exemplo de amor, não tem parte em Deus.

  35. 189

    Lectio divina de 1ª João 3:11, 16-18

    Como bem sabemos, o amor é um verbo. De nada vale dizer que amamos, se isso não se traduzir em gestos e atitudes que atestem que amamos verdadeiramente. E, de acordo com o autor da 1ªCarta de João, de nada vale dizer que conhecemos a Deus, se não amamos. A própria natureza de Deus é Amor e, portanto, se somos seus filhos, o seu amor está em nós e flui em direção aos outros. "Aquele que vive no amor está em Deus e Deus nele." (1ª João 4:16)

  36. 188

    Lectio Divina da 2ª Carta de Pedro 1:3-8

    O grande apóstolo Pedro sabe que, ao escrever esta carta de Roma, tem provavelmente a sua última oportunidade de se dirigir aos crentes das várias igrejas espalhadas pela Ásia Menor. Portanto, ele adverte-os contra ensinos falsos e enganadores e encoraja-os a nunca deixarem de crescer no conhecimento de Cristo e a desenvolver aqueles traços que caracterizam o próprio Deus. Só dessa forma é que os crentes, ontem e hoje, podem refletir a glória de Deus ao mundo.

  37. 187

    Lectio Divina da 1ª Carta de Pedro 4: 7-11

    O que se diz a alguém quando se acredita que o fim dos tempos está próximo? O grande apóstolo Pedro, escrevendo de Roma, onde acabará por ser morto, desafia os crentes a orar mais, a serem hospitaleiros de forma generosa, a servir melhor e a amar sempre, para que Deus seja glorificado. E quando o cristão age desta forma, "o mundo pula e avança", como diz o poeta. Foi assim que o Cristianismo se expandiu a meio às maiores dificuldades e perseguições e é ainda assim que Cristo é revelado ao mundo hoje.

  38. 186

    Lectio Divina da Carta de Tiago 2:14-17, 26

    O Evangelho para ser Boa Nova tem de reflectir-se na prática, nos gestos de cada dia. Uma fé que fica apenas pelas palavras e não vai ao encontro das necessidades do próximo é uma fé estéril ou, nas palavras de Tiago, uma fé morta. No Sermão do Monte, Jesus resumiu bem o que significa viver o Evangelho e Ele próprio encarnava essa confiança no Pai, que a cada momento se traduzia em amor para com os que o rodeavam. A fé viva é aquela que se torna corpo, presença e gesto a favor do pobre, do estrangeiro, do marginalizado, do injustiçado. É disso que trata a Carta de Tiago!

  39. 185

    Lectio Divina da Carta aos Hebreus 10: 18-23

    Para o autor de hebreus, Jesus é a revelação perfeita de Deus, superior a todas as outras revelações anteriores. É n'Ele que os destinatários desta carta devem depositar a sua confiança, apesar dos desafios e tribulações. E Ele é bastante, o seu sacrifício suficiente, o seu amor pleno!

  40. 184

    Lectio Divina da Carta a Filémon 8-16

    Sem qualquer exposição doutrinária ou sequer menção à obra salvífica de Cristo, esta pequena carta pessoal de Paulo a Filémon acabou por entrar no cânon bíblico. Porquê? Uma explicação é que ela testemunha da transformação radical que ocorre nos relacionamentos entre pessoas que seguem a Cristo - ela transforma escravos fugidios e rebeldes em cooperadores no trabalho missionário e derruba barreiras entre estratos sociais, tornando cada seguidor de Cristo num irmão. Outra possível explicação é que Onésimo, escravo que um dia fugiu do seu senhor e se converteu aos pés de Paulo, pode bem ter acabado por se tornar no mui estimado bispo da igreja de Éfeso décadas mais tarde. Não sabemos, mas seja como for esta é uma carta cheia de graça, restauração e esperança!

  41. 183

    Lectio Divina de Tito 2: 11-14

    Nas cartas pastorais do apóstolo Paulo em geral, e nesta a Tito, em particular, lemos várias instruções práticas acerca de como os crentes se devem comportar no seu dia-a-dia. Há uma grande preocupação pelo testemunho cristão junto daqueles que ainda não crêem e há uma forte convicção de que Cristo voltará e, portanto, o crente deve estar preparado para a chegada do Rei dos reis. Efectivamente, quando esperamos a chegada de alguém importante, limpamos, decoramos e colocamos tudo em ordem para receber essa visita especial. Quanto mais prontos devemos estar para a vinda de Cristo!

  42. 182

    Lectio Divina de 2ª Timóteo 1:3-7

    Também esta é uma carta de encorajamento! Provavelmente as últimas palavras escritas do apóstolo Paulo antes do seu martírio em Roma, elas têm o propósito claro de animar o jovem Timóteo na sua missão de pastorear uma igreja cheia de desafios. Elas recordam-no da herança de fé recebida da sua avó e de sua mãe, da confiança que Paulo também depositara nele e, acima de tudo, do Espírito de Deus que o acompanhava sempre, um espírito de coragem, amor e moderação.

  43. 181

    Lectio Divina de 1ª Timóteo 2: 1-6

    Retomamos os Ritmos Sagrados com uma meditação sobre um trecho de uma das cartas pastorais do apóstolo Paulo. Ele escreve a Timóteo, seu colaborador chegado e líder da igreja de Éfeso, encorajando-o e estabelecendo orientações práticas para fazer face aos desafios de uma comunidade cristã emergente. E se há uma prática que Paulo enfatiza sempre nas suas cartas é a da oração. É através da oração que nos colocamos no centro da vontade de Deus e é a partir dela que podemos participar na missão de anunciar o Evangelho a todos!

  44. 180

    Lectio Divina da 2ª Carta aos Tessalonicenses 3:10-15

    Na jovem comunidade cristã de Tessalónica havia a ideia que a 2ª Vinda de Cristo estaria para breve e que, assim sendo, não haveria necessidade de continuar a trabalhar ou a cuidar dos deveres quotidianos. Paulo escreve esta segunda carta aos Tessalonicenses para contrariar essa concepção errada, motivando-os a viverem as suas vidas com diligência e responsabilidade. Afinal, a fé nunca deve ser justificação para nos retirarmos da vida, antes deve ser exercitada e aprofundada na nossa vivência diária ao trabalharmos, ao caminharmos uns com os outros, ao construirmos o Reino de Deus na Terra como no Céu!

  45. 179

    Lectio Divina da 1ª Carta aos Tessalonicenses 4:13-14

    Num dos textos mais antigos do Novo Testamento, o apóstolo Paulo aborda uma das questões mais relevantes para os primeiros cristãos - a segunda vinda de Cristo. Para a comunidade em Tessalónica, o retorno de Jesus à terra estaria para breve e, portanto, questionavam-se o que aconteceria com aqueles que já tinham morrido. Paulo sublinha que nem a morte pode separar o crente de Cristo e que, tal como o Senhor, também eles ressuscitarão e farão parte do Reino que será estabelecido na terra como no Céu.

  46. 178

    Lectio Divina da Carta aos Colossenses 3:11-17

    Nesta epístola paulina, encontramos a afirmação reiterada de que Cristo é tudo e está em tudo, n'Ele estamos completos e por ele todas as coisas foram criadas e reconciliadas. Ele é a imagem do Deus invisível, primogénito de toda a Criação, fonte, sustentador e propósito de tudo e cabeça da Igreja. Ele, "que é a nossa vida" (Col. 3:4), é a razão porque nos vestimos das virtudes da compaixão, bondade, humildade e paciência, porque perdoamos os outros e procuramos a paz e a reconciliação.

  47. 177

    Lectio Divina da Carta aos Filipenses 4; 4-7

    Filipenses é a carta da alegria cristã, na qual esta palavra é mencionada cerca de 15 vezes. Teresa d'Ávila alertava: "Deus nos livre de santos tristes!" Efectivamente, a alegria é um fruto do Espírito Santo e deve ser um reflexo da presença de Deus na nossa vida - presença esta que não é macambúzia, mas radiante, cheia de consolação e esperança.

  48. 176

    Lectio Divina da Carta aos Efésios 2: 14-18

    Cristo é a nossa Paz. E esta paz não é simplesmente a ausência de guerra ou conflito, mas é shalom, é propósito, é gozo, é completude, é unidade, é missão. Em Cristo e perante a Sua cruz não pode haver mais lugar para inimizades e ódios. N'Ele os muros ruem e constroem-se, em vez, caminhos de amor, de perdão e de união. Ser Cristão é ser um construtor da paz!

  49. 175

    Lectio Divina da Carta aos Gálatas 5:1, 13 e 14

    Hoje mergulhamos em Gálatas 5 e na profunda verdade da liberdade em Cristo. O contexto desta carta de Paulo é bastante específico, mas a realidade e a tentação não são muito diferentes das nossas. Ainda agora preferimos optar pela segurança das regras e dos rituais religiosos em detrimento da verdadeira liberdade do Evangelho!

  50. 174

    Lectio Divina de 2ª Coríntios 12:7-10

    A vida cristã é repleta de paradoxos e um deles é resumido pelo apóstolo Paulo na passagem de hoje: "Quando estou fraco, então é que sou forte." A nossa fragilidade é exactamente o lugar onde o poder de Deus mais se manifesta. É nestes vasos de barro que o Senhor derrama o Seu tesouro e faz transbordar a Sua graça.

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Reflexão e Oração da Palavra a partir d'O Refúgio.O Refúgio é o Centro de Retiros de Agape Portugal, localizado na aldeia de Canelas, em Penafiel. Como lugar privilegiado de encontro com Deus e com os outros, está aberto a receber todos os que desejem encontrar restauração física e espiritual, crescer no conhecimento de Deus e da Sua Palavra e contemplar a beleza da Sua criação. Através do podcast Ritmos Sagrados oferecemos um pequeno vislumbre do que aqui acontece.

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O Refúgio

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How many episodes does Ritmos Sagrados have?

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What is Ritmos Sagrados about?

Reflexão e Oração da Palavra a partir d'O Refúgio.O Refúgio é o Centro de Retiros de Agape Portugal, localizado na aldeia de Canelas, em Penafiel. Como lugar privilegiado de encontro com Deus e com os outros, está aberto a receber todos os que desejem encontrar restauração física e espiritual,...

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