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SENSU CAST - podcast de jornalismo e comunicação corporativa de saúde, ciência e educação
by SENSU Consultoria de Comunicação
SENSU CAST, um podcast que fala sobre jornalismo e comunicação corporativa de saúde, ciência e educação. A apresentação é de Moura Leite Netto, jornalista e doutor em Ciências. Em cada episódio, entrevistas com jornalistas, profissionais da saúde, cientistas, divulgadores de ciência e educadores sobre temas atuais. Um podcast para todos que querem contribuir com a disseminação de informação de qualidade. Estamos te esperando. Um episódio novo sempre na última terça-feira de cada mês. Nos acompanhe nas mídias sociais...@sensucomunica no Instagram, Facebook, Linkedin, YouTube e TikTok.
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#42 - Comunicação em saúde: o que muda entre o consultório e a mídia
No episódio 42 do SENSU CAST, podcast da SENSU Consultoria de Comunicação em saúde, ciência e educação, discutimos o que muda quando o profissional de saúde sai do consultório e passa a falar com a mídia.Apresentado pelo jornalista e doutor em Ciências Moura Leite Netto, o episódio analisa as diferenças entre a comunicação com pacientes, pares acadêmicos e o público amplo, destacando como cada contexto exige escolhas conscientes de linguagem, escuta, intenção comunicativa e uso da voz.Para essa conversa, recebemos Leny Kyrillos, fonoaudióloga, doutora em Ciências dos Distúrbios da Comunicação, comentarista da Rádio CBN e profissional com mais de duas décadas de atuação em televisão, rádio e media training nas áreas da saúde e da ciência. Ao longo do episódio, ela explica como a comunicação vai além do conteúdo técnico e envolve percepção, postura, olhar, articulação e preparo para entrevistas ao vivo e em ambientes digitais.O episódio aborda ainda a tradução da linguagem técnica para o público leigo, a pressão do tempo nas entrevistas, o receio do julgamento dos pares acadêmicos, os desafios da comunicação em videoconferências e a importância da escuta ativa na relação médico-paciente. Temas como autenticidade, sotaques, humanização do cuidado e cuidados com a voz também fazem parte da conversa.Este episódio é um convite à comunicação qualificada, ética e responsável, essencial para construir confiança, ampliar a compreensão pública e fortalecer a relação entre saúde, ciência e sociedade.🎧 Ouça o episódio completo, siga o SENSU CAST e compartilhe com colegas da saúde, da ciência e da comunicação.FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken
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#41 - Dor não é normal: vamos falar sobre endometriose
No episódio 41 do SENSU CAST, o podcast da SENSU Consultoria de Comunicação em saúde, ciência e educação, colocamos no centro do debate uma afirmação que precisa ser repetida até deixar de ser exceção na prática clínica e na vida cotidiana de milhões de mulheres: dor não é normal.A endometriose é uma doença crônica que afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no mundo, o equivalente a aproximadamente 190 milhões de pessoas, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Mesmo com essa prevalência, a condição ainda é marcada por atrasos diagnósticos, desinformação e pela histórica banalização da dor feminina. Cólicas intensas, dor pélvica persistente, dor durante a relação sexual, alterações intestinais e urinárias, infertilidade e impactos relevantes na saúde mental seguem sendo, em muitos contextos, tratados como “normais”. Neste episódio, o SENSU CAST propõe uma conversa sobre endometriose e comunicação em saúde, destacando o papel da escuta qualificada, da informação correta e da responsabilidade na forma como profissionais de saúde, jornalistas e a sociedade lidam com doenças ginecológicas.Para esse diálogo, recebemos dois convidados que uniram prática médica e rigor jornalístico no livro Dores Femininas – A jornada humana de um médico contra a endometriose:Rubens Paulo Gonçalves Filho é ginecologista e obstetra, mestre em Ciências da Saúde, doutorando e MBA em Gestão da Saúde, além de docente da Pós-Graduação Internacional em Cirurgia Robótica do Einstein Hospital Israelita. Com mais de 30 anos de atuação, Rubens compartilha reflexões contundentes sobre o atraso diagnóstico da endometriose, falhas estruturais na formação médica, a importância do exame físico completo, os limites dos exames de imagem e os desafios éticos de uma prática cada vez mais pressionada por produtividade.Cristiane Segatto é jornalista especializada em saúde, mestra em Gestão da Saúde pela FGV, com passagem por veículos como Época, O Globo, O Estado de S. Paulo, Abril e UOL. Vencedora de 15 prêmios nacionais e internacionais, entre eles dois Prêmios Esso, Cristiane fala sobre o desafio de traduzir ciência em linguagem acessível, a cobertura da imprensa sobre saúde da mulher, os silêncios em torno da endometriose e o impacto de ouvir histórias reais de pacientes que conviveram durante anos com dor não validada.Ao longo do episódio, a conversa aborda temas centrais para o debate público e para a prática profissional:– a normalização histórica da dor feminina– o atraso no diagnóstico da endometriose, inclusive em adolescentes– o impacto da doença na vida profissional, nos vínculos afetivos e na autoestima– infertilidade e como comunicar riscos de forma responsável– limites e possibilidades dos tratamentos clínicos e cirúrgicos– o peso emocional de conviver com uma condição crônica– o papel da informação de qualidade para pacientes, familiares, profissionais e gestoresEste episódio é também um convite ao acesso qualificado à informação.Ao compreender que sentir dor recorrente não é normal, mulheres passam a reconhecer sintomas, buscar ajuda especializada e romper ciclos de silêncio que atravessam gerações. Ao mesmo tempo, o episódio convida profissionais de saúde e comunicadores a rever práticas, linguagem e responsabilidades na produção e disseminação de informações sobre saúde da mulher.🎧 Se este episódio fizer sentido para você, curta, compartilhe e deixe seu comentário. Informação de qualidade pode reduzir sofrimento, orientar decisões e transformar trajetórias.FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken
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#41 - Especial em vídeo - Dor não é normal: vamos falar sobre endometriose
No episódio 41 do SENSU CAST, o podcast da SENSU Consultoria de Comunicação em saúde, ciência e educação, colocamos no centro do debate uma afirmação que precisa ser repetida até deixar de ser exceção na prática clínica e na vida cotidiana de milhões de mulheres: dor não é normal.A endometriose é uma doença crônica que afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no mundo, o equivalente a aproximadamente 190 milhões de pessoas, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Mesmo com essa prevalência, a condição ainda é marcada por atrasos diagnósticos, desinformação e pela histórica banalização da dor feminina. Cólicas intensas, dor pélvica persistente, dor durante a relação sexual, alterações intestinais e urinárias, infertilidade e impactos relevantes na saúde mental seguem sendo, em muitos contextos, tratados como “normais”.Neste episódio, o SENSU CAST propõe uma conversa sobre endometriose e comunicação em saúde, destacando o papel da escuta qualificada, da informação correta e da responsabilidade na forma como profissionais de saúde, jornalistas e a sociedade lidam com doenças ginecológicas.Para esse diálogo, recebemos dois convidados que uniram prática médica e rigor jornalístico no livro Dores Femininas – A jornada humana de um médico contra a endometriose:Rubens Paulo Gonçalves Filho é ginecologista e obstetra, mestre em Ciências da Saúde, doutorando e MBA em Gestão da Saúde, além de docente da Pós-Graduação Internacional em Cirurgia Robótica do Einstein Hospital Israelita. Com mais de 30 anos de atuação, Rubens compartilha reflexões contundentes sobre o atraso diagnóstico da endometriose, falhas estruturais na formação médica, a importância do exame físico completo, os limites dos exames de imagem e os desafios éticos de uma prática cada vez mais pressionada por produtividade.Cristiane Segatto é jornalista especializada em saúde, mestra em Gestão da Saúde pela FGV, com passagem por veículos como Época, O Globo, O Estado de S. Paulo, Abril e UOL. Vencedora de 15 prêmios nacionais e internacionais, entre eles dois Prêmios Esso, Cristiane fala sobre o desafio de traduzir ciência em linguagem acessível, a cobertura da imprensa sobre saúde da mulher, os silêncios em torno da endometriose e o impacto de ouvir histórias reais de pacientes que conviveram durante anos com dor não validada.Ao longo do episódio, a conversa aborda temas centrais para o debate público e para a prática profissional:– a normalização histórica da dor feminina– o atraso no diagnóstico da endometriose, inclusive em adolescentes– o impacto da doença na vida profissional, nos vínculos afetivos e na autoestima– infertilidade e como comunicar riscos de forma responsável– limites e possibilidades dos tratamentos clínicos e cirúrgicos– o peso emocional de conviver com uma condição crônica– o papel da informação de qualidade para pacientes, familiares, profissionais e gestoresEste episódio é também um convite ao acesso qualificado à informação.Ao compreender que sentir dor recorrente não é normal, mulheres passam a reconhecer sintomas, buscar ajuda especializada e romper ciclos de silêncio que atravessam gerações. Ao mesmo tempo, o episódio convida profissionais de saúde e comunicadores a rever práticas, linguagem e responsabilidades na produção e disseminação de informações sobre saúde da mulher.🎧 Se este episódio fizer sentido para você, curta, compartilhe e deixe seu comentário. Informação de qualidade pode reduzir sofrimento, orientar decisões e transformar trajetórias.FICHA TÉCNICAProdução: SENSUComunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken#SENSUCAST #Endometriose #SaúdeDaMulher #ComunicaçãoEmSaúde #JornalismoCientífico #DorCrônica #SaúdeMental #InformaçãoEmSaúde #PodcastBrasil #Ciência #EducaçãoEmSaúde
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40# – Comunicação e Inclusão da Pessoa com Deficiência
Como a comunicação pode transformar a inclusão das pessoas com deficiência? No episódio #40 do SENSU CAST, Moura Leite Netto conversa com José Carlos do Carmo, o Kal, médico e coordenador da Câmara Paulista para a Inclusão da Pessoa com Deficiência, e com o jornalista Bruno Favoretto.Kal reforça a importância da lei de cotas no mercado de trabalho: “Ela é a principal ferramenta legal que nós dispomos para garantir um direito historicamente negado”. Já Bruno compartilha sua trajetória no jornalismo e os desafios da acessibilidade: “Eu sentia que precisava acertar sempre para abrir portas para outros”.Um episódio sobre desafios, avanços e boas práticas para empresas, jornalistas e toda a sociedade que acreditam no poder da comunicação inclusiva.Como a comunicação pode transformar a inclusão das pessoas com deficiência? No episódio #40 do SENSU CAST, Moura Leite Netto conversa com José Carlos do Carmo, o Kal, médico e coordenador da Câmara Paulista para a Inclusão da Pessoa com Deficiência, e com o jornalista Bruno Favoretto.Kal reforça a importância da lei de cotas no mercado de trabalho: “Ela é a principal ferramenta legal que nós dispomos para garantir um direito historicamente negado”. Já Bruno compartilha sua trajetória no jornalismo e os desafios da acessibilidade: “Eu sentia que precisava acertar sempre para abrir portas para outros”.Um episódio sobre desafios, avanços e boas práticas para empresas, jornalistas e toda a sociedade que acreditam no poder da comunicação inclusiva.Ouça agora nas principais plataformas de áudio e compartilhe sua opinião com a gente!#inclusão #acessibilidade #comunicaçãoinclusiva #jornalismo #pessoacomdeficiência #sensucast #sensucomunicacao
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#39 - Comunicação e saúde do homem
O cuidado com a saúde masculina ainda é um tema cercado de tabus, preconceitos e barreiras culturais. Enquanto campanhas voltadas à saúde da mulher avançaram nas últimas décadas, os homens seguem mais resistentes em buscar ajuda médica e manter hábitos de prevenção. Para aprofundar essa reflexão, o episódio 39 do SENSU CAST recebe o cirurgião oncológico Gustavo Cardoso Guimarães, diretor do Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica (IUCR) e coordenador-geral dos departamentos cirúrgicos oncológicos da BP.Ao longo da conversa conduzida pelo jornalista Moura Leite Netto, o episódio traz à tona as raízes culturais que fazem muitos homens acreditarem serem “invulneráveis” e, por isso, deixarem de lado sinais importantes do corpo. Gustavo Guimarães explica como essa visão, construída desde a infância, na qual meninos são tratados como super-heróis, influencia diretamente em maior exposição a riscos, mortalidade precoce e menor expectativa de vida em comparação às mulheres.Entre os principais pontos debatidos estão:Campanhas de saúde masculina: a necessidade de ampliar o Novembro Azul para além do câncer de próstata, abordando doenças cardiovasculares, diabetes, câncer de pênis, de testículo e saúde mental.Tabus e comunicação: a resistência em falar sobre temas como câncer de pênis e depressão masculina, e o papel dos meios de comunicação, das empresas e das instituições de saúde na quebra desses preconceitos.Prevenção desde cedo: a importância de consultas regulares com urologistas ainda na adolescência, vacinação contra HPV, educação sobre higiene íntima e incentivo ao autoexame de testículos.Fatores de risco: álcool, tabaco, sedentarismo e alimentos ultraprocessados como vilões da saúde, e a necessidade de campanhas de conscientização que dialoguem de forma clara, sem tom de imposição.Saúde mental: como falar de estresse, ansiedade e depressão sem reforçar estigmas, mostrando que buscar apoio psicológico é um ato de coragem e autocuidado.Tecnologia e inovação: o impacto da cirurgia robótica e da inteligência artificial no tratamento de cânceres urológicos, incluindo o recente avanço da incorporação da robótica ao SUS.Responsabilidade compartilhada: a relevância do engajamento de líderes e gestores em incentivar práticas de autocuidado dentro das empresas, tornando a comunicação em saúde mais institucionalizada e eficaz.Na parte final, Guimarães deixa duas mensagens essenciais: aos homens, um convite direto para se cuidarem, entendendo que prevenir doenças é também um gesto de amor com quem está ao redor; e aos comunicadores e profissionais de saúde, o chamado para falar com os homens e não apenas sobre eles, trazendo histórias reais e exemplos que inspiram mudanças de comportamento.O episódio reforça que cuidar da saúde não é fraqueza, mas sim responsabilidade e coragem. Informação de qualidade e comunicação sem tabus são caminhos fundamentais para que os homens se reconheçam como protagonistas do próprio bem-estar.Dê o play e aproveite para compartilhar a sua opinião e sugerir temas para os próximos episódios do SENSU CAST.FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken
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#38 - Comunicação e câncer de cabeça e pescoço
O tema do episódio 38 do SENSU CAST é Comunicação eCâncer de Cabeça e Pescoço.Os convidados são ODorival de Carlucci Jr, cirurgião de cabeça e pescoço, diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) e Milena Perez Mak, oncologista clínica da Oncologia D´Or e Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) e presidente do Grupo Brasileiro de Câncer de Cabeça e Pescoço (GBCP).Diferente de muitos tipos de câncer, em que as principais causas não são conhecidas, os principais fatores de risco para desenvolvimento de câncer de cabeça e pescoço são bem estabelecidos. Não fumar (e isso vale para cigarro comum, cigarro eletrônico e narguilé) / Não ingerir bebidas alcoólicas em excesso / Vacinar contra o HPV / Manter a higiene bucal em dia / não se expor ao sol sem proteção / e usar preservativo nas relações sexuais – são medidas importantes para prevenção dos tipos mais comuns de câncer na região de cabeça e pescoço, como os de cavidade oral e laringe. Este é um episódio especial de Julho Verde, mês de conscientização sobre câncer de cabeça e pescoço e a Comunicação de qualidade é fundamental para que as mensagens corretas cheguem à população.Dê o play e aproveite para compartilhar a sua opinião e sugerir temas para os próximos episódios do SENSU CAST.FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken
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#37 – Vida de Frila x Redação
Neste episódio do SENSU CAST, conversamos sobre os caminhos possíveis para quem trabalha com jornalismo de ciência e saúde: redação fixa ou vida de freelancer? Nosso convidado é o jornalista Theo Ruprecht, apresentador do podcast Ciência Suja, com mais de uma década de atuação na área e passagens por veículos como TV Globo e Veja Saúde.Na conversa com Moura Leite Netto, Theo compartilha sua trajetória profissional, os aprendizados e desafios da transição para o jornalismo independente, a gestão do tempo e da renda como freelancer, as vantagens da autonomia e os dilemas de precificação e saúde mental. Um episódio essencial para quem pensa em seguir carreira no jornalismo — dentro ou fora das redações.Aperte o play e reflita com a gente sobre o futuro da profissão.Aproveite para compartilhar a sua opinião e sugerir temas para os próximos episódios do SENSU CAST.FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken
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#36 - Perspectiva para o jornalismo científico
O episódio 36 do SENSU CAST aborda o jornalismo científico na América Latina tendo como convidada a jornalista Luisa Massarani, uma das principais referências da área no continente. Luisa Massarani é um das autoras, ao lado do também brasileiro Luiz Felipe Fernandes Neves e do colombiano Nicolás Bustamante Hernández, do relatório Princípios orientadores para o jornalismo de ciência: uma perspectiva global 2024. Luisa é também coordenadora do Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia, pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz da Fundação Oswaldo Cruz, coordenadora para América Latina de SciDev.Net e editora-chefe do Journal of Science Communication – América Latina. A pesquisa, promovida pela World Federation of Science Journalists e aplicada a mais de 500 jornalistas de 82 países, traça um panorama global da prática jornalística voltada à ciência. O estudo mostra que 53% dos respondentes se identificam como mulheres e que 52% possuem formação em jornalismo, mas há uma diversidade crescente de perfis – com destaque para os profissionais que vêm de áreas científicas e ingressam na comunicação por vocação ou necessidade de tradução do conhecimento.Durante a entrevista, Luisa destaca que a ideia do relatório surgiu da demanda por diretrizes mais claras e globais para o jornalismo científico. A consulta, traduzida para seis idiomas e amplamente distribuída, revelou um campo em expansão, ainda que repleto de desafios: remuneração baixa, precarização profissional e a dificuldade de equilibrar precisão científica com acessibilidade ao público.Um dado que chama atenção é o envelhecimento qualificado da categoria: 38% dos entrevistados atuam na área há mais de 16 anos e 55% têm o jornalismo científico como principal ocupação. “Temos diferentes gerações ainda atuando, e isso é positivo. Significa que há renovação e permanência”, comenta Massarani.No recorte latino-americano, os jornalistas mostram-se divididos sobre a possibilidade de neutralidade na cobertura científica — 48% afirmam que o jornalista não pode ser neutro. Para Massarani, a neutralidade é ilusória: “Escolher a pauta, a fonte e o enfoque já é tomar uma posição. O importante é ter responsabilidade e transparência”.Outro ponto central discutido é o lugar do cientista como fonte. Seis em cada dez jornalistas concordam que a fala de um cientista deve ser tratada de forma diferente da de um leigo. Ainda assim, Massarani alerta para o risco de transformar o discurso científico em verdade incontestável. “Precisamos ouvir mais a sociedade e entender como a ciência impacta a vida cotidiana”. As plataformas digitais dominam a atuação dos jornalistas científicos: 70% publicam em portais e sites, enquanto apenas uma minoria veicula seus conteúdos em museus, televisão ou eventos. Para Luisa, essa realidade exige profissionais versáteis e abertos à inovação: “Além de escrever bem, o jornalista precisa dominar formatos multimídia e atuar em diferentes frentes”. O relatório também revela tensões éticas, como o debate sobre a aceitação de viagens ou presentes para cobertura de eventos científicos. A posição dos jornalistas varia conforme a região do mundo, mas Luisa reforça: “A independência editorial deve ser sempre prioridade, independentemente de quem financia o deslocamento”.Por fim, Massarani ressalta a importância das associações e redes de apoio, como a RedeComCiência no Brasil, para fortalecer a categoria e fomentar o intercâmbio entre profissionais. Ela também convida jornalistas e pesquisadores a conhecerem e contribuírem com o Journal of Science Communication – América Latina, periódico que busca conectar ciência, prática jornalística e sociedade.Ouça e aproveite para compartilhar a suaopinião e sugerir temas para os próximos episódios do SENSU CAST. FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken
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#35 - Impacto dos Estados Unidos na Saúde Global
Com o tema Impacto dos Estados Unidos Saúde Global, este é o episódio 35 do SENSU CAST, um podcast para falarmos sobre jornalismo e comunicação corporativa de saúde, ciência e educação. A apresentação é de Moura Leite Netto, jornalista, doutor em Ciências e diretor da SENSU Consultoria de Comunicação.Neste episódio, o convidado é o médico e comentaristade Saúde da Rádio CBN, Luís Fernando Correia, que é também comentarista de saúde na TV Connect USA, transmitida em português para brasileiros que moram nos Estados Unidos. Ao tomar posse como o quadragésimo sétimo presidente da história dos Estados Unidos, Donald Trump reforçou a promessa de campanha de retirar do país da Organização Mundial da Saúde (OMS), a agência global de saúde das Nações Unidas, que é responsável por proteger e promover a saúde em todo o mundo desde 1948.A expectativa é de haver um grande impacto, pois os Estados Unidos são um dos maiores financiadores da OMS. O país é o maior produtor de pesquisas médicas, o que gera impactomundial. Recentemente, os Institutos Nacionais de Saúde (NIH), principais financiadores desses estudos, anunciaram um corte bilionário.Ouça e aproveite para compartilhar a sua opinião e sugerir temas para os próximos episódios do SENSU CAST.FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken
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#34 - Comunicação e a meta da OMS de eliminar o câncer de colo do útero
Com o tema Comunicação e a meta da OMS de eliminar o câncer de colo do útero, este é o episódio 34 do SENSU CAST, um podcast para falarmos sobre jornalismo e comunicação corporativa de saúde, ciência e educação.Neste episódio, nosso convidado é o cirurgião oncológico Reitan Ribeiro, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO). O câncer de colo do útero é o terceiro tipo de câncer mais comum entre as mulheres e é o mais incidente entre todas as neoplasias ginecológicas. Para o ano de 2025, a previsão do Instituto Nacional de Câncer (INCA) é que mais de 17 mil brasileiras recebam o diagnóstico de câncer de colo do útero. A boa notícia é que houve importantes avanços para o controle da doença, especialmente no ano passado. Houve a retomada da imunização por meio da vacina contra o HPV nas escolas de todo o país, como parte do Calendário Nacional de Vacinação.Tivemos a incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS) da videolaparoscopia – modalidade de cirurgia minimamente invasiva – para pacientes com câncer de colo do útero. E houve também a incorporação no SUS do exame molecular HPV-DNA, que possibilita identificar a presença de HPV de alto risco antes que a infecção venha a causar uma lesão pré-câncer.São três importantes passos para o Brasil seguir com sua caminhada de cumprir a meta da OMS, que prevê a eliminação do câncer de colo do útero. Sobre isso, falaremos aqui com o nosso convidado. Ouça e aproveite para compartilhar a sua opinião e sugerir temas para os próximos episódios do SENSU CAST.FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken
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#33 - Os bastidores do Ciência Suja
Com o tema Os bastidores do Ciência Suja, este é o episódio 33 do SENSU CAST, um podcast para falarmos sobre jornalismo e comunicação corporativa de saúde, ciência e educação. Neste episódio, nosso convidado é o jornalista Theo Ruprecht, apresentador do podcast Ciência Suja. Trata-se de um dos podcasts de ciência mais ouvidos do Brasil, atualmente ocupando a sexta posição na lista nacional do Spotify e já tendo figurado em primeiro lugar nesse ranking. O Ciência Suja, conforme sua descrição, traz histórias de fraudes científicas que geraram grandes prejuízos para a sociedade e mostra como a própria ciência resolveu essas situações. O projeto é fruto da parceria entre a produtora audiovisual NAV Reportagens, dos jornalistas Felipe Barbosa e Pedro Belo, e os jornalistas especializados na área de saúde e divulgação científica Theo Ruprecht e Thaís Manarini, que fez parte da equipe até a terceira temporada. Hoje também fazem parte do time a produtora Chloé Pinheiro e a apresentadora Meghie Rodrigues. O podcast Ciência Suja conta com o apoio do Instituto Serrapilheira. Ouça e aproveite para compartilhar a sua opinião e sugerir temas para os próximos episódios do SENSU CAST. FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken
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#32 - Educação Climática nas Escolas
Com o tema Educação Climática nas Escolas, este é o episódio trinta e dois do SENSU CAST, um podcast para falarmos sobre jornalismo e comunicação corporativa de saúde, ciência e educação. Neste episódio, nossa convidada é a Milena Araújo, CEO da editora Inteligência Educacional. Entre as obras da editora está o livro Oceano, que compõe a coleção “Educação Climática com a Turma do Pererê”, que mostra como o Atlântico, Pacífico, Ártico, Índico, Antártico desempenham um papel importante na Terra e são lar de uma imensa diversidade de vida e ecossistemas. As ilustrações foram feitas pelo Instituto Ziraldo — do consagrado cartunista homônimo. Destinado a crianças dos anos iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano), o livro promove a educação climática por meio de ações que envolvem toda a comunidade escolar. A proposta é termos uma nova geração mais consciente sobre como cuidar do meio-ambiente. Ouça e aproveite para compartilhar a sua opinião e sugerir temas para os próximos episódios do SENSU CAST. FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken
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#31 - Saúde mental nas escolas
Com o tema Saúde mental nas Escolas este é o episódio 31 do SENSU CAST, um podcast para falarmos sobre jornalismo e comunicação corporativa de saúde, ciência e educação. Neste episódio, nossa convidada é a Cristina Godoi, médica psiquiatra, diretora-executiva do Grupo Godoi, à frente dos colégios Albert Sabin, Vital Brazil e AB Sabin. É médica formada pela Santa Casa de São Paulo com residência em Psiquiatria e Psiquiatria clínica pela mesma instituição. Tem especialização em Adolescência e Contemporaneidade pela Sedes Sapientiae. Os números mostram que é alarmante o cenário da saúde mental entre os jovens no mundo todo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que o suicídio se tornou a quarta principal causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos. Outro dado, publicado em agosto pelo Ministério da Saúde, mostra que a quantidade de internações relacionadas a estresse e ansiedade em adolescentes e jovens de 13 a 29 anos aumentou 136% entre 2013 e 2023. Saúde mental não pode ser um tema falado apenas no setembro amarelo. É um assunto que precisa ser recorrente e abordado com seriedade, qualidade e sem estigmas, começando dentro das escolas. Ouça e aproveite para compartilhar a sua opinião e sugerir temas para os próximos episódios do SENSU CAST. FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken
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#30 - Comunicação no New Rádio
Com o tema Comunicação no “New Rádio”, este é o episódio 30 do SENSU CAST. Neste episódio, nosso convidado é o jornalista e historiador Heródoto Barbeiro, âncora da Nova Brasil FM. Em sua trajetória, Heródoto trabalhou em várias emissoras de rádio e TV, jornais e revistas. Heródoto é um dos principais nomes do jornalismo brasileiro. Ao lado do radialista Fernando Vítolo e do publicitário Nilo Frateschi Jr, Heródoto Barbeiro está lançando o livro Manual do New Rádio – Guia Prático Para Criar Programas de Sucesso em Todas as Plataformas, pela editora Actual. Com a premissa de que O Futuro É Agora, o Manual do New Rádio explora como as novas mídias estão redefinindo a forma de alcançar a audiência. Heródoto Barbeiro e os demais autores do Manual se propõem a ensinar como criar conteúdo envolvente, entender os desejos da audiência e explorar as novas tecnologias de modo criativo, para que o produtor de conteúdo possa se destacar em qualquer meio de comunicação. O Manual traz mais de 100 depoimentos em vídeo de especialistas (que podem ser acessados pelo QR Code impresso no livro). São mais de 10 horas de conteúdo, que complementam a escrita didática do manual. O rádio nunca morreu. E sobre o novo rádio que vive hoje, vamos falar a partir de agora com o nosso convidado. Ouça e aproveite para compartilhar a sua opinião e sugerir temas para os próximos episódios do SENSU CAST. FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken Nós da SENSU Consultoria de Comunicação, tendo como parceiro o Estúdio Banca Podcast, produzimos podcasts e videocasts de diferentes temas das áreas de saúde, ciência e educação. Se interessou em produzir o seu podcast conosco? Envie uma mensagem para [email protected]. E não se esqueça de ouvir os episódios anteriores e seguir nossos perfis. O SENSU CAST está nas principais plataformas de podcast, todos os meses com um episódio novo.
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#29 - Saúde além dos dentes
Este é o episódio 29 do SENSU CAST, com o tema Saúde bucal além dos dentes. Neste episódio, nosso convidado é o dentista Sérgio Kignel, doutor em Diagnóstico Bucal, professor titular da disciplina de Semiologia do Centro Universitário Hermínio Ometto (UNIARARAS) e diretor da Clínica Sérgio Kignel. Quando falamos em saúde bucal nos referimos ao estado da boca, dos dentes e das estruturas orofaciais que permitem ao indivíduo desempenhar funções essenciais como comer, respirar e falar. As doenças orais estão entre as doenças não transmissíveis mais comuns em todo o mundo, afetando cerca de 3,5 bilhões de pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). E a saúde bucal, no entanto, vai muito além dos dentes e de tudo mais que está dentro da boca. Diante disso, fica a pergunta: o que é importante comunicar para a sociedade sobre saúde bucal? Sobre isso, vamos falar agora com nosso convidado. Você pode conferir, no texto descritivo do episódio, todas as referências dos estudos aqui mencionados. Aproveite para compartilhar a sua opinião e sugerir temas para os próximos episódios do SENSU CAST. FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken Nós da SENSU Consultoria de Comunicação, tendo como parceiro o Estúdio Banca Podcast, produzimos podcasts e videocasts de diferentes temas das áreas de saúde, ciência e educação. Se interessou em produzir o seu podcast conosco? Envie uma mensagem para [email protected]. E não se esqueça de ouvir os episódios anteriores e seguir nossos perfis. O SENSU CAST está nas principais plataformas de podcast, todos os meses com um episódio novo.
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#28 - Comunicação, nutrição e fertilidade
Este é o episódio 28 do SENSU CAST, com o tema Comunicação, nutrição e fertilidade. Neste episódio, nossa convidada é a nutricionista Inari Ciccone, mestre pela Faculdade de Medicina da USP, com dissertação que abordou uma linha de pesquisa em nutrição e saúde sexual e reprodutiva. As evidências científicas apontam que há um risco 78% maior de infertilidade em mulheres saudáveis que consomem grande quantidade de carboidratos em sua dieta e que o risco é 47% maior de infertilidade ovulatória entre as mulheres que consomem refrigerantes com cafeína. Como fator protetor, um trabalho mostra que há o risco 50% menor de infertilidade ovulatória entre as mulheres que consomem mais proteína vegetal. Outro estudo, aponta que o consumo de refrigerante impacta na função testicular de homens jovens. Já um amplo estudo de revisão destaca que fatores do estilo de vida, como a má alimentação, contribuem para a redução média de 1,6% da contagem espermática ao ano. Mostra também que a infertilidade masculina tem diferentes causas, sobre as quais falaremos com nossa convidada. Você pode conferir, no texto descritivo do episódio, todas as referências dos estudos aqui mencionados. Aproveite para compartilhar a sua opinião e sugerir temas para os próximos episódios do SENSU CAST. Referências bibliográficas do episódio Budani MC, Tiboni GM. Nutrition, female fertility and in vitro fertilization outcomes. Reprod Toxicol. 2023 Jun;118:108370. Nassan FL, Priskorn L, Salas-Huetos A, Halldorsson TI, Jensen TK, Jørgensen N, Chavarro JE. Association between intake of soft drinks and testicular function in young men. Hum Reprod. 2021 Nov 18;36(12):3036-3048. Levine H, Jørgensen N, Martino-Andrade A, Mendiola J, Weksler-Derri D, Jolles M, Pinotti R, Swan SH. Temporal trends in sperm count: a systematic review and meta-regression analysis of samples collected globally in the 20th and 21st centuries. Hum Reprod Update. 2023 Mar 1;29(2):157-176. FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken Nós da SENSU Consultoria de Comunicação, tendo como parceiro o Estúdio Banca Podcast, produzimos podcasts e videocasts de diferentes temas das áreas de saúde, ciência e educação. Se interessou em produzir o seu podcast conosco? Envie uma mensagem para [email protected]. E não se esqueça de ouvir os episódios anteriores e seguir nossos perfis. O SENSU CAST está nas principais plataformas de podcast, todos os meses com um episódio novo.
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#27 - Comunicação e saúde mental da mulher
Este é o episódio #27 do SENSU CAST, um podcast para falarmos sobre jornalismo e comunicação corporativa de saúde, ciência e educação. O tema deste episódio é Comunicação e saúde mental da mulher, que recebe como convidada Ana Tomazelli, psicanalista, jornalista e CEO do Instituto de Pesquisas & Estudos do Feminino e das Existências Múltiplas (Ipefrem). Em 2018, quando se viu com exaustão extrema, estresse e esgotamento físico, Ana Tomazelli fundou, no ano seguinte, uma ONG com foco em educação sobre saúde mental para mulheres. Em pauta, como evitar que outras mulheres tenham burnout ou como contribuir para que se recuperem desse quadro. Como as mulheres que atuam com Comunicação, quase sempre diante de múltiplas tarefas, podem cuidar da saúde mental, enquanto realizam seus objetivos no trabalho, em casa e nas demais esferas sociais? Como as empresas podem, de fato, gerar um ambiente sadio? Essas são algumas das abordagens do bate-papo, que começa agora, com nossa convidada. FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken Nós da SENSU Consultoria de Comunicação, tendo como parceiro o Estúdio Banca Podcast, produzimos podcasts e videocasts de diferentes temas das áreas de saúde, ciência e educação. Se interessou em produzir o seu podcast conosco? Envie uma mensagem para [email protected]. E não se esqueça de ouvir os episódios anteriores e seguir nossos perfis. O SENSU CAST está nas principais plataformas de podcast, todos os meses com um episódio novo.
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#26 - Comunicação sobre obesidade
Este é o episódio 26 do SENSU CAST, um podcast para falarmos sobre jornalismo e comunicação corporativa de saúde, ciência e educação. O tema deste episódio é Comunicação sobre obesidade e o nosso convidado é o endocrinologista Bruno Geloneze, do Departamento Científico da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso). A obesidade e o sobrepeso são definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o acúmulo anormal ou excessivo de gordura que apresenta risco à saúde. Um índice de massa corporal (IMC) acima de 25 é considerado sobrepeso e acima de 30 é obeso. Levantamento de março de 2024, feito pela OMS, aponta que: - Uma em cada oito pessoas no mundo são obesas. - A obesidade adulta em todo o mundo mais que duplicou desde 1990, e – no mesmo período – a obesidade adolescente aumentou em quatro vezes. Os números evidenciam a obesidade como sendo um problema de saúde pública em todo o mundo. Frente a esses dados, é papel do jornalista e demais comunicadores saber informar, sem reforçar estigmas e preconceitos. Ao mesmo tempo, que alerte para os riscos para a saúde individual e coletiva. Para tanto, é importante não ressaltar discussões sobre costumes, mas sim gerar conteúdo de qualidade, baseado em evidência científica. Como realizar uma cobertura de qualidade sobre obesidade? Onde obter e transmitir dados de qualidade? Quais erros não podem ser cometidos? São algumas das abordagens deste bate-papo, que aborda também o Congresso Internacional de Obesidade (ICO 2024). em São Paulo. FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken Nós da SENSU Consultoria de Comunicação, tendo como parceiro o Estúdio Banca Podcast, produzimos podcasts e videocasts de diferentes temas das áreas de saúde, ciência e educação. Se interessou em produzir o seu podcast conosco? Envie uma mensagem para [email protected]. E não se esqueça de ouvir os episódios anteriores e seguir nossos perfis. O SENSU CAST está nas principais plataformas de podcast, todos os meses com um episódio novo. #obesidade #sobrepeso #comunicacao #comunicacaodesaude #jornalismo #divulgacaocientifica #ICO2024 #abeso
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#25 - Comunicação que promove diagnóstico
Este é o episódio 25 do SENSU CAST, um podcast para falarmos sobre jornalismo e comunicação corporativa de saúde, ciência e educação. O tema é Comunicação que promove diagnóstico, trazendo como convidada a Sandra Sampaio, diretora de Estratégia e Marketing na Roche Diagnóstica. Uma vida mais distante de doenças começa com a prevenção primária (que é a adoção de estilo de vida saudável). E algo tão importante quanto a prevenção primária, é a prevenção secundária, que tem como foco a diagnosticar doenças em fase inicial. Uma resolução da Organização Mundial da Saúde (OMS) ressalta que a capacidade de diagnóstico melhora os resultados de saúde e fortalece os sistemas de saúde, tornando-os mais resilientes às crises e mais bem preparados para responder às emergências sanitárias. Ao reforçar os serviços de diagnóstico, os sistemas de saúde podem monitorizar eficazmente as doenças, responder aos surtos e implementar intervenções de saúde pública específicas. E vale ressaltar que diagnóstico, vai além da descoberta de doenças. Na Era da medicina de precisão, por exemplo, o diagnóstico molecular é essencial para direcionar a terapia certa para determinado grupo de pacientes. Dentre as medidas para a ampliação do acesso ao diagnóstico, está a implementação de um eficaz plano estratégico de comunicação. E, felizmente, são muitos os cases positivos. Sobre isso, falaremos com nossa convidada. FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken Nós da SENSU Consultoria de Comunicação, tendo como parceiro o Estúdio Banca Podcast, produzimos podcasts e videocasts de diferentes temas das áreas de saúde, ciência e educação. Se interessou em produzir o seu podcast conosco? Envie uma mensagem para [email protected]. E não se esqueça de ouvir os episódios anteriores e seguir nossos perfis. O SENSU CAST está nas principais plataformas de podcast, todos os meses com um episódio novo.
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#24 - Diferentes formatos do jornalismo de saúde
Este é o episódio 24 do SENSU CAST, um podcast para falarmos sobre jornalismo e comunicação corporativa de saúde, ciência e educação. Neste episódio, nossa convidada é a Carol Marcelino, jornalista de saúde, repórter do CNN Sinais Vitais, chefe de comunicação do Cremesp e criadora do Check-Up da Notícia. A apresentação é do jornalista e diretor/fundador da SENSU, Moura Leite Netto. Uma pesquisa do Datafolha feita em todo o Brasil em 2023 concluiu que o Google é o meio mais citado para buscar informações sobre saúde no país. Também no ano passado, a pesquisa “Saúde do Brasileiro – 2023”, conduzida com mais de 1100 pessoas em todo o país pela Hibou – empresa de pesquisa e insights de mercado e consumo, mostra que a internet é o pronto-socorro de quase metade da população (45%). Segundo o levantamento, a internet, redes sociais e sites de buscas são alternativas para obter mais conhecimento sobre a vida saudável e 46% dos brasileiros possuem, no mínimo, um aplicativo de saúde instalado no celular. O público se informa mais na internet e o jornalismo seguiu a transformação digital da comunicação. Cada vez menos no papel e cada vez mais nas telas, o jornalismo de saúde traz conteúdo em diferentes formatos. Sobre eles, vamos falar com esta jornalista multimídia de saúde, Carol Marcelino. FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken Nós da SENSU Consultoria de Comunicação, tendo como parceiro o Estúdio Banca Podcast, produzimos podcasts e videocasts de diferentes temas das áreas de saúde, ciência e educação. Se interessou em produzir o seu podcast conosco? Envie uma mensagem para [email protected]. E não se esqueça de ouvir os episódios anteriores e seguir nossos perfis. O SENSU CAST está nas principais plataformas de podcast, todos os meses com um episódio novo.
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#23 - Comunicação sobre autismo
Este é o episódio vinte e três do SENSU CAST, um podcast para falarmos sobre jornalismo e comunicação corporativa de saúde, ciência e educação. O tema deste episódio é Comunicação sobre autismo Os nossos convidados são Mirian Revers, médica psiquiatra e docente da Escola Internacional de Desenvolvimento (EID) e Vinícius Ribeiro, relações públicas, diretor de projetos do Jornalistas&Cia e do Portal dos Jornalistas e idealizador do Neurodivergente, videocast sobre o Transtorno do Espectro Autista. O autismo – também conhecido como transtorno do espectro autista (TEA) – constitui um grupo diversificado de condições relacionadas ao desenvolvimento do cérebro. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de uma em cada cem crianças têm autismo. As características podem ser detectadas na primeira infância, mas o autismo muitas vezes só é diagnosticado muito mais tarde. As habilidades e necessidades das pessoas autistas variam e podem evoluir com o tempo. Embora algumas pessoas com autismo possam viver de forma independente, outras têm deficiências graves e necessitam de cuidados e apoio ao longo da vida. Intervenções psicossociais, baseadas em evidências, podem melhorar a comunicação e as habilidades sociais, com um impacto positivo no bem-estar e na qualidade de vida das pessoas autistas e dos seus cuidadores. Os cuidados às pessoas com autismo precisam ser acompanhados de ações que promovam, de fato, acessibilidade, inclusão e apoio. Isso inclui uma melhor comunicação sobre o tema. Referências do episódio Organização Mundial da Saúde - https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/autism-spectrum-disorders?gad_source=1&gclid=Cj0KCQjwqpSwBhClARIsADlZ_TkOff4VUWfMv59taL4d7e1iFq1cPzAMNy-rA08oDmi3svHqdR-U1dQaArN7EALw_wcB Oliveira JS, Franco FO, Revers MC, Silva AF, Portolese J, Brentani H, Machado-Lima A, Nunes FLS. Computer-aided autism diagnosis based on visual attention models using eye tracking. Sci Rep. 2021 May 12;11(1):10131. Disponível em https://www.nature.com/articles/s41598-021-89023-8 FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken
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#22 - Como produzir seu podcast de saúde
Este é o episódio 22 do SENSU CAST, um podcast para falarmos sobre jornalismo e comunicação corporativa de saúde, ciência e educação. Neste episódio a nossa convidada é a Luciana Oncken, diretora de Conteúdo do Estúdio Banca Podcast e da agência Banca de Conteúdo e autora do Viver com Diabetes. Graduada pela Faculdade Cásper Líbero, é jornalista de saúde. A apresentação é do jornalista Moura Leite Netto, doutor em Ciências e diretor da SENSU Consultoria de Comunicação. Moura e Luciana conversam neste episódio sobre como é possível que você, sendo jornalista, comunicador, médico, cientista ou profissional de qualquer área da área, faça nascer o seu próprio podcast. Duas em cada dez pessoas de 16 a 64 anos no mundo ouvem podcasts ao menos uma vez por semana. O Brasil é o país no mundo que mais ouve podcasts. É quase o dobro da média mundial. 39,7% dos brasileiros de 16 a 64 ouvem ao menos um episódio de podcast por semana. Em média, os brasileiros ouvem 1 hora e 10 minutos de podcasts por dia, atrás apenas da Tailândia e Egito. Como podemos produzir e disseminar conteúdo sobre saúde com qualidade e responsabilidade usando os variados formatos de podcast. É o que pretendemos abordar aqui. FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken
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#21 - Comunicação e saúde reprodutiva
Este é o episódio 21 do SENSU CAST, um podcast para falarmos sobre jornalismo e comunicação corporativa de saúde, ciência e educação. Neste episódio, nossas convidadas são Taccyanna Mikulski Ali, geneticista, gerente cientifica da Igenomix Brasil, mestre em Genômica e Aconselhamento Genético e atuante em reprodução humana e medicina fetal e Karina Steiger, idealizadora do Nós Tentantes – Projeto de Vida e que realizou o sonho de ser mãe por meio do processo de Ovodoação. Você sabia que uma em cada seis pessoas em idade reprodutiva em todo o mundo sofre de infertilidade durante a vida. O dado é da Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade aponta também que mais de 5 milhões de crianças nasceram em todo o mundo de intervenções de reprodução assistida, como fertilização in vitro (FIV), mas ressalva que é importante ampliar a acessibilidade da população, particularmente em países de baixa e média renda. De acordo com a Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida, o Brasil lidera o ranking de fertilização in vitro (FIV), inseminação artificial e transferência de embriões e concentra 40% de todos os centros de reprodução assistida da América Latina. Com as novas tecnologias, é possível, por exemplo, aumentar as taxas de fertilidade masculina e feminina e, por meio de teste genético associado à técnica de fertilização in vitro, gerar bebês saudáveis. Entre os inúmeros temas da área, alguns tabus e dúvidas, sobre doação de esperma, congelamento ou doação de óvulos e como saber a diferença entre barriga de aluguel e barriga solidária e outros temas como maternidade independente e planejamento familiar de casais homoafetivos. A apresentação é do jornalista Moura Leite Netto, doutor em Ciências e diretor da SENSU Consultoria de Comunicação. Referências do episódio World Health Organization - Organização Mundial da Saúde - https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/infertility - Disponível em 29Jan2024. Red Latinoamericana de Reproducicíon Asistida - https://redlara.com/blog_detalhes.asp?USIM5=664 - Disponível em 29Jan2024. Quenby S, Gallos ID, Dhillon-Smith RK, Podesek M, Stephenson MD, Fisher J, Brosens JJ, Brewin J, Ramhorst R, Lucas ES, McCoy RC, Anderson R, Daher S, Regan L, Al-Memar M, Bourne T, MacIntyre DA, Rai R, Christiansen OB, Sugiura-Ogasawara M, Odendaal J, Devall AJ, Bennett PR, Petrou S, Coomarasamy A. Miscarriage matters: the epidemiological, physical, psychological, and economic costs of early pregnancy loss. Lancet. 2021 May 1;397(10285):1658-1667. CNN Brasil - https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/papa-francisco-pede-proibicao-universal-da-barriga-de-aluguel/ - Disponível em 29Jan2024. Igenomix - https://www.igenomix.com.br/genetic-solutions/ - Disponível em 29Jan2024. Nós Tentantes – Projeto de Vida - https://nostentantesprojetodevida.com.br/ - Disponível em 29Jan2024. FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken
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#20 - Comunicação do império da dor
Este é o episódio vinte do SENSU CAST, um podcast para falarmos sobre jornalismo e comunicação corporativa de saúde, ciência e educação. O tema deste episódio é Comunicação do Império do Medo. A nossa convidada é Fabiana Gomes de Campos, médica paliativista do Departamento de Cuidados Paliativos do A.C.Camargo Cancer Center A estimativa do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, é que mais de 500 mil pessoas morreram, nas duas últimas décadas, de overdose de algum tipo de opioide. Dentre eles está o Oxycontin. O Oxycontin, também chamado oxicodona, é um medicamento opióide analgésico, mais potente que a morfina. Fabricado pela Purdue Pharma, da bilionária família Sackler, o medicamento está no centro das discussões sobre o uso descontrolado de opióides. A farmacêutica Purdue é acusada por milhares de pessoas, incluindo médicos, de ser uma das principais responsáveis pela onda de dependência de opióides que atingiu os Estados Unidos nas últimas décadas. A empresa é acusada de fazer um marketing enganoso da medicação Oxycontin, afirmando que ele seria seguro, quando, na verdade, tinha conhecimento sobre sua alta capacidade de causar dependência nos pacientes. O marketing da Purdue Pharma se apoiou em uma informação trazida na revista científica The New England Journal of Medicine. A informação propagada era que o risco de dependência era de apenas 1%. No entanto, não era um artigo baseado em um estudo clínico, mas sim em uma carta enviada ao editor da revista. Nesta publicação, ocorrida em 1980, a afirmação foi que de 11.882 pacientes que faziam uso de opióides (incluindo a oxicodona), apenas quatro desenvolveram quadro documentado de dependência. Com o marketing agressivo, a Purdue Pharma usufruiu da dor de milhares de pessoas e investiu nos médicos em sua estratégia de vendas. Sendo prescrito de forma indiscriminada, o uso de opióides tornou-se uma epidemia. Em todo o mundo, em 2019, cerca de 600 mil mortes foram atribuíveis ao consumo de drogas. Perto de 80% destas mortes estão relacionadas com opiáceos, sendo cerca de 25% dessas mortes causadas diretamente por overdose. No campo da cultura, esta história é contada no livro “O Império da Dor: A ascensão e queda de uma das mais poderosas famílias americanas e seu criminoso império farmacêutico”. O livro é um best-seller do The New York Times. Escrito pelo premiado repórter Patrick Radden Keefe, da revista The New Yorker, o livro conta como o medicamento gerou uma receita de cerca de 35 bilhões de dólares, mas desencadeou uma crise de saúde pública na qual centenas de milhares de pessoas morreram. Esta obra inspirou a série da Netflix, que também recebeu no Brasil o título de Império da Dor, disponível em seis episódios. Neste episódio do SENSU CAST, falamos sobre como o Império da Dor se instaurou nos Estados Unidos e se espalhou para o mundo; quais são os riscos e benefícios do uso de analgésicos no controle da dor; em que medida a crise dos opioides afeta a imagem da indústria farmacêutica; qual é a prescrição – baseada em evidência – para opióides e quais mensagens o Império da Dor deixa para a comunidade médica e científica, pacientes, familiares, gestores de saúde e comunicadores. A apresentação é do jornalista Moura Leite Netto, doutor em Ciências e diretor da SENSU Consultoria de Comunicação. Referências - Império da dor : a ascensão e queda de uma das mais poderosas famílias americanas e seu criminoso império farmacêutico / Patrick Radden Keefe ; tradução Bruno Casotti, Natalie Gerhardt. - 1. ed. - Rio de Janeiro : Intrínseca, 2023. - Império da Dor - série na Netflix - https://www.netflix.com/br/title/81095069 - Organização Mundial da Saúde - https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/opioid-overdose - Disponível em 29dez2023. FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken
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#19 - ChatGPT na Comunicação e na Medicina
Este é o episódio dezenove do SENSU CAST, um podcast para falarmos sobre jornalismo e comunicação corporativa de saúde, ciência e educação. O tema deste episódio é ChatGPT na Comunicação e na Medicina Os nossos convidados são Márcio Carneiro dos Santos, jornalista, coordenador do Laboratório de Convergência de Mídias da Universidade Federal do Maranhão, onde é também coordenador do Programa de Mestrado em Comunicação e coordenador do Núcleo de Inteligência de Dados, além de líder do GP Tecnologia e Narrativas Digitais do CNPq e Eduardo Farina, médico residente de Radiologia da UNIFESP. Cofundador da Dados e Saúde. Pesquisador de Inteligência Artificial Médica na DASA e membro da Sociedade Paulista de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (SPR) Nós, da SENSU, entramos no ChatGPT e perguntamos para a ferramenta. O que é o ChatGPT? Foi então que o ChatGPT respondeu. A resposta foi: "O ChatGPT é um modelo de linguagem desenvolvido pela OpenAI, baseado na arquitetura GPT-3.5. Ele é projetado para gerar texto humano-like em resposta a uma variedade de entradas de texto. O nome "GPT" significa "Generative Pre-trained Transformer", o que se refere à sua capacidade de gerar texto de maneira natural e coerente após ter sido pré-treinado em grandes quantidades de texto da internet. O ChatGPT pode ser usado em uma variedade de aplicações, incluindo chatbots, assistentes virtuais, geração de texto, tradução automática, respostas a perguntas e muito mais. Ele é capaz de entender e gerar texto em diversos idiomas e pode ser afinado para tarefas específicas. O modelo é alimentado com uma entrada de texto e gera uma resposta com base no contexto e na informação presente na entrada. Ele pode ser usado em uma variedade de cenários para automatizar tarefas que envolvem processamento de linguagem natural e geração de texto coerente". A apresentação é do jornalista Moura Leite Netto, doutor em Ciências e diretor da SENSU Consultoria de Comunicação. FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken
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#18 – Ensino Superior e Popularização da Ciência
O episódio 18 do SENSU CAST, podcast de comunicação de saúde, ciência e educação apresentado por Moura Leite Netto, jornalista e diretor da SENSU Consultoria de Comunicação, recebe Paulo Henrique Braz da Silva, coordenador da disciplina “Divulgação dos Achados Científicos em Saúde: Popularização da Ciência como Estratégia de Disseminação de Conhecimentos Acadêmicos para o Público não Especializado” ministrada no Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP) e na pós da Odontologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Professor Doutor de Patologia Geral, Paulo Braz é graduado e mestre em Odontologia, doutor em Odontologia e em Biologia Celular e Molecular e pesquisador de pós-doutorado pelo Laboratório de Virologia do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (IMTSP), da Universidade de São Paulo. A disciplina de Popularização da Ciência é realizada em parceria com a Rede Brasileira de Jornalistas e Comunicadores de Ciência (RedeComCiência), a maior comunidade de profissionais de jornalismo de ciência e divulgação científica no Brasil, composta por jornalistas, assessores de imprensa, cientistas, pesquisadores e divulgadores científicos de todas as áreas do conhecimento. Mirtes Bogéa, Roxana Tabakman e Amanda Milléo e o Moura são os professores convidados da disciplina de Popularização da Ciência, que é coordenada pelo Paulo Braz e por Juliana Schussel, Professora Doutora de Estomatologia e coordenadora do Programa de Pós graduação em Odontologia da UFPR. Saiba mais neste episódio sobre Ensino Superior e Popularização da Ciência. Ao ouvir, compartilhe conosco a sua opinião! Referências do episódio Disciplina ODE5840 - Divulgação dos Achados Científicos em Saúde: Popularização da Ciência como Estratégia de Disseminação de Conhecimentos Acadêmicos para o Público não Especializado - https://uspdigital.usp.br/janus/componente/disciplinasOferecidasInicial.jsf?action=3&sgldis=ODE5840 Pós-graduação da Faculdade de Odontologia da USP - https://site.fo.usp.br/pos-graduacao/ciencias-odontologicas/disciplinas/ Pós-graduação de Odontologia da UFPR - http://www.pgodonto.ufpr.br/ Rede Brasileira de Jornalistas e Comunicadores de Ciência (RedeComCiência) – www.redecomciencia.org FICHA TÉCNICA Produção: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de Conteúdo Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto Edição: J.Benê Direção: Luciana Oncken
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#17 - Saúde mental nas escolas
O episódio 17 do SENSU CAST recebe Maria Clara Cabral, jornalista, editora-chefe e co-fundadora da Revista Qualé e Christiane de Sousa Vidal, professora de Educação Infantil e Fundamental I. Em alusão a campanha Setembro Amarelo, o tema neste episódio é Saúde Mental Nas Escolas. A revista Qualé se identifica como sendo a primeira revista de jornalismo para crianças e jovens no Brasil e seu corpo editorial afirma que uma de suas missões é estimular que as crianças e jovens desenvolvam a curiosidade, o senso crítico e um olhar mais apurado sobre o mundo a seu redor. A revista Qualé trouxe em sua edição 71 a manchete Xô Tristeza. Uma matéria em alusão a campanha Setembro Amarelo, de prevenção ao suicídio. A Qualé atende redes públicas de ensino como a da Prefeitura de São Paulo, além de escolas particulares, com uma tiragem quinzenal de 270 mil exemplares. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a quarta principal causa de morte de jovens entre 15 e 29 anos. Em cada ano, mais de 700 mil pessoas morrem no mundo por suicídio. Pesquisa realizada pelo instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec) para o UNICEF com crianças e adolescentes de 11 a 19 anos mostrou que a grande maioria deles gostaria de ter apoio psicológico nas escolas e de contar com um espaço em que pudessem falar sobre seus sentimentos Ao ouvir, compartilhe conosco a sua opinião! Referências do episódio Revista Qualé - https://revistaquale.com.br/ Mental Health and Substance Use. World Health Organization. 35p. https://www.who.int/publications/i/item/9789240026643>. Acesso em 20set2023. DIVERTIDA MENTE. Peter Docter. Pixar Animation, 2015, Estados Unidos. LLENAS, Anna. O monstro das cores. 1ª edição - Belo Horizonte: Aletria, 2018, 48 p. SILVERSTEIN, Shel. A parte que falta. 1ª edição. Companhia das Letrinhas, 2018, 122 p. BRAVO, Paula. A menina que guardou o sorriso. Companhia Editora Nacional; 1ª edição, 2014, 24 p. FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken
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#16 - Comunicação sobre vacina pós-Covid-19
O episódio 16 do SENSU CAST recebe Ricardo Machado, jornalista e coordenador de comunicação da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Pós-graduado em Marketing, com curso de extensão em Comunicação Corporativa, Ricardo Machado é diretor da Ricardo Machado Assessoria de Comunicação. Neste episódio, Ricardo fala sobre os seus desafios em comunicar sobre vacinas neste momento em que vamos nos afastando daqueles momentos mais intensos da pandemia. Como conscientizar a população sobre a importância de manter a imunização em dia, tanto contra Covid-19? Como a comunicação pode contribuir para ampliar a taxa de adesão às vacinas do calendário anual? Referências - https://sbim.org.br/ - https://sbim.org.br/calendarios-de-vacinacao - https://www.gov.br/saude/pt-br/coronavirus/vacinas/pni - https://www.who.int/health-topics/vaccines-and-immunization FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken
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#15 - Jornalismo, Comunicação e Educação Médica
O episódio quinze do SENSU CAST recebe Leoleli Schwartz, editora sênior do Medscape, destino global online para médicos e profissionais de saúde em todo o mundo, oferecendo as últimas notícias médicas e perspectivas de especialistas. Foca também em educação médica continuada. A apresentação é de Moura Leite Netto, jornalista, doutor em Oncologia e diretor da SENSU Consultoria de Comunicação. Leoleli é graduada em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e mestre em Comunicação Técnica e Científica pela Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona, na Espanha. Ela atua no Medscape desde julho de 2017, para onde levou suas experiências anteriores nas redações do IG, IstoÉ e Veja. Foi também gerente de Comunicação no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP). FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken
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#14 - VivaBem/UOL em pauta
Este é o episódio catorze do SENSU CAST, um podcast para falarmos sobre jornalismo e comunicação corporativa de saúde, ciência e educação. Nossa convidada é Bárbara Paludeti, editora do VivaBem, canal de saúde e bem-estar do UOL. A apresentação é de Moura Leite Netto, jornalista, doutor em Oncologia e diretor da SENSU Consultoria de Comunicação. Bárbara é graduada em jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, pós-graduada em Comunicação e Design Digital pela ESPM, e tem MBA em Informação, Tecnologia e Inovação pela UFSCar. Além do UOL, onde está há mais de 15 anos, já escreveu para Diário do Grande ABC, Editora Escala e Portal Universia. Foi top 25 entre os jornalistas mais admirados do 1º Prêmio Einstein +Admirados da Imprensa de Saúde e Bem-Estar. FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken
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#13 - Ciência na escola
Acreditamos que o Brasil será mais capacitado em fazer comunicação científica, divulgação científica e jornalismo de ciência quando houver educação em ciência, de qualidade, nas escolas públicas e privadas. Para refletir sobre essa possibilidade, trazemos para o episódio 13 do SENSU CAST o tema Ciência na escola. Os convidados são Luís Gustavo Cordeiro Alves, professor de Biologia, Ciências e Robótica no Colégio Stocco. Luís é mestrando em tecnologias emergentes na educação, pós-graduado em metodologias ativas e tem bacharelado e licenciatura em Ciências Biológicas e Sandra Tonidandel, Diretora Pedagógica de Ensino Fundamental 2 e Ensino Médio do Colégio Dante Alighieri. Sandra é doutora em Ensino de Ciências pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Luís e Sandra atuam em dois colégios particulares com projetos pedagógicos estruturados e focados em educação científica. Com eles, vamos falar sobre ciência no currículo escolar, acesso às feiras de ciência, iniciação científica e exemplos de projetos premiados de alunos focados em robótica, redução de acidentes no trânsito e de prevenção ao bullying. Além disso, nossa proposta aqui é refletir como reduzir a diferença de acesso à ciência entre alunos de escolas privadas e públicas. Será que podemos vislumbrar um futuro com equidade de acesso? FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken
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#12 - As pautas de saúde do Bem Estar
Este é o episódio doze do SENSU CAST, um podcast para falarmos sobre jornalismo e comunicação corporativa de saúde, ciência e educação. Neste episódio, recebemos a jornalista Karina Dorigo, diretora do quadro de saúde Bem Estar, na TV Globo. Karina é responsável pelo conteúdo do Bem Estar no programa É de Casa e nos podcasts semanais no G1. Em 2019, o Bem Estar deixou de ser um programa fixo, mas seguiu com destaque na programação, com presença constante nos programas Encontro e É De Casa. Além de conteúdos no portal G1, incluindo o Podcast Bem Estar, que já conta com quase 200 episódios. Em papo com o apresentador Moura Leite Netto, Karina Dorigo fala sobre quais foram os momentos mais marcantes do Bem Estar no período de uma década, em que foi um programa fixo na grade da TV Globo / Como foi feita a transição do Bem Estar de um programa fixo para quadro do Encontro e do É De Casa / Como se dá a integração da equipe do Bem Estar com as produções do Encontro e É de Casa / As dicas aos entrevistados das matérias gravadas e ao vivo / Dicas aos assessores de imprensa sobre quais as pautas com maior chance de emplacar no programa e como este conteúdo deve ser apresentado, entre outros temas. Participa do episódio #12: - Karina Dorigo, diretora do quadro de saúde Bem Estar, na TV Globo. Referências do episódio Memória Globo. https://memoriaglobo.globo.com/jornalismo/jornalismo-e-telejornais/bem-estar/noticia/evolucao.ghtml. Disponível online em 30/04/2023. Leite Netto, JM. Influência da mídia no diagnóstico de câncer de mama por estadio clínico. São Paulo; 2019. 87p. Tese (Doutorado)-Fundação Antônio Prudente. https://accamargo.phlnet.com.br/Doutorado/2019/JMLeite/JMLeite.pdf Ouça, comente e compartilhe! Nos acompanhe nas mídias sociais: @sensucomunica e no site www.sensucomunicacao.com.br FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken
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#11 - Revolta da Vacina
A população mais vulnerável, que vivia nos cortiços do Rio de Janeiro em 1904, convivia com uma transformação da então capital federal, que se transformava em uma cidade mais moderna, porém, ainda mais desigual. Foi neste cenário que o quadrinista André Diniz retratou sua Graphic Novel Revolta da Vacina, tema do episódio onze do SENSU CAST, um podcast para falarmos sobre jornalismo e comunicação corporativa de saúde, ciência e educação. A apresentação é de Moura Leite Netto, jornalista, doutor em Ciências, diretor/fundador da SENSU, editor da Agência Bori e repórter da Problemas Brasileiros. Na obra Revolta da Vacina, André Diniz e editores trazem como cenário o Brasil em 1904, época em que houve a proliferação de doenças como varíola, febre amarela e peste bubônica. Essas doenças se alastraram pelo Rio de Janeiro, levando a uma crise sanitária histórica. E qual foi a influência dos jornais da época em informar (ou desinformar) e conscientizar (ou ampliar a insatisfação) da população diante da vacina obrigatória? Para ilustrar esta história, a Graphic Novel, Revolta da Vacina, traz como personagem central um personagem fictício chamado Zelito, que é um jovem ilustrador cearense que se junta à revolta da população desinformada e já impaciente com a reforma urbana que expulsava os mais pobres da região central do Rio de Janeiro. Revolta da Vacina, obra lançada durante a pandemia de Covid-19, traz similaridades com o momento sanitário que estamos vivendo. Nossa proposta com este episódio do SENSU CAST é abordar as semelhanças e diferenças, com olhar para o papel da Comunicação nas diferentes épocas. Participa do episódio #11: - André Diniz, roteirista e ilustrador de histórias em quadrinhos Ouça, comente e compartilhe! Nos acompanhe nas mídias sociais: @sensucomunica e no site www.sensucomunicacao.com.br REFERÊNCIAS DO EPISÓDIO DINIZ, André. Revolta da Vacina. Março de 2021. Editora Darkside. p.176DINIZ, André. T.A.T.T.O.O. – À Flor da Pele. Novembro de 2022. Editora Darkside. p.224 FICHA TÉCNICAProdução: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de ConteúdoRoteiro e apresentação: Moura Leite NettoEdição: J.BenêDireção: Luciana Oncken
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#10 Cobertura sobre alergias
Quatro em cada dez pessoas no mundo, segundo a OMS, sofrem com algum tipo de alergia. Segundo o Colégio Americano de Alergia, Asma e Imunologia, mais de 50 milhões de habitantes dos Estados Unidos sofrem anualmente com algum tipo de alergia. Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), cerca de 30% da população brasileira tem algum tipo de alergia, dos quais 20% são crianças. E como esse tema tem sido abordado na mídia brasileira? Este é o tema do episódio 10 do SENSU CAST. A apresentação é de Moura Leite Netto, jornalista, doutor em Ciências, diretor/fundador da SENSU, editor da Agência Bori e repórter da Problemas Brasileiros. O convidado do episódio 10 é o médico alergista e imunologista Marcelo Bossois, coordenador técnico do Projeto Social Brasil Sem Alergia. As alergias ocorrem quando o sistema imunológico reage a uma substância estranha – como pólen, veneno de abelha ou pelos de animais, por exemplo – ou até mesmo um alimento que, em algumas pessoas, causa reações adversas. O sistema imunológico produz substâncias conhecidas como anticorpos. Quando você tem alergias, seu sistema imunológico produz anticorpos que identificam um alérgeno específico como prejudicial, mesmo que não seja. Quando você entra em contato com o alérgeno, a reação do seu sistema imunológico pode inflamar sua pele, seios nasais, vias aéreas ou sistema digestivo. A gravidade das alergias varia de pessoa para pessoa. Pode ir de uma irritação menor a uma anafilaxia, que é uma emergência potencialmente fatal. Embora a maioria das alergias não possa ser curada, os tratamentos podem ajudar a aliviar os sintomas. Ouça, comente e compartilhe! Nos acompanhe nas mídias sociais: @sensucomunica e no site www.sensucomunicacao.com.br REFERÊNCIAS DO EPISÓDIO Mayo Clinic- https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/allergies/symptoms-causes/syc-20351497 American College of Allergy, Asthma & Immunology - https://acaai.org/allergies/allergies-101/facts-stats/ FICHA TÉCNICA Produção: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de Conteúdo Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto Edição: J.Benê Direção: Luciana Oncken
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#9 - Mídia e câncer colorretal
Apesar da alta incidência, o câncer colorretal, que inclui o cólon (sinônimo de intestino grosso) e o reto, não é uma doença tão conhecida da população quanto câncer de mama, próstata ou pulmão, por exemplo. No entanto, a sua ocorrência em personalidades trouxe o tema, com grande peso, para a agenda jornalística mundial, em especial nos últimos meses. A maior repercussão foi por conta do rei do futebol, Pelé, que recebeu o diagnóstico da doença em 2021 e morreu em 29 de dezembro de 2022. Outro caso de repercussão internacional envolveu o ator, diretor e roteirista Chadwick Boseman que, entre importantes papéis, interpretou o Pantera Negra. Morreu de câncer de intestino em setembro de 2020. Voltando ao Brasil, poucos dias após a perda de Pelé, o país também se despediu de Roberto Dinamite, o maior ídolo da história do Vasco da Gama. Assim como Pelé, Dinamite teve pouco mais de um ano de sobrevida após receber o diagnóstico de câncer colorretal. Outros casos, que ocuparam o noticiário envolveram a cantora Simony, que está em remissão e a cantora Preta Gil, que recebeu o diagnóstico recentemente. Todos estes casos são explicados pela epidemiologia da doença. São esperados para cada ano do triênio 2023-2025 um total de 45.630 novos casos anuais de câncer colorretal no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). No mundo, o câncer colorretal representa 10% de todos os tipos de câncer, com 1,9 milhão de novos casos anuais e 935 mil mortes, segundo o levantamento Globocan, da Organização Mundial da Saúde. Em pauta neste episódio, os fatores ambientais e hereditários por trás destes números, como prevenir, como rastrear com colonoscopia, até que ponto tornar público os casos ocorridos em famosos contribui para a maior conscientização sobre a doença, como é o tratamento e o que há de avanços nesta área para aumentar as chances de cura tanto para doença inicial quanto para os casos mais avançados. Para abordar esses assuntos, O SENSU TALKS #9 recebe: Héber Salvador, cirurgião oncológico e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO). www.sbco.org.br Bia Suzuki, paciente, influenciadora sobre câncer colorretal e causadora do Instituto Oncoguia. www.instagram.com/biaasuzuki/ Ouça, comente e compartilhe! Nos acompanhe nas mídias sociais: @sensucomunica e no site www.sensucomunicacao.com.br REFERÊNCIAS DO EPISÓDIO Estimativas de câncer do INCA para 2023-2025 - https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros/estimativa/estado-capital/brasil Sung H, Ferlay J, Siegel RL, Laversanne M, Soerjomataram I, Jemal A, Bray F. Global Cancer Statistics 2020: GLOBOCAN Estimates of Incidence and Mortality Worldwide for 36 Cancers in 185 Countries. CA Cancer J Clin. 2021 May;71(3):209-249. FICHA TÉCNICA Produção: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de Conteúdo Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto Edição: J.Benê Direção: Luciana Oncken
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#8 - O futuro do jornalismo de saúde
Cada vez mais digital e multimídia. O jornalismo acompanha a evolução da tecnologia e formas de acesso à informação. O maior impacto se observa nos veículos impressos, com redução de leitores e anunciantes. Por sua vez, a transformação digital destes veículos e implantação de novos setores, como o branded content, permitem que muitos se mantenham sustentáveis. O jornalismo de saúde acompanha esta transformação. Os cadernos dedicados ao tema foram substituições por editorias específicas em portais. Surgiram também os veículos focados neste segmento. Dentre alguns exemplos exitosos, o UOL/Viva Bem, Portal do Dráuzio Varela, portal da Veja Saúde e Futuro da Saúde. Somos 8 bilhões de pessoas no mundo. Mais da metade, 4,74 bilhões de pessoas, são usuárias de mídias sociais. O relatório Digital 2022, do WeAreSocial, mostra que o consumo diário de mídias sociais é de duas horas e vinte e oito minutos. Considerando o tempo total gasto com mídia digital, o tempo diário salta para seis horas e 37 minutos. O Brasil é o segundo no mundo, atrás apenas da África do Sul, em tempo diário de permanência na internet. São nove horas e 42 minutos diários, em média. Os brasileiros são, por exemplo, os maiores consumidores de conteúdo de podcast, com mais de 4 em cada 10 usuários de internet em idade ativa no país dizendo que ouvem pelo menos um podcast por semana. E como isso reflete no jornalismo em saúde? - Quais foram as principais transformações no jornalismo de saúde brasileiro e qual é o paralelo destas transformações com a cobertura realizada em outros países? - Quais são os temas de saúde ainda negligenciados e, portanto, deveriam ser melhor abordados no futuro? - Possível pensarmos em um caminho sólido para que a boa informação de saúde chegue a mais pessoas? - Como transmitir o conhecimento médico-científico de forma acessível? - Na condição de fonte, como os médicos, de diferentes áreas, poderem contribuir para a cobertura de saúde? - Como os médicos e cientistas podem utilizar as plataformas digitais de forma assertiva e ética? - Quais são os entraves para a popularização do conhecimento dos grupos de pesquisa de ciências da saúde? Sobre isso e mais, falamos como nossos convidados: Natália Cuminale, jornalista especializada em saúde e fundadora do hub de conteúdo Futuro da Saúde Luís Fernando Correia, médico e apresentador do Saúde em Foco, na Rádio CBN. Ouça, comente e compartilhe! Nos acompanhe nas mídias sociais: @sensucomunica e no site www.sensucomunicacao.com.br REFERÊNCIAS DO EPISÓDIO Digital 2022 - WeAreSocial - https://datareportal.com/reports/digital-2022-october-global-statshot Hub de conteúdo Futuro da Saúde - https://futurodasaude.com.br/ Saúde em Foco - Luís Fernando Correia - https://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/luis-fernando-correia/LUIS-FERNANDO-CORREIA-SAUDE-EM-FOCO.htm FICHA TÉCNICA Produção: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de Conteúdo Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto Edição: J.Benê Direção: Luciana Oncken
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#7 - Mídia e médicos X obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares
Este episódio especial traz os melhores momentos do SENSU TALKS de novembro (live disponível no YouTube da SENSU, sobre o mesmo tema. Nosso convidado é Carlos Eduardo Barra Couri, médico endocrinologista, pesquisador da USP Ribeirão Preto, coordenador dos Congressos ENDODEBATE e DIACORDIS, colunista da Veja Saúde e autor do livro O Futuro do Diabetes. No papo com o apresentador Moura Leite Netto, o tema central é a pesquisa de percepção “RECEITA DE MÉDICO: o que pensa quem cuida de diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares”, lançada durante o DIACORDIS 2022. Foram identificados gargalos no cuidado de endocrinologistas, cardiologistas e outros profissionais diretamente envolvidos no cuidado aos pacientes com diabetes e comorbidades associadas. A análise trazida no relatório RECEITA DE MÉDICO passa por temas como diabetes, obesidade, doença gordurosa do fígado, hipertensão, dislipidemias e doenças cardiovasculares. Na amostra, a maioria dos médicos atende principalmente pacientes das classes A e B, sendo que 401 (61,3%) atuam exclusivamente na rede privada (particular e convênio) e apenas 36 médicos (5,5%) atuam exclusivamente no SUS. Os demais (217/33,2%) conciliam o SUS com atendimento aos pacientes de convênios e particular. Este perfil da amostragem é considerado no momento de interpretação do resultado. Alguns recortes da pesquisa - Apenas 2 em cada 10 cardiologistas fazem exame simples que aponta risco de amputações em diabéticos tipo 2 - 6 entre 10 especialistas que cuidam de diabetes e doenças cardiovasculares receitam antidepressivos. - 8 em cada 10 pessoas com diabetes tipo 2 têm gordura no fígado e, mesmo assim, o médico não pede exame. - Mesmo entendendo obesidade como doença crônica, 3 entre 10 especialistas interrompem tratamento ao haver perda de peso. - Tabagismo é determinante fator de risco cardiovascular, mas a maioria dos médicos não sabe tratar - A maioria dos médicos receita remédios para transtorno alimentar sem comprovação científica. Link para a pesquisa completa: encurtador.com.br/cruAD FICHA TÉCNICA Produção: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de Conteúdo Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto Edição: J.Benê Direção: Luciana Oncken
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#6 - Mídia e câncer de mama
Trazer uma visão sobre como a mídia está cobrindo, além do Outubro Rosa, temas sobre câncer de mama, incluindo prevenção, diagnóstico precoce, tratamento, reabilitação, pesquisa, inovações e políticas de acesso em depoimentos de médicas, pesquisadoras, jornalistas e pacientes. Essa é a proposta do episódio seis do SENSU CAST, um podcast para falarmos sobre jornalismo e comunicação corporativa de saúde, ciência e educação. A apresentação é de Moura Leite Netto, jornalista, doutor em Ciências, diretor/fundador da SENSU, editor da Agência Bori e presidente da Rede Brasileira de Jornalistas e Comunicadores de Ciência (RedeComCiência). Participam deste episódio: - Fabiana Baroni Makdissi, membro da comissão de mulheres da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica e head de Mama do A.C.Camargo Cancer Center - Camila Guatelli, médica radiologista, membro da Sociedade Paulista de Diagnóstico por Imagem (SPR) e titular do A.C.Camargo. - Cynthia Bueno de Toledo Osório, médica patologista, membro da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) e titular do A.C.Camargo. - Viviane Rezende, cirurgiã oncológica, presidente da Regional do Distrito Federal da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica e titular do Hospital Universitário de Brasilia. - Nilceana Maya Aires Freitas, radio-oncologista do Hospital de Câncer Araújo Jorge, do Instituto de Mastologia e Oncologia - IMO e do CEBROM - Grupo Oncoclinicas de Goiânia - Samantha Rizzi, fisioterapeuta especialista em Oncologia e em Saúde da Mulher, doutora e Mestre em Ciências da Saúde e titular do Hospital Universitário da UNIFESP. - Luciana Holtz, psico-oncologista, fundadora e presidente do Instituto Oncoguia. - Caroline do Nascimento, advogada especializada em pacientes com câncer e pós-graduada em direito em medicina e saúde. - Mariana Fernandes, paciente com câncer de mama e criadora da comunidade Mari Anjo Rosa. - Natália Cuminale, jornalista de saúde e ciência e criadora do portal Futuro da Saúde. Referências do episódio Bray F, Ferlay J, Soerjomataram I, Siegel RL, Torre LA, Jemal A. Global cancer statistics 2018: GLOBOCAN estimates of incidence and mortality worldwide for 36 cancers in 185 countries. CA Cancer J Clin. 2018 Nov; 68(6):394-424. INCA. Estimativa 2020: incidência de câncer no Brasil / Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Coordenação de Prevenção e Vigilância. – Rio de Janeiro: INCA, 2022. IARC/WHO. https://gco.iarc.fr/tomorrow. Disponível em 30 set 2022. Zehr KR. Diagnosis and Treatment of Breast Cancer in Men. Radiol Technol. 2019Sep;91(1):51M-61M. CDC. <www.cdc.gov/cancer/breast/basic_info/risk_factors.htm>. Acesso em 30 set 2022. Harbeck N, Gnant M. Breast cancer. Lancet. 2017 Mar 18;389(10074):1134-1150. doi: 10.1016/S0140-6736(16)31891-8. Epub 2016 Nov 17. Leite Netto, José de Moura. Influência da mídia no diagnóstico de câncer de mama por estadio clínico/ José de Moura Leite Netto – São Paulo, 2019. 87p. Tese (Doutorado)-Fundação Antônio Prudente. FICHA TÉCNICA Produção: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de Conteúdo Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto Edição: J.Benê Direção: Luciana Oncken Música: https://www.purple-planet.com (Living in Hope)
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#5 - Mídia, depressão e prevenção de suicídio
Saúde mental, um tema que necessita ser pautado, principalmente após o impacto causado pela pandemia de Covid-19. A Associação Brasileira de Psiquiatria e o Conselho Federal Medicina, em alusão ao Setembro Amarelo, trouxe este mês a campanha de Prevenção ao Suicídio com o tema "A vida é a melhor escolha". De acordo com a Organização das Nações Unidas, aproximadamente 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano. Para cada suicídio, há muito mais pessoas que tentam o suicídio a cada ano. A tentativa prévia é o fator de risco mais importante para o suicídio na população em geral. O suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos. • 78% dos suicídios no mundo ocorrem em países de baixa e média renda. • Ingestão de pesticida, enforcamento e armas de fogo estão entre os métodos mais comuns de suicídio em nível global. Fica a pergunta: diante deste cenário, como devemos (ou não) noticiar os temas associados com suicídio? A partir de consenso que reuniu 130 jornalistas, especialistas em comunicação e profissionais de saúde mental de 30 países das Américas, a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), recomenda a nós comunicadores: • Evitar descrever o suicídio como inexplicável e esclarecer os sinais de alerta; • Evitar glorificar ou romantizar o ato do suicídio e tentar apresentar uma história equilibrada sobre a pessoa; • Evitar incluir o método, local ou detalhes da pessoa que faleceu e limitar as informações aos fatos que o público precisa saber; • Evitar retratar o suicídio como uma resposta aceitável às adversidades da vida; • Evitar títulos sensacionalistas; • Evitar gráficos e fotografias prejudiciais; • Evitar o uso de linguagem estigmatizante; • Não compartilhar o conteúdo de cartas suicidas; • Evitar citar a polícia ou as primeiras pessoas que presenciaram o ato; • Apresentar recursos sempre que possível, como o telefone de linhas de ajuda. Para ampliar o nosso conhecimento sobre como abordar a prevenção e contribuir com a prevenção de suicídio vamos agora falar com as nossas convidadas. Marielle Kellermann Barbosa, psicóloga, psicanalista, membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise, co-founder da Dynami Saúde Mental corporativa e criadora do Podcast Lá Fora (coisas do mundo pelo olhar da Psicanálise). Luciene Bandeira, psicóloga, diretora de saúde metal da Conexa e responsável técnica pela plataforma de saúde mental Psicologia Viva. Referências do episódio 1 - https://news.un.org/en/story/2022/06/1120682 2 - https://iris.paho.org/handle/10665.2/49664 3 - https://www.instagram.com/finitudepodcast/ 4 - Solomon, Andrew. O demônio do meio-dia: Uma anatomia da depressão. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. 577p. 5 - Botega, Jose Neury; da Silveira, Isabel Lugarte; Mauro, Maria Lúcia Fabrício. Telefonemas na Crise - Percursos e desafios na prevenção do suicídio. Rio de Janeiro: ABP Editora, 2010. 94p. Nesta primeira temporada, traremos episódios mensais. Cada episódio novo estreará na última terça-feira de cada mês. Nos acompanhe nas mídias sociais e em nosso site: sensucomunicacao.com.br FICHA TÉCNICA Produção: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de Conteúdo Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto Edição: J.Benê Direção: Luciana Oncken
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#4 - Cloroquina, a fosfoetanolamina da pandemia
Em 18 de maio de 2022, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em discurso para jornalistas, disse: “Muita coisa boa saiu da hidroxicloroquina. Vocês ficariam surpresos com quantas pessoas tomaram (o medicamento), especialmente profissionais da linha de frente, antes que sejam contaminados. Eu mesmo estou tomando. Estou tomando agora mesmo, comecei há algumas semanas". Estava inaugurada assim a onda anticiência, de curas milagrosas, para a Covid-19, que, prontamente, ganhou fôlego no Brasil. Por aqui, Bolsonaro foi propagandista não apenas da cloroquina, como de todo o Kit-Covid, composto por cloroquina, hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina. Logo, o Brasil se tornou o epicentro desta mentira. Dentre os muitos dados trazidos no livro estão os que apontam que, apesar de menos falada pela imprensa, a ivermectina vendeu muito mais que a cloroquina. Só no primeiro ano de pandemia, o remédio para piolhos apresentou números astronômicos, chegando à demanda de 82 milhões de embalagens, muito à frente da hidroxicloroquina com 2,7 milhões; A Prevent Sênior, que adotou amplamente o uso do kit covid e chegou a ser investigada na CPI e em outras esferas, saiu sem nenhum ferimento dessa história. Ela ganhou 88 mil novos beneficiários entre março de 2020 e junho de 2021. Das 33 indústrias que produzem ao menos um dos componentes do kit covid, seis tiveram ganhos maiores que 500% em 2020, quando comparados ao ano anterior. E a CPI da Covid, infelizmente, foi mais um espetáculo da mídia do que uma punição aos envolvidos neste movimento anticiência, que incluiu a demora para compra de vacinas. Se antes da pandemia o Brasil foi o país da mentira chamada fosfoetanolamina (pílula do câncer), na pandemia houve uma triste coleção de mentiras. Sobre isso, vamos ouvir os nossos convidados: Chloé Pinheiro, jornalista com mais de dez anos de cobertura de saúde e ciência. Atualmente, é repórter na revista Veja Saúde, da Abril, e já colaborou para veículos como UOL e Agência Fapesp. Em 2021, foi incluída no ranking de profissionais mais admirados da imprensa de saúde e bem-estar do Brasil elaborado pelo Einstein e pelo Portal Jornalistas e Cia. Flavio Emery, farmacêutico e doutor em Ciências pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Desde 2008 é Professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, da USP. Foi Presidente da Associação Brasileira de Ciências Farmacêuticas e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto. Nesta primeira temporada, traremos episódios mensais. Cada episódio novo estreará na última terça-feira de cada mês. Nos acompanhe nas mídias sociais e em nosso site: sensucomunicacao.com.br
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#3 - O clima da cobertura de meio ambiente no Brasil
Em 1988, o seringueiro e ambientalista Chico Mendes foi assassinado por um grileiro de terras, pessoa que toma possa de terras com documentos falsos. Passados 34 anos, o indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips, foram assassinados em junho, no Amazonas. Apesar da longa distância desta linha do tempo, haveria alguma conexão entre esses dois fatos? A reflexão que propomos com este episódio percorre outros momentos, que pareciam ser mais marcantes e positivos para o meio ambiente do que acabaram sendo. Havia uma grande expectativa com a realização no Rio de Janeiro, há exatos 30 anos, da ECO 92, conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Em pauta, temas como aquecimento global, gases do efeito estufa, riscos com a carbonização, altas taxas de desmatamento, assim como agricultura e pecuária. Duas décadas depois, veio a Rio+20, que focou em economia verde, desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza. Chegamos em 2022. O Brasil é conhecido por ser destruidor de florestas e produtor de commodities agrícolas, como café, trigo, milho, açúcar e carne bovina. Alimentos que, não necessariamente chegam à mesa dos brasileiros. No país, 33 milhões de pessoas passam fome todo dia. Fome, emergências climáticas, destruição da natureza e negacionismo científico. A temperatura da cobertura de meio ambiente está nas alturas. Sobre isso, vamos ouvir os nossos convidados: Giovana Girardi, jornalista graduada pela Universidade Metodista de São Paulo e fellow dos programas Logan Science e Knight Science Journalism. Com mais de 20 anos de experiência em redações, atuou no Estadão, Folha, Scientific American Brasil, Galileu e UNESP Ciência. Giovana é apresentadora, repórter e uma das roteiristas do Tempo Quente, podcast sobre meio ambiente da Rádio Novelo. Fred Santana, jornalista graduado pela Universidade Federal do Amazonas, é fotógrafo, produtor de podcast, além de criador e editor do site vocativo.com, que trabalha com notícias de conjuntura política, ciências e meio ambiente. Fred foi vencedor do 1º prêmio InfoVacina de Jornalismo na categoria "Checagem de fatos". A apresentação é do jornalista Moura Leite Netto, doutor em ciências e diretor da SENSU Consultoria de Comunicação.
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#2 - Uma infodemia necessária?
Neste episódio, um epidemiologista e um jornalista de ciências abordam o tema “Uma infodemia necessária?”. São mais de dois anos de pandemia de Covid-19. Neste período, no Brasil são mais de 30 milhões de casos e 667 mil mortes. Entre os sobreviventes, uma imensa população que apresenta sequelas associadas ao diagnóstico, incluindo dificuldade para respirar, perda de olfato, dentre outras. O nome para isso é Covid longa. Na atual onda de Covid-19, a baixa mortalidade é uma boa notícia. Porém, poderia ser melhor. Estamos abaixo dos 80% de pessoas totalmente imunizadas (que tomaram as duas primeiras doses ou dose única). Outro agravante é a baixa adesão à terceira dose (primeira dose de reforço). Ao mesmo tempo, o papel da mídia em noticiar doenças infecciosas não pode se limitar à Covid-19. Temos a sazonalidade da gripe, assim como outras doenças como dengue, zika, febre amarela e chikungunya. Mais recentemente, entrou em pauta também a varíola do macaco. Um cenário que impacta na cobertura jornalística que, se não for feita com qualidade e na medida certa, pode provocar uma infodemia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica infodemia como sendo o excesso de informação, incluindo informações falsas ou enganosas em ambientes digitais e físicos durante um surto de doença. Segundo a entidade, a infodemia causa confusão e comportamentos de risco que podem prejudicar a saúde. Também leva à desconfiança nas autoridades de saúde e prejudica a resposta da saúde pública. Uma infodemia, afirma a OMS, pode intensificar ou prolongar os surtos quando as pessoas não têm certeza sobre o que precisam fazer para proteger sua saúde e a saúde das pessoas ao seu redor. Com a crescente digitalização – uma expansão das mídias sociais e do uso da internet – as informações podem se espalhar mais rapidamente. Isso pode, por um lado, ajudar a preencher lacunas de informações mais rapidamente, porém, podem também amplificar mensagens prejudiciais. Diante deste cenário trazido pela OMS, a reflexão que propomos é de buscar o equilíbrio na transmissão de informação, alertando na medida certa, sem causar pânico, porém, sem que a população deixe de perceber o risco ao redor dela. Sobre este desafio, vamos ouvir nossos convidados: André Ribas de Freitas, médico epidemiologista, doutor em Epidemiologia pela Faculdade de Medicina da UNICAMP, professor de Epidemiologia e Bioestatística na Faculdade de Medicina São Leopoldo Mandic de Campinas e consultor científico da A CASA – espaço de conexão entre agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. Rafael Garcia, jornalista graduado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Foi bolsista do programa Knight Science Journalism do MIT (Massachusetts Institute of Technology). Com 25 anos de experiência em redações (20 dos quais dedicados à cobertura de ciência), atuou em veículos de imprensa como Folha de S.Paulo, Scientific American Brasil, Galileu e G1. Foi vencedor do Prêmio Exxon de Jornalismo de 2015 na Categoria Informação Científica. Desde 2019 é repórter de ciência do jornal O Globo, onde cobriu a pandemia de Covid-19 desde o início. Nesta primeira temporada, traremos episódios mensais. Cada episódio novo estreia na última terça-feira de cada mês.
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#1 - Mídia, política e indústria do fumo
A relação entre mídia, profissionais de saúde e indústria tabagista é antiga. Quando os males do cigarro ainda eram desconhecidos, na década de 1930, médicos e dentistas estampavam anúncios publicitários de inúmeras marcas, dentre elas Lucky Strike, Viceroy e Cammels. O discurso na época era que o cigarro oferecia o alívio de sintomas de ansiedade e depressão e o produto ainda era associado com conceitos de liberdade e sofisticação. Um anúncio da Cammels, de 1949, trazia os dizeres “médicos fumam mais Cammels do que qualquer outra marca de cigarro”. Com o passar dos anos, os discursos da indústria tabagista foram desconstruídos, pois se tornaram evidentes os muitos malefícios do cigarro, como ser o principal fator de risco para mais de uma dezena de tipos de câncer e estar fortemente associado com a ocorrência de doenças cardiovasculares. Foram impostas restrições para a publicidade do cigarro em veículos de comunicação e organização de eventos com associação direta às marcas de cigarro, como os extintos “Free Jazz Festival”, “Hollywood Rock” e “Carlton Dance”. Com isso, as gigantes corporações do fumo como Philips Morris e Souza Cruz viram-se obrigadas a reinventar seus discursos. A indústria apostou na bravura dos homens que fumavam. Os comerciais com caubóis, da marca Marlboro, são exemplos emblemáticos. Também falaram em cigarros com menor teor de nicotina, os chamados light, para atrair principalmente o público feminino, que lutava para ser livre, inclusive para fumar. Com eficazes políticas antitabagistas e repercussão na mídia, a população passou a se conscientizar sobre os reais males do tabagismo. Dentre as medidas, imagens impactantes nos maços de cigarros, alta taxação do produto, proibição do fumo em lugares públicos fechados, dentre outras medidas, sobre as quais os nossos convidados abordam: Mário César Carvalho, jornalista e escritor. Dentre suas obras, o livro “O Cigarro”, lançado pela série Folha Explica, da Folha de S.Paulo, veículo no qual trabalhou como repórter especial e editor do caderno Ilustrada. Atualmente, Mário César escreve para o Poder360. Mônica Andreis, diretora-executiva da Aliança de Controle do Tabagismo (ACT), psicóloga, com mestrado em psicologia clínica pela Universidade de São Paulo (USP) e especialista em psicologia hospitalar. A apresentação é do jornalista Moura Leite Netto, doutor em ciências e diretor da SENSU Consultoria de Comunicação.
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SENSU CAST, um podcast que fala sobre jornalismo e comunicação corporativa em saúde, ciência e educação. A apresentação é de Moura Leite Netto, jornalista e doutor em Ciências. Em cada episódio, entrevistas com jornalistas, profissionais da saúde, cientistas, divulgadores de ciência e educadores sobre temas atuais. Um podcast para todos que querem contribuir com a disseminação de informação de qualidade. Estamos te esperando. Um episódio novo sempre na última terça-feira de cada mês. Nos acompanhe nas mídias sociais: @sensucomunica no Instagram, Facebook, Linkedin, YouTube e TikTok. Este podcast é uma produção da SENSU Consultoria de Comunicação e Estúdio Banca de Conteúdo. Apoio: Banca de Conteúdo
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