PODCAST · society
#SÓQNÃO
by Joana Martins
Sou racional, mas este é um espaço emocional. O projeto do #SÓQNÃO, em vídeo, nasceu da vontade de querer dar mais espaço às vozes dos outsiders, dos que não se enquadram por não pertencerem, à primeira vista, ao que a sociedade encara como sendo “o normal”. Este podcast cresce a partir dessas conversas e de uma necessidade crescente de saber mais e de partilhar mais. Aqui falo do que sei e do que não sei, mas que me ocupa tanto tempo. Contra o preconceito, mas sobretudo a favor da informação e do debate. As opiniões são minhas e não representam qualquer entidade.
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Miriam: body positivity é romantizar a obesidade #SÓQNÃO
Ser gordo ou gorda deixa de ser um elogio mal deixamos as fraldas. Na escola aprendemos que ser maior ou mais pesado é meio caminho para um insulto que não se consegue rebater. Conforme crescemos, incutem-nos que ser saudável é ser musculado, disciplinado e que ser gordo é uma doença auto-infligida. Como podemos então sentir-nos bem se tudo nos diz que o nosso corpo está errado? A Miriam conta-nos a sua história. Mas que é decerto a história de tanta gente. E com este episódio despedimo-nos desta temporada do podcast. Obrigada por terem estado connosco estas dez semanas. Até já ✨ Segue o #SÓQNÃO: instagram.com/soqnaortp Fala comigo: instagram.com/joanamartinspt twitter.com/joanamartinspt
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Maria João: é tarde para seres uma mulher trans #SÓQNÃO
A Maria João é a personificação de que nunca é tarde demais para se ser mais feliz. Com 57 anos, uma cara conhecida do público enquanto atriz e duas filhas, assumiu-se finalmente como mulher trans. Até aí nunca lhe passou pela cabeça que fosse uma opção que o seu género estivesse bloqueado por um corpo que não a representava. Mas ao mesmo tempo que a conhecemos é preciso que façamos também uma análise: será que não estamos, enquanto comunicadores, a unidimensionar as pessoas da comunidade LGBTQIA+? Segue o #SÓQNÃO: instagram.com/soqnaortp Fala comigo: instagram.com/joanamartinspt twitter.com/joanamartinspt
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André: os jovens não querem saber de religião #SÓQNÃO
As religiões falam de amor e família. Falam de união e comunidade, de aceitação e de sacrifício. No caso da comunidade evangélica, contam-no através de pastores e do evangelho cantado, no que conhecemos como música gospel. Pedem a quem se lhe junte que se arrependa e se negue perante Deus, porque Ele tudo explicou através da Bíblia. E se os conceitos estão todos certos, a verdade é que também há ideias que tive de deixar de fora desta entrevista para que ela não se tornasse uma acedalha da falta de inclusão. É ouvir. Segue o #SÓQNÃO: instagram.com/soqnaortp Fala comigo: instagram.com/joanamartinspt twitter.com/joanamartinspt
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Elisabetta: bissexual? Tens de escolher um lado #SÓQNÃO
A bissexualidade é muitas vezes percepcionada como um estado transitório, uma fase entre a homossexualidade e a heterossexulidade ou vice-versa. A hostilidade e o apagamento a que estão sujeitas as pessoas bissexuais tornam-nas mais vulneráveis a situações de abuso e violência, assim como potenciam complicações no campo da saúde mental. Segue o #SÓQNÃO: instagram.com/soqnaortp Fala comigo: instagram.com/joanamartinspt twitter.com/joanamartinspt
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Joana: violência doméstica? A mim, nunca #SÓQNÃO
Bom Ano! ✨ 2022 começa com a história da Joana, que superou uma relação tóxica em que experimentou violência doméstica e perseguição durante anos. A nota é de otimismo, embora os números parciais de 2021 tenham dado conta de 23 femicídios, 6 deles com denúncia feita às autoridades; 6 mulheres que poderiam ter sido salvas. Como a informação é poder, se achas que estás numa situação de violência doméstica, contacta o 116 006 (Linha de Apoio à Vítima) e aproveita 2022 com a liberdade que mereces. Segue o #SÓQNÃO: instagram.com/soqnaortp Fala comigo: instagram.com/joanamartinspt twitter.com/joanamartinspt
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João: a doença mental desculpa tudo #SÓQNÃO
Esta semana falamos de saúde mental, com o João. Foi em Espanha que lhe deram as ferramentas essenciais para aprender a lidar com a ciclotimia, um transtorno de humor cujo estado mais avançado é a bipolaridade. Em Portugal ainda sabotamos a existência de quem tem uma patologia do género com a falta de apoio médico generalizado. Será que 2022 é o ano para mudarmos isso? Segue o #SÓQNÃO: instagram.com/soqnaortp Fala comigo: instagram.com/joanamartinspt twitter.com/joanamartinspt
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Andrea: parto em casa é irresponsabilidade #SÓQNÃO
No natal comemoramos o nascimento de Jesus Cristo, mas a verdade é que não sabemos nada sobre o parto mais celebrado do mundo. No episódio desta semana falo com a Andrea sobre parto domiciliar e da falta de regulamentação no nosso país. Partilho também um excerto que deixei de fora da entrevista principal em que debatemos a violência obstétrica em Portugal. Comentem o episódio comigo através do Instagram! Feliz Natal! 🎄 Segue o #SÓQNÃO: instagram.com/soqnaortp Fala comigo: instagram.com/joanamartinspt twitter.com/joanamartinspt
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Thiago: os imigrantes roubam trabalho aos portugueses #SÓQNÃO
O Thiago é brasileiro, mas está em Portugal há três anos. Veio em busca de emprego, mas sobretudo de asilo. Enquanto homem gay, sentiu que a ameaça dos crimes de ódio se movimentava rapidamente em direção à sua comunidade, depois da ascensão do governo de Jair Bolsonaro no Brasil. Por cá encontrou os limites da burocracia, da falta de apoio do sistema e a solidariedade que só parece existir nos meios mais pequenos do nosso país. Segue o #SÓQNÃO: instagram.com/soqnaortp Fala comigo: instagram.com/joanamartinspt twitter.com/joanamartinspt
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Catarina: a deficiência condiciona toda a tua vida #SÓQNÃO
A Catarina tem tanto de indignação como de humor na voz. Deslocar-se numa cadeira de rodas é na verdade um pormenor no ativismo que carrega e dissemina no seu dia a dia e nas redes sociais - é contra qualquer forma de capacitismo e a favor da inclusão das pessoas com deficiência numa perspetiva conciliadora. É preciso adaptar a sociedade à simples existência destas pessoas; sem inspiration porn à mistura. Segue e comenta o episódio em: instagram.com/soqnaortp Fala comigo: instagram.com/joanamartinspt twitter.com/joanamartinspt
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Ary: ser não-binário está na moda #SÓQNÃO
O Ary divide o seu ativismo entre duas lutas: a das pessoas não-binárias e das pessoas trans. Sente-se à vontade para usar pronomes masculinos e identifica-se com o masculino, mas navega num espectro que recusa o carácter binário a que a sociedade nos obriga e nos incentiva. Nem todas as pessoas não-binárias têm de ter um ar andrógino, fora da caixa ou usarem pronomes neutros. E todas têm direito à sua autodeterminação e a sair da invisibilidade a que continuam sujeitas. Segue e comenta o episódio em: instagram.com/soqnaortp Fala comigo: instagram.com/joanamartinspt twitter.com/joanamartinspt
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III Temporada traz 10 novas histórias
O #SÓQNÃO está de volta com uma nova temporada. São dez novas histórias que vão poder acompanhar, como sempre, na RTP Play, no YouTube e em formato podcast. ARE YOU READY? We know we are. 🙃 📅 ESTREIA A 29 DE NOVEMBRO
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A culpa ou como pop(ularizar) assuntos polémicos
Todos os dias me deparo com um overload de questões muito internas: que temas tenho (ainda) de desenvolver para os dar a conhecer ao meu país? Qual é a melhor forma de os explicar? Quem os explicaria melhor? Como é que posso tornar assuntos polémicos em algo pop que incentive os menos ativistas a interessarem-se? Pelo caminho acarreto a culpa das oportunidades que já tive e que os outros não têm e questiono-me sobre como os posso deixar brilhar, como lhes posso conceder o espaço para que a sua mensagem passe exatamente como precisam que passe. Porque, afinal, nem tod@s somos comunicadores mas todos temos uma história que queremos contar. ••• O Dia da Visibilidade Trans contou com as sugestões dos seguidores do meu Instagram, especialistas em séries, filmes e documentários sobre o tema. Partilho algumas convosco, mas podem sempre ir buscar mais aos destaques da minha página. Boa Páscoa! Falem comigo: instagram.com/joanamartinspt twitter.com/joanamartinspt
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A solidão na coragem e a vergonha do aborto
A noção de justiça não tem os mesmos limites para toda a gente. Para alguns - como eu - parece uma questão visceral e sem consequências paralisantes; para outros é transmissível ou flexível, dependente de interesses próprios, com objetivos pessoais e um certo receio. Nem sempre por cobardia, outras tantas por pura falta de empatia. A frase de Martin Niemöller não me saiu da cabeça toda a semana: “First they come for the Jews, and I did not speak out - because I was not a Jew (...)”. ••• O aborto em Portugal foi descriminalizado há 14 anos, mas as mulheres continuam a guardar segredos que as maltratam por muito tempo. Por que continua a haver vergonha e culpa? Porque é que grande parte das pessoas que fazem abortos necessários não chegam a falar sobre isso? Falem comigo: instagram.com/joanamartinspt twitter.com/joanamartinspt
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Porque é que ‘ter sucesso’ não inclui a felicidade?
Todos os dias somos bombardeados com a noção de ‘sucesso’. Habituámo-nos a associá-lo a riqueza e cumprimento de objetivos, à superação da meta a que nos propusemos. Quando deixámos de considerar a felicidade parte desse sucesso? Será que é por não ser mensurável?... Ao mesmo tempo, convenceram-nos que uma sociedade só é verdadeiramente desenvolvida quando o Produto Interno Bruto (PIB) demonstra produção de bens e serviços com fartura. Então e a qualidade de vida, então e o ter acesso à educação, à estabilidade e à justiça? E que tal se as sociedades navegassem pelo sucesso tendo em conta a Felicidade Interna Bruta (FIB)? Falem comigo: instagram.com/joanamartinspt twitter.com/joanamartinspt
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Mulheres de cozinha & aparafusadoras elétricas • A morte e o luto
No Dia Internacional da Mulher, algumas marcas meteram a “pata na poça” e sugeriram como presente robôs de cozinha. Mas... e se estivermos a limitar as mulheres novamente a um novo papel em que, agora, as obriguemos a repudiar o que lhes estava associado e de que até gostavam? E se a mesma mulher gostar de aparafusadoras elétricas, será isso que a torna mais empoderada? O que estamos a criar com a nossa indignação bem intencionada? ••• A morte do meu avô deixou-me a pensar: que rituais precisamos para superar a morte? E por que sentimos tanta necessidade de ‘superá-la’ ou esquecê-la rapidamente? Porque é que na infância não nos ensinam a lidar com a morte e de que forma é que isso nos limita até à vida adulta? Falem comigo: instagram.com/joanamartinspt twitter.com/joanamartinspt
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Bernardo: Ansiedade é frescura #SÓQNÃO
Num ano como 2020, a ansiedade parece ter feito uma presença em todas as casas. Mas a ansiedade, enquanto doença crónica que traz algumas limitações, não deve servir de desculpa para discriminar as habilidades e o potencial de quem está diagnosticado. O Bernardo é terapeuta ocupacional, tem Perturbação da Ansiedade Generalizada e garante que é precisamente por saber "dançar à chuva" que tem mais empatia com os seus pacientes.
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Carolina: Lésbica sem Deus #SÓQNÃO
A fé enquadra muitos dos princípios de parte da população mundial. Na Igreja Católica, prevalece a ideia de que a família deve ser heteronormativa e de que o casamento só deve estar acessível aos casais de sexos opostos. O que sentem as pessoas que acreditam na bondade e nos ensinamentos de Jesus Cristo mas que, como a Carolina, se sentem afastadas da Igreja por causa da sua orientação sexual? E quando a ajuda que lhes disseram que sempre estaria ali lhes é negada de forma velada?
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Ângelo: os homens não são vítimas de abuso #SÓQNÃO
Foi preciso chegar à idade adulta para lidar de forma séria com o assunto que ignorou a vida inteira: o abuso sexual. Mas esta não é a história de uma vítima, é a confirmação de que o abuso sexual de homens é quiçá dos maiores tabus que experiencianoa enquanto sociedade, incutindo o silêncio nos homens e rapazes cuja confiança é abalada inequivocamente perante um abuso do género. Porque continuamos a achar que os homens estão sempre prontos para ter sexo? Que são sempre fortes o suficiente para dizer ‘não’? Precisamos com urgência de nos afastar do guião das masculinidades e do machismo para criarmos um espaço justo para tod@s.
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Lua: Autista e especial #SÓQNÃO
Conversar com a Lua foi como se alguém me recordasse de que devíamos ter mais tempo para a ponderação e a reunião de factos. A Lua está dentro do espectro do autismo e foi a única pessoa a quem enviei as perguntas antes da entrevista. A sua necessidade de método exigiu-me essa adaptação e, de alguma forma, trouxe-me também alguma paz. Não há falta de lucidez no espectro onde a Lua se insere, não há falta de contacto com este mundo também. Acredito que temos todos de aprender, com ela, a ouvir melhor, a compreender melhor os que parecem só tão fora da norma. Sigam-na também no TikTok; procurem por Marlazuli.
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21
Rita: Vegana e fundamentalista #SÓQNÃO
Esta semana o podcast chega com atraso, porque às vezes uma mulher só não consegue chegar a todo o lado. Mas não se apoquentem; trago-vos outra mulher aguerrida (e ocupada) que me explicou o que é o veganismo, o espaço que ocupa no sentido de justiça de cada um e o que podemos fazer para alterar a nossa visão desta opção de vida. A Rita é vegana de convicção mas sobretudo de coração, Presidente da ANIMAL e uma conversadora nata. É ouvir para confirmar!
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20
Daniel: Negro e sem cultura #SÓQNÃO
Em Portugal, sabemos que "ser racista é mau". Mas ainda hoje a comunidade negra está sujeita a expectativas sociais que incentivam a desconfiança e que a relacionam com o crime e a falta de ambição. O Daniel - que nasceu e vive em Portugal - lida diariamente com um estereótipo que não o representa e que lhe limita as aspirações. A cor da pele não fala da participação desta comunidade na cultura e na democracia portuguesas e a História continua a deixar de parte alguns momentos essenciais para compreendermos a segregação racial que temos imposta, inconscientemente, no nosso País. O Daniel, como tantos das novas gerações, existe para nos relembrar que os nossos preconceitos devem ficar no passado de ditadura que os promoveu.
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19
Simone: Anã e dependente #SÓQNÃO
A Simone tem 99 cêntimetros. Deixou de crescer com 4 anos, o que, sem nenhum caso de nanismo na família, atrasou o seu diagnóstico. Passou por algumas operações enquanto era criança, mas na escola nunca se sentiu à parte das brincadeiras dos colegas. Hoje, adulta, é uma mulher que supera quaisquer expectativas; não sonha, tem objetivos. É atleta paralímpica, professora de natação e já foi professora de música. Tem uma vida adaptada, no que diz respeito às infraestruturas disponíveis, mas em tudo o resto garante que não fica atrás de nenhum outro adulto com uma estatura dentro dos padrões da Organização Mundial de Saúde. É ouvir para ser contagiado por esta boa energia!
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João: os gays não devem ter filhos #SÓQNÃO
O João é pai de dois meninos, ambos com três anos e com apenas três meses de diferença. O Paul e o Pierre são o resultado de um processo de gestação de substituição - vulgo, barriga de aluguer - levado a cabo no Canadá por ele e pelo companheiro José, que foi o dador. Em Portugal, o processo ainda não está liberalizado, o que levanta dúvidas burocráticas sobre a paternidade do João, que se assume como pai adotante. As novas famílias LGBT já são uma realidade do nosso país, mas a Lei ainda não consegue acompanhar as mudanças.
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Bruna: Surda e incompreensível #SÓQNÃO
A participação da Bruna na II Temporada do #SÓQNÃO mudou definitivamente o formato do programa. Graças a ela, as duas temporadas em vídeo do #SÓQNÃO - disponíveis na RTP Play & YouTube - estão agora legendadas e mais acessíveis a tod@s. Em entrevista, a Bruna expôs as dificuldades de comunicação com que a comunidade surda lida diariamente e que se agravaram a propósito das máscaras a que a COVID-19 nos obrigou. Poderia a Língua Gestual Portuguesa passar a fazer parte do nosso currículo escolar? Por que hesitamos em adaptar as conversas (também) a uma comunicação mais visual?
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Jorge: todos os Drag Queen querem ser mulheres #SÓQNÃO
Como é que o Jorge aka Lola Bunny acabou como convidado da II Temporada do #SÓQNÃO? E que opiniões tiveram vocês sobre os novos episódios da série? As respostas neste novo formato do podcast.
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O que deixámos por comentar + estreia da II Temporada do #SÓQNÃO
Passou um mês e pouco desde que nos despedimos da 1.ª season do podcast, mas o mundo não deixou de nos dar assuntos para comentar! Recordo alguns que nos deram irritações várias e ainda vos deixo a melhor notícia da semana: a II Temporada do #SÓQNÃO (original, do cenário amarelo 💛) estreia no dia 19 de outubro, com 10 novas histórias para ver, rever e passar a ouvir também neste novo formato de podcast.
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Período: o que as mulheres ignoram e o que os homens não querem saber
Não sou a pessoa que mais fala do período e pergunto-me muitas vezes se tenho razão para achar todo o processo da menstruação tão repugnante se, afinal, é essencial ao equilíbrio de todas as pessoas com útero em idade reprodutiva. Ele existe e traz com ele a TPM, que parece só um conceito abstrato. E se existe porque é que deixamos os homens tão deliberadamente de fora deste assunto? Porque é que continuamos a fazer deste um segredo vergonhoso? 💛 Este é o último episódio desta 1.ª temporada do podcast; voltamos em outubro com as histórias da nova temporada em vídeo do #SÓQNÃO do cenário amarelo 👋🏼
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Quem estamos a proteger quando somos anti-aborto ou anti-prostituição?
Depois do episódio sobre a prostituição pus-me a pensar que talvez este tema se assemelhe à questão do referendo sobre o Aborto que tivemos em Portugal em 2007. Quem estamos a tentar proteger, afinal? Para proteger uns não estaremos a deixar outros desprotegidos? No Brasil, uma menina de 10 anos foi chamada de assassina por fazer um aborto, depois de ter sido abusada por um tio desde os 6 anos de idade e ter ficado grávida. Extremistas anti-aborto divulgaram a sua identidade e não queriam que o procedimento fosse avante. Quem protegem, realmente, estes grupos?
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Prostituição: indignidade e violência VS serviço sexual e escolha
Há uma nova campanha nacional que quer abolir a prostituição em Portugal. O slogan condena os clientes, mas moralmente continuamos a julgar as mulheres que se prostituem. Falamos de humilhação e indignidade, sublinhamos a violência sexual e não pomos sequer a hipótese de ser parte de uma escolha. Na “hierarquia” do trabalho sexual aceitamos os acompanhantes de luxo, suportamos os atores porno, mas apontamos o dedo às prostitutas de rua. Porque é que avaliamos o trabalho sexual com base no que estaríamos dispostos a fazer com o nosso corpo? Porque é que não ouvimos as mulheres que dependem de serviços sexuais para viver?
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Manuel Luís Goucha e o quanto os nossos preconceitos estão tantas vezes errados
Esta semana indago muito. Questiono-me o que faz um Capricórnio como Manuel Luís Goucha sair em defesa de uma democracia a que associa o líder do Chega. Questiono-me sobre os membros privilegiados das minorias e se eles também perdem memória. Questiono-me sobre os grupos tristes de nacionalistas que tapam o rosto com máscaras a lembrar o Ku Klux Klan. Questiono-me sobre a falta de orgulho que temos naquilo que os outros pensam de bem sobre o nosso País (porque às vezes também podemos ser otimistas). Questiono, indago-me e peço a vossa participação; porque questionar-me sozinha não me traz contraditório e gosto do que me ensinam. Enviem as vossas indagações para instagram.com/joanamartinspt 👋🏼
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Bruno Candé: porque continuamos a ter de falar de racismo em Portugal
Esta semana o episódio é mais curto. Gravo-o a partir do Alentejo porque me esqueci que estaria de férias... Mas, enquanto o país vai a banhos, há um tema comentado com leveza: as notícias sobre o homicídio de Bruno Candé falam sobre motivações racistas, mas nas redes sociais discute-se o quanto Portugal “não é racista”. É racista. Falaremos disso na próxima temporada do #SÓQNÃO.
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Os ciúmes gays são mais violentos do que os outros?
Como é que reagimos quando um sociólogo fala em “bichonas”? E quando um elemento da família LGBT condena “travecas”? O programa Sem Tabus da RTP Madeira convidou um homem gay para falar pela comunidade... mas a comunidade não se sentiu representada. Neste episódio contamos com 4 novas vozes para comentar o que foi dito sobre o que é ser gay e sobre estudos que dizem que o ciúme gay é mais violento que o hetero. “Sem Tabus”... mas mais valia. Obrigada ao Pedro Carreira e ao Nuno Gonçalves do podcast Dar Voz a EsQrever, à Sylvia Koonz e à MJ pelos comentários. 💛
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Os velhotes e a COVID ou A partir de quando deixamos de ser uma prioridade?
Esta semana partilho uma história que me sai diretamente do coração. Os meus avós, que vivem num lar, estão infetados com COVID-19. Por entre protocolos que não são cumpridos e seres humanos disfuncionais, as últimas semanas foram carregadas de preocupações que não consigo resolver. A comunidade sénior não é uma prioridade; mas até que ponto é que isto não nos mostra o que nos espera também no futuro? A partir de que idade passaremos a ser deixados para 2.º plano? No próximo episódio vamos falar sobre maternidade e as pressões a que estamos sujeitos. Se quiserem participar, falem comigo através de INSTAGRAM: joanamartinspt & soqnaortp.
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7
Os homens hetero não sofrem com preconceitos?
A masculinidade tóxica ensina os nossos homens a não chorar e a não sentir, a não abrir o jogo. Mas então porque é que o feminismo é algo tão impopular? Neste episódio partilho as opiniões de homens e o discurso feminista que me ensinou a pensar sobre isto que é a luta pela igualdade para tod@s.
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6
O medo do que já existe: do aborto ao feminismo e a nossa percepção do trabalho sexual
Na semana passada, uma série de animação para adolescentes indignou conservadores e liberais, numa luta de conceitos que, fazendo parte da lei portuguesa, ainda chocam a sociedade que quer “proteger as crianças”. Num outro assunto - este já totalmente dedicado aos adultos - que dizer da nossa relação com um novo enquadramento legal da prostituição?
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5
A morte de Pedro Lima, a doença mental e a busca por mais caras para o #SÓQNÃO
A notícia do suicídio do ator Pedro Lima podia abrir espaço para uma conversa séria sobre a doença mental, mas os media preferem - contra as indicações da OMS - dissecar os pormenores sórdidos. A má informação e as consequências práticas que ela pode ter. E, finalmente, um pedido de ajuda para encontrar pessoas pansexuais, vegan e drag queens para a próxima temporada do #SÓQNÃO.
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Os direitos LGBT na era Trump, 10 anos do casamento gay em Portugal e stuff I like
O Supremo Tribunal incluiu finalmente a não discriminação de pessoas homossexuais e trans no acesso ao emprego. Trump não esperava e Obama fez questão de se pronunciar. Em Portugal, não comemoramos os Santos Populares nem o Pride, mas não esquecemos a primeira década sobre a aprovação do casamento gay. E também há sugestões de podcast sobre o tema LGBT: Dar voz a esQrever, Making Gay History e Pants!
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Manifs sem distância, cartazes anti-polícia e “A Tua Cara Não Me É Estranha”
As organizações anti-racismo promoveram no fim de semana passado uma marcha solidária com o movimento #blacklivesmatter mas as 6.000 pessoas que participaram foram criticadas pelo grupo responsável pelo combate à COVID-19. Pode a mensagem ter ficado também descredibilizada por causa de dois cartazes anti-polícia?
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George Floyd, o anti-racismo e porque é que o #SÓQNÃO só tem gente branca
Comemoramos o primeiro aniversário do #SÓQNÃO com o lançamento do podcast! Com as gravações da 2.ª temporada adiadas por causa da COVID-19, tornou-me urgente arranjar uma plataforma para debater os protestos do movimento #blacklivesmatter, a morte de George Floyd e a #blackouttuesday. O que é ser anti-racista?
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#SÓQNÃO: antipreconceito
O formato em podcast nasce do formato em vídeo, num cenário amarelo, que pode ser assistido na RTP Play e no YouTube. Um programa contra o preconceito, a favor da inclusão dos que geralmente parecem cartas fora do baralho. Aqui não somos uma multidão; somos uma família. Com locução de Joana Martins.
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