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Geração 70 — 52 episodes
Especial ao vivo no Tribeca com Anabela Moreira: “O meu pai passou fome, era uma coisa normal. Eu não e até parecia que havia uma espécie de compensação dos tempos antigos, a mesa estava sempre cheia de comida e tinha de sobrar. Não podia era faltar comida”
Bárbara Tinoco: “Esta geração sente uma culpa gigante por descansar e não estar a ser produtiva. É por isso que chegamos a um ponto de exaustão”. Oiça aqui a estreia de Geração 90, com Júlia Palha
Trailer: Geração 90
Albano Jerónimo: “Tomávamos banho uma vez por semana, usávamos sempre a mesma roupa para ir para a escola. Tudo isso potenciou uma grande união entre mim e os meus irmãos. Não tenho complexos em falar disso, até acho importante porque é único; é a minha vida, a minha educação, que eu não escolhi”
Tânia Ganho: “Os primeiros sinais do Alzheimer estão lá e ninguém os vê, comecei a dizer que o meu pai tinha Alzheimer e diziam-me que andava a imaginar coisas”
Nelson Rosado: “Na Margem Sul ainda temos professores que honram a profissão. A minha professora de História marcou-me profundamente. Hoje os meus filhos têm professores que já os marcaram, e isso é bonito”
João Coutinho: "É uma desilusão ver que a minha geração se tornou super conservadora e estamos a ver isso também com os franceses, que estão a ir a votos agora"
João Costa: “Tinha duas colegas com 14 anos que se prostituíam e amigos que não comiam e viviam em barracas; cresci irritado por ter privilégios”
Ana Figueiredo: “Quando fazia apresentações levava sempre uma fotografia que dizia: ‘Quando for grande não quero ser princesa, quero ser CEO’”
Pedro Boucherie Mendes: “Os meus avós na Bélgica já tinham um portão que abria com telecomando, televisão a cores e gelados de pauzinho. Achava tudo aquilo espantoso! Nós aqui comíamos Tulicreme e lá já eu comia Nutella”
Kalaf: “Por causa da guerra éramos proibidos de brincar com pistolas. Os meus pais ofereciam-nos livros da Disney que nos faziam sonhar”
Teresa Burnay: “Os meus pais chegaram a Portugal e começaram do zero, com três malas e três filhas, parecia que vinhamos de férias”
Bernardo Pires de Lima: “Nunca vi o meu avô como um alto quadro do antigo regime. Via-o como o meu avô, de quem gostava muito”
Joana Vasconcelos: "Andava num berçário com o símbolo de uma foice e um biberão, os pais revolucionários é que tomavam conta de nós. A certa altura a minha mãe achou que aquilo não era boa ideia"
Gonçalo Matias: “Há 20 anos tínhamos dificuldades no acesso à informação e tínhamos uma enciclopédia em casa para consultar. Hoje os meus filhos têm acesso a muita informação, mas muita dela é má e manipulada. Continuamos a formar as pessoas para um mundo que já não existe”
Rui Vitória: “Depois do jogo os jogadores já nao procuram ver se a prestação foi boa ou má, chegam ao balneário e agarram-se aos telemóveis. O que importa é ser reconhecido socialmente, a palavra do treinador tem menos impacto”
Tiago Mota Saraiva: “Para mim a luta contra o fascismo era passado. A minha desilusão é saber que as minhas filhas vão ser confrontadas com essa luta”
Irmãos Nuno e Ana Markl: “O nosso pai, de esquerda, zangava-se muito com os amigos por causa da política e hoje as pessoas estão a zangar-se outra vez”
Miguel Morgado: “A minha geração cresceu com o país a crescer e achou que era uma coisa garantida, como a chuva que cai do céu”
Luis Montenegro: “Eu e Pedro Passos Coelho somos amigos, a nossa relação é muito mais do que trabalho”
Fernando Medina: “A minha mãe sofre. A política é um meio agressivo, ingrato e não dá boa saúde”
José Avillez: “As estrelas Michelin trazem responsabilidade mas continuo a acordar de manhã, a lavar os dentes e ir trabalhar”
Episódio especial ao vivo com Pedro Nuno Santos: “A minha maior desilusão é o país ainda não ter conseguido reduzir de forma drástica o número de pobres. É o maior fracasso da nossa democracia e temos de tentar resolver isso nos próximos anos”
Adolfo Mesquita Nunes: “Quando nasci apanhei a decadência dos negócios da família. As conversas eram sobre hipotecas, dívidas e despedimentos”
Padre Afonso Seixas-Nunes: "Achei que tinha encontrado a mulher da minha vida, mas ela achou o contrário e disse-me que tinha vocação para era ser padre"
Pedro Penim: “A menos que o próximo Governo seja de extrema direita e me queira fora do teatro, não acho que o meu lugar esteja em risco"
Ana Brito e Cunha: "Tive momentos de 'egotrip' mas a família nunca me diferenciou por ser atriz. Sempre tive os pés na terra"
António Zambujo: “Portugal anda a duas velocidades: a Norte noto sempre outro dinamismo e poder de iniciativa; de Lisboa para sul, sinto que as coisas estão a regredir, que as prioridades foram trocadas”
Ana Bacalhau: “Os meus pais perderam o emprego aos 40 anos. Foi dramático, um trauma mesmo. Eu tinha 13 anos”
Ricardo Araújo Pereira: “A minha avó só falava de política quando faltava a luz à hora da novela e culpava os comunistas”
Zita Martins: “Há cientistas com 50 anos e sem emprego fixo. Só conseguimos competir em Ciência se garantirmos qualidade de vida aos melhores”
Sandra Tavares da Silva: “A minha mãe, por ser suíça e casada com um militar, foi perseguida pela PIDE. Achavam que era espia”
Clara Raposo: “Os nossos salários são curtos em comparação com outros da Europa. Investimos na Educação e os jovens vão para fora”
David Fonseca: “Ganhei muito dinheiro com o 1º disco. Tornei-me uma vedeta nacional, mas continuava em casa dos meus pais”
Isabel Abreu: “Na 4ª classe, depois da escola, fazia teatrinhos à porta do supermercado. Chamavam-me doutora pequenina”
José Luís Peixoto: o menino da catequese que virou anarquista. E que foi contra o McDonald’s
Sérgio Sousa Pinto: “Não sou opositor do PS, limito-me a ser um deputado à moda antiga. Sou livre”
Bárbara Bulhosa: "Aos 50 descobri que o meu pai esteve na ocupação da RTP, no 25 de Abril. Foi quando ouvi pela primeira vez a voz dele"
Pêpê Rapazote: “A democracia portuguesa é uma desilusão. É preciso fazer uma limpeza”
Pedrito de Portugal: “Para haver direitos tem de haver deveres e os animais não têm deveres. A partir daí os direitos são questionáveis”
Pedro Ribeiro: “Existe um país e coisas para resolver, acordem para a vida e cresçam”
Bruno Vieira Amaral: “Com três anos, vi o meu pai pela última vez. Estava a vender bugigangas. Depois só o voltei a ver aos 16 anos”
Pedro Lomba: “Quando entramos na política a pessoa que éramos termina. Passamos a ter um rótulo"
Patrícia Reis: “Fiz muito sexo por boa educação. Era indigno e até chegava a ser humilhante, mas era assim. Sentia-me ameaçada enquanto mulher”
Carlos Moedas: “Éramos pobres, mas não tínhamos vergonha nem inveja. O grande ativo da minha família era o respeito que tinham pelo meu pai. A inteligência do meu pai era o nosso orgulho”
Cecília Meireles: “A minha irmã tinha uma deficiência profunda e morreu há dois anos. A forma como olhavam para nós na rua marcou-me muito”
Marisa Matias: “Comecei a trabalhar aos 16 anos, primeiro nas limpezas, depois num bar. O meu primeiro salário foi de 350 euros”
João Miguel Tavares: “Eu era um adolescente muito feio, com os dentes tortos, e a minha mulher estava muito acima da minha Liga. Casei com a primeira namorada”
Isabel Gordo: "Vou-me emocionar: I did it! Lembro-me de chegar à universidade e pensar no meu pai. Cumpri o sonho da família”
Carlão: “Só gravei um disco dos Da Weasel sob o efeito de drogas. Íamos gravar e eu fazia uma desintoxicação... De certa forma, a música salvou-me no meio daquele caos todo”
Marta Temido: “Quando nasci o meu pai tinha 23 anos, a minha mãe 21. Sou a filha mais velha, era uma vida difícil nos anos 70, tudo era mais contado”
Henrique Raposo: "Na minha família éramos muito, muito pobres. A minha avó quando me via com os livros dizia sempre assim: o que é que vai ser deste moço? Na cabeça dela, um rapaz como eu tinha que aprender um ofício"