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Geração 80 — 52 episodes

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Title
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Os mais ouvidos de 2025, com Ricardo Quaresma: “Um dia cheguei a casa e disse vou trocar o futebol pelo hóquei e a minha mãe disse: 'tu és maluco'”

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Os mais ouvidos de 2025, com Margarida Vila-Nova: “Quero que os meus filhos tenham admiração não só pela mãe, mas também por todas as mulheres”

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Especial Tribeca com Vasco Pereira Coutinho: “Quando disse que ia para Roma, para o seminário, a minha mãe disse-me que nao podia ir porque tinha problemas de costas e lá não tinham ginásio”

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Ricardo Quaresma: “Nunca ninguém me tratou mal, mas sentia que as pessoas olhavam para mim de maneira diferente. Quando diziam: ‘ó cigano, passa a bola’, sentia que não era com carinho, mas com maldade. As palavras importam”

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Júlio Resende: "O meu pai é angolano, nasceu português, era Portugal na altura. Quando voltaram não tinham nada e conseguiram construir alguma coisa que permitiu-lhes dar-me aulas de música"

6

Carlos Guimarães Pinto: “Gosto muito de ser livre, de poder fazer coisas, de ter projectos. E ter uma organização como a Iniciativa Liberal a depender excessivamente de ti também retira alguma da tua liberdade porque sentes uma obrigação moral de estar presente”

7

Margarida Vila-Nova: “A nossa geração é uma sobrevivente. Crescemos num limbo, acho que soubemos reinventar-nos a cada crise económica que vimos passar. Agora estamos perto de uma guerra. Eu penso: ‘Mas quando é que isso fica fácil para a minha geração?’”

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Gustavo Carona: “É um pouco fútil falar de uma perda desportiva depois de ter perdido tanto e de ter visto outras pessoas perderem tudo. Foi essa tristeza que fez querer sem médico”

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Marisa Liz: “Perdi o meu pai aos 8 anos e a única ligação que tenho a ele é a música. Com 11 anos queria pintar o quarto de preto porque só ouvia a The End, dos The Doors. A minha mãe ficou preocupada”

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Rui Pereira: “Disse à minha mãe que um dia ia ter orgulho do filho, porque um barman não está aqui só para beber copos e ter uma vida louca. Podemos contribuir para a sociedade e ser uma profissão digna”

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Branca Cuvier: “Tive uma relação péssima com a escola. Preciso do meu ritmo para aprender e fazer as coisas acontecerem. Era péssima aluna e precisava de associar tudo a histórias O formato escola não funcionou para mim”

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Hélder Postiga: “O meu pai era pescador e a felicidade dele contagiava todos. Guardo esses momentos na memória porque marcam e sei que custaram sofrimento e dedicação para serem alcançados”

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Duarte Rosado: "Senti uma vontade enorme de largar tudo, uma alegria e um desejo gigante de poder dar a vida por Jesus. Pensei que se dormisse passasse, mas não passou!”

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Marina Gonçalves: “O que mais ouvi foi que não tinha experiência e que não sabia o que era a vida. Essa é sempre a discussão mais fácil”

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Lourenço Ortigão: “O meu pai tinha dois empregos e estava muito tempo fora para sustentar uma família com três filhos. Andei em escolhas públicas porque os meus pais preferiram investir esse dinheiro em desportos”

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Inês Aires Pereira: "Nasci no Porto num mundo onde a minha maneira de ser não se encaixava com os tios e tias. Era a "Inês louca". Quando vim para Lisboa conheci pessoas ainda mais loucas"

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Gisela João: “A geração de agora está mais preparada para receber elogios. Acho que a nossa geração percebeu que devia instigar mais os filhos para que acreditassem mais neles próprios”

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Carolina Patrocínio: “Trazemos uma herança de um Portugal antigo e mais fechado, com pouca aptidão para se modernizar e de repente estamos aqui empacotados com mundo novo pela frente, com acesso total à informação, com as redes sociais”

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Raquel Oliveira: “O dia a dia de um cientista é bom e bastante social, aquela ideia do cientista trancado no laboratório não é de todo verdade”

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André Luís: “Quando falamos de economias criativas, a maioria da sociedade vê como algo pequeno, sem impacto. Estamos a tentar mostrar que somos muito importantes”

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Marlene Vieira: “Os espanhóis estão mais tempo à mesa do que nós, mas a falar sobre comida não há como os portugueses”

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Rui Maria Pêgo: “Pensar é um trabalho e também não é muito bem vista num país como Portugal, há a ideia de que quem só vive para pensar é coisa de rico”

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Margarida Balseiro Lopes: “As críticas às novas gerações são o resultado de alguma condescendência. Não estão disponíveis para trabalhar até a meia-noite, todos os dias, e por isso estão mal?”

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Salvador Martinha: “Em criança o teu trabalho é a escola, se és mau isso mexe com a tua autoestima. Felizmente jogar bem à bola trouxe-me alguma popularidade, mas o que fazia mais por ela era o meu sentido de humor”

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Soraia Chaves: “Chocou-me o impacto que 'O Crime do Padre Amaro' teve nas pessoas. A banalização e a hipersexualização entristeceu-me na altura porque é algo que vejo como belo e que foi julgado como uma coisa vulgar”

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Plutónio: “Vim do bairro e de um meio que trouxe muitos problemas a mim, a amigos, familiares e até à minha mãe. Sinto que a música conseguiu salvar-me”

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Especial ao vivo no Tribeca com Gabriela Barros: “Não me sinto imigrante, mas sinto-me de lugar nenhum. Tenho referências belgas, francesas, brasileiras, portuguesas. Sinto-me um bocado de todo o lado”

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João Sousa: “O ténis deu-me tudo o que tenho. Anunciar o fim da carreira foi das decisões mais difíceis da minha vida. Mas é um até já, não é um adeus”

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Nininho Vaz Maia: “Chegar ao Verão era a nossa maior alegria porque tínhamos os monitores no bairro e uma porta aberta para criar. Não saíamos do bairro porque não tínhamos como sair para outro sítio. Não tínhamos ninguém; o meu pai estava preso, o pai do meu amigo estava preso, os nossos tios estavam presos. Aquele projeto era nossa saída do bairro”

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Sara Cerdas: “Na minha altura o tamagotchi tinha de ficar desligado nas aulas, agora são os telemóveis. Os tempos mudaram”

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Virgílio Bento: “Fui educado com uma mentalidade americana. Os EUA são bem sucedidos porque têm um espírito de que tudo é possível e todos aceitam bem o risco. Lá, falhar é currículo; em Portugal e na Europa, é cadastro”

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André Santos: “Lidar com a eutanásia leva-nos para buracos e, por muitos mais anos que tenhamos de profissão, nunca vamos habituar-nos a perder um paciente”

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Cláudia Semedo: “A minha mãe nasceu em Goa, o meu pai na Guiné. Tenho todos os traços do mundo, nunca me senti estranha e tenho a sensação de que tudo me é familiar”

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João Manzarra: “Quando saía da escola era quase sempre assaltado e o momento de viragem deu-se quando contei ao meu cabeleireiro. Disse-me para lhes pedir um cigarro sempre que me sentisse ameaçado”

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Rita Nabeiro: “O meu avô tratava-me sempre de forma carinhosa, assim: 'então, minha linda', e eu sentia-me super especial. A trabalhar, deu-me sempre espaço para aprender”

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Hugo Viana: “O futebol português está a mudar, o Benfica mudou de presidente e o Porto agora também. As coisas estão a mudar”

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Branko: “No verão enchíamos a mala do carro e viajávamos pela Europa. No Mónaco ficámos só parados à frente do Casino de Monte Carlo, a ver os carros a chegar para depois irmos dormir no parque de campismo”

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Gonçalo Almeida Ribeiro: “Nós não somos a geração que se aburguesou, mas somos a geração que é filha daqueles que se aburguesaram e que cresceu numa família rica, próspera e optimista”

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Mariana Cabral: “Nenhum feed das redes sociais é real. A curadoria do otimismo e do positivismo infinito não são reais. Nas minhas redes procuro um bocadinho mais de realidade. Se nas nossas redes só temos feeds bonitos e florescentes é mais rápido acharmos que só nós é que estamos errados, sozinhos e numa bolha escura”

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Daniel Oliveira: “Quando és exposto a adversidades tão cedo ganhas capacidade de relativizar outro tipo de problemas; a pressão que vivo é um privilégio”

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Joana Marques: “Nada do que faço tem a ver com coragem. Quero acreditar que as pessoas são sempre muito mais agressivas e violentas na Internet; nunca tem uma transposição para a vida real e espero que continue a não ter”

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Matilde Campilho: “Em Portugal, viver da escrita de ficção é muito difícil, eu não consigo. Escrevo crónicas para jornais, guiões de programas de rádio e faço traduções. Passo os meus dias em frente aos livros”

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Daniela Ruah: “Tornei-me uma figura pública aos 16 anos, depois dos Jardins Proibidos, e nunca me deslumbrei. Nos EUA a fama já fazia parte do dia-a-dia”

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António Leitão Amaro: “A política entra em conflito com família e com o amor; pede dedicação, horas inaceitáveis, exige imenso de quem é marido ou mulher de um político”

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António Miguel: “Nasci no ano em que Portugal entrou na CEE, sou da geração do sonho europeu, a geração Erasmus, a primeira geração qualificada que mais emigrou. Cresci com o Maradona, o Ayrton Senna, a última volta da Fernanda Ribeiro, e sei que a nossa geração tem a capacidade de mudar a narrativa”

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Afonso Pimentel: “Os homens da nossa geração são mais angustiados, são os primeiros com o peso às costas de sermos um grande pai, um grande marido, um grande amante e um grande amigo, tudo na mesma pessoa”

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Inês Lopes Gonçalves: “Hoje ninguém se aborrece, porque temos telemóveis e estamos num scroll infinito. Tentar entreter os meus filhos é uma luta diária, porque já nem eu sei estar sem fazer nada”

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Alexandre Meireles: “Os meus pais achavam que trabalhar num grande grupo era uma garantia de segurança, mas agora já não é assim. Os jovens também emigram porque não se sentem importantes dentro das empresas”

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Diana Chaves: “Se eu pudesse voltar atrás diria à menina que eu fui e que perdeu a mãe muito cedo para não perder a esperança, porque ainda iria ser muito feliz”

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Pedro Delgado Alves: “A ideia de que ser titular de um cargo político é algo negativo, é bastante penalizador reputacionalmente”

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Carminho: “A determinação de Cristiano Ronaldo inspira-me. A geração de 80 é uma geração de pessoas muito trabalhadoras e que, com pouco, sempre fizeram muito”

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Bruno Nogueira: “A fragilidade com que as pessoas mais novas lidam com o mundo faz com que o mundo seja um sítio impossível de viver”