A Riqueza dos Esgotos
An episode of the Falando Ciência podcast, hosted by Rádio Universitária FM 107,9, titled "A Riqueza dos Esgotos " was published on October 5, 2022 and runs 26 minutes.
October 5, 2022 ·26m · Falando Ciência
Summary
A natureza dos problemas de saúde e os modos de enfrentá-los, em cada época e país, decorrem das condições políticas, econômicas e sociais concretas vigentes, conformando diversas concepções e práticas referentes ao campo da saúde pública/saúde coletiva. No século quatorze, dados de mortalidade e morbidade foram utilizados como base para as ações de saúde pública na Europa. Pode-se referir, no entanto, como um dos primeiros exemplos do emprego da vigilância, entendida como o registro sistemático de informações de morbimortalidade para orientar ações de controle, o ocorrido em Londres, no século dezessete, durante a epidemia de peste. Na época, párocos das igrejas registravam o número de corpos cremados, com respectivas causas de morte, compilavam e interpretavam os dados para avaliação da extensão da epidemia na capital, e divulgavam as informações através de um relatório de mortalidade para a adoção de ações apropriadas. Com o surgimento de questionamentos ao emprego da expressão vigilância epidemiológica, a partir do final da década de 80, observou-se a adoção do termo vigilância em saúde pública (public health surveillance) na literatura internacional sobre o tema, particularmente nos Estados Unidos e no Canadá. Em relação ao Brasil, o primeiro órgão a utilizar os conceitos e as práticas da moderna vigilância foi o Centro de Investigações Epidemiológicas (CIE) criado, em 1968, na Fundação Serviços de Saúde Pública e que, em 1969, estabeleceu o primeiro sistema nacional de notificação de doenças. Em 1975, a Lei Nº 6.259 instituiu o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SNVE) no país e, em seu artigo 2º, afirma que a ação da vigilância epidemiológica compreende as informações, investigações e levantamentos necessários à programação e à avaliação das medidas de controle de doenças e de situações de agravo à saúde, excluindo as ações de controle. Contudo, no ano seguinte o decreto nº 78.23118, que regulamentou a referida lei, já 20 explicita que a rede especial de serviços de saúde responsável pelas ações de VE além de coletar e divulgar informações proporia e executaria as medidas de controle pertinentes. Como também ocorria em outros países o SNVE centrou sua atuação sobre as doenças de notificação compulsória.
Episode Description
A natureza dos problemas de saúde e os modos de enfrentá-los, em cada época e país, decorrem das condições políticas, econômicas e sociais concretas vigentes, conformando diversas concepções e práticas referentes ao campo da saúde pública/saúde coletiva.
No século quatorze, dados de mortalidade e morbidade foram utilizados como base para as ações de saúde pública na Europa. Pode-se referir, no entanto, como um dos primeiros exemplos do emprego da vigilância, entendida como o registro sistemático de informações de morbimortalidade para orientar ações de controle, o ocorrido em Londres, no século dezessete, durante a epidemia de peste. Na época, párocos das igrejas registravam o número de corpos cremados, com respectivas causas de morte, compilavam e interpretavam os dados para avaliação da extensão da epidemia na capital, e divulgavam as informações através de um relatório de mortalidade para a adoção de ações apropriadas.
Com o surgimento de questionamentos ao emprego da expressão vigilância epidemiológica, a partir do final da década de 80, observou-se a adoção do termo vigilância em saúde pública (public health surveillance) na literatura internacional sobre o tema, particularmente nos Estados Unidos e no Canadá. Em relação ao Brasil, o primeiro órgão a utilizar os conceitos e as práticas da moderna vigilância foi o Centro de Investigações Epidemiológicas (CIE) criado, em 1968, na Fundação Serviços de Saúde Pública e que, em 1969, estabeleceu o primeiro sistema nacional de notificação de doenças.
Em 1975, a Lei Nº 6.259 instituiu o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SNVE) no país e, em seu artigo 2º, afirma que a ação da vigilância epidemiológica compreende as informações, investigações e levantamentos necessários à programação e à avaliação das medidas de controle de doenças e de situações de agravo à saúde, excluindo as ações de controle. Contudo, no ano seguinte o decreto nº 78.23118, que regulamentou a referida lei, já 20 explicita que a rede especial de serviços de saúde responsável pelas ações de VE além de coletar e divulgar informações proporia e executaria as medidas de controle pertinentes. Como também ocorria em outros países o SNVE centrou sua atuação sobre as doenças de notificação compulsória.
Similar Episodes
Mar 3, 2023 ·108m
Jan 18, 2023 ·42m
Aug 25, 2022 ·42m
Aug 12, 2022 ·43m
Jul 12, 2022 ·0m