PODCAST · society
Alta Definição
by SIC
Entrevistas intimistas conduzidas por Daniel Oliveira. Todas as semanas um novo convidado no 'Alta Definição', um programa da SICVeja a versão vídeo deste programa em Opto.sic.pt
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"Mais violento do que a prisão é a busca, a invasão, a violação de privacidade": Isaltino Morais fala pela primeira vez sobre o pior dia da sua vida
Há presidentes de câmara. E depois há Isaltino Morais. Cresceu em Trás-os-Montes, filho de agricultores, numa aldeia onde a pobreza se media em pães distribuídos a quem chegava à porta ao fim de semana. Perdeu o pai aos 14 anos e a mãe mais tarde, ficou sozinho em Bragança aos 12, foi à guerra em Angola, passou 14 meses na prisão e, aos 76 anos, tornou-se um fenómeno das redes sociais — sem nunca ter pedido por isso. Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras há mais de quatro décadas, sentou-se para uma conversa que começa numa canja de garoupa e termina em lágrimas, apesar da promessa feita a si mesmo de que não choraria. "Você tem uma partícula de luz", disse, no final, ao entrevistador. Entre memórias de pesadelos na prisão — comboios que passavam por cima dele e filhos que desapareciam no escuro dos sonhos —, da mãe que vendia oliveiras para pagar os estudos dos filhos, e de um abraço calculado que desarmava os castigos, o autarca mais longevo de Portugal recorda um professor que lhe disse que "nem toda a gente pode ser doutor". Isaltino Morais construiu uma vida que parece desafiar a lógica — e fez de cada cicatriz um argumento. "Se tu quiseres, és tudo", diz.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Filipa Pinto: “Aos 24 anos tive mais um episódio depressivo, os médicos chegaram à conclusão que eu tinha perturbação obsessivo compulsiva”
Filipa Pinto esteve em destaque no programa Alta Definição, numa conversa em que a atriz revelou, com transparência, o percurso de saúde mental que a acompanhou desde a adolescência. A intérprete, conhecida pelo papel da antagonista Sandra na novela Páginas da Vida, descreveu com detalhe o impacto do seu primeiro desgosto amoroso aos 15 anos, episódio que despoletou um processo de autoconhecimento e a levou a procurar apoio psicológico pela primeira vez. Mais tarde, aos 24 anos, viria a ser diagnosticada com perturbação obsessivo-compulsiva, diagnóstico que, paradoxalmente, trouxe consigo um sentimento de alívio. “Ter o diagnóstico final, para mim, foi um grande alívio, porque foi um ‘ok, isto acontece, isto existe, aquilo que eu sinto tem uma associação, tem uma justificação, há sintomas, não sou única, não estou sozinha, há um tratamento, portanto há solução’”, afirmou a atriz, sublinhando a importância de nomear aquilo que se sente como primeiro passo para a recuperação. Ao longo da conversa, a atriz abordou também a resistência inicial à medicação e o caminho que percorreu até a aceitar como parte integrante do seu tratamento, reconhecendo que essa decisão lhe permitiu tornar-se uma versão mais funcional e presente de si mesma. A atriz defendeu com convicção a necessidade de quebrar o estigma em torno da saúde mental. “Eu nunca recusei ajuda; pelo contrário, sempre procurei. Primeiro aos meus amigos, depois à família, depois, se eu precisasse de ajuda psicológica ou mesmo psiquiátrica, eu avançava. Eu só não queria estar sozinha”, confidenciou. Num momento de rara serenidade, Filipa Pinto encerrou a entrevista com uma mensagem dirigida à versão mais frágil de si própria: a certeza de que “o mal não dura para sempre” e de que existe “uma luz ao fundo do túnel”. Ouça aqui a entrevista no Alta Definição em podcast. Este programa foi emitido na SIC a 2 de maio. A sinopse deste episódio foi gerada com o apoio de inteligência artificial. Saiba mais sobre a aplicação desta tecnologia nas redações do Grupo Impresa a partir deste link.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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