Renascença - Vidas Invisíveis

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Renascença - Vidas Invisíveis

Em que situações se pode retirar um filho aos pais? Que mecanismos de ajuda existem? Como melhorar o sistema de prevenção e cuidado? São algumas das questões a debater no Vidas Invisíveis, sobre a realidade do acolhimento de crianças e jovens em risco em Portugal.Este é um podcast Renascença em parceria com a Associação CANDEIA, com produção e apresentação de Ângela Roque, sonorização de Beatriz Garcia e imagem gráfica de Rodrigo Machado. Um novo episódio todas as quartas-feiras.

  1. 9

    Sair do acolhimento. "Sucesso para alguns jovens é chegarem ao final do dia vivos"

    Ter problemas com a justiça ou acabar a dormir na rua não são situações raras na passagem para a autonomia, sublinha o coordenador da Plataforma de Apoio a Jovens (Ex) Acolhidos. João Pedro Gaspar diz que “ter rede” fora das instituições é fundamental, e a saúde mental tem de ser uma prioridade.

  2. 8

    Apadrinhamento civil é para crianças "de todas as idades" e "para a vida toda"

    Medida que lei equipara a “vínculo familiar” não implica, como na adoção, um corte com a família de origem. Sofia Marques, especialista em Direito de Menores, diz que esta é uma das respostas mais eficazes e que pode fazer a diferença quando as crianças saem da situação de acolhimento. Joana Tinoco, madrinha civil de dois irmãos, lamenta que esta possibilidade de ajuda seja ainda pouco conhecida. “Falo à nossa volta e muita gente não sabe que existe”.

  3. 7

    O que são os Amigos Pra Vida? "É poder impactar o futuro de alguém da melhor forma"

    Liliana Vitorino conheceu os Amigos P'ra Vida durante a pandemia e tornou-se "Família Amiga" de Suad. A jovem, de 20 anos, diz que foi "na altura certa" e que a sua vida "mudou para melhor". Neste episódio do podcast "Vidas Invisíveis" falamos deste projeto da associação Candeia que, sem as "amarras" legais de outras respostas de acolhimento, procura criar "rede" de apoio para os jovens fora das instituições.

  4. 6

    Pediatra Mário Cordeiro: "Ser abandonado é o principal medo das crianças"

    É possível retirar um filho aos pais sem ser traumático? Qual é o impacto na saúde e até no desenvolvimento cognitivo? Mário Cordeiro, pediatra e presidente da Associação para Segurança Infantil, fala das marcas que estes processos deixam, considerando que na adoção a rejeição, às vezes múltipla, “devia ser crime”, porque “é devastadora” para as crianças. Já o abuso sexual é a agressão ”mais brutal”, de que dificilmente se recupera.

  5. 5

    Família de Acolhimento. “É ser casa e colo de quem fica sem ele”

    Principal alternativa à institucionalização de menores em risco ainda é pouco aplicada em Portugal. “Precisamos de mais candidatos”, diz Patrícia Bacelar, do Núcleo de Acolhimento Familiar da Santa Casa, que tem uma bolsa com 102 famílias certificadas. O objetivo “é chegar às "250 ativas até 2030". Rosa Amado, que já acolheu dois bebés, garante que apesar das dificuldades “vale a pena” arriscar. “É uma forma de amor que não conhecia se não fosse assim”.

  6. 4

    Uma casa de acolhimento pode ser um lar a sério?

    “Há crianças que nunca se adaptam”, conta Silvina Garcia, de 22 anos, que já viveu numa instituição. No seu caso a experiência “foi muito boa”, apesar da intervenção familiar tardia, mas defende que deve haver mais acompanhamento na transição para a vida adulta. Para Vera Boa Fé, da Fundação O Século, é preciso “desmistificar” o que significa viver numa casa de acolhimento, onde a rotina “é idêntica à de uma família”. Ouça o podcast Vidas Invisíveis, da Renascença

  7. 3

    Quando uma criança é retirada aos pais. "Às vezes o que se pede às famílias é irrealista"

    Joana Simões de Almeida é diretora do Núcleo de Infância e Juventude do Tribunal de Cascais e já foi responsável por uma casa de acolhimento da Misericórdia de Lisboa. Diz que as ajudas são escassas e que há planos de recuperação que "parece que obrigam os pais a falhar!”. Defende maior aposta na prevenção das situações de risco e reforço dos apoios às famílias.

  8. 2

    O estigma de viver numa instituição. “O que fizeste para ir lá parar?”

    Ainda há muito preconceito em relação às crianças e jovens que vivem em instituições. No segundo episódio do podcast ‘Vidas Invisíveis’, sobre a realidade do acolhimento em Portugal, Taciana Mendes, uma jovem acolhida, e Miguel Simões Correia, da associação CANDEIA e do projeto Amigos P’ra Vida, partilham as suas experiências nesta área.

  9. 1

    O que vai mudar no acolhimento de crianças em Portugal?

    A secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes, conversa com a jornalista Ângela Roque sobre a reavaliação que está a ser feita do sistema de proteção e cuidado das crianças e jovens em risco, e sobre a campanha de promoção do acolhimento familiar como medida alternativa ao acolhimento residencial. Portugal ainda é o país europeu com mais crianças institucionalizadas, mas o Governo acredita que a campanha vai permitir alterar os números e a fazer surgir mais famílias de acolhimento.

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Em que situações se pode retirar um filho aos pais? Que mecanismos de ajuda existem? Como melhorar o sistema de prevenção e cuidado? São algumas das questões a debater no Vidas Invisíveis, sobre a realidade do acolhimento de crianças e jovens em risco em Portugal.Este é um podcast Renascença em parceria com a Associação CANDEIA, com produção e apresentação de Ângela Roque, sonorização de Beatriz Garcia e imagem gráfica de Rodrigo Machado. Um novo episódio todas as quartas-feiras.

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