EPISODE · Apr 21, 2026 · 35 MIN
#60 Quando a lei não enxerga a cor, mas o sistema sim
from Odisseia Filosófica · host Jeff Alves
O Brasil tem uma das legislações antirracistas mais rigorosas do mundo. O racismo é crime desde 1988, inafiançável, imprescritível. E ainda assim ele persiste. Todos os dias. Em todo lugar.Por quê?Neste episódio, a gente mergulha fundo em uma ideia que atravessa tudo: o racismo não sobrevive apesar das instituições. Ele sobrevive através delas.Percorremos o direito antirracista brasileiro, da omissão pós-abolição à criminalização atual, e mostramos como a seletividade penal transforma o "suspeito padrão" numa categoria com cor. Entramos em Michel Foucault e o biopoder para entender como o Estado moderno administra a vida. E chegamos em Achille Mbembe e a necropolítica, o poder de ditar quem pode viver e quem deve morrer.Depois, subimos para Enrique Dussel e a Hermenêutica da Libertação: interpretar o mundo não é um ato neutro. É sempre um ato situado. E isso vale para a lei, para a história, para o sagrado.Debatemos ações afirmativas com profundidade, seus fundamentos filosóficos, suas críticas e o que a meritocracia esconde quando o ponto de partida nunca foi igual. E terminamos no terreno da teologia: como a religião foi usada para legitimar a escravidão, como ela também foi o principal vetor de resistência, e o que o racismo religioso nos diz sobre o ataque sistemático à identidade negra.
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O Brasil tem uma das legislações antirracistas mais rigorosas do mundo. O racismo é crime desde 1988, inafiançável, imprescritível. E ainda assim ele persiste. Todos os dias. Em todo lugar.Por quê?Neste episódio, a gente mergulha fundo em uma ideia que atravessa tudo: o racismo não sobrevive apesar das instituições. Ele sobrevive através delas.Percorremos o direito antirracista brasileiro, da omissão pós-abolição à criminalização atual, e mostramos como a seletividade penal transforma o "suspeito padrão" numa categoria com cor. Entramos em Michel Foucault e o biopoder para entender como o Estado moderno administra a vida. E chegamos em Achille Mbembe e a necropolítica, o poder de ditar quem pode viver e quem deve morrer.Depois, subimos para Enrique Dussel e a Hermenêutica da Libertação: interpretar o mundo não é um ato neutro. É sempre um ato situado. E isso vale para a lei, para a história, para o sagrado.Debatemos ações afirmativas com profundidade, seus fundamentos filosóficos, suas críticas e o que a meritocracia esconde quando o ponto de partida nunca foi igual. E terminamos no terreno da teologia: como a religião foi usada para legitimar a escravidão, como ela também foi o principal vetor de resistência, e o que o racismo religioso nos diz sobre o ataque sistemático à identidade negra.
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#60 Quando a lei não enxerga a cor, mas o sistema sim
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