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PODCAST · society

Odisseia Filosófica

Odisseia Filosófica é um podcast que explora a filosofia enquanto uma arte de viver e um caminho de autoconhecimento. Com inspiração nos pensamentos clássicos e contemporâneos, insights de cientistas da religião e pensadores relacionados ao autoconhecimento, convida você a refletir sobre si mesmo, suas relações com os outros e com a realidade, trazendo propostas de exercícios para uma vida mais equilibrada e consciente. 🦉 Junte-se a essa jornada de sabedoria e descubra como as grandes ideias podem transformar o seu cotidiano.

  1. 81

    #82 O que é Saúde Pública? Justiça, Poder e o Bem Comum

    Você realmente é responsável pela própria saúde? Ou a maior parte daquilo que mantém você vivo foi construída por pessoas que você nunca vai conhecer?Neste episódio, damos início a uma nova série da Odisseia Filosófica: uma jornada pela ética em saúde. E começamos com uma pergunta que parece simples, mas que esconde uma profundidade enorme — o que é, exatamente, a saúde pública?Vamos descobrir por que cuidar de uma população exige uma ética completamente diferente daquela que rege a relação entre um médico e um paciente. Vamos perguntar quem é, de fato, esse "público" que a saúde pública pretende proteger. Vamos explorar a tensão entre justiça e legitimidade, entre liberdade individual e bem comum, entre autonomia e interdependência.No caminho, vamos olhar para exemplos concretos — a vacinação, a desigualdade entre bairros de uma mesma cidade, a prevenção invisível que nunca é celebrada — para entender por que cada política de saúde distribui benefícios e custos, e por que essa distribuição raramente é neutra.No fim, a pergunta que fica não é apenas "como tratar doenças", mas algo mais fundo: o que devemos uns aos outros, simplesmente por viver juntos?

  2. 80

    #81 Gênero, Espiritualidade e o Sagrado

    O que xamãs amazônicos, terreiros de Candomblé, bruxas pagãs e alquimistas medievais têm em comum quando o assunto é gênero? Mais do que parece.Neste episódio de encerramento da Série Gênero, a Odisseia Filosófica sai do debate político e entra nos territórios onde a humanidade sempre buscou suas respostas mais profundas: as religiões, os mitos e o sagrado.Percorremos as cosmologias indígenas e a lógica da complementaridade, o transe nos terreiros onde o axé não tem gênero, o retorno da Deusa no neopaganismo, os conceitos de Anima e Animus em Carl Jung, o símbolo alquímico do Casamento Alquímico, as mulheres que lideraram o esoterismo ocidental quando a política ainda lhes negava voz, e uma releitura de Gênesis 3 que muda tudo o que você pensava sobre Eva.No fim, uma pergunta atravessa todas as tradições: o que significa tornar-se inteiro?

  3. 79

    #80 Gênero, Poder e Conhecimento: quem tem o direito de definir a realidade humana?

    Você já teve a experiência de falar algo e não ser levado a sério — não pelo que disse, mas por quem você é? Essa experiência tem nome, tem estrutura e, surpreendentemente, tem filosofia.No terceiro episódio da Série Gênero, deixamos de perguntar apenas o que é o gênero para investigar algo mais profundo e mais inquietante: quem tem o poder de definir a realidade humana — e o que acontece com aqueles que foram excluídos dessa conversa?Neste episódio percorremos cinco terrenos:🔹 Filosofia — as grandes interpretações do que o gênero é, sem falso consenso e sem simplificação.🔹 Epistemologia — como o conhecimento é produzido, por quem, e quais vozes foram sistematicamente excluídas dessa produção. Com Sandra Harding, Donna Haraway e o conceito de injustiça epistêmica de Miranda Fricker.🔹 Interseccionalidade e Decolonialidade — Kimberlé Crenshaw, Lélia Gonzalez e a crítica ao feminismo eurocêntrico. O que o colonialismo fez com nossas categorias de gênero.🔹 Direito — como conceitos filosóficos se tornam leis que determinam quem vive com mais segurança, dignidade e proteção.🔹 Sagrado — como hinduísmo, budismo, taoísmo, religiões de matriz africana e as diferentes tradições cristãs pensaram o gênero — e o que isso revela sobre o que parece natural mas é histórico.Filosofia como arte de viver.📩 Contato e conteúdos: @odisseiafilosofica

  4. 78

    #79 O Gênero em disputa: das distinções até o colapso das certezas

    Quando alguém diz "gênero", parece que está usando uma palavra simples. Mas talvez nenhum conceito contemporâneo carregue tantas definições tão incompatíveis entre si. Para alguns, é biologia. Para outros, cultura. Para outros, identidade. Para alguns filósofos, poder. E para um grupo significativo de pensadoras, talvez nenhuma dessas respostas seja suficiente.Neste episódio, acompanhamos o percurso de uma ideia que nasceu para resolver um problema, gerou outros, foi criticada por todos os lados — e ainda permanece viva no centro de um dos debates mais importantes do nosso tempo.Percorremos juntos 16 atos: do determinismo biológico de Geddes e Thompson à performatividade de Judith Butler; da crítica de Elizabeth Spelman ao "solipsismo branco" às propostas de Sally Haslanger, Iris Marion Young e Linda Alcoff; dos casos intersexo que desafiam o binarismo biológico às identidades genderqueer que questionam se o binário esgota as possibilidades humanas.A pergunta que sustenta tudo: o gênero é uma realidade que descobrimos ou uma categoria que construímos?E a pergunta mais profunda, que aparece no encerramento: como nos tornamos quem somos? Quanto daquilo que somos escolhemos? E quem escolheu o restante?Leituras recomendadasO Segundo Sexo (Beauvoir): https://amzn.to/4uN8R9NProblemas de Gênero (Butler): https://amzn.to/4uMpNNwA Dominação Masculina (Bordieu): https://amzn.to/4vVMIXIOrlando (Virginia Wolf): https://amzn.to/3ShsUztSexing The Body (Fausto-Sterling): https://amzn.to/4a5UaHg

  5. 77

    #78 O que é Gênero? Identidade, Corpo, Cultura e a Construção do Humano

    Antes de você nascer, o mundo já tinha uma opinião sobre quem você deveria ser.Neste episódio, abrimos a Série Gênero com a pergunta que vai atravessar toda a jornada: o gênero é algo que somos, algo que aprendemos ou algo que continuamente construímos?Em mais de uma hora de investigação, percorremos a história da palavra, a biologia do desenvolvimento, a virada feminista, a psicologia da identidade e os pensadores que mais transformaram esse debate: Simone de Beauvoir, Judith Butler e Michel Foucault.Não é um episódio de um lado nem de outro. É um convite a compreender — com rigor e com humanidade — uma das dimensões mais centrais da existência humana.──────────────────────🦉 O QUE VOCÊ VAI ENCONTRAR──────────────────────→ Sexo, gênero, identidade e papel de gênero: as diferenças que importam→ O que a biologia realmente diz — e onde ela não chega→ "Não se nasce mulher, torna-se": o que Beauvoir realmente quis dizer→ Performatividade de gênero: Butler sem distorções→ Foucault e o poder de definir o que é "normal"→ Intersexo, transgeneridade e culturas com mais de dois gêneros→ A tensão universal entre autenticidade e pertencimento──────────────────────📚 LEITURAS RECOMENDADAS──────────────────────O Segundo Sexo — Simone de Beauvoir: https://amzn.to/4v4zsQmProblemas de Gênero — Judith Butler: https://amzn.to/49WSUGqHistória da Sexualidade I — Michel Foucault: https://amzn.to/4v5mQsiA Dominação Masculina — Pierre Bourdieu: https://amzn.to/4xtvi6sMasculinidades — Raewyn Connell (em inglês): https://amzn.to/4xnUfjr

  6. 76

    #77 Psicologia, Saúde, Mente-Corpo e a Arte de Viver Inteiro

    Imagine alguém com todos os exames em ordem. Pressão normal. Colesterol dentro dos limites. O médico sorri e diz: "Pode ir."Mas quando ela sai do consultório, não consegue lembrar por que está voltando para casa.Essa pessoa está saudável?Durante séculos, a medicina respondeu com base na biologia. A psicologia chegou com uma pergunta diferente — e mudou permanentemente o que entendemos por saúde.Neste episódio, percorremos o caminho que vai do modelo biomédico ao modelo biopsicossocial. Passamos pela psicanálise de Freud, Winnicott e Lacan — e pelo que significa o sintoma como mensagem, não como erro. Pela TCC e a herança estoica que descobriu que não são os fatos que nos adoecem, mas a interpretação que fazemos deles. Pelo humanismo existencial de Rogers e Maslow — e pela diferença entre funcionar e florescer. Pela psicossomática — o corpo que fala quando a palavra falha. Pela psiconeuroimunologia — a ciência que documenta o diálogo entre emoção, sistema nervoso e célula imune. E chegamos à qualidade de vida: não como ausência de doença, mas como a qualidade da relação que mantemos com a própria existência.No final, a pergunta não é apenas médica. É filosófica. É existencial.Não: "Como está o seu corpo?"Mas: como você está habitando a própria vida?Odisseia Filosófica — Filosofia como arte de viver.🦉 @odisseiafilosofica

  7. 75

    #76 Promover Saúde: criar condições para viver

    Quando falamos em promoção da saúde, pensamos em campanhas, exames, alimentação, exercício. Mas e se essa for apenas a superfície de uma pergunta muito mais profunda?O que realmente estamos promovendo quando promovemos saúde?Neste sétimo episódio da série Saúde, percorremos dez estações de compreensão — da filosofia à política pública, do corpo à espiritualidade, da psicanálise ao direito — para descobrir que saúde não é ausência de doença. É uma forma de habitar o mundo.Ao longo do episódio, você vai encontrar:— Canguilhem e a ideia de que saúde é capacidade de criar novas normas, não conformidade com a normalidade estatística— A Carta de Ottawa e o momento em que a medicina admitiu que a maior parte do que nos adoece está fora dos hospitais— Foucault e o paradoxo de que a promoção da saúde pode ser tanto emancipação quanto controle— Os determinantes sociais que adoecem antes que qualquer vírus chegue— Rogers, Freud e a saúde mental como capacidade de habitar o conflito — não eliminá-lo— Merleau-Ponty e o corpo que não possuímos, mas somos— Nietzsche e a Grande Saúde que inclui a doença— O que judaísmo, budismo e xintoísmo souberam sobre saúde antes da medicina moderna— O SUS como filosofia política encarnada— A judicialização da saúde e o dilema entre a vida singular e os recursos coletivosAo final, a pergunta que abre o episódio retorna — e já não cabe na mesma resposta de antes.

  8. 74

    #75 O que está em jogo quando falamos de Educação em Saúde?

    Nunca tivemos tanta informação sobre saúde. E nunca estivemos tão adoecidos. O que está acontecendo? Neste sexto episódio da Série Saúde, mergulhamos no campo filosófico e psicológico da Educação em Saúde - um território muito mais complexo do que campanhas e manuais. Com Michel Foucault, Paulo Freire, Immanuel Kant e a psicologia da mudança de comportamento, investigamos a tensão central: educar para a saúde é desenvolver autonomia ou produzir obediência? Por que o ser humano resiste à transformação mesmo quando possui informação suficiente? E o que significa, concretamente, aprender a cuidar de si.

  9. 73

    #74 Saude Única: a saúde que está fora de você

    O corpo humano não termina na pele. Neste episódio, exploramos o conceito de Saúde Única (One Health) - a ideia de que saúde humana, animal e ambiental são inseparáveis. Da filosofia de Spinoza às pandemias do século XXI, do modelo biomédico ao sofrimento ecológico, passando pelo Brasil e seus paradoxos: a Amazônia, o SUS, a desigualdade e a crise climática.

  10. 72

    #73 Modelo Biomédico e Modelo Biopsicossocial: não somos máquinas

    Você já saiu de uma consulta médica com exames normais — e com a sensação de que nada havia sido compreendido?Esse incômodo tem raízes filosóficas profundas. Desde Descartes, a medicina moderna aprendeu a tratar o corpo como uma máquina extraordinariamente sofisticada. Esse olhar gerou conquistas imensas — vacinas, antibióticos, cirurgia, bacteriologia. Mas também criou um ponto cego: o ser humano que está dentro daquele corpo.Neste episódio, exploramos o modelo biomédico e seus limites, o nascimento do modelo biopsicossocial proposto por George Engel em 1977, e o que a ciência contemporânea revela sobre a relação entre trauma, contexto social, emoção e adoecimento.A pergunta central não é médica. É filosófica: o que se perde quando reduzimos o sofrimento humano apenas ao funcionamento biológico?Biografia e biologia não são mundos separados. E compreender isso pode mudar não só como você pensa sobre saúde — mas como você cuida de si mesmo e das pessoas que você ama.

  11. 71

    #72 Saúde, Corpo e Existência: a Saúde como um modo de habitar o mundo

    Você já passou por um período em que tudo funcionava, os exames normais, o trabalho em dia, a vida organizada, e mesmo assim algo estava faltando? Que você estava funcionando, mas não estava vivendo?Neste episódio, a gente mergulha numa das perguntas mais importantes que a filosofia pode fazer à medicina: o que significa realmente estar saudável?Passamos pela fenomenologia do corpo, esse corpo que você normalmente esquece que tem, com Merleau-Ponty, Gadamer e Havi Carel. Exploramos Canguilhem e a ideia de saúde como potência: não ausência de fragilidade, mas capacidade de criar novas normas diante da vida. Questionamos a tirania do bem-estar perfeito e o que Byung-Chul Han chama de violência da positividade. E ampliamos o olhar para o que a biologia confirma: o ambiente, a desigualdade, a solidão e o sentido existencial moldam o corpo tanto quanto qualquer gene.Porque talvez o contrário da saúde não seja apenas a doença. Seja a perda de potência de existir.

  12. 70

    #71 Doença, Normalidade e Poder: Quem decide quando estamos doentes?

    Quando um médico diz que você tem um transtorno, ele está descobrindo algo que já existia na natureza... ou nomeando algo segundo os valores da sua época?Neste episódio, entramos num dos debates mais profundos da filosofia da medicina: a doença é um fato objetivo do corpo — ou uma construção atravessada por cultura, poder e normas sociais? Por décadas, a homossexualidade foi catalogada como doença mental. Havia um diagnóstico chamado drapetomania, que descrevia a suposta loucura dos escravos que fugiam do cativeiro. Hoje, discutimos se tristeza é depressão, se agitação infantil é transtorno, se timidez é fobia social.Exploramos o confronto entre naturalismo e construtivismo, a armadilha de confundir saúde com funcionalidade, a medicalização da existência e o corpo como campo político — com Boorse, Canguilhem, Foucault, Szasz e outros como guias.Porque o problema não é apenas tratar doenças. É decidir o que será chamado de doença.🦉 Odisseia Filosófica — Filosofia como arte de viver.

  13. 69

    #70 O que é Saúde? O que é estar saudável?

    O que é, afinal, estar saudável?A pergunta parece simples. Mas ela desmorona qualquer certeza que você tinha.Você pode ter todos os exames normais e, ao mesmo tempo, estar progressivamente se distanciando de você mesmo. Pode estar funcionando — mas não vivendo. E essa diferença pode ser maior do que você imagina.Neste episódio, vamos fazer uma arqueologia da saúde: desmontar a definição mais comum, entrar no debate filosófico que a medicina raramente admite ter, e chegar a uma imagem mais honesta do que significa — ou poderia significar — estar bem.Passamos por Georges Canguilhem e a ideia de saúde como adaptação (não como estado perfeito), por Michel Foucault e o poder de definir o normal, pelo caso histórico mais perturbador da medicalização, pelo confronto entre naturalismo e construtivismo, e pela pergunta que talvez seja a mais urgente da modernidade:Você está saudável — ou está apenas funcionando?Neste episódio:— Por que "ausência de doença" é uma definição que não funciona— A ilusão da normalidade e quem tem o poder de defini-la— O debate filosófico entre naturalismo e construtivismo— A medicalização da vida e quando o cuidado vira controle— A diferença entre existir, funcionar e viver— Saúde como relação, e não como estado fixo📚 Livros para aprofundar o tema:1. O Normal e o Patológico — Georges Canguilhem https://amzn.to/3Pqp3PEO livro central deste episódio. Canguilhem propõe que saúde não é conformidade com uma norma estatística, mas a capacidade do organismo de criar novas normas. Uma das obras mais importantes da filosofia da medicina do século XX — e surpreendentemente acessível.2. Em Busca de Sentido — Viktor Frank https://amzn.to/3PeLMOBUm psiquiatra que sobreviveu a Auschwitz e fundou a logoterapia. O livro é ao mesmo tempo relato biográfico e introdução a uma tese filosófica: o ser humano suporta quase qualquer sofrimento se tiver um porquê. Uma das obras mais importantes já escritas sobre saúde psíquica e existência.3. Nascimento da Clínica — Michel Foucault https://amzn.to/4dh7qLgFoucault rastreia como o olhar médico moderno foi construído historicamente — e como ele se tornou também um instrumento de poder. Indispensável para entender como a medicina classifica, normaliza e controla.4. Sociedade do Cansaço — Byung-Chul Han https://amzn.to/3PykWRBO filósofo sul-coreano diagnostica a patologia central da nossa época: a exaustão gerada não pela repressão externa, mas pelo imperativo de desempenho. Uma leitura essencial para entender por que tantas pessoas funcionam — mas não vivem.

  14. 68

    #69 Saúde não é só ausência de doença e o corpo não é apenas uma máquina

    E se boa parte do nosso adoecimento tiver raízes em algo que nenhum exame consegue capturar?Neste episódio, a gente investiga o que significa realmente estar com saúde — e descobre que a resposta vai muito além do "está tudo normal" do médico.Da armadilha do modelo biomédico à sabedoria da abordagem biopsicossocial, passando pela crise ecológica, pelas desigualdades que adoecem populações inteiras e pela filosofia do cuidado — este é um convite a olhar para a saúde como ela de fato é: um processo profundamente humano, relacional e filosófico.Você vai refletir sobre:→ Por que o corpo frequentemente fala o que a vida não consegue dizer→ Como o estresse, a solidão e a desigualdade entram no adoecimento→ O que a crise climática tem a ver com a saúde mental→ Por que cuidar é, no fundo, um ato filosófico🦉 Odisseia Filosófica — Filosofia como arte de viver.

  15. 67

    #68 Direitos Humanos, Racismo, Interseccionalidade e Construções Sociais

    Existe uma diferença enorme entre uma violência explícita e uma estrutura que distribui oportunidades, proteção e dignidade de forma desigual — mas de um jeito tão cotidiano que parece normal. Parece natural. Parece como as coisas simplesmente são.Esse é o ponto de partida do episódio de hoje.Nele, exploramos a construção social da raça não apenas como um debate político, mas como uma investigação filosófica profunda: como o poder, quando funciona bem, aprende a se tornar invisível? Como estruturas sociais entram na subjetividade? E o que significa, de fato, ser reconhecido como humano?Passamos por Silvio Almeida e os três níveis do racismo — do individual ao estrutural. Por Kimberlé Crenshaw e o conceito de interseccionalidade, que mostra como raça, gênero e classe não se somam, mas se cruzam — produzindo formas específicas de sofrimento que desaparecem quando analisamos cada categoria isoladamente. Por Boaventura de Sousa Santos e a razão metonímica — a ideia de que uma parte da experiência humana se apresenta como o todo, invisibilizando outros saberes, outras formas de existir, outras formas de conhecer. E por Cida Bento, que nos convida a enxergar o que o privilégio torna invisível — inclusive para quem se considera progressista.No centro de tudo: a diferença entre igualdade formal e equidade real. Entre ser objeto de discurso e ser sujeito de direito.

  16. 66

    #67 O Racismo que não precisa de Racistas

    Existe um racismo que não precisa de racistas para funcionar. Ele não está apenas no insulto explícito, na agressão, no ódio declarado. Está nas estruturas silenciosas que distribuem oportunidades, riscos e reconhecimento de forma desigual — nas escolas, nos hospitais, no mercado de trabalho, nos olhares que formamos sobre os outros e sobre nós mesmos.Neste episódio, a Odisseia Filosófica mergulha em uma das questões mais complexas e urgentes da nossa época: como uma sociedade produz subjetividades através da raça? A partir de Silvio Almeida, Frantz Fanon, Sueli Carneiro e da teoria do reconhecimento de Axel Honneth, exploramos como o racismo estrutural vai muito além da discriminação pontual — ele molda identidades, produz sofrimento psíquico e organiza quem pertence e quem está apenas tolerado nos espaços sociais.Uma conversa filosófica, psicológica e existencial sobre estrutura, máscara, reconhecimento e o que significa tornar-se sujeito numa sociedade desigual.Livros para aprofundamento:1. Racismo Estrutural — Silvio Almeida: https://amzn.to/4d5VWKq O ponto de partida mais rigoroso para entender o tema do episódio. Almeida distingue com precisão as dimensões individualista, institucional e estrutural do racismo, mostrando como ele é a lógica do sistema, não um desvio dele. Leitura densa, mas acessível para quem já tem algum trânsito com ciências sociais.2. Pele Negra, Máscaras Brancas — Frantz Fanon: https://amzn.to/4ub9ASGO clássico incontornável. Fanon entrelaça psicanálise, fenomenologia e filosofia colonial para mostrar o que o racismo faz por dentro — como ele produz alienação, fragmenta a identidade e obriga o sujeito a habitar uma máscara para ser reconhecido. Um livro que dói e ilumina ao mesmo tempo.3. Luta por Reconhecimento — Axel Honneth: https://amzn.to/48T6H0iPara quem quer aprofundar o eixo filosófico do episódio. Honneth desenvolve a teoria do reconhecimento — amor, direitos e solidariedade como necessidades existenciais fundamentais — e mostra como a privação de reconhecimento está na raiz de conflitos sociais e do sofrimento subjetivo. É o livro que dá o vocabulário filosófico mais preciso para o que Fanon e Carneiro descrevem na prática.

  17. 65

    #66 A Branquitude e o Branqueamento: quem foi escolhido como universal?

    Existe um privilégio tão profundo que quem o possui raramente precisa pensar sobre ele: o de ser considerado simplesmente humano.Neste episódio, a Odisseia Filosófica investiga uma das questões mais urgentes e menos debatidas com profundidade: o que é branquitude? O que foi o branqueamento como projeto de nação? E o que acontece com uma subjetividade que cresce tentando se aproximar de um ideal que nunca foi feito para ela?Da filosofia ocidental e sua ficção do "sujeito universal" à colonialidade do poder de Aníbal Quijano; do pacto narcísico da branquitude descrito por Cida Bento à alienação racial de Frantz Fanon; do projeto histórico de embranquecer o Brasil ao mito da democracia racial — este episódio percorre filosofia, psicologia, história e teologia para mostrar como sistemas de poder entram na subjetividade e moldam o que cada pessoa acredita que precisa ser para merecer reconhecimento.Uma investigação filosófica sobre quem foi autorizado a representar o humano universal — e a que custo.🦉 Odisseia Filosófica — filosofia como arte de viver.Para aprofundar1. Peles Negras, Máscaras Brancas — Frantz Fanon É o livro que ancora o episódio inteiro. Fanon escreve como psiquiatra e filósofo ao mesmo tempo, descrevendo de dentro o que é crescer num mundo que te define como o outro. É denso, mas absolutamente acessível a quem ouviu o episódio — cada conceito que você tocou tem ali o seu desenvolvimento completo. Link: https://amzn.to/4nopLsZ2. O Pacto da Branquitude — Cida Bento Publicado em 2022 pela Companhia das Letras, é talvez o livro mais direto sobre branquitude no contexto brasileiro. Cida Bento escreve de forma clara e sem academicismo excessivo — ideal para quem quer entender como o pacto narcísico opera nas empresas, nas famílias e nas instituições do país. Funciona como um prolongamento natural do que você discutiu. Link: https://amzn.to/4ff1zqX 3. Tornar-se Negro — Neusa Santos Souza Um clássico brasileiro dos anos 1980 que permanece surpreendentemente atual. Neusa investiga o processo de ascensão social do negro brasileiro e o custo psíquico que esse processo cobra. É um livro pequeno, mas devastador — e conecta diretamente com o bloco sobre Fanon e a máscara branca. Para o público da Odisseia, que busca filosofia aplicada à experiência vivida, é uma leitura que pode mudar perspectivas. Link: https://amzn.to/4njkFyc

  18. 64

    #65 Quando o Universal exclui - Interseccionalidade, poder e os limites da teoria

    Existe uma forma sofisticada de exclusão que não usa correntes nem decretos. Ela usa categorias. Ela usa a palavra todos.Neste segundo episódio da Série Interseccionalidade, a gente vai além da origem do conceito e entra no terreno onde ele revela sua verdadeira potência — e também seus limites. O que acontece quando as instituições só enxergam uma dimensão da experiência humana de cada vez? Por que uma lei pode ser justa para uns e invisível para outros? E como o Brasil encarna, na carne, tudo o que a teoria descreve?Passamos pelo problema do universalismo e sua promessa generosa que pode esconder desigualdade, pela mecânica da subinclusão e superinclusão, pelas três formas de interseccionalidade identificadas por Kimberlé Crenshaw — estrutural, política e representacional — e pelos casos concretos da violência obstétrica, do trabalho doméstico e da expectativa de vida de 35 anos de mulheres trans negras no Brasil.No final, a filosofia nos coloca diante de uma pergunta que não tem resposta fácil: ao tentar compreender todas as dimensões da experiência humana, corremos o risco de perder aquilo que ainda escapa a qualquer categoria?Para aprofundar:Interseccionalidade (Patricia Hill Collins e Silma Bilge): https://amzn.to/4uyBfN0Pensamento Feminista Negro (Patricia Hill Collins): https://amzn.to/4nlrWxqInessential Woman (Elizabeth Spellman): https://amzn.to/4d7bWugBem Mais que Ideias (Patricia Hill Collins): https://amzn.to/4uZPACD

  19. 63

    #64 Interseccionalidade - Quando a Experiência não cabe na Categoria

    Uma mulher é demitida. Ela abre um processo por discriminação. E o tribunal a absolve porque a empresa contratava mulheres. E contratava negros. Só que nunca tinha contratado uma mulher negra.O sistema jurídico reconheceu os dois tipos de discriminação separadamente. Mas não conseguiu enxergar o que estava no cruzamento.Esse caso real — DeGraffenreid versus General Motors, 1976 — é o ponto de partida do episódio de hoje. E nos leva a uma das perguntas mais antigas da filosofia: o que acontece quando tentamos explicar a vida com mapas que não cobrem todo o território?Neste primeiro episódio da Série Interseccionalidade, mergulhamos no conceito não apenas como debate político ou sociológico, mas como problema filosófico, epistemológico e existencial. Conversamos sobre os limites das categorias sociais, a genealogia histórica da ideia — de Sojourner Truth ao Combahee River Collective, de W.E.B. Du Bois a Kimberlé Crenshaw — e o que Franz Fanon e Lélia Gonzalez tinham a dizer sobre existir num mundo que não tem linguagem para a sua experiência.E, porque rigor intelectual exige honestidade, também examinamos onde o próprio conceito tem seus limites: o risco da fragmentação, da essencialização do sujeito e da hierarquia do sofrimento.Filosofia como arte de viver — profunda sem ser inacessível.

  20. 62

    #63 Racismo, Psicologia e a Mente Racializada

    No episódio final da série sobre Racismo, o Odisseia Filosófica entra no lugar mais íntimo onde o racismo opera: a mente humana. O que acontece com uma criança que cresce num mundo que comunica, de mil formas, que ela vale menos? Como a psicologia, ciência do cuidado, participou da produção do sofrimento que hoje tenta tratar? E o que significa descolonizar a mente? Com Fanon, Neusa Santos Souza, Lélia Gonzalez, Foucault e Martín-Baró, um episódio sobre subjetividade, libertação e o direito radical de existir.

  21. 61

    #62 Quando a espiritualidade reforça o Racismo

    E se algumas das espiritualidades mais populares hoje estivessem reforçando, sem perceber, exatamente as desigualdades que dizem combater?Neste episódio não falamos do racismo como violência explícita. Falamos do racismo como forma de consciência. Como ele se esconde dentro de práticas que se apresentam como caminhos de libertação: na lei da atração, no karma mal interpretado, no "somos todos um", na admiração fetichizada pelo "primitivo", no extrativismo espiritual, na hierarquia das almas.Neste episódio exploramos:- O conceito de Bypass Espiritual e como ele opera como mecanismo de fuga do sofrimento histórico- A diferença entre universalismo como horizonte e universalismo como apagamento- A Lei da Atração e a culpabilização metafísica da vítima- A meritocracia espiritual e sua herança na Teosofia e na Antroposofia- Extrativismo espiritual: o colonialismo que mudou de linguagem- A fetichização do "primitivo" e o Salvador Branco como narcisismo moral- O que seria, afinal, uma espiritualidade não alienada Com referências em John Welwood, Thich Nhat Hanh, Pierre Bourdieu, Lilla Watson, Helena Blavatsky e a tradição filosófica que questiona o poder simbólico das crenças.

  22. 60

    #61 Quando o Sagrado tem cor: Racismo e Religião

    Quando você era criança e imaginava Deus, como era essa imagem? E o demônio?Ninguém precisou te dizer nada. A imagem falou sozinha. E é exatamente aí que começa um dos racismos mais profundos que existem: o racismo simbólico, aquele que não precisa de palavras, que age pela imagem, pelo rito, pela ideia de quem é sagrado e quem é profano.Neste episódio, a gente entra num território que incomoda e que precisa incomodar.Vamos investigar como a religião foi usada, durante séculos, como uma das ferramentas mais eficientes de dominação racial: nas bulas papais que autorizaram a escravidão, no Código Penal que criminalizou o atabaque, na demonização de Exu, na perseguição que queimou terreiros e prendeu mães de santo.Mas vamos falar também, e isso é igualmente importante, de como as pessoas que foram dominadas transformaram essa mesma religião em arma de resistência. Nos terreiros que preservaram línguas proibidas. Nas irmandades que compravam liberdades. Nos Spirituals que eram mapas de fuga. No dessincretismo que diz, hoje, em voz alta: Exu não é o Diabo. Nunca foi.Neste episódio você vai encontrar James Cone e a Teologia Negra, Achille Mbembe e a Necropolítica, Sueli Carneiro e o epistemicídio, a história de Bilal no Islã, de Ambedkar no Hinduísmo, das Irmandades de Homens Pretos no Brasil colonial e a filosofia do terreiro como território de reexistência.

  23. 59

    #60 Quando a lei não enxerga a cor, mas o sistema sim

    O Brasil tem uma das legislações antirracistas mais rigorosas do mundo. O racismo é crime desde 1988, inafiançável, imprescritível. E ainda assim ele persiste. Todos os dias. Em todo lugar.Por quê?Neste episódio, a gente mergulha fundo em uma ideia que atravessa tudo: o racismo não sobrevive apesar das instituições. Ele sobrevive através delas.Percorremos o direito antirracista brasileiro, da omissão pós-abolição à criminalização atual, e mostramos como a seletividade penal transforma o "suspeito padrão" numa categoria com cor. Entramos em Michel Foucault e o biopoder para entender como o Estado moderno administra a vida. E chegamos em Achille Mbembe e a necropolítica, o poder de ditar quem pode viver e quem deve morrer.Depois, subimos para Enrique Dussel e a Hermenêutica da Libertação: interpretar o mundo não é um ato neutro. É sempre um ato situado. E isso vale para a lei, para a história, para o sagrado.Debatemos ações afirmativas com profundidade, seus fundamentos filosóficos, suas críticas e o que a meritocracia esconde quando o ponto de partida nunca foi igual. E terminamos no terreno da teologia: como a religião foi usada para legitimar a escravidão, como ela também foi o principal vetor de resistência, e o que o racismo religioso nos diz sobre o ataque sistemático à identidade negra.

  24. 58

    #59 Racismo Epistêmico: quem decide o que é verdade?

    O racismo mais duradouro não é o que grita. É o que organiza silenciosamente o que você considera verdade.Neste episódio, exploramos os conceitos de historicídio, colonialidade do saber, racismo epistêmico e racismo estrutural, mostrando como o controle sobre o conhecimento é, também, uma forma de controle sobre as pessoas.Com referências de Silvio Almeida, Renato Noguera, Ailton Krenak, Davi Kopenawa, Cida Bento e John Rawls, esse episódio não apenas explica o racismo, ele convida você a examinar de onde vêm os pensamentos que você considera seus.Para aprofundar:Racismo Estrutural (Silvio Almeida): https://amzn.to/4cCuSRBO Ensino De Filosofia E A Lei 10639 (Renato Noguera): https://amzn.to/4tUSCr4A Queda do Céu (Davi Kopenawa): https://amzn.to/48aSsDDBranquitude: diálogos sobre racismo e antirracismo: https://amzn.to/48EuAb

  25. 57

    #58 Racismo, Filosofia e Epistemicídio

    O racismo não é apenas uma questão de comportamento. É uma estrutura de pensamento. Neste episódio, a gente mergulha fundo numa pergunta desconfortável: como os filósofos que defenderam a liberdade universal também construíram a justificativa intelectual para a escravidão e o colonialismo?Exploramos o conceito de epistemicídio, o assassinato de formas de saber, através de Sueli Carneiro e Boaventura de Sousa Santos. Vemos como Frantz Fanon analisou o impacto do racismo na subjetividade. Entendemos por que Lélia Gonzalez dizia que o Brasil sofre de uma neurose. E descobrimos na filosofia Ubuntu, no giro decolonial e nas epistemologias do sul respostas filosóficas profundas para a questão da dignidade do conhecimento.Pensadores deste episódio: Immanuel Kant, G. W. F. Hegel, Frantz Fanon, Sueli Carneiro, Boaventura de Sousa Santos, Lélia Gonzalez, Nelson Maldonado-Torres, Walter Mignolo, Djamila Ribeiro, Ubuntu, Abdias do Nascimento.

  26. 56

    #57 O que é Racismo, afinal?

    A maioria de nós aprendeu que racismo é ódio. Que é xingamento. Que é crueldade explícita. E quando aparece algo mais sutil, mais cotidiano, mais ambíguo: a gente duvida. Minimiza. Fala: "mas ele não quis dizer isso assim."É exatamente aí que o problema se perpetua.Nesse episódio, a gente desacelera. Para. E pensa com clareza, sem culpa e sem simplificação.Porque o racismo não é apenas um problema moral. Ele é, antes de tudo, um problema filosófico. E um problema que só se resolve quando a gente entende o que ele é nas suas raízes e nas suas camadas.Percorremos o debate entre Kwame Anthony Appiah, Tommie Shelby e J. L. A. Garcia sobre onde o racismo vive: na crença, no ódio ou no sistema. Entramos na invenção histórica da ideia de raça, no mito da democracia racial, no colorismo brasileiro, na psicologia do preconceito e na lógica da desumanização.E chegamos à pergunta que sustenta tudo: é possível superar o racismo?Para aprofundar:Racismo, Sexismo e Desigualdade no Brasil (Sueli Carneiro): https://amzn.to/4tJ6EMtRacismo Estrutural (Silvio Almeida, Djamila Ribeiro): https://amzn.to/4mitBDA

  27. 55

    #56 Raça, Psicologia e Subjetividade Racializada

    Uma criança de quatro anos senta na frente de duas bonecas. As duas são idênticas, mesma roupa, mesmo tamanho, o mesmo sorriso de plástico. A única diferença é a cor da pele.O pesquisador pergunta: "Qual é a boneca boa?" A criança aponta para a branca. "Qual é a feia?" A criança aponta para a negra. E então vem a última pergunta, a mais difícil: "Qual se parece com você?" A criança negra aponta para a boneca negra. E chora.Esse experimento foi feito nos anos 1940 pelos psicólogos Mamie e Kenneth Clark. Ele foi apresentado à Suprema Corte americana e ajudou a acabar com a segregação racial nas escolas. Mas o que me interessa não é o impacto jurídico. É o que aquela cena revela: uma criança de quatro anos já tinha aprendido que era a boneca feia. O mundo tinha ensinado isso a ela, sem palavras, em tudo.Hoje a gente entra num dos territórios mais delicados dessa série sobre raça. Não a biologia. Não a história. A mente. O que o racismo faz com a subjetividade de quem vive sob ele e com a de quem se beneficia dele.Esse episódio percorre três movimentos. Primeiro, o passado sombrio: quando a psicologia não apenas observou o racismo, mas o produziu. Segundo, o que acontece com a mente de quem é racializado como inferior, Fanon, Neusa Santos Souza, o trauma racial, a identidade que precisa ser conquistada. E terceiro, o outro lado: a branquitude como subjetividade, a fragilidade branca, o pacto do silêncio e a possibilidade de desconstrução.Autores e pensadores que atravessam esse episódio: Frantz Fanon, Neusa Santos Souza, William Cross, Wade Nobles, Cida Bento, Robin DiAngelo, Janet Helms, Bader Sawaia, Virgínia Bicudo e o experimento dos bonecos, que começou tudo.Filosofia como arte de viver. Porque entender o que a sociedade faz com a nossa mente é o primeiro passo para decidir o que a gente faz com esse entendimento.Sugestões para aprofundamento:Peles Negras, Máscaras Brancas (Fanon): https://amzn.to/47KebCdTorna-se Negro (Neusa Santos Souza): https://amzn.to/4dwtySs]SKH, From Black Psychology to the Science of Being (Wade Nobles): https://amzn.to/4cpfI34O Pacto da Branquitude (Cida Bento): https://amzn.to/4vdkdoMNão Basta Ser Racista, Sejamos Antirracista (Robin DiAngelo): https://amzn.to/4mesHImUm Guia para Ser uma Pessoa Branca Antirracista (Janet E. Helms): https://amzn.to/4mdlnMRAs Artimanhas da Exclusão (Bader Sawaia): https://amzn.to/4c2YI1eVirgínia Bicudo: A Trajetória de uma Psicanalista Brasileira (Jorge Luiz Ferreira Abrão): https://amzn.to/48jDpHF

  28. 54

    #55 Raça e Religião: entre a justificação e a libertação

    A Bíblia já foi usada para justificar a escravidão. E também para combatê-la. O mesmo livro. O mesmo texto. Interpretações opostas.Isso não é um paradoxo acidental, é o coração do que discutimos nesse episódio.Quando uma ideia migra do campo político para o campo religioso, ela deixa de ser opinião e passa a ser verdade última. E quando a raça entra nesse território, ela se torna mais do que estrutura social: ela vira cosmovisão, destino, vontade divina.Nesse episódio exploramos como o sagrado foi, e continua sendo, um dos campos mais disputados da história humana. Da "Maldição de Cam" usada para legitimar séculos de escravidão à Teologia Negra de James Cone, que responde dizendo que "Deus é negro". Do Candomblé que reconstrói a humanidade de um povo às raízes esotéricas do nazismo. Do daltonismo espiritual da New Age ao sincretismo como estratégia de sobrevivência.A pergunta que atravessa tudo: quem tem o poder de definir o que significa ser humano diante do sagrado?Nesse episódio você vai encontrar James Cone, Martin Luther King Jr., o Preto Velho, Helena Blavatsky, Himmler, Malcolm X, Simão de Níger e perguntas que provavelmente irão ficar com você por alguns dias.

  29. 53

    #54 Raça através da Fenomenologia, Existencialismo e Psicanálise

    A raça pode não existir na biologia. Mas ela existe com toda força na experiência humana: no corpo, no olhar, na psique, na linguagem.Nos episódios anteriores a gente debateu o que é raça, como o conceito foi construído, como a ciência foi usada para naturalizá-lo. Neste episódio a pergunta muda de nível.A pergunta agora é: o que acontece com um ser humano quando ele é visto como raça? O que a raça faz com o corpo, com a mente, com a autoimagem?A partir de pensadores como Frantz Fanon, Lewis Gordon, Michel Foucault, Jacques Derrida, Lélia Gonzalez, Jessé Souza e James Cone, exploramos como o racismo opera muito antes de se tornar ato, na linguagem, no inconsciente, na estrutura de poder e na experiência vivida do corpo racializado.Neste episódio→ Fanon e o esquema corporal: quando o corpo deixa de ser vivido de dentro→Lewis Gordon: a diferença entre ter problemas e ser um problema→Foucault e Cornel West: a raça como tecnologia de poder da modernidade→Derrida: o racismo começa antes do ato, começa na linguagem→Lacan e o inconsciente do racismo: por que o preconceito persiste mesmo onde não queremos→Jessé Souza e Lélia Gonzalez: o racismo brasileiro que sorri, abraça e diz que não existe→A teologia negra de James Cone: quando a resistência convoca o sagradoUm episódio sobre filosofia, mas também sobre algo muito concreto: o custo humano de existir num mundo que decide quem você é antes que você abra a boca.Livros para Aprofundar:Pele Negra, Máscaras Brancas (Fanon): https://amzn.to/4bT75O4Medo da Consciência Negra (Gordon): https://amzn.to/3NUKojrQuestão de Raça (Cornel West): https://amzn.to/4v9whHxDe que Amanhã (Derrida, Roudinesco): https://amzn.to/4doOafhEm Defesa da Sociedade (Foucault): https://amzn.to/4dMAGu7Televisão: Campo Freudiano do Brasil (Lacan): https://amzn.to/48a0g8wComo o Racismo Criou o Brasil (Jessé Souza): https://amzn.to/3QkIjxOLugar de Negro (Leila Gonzalez, Hasenbalg): https://amzn.to/4tsA7KoTeologia Negra (Cone): https://amzn.to/4tqI96v

  30. 52

    #53 O que fazemos quando falamos de Raça?

    Você já parou para pensar no que está marcando quando preenche aquele campo "raça/cor" num formulário? Está descrevendo sua biologia? Sua história? A forma como a sociedade te enxerga?No sexto episódio da série sobre raça, a gente dá um passo diferente. Não pergunta mais "raça existe?". Essa resposta já temos. A pergunta agora é outra, e mais difícil: o que nós estamos fazendo quando usamos essa palavra?A gente percorre quatro posições filosóficas sobre o tema (do ceticismo ao construcionismo, passando pelo naturalismo populacional e pela virada pragmática), e vai chegando num ponto que raramente aparece nas conversas sobre raça: a questão da linguagem e do poder. Palavras não apenas descrevem o mundo. Elas organizam o mundo. E quando uma categoria carrega séculos de história e hierarquia, usá-la nunca é um ato neutro.Neste episódio também entramos na tensão que não tem resolução fácil: se raça não tem fundamento biológico, por que deveríamos continuar usando esse conceito? E por que simplesmente abandoná-lo também pode ser problemático? E, por fim, o que é racismo, de verdade? Crença? Intenção? Ou estrutura?Uma conversa filosófica profunda, didática e aplicada à vida, porque compreender implica responsabilidade.

  31. 51

    #52 Quando a ciência transformou diferenças em destino

    As diferenças físicas entre os seres humanos são reais. Mas o que elas significam?Neste episódio, partimos da biologia evolutiva (melanina, adaptação climática, o conceito de cline) para chegar à pergunta que realmente importa: como a ciência transformou variação em hierarquia? Como pensadores brilhantes como Hume e Kant cometeram um erro tão grave? E por que a ideia de raça sobrevive mesmo depois de ter sido refutada?Um episódio sobre os limites do conhecimento, o peso da história e o impulso humano de transformar diferença em destino.

  32. 50

    #51 A Ideia de Raça ao redor do mundo

    Você sabia que no Japão do século XVII, pinturas de encontros com europeus representavam a pele de ambos com a mesma cor? Ou que o sistema de castas indiano, um dos mais complexos da história, nunca foi, originalmente, baseado em cor de pele?Neste episódio, a pergunta não é mais o que é raça, mas o que acontece quando essa ideia viaja. Como uma categoria construída na Europa chegou à Ásia, à América Latina e à Oceania, se acoplou a hierarquias que já existiam e se tornou uma linguagem quase universal de poder?Percorremos o Japão dos burakumin, a Índia das castas reinterpretadas pelo colonizador britânico, a América Latina do mito da democracia racial e os paradoxos de corpos que simplesmente não cabem em nenhuma categoria racial.A conclusão é filosófica e incômoda: a raça não é uma essência. É uma linguagem. E como toda linguagem, ela pode ser aprendida. E desaprendida.Caso deseje se aprofundar:As Origens do Totalitarismo (Hannah Arendt): https://amzn.to/4uYXJIdPeles Negras, Máscaras Brancas (Frantz Fanon): https://amzn.to/3PHyQ3GO Genocídio do Negro Brasileiro (Abdias Nascimento): https://amzn.to/4bHRT6qA Integração do Negro na Sociedade de Classes (Florestan Fernandes): https://amzn.to/4c3rgI3The Ethics of Identity (Kwame Anthony Appiah): https://amzn.to/4172sK3Vigiar e Punir (Foucault): https://amzn.to/3PSlv8v

  33. 49

    #50 Como a Ideia de Raça Foi Construída

    Quando olhamos para alguém e percebemos a cor da pele, o que exatamente estamos vendo? A maioria diria: a raça dessa pessoa. Mas e se raça não fosse algo que está na pessoa e sim algo que foi colocado sobre ela?Neste episódio, seguimos o rastro histórico de uma das ideias mais influentes e perigosas da modernidade. A genética do século XX buscou raças no DNA humano por mais de cem anos e não as encontrou. A variação dentro de um mesmo grupo é maior do que a variação entre grupos. Não existe um gene que separe a humanidade em raças discretas.Então de onde veio essa ideia? Quando nasceu? A serviço de quem?A resposta passa pelas colônias americanas do século XVII, pela invenção legal da categoria "branco", pela craniometria do século XIX, pelos testes de inteligência dos anos 1920 e chega até a Europa do século XX, onde a ideologia racial foi levada à sua conclusão mais sombria.Raça não é um dado da natureza que a ciência descobriu. É uma estrutura histórica que o poder construiu para justificar dominação, separar aliados em potencial e naturalizar desigualdades que são, na verdade, escolhas históricas.Mas raça é também uma realidade social de consequências profundas e ainda presentes. Compreender sua origem não dissolve seus efeitos, muda a forma como os encaramos.

  34. 48

    #49 Direitos Humanos na Prática: Entre a Lei, a Vida e a Consciência

    Existe uma diferença enorme entre um direito que existe e um direito que acontece. O Brasil tem uma das constituições mais completas do mundo e, ainda assim, a dignidade segue sendo negada para muitos. Por quê?Neste episódio, saímos do mapa e entramos no território. Exploramos o paradoxo entre a lei e a realidade; desconstruímos o maior mal-entendido sobre direitos humanos no Brasil; entendemos como o sofrimento individual muitas vezes é, na verdade, um sintoma social; e chegamos a uma pergunta que vale guardar:Você acredita em direitos humanos... até eles protegerem alguém que você não gosta?Uma conversa sobre dignidade, Psicologia, religião e consciência. Porque direitos humanos não são apenas leis, são uma escolha ética que precisa ser renovada todos os dias.🦉 Odisseia Filosófica. Filosofia como arte de viver.

  35. 47

    #48 Direitos Humanos: universais para todos ou válidos apenas para alguns?

    🦉 O que acontece quando a promessa universal encontra a realidade desigual?Os direitos humanos dizem: todos têm dignidade.Mas o mundo real responde: nem todos são tratados como dignos.Eles dizem: universais.Mas a prática mostra: seletivos.Neste episódio da série sobre Direitos Humanos, descemos fundo na tensão entre ideal e real. Entre universalidade filosófica e desigualdade concreta. Entre a promessa dos direitos e a geografia de sua aplicação.Visitamos o relativismo cultural e sua crítica ao etnocentrismo.Visitamos o universalismo moral e sua defesa da dignidade humana.E, no meio, encontramos pensadores que nos mostram: alguns corpos aparecem como mais humanos que outros.Hannah Arendt nos ensina sobre o "direito a ter direitos".Judith Butler pergunta: quem é reconhecido como plenamente humano?Achille Mbembe revela a necropolítica: o poder de decidir quem vive e quem morre.Frantz Fanon mostra a geografia desigual da humanidade.E Maritain nos oferece uma saída: talvez não precisemos concordar sobre o porquê, desde que concordemos sobre o o quê.Um episódio filosófico, urgente, maduro.🦉 Filosofia como arte de viver.

  36. 46

    #47 Quais Direitos são Direitos Humanos?

    Se os direitos humanos existem... quais são eles? Neste episódio, exploramos o conteúdo concreto dos direitos humanos: as seis grandes famílias (segurança, devido processo, liberdades, direitos políticos, igualdade e direitos econômicos e sociais), a sétima categoria emergente (direitos de minorias e grupos), e o grande desafio filosófico da "inflação de direitos humanos". Será que tudo pode virar direito humano? Como evitar que o conceito se dilua? Quais critérios usar para reconhecer um direito humano legítimo? E o que dizer dos direitos emergentes, como internet, meio ambiente saudável e proteção contra isolamento social? Um episódio profundo, didático e provocativo sobre os limites e possibilidades dos direitos humanos no século XXI. 🦉

  37. 45

    #46 Os Fundamentos Filosóficos dos Direitos Humanos

    Direitos humanos existem porque estão escritos na lei... ou porque são moralmente verdadeiros? 🦉Depois de explorarmos a história, a definição e a internacionalização dos direitos humanos nos episódios anteriores, chegou a hora de mergulhar mais fundo: por que direitos humanos existem? Em que eles se fundamentam?Neste episódio, exploramos as grandes questões filosóficas que sustentam toda a estrutura dos direitos humanos. Você vai entender:🔹 Como os direitos humanos se expandiram globalmente desde os anos 1970🔹 Os desafios contemporâneos: do neoliberalismo ao poder corporativo🔹 As quatro características que definem um direito humano🔹 O debate sobre a origem: divina, natural, legal ou moral?🔹 A teoria da autonomia: direitos como proteção da nossa capacidade de escolher e agir🔹 A teoria da dignidade humana: o valor intrínseco que todos compartilhamosUma conversa didática, profunda e acessível sobre os alicerces filosóficos que tornam os direitos humanos mais do que documentos jurídicos, eles são ideias profundas sobre o que significa ser humano.Livro citado, A origem da desigualdade entre os homens, do Rosseau: https://amzn.to/47MWH7V

  38. 44

    #45 A Arquitetura Global dos Direitos Humanos

    Quem protege os direitos humanos quando o próprio Estado se torna o violador?Esta é a pergunta que atravessa todo este episódio. Depois de explorarmos as raízes filosóficas e históricas dos direitos humanos nos episódios anteriores, agora chegou a hora de entender como essas ideias se transformaram em algo concreto: tratados internacionais, tribunais, organizações globais e regionais.Neste episódio, você vai descobrir:Como nasceu o direito internacional dos direitos humanos: desde a proteção de estrangeiros até o combate à escravidãoO impacto revolucionário dos Julgamentos de Nuremberg e a criação da categoria "crimes contra a humanidade"A fundação da ONU e o nascimento da Declaração Universal dos Direitos HumanosComo funcionam os sistemas regionais de proteção: Europa, Américas, África, Mundo Árabe e ÁsiaO papel do Tribunal Penal InternacionalA tensão permanente entre soberania estatal e dignidade humana universalUma jornada didática, profunda e acessível pela construção do sistema global de proteção dos direitos humanos, suas conquistas, suas fragilidades e seus dilemas contemporâneos.🦉 Odisseia Filosófica. Filosofia como arte de viver.

  39. 43

    #44 O que são Direitos Humanos?

    Todo mundo fala em direitos humanos... mas você sabe exatamente o que eles são? Neste episódio da Odisseia Filosófica, damos um passo além da história e mergulhamos na filosofia dos direitos humanos.Exploramos as grandes questões que dividem pensadores: direitos humanos são morais, legais ou naturais? São absolutos ou limitados? Individuais ou coletivos? Universais ou dependem da cultura?Apresento a teoria das três gerações de direitos humanos (liberdade, igualdade e fraternidade) e debato as tensões fundamentais: liberalismo vs. socialismo, universalismo vs. relativismo cultural, e a busca pelo equilíbrio entre liberdade e igualdade.Neste episódio você vai descobrir:Por que não existe consenso sobre o que são direitos humanosAs cinco características fundamentais dos direitos humanosA diferença entre direitos civis, sociais e de solidariedadeO conflito histórico entre liberdade e igualdadeSe direitos humanos são universais ou uma construção ocidentalPor que todos os direitos humanos são interdependentesUma conversa didática, profunda e acessível sobre um dos temas mais importantes da filosofia política contemporânea.

  40. 42

    #43 De onde vem a ideia de que temos direitos só por sermos humanos?

    Direitos humanos parecem tão óbvios hoje... mas de onde vem essa ideia?Neste episódio, fazemos uma jornada filosófica fascinante: da Grécia Antiga ao pós-Segunda Guerra, passando pelas grandes revoluções e pelos debates mais intensos da filosofia política.Você vai conhecer:A peça Antígona e a ideia de uma lei superior ao EstadoJohn Locke e a teoria dos direitos naturaisComo a filosofia alimentou as Revoluções Americana e FrancesaPor que Jeremy Bentham chamou direitos naturais de "absurdo sobre pernas de pau"Como o horror do Holocausto reconstruiu a ideia de direitos humanosE no centro de tudo, uma tensão filosófica profunda: direitos humanos existem por natureza... ou foram criados pela história?Um episódio didático, reflexivo e surpreendente sobre uma das ideias mais importantes da civilização moderna.🦉 Filosofia como arte de viver.

  41. 41

    #42 Raça ou Etnia?

    Raça ou etnia: você sabe a diferença? 🤔Esses dois conceitos aparecem o tempo todo, em formulários, notícias, conversas do dia a dia. Mas raramente paramos pra pensar: o que eles realmente significam?Por que falamos “raça negra” mas “etnia italiana”? Por que essas categorias mudam de país pra país? E mais importante: como esses conceitos moldam políticas públicas, identidades e até nossas próprias vidas?No episódio de hoje, mergulhamos nessa questão com calma e profundidade.A filosofia nos ensina que as melhores perguntas não são aquelas com respostas fáceis. São aquelas que nos ajudam a viver com mais clareza, consciência e compaixão.

  42. 40

    #41 Raça Existe? Entre a biologia, a realidade social e a justiça

    Raça existe? A resposta é mais complexa do que parece: biologicamente, não. Socialmente, sim, e de forma devastadora.Neste episódio, exploramos um dos temas mais urgentes e mal compreendidos do nosso tempo: como um conceito pode ser cientificamente falso e, ao mesmo tempo, estruturar sociedades inteiras?Você vai entender:Por que a genética destruiu o conceito biológico de raçaComo e por que raça foi inventada nos séculos XVII-XVIIIAs três principais correntes filosóficas sobre raçaPor que "não ver cor" não resolve o problemaA diferença entre discriminação racial e racismo estruturalComo transformar compreensão em ação práticaUma conversa profunda, didática e necessária sobre identidade, justiça e transformação social.Para maiores aprofundamentos:https://plato.stanford.edu/entries/race/Livro recomendado - Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil https://a.co/d/05rZEiLD#FilosofiaAplicada #Raça #Racismo #JustiçaSocial #Antirracismo #FilosofiaSocial #PensamentoCrítico #Ética #DesenvolvimentoPessoal #OdisseiaFilosófica

  43. 39

    #40 Filosofia para crianças e adolescentes

    E se 1 hora por semana mudasse o cérebro de uma criança?Neste episódio, exploramos um dado surpreendente: apenas uma hora semanal de filosofia durante 16 meses aumentou significativamente o raciocínio verbal, matemático e a inteligência não verbal de crianças, enquanto o grupo sem essas aulas ficou estagnado.Mas por que isso acontece? E o que perdemos quando retiramos a filosofia da infância?Nesta conversa, você vai descobrir:Como a filosofia treina o "músculo do pensar"Por que os maiores ganhos aparecem em alunos com baixo desempenhoO papel do educador como facilitador (não como detentor de respostas)Os fundamentos filosóficos: de Sócrates a Dewey, de Platão a VygotskyO que acontece quando ensinamos crianças a pensar, não apenas a decorarUm papo didático, profundo e necessário sobre educação, pensamento crítico e formação humana.🦉 Porque ensinar filosofia não é encher a cabeça de conceitos, é libertar o pensamento.Aula sobre Sócrates no curso de introdução à filosofia: https://www.youtube.com/watch?v=Rsp3Y89UhYoPesquisa citada no episódio: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/17504547/

  44. 38

    #39 A IA como Demiurgo? Quem está moldando a nossa realidade digital?

    Você já parou para pensar que a internet que você vê pode ser completamente diferente da que eu vejo? Neste episódio, exploramos uma analogia provocativa: e se a Inteligência Artificial estivesse desempenhando o papel de um antigo arquiteto cósmico, organizando e moldando nossa realidade digital?Partindo do conceito platônico de Demiurgo - o artesão divino que trouxe ordem ao caos primordial - investigamos como os algoritmos contemporâneos não apenas filtram informação, mas ativamente constroem universos informacionais personalizados para cada um de nós.Neste episódio, você vai refletir sobre:Como algoritmos se tornaram os organizadores do nosso cosmos digitalA diferença entre técnica refinada (technê) e sabedoria prática (phronesis)O problema das bolhas de filtro e a fragmentação da verdadeA Alegoria da Caverna revisitada para a era digitalPráticas concretas de "ascese digital" para navegar esse novo mundoPassamos por Platão, Aristóteles, Hume, Nietzsche, Habermas e os estoicos para entender filosoficamente o que está acontecendo com nossa relação com a verdade quando algoritmos mediam nosso acesso à realidade.Também exploramos os limites dessa analogia. Afinal, é óbvio que Platão não falou sobre IAs e algoritmos, não é mesmo?Perguntas que este episódio te convida a refletir:Que tipo de ordem estamos permitindo que seja imposta sobre nossa vida informacional?Estou consumindo informação passivamente ou ativamente?Que tipo de cosmos digital estou ajudando a criar com minhas escolhas diárias?🦉 Filosofia como arte de viver.

  45. 37

    #38 O Dilema da Confiabilidade nas Inteligências Artificiais

    Você confia nas respostas que a IA te dá? 🤖Neste episódio, mergulhamos em uma das questões mais urgentes do nosso tempo: até que ponto podemos confiar nas inteligências artificiais?Exploramos:O que realmente são os modelos de linguagem (e por que eles "alucinam")Por que as IAs erram e como esses erros podem custar caroProblemas filosóficos profundos: linguagem, mente e compreensãoRiscos reais na saúde, educação, trabalho e sociedadeComo usar IA com sabedoria e pensamento críticoEste não é um episódio contra a tecnologia. É um convite à lucidez. Porque a questão não é SE devemos usar IA, mas COMO usar com consciência.Se você já se pegou copiando uma resposta do ChatGPT sem questionar, esse papo é pra você.🦉 A filosofia é o mapa. O autoconhecimento é o caminho. O sentido é o destino.#InteligenciaArtificial #FilosofiaAplicada #PensamentoCritico #Tecnologia #IA #ChatGPT #Filosofia #Autoconhecimento #OdisseiaFilosofica

  46. 36

    #37 Jesus nasceu em 25 de Dezembro?

    Neste episódio, fazemos uma investigação honesta e profunda sobre uma das datas mais celebradas do mundo: o nascimento de Jesus.🔍 O que vamos explorar:Os Evangelhos mencionam uma data específica para o nascimento de Jesus?O problema histórico de Herodes, o GrandeA contradição do recenseamento de Quirino e seus desafios cronológicosO que os pastores nos campos revelam (ou não) sobre a época do anoA Estrela de Belém sob a perspectiva da astronomia: conjunções planetárias e registros chinesesComo e por que o 25 de dezembro foi escolhido pela Igreja no século IVExiste base bíblica para afirmar 25 de dezembro?A relação com o Sol Invictus e o simbolismo do solstício de invernoA diferença fundamental entre data histórica e data litúrgica📚 Este episódio NÃO é:Uma tentativa de desconstruir a fé cristãUm ataque ao Natal ou às tradições religiosasUma defesa de teorias conspiratórias✨ Este episódio É:Uma investigação respeitosa baseada em fontes históricasUm convite ao pensamento crítico e à honestidade intelectualUma reflexão sobre como história e fé podem dialogar sem se anularUm exercício de filosofia aplicada à nossa vida e cultura💭 Reflexão final:A verdade não tem medo da investigação. Questionar não é o oposto de crer, é aprofundar a compreensão. História e fé podem caminhar juntas quando há humildade intelectual e abertura para o mistério.

  47. 35

    #36 Édipo em Colono: Exílio, Morte e Redenção

    Édipo, cego, velho, exilado, chega a um bosque sagrado em Colono. Todos o consideram impuro, amaldiçoado. Mas é justamente ali, no fim da jornada, que ele encontra redenção.Neste episódio, exploramos uma das tragédias mais profundas de Sófocles e descobrimos:🔹 Até onde vai nossa responsabilidade por atos sem intenção?🔹 Por que a sabedoria muitas vezes só vem na finitude?🔹 Como do impuro pode surgir a bênção?🔹 O que significa tornar-se "herói" depois da morte?Aplicações práticas:Releitura da culpa e do perdão a si mesmoDiscernimento sobre vínculos familiares tóxicosA importância de ritualizar passagens difíceisUma conversa sobre transformação, aceitação e o sagrado que habita nas feridas.

  48. 34

    #35 O Argumento Ontológico de Santo Anselmo

    Imagine tentar provar a existência de Deus usando apenas a lógica, sem olhar para o mundo, sem experiências místicas — só você e o pensamento. Parece impossível? Pois foi exatamente isso que Santo Anselmo tentou fazer no século XI.Neste episódio, exploramos um dos argumentos mais fascinantes e polêmicos da história da filosofia: o Argumento Ontológico. Vamos entender:Quem foi Santo Anselmo e o contexto histórico de sua épocaO que é ontologia e por que esse conceito é fundamentalO argumento passo a passo, com exemplos cotidianos e didática claraAs principais críticas, de Gaunilo a KantA reformulação de PlantingaPor que esse debate continua relevante até hojeSeja você religioso ou ateu, crente ou cético, este episódio é um convite ao exercício do pensamento rigoroso e da reflexão profunda sobre a natureza da existência, da perfeição e da realidade.Porque refletir é um ato de cuidado.🦉 Odisseia Filosófica — Filosofia como arte de viver

  49. 33

    Entrevistas 02 - Cosmogonias Egípcias na Literatura Hermética, com André Effgen

    🦉 Episódio especial com André Effgen sobre sua obra "Entre Thoth e Hermes Trismegisto: As cosmogonias egípcias na Literatura Hermética".Uma conversa profunda sobre o fascinante universo onde o Egito Antigo encontra o pensamento greco-romano, onde antigas narrativas de criação são transformadas em textos herméticos que atravessaram milênios.🔮 NESTE EPISÓDIO:Quem é Hermes Trismegisto e sua relação com Thoth e HermesO que é a Literatura HerméticaCosmogonias egípcias reinterpretadas (Mênfis, Hermópolis, Heliópolis)Memória cultural e reetimologizaçãoSabedoria egípcia + filosofia helenística📚 SOBRE O CONVIDADO:André Effgen - Historiador, Mestre em Ciências da Religião, doutorando em Egiptologia. Autor de pesquisa rigorosa e profunda sobre sincretismo cultural e religioso entre Egito e mundo greco-romano.🔗 ADQUIRA O LIVRO E ACOMPANHE O TRABALHO DO ENTREVISTADO:Acompanhe o trabalho do André Effgen em seu instagram: https://www.instagram.com/effgenandre/Para adquirir o livro: https://amzn.to/3Xej40w🌟 SIGA A ODISSEIA FILOSÓFICA:Instagram/TikTok/Threads: @odisseiafilosofica💬 O que você achou deste episódio? Já conhecia o Hermetismo? Compartilhe com quem precisa dessa conversa!

  50. 32

    #34 Histórias que Inspiram

    Por que contamos histórias? E por que elas nos afetam de um jeito que listas de fatos nunca conseguem?Neste episódio, exploramos o storytelling pela lente da filosofia, da psicologia e da busca de sentido. Usando como inspiração o livro "Histórias que Inspiram", de Kindra Hall, vamos entender:Por que somos seres narrativos desde as fogueiras tribais até as redes sociaisO que a neurociência revela sobre histórias: cortisol, oxitocina e memóriaOs 4 componentes essenciais de uma boa históriaA diferença entre informação e narrativaComo o "auto-storytelling" molda nossa realidade e propósitoA estrutura Normal → Explosão → Novo NormalPorque no fundo, encontrar sentido é narrar nossa vida de um jeito que ela faça sentido. É conectar os pontos. É ver o fio condutor.A questão não é SE você conta histórias — você já conta, o tempo todo. A questão é: QUE histórias você está contando sobre quem você é?Para adquirir o livro trabalhado neste episódioHistórias que inspiram: https://amzn.to/497coZn

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Odisseia Filosófica é um podcast que explora a filosofia enquanto uma arte de viver e um caminho de autoconhecimento. Com inspiração nos pensamentos clássicos e contemporâneos, insights de cientistas da religião e pensadores relacionados ao autoconhecimento, convida você a refletir sobre si mesmo, suas relações com os outros e com a realidade, trazendo propostas de exercícios para uma vida mais equilibrada e consciente. 🦉 Junte-se a essa jornada de sabedoria e descubra como as grandes ideias podem transformar o seu cotidiano.

HOSTED BY

Jeff Alves

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What is Odisseia Filosófica about?

Odisseia Filosófica é um podcast que explora a filosofia enquanto uma arte de viver e um caminho de autoconhecimento. Com inspiração nos pensamentos clássicos e contemporâneos, insights de cientistas da religião e pensadores relacionados ao autoconhecimento, convida você a refletir sobre si mesmo,...

How often does Odisseia Filosófica release new episodes?

Odisseia Filosófica has 50 episodes. Check the episode list to see recent publication dates and frequency.

Where can I listen to Odisseia Filosófica?

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Who hosts Odisseia Filosófica?

Odisseia Filosófica is created and hosted by Jeff Alves.
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