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EPISODE · May 13, 2026 · 42 MIN

#67 O Racismo que não precisa de Racistas

from Odisseia Filosófica · host Jeff Alves

Existe um racismo que não precisa de racistas para funcionar. Ele não está apenas no insulto explícito, na agressão, no ódio declarado. Está nas estruturas silenciosas que distribuem oportunidades, riscos e reconhecimento de forma desigual — nas escolas, nos hospitais, no mercado de trabalho, nos olhares que formamos sobre os outros e sobre nós mesmos.Neste episódio, a Odisseia Filosófica mergulha em uma das questões mais complexas e urgentes da nossa época: como uma sociedade produz subjetividades através da raça? A partir de Silvio Almeida, Frantz Fanon, Sueli Carneiro e da teoria do reconhecimento de Axel Honneth, exploramos como o racismo estrutural vai muito além da discriminação pontual — ele molda identidades, produz sofrimento psíquico e organiza quem pertence e quem está apenas tolerado nos espaços sociais.Uma conversa filosófica, psicológica e existencial sobre estrutura, máscara, reconhecimento e o que significa tornar-se sujeito numa sociedade desigual.Livros para aprofundamento:1. Racismo Estrutural — Silvio Almeida: https://amzn.to/4d5VWKq O ponto de partida mais rigoroso para entender o tema do episódio. Almeida distingue com precisão as dimensões individualista, institucional e estrutural do racismo, mostrando como ele é a lógica do sistema, não um desvio dele. Leitura densa, mas acessível para quem já tem algum trânsito com ciências sociais.2. Pele Negra, Máscaras Brancas — Frantz Fanon: https://amzn.to/4ub9ASGO clássico incontornável. Fanon entrelaça psicanálise, fenomenologia e filosofia colonial para mostrar o que o racismo faz por dentro — como ele produz alienação, fragmenta a identidade e obriga o sujeito a habitar uma máscara para ser reconhecido. Um livro que dói e ilumina ao mesmo tempo.3. Luta por Reconhecimento — Axel Honneth: https://amzn.to/48T6H0iPara quem quer aprofundar o eixo filosófico do episódio. Honneth desenvolve a teoria do reconhecimento — amor, direitos e solidariedade como necessidades existenciais fundamentais — e mostra como a privação de reconhecimento está na raiz de conflitos sociais e do sofrimento subjetivo. É o livro que dá o vocabulário filosófico mais preciso para o que Fanon e Carneiro descrevem na prática.

Existe um racismo que não precisa de racistas para funcionar. Ele não está apenas no insulto explícito, na agressão, no ódio declarado. Está nas estruturas silenciosas que distribuem oportunidades, riscos e reconhecimento de forma desigual — nas escolas, nos hospitais, no mercado de trabalho, nos olhares que formamos sobre os outros e sobre nós mesmos.Neste episódio, a Odisseia Filosófica mergulha em uma das questões mais complexas e urgentes da nossa época: como uma sociedade produz subjetividades através da raça? A partir de Silvio Almeida, Frantz Fanon, Sueli Carneiro e da teoria do reconhecimento de Axel Honneth, exploramos como o racismo estrutural vai muito além da discriminação pontual — ele molda identidades, produz sofrimento psíquico e organiza quem pertence e quem está apenas tolerado nos espaços sociais.Uma conversa filosófica, psicológica e existencial sobre estrutura, máscara, reconhecimento e o que significa tornar-se sujeito numa sociedade desigual.Livros para aprofundamento:1. Racismo Estrutural — Silvio Almeida: https://amzn.to/4d5VWKq O ponto de partida mais rigoroso para entender o tema do episódio. Almeida distingue com precisão as dimensões individualista, institucional e estrutural do racismo, mostrando como ele é a lógica do sistema, não um desvio dele. Leitura densa, mas acessível para quem já tem algum trânsito com ciências sociais.2. Pele Negra, Máscaras Brancas — Frantz Fanon: https://amzn.to/4ub9ASGO clássico incontornável. Fanon entrelaça psicanálise, fenomenologia e filosofia colonial para mostrar o que o racismo faz por dentro — como ele produz alienação, fragmenta a identidade e obriga o sujeito a habitar uma máscara para ser reconhecido. Um livro que dói e ilumina ao mesmo tempo.3. Luta por Reconhecimento — Axel Honneth: https://amzn.to/48T6H0iPara quem quer aprofundar o eixo filosófico do episódio. Honneth desenvolve a teoria do reconhecimento — amor, direitos e solidariedade como necessidades existenciais fundamentais — e mostra como a privação de reconhecimento está na raiz de conflitos sociais e do sofrimento subjetivo. É o livro que dá o vocabulário filosófico mais preciso para o que Fanon e Carneiro descrevem na prática.

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This episode is 42 minutes long.

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This episode was published on May 13, 2026.

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Existe um racismo que não precisa de racistas para funcionar. Ele não está apenas no insulto explícito, na agressão, no ódio declarado. Está nas estruturas silenciosas que distribuem oportunidades, riscos e reconhecimento de forma desigual — nas...

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