A História da Urna Eletrônica
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O ideal de uma máquina de votar surgiu ainda no Código Eleitoral de 1932. Na década de 1980, a Justiça Eleitoral informatizou o cadastro nacional de eleitores e, em 1994, já fazia a totalização eletrônica, mas a votação ainda era em papel. Em 1995, sob o comando do ministro Carlos Velloso, presidente do TSE, e de Paulo Camarão, secretário de Informática, começou o desenvolvimento. A equipe reuniu profissionais do INPE, CTA, CPqD, Forças Armadas e Ministérios, entre eles Paulo Nakaya, Mauro Hashioka, Antônio Ésio Salgado, Oswaldo Catsumi e Giuseppe Janino. O equipamento foi batizado de Coletor Eletrônico de Votos — CEV, regulamentado pela Lei nº 9.100/1995. O primeiro modelo, UE96, foi fabricado pela Unisys e estreou nas eleições municipais de 1996 em 57 municípios, atendendo 30% do eleitorado. Em 1998, chegou a dois terços dos eleitores e passou a mostrar fotos dos candidatos. O marco definitivo veio em 2000: todos os mais de 100 milhões de eleitores do país votaram apenas com urnas eletrônicas, tornando-a a máquina oficial do Brasil. Aperfeiçoamentos vieram depois: lacração pública em 2002, auditoria de código em 2004, identificação biométrica a partir de 2006, com fabricação também pela Procomp, Diebold e Positivo. Sem conexão com internet e submetida a controles independentes, a urna é hoje símbolo de agilidade e confiança da democracia brasileira.
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