EPISODE · Mar 26, 2026 · 40 MIN
A semana antifascista de 1926: se havia a iminência de uma ditadura, porque é que ninguém fez nada para a impedir?
from Tempo ao Tempo · host Rui Tavares
Neste episódio, regressamos a março de 1926, quando intelectuais da Seara Nova, os “searistas” Júlio Proença, António Sérgio, Jaime Cortesão, anarquistas do jornal A Batalha e republicanos radicais organizaram a Semana Antifascista, uma semana de comícios e conferências alertando para a ameaça dos fascismos que chegam da Europa com Mussolini ou Primo de Revera. Mas se estes activistas viram o fascismo chegar, porque falharam? A resposta será confusão política. Como Rui Tavares nos tem vindo a contar: a ditadura já era banal: golpes, e golpes dentro dos golpes eram impunes, as esquerdas dividiam-se e a tecnocracia seduzia os mais crédulos. Não basta clarividência quando o inimigo se irrompe na confusão. De Lisboa a Moçambique, a convergência antifascista parecia invencível. Mas o tempo deu 47 anos, 10 meses e 3 dias de obscuridão.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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What this episode covers
Há 100 anos, Raul Proença escrevia na Seara Nova: “A República será. Preciso de crê-lo como preciso do ar que respiro. Tanto esforço não poderia ter sido vão”. Palavras proféticas, escritas meses antes do golpe de 28 de maio que suplantou a Primeira República. Rui Tavares regressa ao final da Primeira República através do olhar da Seara Nova, a publicação que conseguiu sobreviver aos anos da ditadura
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A semana antifascista de 1926: se havia a iminência de uma ditadura, porque é que ninguém fez nada para a impedir?
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