EPISODE · Jun 30, 2025 · 6 MIN
Como a cúpula da Otan mostra que Europa e Estados Unidos não têm mais um inimigo comum
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Neste episódio, analisamos os bastidores da mais recente cúpula da OTAN e o que ela revela sobre a crescente fragmentação estratégica entre Europa e Estados Unidos. Embora a Aliança continue publicamente unida em torno do apoio à Ucrânia, por trás dos comunicados oficiais cresce a percepção de que os aliados já não compartilham um inimigo comum tão claramente definido como durante a Guerra Fria ou o pós-11 de Setembro. A ascensão da China, a imprevisibilidade russa e as disputas por investimentos em defesa expõem visões divergentes sobre prioridades, ameaças e compromissos transatlânticos.Debatemos como os interesses estratégicos se distanciam: enquanto a Europa foca na estabilidade regional e na reconstrução da sua capacidade militar, os Estados Unidos olham cada vez mais para o Indo-Pacífico e para rivalidades com a China. A possível volta de Donald Trump à presidência norte-americana também acentua o clima de incerteza entre os aliados europeus, que consideram acelerar planos de autonomia estratégica. Este episódio oferece uma leitura crítica da OTAN em tempos de redefinição, onde coesão simbólica esconde desacordos cada vez mais profundos sobre o futuro da segurança internacional.Texto traduzido do artigo How Nato summit shows Europe and US no longer have a common enemy, de Andrew Corbett, publicado por The Conversation sob a licença Creative Commons Attribution 3.0. Leia o original em: The Conversation.
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Neste episódio, analisamos os bastidores da mais recente cúpula da OTAN e o que ela revela sobre a crescente fragmentação estratégica entre Europa e Estados Unidos. Embora a Aliança continue publicamente unida em torno do apoio à Ucrânia, por trás dos comunicados oficiais cresce a percepção de que os aliados já não compartilham um inimigo comum tão claramente definido como durante a Guerra Fria ou o pós-11 de Setembro. A ascensão da China, a imprevisibilidade russa e as disputas por investimentos em defesa expõem visões divergentes sobre prioridades, ameaças e compromissos transatlânticos.Debatemos como os interesses estratégicos se distanciam: enquanto a Europa foca na estabilidade regional e na reconstrução da sua capacidade militar, os Estados Unidos olham cada vez mais para o Indo-Pacífico e para rivalidades com a China. A possível volta de Donald Trump à presidência norte-americana também acentua o clima de incerteza entre os aliados europeus, que consideram acelerar planos de autonomia estratégica. Este episódio oferece uma leitura crítica da OTAN em tempos de redefinição, onde coesão simbólica esconde desacordos cada vez mais profundos sobre o futuro da segurança internacional.Texto traduzido do artigo How Nato summit shows Europe and US no longer have a common enemy, de Andrew Corbett, publicado por The Conversation sob a licença Creative Commons Attribution 3.0. Leia o original em: The Conversation.
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