Governo volta atrás e leva ao Parlamento as suas linhas vermelhas da reforma laboral episode artwork

EPISODE · May 15, 2026 · 17 MIN

Governo volta atrás e leva ao Parlamento as suas linhas vermelhas da reforma laboral

from P24 · host PÚBLICO

Rosário Palma Ramalho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, é uma mulher de convicções. Na sua entrevista ao Jornal de Notícias, esta semana, voltou a defender as medidas da reforma da lei laboral que assinou. Essas medidas, diz a ministra, auguram um admirável mundo novo na produtividade da economia e na melhoria dos salários. Não interessa aqui discutir se a ministra tem razão na crítica que faz a uma alegada rigidez da actual lei. Nem interessa saber se tem ou não razões fundamentadas para acreditar nas virtudes da sua mudança. O que interessa é responder à questão crucial: neste formato, a lei tem condições para ser aprovada na Assembleia da República?  Com o PS e o Chega a exigirem condições prévias para negociar e viabilizar a lei, o que nos diz a versão ontem aprovada em Conselho de Ministros depois de nove meses de negociações com os parceiros sociais que acabaram em fracasso? No essencial, uma coisa muito importante: o Governo mandou para o caixote do lixo os avanços que tinham sido feitos nessas negociações. E em especial, as questões mais polémicas do seu anteprojecto: a reintegração de trabalhadores despedidos sem justa causa, o outsourcing, o banco de horas, embora aqui com novidades em favor dos trabalhadores, ou a duração dos contratos com e sem termo certo.  Dizer que há 50 medidas novas face à versão inicial do anteprojecto de lei, das quais 12 são da UGT, quer por isso dizer pouco. Aceitar medidas inócuas e manter as que suscitam polémica não augura nada de bom para o futuro. O impasse ou o chumbo são mais prováveis. Se não for pela antecipação da idade de reforma, uma condição que Ventura colocou em cima da mesa antes de perceber a irresponsabilidade desta medida, o Chega talvez encontre nos dias de férias ou noutro expediente maneira de viabilizar a lei. Já para o PS, aceitar o despedimento de um trabalhador mesmo que o tribunal considere esse despedimento ilícito, seria um suicídio. O que poderá então vir a acontecer nos próximos passos? O Governo pode ainda recuar para viabilizar uma negociação com o PS? Ou quererá manter a relação preferencial com o Chega? Temas para a conversa com a jornalista do PÚBLICO Raquel Martins. A Raquel integra a equipa da Economia e acompanha há anos as questões laborais.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Episode metadata supplied by the publisher feed · Published May 15, 2026

Embed this episode

NOW PLAYING

Governo volta atrás e leva ao Parlamento as suas linhas vermelhas da reforma laboral

0:00 17:27

No transcript for this episode yet

We transcribe on demand. Request one and we'll notify you when it's ready — usually under 10 minutes.

No similar episodes found.

No similar podcasts found.

Frequently Asked Questions

How long is this episode of P24?

This episode is 17 minutes long.

When was this P24 episode published?

This episode was published on May 15, 2026.

Can I download this P24 episode?

Yes. Use the download control on the episode player to save the publisher-provided media file.
URL copied to clipboard!