EPISODE · Nov 27, 2023 · 4 MIN
LUSOFONIAS - À sombra da Senhora de Anglona
from Agência ECCLESIA · host Agência ECCLESIA
Tony Neves Era quinta-feira e Roma tinha sol. Cheguei de Metro à Tiburtina, uma daquelas estações que junta comboio, metro e terminal de autocarros. O meu guia era a Irmã Ana Cambongo, angolana, das Filhas d’África. E a razão era óbvia: ela pertence à Congregação que assumiu a animação e a guarda do Santuário de Maria, Rainha de Anglona, em Tursi, junto ao Mar Jónio. Por isso, conhecia bem os transportes a utilizar e onde ficam as paragens. A Irmã Ana ficou no quentinho de Roma e eu rumei ao sul, numa viagem de autocarro de mais de seis horas. O caminho – enquanto foi dia – mostrou-me o que a Itália mais tem de cativante: as velhas povoações encrostadas nos cocurutos das colinas e os vales verdejantes, mesmo num ano em que a chuva falhou muito. De quando em vez, lá ouvia uma buzinadela do motorista, a admoestar algum condutor menos rigoroso no cumprimento do código de estrada. Tirando isso, troços de estrada em obras e a chuva que chegou logo na segunda hora de viagem, tudo correu como previsto. Lá no meio do nada, na Paragem de Bivio Tursi, me esperavam duas das três Irmãs do Santuário. No meio daquela escuridão, foi bom vislumbrar rostos conhecidos e alegres, até porque fui o único viajante a sair ali e não havia vivalma nas imediações, tanto quanto se visse! Quinze minutos de curvas e contra-curvas deram para perceber, mesmo numa noite escura, que o Santuário estava num pico de colina. Quando lá chegamos e paramos, começou a festa da recepção, momentos em que os angolanos são imbatíveis, pois acolhem sempre ao ritmo do batuque, com cânticos e danças. Ali vivem e trabalham as Irmãs Laurinda, Ester e Teresa. Como já era tarde, jantamos, rezamos e fomos descansar.
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Tony Neves Era quinta-feira e Roma tinha sol. Cheguei de Metro à Tiburtina, uma daquelas estações que junta comboio, metro e terminal de autocarros. O meu guia era a Irmã Ana Cambongo, angolana, das Filhas d’África. E a razão era óbvia: ela pertence à Congregação que assumiu a animação e a guarda do Santuário de Maria, Rainha de Anglona, em Tursi, junto ao Mar Jónio. Por isso, conhecia bem os transportes a utilizar e onde ficam as paragens. A Irmã Ana ficou no quentinho de Roma e eu rumei ao sul, numa viagem de autocarro de mais de seis horas. O caminho – enquanto foi dia – mostrou-me o que a Itália mais tem de cativante: as velhas povoações encrostadas nos cocurutos das colinas e os vales verdejantes, mesmo num ano em que a chuva falhou muito. De quando em vez, lá ouvia uma buzinadela do motorista, a admoestar algum condutor menos rigoroso no cumprimento do código de estrada. Tirando isso, troços de estrada em obras e a chuva que chegou logo na segunda hora de viagem, tudo correu como previsto. Lá no meio do nada, na Paragem de Bivio Tursi, me esperavam duas das três Irmãs do Santuário. No meio daquela escuridão, foi bom vislumbrar rostos conhecidos e alegres, até porque fui o único viajante a sair ali e não havia vivalma nas imediações, tanto quanto se visse! Quinze minutos de curvas e contra-curvas deram para perceber, mesmo numa noite escura, que o Santuário estava num pico de colina. Quando lá chegamos e paramos, começou a festa da recepção, momentos em que os angolanos são imbatíveis, pois acolhem sempre ao ritmo do batuque, com cânticos e danças. Ali vivem e trabalham as Irmãs Laurinda, Ester e Teresa. Como já era tarde, jantamos, rezamos e fomos descansar.
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