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Agência ECCLESIA
by Agência ECCLESIA
Agência de informação da Igreja Católica em Portugal
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LUSOFONIAS - A ‘Magnifica Humanitas’ e a civilização do Amor – V
Tony Neves, em RomaO papel que a Inteligência Artificial desempenha na guerra traz enormes riscos: ‘torna mais rápida e impessoal a decisão sobre a vida e a morte e apresenta o recurso à força como uma opção imediata e exequível’ (nº182). Há dados evidentes: ‘a revolução digital está a modificar a gramática dos conflitos (…). A fronteira entre a proteção e a agressão está a dissipar-se’ (nº183).Paulo VI introduziu a expressão ‘civilização do amor’ durante a Guerra fria, num tempo de corrida ao armamento e fortes desequilíbrios económicos. Trata-se de um ‘projeto exigente’ que o Papa Francisco explicou melhor na Fratelli Tutti: ’só este amor social, capaz de se tornar cultura e norma, pode gerar uma ordem internacional estável, transformando a convivência de simples coexistência armada numa comunidade de destino’ (nº186).A guerra está a normalizar-se, apesar do grito de Paulo VI na ONU em 1965: ‘Nunca mais a guerra, nunca mais a guerra!’. Hoje, ‘a guerra é um instrumento de política internacional, enquanto precisamente se degradam aqueles critérios éticos que tinham limitado o seu uso’ (nº190). A guerra é hoje ‘preparada através de narrativas simplistas, lógicas de amigo-inimigo, desinformação e medo’ (nº192).
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Vítor Cotovio, o médico psiquiatra que queria ser varredor de ruas
No Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, que se assinala a 10 de setembro, o psiquiatra e psicoterapeuta lembra que se “morre mais por suicídio” do que em acidentes de viação. Um tema para a conversa no programa Ecclesia, emitido neste dia na RTP Antena 1, que publicamos integralmente no podcast Alarga a Tua Tenda, para conhecer o médico que queria ser varredor de ruas e hoje acompanha e produz pensamento sobre quem habita as ruas das cidades e aldeias
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Eugénio Fonseca: uma vida ao serviço dos outros – Emissão 05/08/2026
Eugénio Fonseca faleceu no dia 12 de agosto, inesperadamente, e deixou memórias de um percurso de vida dedicado aos pobres e ao serviço de todas as fragilidades, como recordaram pessoas da Igreja e da sociedade, no dia da última homenagem
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LUSOFONIAS - ‘Magnifica Humanitas’ – verdade, trabalho e liberdade – IV
Tony Neves, em RomaHá que salvaguardar o humano na transformação – defende Leão XIV na ‘Magnifica Humanitas’. A Verdade é apresentada como bem comum, aliada da democracia que, muitas vezes com a ajuda da Inteligência Artificial, enfrenta a desinformação. Pelo que ‘só a busca partilhada da verdade factual, assumida como bem comum, pode dar origem a uma correta comunicação’ (nº132). Assim, ‘uma sociedade é nobre e respeitável, nomeadamente porque cultiva a busca da verdade e pelo seu apego às verdades fundamentais’ (nº133).É fundamental a promoção de uma ‘ecologia da comunicação’ através de normas transparentes, de um jornalismo sério e de uma consciência educativa a cultivar pela escola, pela família, pela universidade. Também ‘as comunidades cristãs devem empenhar-se numa comunicação transparente e na busca fiel da verdade dos factos’ (nº138). Se é importante a educação para uma correta utilização da IA, também ‘devemos educar-nos ao jejum da IA e proteger os nossos jovens das promessas da máquina perfeita, daquela subtil sedução que parece tornar o pensamento humano inútil precisamente quando é mais necessário’ (nº140). Há que lutar contra todas as formas de bullying e ciberbullying.A escola é central na busca da verdade. O primeiro desafio é sociopolítico, com a exigência de combate às ‘fortes desigualdades no acesso à escolaridade’ (nº144). O segundo é pedagógico, com exigências de atualização para ‘garantir um crescimento integral dos alunos’ (nº145). O terceiro é intelectual e sapiencial, promovendo ‘uma verdadeira higiene da atenção: ritmos que prevejam silêncio, estudo aprofundado, leitura, debate ponderado’ (nº146). Pede-se uma renovada aliança educativa, pois ‘a escola não é chamada a acompanhar a velocidade do mundo digital, mas a oferecer aquilo que o digital, por si só, não consegue: tempo partilhado para aprender e relações de confiança’ (nº147).
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IA à luz da Magnifica Humanitas com capelão da Universidade de Coimbra – Emissão 30/08/2026
O padre Nuno Fileno, capelão da Universidade de Coimbra alertou para o risco de delegar decisões morais na inteligência artificial (IA), denunciando o impacto de uma evolução técnica desprovida de limites éticos.
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Juventude Mariana Vicentina envia três leigos para missão em Moçambique – Emissão 29/08/2026
A associação de leigos Juventude Mariana Vicentina (JUV) vai enviar três jovens em missão para o projeto «Renascer para a Esperança», em Moçambique, e onde presta apoio a crianças e jovens na educação, alimentação e saúde.
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LUSOFONIAS - A ‘Magnifica Humanitas’ – as promessas da Inteligência Artificial – III
Tony Neves, em FátimaO Papa Leão, no III Capítulo da encíclica ‘Magnifica Humanitas’ põe a grandeza da pessoa humana em confronto com as promessas da Inteligência Artificial. Analisa o paradigma tecnocrático neste nosso mundo globalizado, em que vencem as lógicas perversas da eficiência, do domínio e do lucro (cf nº92). O Papa lembra que ‘mais poderoso não significa necessariamente melhor’ (nº93). Já o Papa Paulo VI defendia que os progressos científicos, as invenções técnicas e o desenvolvimento económico ‘se não estiverem unidos a um progresso social e moral, voltam-se, necessariamente, contra o homem’ (nº94). Também há que evitar o risco da concentração na mão de poucos do poder, em contexto digital, que vem do ‘controle das plataformas, das infraestruturas, dos dados e da capacidade de computação’ (nº95).A conclusão que o Papa partilha é: ‘ante esta concentração de poder no mundo digital, os grandes princípios da DSI tornam-se critérios para avaliar e discernir o novo cenário: a dignidade inalienável da pessoa, o bem comum, a destinação universal dos bens, a subsidiariedade, a solidariedade e a justiça social’ (nº96). E, para Leão XIV é obvio: ‘as ditas inteligências artificiais não vivem uma experiência, não possuem um corpo, não passam pela alegria e pela dor, não amadurecem nas relações, não conhecem internamente o que significa o amor, trabalho, amizade, responsabilidade. Nem sequer possuem uma consciência moral: não julgam o bem e o mal, não captam o sentido último das situações, não assumem sobre si o peso das consequências’ (nº99). Mas – há que reconhecer – a IA é uma ajuda preciosa, mas não é moralmente neutra e requer atenção. Também é importante olhar para a perspetiva ecológica: ‘é essencial desenvolver soluções tecnológicas mais sustentáveis para reduzir o impacto ambiental e cuidar da nossa Casa comum’ (º101).
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Padre Leonel Claro, missionário comboniano, viveu durante 20 anos no Chade, onde aprendeu a partilhar a «alegria e simplicidade» - Emissão 27/08/2026
Ordenado padre em 1989, o padre Leonel Claro viveu 20 anos da sua vida no Chade, país de missão que escolheu e onde trabalhou em dois períodos: de 1994 a 2004, e entre 2006 e 2025
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LUSOFONIAS - A ‘Magnifica Humanitas’ de Leão XIV – II
Tony Neves, em GondomarA primeira encíclica de Leão XIV continua a fazer correr rios de tinta. O segundo capítulo aprofunda alguns dos fundamentos e princípios da Doutrina Social da Igreja (DSI). O ser humano é imagem do Deus trinitário e ‘tanto o anúncio como a experiência cristã, guiados pela ação do Espírito Santo, tendem a gerar no mundo consequências sociais’ (nº49). Sobre ‘a igual dignidade de todos os seres humanos’, o Papa Leão afirma: ‘o valor da pessoa, no entanto, não depende do que ela realiza ou produz, pois existem direitos que pertencem a todos simplesmente por serem pessoas’ (nº51). Defende adiante: ‘a dignidade fundamental de cada pessoa não se adquire nem se merece, nem precisa de ser demonstrada’ (nº53). O último fundamento é o ‘altíssimo valor dos direitos humanos’. João Paulo II disse que ‘a Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU 1948) continua a ser, nos nossos dias, uma das mais excelsas expressões da consciência humana. Ela é uma pedra miliária no caminho do progresso moral da humanidade’ (nº54). Há um reconhecimento dos direitos das minorias e a afirmação da igual dignidade entre homens e mulheres (cf. nº57).
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IA à luz da Magnifica Humanitas com Eugénia Abrantes – Emissão 23-08-2026
Teóloga propõe «reserva de amor» para travar fragmentação tecnológica e sublinha que novos desafios exigem liderança «colaborativa» e «manual fundamental» de procedimentos, apontando a dimensão comunitária como antídoto para a “fragmentação” social.
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Candeia e os campos de férias que promove para crianças e jovens que habitam em residências de acolhimento – Emissão 22/08/2026
Leonor Felgar e José Maria Cordeiro apresentam os campos de férias da associação «A Candeia» em torno dos projetos “Ponto de Partida”, “Mais Longe” “Justiça Contigo”, “Anda Daí” e “Amigos p’ra Vida”, que são apostas num trabalho em rede e cada vez mais credível junto da sociedade civil.
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IA à luz da Magnifica Humanitas com o padre Luís Miguel Figueiredo Rodrigues (2/2) – Emissão 16-08-2026
A Inteligência Artificial à luz da encíclica de Leão XVI “Magnifica Humanitas: análise do diretor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, padre Luís Miguel Figueiredo Rodrigues, que alerta para a necessidade de relações humanas e do silêncio, perante a constante interrupção tecnológica proposta pela “economia da atenção”.
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IA à luz da Magnifica Humanitas com o padre Luís Miguel Figueiredo Rodrigues (1/2) – Emissão 09-08-2026
A Inteligência Artificial à luz da encíclica de Leão XVI “Magnifica Humanitas: análise do diretor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, padre Luís Miguel Figueiredo Rodrigues, que alerta para a urgência de uma supervisão democrática sobre a IA, rejeitando monopólios de grandes empresas tecnológicas sobre o conhecimento humano
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A leitura como exercício espiritual, com Cristiana Vasconcelos Rodrigues - Emissão 20-08-2026
Desafiamos a professora universitária Cristiana Vasconcelos Rodrigues a propor autores que na sua escrita cruzem a espiritualidade, ou como pergunta, como ação de graças, como apelo ou procura.Daniel Faria, Frei José Augusto Mourão e D. José TolentinoMendonça, Ranier Maria Rilke, e. e. Cummings, Sophia de Mello Breyner Andresen e Maria Gabriela Llansol são sugestões da Professora universitária e investigadora em Estudos Germanísticos e Comparados, que cresceu maravilhada entre o encanto e o mistério de como “letras, dispostas umas ao lado das outras, formando palavras e frases e construídas de certa maneira, numa certa mancha gráfica, conseguem oferecer tanto mundo”.A experiência de leitura foi sendo um prazer, nada forçadona sua vida, à medida que ia crescendo entre os pais médicos mas que mergulhavam em diversos autores, permitindo também os filhos usufruírem dessa biblioteca.“Ler um livro é mergulhar numa outra dimensão do dia, andarum pouco nesse mundo e, depois sair desse momento de leitura, é até necessária uma passagem, sabermos transitar para o quotidiano, para as coisas do dia”, traduz.
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LUSOFONIAS - A ‘humanidade magnífica’ de Leão XIV.I
Tony Neves, em Portalegre e Castelo Branco‘Humanidade magnífica’ ou, em latim, ‘Magnifica humanitas’ – que nome tão feliz para a primeira encíclica do Papa Leão XIV que, como se esperava, é um documento social. A escolha do nome é sempre, para um Papa, um programa de missão. Leão XIII foi o ‘pai da doutrina social da Igreja (DSI)’ e, por isso, todos esperavam que Leão XIV refletisse e orientasse a Igreja nos novos tempos que hoje estão marcados pelo impacto da Inteligência Artificial (AI). E assim aconteceu…Desde a sua publicação, a 15 de maio, não pararam de chover reações vindas de todos os quadrantes. É claro que há quem a não aprecie, mas espantou-me a reação maioritariamente favorável quanto à oportunidade, ao conteúdo e às propostas que lança à Igreja e ao mundo.Li três vezes. Sublinhei. Tive a feliz oportunidade de falar sobre este documento em diversos ambientes, desde os media até encontros organizados em Moçambique e Angola. E confesso que quanto mais leio e mais debato, mais convicto fico acerca da importância do texto e do impacto que ele já vai tendo por esse mundo além.Nas próximas crónicas vou tentar fazer uma visita guiada à encíclica, tentando destacar as ideias e propostas que considero mais ousadas e, por isso mesmo, desafiantes. Começa assim o Papa: ‘Cada geração recebe em herança a tarefa de dar forma ao seu tempo: de fazer amadurecer a história como um lugar onde a dignidade de cada pessoa seja salvaguardada, a justiça promovida e a fraternidade possibilitada’ (nº1). Leão XIV presta a primeira homenagem a Leão XIII que, em 1891, publicou a ‘Rerum Novarum’ como resposta aos impactos da revolução industrial.
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Festas da Senhora da Agonia em Viana do Castelo, com o padre Renato Oliveira - Emissão 15-08-2026
Associamo-nos às festas da Senhora da Agonia. Recebemos o padre Renato Oliveira, pároco de São romão de Neiva, a pouco mais de 10 kms de Viana do Castelo.Por esta altura já as ruas mostram sinais da celebração que marca no calendário a devoção à Senhora da Agonia, numa tradução da religiosidade popular, mas também o encontro de pessoas, que chegam pela primeira vez e se juntam às gerações familiares que mantêm a tradição, ano após ano. Falamos com um filho da terra que acompanha espiritualmente e também de forma festiva, as festas da Senhora da Agonia em Viana do Castelo, que hoje têm início e se estendem ate ao dia 23.
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O núncio apostólico que queria ser pároco da aldeia - Emissão 13-08-2026
D. Andrés Carrascosa Coso queria ser pároco da aldeia, se possível próximo de Cuenca, a sua terra natal, para acompanhar os últimos anos da vida dos seus pais, mas a sua vocação seria moldada pela frase que o seu bispo um dia lhe disse: «Aquele que quer servir, não escolhe o lugar do serviço».São 41 anos ao serviço da diplomacia da Santa Sé que levouD. Andrés a trabalhar com São João Paulo II, uma “pessoa enorme”, a acompanhar representações Pontifícias na Libéria e Dinamarca, nas Nações Unidas e nas Instituições especializadas em Genebra, no Brasil e Canadá, tendo passado também pela Serra Leoa, Guiné Conacri e Gambia,Suécia, Islândia, Finlândia e Itália. Na Libéria, onde chegou com 29 anos, acompanhou um golpe de Estado, que durou algumas horas, foi retirado do carro diplomático com quatro metralhadoras, sofreu malária; no Congo conversou com guerrilheiros, ajudou através da diplomacia, ao desenvolvimento da democracia – uma forma de ler o Evangelho com as pessoas.Desde fevereiro em Portugal, surpreendeu com a sua formapróxima de estar com as pessoas, disponível para os encontros, apostado na transparência quando explica o processo de nomeação de bispos e em combater oclericalismo, quando quer escutar todos. Ser simples e próximo é a sua forma de ser pároco da aldeia,de acompanhar e conhecer a real vida das pessoas, como o sonho que o levou em 1980 a ser ordenado padre, depois de crescer numa família onde o testemunho de mártires assassinados na Guerra Civil o acompanhou e moldou a sua vocação e de duas irmãs que hoje são consagradas.
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Campos de férias dos Pulgas, Carraças e Carrações - Emissão 08-08-2026
Estamos durante estas semanas de verão a dar-lhe conta deprojetos e férias missionarias, que numa oferta diversa marcam as atividades de tantas congregações, movimentos e dinâmicas da Igreja católica.Assim é com o projeto de campos de férias dos Carraças, desenvolvido pela Associação Férias com Deus, uma associação católica de formação espiritual e campos de férias, que desafia os jovens e crianças para momentos de convívio,alegria e crescimento na fé, frequentemente com atividades ao ar livre e em ambiente de acampamento.Vamos perceber como surgiu este nome - Carraças - a que se juntam ainda os Pulgas e os Carrações, e as atividades queorganizam ao longo do mês de julho e até ao início de agosto, conversando com Pedro Simão e Manuel Cana Verde.
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LUSOFONIAS - Angola, pela Estrada Nacional 206
Tony Neves, em AngolaAngola é grande e bela, por isso está cheia de excelentes motivos para a percorrer de lés a lés. Sempre que posso, dispenso o ar e o mar, pois prefiro a estrada, mesmo esburacada! O novo aeroporto Dr. António Agostinho Neto está longe demais de Luanda (a 40 kms!) sem suficientes acessos ao centro da capital. Ali aterrei vindo de Maputo e dali levantei voo rumo a Lisboa. Pelo meio, vivi quase três semanas, tendo pisado terras das Províncias de Luanda, Bengo, Icolo e Bengo, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Benguela, Huambo e Bié. Tudo por terra…Viajar de Luanda até Benguela é fazer 550 kms de encher os olhos da beleza do mar que vai aparecendo à esquerda ou de florestas, rios e povoações que vão surgindo com o andar das horas. Passamos por Porto Amboim, Sumbe (a 330 kms) e, bem mais à frente, a bela cidade do Lobito (a 500 kms). Benguela impõe-se como uma cidade litoral, tendo a praia morena como postal e as acácias rubras como imagem de marca. Ali tive a alegria de celebrar na Igreja mais antiga da cidade, Nossa Senhora do Pópulo, edifício concluído em 1748. Mas – lembra-me o P. Angelino Tchivandja, pároco – a Igreja do Pópulo existe há 409 anos!A emblemática Estrada Nacional 206 tomou conta de mim nos dias que se seguiram. Assim, deixei Benguela e rumei ao Huambo, percorrendo os quase 350 kms que separam estas duas grandes cidades. É bom que se saiba que a EN 206 (com 1350 kms) ladeia o famoso Caminho de Ferro de Benguela que, com os seus 1344 kms, liga esta cidade ao Luau, na fronteira da República Democrática do Congo. Está alcatroada até ao Kuito-Bié e, depois, é uma picada em péssimo estado…
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Campos de férias «Farol» das Servas de Nossa Senhora de Fátima - Emissão 01-08-2026
Durante estas semanas de verão estamos a dar conta de atividades de campos de férias desenvolvidas por congregações religiosas, movimentos e grupos da Igreja católica - hoje falamos sobre a proposta que as Servas de Nossa Senhora de Fátima formulam para este tempo, mas também sobre o investimento de acompanhamento e formação dos animadores. Os campos de férias Farol já decorreram e terminaram,juntando jovens e adolescentes em dias de vivência comunitária, social e espiritual.Neste programa recebemos a Irmã Rita Ornelas, Serva de Nossa Senhora de Fátima e o jovem Augusto Branco, 18 anos, da paróquia de Mafra, que pelo segundo ano anima os campos de férias das Servas de Nossa Senhora de Fátima.
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LUSOFONIAS - De Moçambique a Angola
Tony Neves, em Moçambique e AngolaAterrei em Maputo na noite de 27 de junho, era sábado. A viagem começou em Lisboa, na véspera, e passou por Luanda. Fui levado até ao Seminário de S. Agostinho, na Matola, situado numa área de pântanos, com caminhos de difícil acesso, tantos os buracos de água que os povoam. No dia seguinte, tive a alegria de presidir à Missa na Capela da Imaculada, pertencente à Paróquia de S. Francisco de Assis, nas periferias da Matola. Foi o meu primeiro banho de África, com uma Eucaristia toda cantada e dançada, bem ao ritmo das culturas locais, o que garante sempre uma animação fantástica.Mas encontrei a Igreja em Moçambique a viver um dos momentos mais trágicos da sua história. D. Osório Citora, Bispo de Quelimane, foi barbaramente assassinado na sua própria casa, a 6 de junho. Era um Missionário da Consolata, trabalhou largos anos em Roma e tinha apenas 54 anos. Recentemente, o Vaticano tinha-o nomeado também Administrador da grande Arquidiocese da Beira. O contexto desta morte dá a entender que houve envolvimento ou, pelo menos, conivência de pessoas próximas ao Bispo. Tal tragédia gerou uma onda de suspeição, quer fora quer dentro da Igreja, o que complica muito o testemunho missionário.Tive a feliz oportunidade de reencontrar D. João Carlos Nunes, Arcebispo de Maputo e fui até à Nunciatura para reunir com D. Luis Miguel Muñoz Cárdaba, o Núncio Apostólico. Percebi, pelas palavras e pelos silêncios, que há problemas graves que a Igreja terá de enfrentar e resolver nos próximos tempos. Seja qual for a decisão da justiça moçambicana sobre este assassinato, os tempos que se seguem serão difíceis. Esta morte traz ao de cima a violência, a instabilidade social e a pobreza que caracterizam Moçambique hoje e mostra como a vida humana está desvalorizada, bastando olhar para a quantidade de pessoas que sofrem violência ou são mortas por razões menores. Daí se compreenda a afirmação dos três Arcebispos que foram chamados a Roma e, no fim, disseram: ‘o Papa Leão XIV acompanha de perto a situação e mostrou-nos que é possível transformar a tragédia num caminho de renovação, conversão e purificação’.
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A liberdade no serviço à Igreja, o caminho das palavras e as mãos de Isabel Figueiredo – Emissão 30-07-2026
Neste encontro com Isabel Figueiredo começamos e terminamos a falar de mãos – herança da sua mãe, o toque que revela personalidades, as mãos convidam à proximidade que a entrevistada assume necessitar. A escola perdeu uma professora de História, a Igreja católicaganhou uma mulher para quem o serviço e a obediência são estruturantes, sem nunca abdicar da liberdade e do livre arbítrio nas muitas tarefas que foi chamada a realizar. Diretora de conteúdos religiosos da Rádio Renascença, ex-diretora do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, assume agora a secretaria da Comissão Episcopal Laicado, Família e Vida, função para onde leva o seu percurso pessoal mas também a escuta atenta de pessoas que querem ser e fazer o seu caminho em Igreja. Nos passos de Isabel Figueiredo a certeza de que o mistériode Deus se torna mais acessível pelo amor. Mesmo sendo mistério, um lugar que recentemente ganhou contornos sensíveis na sua vida, convidar as pessoas a uma vida maisplena, aberta à dimensão espiritual, partilhando o seu olhar nas palavras certas que a rádio exige, é uma missão que assume com alegria, porque através da escrita abre espaço para a reflexão que o mundo hoje precisa.
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Missão Mumemo leva 21 jovens portugueses a Moçambique - Emissão 25-07-2026
Estamos neste tempo de verão a conhecer projetos eexperiências missionárias que em dias distendidos, congregam pessoas em torno do serviço ao outro. Recebemos hoje dois jovens que, antes de partirem emmissão, apresentam a missão Mumemo.Após as cheias de 2000, de um terreno que era mata emMoçambique, nasceu um bairro, de seu nome Mumemo, que as Irmãs da CONFHIC (Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição) prepararam e hoje acolhe cerca de 10 mil pessoas - trata-se um projeto que contempla casas, dois orfanatos, quatro escolas, um centro de saúde. E o dia-a-dia das irmãs é a entrega constante ao bairro.Vamos descobrir como é que esta realidade impacta e chega a um grupo de 21 jovens que entre 12 de julho e 8 de agosto viajam para Moçambique.
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Rejoice 2026: Jovens católicos levam festa da fé a Lamego, em celebração nacional – Emissão 26-07-2026
A cidade de Lamego recebe a segunda edição da Jornada Nacional da Juventude ‘Rejoice’, com 1200 participantes das dioceses portuguesas para celebrarem a “alegria” da fé. “Há muitos jovens que sentem a necessidade, com espírito de alegria, de anunciar que Jesus está vivo e que tudo isso é um clima festivo. Há muitos mais como nós. Há muitos mais que rezam como nós. Há muitos mais que acreditam como nós”, diz à ECLESIA David Moura, membro do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ).
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LUSOFONIAS - Papa Leão, Angola, três meses depois…(II)
Tony Neves, em Angola‘Não sejais meros espectadores da história, descei à rua e sede os atores principais da mudança’ – foi a frase do Papa Leão que mais marcou D. Maurício Camuto, Secretário-Geral da Conferência Episcopal de Angola e S. Tomé (CEAST) e um dos coordenadores desta visita papal. A Ir. Salomé Cambungululu fez a mesma escolha.O P. Nito Chatulica, Maria Mussolovela e o P. Miguel Cambiona salientaram: ‘Venho até vós para encontrar o vosso povo, como um peregrino que procura os sinais da passagem de Deus por esta terra que Ele ama’. Continua o P. Armando Livamba: ‘Não vos falo como um político, mas como um pastor que ouve o clamor de um povo que anseia por justiça. Peço-vos com coragem que a verdade exige, que quebreis as correntes de uma governação que muitas vezes se fecha em si mesma, ignorando as periferias onde a vida é mais frágil’. O P. Mário P. Bernardo vai na mesma linha: ‘Apelo à vossa coragem para combater a corrupção e a exclusão social. Não temais o diálogo nem as vozes que divergem de vós; uma paz que se sustenta no silenciamento do outro é uma paz falsa’. O P. Felisberto Sakulukusu destaca: ’sede arquitetos de uma nova Angola, onde a abundância da terra seja, finalmente, a alegria de todos os seus habitantes’. É que – como lembrou o Papa e realçam a Ir. Florência Cassinda e o P. Jeremias Praia, ‘vós sabeis bem que, demasiadas vezes, se olhou e se olha às vossas terras para dar ou, mais frequentemente, para tirar algo. É necessário quebrar esta cadeia de interesses que reduz a realidade e a própria vida a uma mera mercadoria’. Pois – destaca o P. Arnaldo Simão - ‘O descontentamento, o sentimento de impotência e de desenraizamento separam-nos, em vez de nos colocarem em relação, difundindo um clima de estraneidade em relação aos assuntos públicos, desprezo perante a desgraça alheia e a negação de todo o tipo de fraternidade’.
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A linguagem bíblica e as línguas clássicas como uma dança que Paulo Ramos vai escrevendo - Emissão 23-07-2026
Foi na adolescência que Paulo Ramos descobriu uma linguagem que lhe soava familiar, íntima até, e abria locais de pertença que dissipavam a “neblina interior” que o acompanhou no crescimento – as línguas clássicas convidavam este professor, tradutor e investigador a uma dança de palavras que o levaram também a descobrir a Patrística, as reflexões dos padres da Igreja e, concretamente,Santo Agostinho.Autor de orações partilhadas na comunidade da Capela doHospital de Santa Marta, em Lisboa, e na Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, dos Redentoristas, no Porto, olha para as escrituras como uma oferta a cada Domingo, e sublinha a capacidades desses textos lerem cada pessoa. Aleitura é para Paulo Ramos um momento espiritual e um bom livro é aquele que quando se fecha deixa ecoar as perguntas. O alcance do seu batismo foi sendo descoberto – tal comoSanto Agostinho diz que Deus está a criar o mundo agora, assim também o batismo vai sendo consagrado nos dons purificadores da água e do Espírito Santo.Afirmar que todos são chamados a esse dom, profundamente cristão e gratuito, é o que procura nos textos que escreve, nas leituras que persegue e na dança em que participa, a cada oração.
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O trabalho e as missões da Associação dos Leigos Voluntários Dehonianos - Emissão 18-07-2026
Conhecemos hoje a Associação dos Leigos VoluntáriosDehonianos, fundada no final dos anos 90, nascida no carisma do padre Leão Dehon, fundador também dos sacerdotes do Coração de Jesus. Esta associação de leigos está apostada em intervir em situações de necessidade; cooperar, em regime de voluntariado, na formação humana, social e cristã nos países em desenvolvimento; aprofundar a vocação missionária e laical; actuar de acordo com o espírito dos leigos dehonianos.Vamos perceber junto de Vera Pinto presidente da direção da associação e também de Hugo Nunes, como é que estes objetivos se tornam prática.
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Rejoice 2026: Diocese da Guarda mobiliza-se para jornada nacional dos jovens – Emissão 19-07-2026
A caminho da Jornada Nacional da Juventude, a reportagem da ECCLESIA esteve na Diocese da Guarda, onde acompanhou os preparativos dos jovens locais para o Rejoice 2026, que decorre na cidade de Lamego. E em dia de final do Mundial de Futebol, falamos ainda da Clericus Cup, o torneio nacional para padres de futebol, que decorreu também na Guarda.
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LUSOFONIAS - Papa Leão, Angola, três meses depois…(I)
Tony Neves, em LuandaO Papa Leão XIV visitou Angola há 3 meses. O tempo vai passando e decantando o essencial dos seus gestos e palavras. Desafiei algumas pessoas angolanas (clérigos, religiosos ou leigos) a escolher a frase do Papa que mais deixou marcas na sua vida e que tem potencial para ajudar Angola a crescer. As reações vieram do mundo inteiro, desde Angola a Inglaterra, de Portugal ao Paraguai, da Nigéria à Itália, da Guiné Bissau a França, da Espanha à África do Sul, da Holanda à Ilha Reunião, da RCA ao Brasil, de Cabo Verde aos Camarões, da Suíça ao Quénia. O resultado final foi fantástico e, por isso, tenho a alegria de partilhar esta seleção de provocações papais, feitas no Kilamba, na Muxima, no Saurimo, na Senhora de Fátima ou no Palácio Presidencial. Dada a quantidade (e qualidade) das reações, publico duas crónicas sobre esta visita tão marcante como estimulante para o futuro do país.
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O dom da fé e o dom da poesia em José Rui Teixeira - Emissão 16-07-2026
José Rui Teixeira tece a vida com as palavras, dos livros,dos encontros, dos caminhos. A poesia veio primeiro, nas palavras da mãe, nos livros do avô na ‘casa de terra batida’, lugares de memórias e de linguagem afetiva – a mesma que o levou a querer escrever.A vocação de peregrino foi-se estabelecendo com a vida,quando percebeu a necessidade de se deixar encontrar e resignificar trilhos, ora feitos pela Teologia, pela Filosofia ou pela Literatura.No caminho da vida, marcou-o a generosidade da irmã Fernanda, que o abriu à Teologia, quando na Livraria Paulinas lhe emprestava livros à segunda-feira - que ele devolvia imaculados à sexta, porque não tinha dinheiro para os comprar; o poeta Daniel Faria, que conheceu no Seminário diocesano do Porto, lhe apresentou novas vozes, com quem partilhava o autocarro 37 e interrogações sobre Deus; o padre Leonel Oliveira, da Comunidade de Fradelos, sacerdoteprofético que acreditava “na liberdade dos filhos de Deus”, radicada na “simplicidade, coragem, alegria e desassombro” que o conduziu à liderança laical de uma comunidade; a irmã Lúcia, de quem leu os escritos e escreveu a biografia que seguiu para a Causa de Canonização, no Vaticano, e que convida a conhecer pelo seu “imenso amor ao Reino de Deus”. José Rui Teixeira continua a caminhar no ‘Átrio dos Gentios’mas, tal como o padre de Fradelos caminha dentro, sem deixar que as inconsistências que encontra, afetem o dom da fé e o dom da poesia.
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«Missão Agora», com Hugo Falcão e Susana Ferreira - Emissão 11-07-2026
Falamos hoje do projeto Missão Agora, desenvolvidopelo Patriarcado de Lisboa. Foi depois da realização da Jornada Mundial daJuventude Lisboa 2023 que o patriarca, D. Rui Valério, lançou o repto da missão, para dar continuidade ao entusiasmo daquele ano, procurando que a alegria e participação pudesse concretizar-se em compromisso. Este projetoassente em quatro pilares (oração, comunidade, missão e formação) teve a sua primeira edição entre abril e maio na paróquia de São Maximiliano Kolbe, em Chelas.Recebemos neste programa Hugo Falcão Ramos, um doscinco participantes, e Susana Ferreira, da coordenação Missão Agora.
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Rejoice 2026: um hino que nasceu de um verdadeiro milagre – Emissão 12-07-2026
A Diocese de Lamego vai celebrar a Jornada Nacional da Juventude com um hino inédito criado de forma colaborativa numa oficina musical que juntou dezenas de participantes, no XIX Festival Diocesano da Canção. “Foi um autêntico milagre aquilo que aconteceu naquela tarde”, confessou o diretor do coro diocesano, João Pedro Adrega, descrevendo o momento da composição, em entrevista à ECCLESIA. O REJOICE – Jornada Nacional da Juventude 2026 vai decorrer de 24 a 26 de julho, numa organização do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ), da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), e pelo Departamento Diocesano da Pastoral de Jovens de Lamego (DDPJL), em colaboração com as dioceses, congregações, movimentos e grupos de jovens.
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LUSOFONIAS - Moçambique com Missão
Tony Neves na Matola, MoçambiqueOs Espiritanos chegaram a Moçambique em 1996. É uma presença muito jovem, com tudo o que tal representa. Os missionários são jovens, as estruturas frágeis, mas a vontade de anunciar o Evangelho e caminhar com o povo é enorme. Tive a alegria de, mais uma vez, visitar o país com o objetivo único de estar com os missionários e com eles avaliar a missão que ali se desenvolve, bem como lançar os compromissos espiritanos para os próximos anos. O Conselho Ampliado do Grupo, sob a forma de Assembleia Geral, reuniu na Matola, periferias de Maputo, todos os Espiritanos que vivem e trabalham em Moçambique. Digno de nota - uma vez que aponta para um futuro risonho - este Encontro contou, pela primeira vez na história, com um jovem Padre Espiritano nascido e criado em Moçambique: o P. Agostinho João, recentemente ordenado em Nampula e já nomeado para trabalhar na vizinha Zâmbia.Vale a pena olhar para os rostos que dão corpo à Missão espiritana por terras de Moçambique. Comecemos pelo Superior, o P. Alberto Tchindemba, natural de Angola. É mesmo o pai do Grupo, pois faz parte da equipa que iniciou a presença espiritana em Moçambique. Ali está de alma e coração, tendo assumido nos últimos anos a delicada e desafiante missão de animar e ‘governar’ a presença no país desta Congregação missionária.O mais velho do Grupo é o P. John Kingston, irlandês. Foi missionário em Angola, durante a guerra civil, tendo marcas no corpo das balas que recebeu durante uma emboscada. Foi formador de futuros espiritanos, na Irlanda e, depois, desempenhou o cargo de Conselheiro Geral, em Roma. Está, atualmente, no Chimoio, sendo o Superior da Missão de Inhazónia, assumida em 1996. Nesta mesma Missão, situada na fronteira com o Zimbabwé, estão os jovens confrades Joseph Adah (da Nigéria) e Rogasian Kiraia (da Tanzânia), ambos chegados ao país enviados por Roma em nomeação missionária, a primeira que os jovens Espiritanos recebem.Nampula acolhe a Casa Principal onde vive o Superior do Grupo e a partir da qual se anima a enorme e desafiante Paróquia de S. João de Deus, situada nas periferias da cidade. Além do P. Alberto, vive e trabalha nesta comunidade e na paróquia o P. Luís Irineu, um jovem de Cabo Verde que fez os estudos em Portugal e França.
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Histórias contadas por Lisandra Rodrigues, conjugadas com os verbos «ver, julgar e agir» - Emissão 09-07-2026
O poder de uma história contada: este é o primeiro desafio –em forma de convite – feito por Lisandra Rodrigues, terapeuta da fala, pós-graduada em Economia Social e Solidária, que tem cimentado a sua vida na construção comunitária. Ali encontra a possibilidade de concretizar o queindica serem bandeiras de vida: a inclusão, o desenvolvimento, a educação não formal, a cidadania e a possibilidade de contar histórias que ajudem a crescer e a pertencer.As crianças eram companheiras de brincadeiras, no seu crescimento, mas era com os adultos que gostava de conversar. Talvez ai esteja a génese do seu interesse pela escuta, pelas histórias.Os verbos ver, julgar e agir marcam a sua vida, pessoal eespiritual, e continuam a marcar a sua vida profissional. Conhecer a Juventude Operária Católica foi um marco no seu percurso, viver no Porto, na sua residência, foi um convite a mergulhar num património muito rico e em relações que a marcaram pelo testemunho e consistência do coletivo – do parar, refletir e partilhar em grupo. Este crescimento não ficou fechado no seu calendário de vida – são caminhos que Lisandra continua a construir, diariamente, nas relações com as crianças que acompanha – em consultório ou no espaço “feliz” que é a escola – e em todas as associações a que se junta: o associativismo é uma forma de celebrar relações, valorizar a solidariedade e encontrar espaço para dar voz a todos.
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Semanas missionárias da Juventude Hospitaleira - Emissão 04-07-2026
Conhecemos hoje as semanas hospitaleiras, que levam jovens a experiências missionárias junto de pacientes de foro psiquiátrico. Na casa de Saúde do telhal, com os irmãos São João de Deus, ou junto das irmãs hospitaleiras na Idanha, contactar com a fragilidade humana continua a chamar jovens e queremos perceber porquê, junto do padre Alberto Mendes, irmão e sacerdote da Ordem Hospitaleira de São João de Deus, e Beatriz Zacarias, jovem voluntária.
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A festa de São Pedro na paróquia do Montijo - Emissão 27-06-2026
Evocarmos hoje a figura de São Pedro, festejado no dia 29. Estivemos na igreja do Divino Espírito Santo Montijo, na diocese de Setúbal, paróquia onde a celebração de São Pedro envolve toda a comunidade e a sociedade civil local.Os grupos organizam a festa mas também duas procissões: a mais antiga, a do mar da palha ou do rio, como alguns chamam, recebe há 40 anos a imagem e São Pedro no cais, que é entregue pelos barcos e pelos pescadores; outra à noite leva 25 andores pelas ruas do Montijo, congregando as pessoas num momento devocional.Luis Saboia é quem nos recebe, dias antes, da grande festa.
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Rejoice 2026: a festa da juventude católica em Lamego – Emissão 05-07-2026
Lamego acolhe a partir de 24 a 26 de julho o ‘Rejoice’ 2026 – Encontro Nacional da Juventude, que evoca a Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023 e aponta à edição de Seul em 2027, prometendo ser uma experiência de alegria, comunhão, missão e de encontro com Cristo vivo. O jornalista Carlos Borges esteve à conversa com o padre Tiago Torres, diretor do Departamento da Pastoral dos Jovens, nesta diocese.
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LUSOFONIAS - Diogo Jota e André, um ano depois…
Tony Neves, em Matola - MaputoFoi há um ano, neste 3 de julho. Estava eu em Paris numa reunião mundial dos Espiritanos quando os colegas me começam a informar que o Diogo Jota, do Liverpool, morreu. Eu sorrio - perante o que considerava ser ignorância deles – e explico-lhes que não: ‘o Diogo casou na Igreja!’. Mas, a insistência de outros levou-me à internet onde a dramática notícia estava já em todas as redes: o Diogo e o André foram vítimas de um brutal acidente rodoviário. Foi neste ambiente internacional – a minha Família Missionária está em 62 países dos cinco Continentes – que percebi quanto o Diogo era conhecido e respeitado. Foi também nessas horas que partilhei o drama das esposas, dos pais, avós, outros familiares, colegas de profissão e numerosos amigos.Nunca é demais relembrar que o pai e avós paternos do Diogo e do André nasceram e cresceram na minha rua: a Rua de S. Ovídio. Os avós e outros familiares ainda ali vivem. Por isso, o choque destas mortes foi ainda mais sentido, mais brutal, pondo toda a nossa aldeia de Jancido em estado de choque. Quando regressei a Portugal, marcamos uma Missa de Mês, na Capela de Jancido. O Grupo Coral preparou uma celebração muito vivida e eu próprio fiquei impressionado com o ambiente criado dentro e fora das quatro paredes desta grande Igreja, tal a multidão que ali se congregou. Nos bancos da frente, podíamos ver os rostos doridos e molhados das viúvas, pais, avós e outras pessoas muito próximas da família. Foi um grande momento celebrativo que, espero, também tenha servido de consolo espiritual para esta família tão dramaticamente marcada pela partida precoce destes dois irmãos, únicos filhos da Isabel e do Quim Zé. Falamos no fim da Missa e fomos trocando, todas as semanas, mensagens nas redes.
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Visitas pastorais: o olhar de um bispo auxiliar – Emissão 28-06-2026
Hoje completamos o ciclo de conversas sobre as visitas pastorais, numa conversa com um bispo auxiliar, D. Rui Gouveia, que assumiu a missão episcopal há pouco mais de um ano, no Patriarcado de Lisboa.
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LUSOFONIAS - S. Paulo, o Missionário
Tony Neves, em MoçambiqueO mundo católico celebra a 29 de junho S. Pedro…e S. Paulo. Portugal tem largas tradições de celebração dos chamados ‘Santos Populares’ neste mês de junho: a 13 S. António, a 24 S. João (Baptista) e a 29 S. Pedro. Esquecemo-nos sempre de S. Paulo quando investimos nos arraiais, nas sardinhas e nas marchas populares! Quando cheguei a Roma (faz quase 8 anos!), impressionou-me ver, em todas as Basílicas (incluindo a de S. Pedro e a de S. Paulo) e grandes Igrejas, a estátua de S. Pedro (com o molho de chaves!) e a de S. Paulo (com a espada – a Palavra de Deus como espada de dois gumes) sempre presentes, lado a lado! São, de facto, dois dos enormes pilares da Igreja nascente.Este ano fui marcado pela publicação do novo livro de D. António Couto, ‘Paulo, modelo de evangelizador’. O Bispo de Lamego é um dos biblistas-poetas portugueses mais notáveis, responsável pela formação de inúmeros Bispos, Padres, Religiosos/as e Leigos. Missionário da Boa Nova, doutorado em Roma nas Ciências Bíblicas, foi Professor na Universidade Católica e outras instituições de Ensino Superior. Depois de exercer o cargo de Superior Geral dos Missionários da Boa Nova, foi nomeado Bispo Auxiliar de Braga, de onde rumou a Lamego, onde é o Bispo titular desde 2012. Apesar destas responsabilidades mais governativas e pastorais, nunca deixou de investigar, lecionar ou escrever sobre assuntos relacionados com a Bíblia.
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Discernimento, risco e criatividade rimam com 76 anos do missionário comboniano Manuel Augusto - Emissão 25-06-2026
O sotaque nascido em Arcozelo das Maias, uma aldeia entre Aveiro e Viseu, acompanhou o padre Manuel Augusto nas suas viagens e missões: levou consigo as origens para os bairros de lata no Quénia onde foi consolado pela humanidade de quem não tinha nada; levou o sotaque para as Filipinas onde abriu a missão dos missionários combonianos na Ásia; com ele entrou na China, celebrou Eucaristia e partilhou caminhos do Concílio Vaticano II em comunidadesfechadas de Taiwan; foi com sotaque de Viseu que na Indonésia teimou não ser expulso para continuar o trabalho de jornalista e acompanhar a visita do Papa João Paulo II; também como superior-geral da congregação, as origens marcaram tarefas que perseguiam comunhão e proximidade entre 1800 confrades.Em todas as geografias a simplicidade e o sonho de continuar os caminhos de abertura do Concílio que marcou o jeito de ser padre de Manuel Augusto - a transformação social, a liberdade, a justiça como formas de enraizar o Evangelho na vida das pessoas.As responsabilidades confiadas foram consequência da discrição, da visão da Igreja e do sentido missionário. Com o Papa Francisco, naquele encontro de abril de 2020, partilhou o sonho, a inspiração, a sintonia para perceber onde estão hoje as oportunidades para a Igreja concretizar o Evangelho – discernimento, lucidez, criatividade e risco continuam a ser o caminho para comunidades provisórias, humildes, periféricasserem sinal da mensagem de Cristo e da transformação do mundo.Aos 76 anos, o Papa Leão XIV confiou-lhe as Obras issionárias Pontifícias em Portugal – uma responsabilidade que pede reconfiguração e abertura de processos.
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São João, uma festa popular - Emissão 20-06-2026
Com muita diversão, nas ruas da cidade ou nas comunidadesparoquiais, a festa do São João tem-se traduzido numa festa de referência em Braga. Uma festa que tem início dias antes, num programa extenso que cruza a religiosidadepopular, os encontros e as catequeses que também a Igreja procura fazer nestes dias. O jornalista Paulo Rocha conversa com o padre Sérgio Torres, pároco de São Vítor, e Diretor do Secretariado Diocesano de Pastoral na arquidiocese de Braga.
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Visitas pastorais: o olhar do bispo do Algarve – Emissão 21-06-2026
Hoje retomamos o ciclo de conversas sobre as visitas pastorais, momento fundamental na vida dos dioceses. A reportagem da ECCLESIA sentou-se para conversar com D. Manuel Quintas, bispo do Algarve, que está nesta região desde 2000 e que se prepara agora para dizer adeus a esta missão episcopal. Passamos em revista aquilo que representou para si cada uma das visitas pastorais a todo o território diocesano.
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LUSOFONIAS - México em tempo de Mundial
Tony Neves, em RomaComeçou, também no México, o Mundial de Futebol. Visitei o país quando o aeroporto da capital estava virado do avesso, com obras para acolher as multidões de pessoas atraídas por este evento. Mas lamento não falar de bola, apenas de Missão e fujo para bem longe dos holofotes dos estádios.‘Quando um Vallense chega ao inferno, a primeira coisa que faz é pedir ao diabo um cobertor’! – dizia-me com humor fino, sem sorrir, um líder indígena em Tanlajás, a povoação das montanhas da Huasteca Potosina que acolheu os primeiros espiritanos no México em 1971. De facto, as temperaturas podem ultrapassar largamente os 50 graus naquela região que pertence à diocese de Ciudad Valles, no Estado de San Luis de Potosi.Cheguei a este ‘forno’ ido de Tampico. A estrada foi-me mostrando as grandes ganadarias com vacas e bois de que não se consegue saber a quantidade. Quando não há gado, há extensões de plantação de cana de açúcar, a perderem-se na linha do horizonte. De tempos a tempos lá aparece uma área povoada por árvores de ‘palo rosa’, a encher de cor o caminho, como acontece com os jacarandás em Potosi ou em Lisboa!
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As perguntas e o Código Deontológico dos Jornalistas na carteira de António Granado - Emissão 18-06-2026
Jornalista desde 1989, António Granado teve a sorte de, nos infelizes 17 meses do serviço militar, o tempo livre o ter conduzido a uma formação sobre comunicação. Eram tempos inaugurais naquele final do ano em que o jornal «Público»procurava estagiários para iniciar um projeto que viria a marcar a comunicação, o fotojornalismo e uma geração de jornalistas.As perguntas e os porquês levaram-no à Ciência, mas o gostode ensinar e aprender com os alunos mantém-no cativo numa docência feliz e com esperança em gerações que se vão renovando no exercício da profissão e do serviço público.Na carteira, em formato portátil, traz consigo o CódigoDeontológico que assiduamente tira para relembrar aos alunos como deve ser a prática dos jornalistas mas que, lamenta, esteja esquecido nas redações. António Granado integra, atualmente, o Conselho Geral Independente da RTP, onde persegue a importância do serviço público, feito com qualidade e o financiamento necessário. Para lá das aulas e da RTP, António Granado fotografa pássaros, as aves que o chamam à beleza, à ligação com a vida e com a natureza.
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Santo António de Lisboa - Emissão 13-06-2026
Depois de uma noite a dançar e a comer sardinha assada, acheirar o majerico ou a ver as marchas dos bairros de Lisboa a desfilar na Avenida da Liberdade, vamos convidá-lo a entrar no Museu de Santo António, logo ali ao lado da igreja. Um espaço que se procura renovar ao longo de todo ano, compropostas permanentes e formas de descobrir a vida do Santo de Lisboa, ou exposições temporárias que neste tempo de verão acolhem milhares de turistas que procuram descobrir mais sobre o santo que uns dizem ser de Pádua, outros de Lisboa. O coordenador do Museu, Pedro Teotónio Pereira, e acuradora Leonor Alvim, abrem-nos as portas e apresentam algumas peças e núcleos disponíveis para visitar.
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«Magnifica Humanitas» e Jornadas Pastorais do Episcopado – Emissão 14-06-2026
A Conferência Episcopal Portuguesa promove, em Fátima, as suas Jornadas Pastorais. São uma iniciativa anual que em 2026 tem como tema “Anúncio da Fé na Nova Revolução Tecnológica e na Nova Cultura”.O tema estava ganha uma nova dimensão após a publicação da primeira encíclica do pontificado Leão XIV, ‘Magnifica Humanitas’, apresentada na edição deste ano da Feira do Livro de Lisboa, num momento acompanhado pela reportagem da ECCLESIA.
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LUSOFONIAS - De Subiaco a Montecassino, com S. Bento
Tony Neves, em Subiaco e MontecassinoO Jubileu de 2029 da Família Beneditina marcará os 1500 anos da fundação de Montecassino por São Bento, em 529. Durante quatro anos, vão-se percorrer e mostrar ao mundo os ‘Lugares de Esperança’, por onde S. Bento andou. Assim2026 leva-nos até Núrsia, terra natal do santo. Roma preencherá 2027, Subiaco 2028 e, finalmente, o ano jubilar de 2029 estará ligado a Montecassino.Ora, S. Bento nasceu em Núrsia e estava já em Roma quando, desagradado com a forma como os cristãos ali viviam, decidiu andar 70 kms e refugiar-se numa gruta de montanha, em Subiaco. O sonho monacal de S. Bento nasceu ali. Peregrinei, mais uma vez, a este lugar que é fonte de inspiração. E não fui sozinho, porque integrei o passeio anual da minha comunidade religiosa. Na atual cidade a alguns kms da gruta, está um painel gigante que diz: ‘Cidade da Imprensa e do Monaquismo Beneditino’. Sim, S. Bento é considerado o pai do monaquismo do ocidente, naquele longínquo fim do sec. V e início do VI. Dirigimo-nos da cidade de Subiaco para as montanhas onde, no local dessa gruta sagrada, foi construído o atual Mosteiro Beneditino, nos séculos XI e XII. Os olhos enchem-se de espanto quando vemos, pela primeira vez, o Mosteiro cravado nas rochas da montanha. Encaixado num vale luxuriante, é mesmo ‘o limiar do céu’, como lhe chamou Petrarca! Foi – diz a tradição - construído sobre a gruta onde S. Bento passou três anos a jejuar e a rezar para pedir a Deus inspiração e luzes para o futuro. A visita guiada, feita por um Monge Beneditino, fez-me recuar 15 séculos e tentar imaginar este sonho de S. Bento, tão bem ilustrado nas pinturas belas e simbólicas que marcam paredes e tectos. E foi bom saber que ali, em 1465, se imprimiram os primeiros livros em terras de Itália.S. Francisco visitou Subiaco em 1223 e ali está um pintura do santo, a mais antiga que se conhece, ainda sem os estigmas que recebeu em 1224, dois anos antes de morrer.
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Miguel Amado, o provocador ao serviço do bem-comum - Emissão 11-06-2026
Apelidado de «provocador» por um bispo do Congo, Miguel Amado esteve ao serviço das relações externas da Comissão Europeia, missão que o levou a si, e à sua família, a diversos países – Madagáscar, Burundi, República Dominicana, Cuba, Guiné-Bissau, Bruxelas, Congo Brazzavile mas também Timor, Israel, e a faixa de Gaza foram locais onde procurou desenvolver a Doutrina Social da Igreja e o Evangelho. Diálogo, proximidade, acompanhamento das populações apostando em projetos de desenvolvimento, colocavam Miguel Amado a defender o povo e não poucas vezes a criticar o poder económico e político nos países onde passou. Os relatórios finais isso mostravam: peças de teatro onde a pobreza era denunciada, ou, numa ocasião um cartoon “sobre o Congo, onde se via um país muito rico, e o dinheiro a sair da algibeira do presidente, e os pobres a chorarem sem dinheiro”. O regresso a Portugal, depois de vários anos fora, foram também os meses difíceis de uma doença terminal da esposa. Mas o IPO, em Lisboa, é hoje também uma escola e o contexto onde hoje Miguel Amado continua a perseguir a sua máxima – construir o bem comum.
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O sacramento da Eucaristia, aos 10 e aos 42 anos - Emissão 06-06-2026
O que têm em comum Beatriz Martins, com 10 anos, e Telma Alves, de 42 anos? A celebração do sacramento da Eucaristia. Neste programa conhecemos, a partir do percurso de vida de duas pessoas distintas e o significado de comungar, pela primeira vez, o corpo de Jesus.
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