EPISODE · Mar 21, 2025 · 5 MIN
LUSOFONIAS - Magistério da fragilidade
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Tony Neves, em RomaUm pneumonia bilateral atirou, a 14 de fevereiro, o Papa Francisco, pela quarta vez, para uma cama do Hospital Gemelli. Tudo parecia ser fácil de resolver, mas a verdade é que a situação se complicou muito e depressa, a ponto dos médicos começarem a divulgar um prognóstico reservado por causa de um estado clínico grave. Centenas de profissionais dos media mundiais invadiram Roma e foram amplificando o que ouviam e viam.Anunciando melhoras ou pioras, a Sala de Imprensa, dia após dia, ia dizendo que o Papa alternava o repouso com tratamentos, exames, refeições, oração e trabalho.No dia 25 de fevereiro, foi publicada a Mensagem do Papa para a Quaresma 2025. Em Ano Jubilar, pede : ‘Façamos este caminho juntos na esperança de uma promessa. A esperança que não engana (cf. Rm 5, 5), mensagem central do Jubileu, seja para nós o horizonte do caminho quaresmal rumo à vitória pascal. Como o Papa Bento XVI nos ensinou na Encíclica Spe salvi, «o ser humano necessita do amor incondicionado. Precisa daquela certeza que o faz exclamar: “Nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” ( Rm 8, 38-39)». Jesus, nosso amor e nossa esperança, ressuscitou e, vivo, reina glorioso. A morte foi transformada em vitória e aqui reside a fé e a grande esperança dos cristãos: na ressurreição de Cristo!’.Na Catequese preparada para a Audiência Geral da Quarta Feira, dia 26 de fevereiro, o Papa dizia: ‘Simeão canta a alegria de quem viu, de quem reconheceu e pode transmitir a outros o encontro com o Salvador de Israel e das nações. É testemunha da fé, que recebe como dom e comunica aos outros; é testemunha da esperança que não desilude; é testemunha do amor de Deus, que enche o coração do homem de alegria e paz. Repleto desta consolação espiritual, o idoso Simeão vê a morte não como fim, mas como cumprimento e plenitude, espera-a como “irmã” que não aniquila, mas introduz na verdadeira vida que ele já anteviu e na qual acredita’.Desafiante é também a homilia do Papa preparada para Quarta Feira de Cinzas, a 5 de março: ‘Aprendamos, por meio da esmola, a sair de nós mesmos para partilhar as necessidades uns dos outros e alimentar a esperança de um mundo mais justo; aprendamos, por meio da oração, a descobrir-nos necessitados de Deus ou, como dizia Jacques Maritain, “mendigos do céu”, para alimentar a esperança de que, nas nossas fragilidades e no fim da nossa peregrinação terrena, nos espera um Pai de braços abertos; aprendamos, por meio do jejum, que não vivemos apenas para satisfazer necessidades, mas que temos fome de amor e de verdade, e só o amor de Deus e de uns pelos outros pode verdadeiramente saciar-nos e dar-nos esperança num futuro melhor’.
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Tony Neves, em RomaUm pneumonia bilateral atirou, a 14 de fevereiro, o Papa Francisco, pela quarta vez, para uma cama do Hospital Gemelli. Tudo parecia ser fácil de resolver, mas a verdade é que a situação se complicou muito e depressa, a ponto dos médicos começarem a divulgar um prognóstico reservado por causa de um estado clínico grave. Centenas de profissionais dos media mundiais invadiram Roma e foram amplificando o que ouviam e viam.Anunciando melhoras ou pioras, a Sala de Imprensa, dia após dia, ia dizendo que o Papa alternava o repouso com tratamentos, exames, refeições, oração e trabalho.No dia 25 de fevereiro, foi publicada a Mensagem do Papa para a Quaresma 2025. Em Ano Jubilar, pede : ‘Façamos este caminho juntos na esperança de uma promessa. A esperança que não engana (cf. Rm 5, 5), mensagem central do Jubileu, seja para nós o horizonte do caminho quaresmal rumo à vitória pascal. Como o Papa Bento XVI nos ensinou na Encíclica Spe salvi, «o ser humano necessita do amor incondicionado. Precisa daquela certeza que o faz exclamar: “Nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” ( Rm 8, 38-39)». Jesus, nosso amor e nossa esperança, ressuscitou e, vivo, reina glorioso. A morte foi transformada em vitória e aqui reside a fé e a grande esperança dos cristãos: na ressurreição de Cristo!’.Na Catequese preparada para a Audiência Geral da Quarta Feira, dia 26 de fevereiro, o Papa dizia: ‘Simeão canta a alegria de quem viu, de quem reconheceu e pode transmitir a outros o encontro com o Salvador de Israel e das nações. É testemunha da fé, que recebe como dom e comunica aos outros; é testemunha da esperança que não desilude; é testemunha do amor de Deus, que enche o coração do homem de alegria e paz. Repleto desta consolação espiritual, o idoso Simeão vê a morte não como fim, mas como cumprimento e plenitude, espera-a como “irmã” que não aniquila, mas introduz na verdadeira vida que ele já anteviu e na qual acredita’.Desafiante é também a homilia do Papa preparada para Quarta Feira de Cinzas, a 5 de março: ‘Aprendamos, por meio da esmola, a sair de nós mesmos para partilhar as necessidades uns dos outros e alimentar a esperança de um mundo mais justo; aprendamos, por meio da oração, a descobrir-nos necessitados de Deus ou, como dizia Jacques Maritain, “mendigos do céu”, para alimentar a esperança de que, nas nossas fragilidades e no fim da nossa peregrinação terrena, nos espera um Pai de braços abertos; aprendamos, por meio do jejum, que não vivemos apenas para satisfazer necessidades, mas que temos fome de amor e de verdade, e só o amor de Deus e de uns pelos outros pode verdadeiramente saciar-nos e dar-nos esperança num futuro melhor’.
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