EPISODE · Sep 24, 2023 · 5 MIN
LUSOFONIAS Mediterrâneo: praia, estrada ou cemitério?
from Agência ECCLESIA · host Agência ECCLESIA
Tony Neves Os ‘Encontros do Mediterrâneo’ vão na terceira edição. Juntam países que fazem fronteira com este mar interior que liga três continentes e proporciona, desde há séculos, o encontro de povos e culturas muito diferentes. Fundamental para o comércio, estrada que une povos, fonte de receitas enormes com turismo, este Mar tornou-se cemitério a céu aberto para os milhares de cadáveres que engole quando há acidentes com os miseráveis botes que trazem imigrantes de África e da Ásia para a Europa. Por isso, o drama da imigração ilegal e desumana está sempre no coração da agenda destes Encontros, dada a urgência de construir políticas sólidas de acolhimento. Coube a Marselha ser anfitriã, de 14 a 24 de setembro. Além dos governantes, este evento contou com 70 jovens de diferentes religiões e confissões cristãs. Nele participaram também 70 representantes das Igrejas dos países que beneficiam das praias mediterrânicas. E, claro, que a grande mediatização do evento deveu-se à decisão do Papa Francisco viajar até Marselha com a finalidade expressa de dar a sua humilde colaboração na procura de soluções para este drama humanitário de enormes proporções. A sua preocupação é antiga e repetida, pois já vem dos começos do seu pontificado quando optou por fazer a primeira viagem missionária à Ilha de Lampedusa, para apelar a um compromisso de acolhimento aos imigrantes que ali chegam vivos, e para ‘chorar os mortos que ninguém chora’. O objetivo destes Encontros está bem delineado e o Papa Francisco resumiu-o assim: ‘promover percursos de paz, colaboração e integração à procura de respostas para o fenómeno migratório’. Francisco deixou Roma sexta feira e cumpriu um programa intenso, como sempre acontece nas suas viagens pastorais. Após receção oficial, o Papa dirigiu-se ao Santuário de Notre Dame de la Garde para uma Oração Mariana. Ali evocou peregrinos importantes: Santa Teresa do Menino Jesus, S. Carlos de Foucauld e S. João Paulo II e pediu para abrir portas e corações a quem chega ou naufraga.
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Tony Neves Os ‘Encontros do Mediterrâneo’ vão na terceira edição. Juntam países que fazem fronteira com este mar interior que liga três continentes e proporciona, desde há séculos, o encontro de povos e culturas muito diferentes. Fundamental para o comércio, estrada que une povos, fonte de receitas enormes com turismo, este Mar tornou-se cemitério a céu aberto para os milhares de cadáveres que engole quando há acidentes com os miseráveis botes que trazem imigrantes de África e da Ásia para a Europa. Por isso, o drama da imigração ilegal e desumana está sempre no coração da agenda destes Encontros, dada a urgência de construir políticas sólidas de acolhimento. Coube a Marselha ser anfitriã, de 14 a 24 de setembro. Além dos governantes, este evento contou com 70 jovens de diferentes religiões e confissões cristãs. Nele participaram também 70 representantes das Igrejas dos países que beneficiam das praias mediterrânicas. E, claro, que a grande mediatização do evento deveu-se à decisão do Papa Francisco viajar até Marselha com a finalidade expressa de dar a sua humilde colaboração na procura de soluções para este drama humanitário de enormes proporções. A sua preocupação é antiga e repetida, pois já vem dos começos do seu pontificado quando optou por fazer a primeira viagem missionária à Ilha de Lampedusa, para apelar a um compromisso de acolhimento aos imigrantes que ali chegam vivos, e para ‘chorar os mortos que ninguém chora’. O objetivo destes Encontros está bem delineado e o Papa Francisco resumiu-o assim: ‘promover percursos de paz, colaboração e integração à procura de respostas para o fenómeno migratório’. Francisco deixou Roma sexta feira e cumpriu um programa intenso, como sempre acontece nas suas viagens pastorais. Após receção oficial, o Papa dirigiu-se ao Santuário de Notre Dame de la Garde para uma Oração Mariana. Ali evocou peregrinos importantes: Santa Teresa do Menino Jesus, S. Carlos de Foucauld e S. João Paulo II e pediu para abrir portas e corações a quem chega ou naufraga.
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