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EPISODE · Nov 22, 2022 · 5 MIN

LUSOFONIAS - Moçambique a ferro e fogo

from Agência ECCLESIA · host Agência ECCLESIA

Aproxima-se, a passos largos, a celebração do meio século de independência de Moçambique. Os 30 anos dos Acordos de Paz estão a ser comemorados, como ‘um bonito sonho de paz, de unidade e de democracia’ – dizem os Bispos na nota Pastoral publicada a 11 de novembro. A independência em 1975 também é descrita como ‘um sonho de liberdade e autodeterminação’. Este sonho que se tornou realidade e permitiu ‘sermos donos da nossa terra, protagonistas do nosso futuro’, tem encontrado ‘obstáculos e ameaças que põem à prova a esperança de conseguir a sua realização’. E os Bispos dão nome a esses problemas que vitimam o povo moçambicano, comprometendo o seu presente e o seu futuro. O terrorismo em Cabo Delgado, com perspetivas terríveis de alastrar a outras Províncias, começou há cinco anos e não teve o combate necessário: ‘são semeadas destruições e mortes violentas de crianças, de mulheres e homens inocentes e pessoas de boa vontade, como foi a Irmã Maria de Coppi, assassinada a 6 de setembro, no ataque à Missão de Chipene, Diocese de Nacala’. Os Bispos consideram inaceitável a continuação deste sofrimento desumano que frustra ‘o sonho de sermos uma nação de paz, concórdia, independente, justa e solidária’. O mais dramático é que ‘jovens moçambicanos continuam a engrossar as fileiras dos que semeiam o terror’. Talvez porque tenham perdido a ‘esperança num futuro favorável’ (…) sem oportunidades de construir uma vida digna’. Outro problema dramático para as populações é o aumento insustentável do custo de vida. Tal situação dramática para as populações mais pobres arrasta para a miséria extrema pessoas que já têm vidas muito sofridas. Culpa-se a covid, as ‘dívidas ocultas’, as alterações climáticas e a guerra na Ucrânia. Mas, no interior do país, há que combater as desigualdades gritantes, sendo necessárias ‘políticas corajosas que eliminem o crescente abismo existente entre ricos e pobres’, situação que pode conduzir a convulsões sociais, pondo em causa a paz e a coesão social, pois ‘nenhuma paz sobrevive a exclusões e a injustiças sociais’.

Aproxima-se, a passos largos, a celebração do meio século de independência de Moçambique. Os 30 anos dos Acordos de Paz estão a ser comemorados, como ‘um bonito sonho de paz, de unidade e de democracia’ – dizem os Bispos na nota Pastoral publicada a 11 de novembro. A independência em 1975 também é descrita como ‘um sonho de liberdade e autodeterminação’. Este sonho que se tornou realidade e permitiu ‘sermos donos da nossa terra, protagonistas do nosso futuro’, tem encontrado ‘obstáculos e ameaças que põem à prova a esperança de conseguir a sua realização’. E os Bispos dão nome a esses problemas que vitimam o povo moçambicano, comprometendo o seu presente e o seu futuro. O terrorismo em Cabo Delgado, com perspetivas terríveis de alastrar a outras Províncias, começou há cinco anos e não teve o combate necessário: ‘são semeadas destruições e mortes violentas de crianças, de mulheres e homens inocentes e pessoas de boa vontade, como foi a Irmã Maria de Coppi, assassinada a 6 de setembro, no ataque à Missão de Chipene, Diocese de Nacala’. Os Bispos consideram inaceitável a continuação deste sofrimento desumano que frustra ‘o sonho de sermos uma nação de paz, concórdia, independente, justa e solidária’. O mais dramático é que ‘jovens moçambicanos continuam a engrossar as fileiras dos que semeiam o terror’. Talvez porque tenham perdido a ‘esperança num futuro favorável’ (…) sem oportunidades de construir uma vida digna’. Outro problema dramático para as populações é o aumento insustentável do custo de vida. Tal situação dramática para as populações mais pobres arrasta para a miséria extrema pessoas que já têm vidas muito sofridas. Culpa-se a covid, as ‘dívidas ocultas’, as alterações climáticas e a guerra na Ucrânia. Mas, no interior do país, há que combater as desigualdades gritantes, sendo necessárias ‘políticas corajosas que eliminem o crescente abismo existente entre ricos e pobres’, situação que pode conduzir a convulsões sociais, pondo em causa a paz e a coesão social, pois ‘nenhuma paz sobrevive a exclusões e a injustiças sociais’.

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