EPISODE · Mar 26, 2024 · 5 MIN
LUSOFONIAS - No Gabão, desde 1844…
from Agência ECCLESIA · host Agência ECCLESIA
Tony Neves, em Libreville - Gabão Aterrei em Libreville, vindo de Adis Abeba. As formalidades fronteiriças são sempre complicadas e lentas mas, ao fim de algum tempo de espera, perguntas e respostas, lá vi o passaporte a ser carimbado e as portas do país a abrirem-se, para a minha primeira vez em mais um Estado africano. Como de costume, não venho fazer turismo, mas ‘visita canónica’, ou seja, trabalho… Independentemente das boas razões que me levam a um lugar, é sempre uma alegria encontrar povos, culturas e rostos diferentes, com quem partilhar ideias, ideais, vida e missão. É sempre assim, e isso me faz feliz. O Gabão é um dos seis países da África Central onde os Espiritanos trabalham. A este país se juntam os Camarões, a Guiné Equatorial, o Congo Brazzaville, o Congo Kinshasa e a República Centro Africana. Tem muito petróleo e pouca gente (cerca de 2 milhões de habitantes)! Ali, os cristãos são cerca de 75% da população, uma das percentagens mais altas de África. Esta ex-colónia francesa, localizada na costa Atlântica (é sempre importante fazer a história para não perder a memória!), é um dos países mais ricos de África, somando o muito petróleo às imensas e tropicais florestas, ganhando a batalha pelo topo do índice de desenvolvimento humano na África subsaariana, de acordo com os dados publicados pelas Nações Unidas. Mas o facto de ter muita riqueza não quer dizer que todo o povo viva bem, uma vez que há uma distribuição muito desigual de rendimentos e património. Nisto, o Gabão não oferece nada de original ao nosso mundo, onde as desigualdades são sempre gritantes e, apesar de todas as mudanças políticas e promessas dos governantes, vemos os ricos a ficarem cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres… Aqui, como em todo o lado, devo confessar que não conheço nenhuma exceção a esta regra geral!
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Tony Neves, em Libreville - Gabão Aterrei em Libreville, vindo de Adis Abeba. As formalidades fronteiriças são sempre complicadas e lentas mas, ao fim de algum tempo de espera, perguntas e respostas, lá vi o passaporte a ser carimbado e as portas do país a abrirem-se, para a minha primeira vez em mais um Estado africano. Como de costume, não venho fazer turismo, mas ‘visita canónica’, ou seja, trabalho… Independentemente das boas razões que me levam a um lugar, é sempre uma alegria encontrar povos, culturas e rostos diferentes, com quem partilhar ideias, ideais, vida e missão. É sempre assim, e isso me faz feliz. O Gabão é um dos seis países da África Central onde os Espiritanos trabalham. A este país se juntam os Camarões, a Guiné Equatorial, o Congo Brazzaville, o Congo Kinshasa e a República Centro Africana. Tem muito petróleo e pouca gente (cerca de 2 milhões de habitantes)! Ali, os cristãos são cerca de 75% da população, uma das percentagens mais altas de África. Esta ex-colónia francesa, localizada na costa Atlântica (é sempre importante fazer a história para não perder a memória!), é um dos países mais ricos de África, somando o muito petróleo às imensas e tropicais florestas, ganhando a batalha pelo topo do índice de desenvolvimento humano na África subsaariana, de acordo com os dados publicados pelas Nações Unidas. Mas o facto de ter muita riqueza não quer dizer que todo o povo viva bem, uma vez que há uma distribuição muito desigual de rendimentos e património. Nisto, o Gabão não oferece nada de original ao nosso mundo, onde as desigualdades são sempre gritantes e, apesar de todas as mudanças políticas e promessas dos governantes, vemos os ricos a ficarem cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres… Aqui, como em todo o lado, devo confessar que não conheço nenhuma exceção a esta regra geral!
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