LUSOFONIAS - Nos calores deste Congo Brazzaville episode artwork

EPISODE · Apr 8, 2024 · 5 MIN

LUSOFONIAS - Nos calores deste Congo Brazzaville

from Agência ECCLESIA · host Agência ECCLESIA

Tony Neves, em Brazzaville É quente esta República do Congo, cuja capital é Brazzaville. Habituamo-nos a citar o Congo como a antiga colónia belga com a capital hoje chamada Kinshasa. Mas essa é outra, é a República Democrática, que no tempo de Mobutu se chamou Zaire. Estamos situados… Aterrei em Brazzaville vindo de Libreville, capital do Gabão. A temperatura estava uma brasa. Entrei na terra onde os Espiritanos chegaram no longínquo 1865. As Missões, nesta antiga colónia francesa, foram criadas e desenvolvidas por Padres e Irmãos da Congregação do Espírito Santo. Aqui se escreveram (e continuam a escrever) páginas significativas da história da Igreja e da Missão. O equador atravessa o país que tem 342 kms 2 de superfície e apenas 5,3 milhões de habitantes, porque parte do território é floresta. O francês é a língua oficial, mas o povo fala também lingala e kikongo. A independência foi em 1960, tendo uma história sofrida, pois os primeiros 30 anos foram de ditadura e, quando a democracia quis dar os primeiros passos, começou uma violenta guerra civil que vitimou o povo até quase ao início deste milénio. O lucro com o petróleo trouxe uma enorme prosperidade a uma pequeníssima elite, mas não beneficiou a população congolesa, permanecendo profundo o fosso entre ricos e pobres. Voltemos à Missão Espiritana. Foi criado um Distrito, dependente da França. Em 1999, tornou-se uma Região da recém-fundada Província da África Central (PAC). É Província do Congo Brazzaville a partir de 2 de outubro de 2010. Hoje são mais de 70 Espiritanos nascidos e crescidos nestas terras congolesas, estando a maioria em missão fora de portas, como é tradição da família Espiritana. As Comunidades neste país são multiculturais, com Padres e Irmãos naturais dali e outros vindos de fora. Os Espiritanos sentem a honra e a responsabilidade de serem os fundadores da Igreja no Congo, onde continuam a desempenhar cargos de responsabilidade e a fazer uma opção clara pelas populações mais pobres e descartadas.

Tony Neves, em Brazzaville É quente esta República do Congo, cuja capital é Brazzaville. Habituamo-nos a citar o Congo como a antiga colónia belga com a capital hoje chamada Kinshasa. Mas essa é outra, é a República Democrática, que no tempo de Mobutu se chamou Zaire. Estamos situados… Aterrei em Brazzaville vindo de Libreville, capital do Gabão. A temperatura estava uma brasa. Entrei na terra onde os Espiritanos chegaram no longínquo 1865. As Missões, nesta antiga colónia francesa, foram criadas e desenvolvidas por Padres e Irmãos da Congregação do Espírito Santo. Aqui se escreveram (e continuam a escrever) páginas significativas da história da Igreja e da Missão. O equador atravessa o país que tem 342 kms 2 de superfície e apenas 5,3 milhões de habitantes, porque parte do território é floresta. O francês é a língua oficial, mas o povo fala também lingala e kikongo. A independência foi em 1960, tendo uma história sofrida, pois os primeiros 30 anos foram de ditadura e, quando a democracia quis dar os primeiros passos, começou uma violenta guerra civil que vitimou o povo até quase ao início deste milénio. O lucro com o petróleo trouxe uma enorme prosperidade a uma pequeníssima elite, mas não beneficiou a população congolesa, permanecendo profundo o fosso entre ricos e pobres. Voltemos à Missão Espiritana. Foi criado um Distrito, dependente da França. Em 1999, tornou-se uma Região da recém-fundada Província da África Central (PAC). É Província do Congo Brazzaville a partir de 2 de outubro de 2010. Hoje são mais de 70 Espiritanos nascidos e crescidos nestas terras congolesas, estando a maioria em missão fora de portas, como é tradição da família Espiritana. As Comunidades neste país são multiculturais, com Padres e Irmãos naturais dali e outros vindos de fora. Os Espiritanos sentem a honra e a responsabilidade de serem os fundadores da Igreja no Congo, onde continuam a desempenhar cargos de responsabilidade e a fazer uma opção clara pelas populações mais pobres e descartadas.

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