EPISODE · Sep 11, 2023 · 4 MIN
LUSOFONIAS - O futuro de olhos nos olhos….
from Agência ECCLESIA · host Agência ECCLESIA
Tony Neves Desculpem, mas não resisti. Tinha prometido que o texto ‘o lugar da Mãe nas JMJ Lisboa’ seria o último sobre as Jornadas Mundiais da Juventude, mas recebi o livro com todos os ‘Discursos e Homilias’ e decidi mudar de ideias. Ter uma visão de conjunto ajuda muito a perceber os objetivos que se pretendem alcançar e os métodos utilizados para lá chegar. Foram doze as intervenções oficiais do Papa, completadas com as respostas aos jornalistas na viagem de regresso a Roma. Li e sublinhei. Não vou fazer reflexões sobre reflexões, mas limitar-me a partilhar algumas das frases que me marcaram mais. Aí vão elas. ‘Estou feliz por estar em Lisboa, cidade do encontro que abraça vários povos e culturas. (…) Torna-se, de certo modo, a capital do mundo, a capital do futuro, porque os jovens são o futuro’. (…). Parece que as injustiças planetárias, as guerras, as crises climáticas e migratórias correm mais rapidamente do que a capacidade e, muitas vezes, a vontade de enfrentar em conjunto tais desafios’. (…). ‘No oceano da História, estamos a navegar num momento tempestuoso e sente-se a falta de rotas corajosas de paz’(…). ‘Investe-se mais em armas do que no futuro dos nossos filhos’. (…). ‘Imagino três estaleiros de construção da esperança onde podemos trabalhar todos unidos: o ambiente, o futuro, a fraternidade’(Centro Cultural de Belém). No Mosteiro dos Jerónimos, o Papa Francisco disse: ‘Quando estamos desanimados, aposentamo-nos do zelo apostólico, perdemo-lo pouco a pouco e tornámo-nos ‘funcionários do sagrado’. (…). Somos chamados a lançar as redes de novo e a abraçar o mundo com a esperança do Evangelho’(…). Na barca da Igreja, deve haver lugar para todos. E não vos esqueçais desta palavra: ‘todos, todos, todos’. (…). ‘Que a Igreja não seja uma alfândega para selecionar quem entra e quem não entra’.(…). ‘Queremos sonhar a Igreja portuguesa como um ‘porto seguro’, para quem enfrenta as travessias, os naufrágios e as tempestades da vida’. Ao mundo académico, na Universidade Católica, o Papa Francisco apostou em dois verbos: ‘procurar e arriscar: estes são os dois verbos do peregrino. Procurar e arriscar’. Lembrou que ‘as respostas fáceis anestesiam’, e pediu: ‘sede protagonistas de uma ‘nova coreografia’ que coloque no centro a pessoa humana, sede coreógrafos da dança da vida’.(…). ‘tende a coragem de substituir os medos pelos sonhos, não sejais administradores de medos, mas empreendedores de sonhos!’
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Tony Neves Desculpem, mas não resisti. Tinha prometido que o texto ‘o lugar da Mãe nas JMJ Lisboa’ seria o último sobre as Jornadas Mundiais da Juventude, mas recebi o livro com todos os ‘Discursos e Homilias’ e decidi mudar de ideias. Ter uma visão de conjunto ajuda muito a perceber os objetivos que se pretendem alcançar e os métodos utilizados para lá chegar. Foram doze as intervenções oficiais do Papa, completadas com as respostas aos jornalistas na viagem de regresso a Roma. Li e sublinhei. Não vou fazer reflexões sobre reflexões, mas limitar-me a partilhar algumas das frases que me marcaram mais. Aí vão elas. ‘Estou feliz por estar em Lisboa, cidade do encontro que abraça vários povos e culturas. (…) Torna-se, de certo modo, a capital do mundo, a capital do futuro, porque os jovens são o futuro’. (…). Parece que as injustiças planetárias, as guerras, as crises climáticas e migratórias correm mais rapidamente do que a capacidade e, muitas vezes, a vontade de enfrentar em conjunto tais desafios’. (…). ‘No oceano da História, estamos a navegar num momento tempestuoso e sente-se a falta de rotas corajosas de paz’(…). ‘Investe-se mais em armas do que no futuro dos nossos filhos’. (…). ‘Imagino três estaleiros de construção da esperança onde podemos trabalhar todos unidos: o ambiente, o futuro, a fraternidade’(Centro Cultural de Belém). No Mosteiro dos Jerónimos, o Papa Francisco disse: ‘Quando estamos desanimados, aposentamo-nos do zelo apostólico, perdemo-lo pouco a pouco e tornámo-nos ‘funcionários do sagrado’. (…). Somos chamados a lançar as redes de novo e a abraçar o mundo com a esperança do Evangelho’(…). Na barca da Igreja, deve haver lugar para todos. E não vos esqueçais desta palavra: ‘todos, todos, todos’. (…). ‘Que a Igreja não seja uma alfândega para selecionar quem entra e quem não entra’.(…). ‘Queremos sonhar a Igreja portuguesa como um ‘porto seguro’, para quem enfrenta as travessias, os naufrágios e as tempestades da vida’. Ao mundo académico, na Universidade Católica, o Papa Francisco apostou em dois verbos: ‘procurar e arriscar: estes são os dois verbos do peregrino. Procurar e arriscar’. Lembrou que ‘as respostas fáceis anestesiam’, e pediu: ‘sede protagonistas de uma ‘nova coreografia’ que coloque no centro a pessoa humana, sede coreógrafos da dança da vida’.(…). ‘tende a coragem de substituir os medos pelos sonhos, não sejais administradores de medos, mas empreendedores de sonhos!’
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