EPISODE · Jun 15, 2022 · 5 MIN
LUSOFONIAS - Quase a aterrar em Moçambique
from Agência ECCLESIA · host Agência ECCLESIA
Aterrar em Moçambique é sempre uma alegria. As malas estão feitas e o visto está no passaporte. Os Espiritanos estão a celebrar os 25 anos de chegada a este país da África oriental, banhado pelas quentes águas do Índico. Um pouco de história ajuda a refrescar a memória e a compreender uma missão que celebra bodas de prata e já está presente em cinco dioceses. Tudo começou em 1996 com a chegada de duas equipas missionárias ao país. Uma instalou-se na Missão de Netia, em Nacala; a outra rumou à Missão de Inhazónia, no Chimoio. Duas equipas de três, com Espiritanos de Angola, Portugal e Nigéria. A guerra em Moçambique já tinha terminado, mas os sinais de violência e pobreza estavam (e estão) ainda muito evidentes. Os Espiritanos deitaram as mãos ao arado e toca a trabalhar pela evangelização integral deste povo dos interiores abandonados. O P. Yves Mathieu, francês, lembra que Inhazónia não tinha padre residente há mais de 25 anos, quando os Espiritanos chegaram. Hoje a Missão tem 200 kms de norte a sul e de este a oeste. Além do apoio às crianças e jovens, investe-se na pastoral da saúde e carcerária, bem como em projectos de desenvolvimento e auto-sustentabilidade. No outro canto do país, já perto do oceano, os Espiritanos chegaram a Netia, antiga missão comboniana. Ainda encontraram e partilharam missão com as Irmãs Combonianas. Investiram muito na evangelização, visitando as dezenas de comunidades espalhadas por uma ampla geografia onde os campos de mandioca, de milho, de feijão e de algodão ocupam as populações, também alimentadas pelas mangueiras e cajueiros. Um dos projetos melhor sucedidos por esta equipa espiritana recém-chegada foi a das Escolinhas Comunitárias que construíram e animaram. Mas, ao fim de alguns anos, avaliaram a sua presença com o Bispo de Nacala e decidiram abrir uma nova frente missionária, em 2004, dividindo a Missão e tomando conta da parte de Itoculo, ao todo, 79 comunidades. Ali construíram uma nova Missão, tendo as Irmãs Espiritanas fundado a sua primeira presença em terras moçambicanas. O Centro Pastoral permite fazer a formação das lideranças laicais. Construíram-se dois Lares, um para meninas e outro para rapazes, vindos das aldeias para estudar na ‘vila’. Diz o P. Raul Viana, Superior da Missão: ‘acreditamos que a formação séria e responsável dos jovens actuais é um excelente ponto de partida para o desenvolvimento integral deste povo’. A Missão, ao longo dos anos, contou com o compromisso de Padres e Irmãs Espiritanas, Padres Diocesanos, Estagiários Espiritanos e Leigos Voluntários, mostrando o rosto de uma Igreja muito plural, no que a carismas e ministérios diz respeito.
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Aterrar em Moçambique é sempre uma alegria. As malas estão feitas e o visto está no passaporte. Os Espiritanos estão a celebrar os 25 anos de chegada a este país da África oriental, banhado pelas quentes águas do Índico. Um pouco de história ajuda a refrescar a memória e a compreender uma missão que celebra bodas de prata e já está presente em cinco dioceses. Tudo começou em 1996 com a chegada de duas equipas missionárias ao país. Uma instalou-se na Missão de Netia, em Nacala; a outra rumou à Missão de Inhazónia, no Chimoio. Duas equipas de três, com Espiritanos de Angola, Portugal e Nigéria. A guerra em Moçambique já tinha terminado, mas os sinais de violência e pobreza estavam (e estão) ainda muito evidentes. Os Espiritanos deitaram as mãos ao arado e toca a trabalhar pela evangelização integral deste povo dos interiores abandonados. O P. Yves Mathieu, francês, lembra que Inhazónia não tinha padre residente há mais de 25 anos, quando os Espiritanos chegaram. Hoje a Missão tem 200 kms de norte a sul e de este a oeste. Além do apoio às crianças e jovens, investe-se na pastoral da saúde e carcerária, bem como em projectos de desenvolvimento e auto-sustentabilidade. No outro canto do país, já perto do oceano, os Espiritanos chegaram a Netia, antiga missão comboniana. Ainda encontraram e partilharam missão com as Irmãs Combonianas. Investiram muito na evangelização, visitando as dezenas de comunidades espalhadas por uma ampla geografia onde os campos de mandioca, de milho, de feijão e de algodão ocupam as populações, também alimentadas pelas mangueiras e cajueiros. Um dos projetos melhor sucedidos por esta equipa espiritana recém-chegada foi a das Escolinhas Comunitárias que construíram e animaram. Mas, ao fim de alguns anos, avaliaram a sua presença com o Bispo de Nacala e decidiram abrir uma nova frente missionária, em 2004, dividindo a Missão e tomando conta da parte de Itoculo, ao todo, 79 comunidades. Ali construíram uma nova Missão, tendo as Irmãs Espiritanas fundado a sua primeira presença em terras moçambicanas. O Centro Pastoral permite fazer a formação das lideranças laicais. Construíram-se dois Lares, um para meninas e outro para rapazes, vindos das aldeias para estudar na ‘vila’. Diz o P. Raul Viana, Superior da Missão: ‘acreditamos que a formação séria e responsável dos jovens actuais é um excelente ponto de partida para o desenvolvimento integral deste povo’. A Missão, ao longo dos anos, contou com o compromisso de Padres e Irmãs Espiritanas, Padres Diocesanos, Estagiários Espiritanos e Leigos Voluntários, mostrando o rosto de uma Igreja muito plural, no que a carismas e ministérios diz respeito.
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