EPISODE · Dec 13, 2021 · 1H 28M
Mafalda Veiga
from O Poema Ensina a Cair · host Raquel Marinho
Mafalda Veiga nasceu em Lisboa a 24 de dezembro de 1965, onde viveu a maior parte da sua vida. Passou a infância e a adolescência em Espanha, e desse período no país vizinho ficou-lhe, entre outras coisas, o gosto da rua, de estar na rua com os amigos. Bisneta do pintor Simão da Veiga, quando era criança chegou a ter aulas de pintura com o desejo de um dia ser pintora, mas o destino haveria de ser outro. Quando o pai lhe ofereceu uma viola e aprendeu a tocar, iniciou, digamos, uma relação para a vida. O tio Pedro da Veiga teve um papel importante nessa aproximação à música – era guitarrista de fado e não só ensinou Mafalda Veiga a tocar, como a levou, ainda pequena, a algumas casas de fado onde a nossa convidada se estreou a cantar ao vivo. Poucos anos depois, ainda na adolescência, percebeu que, além de cantar, queria compor e escrever as suas próprias canções. Começou a escrever e a compor ainda adolescente, e antes de entrar na faculdade, no curso de Línguas e Literaturas Modernas, na Faculdade de Letras de Lisboa. Estava ainda no segundo ano quando lançou o primeiro disco, Pássaros do Sul. Um sucesso de vendas, disco de prata em apenas um mês, e uma vida nova a começar. Por causa da música e da composição, saiu muito depressa desse lugar anónimo de observadora dos outros e de compositora desconhecida, para as luzes e os vários palcos que o sucesso traz. Terminou, portanto, o curso superior entre a escrita de canções e os concertos, e desde então, ao longo de mais de 30 anos de composição, editou vários álbuns, alguns deles discos de prata e de platina, com músicas que permanecem no ouvido de milhares de portugueses. Fala da composição como, e vou citar, “o chão de tudo”, explicando que “se não fosse compositora não estaria na música porque aquilo que mais gosto na expressão artística é precisamente a criação e a construção”.
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Mafalda Veiga nasceu em Lisboa a 24 de dezembro de 1965, onde viveu a maior parte da sua vida. Passou a infância e a adolescência em Espanha, e desse período no país vizinho ficou-lhe, entre outras coisas, o gosto da rua, de estar na rua com os amigos. Bisneta do pintor Simão da Veiga, quando era criança chegou a ter aulas de pintura com o desejo de um dia ser pintora, mas o destino haveria de ser outro. Quando o pai lhe ofereceu uma viola e aprendeu a tocar, iniciou, digamos, uma relação para a vida. O tio Pedro da Veiga teve um papel importante nessa aproximação à música – era guitarrista de fado e não só ensinou Mafalda Veiga a tocar, como a levou, ainda pequena, a algumas casas de fado onde a nossa convidada se estreou a cantar ao vivo. Poucos anos depois, ainda na adolescência, percebeu que, além de cantar, queria compor e escrever as suas próprias canções. Começou a escrever e a compor ainda adolescente, e antes de entrar na faculdade, no curso de Línguas e Literaturas Modernas, na Faculdade de Letras de Lisboa. Estava ainda no segundo ano quando lançou o primeiro disco, Pássaros do Sul. Um sucesso de vendas, disco de prata em apenas um mês, e uma vida nova a começar. Por causa da música e da composição, saiu muito depressa desse lugar anónimo de observadora dos outros e de compositora desconhecida, para as luzes e os vários palcos que o sucesso traz. Terminou, portanto, o curso superior entre a escrita de canções e os concertos, e desde então, ao longo de mais de 30 anos de composição, editou vários álbuns, alguns deles discos de prata e de platina, com músicas que permanecem no ouvido de milhares de portugueses. Fala da composição como, e vou citar, “o chão de tudo”, explicando que “se não fosse compositora não estaria na música porque aquilo que mais gosto na expressão artística é precisamente a criação e a construção”.
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