EPISODE · Aug 15, 2025 · 8 MIN
Não descarte a cúpula Putin-Trump ainda - seu resultado pode surpreender os críticos
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Neste episódio, analisamos como o caso de Gaza se encaixa em um padrão histórico de minimização, por parte de autoridades dos Estados Unidos, de atrocidades cometidas por regimes aliados. Estudiosos de genocídio e crimes contra a humanidade apontam que, de Timor-Leste nos anos 1970, passando pela Guatemala nos anos 1980 e chegando ao Iêmen mais recentemente, Washington frequentemente recorre a narrativas que relativizam, reclassificam ou diluem a gravidade das ações de seus parceiros estratégicos — seja para preservar alianças, evitar sanções ou manter acordos militares e econômicos.Exploramos as estratégias retóricas e políticas usadas nesses casos: evitar o uso de termos jurídicos como “genocídio” ou “crimes de guerra”, enfatizar supostos “excessos isolados” em vez de padrões sistemáticos de violência, e transferir a responsabilidade principal para atores não estatais. Também discutimos o impacto dessa postura sobre a credibilidade internacional dos EUA, a aplicação seletiva do direito internacional e o desestímulo que isso gera para a responsabilização efetiva. Um episódio que conecta passado e presente para mostrar como a política externa americana, em nome do realismo geopolítico, frequentemente colide com seus próprios princípios declarados.Texto traduzido do artigo Don’t write off the Putin-Trump summit just yet – its outcome might confound critics, de Peter Rutland, publicado por The Conversation sob a licença Creative Commons Attribution 3.0. Leia o original em: The Conversation.
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Neste episódio, analisamos como o caso de Gaza se encaixa em um padrão histórico de minimização, por parte de autoridades dos Estados Unidos, de atrocidades cometidas por regimes aliados. Estudiosos de genocídio e crimes contra a humanidade apontam que, de Timor-Leste nos anos 1970, passando pela Guatemala nos anos 1980 e chegando ao Iêmen mais recentemente, Washington frequentemente recorre a narrativas que relativizam, reclassificam ou diluem a gravidade das ações de seus parceiros estratégicos — seja para preservar alianças, evitar sanções ou manter acordos militares e econômicos.Exploramos as estratégias retóricas e políticas usadas nesses casos: evitar o uso de termos jurídicos como “genocídio” ou “crimes de guerra”, enfatizar supostos “excessos isolados” em vez de padrões sistemáticos de violência, e transferir a responsabilidade principal para atores não estatais. Também discutimos o impacto dessa postura sobre a credibilidade internacional dos EUA, a aplicação seletiva do direito internacional e o desestímulo que isso gera para a responsabilização efetiva. Um episódio que conecta passado e presente para mostrar como a política externa americana, em nome do realismo geopolítico, frequentemente colide com seus próprios princípios declarados.Texto traduzido do artigo Don’t write off the Putin-Trump summit just yet – its outcome might confound critics, de Peter Rutland, publicado por The Conversation sob a licença Creative Commons Attribution 3.0. Leia o original em: The Conversation.
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