Os caminhos «livres e plurais» escolhidos por Inês Espada Vieira (versão na íntegra) episode artwork

EPISODE · May 26, 2022 · 1H 6M

Os caminhos «livres e plurais» escolhidos por Inês Espada Vieira (versão na íntegra)

from Agência ECCLESIA · host Agência ECCLESIA

Mulher, mãe, ativista na sociedade e na Igreja, paroquiana - Inês Espada Vieira diz que nunca escolheu o fim mas foi optando por caminhos, que a levaram hoje a ser professora de Língua Portuguesa, na Universidade Católica Portuguesa, vice-presidente do Centro de Reflexão Cristã (CRC), responsável pelo acolhimento de refugiados na paróquia de São Tomás de Aquino, em Lisboa. É com orgulho que se vê como uma «Filha da Madrugada» mas acolhe essa definição entre a festa da possibilidade e a responsabilidade do caminho que o seu lugar de privilegiada a faz abrir rumo aos outros. É assim que também sonha a Igreja: livre e plural. «Acolher ou não acolher refugiados não depende se a pessoa merece ou não. O nosso lado humanitário e a solidariedade não é uma opção. É assim. A experiência de acolhimento de refugiados na paróquia de São Tomás de Aquino foi uma mudança de vida. Há um sofrimento no outro que tentamos apaziguar, consolar, mas há um lugar onde não chegamos. E ficamos nós a sofrer com esta nossa incapacidade, temos de a aceitar». «Livre e plural. Esse é o sonho da Igreja e que ajudo a construir no CRC. Não há nada imposto, todos temos uma voz. Naturalmente parte de uma abertura, de experiências de vanguarda na posição de homens e mulheres na Igreja, no modo como entendem a relação dos religiosos com os leigos, da maneira de estar no mundo, (com) os católicos presentes assumidamente na vida pública, sem serem todos iguais. É no diálogo que nos fazemos, nós sociedade e nós indivíduos. Não há outra forma, é sempre pensando em relação». «O CRC é um lugar de liberdade, de pluralidade, de vitalidade, de diálogo entre gerações, de questionamentos, de andar para a frente e para trás, à procura da melhor versão de nós». «É das coisas mais bonitas sentir que sou filha da madrugada. É de uma esperança, é a melhor coisa que nos aconteceu na história recente não só porque abre para a transição o regime que hoje temos, mas porque é de verdadeiramente um dia inteiro e limpo. A responsabilidade não pode ser um peso, porque os pesos embotam a nossa vontade, mas antes uma consciência das possibilidades, do que podemos fazer».

Mulher, mãe, ativista na sociedade e na Igreja, paroquiana - Inês Espada Vieira diz que nunca escolheu o fim mas foi optando por caminhos, que a levaram hoje a ser professora de Língua Portuguesa, na Universidade Católica Portuguesa, vice-presidente do Centro de Reflexão Cristã (CRC), responsável pelo acolhimento de refugiados na paróquia de São Tomás de Aquino, em Lisboa. É com orgulho que se vê como uma «Filha da Madrugada» mas acolhe essa definição entre a festa da possibilidade e a responsabilidade do caminho que o seu lugar de privilegiada a faz abrir rumo aos outros. É assim que também sonha a Igreja: livre e plural. «Acolher ou não acolher refugiados não depende se a pessoa merece ou não. O nosso lado humanitário e a solidariedade não é uma opção. É assim. A experiência de acolhimento de refugiados na paróquia de São Tomás de Aquino foi uma mudança de vida. Há um sofrimento no outro que tentamos apaziguar, consolar, mas há um lugar onde não chegamos. E ficamos nós a sofrer com esta nossa incapacidade, temos de a aceitar». «Livre e plural. Esse é o sonho da Igreja e que ajudo a construir no CRC. Não há nada imposto, todos temos uma voz. Naturalmente parte de uma abertura, de experiências de vanguarda na posição de homens e mulheres na Igreja, no modo como entendem a relação dos religiosos com os leigos, da maneira de estar no mundo, (com) os católicos presentes assumidamente na vida pública, sem serem todos iguais. É no diálogo que nos fazemos, nós sociedade e nós indivíduos. Não há outra forma, é sempre pensando em relação». «O CRC é um lugar de liberdade, de pluralidade, de vitalidade, de diálogo entre gerações, de questionamentos, de andar para a frente e para trás, à procura da melhor versão de nós». «É das coisas mais bonitas sentir que sou filha da madrugada. É de uma esperança, é a melhor coisa que nos aconteceu na história recente não só porque abre para a transição o regime que hoje temos, mas porque é de verdadeiramente um dia inteiro e limpo. A responsabilidade não pode ser um peso, porque os pesos embotam a nossa vontade, mas antes uma consciência das possibilidades, do que podemos fazer».

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