Os Impressionistas episode artwork

EPISODE · Sep 25, 2024 · 59 MIN

Os Impressionistas

from Estado da Arte

Ouça o podcast: Spotify | Deezer | Apple Podcasts Você já ouviu essas críticas a artistas contemporâneos? “Uns lunáticos esparramam manchas de tinta, assinam o troço e se chamam revolucionários”; “eles não têm conhecimentos sólidos e acham que suas emoções bastam para chamá-las arte”; “uma criança faria”; “é feio”; “não dá pra comparar com um Monet ou Renoir”. E, no entanto, esse é o tipo de crítica que faziam a Monet e Renoir. “Impressionismo”, como “gótico” ou “barroco”, foi originalmente um termo de ridicularização. Madame Monet e seu filho. Claude Monet, 1876 (Reprodução: Wikimedia Commons) Por séculos os pintores perseguiram uma precisão fotográfica. A fotografia tornou as cópias utilitárias obsoletas, mas os românticos estavam livres para usar essa precisão recriando cenas da natureza, da história ou da mitologia. Os realistas deram as costas às igrejas e palácios e encontraram beleza em operários quebrando pedras. Mas até a invenção de apetrechos como bisnagas de tinta e cavaletes portáteis os quadros eram pintados no estúdio. Os impressionistas pintavam ao ar livre. Deve ter sido a sensação dos artistas da idade da pedra quando pintaram fora das cavernas, ou de um fugitivo da caverna de Platão. As paisagens, as alegrias mundanas, a palpitação urbana se ofereciam aos seus olhos e falavam por eles. Eles podiam quebrar os raios de luz, captar sua vibração no ar, segui-los enquanto deslizam nos objetos e os envolvem com cor. Mas um quadro não era mais mera janela. Já Manet descobrira que o mundo da pintura tem “leis naturais” distintas das da realidade familiar, e a lealdade do pintor é primeiro para com a tela. Muito da história da arte moderna é a estória dos desdobramentos do impressionismo ou reações a ele. Em 10 anos já havia “neo-impressionistas” ou “pós-impressionistas” insatisfeitos. A insatisfação de Cézanne com a negligência dos impressionistas à ordem e equilíbrio da arte, às formas sólidas e duráveis, levaria ao cubismo; a de Van Gogh com sua submissão das paixões expressivas às impressões visuais levaria ao expressionismo; a de Gauguin com as complexidades da arte e da vida aos primitivismos. Quando Monet morreu, Picasso já distorcia a realidade ao seu bel prazer e Mondrian a abstraia por completo. Os artistas estavam livres da tirania da objetividade para explorar seu universo interior, muitos ousaram se dizer livres da tirania da Beleza. Mas estariam livres da tirania dos modismos, do capricho, do mercado, da massificação? Essas tentações já estavam em germe no impressionismo. Em 1910, a impressionista pioneira Mary Cassatt denunciava as obras de Monet como “papel de parede”, e era possível comprar seus nenúfares em barras de chocolate, cigarros ou canecas. Ainda podemos discernir o valor dessas pinturas por trás dos leilões multimilionários e da mitologia sobre seus pintores?  Mas talvez haja uma razão para sua consagração por artistas, eruditos e massas. Talvez tenha sido o instante mágico que combinou a sede de liberdade individual dos artistas modernos com a devoção a ideais coletivos de beleza, verdade e nobreza dos antigos, a paixão pela expressão dos sentimentos e a paixão pela representação dos objetos, como se as visões prodigiosas de um Giotto fossem animadas pelas energias explosivas de um Pollock. Mesmo o mais fiel às primeiras impressões impressionistas, Monet, já rico, famoso, com olhos octogenários e esclerosados, criaria, diluindo plantas aquáticas em reflexos de luz e cor, o impossível: a fusão da representação concreta com a imaginação abstrata.     Convidados Ana Cavalcanti: professora da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro Luciano Migliaccio: professor de história da arte da Universidade de São Paulo Sandra Leandro: diretora do Museu Frei Manuel do Cenáculo em Évora.  Referências A História da Arte (The Story of Art), de E.H. Gombrich. Iniciação à História da Arte (A Basic History of Art), de H.W. Janson.  Art – A New History, de Paul Johnson. A World History of Art, de H. Honour e J. Fleming. Critical Readings in Impressionism and Post-Impressionism. An Anthology, ed. por M.T. Lewis. The History of Impressionism e Studies in Impressionism, de John Rewald. The Impressionists, documentário no Perspective Art Channel. Impressionism, de M. Powell-Jones. Impressionism and Its Canon, de J.E. Cutting. A Companion to Impressionism, ed. por A. Dombrowski. Impressionism, N. Brodskaïa. O post Os Impressionistas apareceu primeiro em Estado da Arte.

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Os Impressionistas

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Das denkt Deutschland – Über Meinung und Medien WELT Wie unterscheidet sich die Generation Z tatsächlich vom Rest der Bevölkerung? Wendet sich die Politik von den Menschen ab, oder die Menschen sich von der Politik? Und tickt die Bevölkerung in Ost- und Westdeutschland immer noch unterschiedlich?In "Das denkt Deutschland" sprechen Thorsten Thierhoff, Geschäftsführer des Meinungsforschungsinstitutes forsa, und WELT-Chefredakteur Ulf Poschardt jede Woche über das Auseinanderdriften von öffentlicher und veröffentlichter Meinung. Anhand von konkreten Themen und auf Basis von empirischen Befragungsdaten widmen sie sich in jeder Folge den aktuellen Debatten."Das denkt Deutschland - Über Meinung und Medien" erscheint jeden Mittwoch um 16 Uhr – überall da, wo es Podcast gibt und auf welt.de/dasdenktdeutschland. Ein Podcast von forsa und WELT. Alben für die Ewigkeit audiowest, Freddy Kappen, Stephan Kleiber, Dieter Kottnik Es gibt Alben, die sind etwas Besonderes. Da ist nicht einfach nur Musik drauf – sondern Musik, die bleiben wird. Vielleicht für immer. Es sind Alben, die die Geschichte der Rock- und Popmusik um entscheidende Entwicklungen bereichert haben. Die nicht nur Erfolg, sondern auch Wirkung haben. Und hier stellen wir sie vor.Bei uns könnt Ihr zeitlose Klassiker der Musikgeschichte kennenlernen. Oder sie noch einmal neu erleben und sozusagen ein zweites Mal kennenlernen. Ihr erfahrt die Geschichten, die hinter diesen Alben stecken: Wann und wo sind sie entstanden? Was lässt sie hervortreten aus der Menge? Warum sind sie so, wie sie sind? Und was ist das Besondere an ihnen? Und: Natürlich spielen wir auch Musik. Jede Menge sogar — denn darum geht‘s ja bei uns. Efecto Doppler RTVE Ciencia, arte, música, activismo, fotografía, ensayo y cultura pop. Desciframos la realidad y un mundo en cambio constante desde otras perspectivas. Be-Tales, un grande racconto sui Beatles Radio Beckwith Una canzone dei Beatles al giorno. Storie e approfondimenti sull'intramontabile parabola dei Fab Four. Scritto e condotto da Gigi Giancursi.

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