EPISODE · May 30, 2022 · 2H 3M
Pedro Mexia
from O Poema Ensina a Cair · host Raquel Marinho
Pedro Mexia nasceu em Lisboa, em 1972. Conhecemo-lo devido aos muitos ofícios vem ocupando no espaço público ao longo dos últimos anos, mas gosta de dizer que é, antes de mais, um leitor. E um leitor que se formou, em grande parte, na livraria Buchholz da Duque de Palmela, em Lisboa, a primeira e única livraria com quem teve uma relação afectiva, e onde passou tardes inteiras no início da idade adulta, a construir uma biblioteca, ao mesmo tempo que estudava direito na Universidade Católica, profissão que não chegou a exercer. Começou a escrever nas páginas do extinto DN Jovem. Passou pelo Diário de Notícias e pelo Público, foi subdirector e director interino da Cinemateca. Hoje é assessor para a área da cultura do presidente Marcelo Rebelo de Sousa, mantém uma colaboração regular com o Expresso, onde também assina com Inês Meneses o programa PBX. Na SIC, é um dos comentadores daquele programa cujo nome não se pode nomear. Ao longo dos tempos, acumulou registos e palcos diferentes: da crítica ao ensaio, do diário à poesia, da blogosfera aos jornais em papel ou aos livros impressos. Se quisermos resumir, o que é difícil, podemos falar de Pedro Mexia como crítico literário, editor, tradutor, cronista, dramaturgo, argumentista, comentador ou poeta. Deixamos o epíteto de poeta para o final de propósito, porque o nosso convidado já disse em várias entrevistas que não usa a palavra poeta em causa própria, apesar de, lembramos nós, ter vários livros de poesia publicados. Com a palavra “escritor” também tem algumas reservas, tanto que, disse numa entrevista recente que deve ser o único português que não tem ideias para um romance. Numa outra entrevista, mais antiga, explicou melhor esta ideia: no fundo, tem dificuldades em criar a partir do nada. Sobre a função da poesia, também a que lê – porque anda sempre com livros de poesia por perto – diz que os poemas podem nestes tempos o que sempre puderam em tempos piores do que estes: ser uma companhia, até uma esperança. Mas não acredita muito na ideia de a poesia prestar serviço a causas.
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Pedro Mexia nasceu em Lisboa, em 1972. Conhecemo-lo devido aos muitos ofícios vem ocupando no espaço público ao longo dos últimos anos, mas gosta de dizer que é, antes de mais, um leitor. E um leitor que se formou, em grande parte, na livraria Buchholz da Duque de Palmela, em Lisboa, a primeira e única livraria com quem teve uma relação afectiva, e onde passou tardes inteiras no início da idade adulta, a construir uma biblioteca, ao mesmo tempo que estudava direito na Universidade Católica, profissão que não chegou a exercer. Começou a escrever nas páginas do extinto DN Jovem. Passou pelo Diário de Notícias e pelo Público, foi subdirector e director interino da Cinemateca. Hoje é assessor para a área da cultura do presidente Marcelo Rebelo de Sousa, mantém uma colaboração regular com o Expresso, onde também assina com Inês Meneses o programa PBX. Na SIC, é um dos comentadores daquele programa cujo nome não se pode nomear. Ao longo dos tempos, acumulou registos e palcos diferentes: da crítica ao ensaio, do diário à poesia, da blogosfera aos jornais em papel ou aos livros impressos. Se quisermos resumir, o que é difícil, podemos falar de Pedro Mexia como crítico literário, editor, tradutor, cronista, dramaturgo, argumentista, comentador ou poeta. Deixamos o epíteto de poeta para o final de propósito, porque o nosso convidado já disse em várias entrevistas que não usa a palavra poeta em causa própria, apesar de, lembramos nós, ter vários livros de poesia publicados. Com a palavra “escritor” também tem algumas reservas, tanto que, disse numa entrevista recente que deve ser o único português que não tem ideias para um romance. Numa outra entrevista, mais antiga, explicou melhor esta ideia: no fundo, tem dificuldades em criar a partir do nada. Sobre a função da poesia, também a que lê – porque anda sempre com livros de poesia por perto – diz que os poemas podem nestes tempos o que sempre puderam em tempos piores do que estes: ser uma companhia, até uma esperança. Mas não acredita muito na ideia de a poesia prestar serviço a causas.
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