EPISODE · Jun 25, 2026 · 31 MIN
Presidente do CFM defende rigor no ensino médico e na estética
from Podcast JR Entrevista · host RECORD
O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (24) é o presidente do CFM (Conselho Federal de Medicina), José Hiran Gallo. Ao jornalista Thiago Nolasco, ele falou sobre a medida provisória que cria o Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), a qualidade do ensino médico no Brasil, a distribuição de profissionais pelo país e temas relacionados à segurança dos pacientes.Durante a conversa, Gallo manifestou apoio ao exame de proficiência, mas criticou o modelo da Medida Provisória 1.370, defendendo que a avaliação seja aplicada pelo próprio CFM e não pelo Inep. Ele argumentou que a prova deve ser mais rigorosa, com pelo menos 300 questões e uma etapa prática. “Medicina não tem como você aprender a distância. Medicina tem que ser ao lado de um paciente”, afirmou.O presidente do conselho demonstrou preocupação com a qualidade das 450 faculdades de medicina no país, citando que, no último Enamed, cerca de 14 mil estudantes tiveram notas insuficientes. Gallo criticou a falta de hospitais universitários e de fiscalização do MEC na abertura desses cursos. “Quando você quer destruir um país, destrua a educação. Aí fica tudo fácil".Sobre a distribuição de profissionais, Gallo afirmou que o Brasil possui médicos suficientes (750 mil), mas que faltam políticas públicas para fixá-los no interior e ampliar as vagas de residência médica. Ele também pontuou que o “achatamento salarial” e as dívidas do Fies dificultam o início da carreira dos jovens médicos.Na área de segurança do paciente, o dirigente explicou o banimento do PMMA (polimetilmetacrilato) para fins estéticos devido aos riscos de necrose e morte, reforçando que “estética chega, porque tem outros produtos melhores e que não são nefrotóxicos”. Gallo também alertou sobre o uso de “canetas emagrecedoras” sem prescrição e concluiu afirmando que, apesar dos avanços tecnológicos, a inteligência artificial jamais substituirá o diagnóstico humano feito pelo médico.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.
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O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (24) é o presidente do CFM (Conselho Federal de Medicina), José Hiran Gallo. Ao jornalista Thiago Nolasco, ele falou sobre a medida provisória que cria o Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), a qualidade do ensino médico no Brasil, a distribuição de profissionais pelo país e temas relacionados à segurança dos pacientes.Durante a conversa, Gallo manifestou apoio ao exame de proficiência, mas criticou o modelo da Medida Provisória 1.370, defendendo que a avaliação seja aplicada pelo próprio CFM e não pelo Inep. Ele argumentou que a prova deve ser mais rigorosa, com pelo menos 300 questões e uma etapa prática. “Medicina não tem como você aprender a distância. Medicina tem que ser ao lado de um paciente”, afirmou.O presidente do conselho demonstrou preocupação com a qualidade das 450 faculdades de medicina no país, citando que, no último Enamed, cerca de 14 mil estudantes tiveram notas insuficientes. Gallo criticou a falta de hospitais universitários e de fiscalização do MEC na abertura desses cursos. “Quando você quer destruir um país, destrua a educação. Aí fica tudo fácil".Sobre a distribuição de profissionais, Gallo afirmou que o Brasil possui médicos suficientes (750 mil), mas que faltam políticas públicas para fixá-los no interior e ampliar as vagas de residência médica. Ele também pontuou que o “achatamento salarial” e as dívidas do Fies dificultam o início da carreira dos jovens médicos.Na área de segurança do paciente, o dirigente explicou o banimento do PMMA (polimetilmetacrilato) para fins estéticos devido aos riscos de necrose e morte, reforçando que “estética chega, porque tem outros produtos melhores e que não são nefrotóxicos”. Gallo também alertou sobre o uso de “canetas emagrecedoras” sem prescrição e concluiu afirmando que, apesar dos avanços tecnológicos, a inteligência artificial jamais substituirá o diagnóstico humano feito pelo médico.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.
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Presidente do CFM defende rigor no ensino médico e na estética
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