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EPISODE · Feb 27, 2019 · 54 MIN

Psicofármacos

from Estado da Arte

No ano de 2.540 depois de Cristo o Administrador do Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley explicava a origem da droga soma: Dois mil farmacologistas e bioquímicos foram subsidiados no ano 178 depois de Ford… Seis anos depois estava sendo produzida comercialmente. A droga perfeita… Eufórica, narcótica, agradavelmente alucinante… Todas as vantagens do cristianismo e do álcool, nenhum dos seus defeitos… Tire um feriado da realidade sempre que quiser, e volte sem tanto quanto uma dor de cabeça ou uma mitologia. A história da psicofarmacologia é a “história da intersecção entre drogas, loucura, ordem social e a experiência do eu” (David Healey). Há pelo menos 10 mil anos, substâncias psicoativas como ópio, coca, mescalina, e, claro, o álcool, têm sido ingeridas para alterar a consciência em busca de recreação, experiências religiosas, ampliação sensorial e cognitiva ou anestesia. Surpreendentemente, até meados do século passado, seu uso no tratamento de transtornos mentais era praticamente nulo, a tal ponto que em 1888 um alienista como Heinrich Neumann podia anunciar: “É chegada a hora de deixarmos de buscar a erva, sal ou metal que em doses homeopáticas ou alopáticas curará a mania, a degeneração, os delírios ou a excitação. Não serão encontradas antes que encontrem as pílulas que farão um grande artista de um palerma ignorante ou uma criança bem comportada de um moleque mimado”. Mas em 1949, quase por acaso, um psiquiatra australiano descobria o poder tranquilizador do sal de lítio sobre maníaco-depressivos. Logo se seguiria o mais bem sucedido dos antipsicóticos, a clorpromazina, e também o primeiro antidepressivo. No final dos anos 50, dois terços dos pacientes com esquizofrenia passavam a maior parte de suas vidas em hospitais psiquiátricos; já nos anos 80, 95% dos esquizofrênicos eram tratados em regime de não internação. Mesmo que aí influam outras causas, como o movimento antimanicomial, o triunfo dos psicotrópicos sintéticos é inegável. É verdade que já nos anos 60 e 70 um certo mal-estar era diagnosticado por críticos que acusavam num “culto à droga”, tanto entorpecente quanto medicamentosa, um fenômeno social de evasão face às atividades quotidianas normais. Mas após as épocas de euforia com a psicanálise, o behaviorismo e outras ondas do mundo Psi, a neuropsiquiatria tinha seu momento de coqueluche quase ao ponto da mania: “Tão grande é o nosso conhecimento e comando sobre os neurotransmissores”, declarava em 1993 o Doutor Peter Kramer no best-seller Ouvindo o Prozac, “que estamos entrando na era da neurofarmacologia cosmética, tal que seremos capazes de projetar nossas próprias personalidades: um pouco mais de autoconfiança aqui, um pouco menos de irascibilidade ali. Poderemos ser exatamente quem quisermos ser, não pelos meios tradicionais da disciplina e do autocontrole, mas antes tomando uma mistura judiciosa de pílulas”. Apesar disso, muitos céticos veem nesse triunfo uma mistura promíscua entre terapia e engenharia humana, e por trás dele as mesmas forças que borraram a distinção entre o laboratório e a fábrica, ou seja: a indústria farmacêutica inflacionando doenças para vender a cura. Qual será a verdade sobre os psicofármacos? Convidados André Negrão: colaborador do Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular do Hospital das Clínicas de São Paulo com pesquisa sobre marcadores genéticos e influência ambiental no consumo de substâncias psicoativas. Christian Kieling: professor do Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e coordenador do Grupo de Pesquisa em Depressão na Adolescência do Hospital das Clínicas de Porto Alegre. Valentim Gentil Filho: professor titular de psiquiatria da Universidade de São Paulo e membro permanente do Conselho Diretor do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas. O post Psicofármacos apareceu primeiro em Estado da Arte.

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Psicofármacos

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Das denkt Deutschland – Über Meinung und Medien WELT Wie unterscheidet sich die Generation Z tatsächlich vom Rest der Bevölkerung? Wendet sich die Politik von den Menschen ab, oder die Menschen sich von der Politik? Und tickt die Bevölkerung in Ost- und Westdeutschland immer noch unterschiedlich?In "Das denkt Deutschland" sprechen Thorsten Thierhoff, Geschäftsführer des Meinungsforschungsinstitutes forsa, und WELT-Chefredakteur Ulf Poschardt jede Woche über das Auseinanderdriften von öffentlicher und veröffentlichter Meinung. Anhand von konkreten Themen und auf Basis von empirischen Befragungsdaten widmen sie sich in jeder Folge den aktuellen Debatten."Das denkt Deutschland - Über Meinung und Medien" erscheint jeden Mittwoch um 16 Uhr – überall da, wo es Podcast gibt und auf welt.de/dasdenktdeutschland. Ein Podcast von forsa und WELT. Alben für die Ewigkeit audiowest, Freddy Kappen, Stephan Kleiber, Dieter Kottnik Es gibt Alben, die sind etwas Besonderes. Da ist nicht einfach nur Musik drauf – sondern Musik, die bleiben wird. Vielleicht für immer. Es sind Alben, die die Geschichte der Rock- und Popmusik um entscheidende Entwicklungen bereichert haben. Die nicht nur Erfolg, sondern auch Wirkung haben. Und hier stellen wir sie vor.Bei uns könnt Ihr zeitlose Klassiker der Musikgeschichte kennenlernen. Oder sie noch einmal neu erleben und sozusagen ein zweites Mal kennenlernen. Ihr erfahrt die Geschichten, die hinter diesen Alben stecken: Wann und wo sind sie entstanden? Was lässt sie hervortreten aus der Menge? Warum sind sie so, wie sie sind? Und was ist das Besondere an ihnen? Und: Natürlich spielen wir auch Musik. Jede Menge sogar — denn darum geht‘s ja bei uns. Efecto Doppler RTVE Ciencia, arte, música, activismo, fotografía, ensayo y cultura pop. Desciframos la realidad y un mundo en cambio constante desde otras perspectivas. Be-Tales, un grande racconto sui Beatles Radio Beckwith Una canzone dei Beatles al giorno. Storie e approfondimenti sull'intramontabile parabola dei Fab Four. Scritto e condotto da Gigi Giancursi.

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This episode was published on February 27, 2019.

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No ano de 2.540 depois de Cristo o Administrador do Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley explicava a origem da droga soma: Dois mil farmacologistas e bioquímicos foram subsidiados no ano 178 depois de Ford… Seis anos depois...

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