EPISODE · Mar 13, 2026 · 27 MIN
Quilombo Academia: Guinga e Moacir Santos fazem um irretocável inventário léxico-musical crítico ao comportamento do patriarcalismo eurocaucasiano
from Quilombo Academia - USP · host Jornal da USP
As canções interpretadas por Guinga são movidas por uma ética com base nos respeitos à diversidade e à biodiversidade, originadas na cosmovisão egípcio-bantu, que segundo Enrique Dussel é mais antiga civilização da humanidade. Caracterizada por inequívoca nuance de afirmação de minoria vulnerável as canções contribuem para formar um questionamento a lógica acumulativa do euro-hetero-macho-autoritário, que é estranha ao respeito à biodiversidade própria antiga da ética africanidade. As composições de Moacir Santos são um mantra que se unem, nas melodias, instrumental e vocal, permeado por um comportamento jazzístico. Os arranjos de suas canções têm roupagem do xote, com uma seção rítmica pop que é caracterizada na bateria eletrônica. Moacir demonstra a espiritualidade como essência na corporalidade da música negra. Apontando-a no paroxismo do seu arranjo, com erudição de subjacência popular, afrodiaspórica, estado-unidense.
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