EPISODE · Apr 17, 2026 · 27 MIN
Quilombo Academia: O sentimento, crítico e reflexivo, da irreverência do canto negro de Maria Bethânia, Virgínia Rodrigues e Leci Brandão
from Quilombo Academia - USP · host Jornal da USP
A africanidade das interpretações de Bethânia evidencia a orixalidade, composta no sonsigno da alegria, que se encontra na esperança do machado do Xangô, que significa justiça e na mitologia yoruba o Xangô simboliza também o fogo justificando a fogueira como signo da festa as interpretações de Bethânia, que chega à perfeição. O lirismo nas interpretações da diva Virginia Rodrigues sugere Xangô, orixá da justiça, em uma corporalidade procissional, na utópica negra coletiva. Essa ritualidade caracteriza o afoxé, um candombe de rua, onde Xangô segue ovacionado e, dando axé da ética aos presentes, propugnando por amor sem limite. Nas composições de Leci Brandão nota-se à promoção da igualdade racial, e ao respeito às tradições de matriz africana.
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