EPISODE · Jun 27, 2021 · 13 MIN
XIII Domingo do Tempo Comum - Homilia
from Uma palavra no seu caminho · host Luís M. Figueiredo Rodrigues
548 Os sinais realizados por Jesus testemunham que o Pai O enviou1. Convidam a crer n’Ele2. Aos que se Lhe dirigem com fé, concede-lhes o que pedem3. Assim, os milagres fortificam a fé n’Aquele que faz as obras do seu Pai: testemunham que Ele é o Filho de Deus4. Mas também podem ser «ocasião de queda»5. Eles não pretendem satisfazer a curiosidade nem desejos mágicos. Apesar de os seus milagres serem tão evidentes, Jesus é rejeitado por alguns6; chega mesmo a ser acusado de agir pelo poder dos demónios7. 549 Ao libertar certos homens dos males terrenos – da fome8, da injustiça9, da doença e da morte10 – Jesus realizou sinais messiânicos; no entanto, Ele não veio para abolir todos os males deste mundo11, mas para libertar os homens da mais grave das escravidões, a do pecado12, que os impede de realizar a sua vocação de filhos de Deus e é causa de todas as servidões humanas. 646 A ressurreição de Cristo não foi um regresso à vida terrena, como no caso das ressurreições que Ele tinha realizado antes da Páscoa: a filha de Jairo, o jovem de Naim e Lázaro. Esses factos eram acontecimentos milagrosos, mas as pessoas miraculadas reencontravam, pelo poder de Jesus, uma vida terrena «normal»; em dado momento, voltariam a morrer. A ressurreição de Cristo é essencialmente diferente. No seu corpo ressuscitado, Ele passa do estado de morte a uma outra vida, para além do tempo e do espaço. O corpo de Cristo é, na ressurreição, cheio do poder do Espírito Santo; participa da vida divina no estado da sua glória, de tal modo que São Paulo pode dizer de Cristo que Ele é o «homem celeste»13.
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